quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Rádio Renascença

Portugueses com 100% de imunidade face ao tétano

02 fev, 2017 - 13:57
 
Estudo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge indica que o grau de imunidade da população é alto face às doenças abrangidas pelo Programa Nacional de Vacinação.
A imunidade da população portuguesa em relação às doenças abrangidas pelo Programa Nacional de Vacinação é "alta", sendo de 100% no caso do tétano, revela um estudo sobre a prevalência de anticorpos específicos para estas doenças.
O projecto do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) visa conhecer a prevalência de anticorpos específicos para as doenças que integram o Programa Nacional de Vacinação (PNV), bem como para outros agentes infecciosos com impacto negativo em saúde pública, através da recolha de uma amostra aleatória da população residente no país, estratificada por região e grupo etário.
"Uma das doenças em que o PNV foi mais favorável é o tétano em que a seroprevalência é de 100% em vários grupos etários, ou seja, a totalidade dos indivíduos estudados estava inume ao tétano", revela a coordenadora do Laboratório Nacional de Referência das Doenças Evitáveis pela Vacinação, do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, Paula Palminha, à agência Lusa.
Este é um dos 26 projectos que beneficiam de financiamento do Programa Iniciativas em Saúde Pública (PT06), o qual resulta do Memorando de Entendimento celebrado entre o Estado Português e os Estados Doadores do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 (MFEEE) -- Islândia, Liechtenstein e Noruega.
Na sexta-feira, serão apresentados os primeiros resultados de nove destes projectos, como o Projecto Inquérito Serológico Nacional 2015-2016.
Em relação à difteria, a investigação concluiu que, comparativamente ao anterior inquérito serológico, se registou um aumento da seroprevalência, o que poderá dever-se à administração desta vacina conjuntamente com a do tétano na idade adulta.
Dos dados conhecidos, não se observaram diferenças relevantes entre as regiões. No entanto, sublinhou Paula Palminha, e no que diz respeito à rubéola, foram identificadas "diferenças a nível de género, em que, no sexo masculino, entre os 15 e os 44 anos, a seroprevalência é menor do que no sexo feminino".
Este projecto visou conhecer a prevalência de anticorpos específicos para as doenças que integram o PNV, bem como para outros agentes infecciosos com impacto negativo em saúde pública, através da recolha de uma amostra aleatória da população residente no país, estratificada por região e grupo etário.
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