quinta-feira, 22 de março de 2012

COURRIER INTERNATIONAL
Au Bhoutan, les villageois gardent les forêts

Le gouvernement confie la gestion des forêts aux communautés rurales. Une politique qui permet de protéger les écosystèmes tout en luttant contre la pauvreté.

 Aditya Batra | Down to Earth


C’était d’autant plus remarquable que cette initiative, à l’instar de la démocratie du pays, n’en est qu’à ses balbutiements. Le CFM encourage les habitants des campagnes, les plus démunis du pays, à exploiter les forêts pour satisfaire leurs besoins en bois et leur permettre de tirer profit des produits de la forêt.

Au Bhoutan, où la démocratie n’existe que depuis quatre ans, les partis politiques soutiennent le CFM. “Lors de la réunion annuelle du district, les bénéfices de l’exploitation forestière collective sont régulièrement cités”, confie Karma Jigme Temphel, du ministère de l’Agriculture et des Forêts.

“Grâce à la volonté politique, au soutien du gouvernement, à des objectifs clairs et à l’intérêt des communautés, le CFM a dépassé le stade du projet pilote”, souligne-t-il. En septembre 2011, on comptait 328 communautés CFM au Bhoutan, soit plus de 15 000 familles, impliquées dans la gestion d’au moins 30 000 hectares – quasiment 2 % de la superficie totale des forêts du pays. Et il faut s’attendre à une augmentation importante au cours des deux prochaines années, avec pour objectif, à l’horizon 2013, la gestion par les communautés CFM ou par des particuliers d’au moins 4 % de la couverture forestière.

terça-feira, 20 de março de 2012

Naturlink

Comer bem pode salvar o planeta

Os alimentos saudáveis também são os que mais fazem pelo ambiente. É o que mostra
a nova dupla pirâmide alimentar, concebida pelo Barilla Centre for Food and Nutrition.


Alimentarmo-nos de forma saudável já não chega. Hoje em dia também é preciso comer ecologicamente. Curiosamente, não é nada difícil, pelo menos para quem já tenha bons hábitos: apoiado numa série de estudos científicos, o Barilla Centre for Food and Nutrition, em Itália, concebeu uma dupla pirâmide alimentar que demonstra como os alimentos que mais beneficiam a nossa saúde também são os que menos danos ambientais causam ao planeta. O impacto ambiental foi calculado combinando o Marcador da Pegada Ecológica, um indicador de sustentabilidade ambiental, com uma Análise do Ciclo de Vida dos Alimentos, que avaliou o seu percurso desde a extração, ou cultivo, até à destruição, passando pelo processamento, embalamento, transporte e distribuição.

Frutos e legumes, por exemplo, estão na base da pirâmide alimentar, sendo alimentos que devemos consumir em mais quantidade e, ao mesmo tempo, no topo da pirâmide ambiental (invertida) no grupo dos alimentos que menos impacto negativo têm no planeta ao longo do seu ciclo de vida. No extremo oposto das duas pirâmides estão os doces e a carne vermelha, alimentos que devemos reduzir do cardápio em nome da saúde e que, ao mesmo tempo, são os que mais impacto negativo têm no ambiente.

segunda-feira, 19 de março de 2012

JN

Projeto "Casas Primeiro" arranjou teto a 65 sem-abrigo


Após vários anos a viverem nas ruas de Lisboa, 65 sem-abrigo conseguiram um teto através do projeto Casas Primeiro, um modelo de "sucesso" que arrancou há dois anos e meio e está a suscitar interesse de outras cidades.
foto RUI OLIVEIRA / GLOBAL IMAGENS
Projeto "Casas Primeiro" arranjou teto a 65 sem-abrigo

São mais homens do que mulheres, mas também há quatro casais. Em média, viviam na rua há dez anos e a maioria sofre de doença mental, disse à agência Lusa José Ornelas, coordenador do programa, que foi criado no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo, lançada no terreno há três anos.

"Eram as situações mais difíceis de retirar da rua e nós demonstrámos que era possível", disse o coordenador, explicando que estas pessoas não rejeitavam uma casa, mas o facto de viverem em grandes grupos ou em camaratas e terem de sujeitar-se às "exigências dos serviços transitórios".

