sexta-feira, 20 de abril de 2012
Estudo mapeia dez diferentes tipos de câncer de mama
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
JN
Imagens de satélite ajudam na contagem de pinguins
Um grupo de cientistas conseguiu, pela primeira vez, fazer a contagem do número de pinguins-imperador que vivem na Antártida, a partir do espaço. Através de imagens de alta-resolução transmitidas via satélite, foi possível ver o tamanho aproximado das colónias destas aves.
Os cientistas conseguiram fazer o primeiro censo de pinguins-imperador graças a técnica "pansharpening", que aumenta a resolução das imagens de satélite e permite fazer a distinção entre os pinguins e os elementos do seu "habitat" natural, a Antártida.
Apesar de os animais já terem sido vistos a partir do espaço, a tecnologia existente ainda não tinha permitido fazer a contagem. Agora, de acordo com um estudo levado a cabo pelo Centro Britânico de Investigação da Antártida, é possível que a comunidade tenha o dobro do número de animais anteriormente estipulado.
A equipa de contagem examinou imagens transmitidas pelos satélites privados "Quickbird2", "Worldview2" e "Ikonos", em 2009, que mostraram uma população de pinguins-imperador com cerca de 595 mil indivíduos, quase o dobro do número registado na contagem de 1992, onde foram identificados entre 270 e 350 mil animais."Não acreditei que fossem de facto pinguins, mas quando observei as imagens várias vezes percebi que não poderiam ser outra coisa", recordou a co-autora do projeto, Michelle LaRue.
Os avanços tecnológicos na transmissão de imagens via satélite foram um marco no estudo da evolução da espécie, uma vez que permitiram maior exatidão no registo do número de pinguins-imperador que existem atualmente na Antártida.
As aves, que são quase impossíveis de estudar por viverem em locais gelados e inacessíveis, foram facilmente identificáveis devido às cores da plumagem e à existência de alta-resolução na transmissão das imagens, contou Peter FretWell, líder do projeto.
sexta-feira, 13 de abril de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012
ACTIVA
Como viver mais anos com qualidade de vida!
Cortar nas calorias, beber um copo de vinho por dia, cultivar uma boa rede de amizades e encontrar o amor da sua vida podem fazê-la chegar aos 100 anos a vender saúde. Descobrimos o elixir da juventude.
Por: Cristina Tavares Correia/Activa
10 Abril 2012
Cortar nas calorias, beber um copo de vinho por dia, cultivar uma boa rede de amizades e encontrar o amor da sua vida podem fazê-la chegar aos 100 anos a vender saúde. Descobrimos o elixir da juventude.
Ana Pereira, 30 anos, recorda a bisavó, que viveu até aos 94 sem se lhe conhecer uma doença e na plenitude das faculdades mentais. "Viveu sempre na aldeia, sem poluição, rodeada pela família. Comia como um passarinho, quase tudo à base de vegetais da horta dela, nunca fumou ou bebeu. Mas, quando era nova, passou fome e trabalhava no campo de sol a sol. Penso que o seu estilo de vida fez a diferença." Pelos vistos, é herança de família, já que hoje, aos 82 anos, a avó de Ana ainda tem muitos cabelos pretos, uma saúde e vitalidade invejáveis.
De facto, as portuguesas vão bem colocadas em matéria de longevidade, como prova Maria de Jesus, 114 anos, a mulher mais velha da Europa e a segunda mais velha do mundo (uma americana de 117 anos). Ela consta da lista dos supercentenários mundiais, 75 pessoas que ultrapassaram a barreira dos 110 anos. E, por cada 10 pessoas que chegam aos 100, nove são mulheres. Chegar lá lúcida e saudável será apenas uma questão de lotaria genética?
