sexta-feira, 5 de abril de 2013

RR

Milhões de ficheiros secretos expõem mundo 

dos paraísos fiscais

04-04-2013 11:43

Documentos, que revelam negócios de políticos, criminosos e bilionários de todo o mundo,
 estão nas mãos de uma organização de jornalistas. Há registo relativos a mais de 170 
países e territórios.










Uma organização internacional de jornalismo de investigação revelou ter tido acesso a milhões
 de ficheiros que identificam mais de 120 mil empresas e fundos “offshore”.

O “International Consortium of Investigative Journalists” (ICIJ), que envolveu na análise dos ficheiros dezenas de jornalistas de títulos como o Guardian, BBC, Le Monde, Süddeutsche Zeitung e Washington Post, entre outros, afirma que os documentos a que teve acesso representam "a maior pilha de informação confidencial sobre o sistema financeiro dos ‘offshore’ alguma vez obtida por uma organização de media". 

"O tamanho total dos ficheiros, medidos em gigabytes, é mais de 160 vezes maior do que a fuga de informação dos documentos dos Departamento de Estados dos Estados Unidos a que a Wikileaks teve acesso em 2010", lê-se no portal da organização, que revela ainda que "os registos revelam 'holdings' pessoais e de empresas em 'offshore' em mais de 170 países e territórios". 
Os ficheiros revelam factos e números - transferências de dinheiro, datas de incorporações, ligações entre empresas e indivíduos -, que "ilustram a forma como o sistema secreto dos paraísos fiscais se espalhou agressivamente por todo o mundo, permitindo aos mais ricos e aos melhore relacionados fugir a impostos e estimular a corrupção, protegendo criminosos e corruptos em países ricos e pobres sem discriminação". 
Os documentos que expõem negócios de políticos, criminosos e bilionários de todo o mundo. 
Entre os nomes revelados encontram-se médicos e dentistas norte-americanos, aldeões gregos de classe média, correctores na bolsa de Nova Iorque, ou multimilionários indonésios e da Europa Central ou ainda gestores russos de empresas de topo, negociantes de armas e empresas de fachada. 
O relatório contou com o trabalho de 86 jornalistas de 46 países, que analisaram informações com quase três décadas.
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