sábado, 19 de setembro de 2015

Pela primeira vez um medicamento para Alzheimer deu provas de reverter a doença

 
baycrest.org
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Há esperança para os milhões de pessoas afetadas pela doença de Alzheimer, em todo o mundo. Pela primeira vez, um medicamento deu provas de reverter o mecanismo da doença.
Segundo os resultados de um estudo clínico de 18 meses revelados pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, um novo medicamento, o Solanezumab, consegue reduzir a progressão da doença de Alzheimer em pelo menos 30%.
A descoberta foi anunciada esta quarta-feira em Washington durante a AAIC, a conferência anual da Associação Internacional de Alzheimer.
Após décadas de pesquisas sobre o Alzheimer, alguns dos principais investigadores da área disseram estar muito confiantes de que estamos próximos de encontrar finalmente um tratamento efetivo.
“O chavão que se repete desde sempre é uau, estamos a cinco anos de um tratamento realmente efetivo”, diz Steven Ferris, que dirige o programa de testes clínicos de Alzheimer no Centro Médico Langone da Universidade de Nova Iorque.
“Seria prematuro dizer que tivemos um avanço decisivo, mas há muitas coisas em andamento que são bastante promissoras”, acrescentou Ferris, que está envolvido com os testes há mais de 40 anos.
O medicamento da Lilly bloqueia a beta-amiloide, proteína que causa placas cerebrais tóxicas características da doença mental progressiva.
Os resultados do estudo, que envolveu 1300 pacientes e que teve uma duração de 18 meses, mostraram que a perda de memória foi 30% mais lenta nos pacientes que tomaram o medicamento do que nos restantes.
“Esta é a primeira demonstração de uma droga que verdadeiramente altera a evolução da doença, muda o seu curso de uma forma irrevogável”, disse Eric Karran, diretor de investigação na Alzheimer’s Research UK, em declarações ao The Guardian.
“Isto deixa-nos menos indefesos perante esta terrível doença”, acrescentou Karran.
É um avanço extraordinário“, conclui o cientista.
ZAP / Move
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