sexta-feira, 13 de abril de 2012





OS 25 ANOS DO JORNAL ENTRE MARGENS


O bi-mensário jornal Entre Margens celebra este ano os 25 anos de existência.
Foram 25 anos de sacríficios para manter vivo e livre um pequeno jornal de freguesia.
Foram 25 anos a lutar contra os poderes instituídos que não gostam mesmo nada que algo lhes escape das mãos.
Foram 25 anos de uma enorme satisfação pelo exercício da crítica, do civismo e da opinião livre e da livre informação.
Eu tive o privilégio de ser seu director durante uma década.
Um hip!Hip!Urra! pelo Entre Margens!

jornal-entre-margens.blogspot.com


terça-feira, 10 de abril de 2012

ACTIVA

Como viver mais anos com qualidade de vida!

Cortar nas calorias, beber um copo de vinho por dia, cultivar uma boa rede de amizades e encontrar o amor da sua vida podem fazê-la chegar aos 100 anos a vender saúde. Descobrimos o elixir da juventude.

10 Abril 2012


Cortar nas calorias, beber um copo de vinho por dia, cultivar uma boa rede de amizades e encontrar o amor da sua vida podem fazê-la chegar aos 100 anos a vender saúde. Descobrimos o elixir da juventude.

Ana Pereira, 30 anos, recorda a bisavó, que viveu até aos 94 sem se lhe conhecer uma doença e na plenitude das faculdades mentais. "Viveu sempre na aldeia, sem poluição, rodeada pela família. Comia como um passarinho, quase tudo à base de vegetais da horta dela, nunca fumou ou bebeu. Mas, quando era nova, passou fome e trabalhava no campo de sol a sol. Penso que o seu estilo de vida fez a diferença." Pelos vistos, é herança de família, já que hoje, aos 82 anos, a avó de Ana ainda tem muitos cabelos pretos, uma saúde e vitalidade invejáveis.

De facto, as portuguesas vão bem colocadas em matéria de longevidade, como prova Maria de Jesus, 114 anos, a mulher mais velha da Europa e a segunda mais velha do mundo (uma americana de 117 anos). Ela consta da lista dos supercentenários mundiais, 75 pessoas que ultrapassaram a barreira dos 110 anos. E, por cada 10 pessoas que chegam aos 100, nove são mulheres. Chegar lá lúcida e saudável será apenas uma questão de lotaria genética?

Lições de Okinawa
Os japoneses da ilha de Okinawa sabem que nem tudo depende dos genes. "Aos 70 anos é apenas uma criança, aos 80 ainda um adolescente e, aos 90, se os seus ancestrais o convidarem a juntar-se a eles no paraíso, diga-lhes que esperem até aos 100, idade em que reconsiderará a questão." A frase está inscrita na rocha de uma praia deste lugar especial, onde reside a maior população de centenários do mundo: 33 em cada 100 mil habitantes, os mais saudáveis e activos do mundo, como demonstram as jornalistas francesas Anne Dufour e Laurence Wittner. As autoras de 'O Segredo de Okinawa' [Sinais de Fogo] concluíram que esta população tinha 80% menos doenças cardíacas do que nos países ocidentais; a incidência de cancros dos ovários, útero, mama e próstata é 50% mais baixa do que nos EUA e têm 40% menos fracturas do fémur que no Ocidente.
Afinal, qual o seu segredo? Comem pouco, mas muito bem (veja o quê nas páginas 64 e 65), e vivem com menos stresse do que os ocidentais. O excesso de peso é uma raridade - o seu índice de massa corporal está entre os 18 e os 22 (25 é o limite máximo considerado normal). "Pratica-se de forma muito natural aquilo que os especialistas designam como 'restrição calórica'", explicam as autoras. "Mas, atenção: nada tem que ver com a subnutrição! Trata-se de consumir precisamente aquilo que o corpo necessita e nem uma caloria a mais."

