sábado, 7 de abril de 2012

SOL
Desertificação do país em tribunal

7 de Abril, 2012
por Sónia Balasteiro
«O Estado não tem razão ao tentar desviar a sua legitimidade para a imputar aos ministérios (...) que nem sequer têm personalidade jurídica». É assim que reage o advogado António Moreira – que interpôs uma acção contra o Estado pela desertifcação do país – aos argumentos usados pela defesa do réu em tribunal.

É que na contestação, para defender o Estado, a procuradora Gabriela Gonçalves Coelho, alega que, a haver responsabilidades, estas serão do poder executivo e legislativo: «O Estado não pratica actos administrativos», alega. E empurra as culpas para o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, por ser este e os seus antecessores que têm competências na área, nomeadamente na negociação de fundos com Bruxelas.

Em causa está uma acção popular, interposta por António Moreira, de 68 anos, que está a decorrer no Tribunal Administrativo de Lisboa e que pode levar o Estado a ser obrigado a avançar com uma série de medidas para combater o abandono em que vive o interior do país.

No processo, cuja decisão deverá estar para breve, o advogado alega que as políticas agrícolas e piscatórias do Estado foram «totalmente erradas» e levaram Portugal «à catástrofe actual, que implica que importemos 80% dos produtos que consumimos». Moreira diz ainda que as opções provocaram a «perda de soberania nacional», devido à total dependência externa, negligenciando as produções agrícola e pesqueira nacionais.

Na contestação, a que o SOL teve acesso, a procuradora da República coloca ainda em causa a existência de responsabilidade judicial, uma vez que para o Ministério Público, o tribunal não tem competência para julgar actos políticos: «Estamos pois no âmbito de matéria respeitante à função política-legislativa do Estado, para a qual os tribunais são materialmente incompetentes».

António Moreira tem outra visão: «Se é certo que todos os actos da vida humana são políticos [...], não podem apodar-se de políticos com o intuito de desresponsabilizar os seus autores».

terça-feira, 3 de abril de 2012

Expresso

FARC libertam últimos reféns militares

Após mais de 12 anos de cativeiro, dez polícias e militares foram ontem libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Os militares colombianoss Luis Hernando Pena e Wilson Rojas Medina à chegada ao aeroporto de Villavicencio, Colombia, após 12 anos de cativeiro, na selva, às mãos das FARC
Os militares colombianoss Luis Hernando Pena e Wilson Rojas Medina à chegada ao aeroporto de Villavicencio, Colombia, após 12 anos de cativeiro, na selva, às mãos das FARC
EPA

Uma missão humanitária da Cruz Vermelha resgatou ontem da selva colombiana os dez últimos polícias e militares reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), noticiou hoje a agência noticiosa francesa AFP. Mais de uma centena de civis continuam sequestrados.

Os mais antigos reféns da guerrilha, mantidos em cativeiro durante 12 a 14 anos, embarcaram a bordo de dois helicópteros do exército brasileiro, que foram colocados à disposição do Comité Internacional da Cruz Vermelha e da organização "Colombianos para a Paz".

"A libertação dos quatro militares e seis polícias detidos pelas FARC foi confirmada", anunciou a porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Maria Cristina Rivera, numa declaração lida no aeroporto de Villavicencio, a 110 quilómetros a sul de Bogotá.

Libertação de uma só vez


Os dois helicópteros tinham descolado de Villavicencio, onde aguardavam familiares dos reféns e uma delegação de personalidades estrangeiras, incluindo a Prémio Nobel da Paz guatemalteca, Rigoberta Menchu.

Ao final do dia, os dez polícias e militares foram transferidos para a capital colombiana para se submeterem a exames médicos.

Depois de terem previsto a libertação dos reféns em dois grupos, na segunda e quarta-feira, os rebeldes das FARC acabaram por libertá-los todos de uma só vez.