Quando lhes foi proposto irem viver para uma casa num bairro de Lisboa, aderiram muito positivamente e com resultados extraordinários: "Dez tornaram-se independentes e puderam ser substituídos por outros, mas este é um programa sem limite de tempo", observou.

Por outro lado, melhoraram consideravelmente a sua saúde, deixaram de utilizar os hospitais psiquiátricos, as urgências dos hospitais gerais e começaram a organizar a vida no sentido de arranjarem um trabalho ou voltar a estudar.

Também criaram boas relações de vizinhança no bairro onde moram com a ajuda da equipa da Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS) que os apoia duas vezes por semana.

"Uma das questões mais fundamentais é que este programa, além de retirar as pessoas da rua, tem um custo/benefício muito positivo de cerca de 18 euros diários por pessoa", que é muito baixo quando comparado com outras respostas tradicionais, como os abrigos ou instituições.

O sucesso do projeto despertou o interesse de outras cidades, nomeadamente Aveiro, Porto e Cascais. "Neste momento, estamos a negociar para que seja generalizado a outras cidades, mas também para que mais pessoas beneficiem dele".

"Neste momento, estamos na fase de apresentar a avaliação do projeto e demonstrar às entidades públicas que os resultados são muito positivos, ao retirar definitivamente as pessoas da rua por um custo muito mais baixo, e no sentido de influenciar os decisores públicos a generalizarem o programa para outras cidades", adiantou.

Em Portugal, a taxa de sucesso do programa situa-se nos 91 por cento, enquanto em outros programas internacionais se situa entre os 80 e os 85%.

Para José Ornelas, este projeto foi uma "grande descoberta": "Finalmente há um programa que resolve e corta o ciclo crónico da pobreza", com as pessoas a voltaram a ter uma vida ativa.

CORREIO DO BRASIL

Semana de Ação Mundial 2012: ‘Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora’

Por Redação, com Adital

Ação Mundial

Infância é tema principal na Ação Mundial 2012

Frente à necessidade de priorizar os direitos das crianças na primeira fase da infância, a Semana deAção Mundial 2012, com o tema: “Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora”, convoca coligações nacionais de educação, escolas, organizações da sociedade civil e pessoas interessadas no assunto a participarem do evento que acontecerá entre os dias 22 e 28 de abril 2012. As inscrições para as atividades já estão abertas e devem ser feitas através do site: http://www.globalactionweek.org/.

Embora muitos Estados tenham se comprometido com este assunto através de convenções e tratados internacionais, o direito à educação na infância permanece sendo um dos temas mais descuidados em termos de políticas educativas. A partir desse contexto, a Campanha Mundial considera de urgência o desenvolvimento de um programa completo pelos direitos da primeira infância, reconhecer as crianças como sujeitos de direito e proporcionar vivências de plenitude e bem-estar.

O desafio é garantir a atenção necessária às mais de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos que ultrapassam essa fase todos os anos sem usufruir de seus direitos infantis. Deste modo elas reduzem a possibilidade de atingir todo o seu potencial e encerrar o ciclo de pobreza e fome dos quais muitas delas são vítimas diariamente. É fundamental que haja um enfoque integral para que seja destinado o direito à educação, bem como uma articulação sobre proteção, saúde e nutrição destas crianças.

SAPO Notícias

Atletismo adaptado

19 de Março de 2012

Portugal conquista 25 medalhas nos Mundiais INAS


Por SAPO Desporto c/ Lusa

A competição de pista coberta serviu para preparar os Jogos Paralímpicos de Londres'2012.


Portugal conquista 25 medalhas nos Mundiais INAS

Portugal conquistou 25 medalhas, 10 das quais de ouro, no campeonato do Mundo de atletismo em pista coberta INAS, para pessoas com deficiência intelectual, que terminou no domingo em Manchester, na Inglaterra.

A seleção portuguesa, composta por 13 atletas, alcançou ainda sete medalhas de prata e oito de bronze, numa competição que serviu de preparação para os Jogos Paralímpicos Londres2012.

Numa competição que contou com a presença de 80 atletas, de 12 países, Portugal sagrou-se campeão do Mundo em masculinos e femininos, e Lenine Cunha foi considerado o melhor atleta, ao conquistar três medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.