Comer menos para viver mais
Já há várias décadas que a Ciência se tem vindo a interessar pela possibilidade da restrição calórica significar maior longevidade... e porquê. Considera-se normal que um homem ingira, diariamente, entre 2000 a 2500 calorias, e uma mulher, entre 1500 e 1800. Mas um estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas do Wisconsin (EUA), feito com macacos, em 2006, provou que o sistema imunitário daqueles que tinham sofrido cortes de 30% na ração tinha saído reforçado. Ou seja: mais protecção contra doenças. Extrapolaram os resultados para humanos e, em teoria, a esperança média de vida poderia aumentar para 112 anos. Outro estudo, feito no mesmo ano na Universidade de Washington de St. Louis, EUA, concluiu que o coração de uma pessoa que faça restrição calórica há seis anos é mais saudável e jovem, mostrando mais elasticidade. Nada disto é novidade: há 72 anos, Clive McKay, investigador da Universidade de Cornell, nos EUA, reparou que os seus ratos de laboratório viviam mais desde que lhes fizera cortes drásticos no menu.
Mas por que é que comer demais nos tira anos de vida? Para além dos conhecidos efeitos perigosos do mau colesterol, hipertensão e outros, durante a digestão o nosso corpo produz radicais livres, subprodutos do metabolismo que desencadeiam doenças como o cancro e nos envelhecem prematuramente.
Mas, atenção: ninguém deve lançar-se num plano de restrição sem o acompanhamento de um médico e nutricionista, já que é difícil obter as quantidades correctas de nutrientes com menos alimentos.

Negros hábitos
A boa notícia é que, se os seus pais e avós chegaram aos 80 ou 90 anos, tem mais probabilidades de lá chegar também. Mas de nada nos serve um bom património genético se nos entupirmos de gorduras trans e açúcares, vivermos sedentariamente e fumarmos um maço de tabaco por dia. A má notícia é que isso já está a acontecer hoje com a geração de jovens adultos.
Os veteranos que hoje têm 60 ou 70 anos poderão ver os seus filhos morrer primeiro ou sobreviver com pouca saúde e qualidade de vida. Os cuidados médicos e sanitários evoluíram muito desde os tempos do Portugal subdesenvolvido em que uma sardinha tinha de dar para três irmãos, mas, em matéria de alimentação, os portugueses regrediram, rejeitando a saudável cozinha mediterrânica praticada pelos avós. Já estamos a pagar a factura desses erros, com o aumento galopante de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e cancro.

"Traz outro amigo também"
Mas ser saudável e viver mais não é só uma questão de bons hábitos de saúde. Uma equipa de cientistas australianos descobriu, em 2005, que os idosos que continuam a ter uma forte rede de amigos vivem mais tempo. A pesquisa, intitulada 'Estudo Longitudinal Australiano sobre Envelhecimento', começou em 1992 e observou mais de 1500 pessoas com mais de 70 anos. Quem afirmava ter um bom grupo de amigos, demonstrava 22% menos hipóteses de morrer no espaço de uma década. Explicação: os amigos ajudam a baixar os níveis de ansiedade e influenciam-se mutuamente a cuidarem da saúde.
Um outro estudo, da Escola de Saúde Pública de Harvard, que durou 10 anos e investigou mais de 28 mil homens, dava conta de que aqueles que contavam com uma boa rede de amigos e familiares viviam mais anos e com mais saúde. Os mais isolados apresentavam 82% mais de probabilidades de vir a morrer de doença cardíaca e um risco duas vezes maior de suicídio e acidentes mortais.

Mais e mais amor!
O sexo é bom para a pele, faz bem ao coração e combate a depressão. Mas nos últimos anos a Ciência concluiu que o amor pode fazer ainda mais pela longevidade do que uma vida sexual bem recheada. O Estudo Nacional sobre Mortalidade, feito anualmente nos EUA desde 1979, mostra que as pessoas casadas vivem mais anos, têm menos cancros, doenças cardíacas e até menos pneumonias do que os solteiros ou divorciados. Outra pesquisa publicada em 2006 pela Universidade do Iowa, nos EUA, feita com pacientes de cancro do colo do útero, demonstrou que aquelas que mantinham relacionamentos amorosos felizes tinham sistemas imunitários mais eficazes no combate localizado às células malignas. Mas há mais: um longo abraço apaixonado por dia diminui a tensão arterial, como descobriram médicos da Universidade da Carolina do Norte (EUA). O curioso é que isto acontece apenas com mulheres. Já no caso dos homens, duas sessões de sexo por semana reduzem para metade o risco de ataque cardíaco fatal.