Lições de Okinawa
Os japoneses da ilha de Okinawa sabem que nem tudo depende dos genes. "Aos 70 anos é apenas uma criança, aos 80 ainda um adolescente e, aos 90, se os seus ancestrais o convidarem a juntar-se a eles no paraíso, diga-lhes que esperem até aos 100, idade em que reconsiderará a questão." A frase está inscrita na rocha de uma praia deste lugar especial, onde reside a maior população de centenários do mundo: 33 em cada 100 mil habitantes, os mais saudáveis e activos do mundo, como demonstram as jornalistas francesas Anne Dufour e Laurence Wittner. As autoras de 'O Segredo de Okinawa' [Sinais de Fogo] concluíram que esta população tinha 80% menos doenças cardíacas do que nos países ocidentais; a incidência de cancros dos ovários, útero, mama e próstata é 50% mais baixa do que nos EUA e têm 40% menos fracturas do fémur que no Ocidente.
Afinal, qual o seu segredo? Comem pouco, mas muito bem (veja o quê nas páginas 64 e 65), e vivem com menos stresse do que os ocidentais. O excesso de peso é uma raridade - o seu índice de massa corporal está entre os 18 e os 22 (25 é o limite máximo considerado normal). "Pratica-se de forma muito natural aquilo que os especialistas designam como 'restrição calórica'", explicam as autoras. "Mas, atenção: nada tem que ver com a subnutrição! Trata-se de consumir precisamente aquilo que o corpo necessita e nem uma caloria a mais."
Comer menos para viver mais
Já há várias décadas que a Ciência se tem vindo a interessar pela possibilidade da restrição calórica significar maior longevidade... e porquê. Considera-se normal que um homem ingira, diariamente, entre 2000 a 2500 calorias, e uma mulher, entre 1500 e 1800. Mas um estudo do Centro Nacional de Pesquisa em Primatas do Wisconsin (EUA), feito com macacos, em 2006, provou que o sistema imunitário daqueles que tinham sofrido cortes de 30% na ração tinha saído reforçado. Ou seja: mais protecção contra doenças. Extrapolaram os resultados para humanos e, em teoria, a esperança média de vida poderia aumentar para 112 anos. Outro estudo, feito no mesmo ano na Universidade de Washington de St. Louis, EUA, concluiu que o coração de uma pessoa que faça restrição calórica há seis anos é mais saudável e jovem, mostrando mais elasticidade. Nada disto é novidade: há 72 anos, Clive McKay, investigador da Universidade de Cornell, nos EUA, reparou que os seus ratos de laboratório viviam mais desde que lhes fizera cortes drásticos no menu.
Mas por que é que comer demais nos tira anos de vida? Para além dos conhecidos efeitos perigosos do mau colesterol, hipertensão e outros, durante a digestão o nosso corpo produz radicais livres, subprodutos do metabolismo que desencadeiam doenças como o cancro e nos envelhecem prematuramente.
Mas, atenção: ninguém deve lançar-se num plano de restrição sem o acompanhamento de um médico e nutricionista, já que é difícil obter as quantidades correctas de nutrientes com menos alimentos.
Negros hábitos
A boa notícia é que, se os seus pais e avós chegaram aos 80 ou 90 anos, tem mais probabilidades de lá chegar também. Mas de nada nos serve um bom património genético se nos entupirmos de gorduras trans e açúcares, vivermos sedentariamente e fumarmos um maço de tabaco por dia. A má notícia é que isso já está a acontecer hoje com a geração de jovens adultos.
Os veteranos que hoje têm 60 ou 70 anos poderão ver os seus filhos morrer primeiro ou sobreviver com pouca saúde e qualidade de vida. Os cuidados médicos e sanitários evoluíram muito desde os tempos do Portugal subdesenvolvido em que uma sardinha tinha de dar para três irmãos, mas, em matéria de alimentação, os portugueses regrediram, rejeitando a saudável cozinha mediterrânica praticada pelos avós. Já estamos a pagar a factura desses erros, com o aumento galopante de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e cancro.