O selecionador José Costa Pereira fez um balanço bastante positivo da participação lusa, considerando que a «equipa superou as melhores expetativas tendo os atletas realizado prestações fantásticas».

A 7.ª edição dos mundiais de atletismo foi um dos grandes testes para os Jogos Paralímpicos, que se disputam de 29 de agosto a 09 de setembro, competição para a qual as quotas por país só serão definidas no final de maio.

A deficiência intelectual volta este ano a integrar o programa dos Jogos Paralímpicos, depois de uma interrupção de 12 anos, desde Sydney2000.

Nos Jogos Paralímpicos Londres2012, os atletas com deficiência intelectual vão competir nas modalidades de atletismo, natação, remo e ténis de mesa.

sábado, 17 de março de 2012

Supremo obriga Hospital Maria Pia a pagar 400 mil euros a criança


JN

Condenado pela primeira instância a pagar uma indemnização de 400 mil euros, por negligência médica, à família de um menino da Póvoa de Varzim, o Hospital de Crianças Maria Pia viu a sentença ser ontem confirmada pelo Supremo Tribunal Administrativo do Porto, para o qual havia recorrido.

O caso remonta a 2001, chegou aos tribunais em 2003 e aí se foi arrastando até agora. No mês passado, isto é, oito anos depois do início do processo, o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto proferiu a sentença que condenou o hospital nos termos acima referidos. Este apresentou recurso e, enquanto o mesmo não fosse apreciado, teria de pagar 2000 euros mensais à família de Sérgio, que, ficou demonstrado, ficou a padecer de deficiência profunda, devido à conduta "displicente" (termo usado na sentença) de uma médica otorrinolaringologista.

Correio da Manhã

Sofia Duarte quer continuar a estudar a epilepsia no primeiro ano de vidaPrimeiro Emprego

Doenças genéticas valem prémio

Interessou-se pela Medicina cedo "pela curiosidade científica aliada à possibilidade de ajudar os outros de uma forma muito directa".

  • 16 Março

Por:Sandra Rodrigues dos Santos

Duas características que têm marcado a, ainda breve, carreira de Sofia Duarte de forma determinante e que lhe valeram o Prémio Internacional ‘Eminent Scientist of the Year 2012’ na área de Ciência e Medicina, pelo seu trabalho em Neurologia Médica-Neuropediatria.

Quando decidiu seguir Medicina, Sofia estava determinada em trabalhar numa Organização Não Governamental (ONG) noutro país e, assim, quando terminou o curso foi fazer um estágio em Moçambique.

"O estágio foi determinante para perceber que a formação dos profissionais locais seria a forma mais útil para modificar a situação nos países em vias de desenvolvimento", conta a médica do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital D. Estefânia que está actualmente integrada no Programa Gulbenkian de Formação Médica Avançada.

"Acabei por encontrar a minha verdadeira área de interesse quando trabalhei num Serviço de Neuropediatra em Barcelona e percebi que a Neurologia Pediátrica, pelo desafio científico associado à complexidade de lidar com estas crianças e respectivas famílias, seria o meu caminho", adianta a investigadora.

Sofia Duarte trabalha com "doenças genéticas raras que afectam o normal desenvolvimento do cérebro e conduzem a alterações cognitivas, epilepsia, autismo e outras manifestações" e explica: "para estudo destas doenças, desenvolvemos um método de detecção de proteínas sinápticas no líquido cefalorraquidiano, que é o líquido que reveste o cérebro e medula". A sinapse é a unidade de comunicação entre os neurónios.

Para a jovem investigadora, o prémio é uma forma de "distinguir o trabalho já desenvolvido e incentivar a sua continuação" que, por partir de uma organização internacional e independente pode "facilitar a obtenção de apoio para futuros estudos".

A terminar a parte curricular do Programa Gulbenkian de Formação Médica Avançada, Sofia Duarte espera dedicar os próximos três anos ao estudo das epilepsias do primeiro ano de vida.