Mulher paralisada há 36 anos
lança livro escrito com a boca

10 de Abril, 2012
©Folha de São Paulo
Eliana Zagui está internada há 36 anos no instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas, em São Paulo, devido a uma paralisia que, desde os dois anos de idade, a fez perder os movimentos do pescoço para baixo. Hoje lançou um livro que escreveu com a sua boca.

O seu primeiro livro de memórias é lançado esta terça-feira com o título Pulmão de Aço – uma vida no maior hospital do Brasil.

Eliana explicou ao jornal ‘A Folha’ a origem do nome pulmão de aço, referente a «uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno», onde as pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas com a cabeça de fora e onde ela própria já esteve, devido aos problemas respiratórios de que também sofre.

Eliana aprendeu inglês, italiano, tirou um curso de história de arte e tornou-se pintora, tudo enquanto estava deitada numa cama, condição em que se encontrada desde os dois anos.

Apesar das dificuldades motoras e também respiratórias, alcançou estas metas utilizando apenas a boca para escrever, pintar e ‘teclar’.

Eliana relata no seu livro que esteve próxima do suicídio. «Avaliava as possibilidades: arrancar o tubo da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço», conta, nas páginas onde também brincou com a situação, ao dizer que «até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém».

Aos 38 anos, a mulher acrescenta ainda que «volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar as suas angústias nas sessões semanais de análise» que frequenta.

Eliana disse que espera que o seu livro ajude «aqueles que não querem nada com a vida». «É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a tua nem a tua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida», defendeu.

SOL


segunda-feira, 9 de abril de 2012

ECONÓMICO
Gylfi Zoega

Islândia defende investigação ao Governo português

Económico com Lusa

O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega diz que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos.

"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável.

A participar nas conferências do Estoril, o economista, que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job -- A verdade sobre a crise", disse em entrevista à Agência Lusa que Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.

"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.

A Islândia, na sequência da grave crise económica que sofre desde 2008, derivada do colapso do seu sistema financeiro (que chegou a ser 10 vezes maior que a economia islandesa), também teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional para resolver os seus problemas de financiamento, mas neste caso a experiência não é nada mal vista.

"Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as acções. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios", diz.

O responsável diz mesmo que a experiência do seu país tem sido "muito boa" e que a instituição tem feito um grande esforço de coordenação para garantir que as medidas têm os efeitos desejados.

"A experiência com o FMI acabou por ser muito boa, porque actualmente têm uma tendência para serem muito pragmáticos, para encontrar soluções que funcionem. Tiveram algumas medidas pouco ortodoxas, como os controlos de capital e outras para reduzir o défice, e ajudaram a garantir que o programa estava no caminho certo, visitando todos os ministérios, o banco central. Tem sido um esforço em grande cooperação", explica.

No entanto, recorrer a ajuda externa tem as suas consequências e a principal tem sido a falta de confiança dos mercados, explica ainda Gylfi Zoega, acrescentando que ainda não existe previsão para quando ou se a Islândia vai conseguir voltar a financiar-se nos mercados.

"[A Islândia] Não tem qualquer acesso aos mercados de capitais actualmente, e é uma questão em aberto. Quanto tempo demorará? Se os mercados ficarão completamente fechados? Se olham para isto como um problema isolado que podem perdoar ou se olham e pensam nisto como algo mais crónico. Portanto, nós não sabemos como vai ser o nosso acesso ao mercado no futuro", afirma.

sábado, 7 de abril de 2012

SOL
Desertificação do país em tribunal

7 de Abril, 2012
por Sónia Balasteiro
«O Estado não tem razão ao tentar desviar a sua legitimidade para a imputar aos ministérios (...) que nem sequer têm personalidade jurídica». É assim que reage o advogado António Moreira – que interpôs uma acção contra o Estado pela desertifcação do país – aos argumentos usados pela defesa do réu em tribunal.