Segundo as autoridades colombianas, dois polícias continuam desaparecidos, muito embora a guerrilha nunca tenha reivindicado a sua captura.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/farc-libertam-ultimos-refens-militares=f716606#ixzz1qy09SJWo

domingo, 1 de abril de 2012

CORREIO da Manhã
Disciplina ajuda a explicar liderança da LigaSporting de Braga tem guerreiros bonzinhos
O Sporting de Braga de Leonardo Jardim pode ser o primeiro campeão sem expulsões em 25 anos, igualando o Benfica de John Mortimore (1987).
Por:João Querido Manha
Adoptaram a alcunha de 'guerreiros' do Minho, mas têm na disciplina e no baixo índice de faltas uma das faculdades que os projectaram para a liderança isolada da Liga portuguesa, a seis jornadas do fim.Há 11 meses sem sofrer qualquer expulsão na Liga, os jogadores do Sporting de Braga não passam por meninos de coro.
São bonzinhos, sim, mas altamente competitivos e com um espírito colectivo de luta que lhes tem permitido evitar incidentes mais penalizadores, numa evolução enorme relativamente à época transacta - numa das principais transformações operadas por Leonardo Jardim.
Neste século, nenhuma equipa conseguiu ser campeã sem cartões vermelhos, embora por três vezes consecutivas (2007-09) o FC Porto tenha sofrido apenas uma expulsão. O último campeão sem expulsões foi o Benfica de John Mortimore, em 1986-87, há 25 anos.Numa equipa extremamente fustigada com lesões, o bom comportamento disciplinar tem contrabalançado os impedimentos. Até agora, apenas três jogadores (Elderson, Hugo Viana e Alan) atingiram uma vez o limite de cartões amarelos e tiveram suspensões automáticas.Pelo contrário, em oito das 24 jornadas foram os adversários do Braga limitados por expulsões na partida anterior, como acontece esta semana com Pablo Aimar, do Benfica.
O número de expulsões dos adversários principais reflecte a insegurança perante a serenidade que os minhotos vêm mantendo desde o início da temporada. E permitiram-lhe somar três horas de jogo em superioridade numérica, vencendo todos os jogos em que acabaram contra 10.Curiosamente, a mesma equipa conhece bem o reverso desta medalha.
Nas provas em que o controlo disciplinar não foi tão rigoroso, o Braga acabou eliminado com alguma frustração. No único jogo nacional em que sofreu uma expulsão, foi eliminado (pelo Sporting) da Taça de Portugal, depois de actuar 43 minutos em inferioridade, por expulsão de Elderson.
Mais tarde, aconteceu-lhe o mesmo na Liga Europa, quando um erro do árbitro obrigou a actuar 71 minutos sem Hélder Barbosa, frente ao Besiktas.

quinta-feira, 29 de março de 2012

DESTAK
AÇORES

Viaturas de Suporte Imediato de Vida entraram hoje em funcionamento em S. Miguel e na Terceira


As duas primeiras viaturas médicas de Suporte Imediato de Vida (SIV) entraram hoje em funcionamento nas ilhas de S. Miguel e Terceira, nos Açores, estando previsto que a terceira sirva o Faial nas próximas semanas.

O novo serviço, que vai permitir melhorar o diagnóstico e a racionalização dos recursos e equipamentos disponíveis, resulta de uma colaboração entre a Proteção Civil dos Açores e os hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Com a entrada em funcionamento deste serviço, as chamadas feitas para o número de emergência '112' são atendidas no Centro de Operações e Emergência, localizado no Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em Angra do Heroísmo, onde passam primeiro pela PSP e são depois encaminhadas para um enfermeiro.

sábado, 24 de março de 2012

CORREIO da manhã

Aspirina ajuda na prevenção

Medicamento trava progressão de vários tipos de tumor

Aspirina combate cancro

Tomar uma aspirina por dia pode ajudar no tratamento do cancro e prevenir o aparecimento de metástases no caso do cancro do cólon, mama, pulmão e próstata, revela um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista ‘Lancet’.