"Traz outro amigo também"
Mas ser saudável e viver mais não é só uma questão de bons hábitos de saúde. Uma equipa de cientistas australianos descobriu, em 2005, que os idosos que continuam a ter uma forte rede de amigos vivem mais tempo. A pesquisa, intitulada 'Estudo Longitudinal Australiano sobre Envelhecimento', começou em 1992 e observou mais de 1500 pessoas com mais de 70 anos. Quem afirmava ter um bom grupo de amigos, demonstrava 22% menos hipóteses de morrer no espaço de uma década. Explicação: os amigos ajudam a baixar os níveis de ansiedade e influenciam-se mutuamente a cuidarem da saúde.
Um outro estudo, da Escola de Saúde Pública de Harvard, que durou 10 anos e investigou mais de 28 mil homens, dava conta de que aqueles que contavam com uma boa rede de amigos e familiares viviam mais anos e com mais saúde. Os mais isolados apresentavam 82% mais de probabilidades de vir a morrer de doença cardíaca e um risco duas vezes maior de suicídio e acidentes mortais.
Mais e mais amor!
O sexo é bom para a pele, faz bem ao coração e combate a depressão. Mas nos últimos anos a Ciência concluiu que o amor pode fazer ainda mais pela longevidade do que uma vida sexual bem recheada. O Estudo Nacional sobre Mortalidade, feito anualmente nos EUA desde 1979, mostra que as pessoas casadas vivem mais anos, têm menos cancros, doenças cardíacas e até menos pneumonias do que os solteiros ou divorciados. Outra pesquisa publicada em 2006 pela Universidade do Iowa, nos EUA, feita com pacientes de cancro do colo do útero, demonstrou que aquelas que mantinham relacionamentos amorosos felizes tinham sistemas imunitários mais eficazes no combate localizado às células malignas. Mas há mais: um longo abraço apaixonado por dia diminui a tensão arterial, como descobriram médicos da Universidade da Carolina do Norte (EUA). O curioso é que isto acontece apenas com mulheres. Já no caso dos homens, duas sessões de sexo por semana reduzem para metade o risco de ataque cardíaco fatal.
O seu primeiro livro de memórias é lançado esta terça-feira com o título Pulmão de Aço – uma vida no maior hospital do Brasil.
Eliana explicou ao jornal ‘A Folha’ a origem do nome pulmão de aço, referente a «uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno», onde as pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas com a cabeça de fora e onde ela própria já esteve, devido aos problemas respiratórios de que também sofre.
Eliana aprendeu inglês, italiano, tirou um curso de história de arte e tornou-se pintora, tudo enquanto estava deitada numa cama, condição em que se encontrada desde os dois anos.
Apesar das dificuldades motoras e também respiratórias, alcançou estas metas utilizando apenas a boca para escrever, pintar e ‘teclar’.
Eliana relata no seu livro que esteve próxima do suicídio. «Avaliava as possibilidades: arrancar o tubo da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço», conta, nas páginas onde também brincou com a situação, ao dizer que «até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém».
Aos 38 anos, a mulher acrescenta ainda que «volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar as suas angústias nas sessões semanais de análise» que frequenta.
Eliana disse que espera que o seu livro ajude «aqueles que não querem nada com a vida». «É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a tua nem a tua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida», defendeu.
SOL
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Islândia defende investigação ao Governo português
Económico com Lusa
O membro do Banco Central da Islândia Gylfi Zoega diz que Portugal deve investigar quem está na origem do elevado endividamento do Estado e dos bancos.
"Temos de ir aos incentivos. Quem ganhou com isto? No meu País eu sei quem puxou os cordelinhos, porque o fizeram e o que fizeram, e Portugal precisa de fazer o mesmo. De analisar porque alguém teve esse incentivo, no Governo e nos bancos, para pedirem tanto emprestado e como se pode solucionar esse problema no futuro", diz o responsável.