TRABALHO

O trabalho distinguido - ‘Dominant and recessive RYR1 mutations in adults with core lesions and mild muscle symptoms’ - foi realizado através de uma colaboração entre o Serviço de Neuropediatria do CHLC, o Laboratório de Neuropatologia do Hospital de Santa Maria e a Unidade de Genética Molecular do Centro de Genética Médica Dr. Jacinto Magalhães.

MÉTODO

O método usado no estudo pode permitir melhorar o diagnóstico das doenças relacionadas com perturbações da neurotransmissão e ajudar os cientistas na procura de diferenças moleculares entre as crianças doentes e as saudáveis. "No fundo estudamos o desenvolvimento normal do cérebro e a forma como algumas doenças interferem com esse desenvolvimento", explica.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Stresse na gravidez premeia investigador do Minho

LEONOR PAIVA WATSONStresse na gravidez premeia investigador do Minho

Um investigador da Universidade do Minho, Nuno Sousa, é o vencedor da I Edição do Prémio Janssen Neurociências, no valor de 50 mil euros, pelo trabalho sobre os efeitos do stress, em fases precoces do desenvolvimento (in útero). O prémio será entregue quinta-feira.

foto DR


Nuno Sousa e a sua equipa concluíram que a exposição ao stress, ainda dentro da barriga da mãe, aumenta a predisposição para comportamentos aditivos e de toxicodependência, na idade adulta. O estudo contemplou animais expostos in útero a um glucocorticoide sintético (hormona libertada em resposta ao stress). "Percebemos que havia um efeito reativo e um programador", explicou Nuno Sousa.

terça-feira, 13 de março de 2012

Diário Digital

Um inquérito realizado a 3.500 jovens europeus revelou que 70 por cento

estão contra a aplicação mais severa de leis de direitos de autor

na Internet, informou hoje o Parlamento Europeu dos Jovens.








O inquérito, realizado pelo Parlamento Europeu dos Jovens em conjunto com a Fundação Mercator, envolveu 3.484 participantes entre os 16 e os 27 anos de 44 países europeus, incluindo 239 portugueses, o terceiro país mais representado, a seguir à Alemanha e à Roménia.

Segundo comunicado da organização do barómetro, em resposta à frase “As leis de direitos de autor devem ser aplicadas de forma mais severa na Internet”, 70 por cento dos participantes mostraram desacordo com a mesma.

Os números surgem numa altura em que a Europa e os Estados Unidos têm assistido a discussões acesas sobre tratados e acordos que visam reforçar os poderes das autoridades face a infrações de direitos de autor, em particular através da partilha de ficheiros na Internet, como foi a questão do documento norte-americano de nome SOPA e o Acordo Comercial Anticontrafação (ACTA), neste momento a ser analisado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia.

Enquanto os Estados participantes nos documentos dizem ser necessário proteger os titulares de direitos de autor, os críticos apontam para limitações das liberdades e direitos dos cidadãos, que podem restringir o uso da Internet.

Em relação à partilha de músicas e filmes protegidos por direitos de autor “sem autorização para uso pessoal”, 63,2 por cento dos inquiridos pelo questionário do Parlamento Europeu dos Jovens disse-se contra uma visão que encare esta ação como errada.

"Estas opiniões provêm da primeira geração que compreende na íntegra tanto as oportunidades como os riscos das novas tecnologias", escrevem os autores do inquérito.

No que toca à recolha de dados pelas empresas através da navegação na Internet, quatro em cada cinco dos jovens inquiridos afirmaram estar preocupados com estas circunstâncias, metade dos quais “muito preocupados”.

Favoráveis à integração de mais países na União Europeia, os jovens participantes responderam em massa de forma positiva às possibilidades das redes sociais num contexto político: 83 por cento disseram que as redes sociais vão ter um impacto positivo na participação democrática.