Por:C.S.

Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa, entre 75 a 300 miligramas de aspirina reduz o número de cancros em um quarto, num período de três anos. Os doentes que usem aspirina têm três vezes mais hipóteses de sobreviver.

quinta-feira, 22 de março de 2012

PÚBLICO


“Efeito dominó” destrói a resistência de superbactérias aos antibióticos

Por Ana Gerschenfeld

O MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundoO MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundo (Nuno Ferreira santos (arquivo))
Foi através de um “efeito dominó” molecular que a equipa de Christopher Tan, dos laboratórios farmacêuticos Merck – que contou com a colaboração de investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) de Oeiras, liderados por Mariana Pinho –, conseguiu tornar o estafilococo áureo multirresistente (MRSA) novamente vulnerável aos antibióticos habitualmente utilizados contra ele.

Os resultados desta equipa internacional (norte-americana, canadiana e portuguesa) podem abrir o caminho ao desenvolvimento de novas formas de combater a crescente ameaça destas “superbactérias”.
O MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundo. Em 2005, nos EUA, a mortalidade anual associada à esta bactéria ultrapassava a do VIH. E estas perigosas infecções também começam a surgir “na rua”, em pessoas saudáveis.
Os antibióticos correntes costumam ser derivados da penicilina, cefalosporinas, etc., e actuam destruindo a parede das células bacterianas. E como muitas bactérias desenvolvem resistência sintetizando uma enzima, a beta-lactamase, que destrói a estrutura molecular desses antibióticos, recorre-se à administração, ao mesmo tempo, de um inibidor dessa enzima. Mas no caso do estafilococo áureo, esta estratégia não funciona bem, porque “a beta-lactamase não é o mecanismo principal que gera resistência aos antibióticos”, escrevem os cientistas num artigo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.
Estes investigadores procuraram uma forma de interferir com a actividade de certas proteínas indispensáveis ao estafilococo áureo, as PBP2 (penicillin-binding proteins), que são precisamente um dos alvos dos antibióticos. Para isso, tiveram de fazer um desvio: recorreram a uma pequena molécula, nome de código PC109723, capaz de inactivar uma outra proteína bacteriana, chamada FtsZ (essencial para a divisão das bactérias), e que é por sua vez indispensável ao funcionamento das PBP2. E mostraram, in vitro e in vivo, no ratinho, que quando submetiam o MRSA a um duplo tratamento com PC109723 e com um antibiótico chamado imipenem, o antibiótico tornava a ser capaz de surtir o seu efeito letal sobre a bactéria.
O contributo dos cientistas portugueses “consistiu em visualizar [em microscopia de fluorescência] o que acontece à proteína FtsZ e à proteína PBP2 nas células deStaphylococcus aureus quando lhe adicionamos esses compostos”, diz-nos Mariana Pinho. E o que constataram foi “que a maior parte da proteína PBP2, alvo do imipenem, deixa de estar no local de divisão da bactéria onde normalmente actua, logo deixa de poder realizar a sua função”, salienta. “O mecanismo de sinergia entre os dois compostos com actividade antibacteriana (PC109723 e imipenem) resulta do facto de o primeiro (PC109723) causar a deslocalização da proteína PBP2, que é o alvo do imipenem.” Ou seja, um autêntico “efeito dominó”.
Como os dois compostos actuam em sinergia, isso significa ainda, explica a revista em comunicado, que as doses necessárias de cada um para combater a infecção pelo estafilococo possam ser substancialmente reduzidas, sendo assim possível evitar eventuais efeitos secundários indesejáveis dos medicamentos.
Podem existir outras combinações de compostos que funcionam? “Sim”, responde Mariana Pinho, “e há vários grupos a trabalhar nesse sentido. Aliás, há uma combinação muito usada que consiste em ácido clavulânico e amoxicilina.” E será esta abordagem mais eficaz do que a procura de novos antibióticos para lutar contra as bactérias multirresistentes aos antibióticos actuais? “Esta abordagem é uma alternativa, não implica que não seja necessário continuar o desenvolvimento de vários antibióticos.”

