segunda-feira, 19 de novembro de 2012

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Estudo desenvolvido em Coimbra pode "revolucionar tratamento do cancro da próstata"

Por Agência Lusa








Uma investigação desenvolvida na Universidade de Coimbra, vencedora de uma bolsa de oito mil euros, "pode revolucionar o tratamento do cancro da próstata", admite o urologista Ricardo Leão.
A bolsa destina-se a apoiar o estudo do "efeito das terapêuticas usadas no carcinoma da próstata na subpopulação de células estaminais cancerígenas da próstata", desenvolvido por uma equipa de especialistas, no âmbito do doutoramento daquele médico.
Embora já existam tratamentos eficazes para as células estaminais cancerígenas da próstata, "persistem casos em que a doença progride, mesmo quando as terapêuticas demonstram eficácia inicial", salientou, hoje, à agência Lusa, Ricardo Leão.
Essa resistência aos tratamentos, que "origina a recorrência e a progressão da doença oncológica", dever-se-á, acredita o especialista, "principalmente, às células estaminais cancerígenas".
A bolsa vai permitir a avaliação do efeito de "determinados tratamentos" sobre aquelas células 'in vitro', analisando a sua resposta celular e molecular, para compreender "os mecanismos de resistência" a terapêuticas específicas que ainda permanecem desconhecidos.
Na prática, vai ser possível "saber se estamos ou não a erradicar todas as células que constituem o tumor e, deste modo, perspetivar o efeito das terapêuticas", explica Ricardo Leão, referindo que só numa segunda fase será desenvolvida a avaliação 'in vivo'.
"Esperamos que os nossos resultados possam sugerir novas oportunidades terapêuticas no tratamento do carcinoma da próstata e mudar o modo como esta doença é tratada, hoje em dia", afirma.
Atribuída pela Sociedade Portuguesa de Urologia e pela Astellas, esta bolsa de investigação "privilegia a ciência translacional" e trabalhos que refletem "o uso da investigação laboratorial e básica na resposta direta às necessidades clínicas e práticas terapêuticas".
O cancro da próstata é a doença oncológica mais frequente nos homens, constituindo, neste grupo, a segunda causa de morte por cancro. 
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