Diário Digital com Lusa

segunda-feira, 12 de março de 2012

Le Figaro (França)
La greffe de rein «parfaite» est à portée de bistouri
Par Tristan Vey
Une greffe de moelle osseuse préalable à la transplantation de reins a permis à plusieurs patients de s'affranchir du traitement immunosuppresseur à vie.Cela fait maintenant sept mois que Lindsay Porter vit avec un rein qui ne lui appartient pas sans avoir pris le moindre traitement anti-rejet. Cette Américaine de 47 ans a encore du mal à se percevoir comme le résultat d'une prouesse médicale. «Cela me semble tellement naturel», explique-t-elle au site du journal Nature . Avec sept autres patients, elle vient d'expérimenter une technique qui pourrait révolutionner les transplantations d'organes: son système immunitaire a été préparé à accepter le rein étranger par une greffe de la moelle osseuse du donneur.«Cela fait 60 ans que l'idée de la double greffe est dans l'esprit de tous», souligne Edgardo Carossella, chef du service de recherche en hémato-immunologie à l'hôpital Saint-Louis.
En 1953, le prix Nobel de médecine Rupert E. Bullingham montre que la greffe de moelle osseuse d'une souris A chez une souris B à la naissance permet à ces dernières d'accepter à vie les organes de A sans qu'ils se fassent attaquer comme des intrus indésirables par les cellules de B. Tout se passe comme si la greffe de cette substance, qui contient les lymphocytes T régulateurs, les cellules «gardiennes» du corps, permettait de faire cohabiter en parallèle deux systèmes de reconnaissance du soi.
Encore quelques années à attendre «avant de crier victoire»Le chemin pour étendre ces premières expériences à des cobayes adultes, puis à l'être humain, va toutefois se révéler semé d'embuches. «Il y a un phénomène de rejet inversé très violent qui se produit», explique Olivier Thaunat, expert en immunologie clinique et transplanattion rénale à l'hôpital Edouard Herriot de Lyon. «Ce sont les cellules de la moelle du donneur qui vont attaquer le système du receveur.» Ce mécanisme, dit GVHD, a longtemps semblé insurmontable, notamment pour des personnes qui ne sont pas de la même famille.
Il faut attendre 2008 et les travaux de chirurgiens du Massachusetts General Hospital de Boston pour lever cet obstacle. Mais leur technique, complexe, ne permet de retenir les cellules «gardiennes» du donneur que pendant quelques semaines: on parle de «chimérisme transitoire».Les résultats de la nouvelle étude clinique, publiés dans Science Translational Medicine la semaine dernière, sont bien plus impressionnants. Non seulement aucun cas de GHVD n'a été relevé chez les huit patients de l'essai - qui n'avaient, la plupart du temps, aucun lien de parenté avec les donneurs - mais les receveurs présentent tous les signes d'un «chimérisme stable». Parmi eux, cinq ont ainsi toléré le rein qu'on leur a transplanté en stoppant leur traitement immunosuppresseur sur des durées allant de 4 à 18 mois. «Il faut attendre encore quelques années sans GHVD avant de crier victoire», prévient toutefois Edgardo Carossella. «La durée de vie moyenne d'un rein greffé est de 10 à 12 ans avec immunosuppresseurs. Tant qu'on ne pourra pas faire mieux sans, on ne changera pas de technique en routine», appuie Olivier Thaunat.
Difficile d'étendre ces travaux aux autres organesLes résultats obtenus n'en sont pas moins très encourageants, soulignent les deux chercheurs.
Les équipes de l'Institut de thérapie cellulaire du Kentucky ont mis au point «un cocktail» administré avant et après la transplantation du rein incluant une chimiothérapie, une radiothérapie ainsi que l'injection de cellules souches du sang du donneur et de cellules thérapeutiques d'un nouveau genre dites «facilitantes». Il est difficile de savoir exactement la part jouée par chacun de ces traitements de choc dans la réussite du programme. Les chercheurs qui ont mené l'étude pensent que les cellules facilitantes mises au point en sont la clé. Ils ont toutefois refusé de donner des détails à leur sujet puisqu'ils cherchent à en breveter le principe et la méthode de fabrication.
L'auteure principale est elle-même en train de monter une entreprise, Regenerex, qui cherche un moyen de commercialiser cette nouvelle approche thérapeutique.En revanche, passer du rein aux autres organes vitaux ne sera pas simple. Il faudra adapter les procédures à des donneurs morts et à la grande vulnérabilité des receveurs avant et après l'opération. L'administration des traitements lourds prévus par les médecins américains pourraient vite se révéler fatales pour les personnes atteintes de pathologies qui nécessitent ces greffes, qu'elles soient de foie, de poumon ou de coeur.