COURRIER INTERNATIONAL
Au Bhoutan, les villageois gardent les forêts

Le gouvernement confie la gestion des forêts aux communautés rurales. Une politique qui permet de protéger les écosystèmes tout en luttant contre la pauvreté.

 Aditya Batra | Down to Earth


C’était d’autant plus remarquable que cette initiative, à l’instar de la démocratie du pays, n’en est qu’à ses balbutiements. Le CFM encourage les habitants des campagnes, les plus démunis du pays, à exploiter les forêts pour satisfaire leurs besoins en bois et leur permettre de tirer profit des produits de la forêt.

Au Bhoutan, où la démocratie n’existe que depuis quatre ans, les partis politiques soutiennent le CFM. “Lors de la réunion annuelle du district, les bénéfices de l’exploitation forestière collective sont régulièrement cités”, confie Karma Jigme Temphel, du ministère de l’Agriculture et des Forêts.

“Grâce à la volonté politique, au soutien du gouvernement, à des objectifs clairs et à l’intérêt des communautés, le CFM a dépassé le stade du projet pilote”, souligne-t-il. En septembre 2011, on comptait 328 communautés CFM au Bhoutan, soit plus de 15 000 familles, impliquées dans la gestion d’au moins 30 000 hectares – quasiment 2 % de la superficie totale des forêts du pays. Et il faut s’attendre à une augmentation importante au cours des deux prochaines années, avec pour objectif, à l’horizon 2013, la gestion par les communautés CFM ou par des particuliers d’au moins 4 % de la couverture forestière.

terça-feira, 20 de março de 2012

Naturlink

Comer bem pode salvar o planeta

Os alimentos saudáveis também são os que mais fazem pelo ambiente. É o que mostra
a nova dupla pirâmide alimentar, concebida pelo Barilla Centre for Food and Nutrition.


Alimentarmo-nos de forma saudável já não chega. Hoje em dia também é preciso comer ecologicamente. Curiosamente, não é nada difícil, pelo menos para quem já tenha bons hábitos: apoiado numa série de estudos científicos, o Barilla Centre for Food and Nutrition, em Itália, concebeu uma dupla pirâmide alimentar que demonstra como os alimentos que mais beneficiam a nossa saúde também são os que menos danos ambientais causam ao planeta. O impacto ambiental foi calculado combinando o Marcador da Pegada Ecológica, um indicador de sustentabilidade ambiental, com uma Análise do Ciclo de Vida dos Alimentos, que avaliou o seu percurso desde a extração, ou cultivo, até à destruição, passando pelo processamento, embalamento, transporte e distribuição.

Frutos e legumes, por exemplo, estão na base da pirâmide alimentar, sendo alimentos que devemos consumir em mais quantidade e, ao mesmo tempo, no topo da pirâmide ambiental (invertida) no grupo dos alimentos que menos impacto negativo têm no planeta ao longo do seu ciclo de vida. No extremo oposto das duas pirâmides estão os doces e a carne vermelha, alimentos que devemos reduzir do cardápio em nome da saúde e que, ao mesmo tempo, são os que mais impacto negativo têm no ambiente.

segunda-feira, 19 de março de 2012

JN

Projeto "Casas Primeiro" arranjou teto a 65 sem-abrigo


Após vários anos a viverem nas ruas de Lisboa, 65 sem-abrigo conseguiram um teto através do projeto Casas Primeiro, um modelo de "sucesso" que arrancou há dois anos e meio e está a suscitar interesse de outras cidades.
foto RUI OLIVEIRA / GLOBAL IMAGENS
Projeto "Casas Primeiro" arranjou teto a 65 sem-abrigo

São mais homens do que mulheres, mas também há quatro casais. Em média, viviam na rua há dez anos e a maioria sofre de doença mental, disse à agência Lusa José Ornelas, coordenador do programa, que foi criado no âmbito da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo, lançada no terreno há três anos.