É que na contestação, para defender o Estado, a procuradora Gabriela Gonçalves Coelho, alega que, a haver responsabilidades, estas serão do poder executivo e legislativo: «O Estado não pratica actos administrativos», alega. E empurra as culpas para o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, por ser este e os seus antecessores que têm competências na área, nomeadamente na negociação de fundos com Bruxelas.

Em causa está uma acção popular, interposta por António Moreira, de 68 anos, que está a decorrer no Tribunal Administrativo de Lisboa e que pode levar o Estado a ser obrigado a avançar com uma série de medidas para combater o abandono em que vive o interior do país.

No processo, cuja decisão deverá estar para breve, o advogado alega que as políticas agrícolas e piscatórias do Estado foram «totalmente erradas» e levaram Portugal «à catástrofe actual, que implica que importemos 80% dos produtos que consumimos». Moreira diz ainda que as opções provocaram a «perda de soberania nacional», devido à total dependência externa, negligenciando as produções agrícola e pesqueira nacionais.

Na contestação, a que o SOL teve acesso, a procuradora da República coloca ainda em causa a existência de responsabilidade judicial, uma vez que para o Ministério Público, o tribunal não tem competência para julgar actos políticos: «Estamos pois no âmbito de matéria respeitante à função política-legislativa do Estado, para a qual os tribunais são materialmente incompetentes».

António Moreira tem outra visão: «Se é certo que todos os actos da vida humana são políticos [...], não podem apodar-se de políticos com o intuito de desresponsabilizar os seus autores».

terça-feira, 3 de abril de 2012

Expresso

FARC libertam últimos reféns militares

Após mais de 12 anos de cativeiro, dez polícias e militares foram ontem libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Os militares colombianoss Luis Hernando Pena e Wilson Rojas Medina à chegada ao aeroporto de Villavicencio, Colombia, após 12 anos de cativeiro, na selva, às mãos das FARC
Os militares colombianoss Luis Hernando Pena e Wilson Rojas Medina à chegada ao aeroporto de Villavicencio, Colombia, após 12 anos de cativeiro, na selva, às mãos das FARC
EPA

Uma missão humanitária da Cruz Vermelha resgatou ontem da selva colombiana os dez últimos polícias e militares reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), noticiou hoje a agência noticiosa francesa AFP. Mais de uma centena de civis continuam sequestrados.

Os mais antigos reféns da guerrilha, mantidos em cativeiro durante 12 a 14 anos, embarcaram a bordo de dois helicópteros do exército brasileiro, que foram colocados à disposição do Comité Internacional da Cruz Vermelha e da organização "Colombianos para a Paz".

"A libertação dos quatro militares e seis polícias detidos pelas FARC foi confirmada", anunciou a porta-voz do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Maria Cristina Rivera, numa declaração lida no aeroporto de Villavicencio, a 110 quilómetros a sul de Bogotá.

Libertação de uma só vez


Os dois helicópteros tinham descolado de Villavicencio, onde aguardavam familiares dos reféns e uma delegação de personalidades estrangeiras, incluindo a Prémio Nobel da Paz guatemalteca, Rigoberta Menchu.

Ao final do dia, os dez polícias e militares foram transferidos para a capital colombiana para se submeterem a exames médicos.

Depois de terem previsto a libertação dos reféns em dois grupos, na segunda e quarta-feira, os rebeldes das FARC acabaram por libertá-los todos de uma só vez.

