terça-feira, 19 de junho de 2012

SÁBADO


Alemã vive sem dinheiro há 16 anos

Heidemarie Schwermer levava uma vida tradicional. Casada e com dois filhos, trabalhava numa clínica de fisioterapia. Mas o fascínio por uma vida sem dinheiro alterou-lhe os hábitos e aos 50 anos decidiu mudar de vida.

A ideia não era nova para a alemã. Em 1994, criou um grupo de troca de serviços – o ‘Give and Take’. Se alguém precisasse de um serviço de ‘babysitting’, podia dar em troca alimentos ou outro produto qualquer. E foi esta ideia que Schwermer quis transportar para o seu dia-a-dia.


“Notei que cada vez menos precisava de dinheiro. E então pensei que podia tentar esse estilo de vida durante um ano”, confessa numa entrevista ao‘Business Insider’.

De início, vendeu o apartamento e desfez-se de todos os objectos que não cabiam na mala que transporta sempre a seu lado. Mas o que deveria ter durado um ano, prolongou-se: “Decidi que não queria voltar à minha antiga vida”.

Hoje está há 16 anos a manter este estilo de vida. E não se arrepende:

“As pessoas da minha idade gostam de ficar sentadas no jardim das suas casas. Eu prefiro viajar pelo mundo”, diz Schwermer que apesar de ter direito a uma pensão, não utiliza o dinheiro.

Mas como é que sobrevive? Já fez um pouco de tudo: tomou conta de casas, fez jardinagem e lavou janelas. Em troca, pede apenas alimentos ou estadias.

Consigo transporta apenas as roupas apropriadas à estação. Quando o clima muda, oferece as antigas e recebe novas, normalmente dadas por amigos e conhecidos.
Está sempre em movimento – nunca fica num local mais de uma semana. E em todos os locais dá palestras sobre o seu modo de vida. Os únicos pagamentos em dinheiro que aceita são utilizados para comprar os bilhetes de comboio.

Relativamente à comida, percorre os mercados em busca de sobras e produtos que os vendedores já não precisem. Mas recusa que lhe chamem sem-abrigo “Não me podem comparar com essas pessoas. Os sem-abrigo não costumam ser convidados a pernoitar em casa de estranhos como eu sou”.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

paraiba

China desiste de importar 300 mil jumentos nordestinos após protestos em defesa dos animais


Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, não deslanchou. "O Estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros", afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama. "Ficou na intenção".

De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo era a criação do animal para comercialização e industrialização da carne e derivados. A mão de obra local seria utilizada e o preço do animal, compatível com o mercado. Agricultores familiares seriam organizados e inseridos como produtores de jegues.

A idéia foi bem recebida pelo Rio Grande do Norte, pois a exportação criaria uma nova cadeia econômica no Estado, ao mesmo tempo em que seria solução para os jumentos abandonados por donos de terra. Especialmente depois da política de distribuição de renda do governo federal e facilidades de crédito para compra de motos, que passaram a substituir os animais no trabalho de cercar o gado, buscar água e transportar materiais e pessoas.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Jumento Nordestino, Fernando Viana, também chegou a aprovar a proposta, desde que o preço fosse "justo".

O projeto, no entanto, não foi à frente. Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente.

sexta-feira, 8 de junho de 2012


Certo dia, Timor caiu-lhe no colo. Ela deixou cair, primeiro sem saber bem como lhe pegar, mas rapidamente deu por si a agarrar o jovem país com as duas mãos, segurou-o com unhas e dentes e, nesse processo, não podia imaginar como o seu colo, por culpa de Timor, havia de ficar tão grande e tão acolhedor, capaz de albergar vários países, várias missões, variadíssimas histórias de vida.
Teresa Maia é a dona do colo onde caem, volta não vira, países, províncias, problemas para resolver. Fundadora de um colégio em Linda-a-Velha, a que chamou Segunda Casa, sempre procurou integrar na parte curricular a hoje denominada responsabilidade social. «No meu tempo, chamava-se a isso valores, princípios ... mas o nome que se dá não importa. O que sempre quis fazer foi que os alunos da escola tivessem a consciência do outro.»