"Eram as situações mais difíceis de retirar da rua e nós demonstrámos que era possível", disse o coordenador, explicando que estas pessoas não rejeitavam uma casa, mas o facto de viverem em grandes grupos ou em camaratas e terem de sujeitar-se às "exigências dos serviços transitórios".

Quando lhes foi proposto irem viver para uma casa num bairro de Lisboa, aderiram muito positivamente e com resultados extraordinários: "Dez tornaram-se independentes e puderam ser substituídos por outros, mas este é um programa sem limite de tempo", observou.

Por outro lado, melhoraram consideravelmente a sua saúde, deixaram de utilizar os hospitais psiquiátricos, as urgências dos hospitais gerais e começaram a organizar a vida no sentido de arranjarem um trabalho ou voltar a estudar.

Também criaram boas relações de vizinhança no bairro onde moram com a ajuda da equipa da Associação para o Estudo e Integração Psicossocial (AEIPS) que os apoia duas vezes por semana.

"Uma das questões mais fundamentais é que este programa, além de retirar as pessoas da rua, tem um custo/benefício muito positivo de cerca de 18 euros diários por pessoa", que é muito baixo quando comparado com outras respostas tradicionais, como os abrigos ou instituições.

O sucesso do projeto despertou o interesse de outras cidades, nomeadamente Aveiro, Porto e Cascais. "Neste momento, estamos a negociar para que seja generalizado a outras cidades, mas também para que mais pessoas beneficiem dele".

"Neste momento, estamos na fase de apresentar a avaliação do projeto e demonstrar às entidades públicas que os resultados são muito positivos, ao retirar definitivamente as pessoas da rua por um custo muito mais baixo, e no sentido de influenciar os decisores públicos a generalizarem o programa para outras cidades", adiantou.

Em Portugal, a taxa de sucesso do programa situa-se nos 91 por cento, enquanto em outros programas internacionais se situa entre os 80 e os 85%.

Para José Ornelas, este projeto foi uma "grande descoberta": "Finalmente há um programa que resolve e corta o ciclo crónico da pobreza", com as pessoas a voltaram a ter uma vida ativa.

CORREIO DO BRASIL

Semana de Ação Mundial 2012: ‘Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora’

Por Redação, com Adital

Ação Mundial

Infância é tema principal na Ação Mundial 2012

Frente à necessidade de priorizar os direitos das crianças na primeira fase da infância, a Semana deAção Mundial 2012, com o tema: “Direitos desde o início! Educação e cuidados da primeira infância agora”, convoca coligações nacionais de educação, escolas, organizações da sociedade civil e pessoas interessadas no assunto a participarem do evento que acontecerá entre os dias 22 e 28 de abril 2012. As inscrições para as atividades já estão abertas e devem ser feitas através do site: http://www.globalactionweek.org/.

Embora muitos Estados tenham se comprometido com este assunto através de convenções e tratados internacionais, o direito à educação na infância permanece sendo um dos temas mais descuidados em termos de políticas educativas. A partir desse contexto, a Campanha Mundial considera de urgência o desenvolvimento de um programa completo pelos direitos da primeira infância, reconhecer as crianças como sujeitos de direito e proporcionar vivências de plenitude e bem-estar.

O desafio é garantir a atenção necessária às mais de 200 milhões de crianças com menos de cinco anos que ultrapassam essa fase todos os anos sem usufruir de seus direitos infantis. Deste modo elas reduzem a possibilidade de atingir todo o seu potencial e encerrar o ciclo de pobreza e fome dos quais muitas delas são vítimas diariamente. É fundamental que haja um enfoque integral para que seja destinado o direito à educação, bem como uma articulação sobre proteção, saúde e nutrição destas crianças.