Segundo as autoridades colombianas, dois polícias continuam desaparecidos, muito embora a guerrilha nunca tenha reivindicado a sua captura.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/farc-libertam-ultimos-refens-militares=f716606#ixzz1qy09SJWo

domingo, 1 de abril de 2012

CORREIO da Manhã
Disciplina ajuda a explicar liderança da LigaSporting de Braga tem guerreiros bonzinhos
O Sporting de Braga de Leonardo Jardim pode ser o primeiro campeão sem expulsões em 25 anos, igualando o Benfica de John Mortimore (1987).
Por:João Querido Manha
Adoptaram a alcunha de 'guerreiros' do Minho, mas têm na disciplina e no baixo índice de faltas uma das faculdades que os projectaram para a liderança isolada da Liga portuguesa, a seis jornadas do fim.Há 11 meses sem sofrer qualquer expulsão na Liga, os jogadores do Sporting de Braga não passam por meninos de coro.
São bonzinhos, sim, mas altamente competitivos e com um espírito colectivo de luta que lhes tem permitido evitar incidentes mais penalizadores, numa evolução enorme relativamente à época transacta - numa das principais transformações operadas por Leonardo Jardim.
Neste século, nenhuma equipa conseguiu ser campeã sem cartões vermelhos, embora por três vezes consecutivas (2007-09) o FC Porto tenha sofrido apenas uma expulsão. O último campeão sem expulsões foi o Benfica de John Mortimore, em 1986-87, há 25 anos.Numa equipa extremamente fustigada com lesões, o bom comportamento disciplinar tem contrabalançado os impedimentos. Até agora, apenas três jogadores (Elderson, Hugo Viana e Alan) atingiram uma vez o limite de cartões amarelos e tiveram suspensões automáticas.Pelo contrário, em oito das 24 jornadas foram os adversários do Braga limitados por expulsões na partida anterior, como acontece esta semana com Pablo Aimar, do Benfica.
O número de expulsões dos adversários principais reflecte a insegurança perante a serenidade que os minhotos vêm mantendo desde o início da temporada. E permitiram-lhe somar três horas de jogo em superioridade numérica, vencendo todos os jogos em que acabaram contra 10.Curiosamente, a mesma equipa conhece bem o reverso desta medalha.
Nas provas em que o controlo disciplinar não foi tão rigoroso, o Braga acabou eliminado com alguma frustração. No único jogo nacional em que sofreu uma expulsão, foi eliminado (pelo Sporting) da Taça de Portugal, depois de actuar 43 minutos em inferioridade, por expulsão de Elderson.
Mais tarde, aconteceu-lhe o mesmo na Liga Europa, quando um erro do árbitro obrigou a actuar 71 minutos sem Hélder Barbosa, frente ao Besiktas.

quinta-feira, 29 de março de 2012

DESTAK
AÇORES

Viaturas de Suporte Imediato de Vida entraram hoje em funcionamento em S. Miguel e na Terceira


As duas primeiras viaturas médicas de Suporte Imediato de Vida (SIV) entraram hoje em funcionamento nas ilhas de S. Miguel e Terceira, nos Açores, estando previsto que a terceira sirva o Faial nas próximas semanas.

O novo serviço, que vai permitir melhorar o diagnóstico e a racionalização dos recursos e equipamentos disponíveis, resulta de uma colaboração entre a Proteção Civil dos Açores e os hospitais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Com a entrada em funcionamento deste serviço, as chamadas feitas para o número de emergência '112' são atendidas no Centro de Operações e Emergência, localizado no Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em Angra do Heroísmo, onde passam primeiro pela PSP e são depois encaminhadas para um enfermeiro.

sábado, 24 de março de 2012

CORREIO da manhã

Aspirina ajuda na prevenção

Medicamento trava progressão de vários tipos de tumor

Aspirina combate cancro

Tomar uma aspirina por dia pode ajudar no tratamento do cancro e prevenir o aparecimento de metástases no caso do cancro do cólon, mama, pulmão e próstata, revela um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista ‘Lancet’.

Por:C.S.

Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa, entre 75 a 300 miligramas de aspirina reduz o número de cancros em um quarto, num período de três anos. Os doentes que usem aspirina têm três vezes mais hipóteses de sobreviver.

quinta-feira, 22 de março de 2012

PÚBLICO


“Efeito dominó” destrói a resistência de superbactérias aos antibióticos

Por Ana Gerschenfeld

O MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundoO MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundo (Nuno Ferreira santos (arquivo))
Foi através de um “efeito dominó” molecular que a equipa de Christopher Tan, dos laboratórios farmacêuticos Merck – que contou com a colaboração de investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) de Oeiras, liderados por Mariana Pinho –, conseguiu tornar o estafilococo áureo multirresistente (MRSA) novamente vulnerável aos antibióticos habitualmente utilizados contra ele.

Os resultados desta equipa internacional (norte-americana, canadiana e portuguesa) podem abrir o caminho ao desenvolvimento de novas formas de combater a crescente ameaça destas “superbactérias”.
O MRSA é a principal causa de infecções hospitalares no mundo. Em 2005, nos EUA, a mortalidade anual associada à esta bactéria ultrapassava a do VIH. E estas perigosas infecções também começam a surgir “na rua”, em pessoas saudáveis.
Os antibióticos correntes costumam ser derivados da penicilina, cefalosporinas, etc., e actuam destruindo a parede das células bacterianas. E como muitas bactérias desenvolvem resistência sintetizando uma enzima, a beta-lactamase, que destrói a estrutura molecular desses antibióticos, recorre-se à administração, ao mesmo tempo, de um inibidor dessa enzima. Mas no caso do estafilococo áureo, esta estratégia não funciona bem, porque “a beta-lactamase não é o mecanismo principal que gera resistência aos antibióticos”, escrevem os cientistas num artigo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.
Estes investigadores procuraram uma forma de interferir com a actividade de certas proteínas indispensáveis ao estafilococo áureo, as PBP2 (penicillin-binding proteins), que são precisamente um dos alvos dos antibióticos. Para isso, tiveram de fazer um desvio: recorreram a uma pequena molécula, nome de código PC109723, capaz de inactivar uma outra proteína bacteriana, chamada FtsZ (essencial para a divisão das bactérias), e que é por sua vez indispensável ao funcionamento das PBP2. E mostraram, in vitro e in vivo, no ratinho, que quando submetiam o MRSA a um duplo tratamento com PC109723 e com um antibiótico chamado imipenem, o antibiótico tornava a ser capaz de surtir o seu efeito letal sobre a bactéria.
O contributo dos cientistas portugueses “consistiu em visualizar [em microscopia de fluorescência] o que acontece à proteína FtsZ e à proteína PBP2 nas células deStaphylococcus aureus quando lhe adicionamos esses compostos”, diz-nos Mariana Pinho. E o que constataram foi “que a maior parte da proteína PBP2, alvo do imipenem, deixa de estar no local de divisão da bactéria onde normalmente actua, logo deixa de poder realizar a sua função”, salienta. “O mecanismo de sinergia entre os dois compostos com actividade antibacteriana (PC109723 e imipenem) resulta do facto de o primeiro (PC109723) causar a deslocalização da proteína PBP2, que é o alvo do imipenem.” Ou seja, um autêntico “efeito dominó”.
Como os dois compostos actuam em sinergia, isso significa ainda, explica a revista em comunicado, que as doses necessárias de cada um para combater a infecção pelo estafilococo possam ser substancialmente reduzidas, sendo assim possível evitar eventuais efeitos secundários indesejáveis dos medicamentos.
Podem existir outras combinações de compostos que funcionam? “Sim”, responde Mariana Pinho, “e há vários grupos a trabalhar nesse sentido. Aliás, há uma combinação muito usada que consiste em ácido clavulânico e amoxicilina.” E será esta abordagem mais eficaz do que a procura de novos antibióticos para lutar contra as bactérias multirresistentes aos antibióticos actuais? “Esta abordagem é uma alternativa, não implica que não seja necessário continuar o desenvolvimento de vários antibióticos.”