Um dia, Teresa foi convidada a integrar, com outras escolas a nível nacional, um projeto de apoio a Timor. Como sempre na sua vida, quando se mete em alguma coisa é para ser a sério. Não gosta de meios termos, de meias tintas, de meios gestos. E, por isso, atirou-se de cabeça e envolveu toda a escola com a mesma energia. Professores, alunos, pais.
O projeto, esse tal que foi o primeiro a aterrar-lhe no colo, consistia em geminar duas escolas e enviar todo o tipo de material escolar para lá. Mas Teresa, a tal que não se fica em meios caminhos, pôs os alunos da sua escola a escreverem cartas aos alunos timorenses e angariou tantos livros para Timor que ultrapassou todas as expectativas: as suas, as dos que a rodeavam e até as expectativas do ministério. Parecia ter nascido para lhe caírem no colo projetos assim.
E foi então que, consciente dessa habilidade e dessa paixão, Teresa Maia resolveu, em 2003, fazer nascer uma associação de seu nome Estímulo.

Os protagonistas desta associação são, além da própria, os professores, os alunos e os pais que fazem parte da escola que dirige em Linda-a-Velha
: «Sempre cruzámos muito os projetos em que nos íamos envolvendo com a própria escola. Daí que, quer os alunos, quer os pais se sentissem sempre muito empenhados em cada nova missão da Estímulo.»
Em 2005, a Estímulo foi contactada pelo Ministério da Educação para dar vida a uma nova incumbência, dessa vez em São Tomé e Príncipe, Teresa arregaçou as mangas, com aquele sorriso enorme que quem a conhece sabe que tem. E logo começou a planear a viagem: «Não há nada como ir aos sítios, perceber as necessidades, ver com os nossos próprios olhos a realidade que estamos a trabalhar. Sentir o pulso. Por isso, pus-me a pedinchar: quem é que conhece alguém em São Tomé onde eu possa ficar? Quem é que ajuda na viagem? E lá fui.»
A proposta do ministério era criar uma rede de centros de recurso. Mas Teresa optou por, em cada distrito, fazer centros de arte. «Começámos a angariar materiais escolares e tivemos o apoio da Universidade Nova, que nos ofereceu material de oficina: berbequins, serras, ferramentas várias. E decidimos repetir o que tínhamos feito antes: em Timor, fizemos uma biblioteca em Baucau, mas pedimos que a organização ficasse a cargo da escola, por sabermos que as escolas são respeitadas e levadas a sério. Em São Tomé, foi igual. As oficinas seriam da comunidade, mas as escolas é que ficavam responsáveis.» Mais uma vez, foi um sucesso. De tal modo que a associação começou a sentir necessidade de se organizar.

«Em 2010, registámo-nos na plataforma da Comunidade Europeia para sermos uma organização de serviço de voluntariado europeu.» Mas continuou sempre na mesma linha: fazer projetos concretos de intervenção nas várias comunidades locais, não muito prolongados no tempo. Ou seja, o que se pretende é satisfazer uma necessidade específica numa altura específica.
Neste momento, a mulher que dá colo a comunidades necessitadas está a enviar 4 jovens para a ilha do Fogo para um projeto que visa reforçar a sociedade civil durante seis meses. Em São Tomé, há ainda uma missão a decorrer. Mas Portugal também cabe nos seus braços.
«Sempre tivemos acções mais pontuais em datas especiais como o Natal, por exemplo. No Natal passado, o nosso foco foram as mães adolescentes, não só com bens essenciais para elas e para os bebés, como com incentivo e ajuda para que elas continuem os estudos, para que prossigam com a sua vida.»
E em Novembro de 2011 a associação Estímulo lançou a Operação Mérito, que visa apoiar os jovens que queiram prosseguir os estudos, mas que, sem ajuda, vejam o sonho condenado: «Há muitos estudantes, alunos excelentes, que terminam o secundário e que gostariam de frequentar a universidade, mas que, por falta de condições socioeconómicas, veem-se obrigados a desistir. O que nós pretendemos é ser intermediários entre estes casos e a sociedade à nossa volta. Queremos diagnosticar os casos e arranjar soluções. Por vezes, é preciso livros; outras vezes, será necessário arranjar uma empresa que se disponibilize a oferecer as fotocópias ou um local para estudar ... enfim. Começámos este projeto em janeiro e o nosso objetivo é, em 4 anos, atingir os 18 distritos.»
Como os apoios financeiros estão cada vez mais escassos, dada a conjuntura atual, Teresa vai inventando ações para angariar fundos. A escola passou a alugar uma sala para festas de aniversário e workshops, e o dinheiro desse aluguer reverte para a Operação Mérito. Nesta luta por verbas parcas em tempo de crise, a presidente da Estímulo decidiu fazer um festival de música e outras artes em junho. «Os artistas serão voluntários e, uma vez mais, o dinheiro reverterá para esta causa, de permitir que bons alunos possam prosseguir com os seus estudos. Vai haver bandas de garagem, há uma escola de danças latino-americanas que já se ofereceu para vir dançar, vai haver estudantes de música que virão tocar ... E, mais uma vez, este cruzamento entre a escola e a Estímulo vai sensibilizando os jovens para os seus pares que não nasceram com as mesmas condições. A semente está lá, julgo que vai crescer pela vida fora.»
Teresa Maia tem 52 anos e é a 4ª filha de oito irmãos. Os pais, de classe média-baixa, incutiram a todos o sentido da partilha e do trabalho. Assim, aos 16 anos, Teresa continuou os estudos, mas trabalhava como auxiliar de educação numa escola. O seu primeiro curso foi de Educadora de Infância, seguiu-se a licenciatura em Gestão Escolar e o mestrado em Administração Educacional.
Neste momento, e porque nunca é tarde para continuar a aprender (apesar de todos os instrumentos que toca diariamente), Teresa Maia está a terminar o doutoramento em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento.
Casada, mãe de dois filhos (a Inês com 24 anos e o Francisco com 22), foi também, num período da sua vida, mãe de acolhimento de 4 irmãos: «Foram mais de três anos de convivência. Eles vinham ao fim de semana e passavam um tempo de qualidade connosco. Tinham uma história de vida difícil, uma mãe que se tinha suicidado e um pai alcoólico. Depois, foram todos separados, adoptados por diferentes famílias, e sofri muito por nunca mais saber nada deles.»

