Cancro da próstata: nanopartículas de ouro podem ser chave do tratamento
Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”
Investigadores americanos demonstraram que a utilização de nanopartículas de ouro e de um composto encontrada nas folhas do chá é capaz de reduzir em 80% o volume dos tumores da próstata, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Atualmente são necessárias elevadas doses de quimioterapia para o tratamento de certos tipos de cancro. Assim, para além destes compostos químicos destruírem e diminuírem o tamanho dos tumores, também danificam os órgãos, afetando consequentemente as funções do organismo. Contudo, através deste novo tratamento desenvolvido pelos investigadores da University of Missouri, nos EUA, são necessárias doses duas mil vezes menores do que a quimioterapia atual e não há danos nos tecidos saudáveis.
“No nosso estudo encontramos um composto especial no chá que é atraído pelas células tumorais da próstata”, revelou em comunicado de imprensa uma das autoras do estudo Kattesh Katti. “Quando combinámos o composto do chá com as nanopartículas radioativas de ouro, o composto do chá ajudou a direcionar as nanopartícluas para o tumor, o que resultou de uma forma muito eficaz na sua destruição”.
Atualmente o cancro da próstata é tratado através da injeção de centenas de partículas radioativas na próstata. Contudo, este tratamento não é eficaz nos casos do cancro da próstata mais agressivo devido ao tamanho das partículas e à sua incapacidade de administrar doses eficazes.
Assim, neste estudo os investigadores desenvolveram nanopartículas com o tamanho ideal. Em vez de centenas de injeções foram apenas administradas um ou duas, tendo as nanopartículas atingido com eficácia as células tumorais.
“Devido ao seu tamanho e ao composto do chá, as nanopartículas ficam retidas nos locais alvo, o que resultou na redução significativa do tumor, durante os 28 dias de tratamento” explicou uma das colaboradoras do estudo, Anandhi Upendran.
Os investigadores acreditam que este tipo de tratamento pode ser eficaz na redução, dos tumores de crescimento lento e ainda dos mais agressivos, podendo mesmo conduzir à sua total eliminação.
Folha de S.Paulo
ONU diz ser possível tratamento universal contra Aids até 2015
JOHANNA NUBLAT DE BRASÍLIA
Dados divulgados nesta quarta-feira (18) pela Unaids indicam que o mundo poderá atingir duas metas propostas para 2015: universalizar o tratamento contra a doença e zerar a transmissão do vírus HIV entre a mãe e o bebê.
"Essa é a grande notícia", afirmou Pedro Chequer, coordenador da Unaids (agência da ONU contra Aids e HIV) no Brasil, sobre a curva de expansão do tratamento.
Em 2003, cerca de 400 mil pessoas tinham acesso a antiretrovirais. Em 2011, o número saltou para 8 milhões --sempre considerando os países de baixa e média renda. Apesar de ter crescido, porém, os 8 milhões representam apenas 54% do total estimado de pessoas que deveriam estar em tratamento.
"Parte dessa vitória se deve ao Brasil, que adotou uma política que contrariou muitos. E o país mantém a posição firme, apesar das condições financeiras internacionais", disse Chequer.
A América Latina é a região com cobertura de tratamento mais massiva, segundo a Unaids, alcançando 70% da população alvo. As regiões tidas como preocupantes são Oriente Médio e norte da África (13%) e Europa do Leste e Ásia central (23%).
A curva da transmissão vertical do vírus --entre mãe e bebê-- também se mostra descendente nos últimos anos.
DADOS GERAIS
O relatório, que avalia as condições dos países em 2011, estima que 34,2 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV no mundo, quase 70% delas na África subsaariana --apesar de abarcar os maiores números da epidemia, essa região é, também, a que apresenta um dos melhores resultados na redução, segundo a Unaids.
O número de pessoas com o vírus em 2011 é levemente superior ao constatado em 2010 (34 milhões), o que indica aumento na expectativa de vida dos pacientes por conta de acesso aos medicamentos. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida para um paciente diagnosticado era de 5,1 meses em 1989; hoje supera os 120 meses, segundo Chequer.
Apesar de medidas de prevenção, cerca de 2,5 milhões de pessoas ainda se infectaram em 2011. Mesmo alto, o número é 20% menor que o total de infecções registradas em 2001.
Estima-se que a Aids matou, em 2011, 1,7 milhão de pessoas, 24% a menos que em 2005, ano em que houve o pico de mortes.
