sexta-feira, 11 de março de 2016

Green Savers

Bactéria que come plástico pode ajudar a reduzir poluição no Planeta

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Uma equipa de cientistas japoneses descobriu uma bactéria capaz de comer plástico, o que poderá ser uma importante ajuda para melhorar a forma como reciclamos e, como consequência, reduzir a poluição do planeta.
Só em 2013, cerca de 56 milhões de toneladas de polietileno tereftalato (PET) foram produzidas, mas apenas metade deste material é reciclado. Em todo o mundo, por outro lado, um terço das embalagens de plástico escapam ao sistema de recolha e reciclagem e acabam na natureza. Em 2050, se nada mudar, haverá mais plástico do que peixes no mar.
“O sistema atual de produção, de utilização e de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre €72.000 milhões a €108.000 milhões, em embalagens de plástico, são perdidos anualmente. A par do custo financeiro, se nada mudar, os oceanos terão mais plásticos do que peixes (em peso) até 2050”, indicou um comunicado do fórum.
Neste cenário, a descoberta desta bactéria constitui uma boa notícia para o ambiente, ainda que tenhamos de olhar para a notícia com o pragmatismo a que esta nos obriga.
O estudo, publicado na revista Science, diz que a bactéria, baptizada de Ideonella sakaiensis, consegue decompor completamente o polietileno tereftalato (PET), o plástico de que é feita a maioria das garrafas. Os cientistas dizem que bastaram seis semanas para uma colónia desta bactéria comer uma folha fina de PET. Muito pouco tempo quando o material demora no mínimo um século a degradar-se no meio ambiente.
A bactéria produz duas enzimas que provocam uma reação química que degrada o PET. Segundo Uwe Bornscheuer, um dos cientistas que escreveu o artigo da Nature, uma pesquisa mais aprofundada sobre estas enzimas poderá levar-nos a formas mais eficientes para partirmos o PET. A bactéria poderá ser também levada para as lixeiras, para acelerar a decomposição. “A taxa de degradação é [ainda] pequena, mas eficaz. Mas [isto] tem de ser melhorado por novos estudos”, concluiu em declarações ao The Wall Street Journal.
Foto: Kate Ter Haar / Creative Commons
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