domingo, 12 de julho de 2009

JN

Telemold reduz idas ao hospital a 25 mil doentes

Pessoas com insuficiência respiratória passam a ser acompanhadas por telemonitorização
MIGUEL GONÇALVES

Os doentes com insuficiência respiratória, dependentes de oxigenoterapia, já podem beneficiar de um sistema inovador que evita deslocações ao hospital. O Telemold pode ser solução para mais de 25 mil portugueses.

De acordo com o Serviço de Pneumologia do Hospital Pulido Valente e a Fundação Vodafone Portugal, promotores do projecto, "o sistema Telemold monitoriza remotamente os níveis de oxigénio no sangue e a actividade física de doentes enquanto estes realizam as suas actividades diárias, possibilitando a optimização da prescrição de oxigénio, com vantagens para o tratamento e qualidade de vida dos doentes".

Até agora, o acompanhamento dos doentes e as prescrições médicas processavam-se através das visitas domiciliárias de clínicos, internamentos e idas regulares dos doentes ao hospital.

A introdução do Sistema de TeleMonitorização da Actividade Física e Optimização da Oxigenoterapia de Longa Duração (Telemold) vem alterar procedimentos e trazer importantes benefícios em três vertentes: para os doentes e suas famílias, para os médicos e para a sociedade. Para os doentes, porque aumenta a sua qualidade de vida; para os médicos, porque proporciona dados em maior quantidade e mais fiáveis, permite acompanhar mais doentes e, através de um sistema de alerta, o médico passa a ser avisado de ocorrências anómalas; para o sistema de saúde permite, entre outros, aliviar a pressão nas urgências hospitalares e uma melhor adequação dos meios financeiros às necessidades dos tratamentos.

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