A participar nas conferências do Estoril, o economista, que também participou no documentário premiado com um Óscar "Inside Job -- A verdade sobre a crise", disse em entrevista à Agência Lusa que Portugal beneficiou muito de estar no euro nesta altura, porque para além do apoio dos seus parceiros da união monetária, terá de resolver os seus problemas estruturais ao invés de recorrer, como muitas vezes no passado, à desvalorização da moeda.
"Talvez para Portugal estar no euro nesta altura seja uma bênção, porque apesar de não conseguir sair do problema de forma tão fácil como antes, através da depreciação [da moeda], vocês têm de lidar com os problemas estruturais que têm", disse.
A Islândia, na sequência da grave crise económica que sofre desde 2008, derivada do colapso do seu sistema financeiro (que chegou a ser 10 vezes maior que a economia islandesa), também teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional para resolver os seus problemas de financiamento, mas neste caso a experiência não é nada mal vista.
"Penso que o FMI é útil neste sentido, porque é uma instituição que pode ajudar a coordenar as acções. Existem coisas impopulares que têm de ser feitas, e pode ser utilizada como um bode expiatório para essas medidas impopulares, que teriam de ser aplicadas de qualquer forma. Ajuda os políticos locais a justificar aquilo que podiam não conseguir fazer por eles próprios", diz.
O responsável diz mesmo que a experiência do seu país tem sido "muito boa" e que a instituição tem feito um grande esforço de coordenação para garantir que as medidas têm os efeitos desejados.
"A experiência com o FMI acabou por ser muito boa, porque actualmente têm uma tendência para serem muito pragmáticos, para encontrar soluções que funcionem. Tiveram algumas medidas pouco ortodoxas, como os controlos de capital e outras para reduzir o défice, e ajudaram a garantir que o programa estava no caminho certo, visitando todos os ministérios, o banco central. Tem sido um esforço em grande cooperação", explica.
No entanto, recorrer a ajuda externa tem as suas consequências e a principal tem sido a falta de confiança dos mercados, explica ainda Gylfi Zoega, acrescentando que ainda não existe previsão para quando ou se a Islândia vai conseguir voltar a financiar-se nos mercados.
"[A Islândia] Não tem qualquer acesso aos mercados de capitais actualmente, e é uma questão em aberto. Quanto tempo demorará? Se os mercados ficarão completamente fechados? Se olham para isto como um problema isolado que podem perdoar ou se olham e pensam nisto como algo mais crónico. Portanto, nós não sabemos como vai ser o nosso acesso ao mercado no futuro", afirma.
sábado, 7 de abril de 2012
É que na contestação, para defender o Estado, a procuradora Gabriela Gonçalves Coelho, alega que, a haver responsabilidades, estas serão do poder executivo e legislativo: «O Estado não pratica actos administrativos», alega. E empurra as culpas para o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, por ser este e os seus antecessores que têm competências na área, nomeadamente na negociação de fundos com Bruxelas.
Em causa está uma acção popular, interposta por António Moreira, de 68 anos, que está a decorrer no Tribunal Administrativo de Lisboa e que pode levar o Estado a ser obrigado a avançar com uma série de medidas para combater o abandono em que vive o interior do país.
No processo, cuja decisão deverá estar para breve, o advogado alega que as políticas agrícolas e piscatórias do Estado foram «totalmente erradas» e levaram Portugal «à catástrofe actual, que implica que importemos 80% dos produtos que consumimos». Moreira diz ainda que as opções provocaram a «perda de soberania nacional», devido à total dependência externa, negligenciando as produções agrícola e pesqueira nacionais.
Na contestação, a que o SOL teve acesso, a procuradora da República coloca ainda em causa a existência de responsabilidade judicial, uma vez que para o Ministério Público, o tribunal não tem competência para julgar actos políticos: «Estamos pois no âmbito de matéria respeitante à função política-legislativa do Estado, para a qual os tribunais são materialmente incompetentes».
António Moreira tem outra visão: «Se é certo que todos os actos da vida humana são políticos [...], não podem apodar-se de políticos com o intuito de desresponsabilizar os seus autores».