O colo, sempre o colo. Dado aos irmãos mais novos na infância, aos filhos biológicos e aos «filhos» de fim de semana, aos alunos da sua escola, a Timor, a São Tomé, às mães adolescentes, aos estudantes carenciados. Teresa Maia tem um colo do tamanho do seu sorriso. E dá-o com a mesma facilidade com que sorri.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

JN

Capitalismo ecológico

Dora Mota

Utopia? Não digam isso a Paulo Magalhães. "Utopia é continuar a fazer conferências internacionais para baixar as emissões sem alterar as regras", diz o ambientalista, membro da Quercus, investigador em Sociologia na Universidade Nova de Lisboa e autor do livro "O condomínio da Terra - Das alterações climáticas a uma nova concepção jurídica do Planeta".

foto Lisa Soares/Global Imagens
Capitalismo ecológico
Paulo Magalhães

Utopia, sublinha o ambientalista portuense, é pensar que podemos continuar a viver como se o Planeta fosse inesgotável, como se a Amazónia fosse só do Brasil, como se não estivesse tudo ao contrário. "Temos de inverter valores. Uma floresta só entra no PIB de um país quando é transformada em madeira, quando está viva vale zero", afirma Paulo Magalhães.

Formado em Direito, integra a equipa da associação ambientalista Quercus que está a ultimar a proposta que vai levar à próxima conferência das Nações Unidas sobre Ambiente, a Rio+20. O nome é tudo: esta conferência (que se realiza em Junho de 2012) acontece 20 anos depois da famosa Cimeira da Terra, também no Rio de Janeiro. Foi nessa altura que se abordou pela primeira vez à escala das Nações Unidas a questão das alterações climáticas.

Uma Cimeira de Copenhaga (2009) falhada depois, a economia verde deixou de ser uma ideia para se ir pensando e tornou-se uma urgência. O que a Quercus sugere é que se tome medidas à escala global para mudar o paradigma económico, reorientando o Mundo para a economia verde, à luz de um princípio de justiça universal. Um sistema em que se lucra ao contribuir para o bem comum e se paga pelo prejuízo causado - o chamado eco-saldo.

"Tem de haver um suporte jurídico global que seja a base para esta contabilidade", refere Paulo Magalhães. No final do processo, a Terra seria gerida como um condomínio, isto é, um lugar que é de todos, com a vigilância das regras a caber a uma Organização Mundial do Ambiente. Isto contraria a competitividade histórica da Humanidade, admite. "O grande desafio deste século é organizar a interdependência ecológica", refere.

JN

Voar entre a Europa e África sem uma gota de combustível

O avião solar suíço "Solar Impulse", que na última madrugada descolou de Madrid rumo a Rabat, em Marrocos, cumpriu a "união" entre a Europa e África depois de 19 horas de voo a uma média de 60 quilómetros por hora.

foto Youssef Boudlal/REUTERS
Voar entre a Europa e África sem uma gota de combustível

O avião, que iniciou a travessia entre a Europa e África na Suíça a 24 de maio, terminou a ligação em Marrocos às 23.25 horas locais de terça-feira depois dos pilotos da aeronave, Bertrand Piccard e André Borschberg, terem voado mais de 2500 quilómetros sem "uma gota de combustível".

O "Solar Impulse" chegou a Madrid a 24 de maio proveniente da localidade suíça de Payerne e tinha previsto continuar a sua viagem no dia 28, mas a partida foi adiada devido ao mau tempo em Marrocos.

O "Solar Impulse" tem a envergadura de um Airbus A340 (63,4 metros), pesa 1600 quilos e as suas asas estão cobertas por 12 mil células fotovoltaicas, que captam a energia solar e armazenam-na em quatro baterias, alimentando quatro motores elétricos.

Foram precisos sete anos de trabalho e uma equipa de 70 pessoas e 80 parcerias para construir este avião em fibra de carbono, que realizou o seu primeiro voo real em 2010, tendo estado no ar 26 horas seguidas de dia e noite sem recurso a qualquer combustível.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

COREIO da MANHÃ

Saúde: Doença é a segunda causa de morte nos países desenvolvidos

250 mil venceram o cancro em Portugal

Ana Ferreira, uma das 250 mil pessoas que sobreviveram ao cancro em Portugal, teve aos 53 anos o primeiro de "dois maus encontros" que quase lhe ceifaram a vida. Ao diagnóstico de cancro no cólon, seguiu-se cirurgia de risco, um prognóstico muito reservado e, nove anos depois, cancro na mama.

Por:Joana Nogueira

As 58 sessões de quimioterapia não lhe retiraram o optimismo que ainda hoje, com 72 anos, a caracteriza. "Tinha um seguro de saúde e, com a família criada e a casa paga, não precisei de recorrer à Banca. Mas a maioria dos doentes não tem essa sorte e encontra inúmeras dificuldades", garante Ana. Já Luísa Costa Macedo conta que, aos 56 anos, foi surpreendida por um nódulo estranho, sinal de um tumor na mama esquerda. Foi no S. José (Lisboa) que fez uma mastectomia, quimioterapia e um implante mamário. Técnica de restauro, perdeu o emprego, mas ganhou a vida. "Sempre encarei bem a doença. Só tenho medo que o cancro seja hereditário porque na família há muitos casos".

Outro caso de sobrevivência: António Santiago tem 56 anos e sofreu um linfoma cerebral. Uma doença que o deixou três anos de baixa. A empresa em que trabalhava na altura em que as enxaquecas denunciaram o linfoma acolheu-o de volta. "Já comecei a trabalhar".

O cancro é a segunda causa de morte nos países desenvolvidos. Jorge Espírito Santo, presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, diz que os sobreviventes "não sabem o que vai acontecer, a nível do emprego, relações sociais e actividades correntes. Se quiser comprar uma casa e pedir um crédito ou fazer um seguro, há sempre dificuldades", revelou, na conferência sobre sobreviventes de cancro, realizada ontem na Fundação Gulbenkian, pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CM

Cancro: IPO do Porto é o primeiro hospital em Portugal a ter esta máquina

Equipamento trata tumores inoperáveis

Trata tumores benignos e malignos pequenos e em locais que os tornavam inacessíveis às técnicas cirúrgicas convencionais. O equipamento Novalis Tx permite realizar técnicas avançadas de radiocirurgia: direcciona de forma precisa a radiação para o tumor, quer este esteja no cérebro ou seja extracraniano. O IPO do Porto é o primeiro hospital do País e da Península Ibérica a ter este equipamento. Já foram tratados sete doentes desde Dezembro.

Por:Ana Sofia Coelho

O equipamento custou quatro milhões de euros e quando foi montado só existia um na Europa (em França). "É o Rolls-Royce da radiocirurgia. Todos os outros aparelhos exigem uma fixação externa, fixa ao crânio. Aqui, não há qualquer método invasivo", explicou Rui Ferreira, neurocirurgião do IPO do Porto. Com este equipamento, o doente usa uma máscara de imobilização facial, cómoda, enquanto que antes era colocado um anel fixo por parafusos no crânio para o imobilizar.

Mas as vantagens não se restringem à comodidade. "Este tipo de tratamento pode ser utilizado para qualquer localização, tumores benignos ou malignos, que têm obrigatoriamente de obedecer a critérios de inclusão muito rigorosos. A grande vantagem é para tumores pequenos", disse Helena Gomes Pereira, directora do Serviço de Radioterapia do IPO.

A dimensão do tumor não deverá exceder três centímetros. Com o equipamento Novalis Tx e o sistema Exactrac, o feixe de radiação incide de forma precisa e directa no tumor, sem provocar toxicidade significativa nos tecidos normais peritumorais. "Actualmente podemos atingir doses curativas com ausência ou toxicidade mínima", esclarece.