O Brasil é citado como um país com políticas positivas contra o vírus e a doença. Chequer, no entanto, ressaltou que o país deve reforçar investimentos na prevenção à doença, que inclui mais testagens. Estima-se que 250 mil brasileiros estejam infectados com o vírus sem saber.
Dirceu Greco, diretor do departamento de Aids do Ministério da Saúde, afirmou que o governo prepara a ampliação dessas testagens. Por exemplo, comprando caminhões que vão percorrer os Estados oferecendo o teste e, também, preparando uma semana nacional de mobilização e testagens.
TRUVADA
Chequer se mostrou bastante cauteloso ao falar do Truvada, primeiro medicamento autorizado pelo governo americano para uso na prevenção da infecção.
"Esta semana se falou do Truvada como uma panacéia. Temos que ter cuidado", disse, destacando que o medicamento não pode ser visto como algo a ser usado em larga escala --já que tem efeitos colaterais e risco de resistência-- e lembrando que há outras tecnologias que se mostram efetivas na proteção, como o uso de antiretrovirais associado ao uso do preservativo.
Atleta vimaranense trabalhou durante oito anos numa fábrica têxtil antes de vingar no atletismo. Segue-se a Maratona nos Jogos Olímpicos de Londres, onde quer ficar entre as dez primeiras.
Aos 29 anos, Ana Dulce Félix chegou ao topo da sua carreira no atletismo. A um mês de participar na Maratona dos Jogos Olímpicos de Londres, a atleta nascida em Gandarela, aldeia que fica a sete quilómetros de Guimarães, garantiu a sua primeira medalha de ouro em Europeus de Atletismo, a 11.ª para Portugal na competição que se disputa desde 1934.
Foi em novembro do ano passado que Dulce Félix se começou a perfilar como uma das melhores fundistas internacionais, ao terminar a Maratona de Nove Iorque (2h25m40s) no quarto lugar. Foi um longo caminho até vingar no atletismo, que pelo meio foi dividido com o trabalho numa fábrica têxtil, durante oito anos.
Em Londres, terá a sua estreia em Jogos Olímpicos, tendo já assumido o objetivo de terminar entre as 10 primeiras. "Nunca tive uma vida muito facilitada para poder sonhar muito alto, pois trabalhava, tinha que me levantar muito cedo para treinar, tive que abdicar de muita coisa na minha juventude para chegar onde cheguei hoje. Não foi fácil, posso dizer que se estou onde estou é porque tive que lutar muito", disse, em entrevista ao sítio Atletas ON.
Depois de ter conquistado três medalhas de ouro coletivas consecutivas, entre 2008 e 2010, no Campeonato da Europa de Corta-marto , e também a Taça da Europa nos 10.000 metros em 2009, na mesma categoria, Dulce Félix conquistou seu primeiro "ouro" individual. Em 19 presenças em Europeus, Portugal conta 27 medalhas.
Fora das pistas, Dulce Félix define-se como uma pessoa "reservada." "Gosto muito do meu cantinho. Gosto de ver um bom filme acompanhada de quem gosto e dar uns passeios na praia. Adoro sapatos de tacão alto. Perco-me por uma boa francesinha, um fresquinho panaché e um bom crepe de chocolate", contou.
A BOLA
Dulce Félix campeã da Europa
Por Redação
A atleta portuguesa Dulce Félix venceu, este domingo os 10 mil metros no Europeus de atletismo, tendo, deste modo, garantido a primeira medalha de ouro para Portugal.
Dulce Felix, de 29 anos, percorrer a distância em 31.44,88 minutos e bateu a concorrência da britânica britânica Jo Pavey e da ucraniana Olha Skrypak, que terminaram no segundo e terceiro lugar, respetivamente.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
iOL
Precisa de rir? Esta notícia é para si
Festival de Humor de Lisboa regressa à capital nos dias 6,7 e 8 de julho
Por: Redacção / CM Nuno Markl
O Festival de Humor de Lisboa vai regressar à capital nos dias 6, 7 e 8 de julho, no Cinema São Jorge, com a participação de humoristas como Maria Rueff, Nuno Markl, Herman José e os Commedia a la Carte.
De acordo com a organização, esta 2ª edição conta ainda com César Mourão, Aldo Lima, Manuel Marques e Eduardo Madeira, entre outros humoristas do país.
Além dos espetáculos, o Festival de Humor de Lisboa apresentará sessões de cinema, como a antestreia nacional da comédia «Bernie», do realizador Richard Linklater, com o ator norte-americano Jack Black.
A programação inclui ainda conferências, como a intitulada «Humor e Media», reunindo António-Pedro Vasconcelos, José Pina, Álvaro Costa e Jorge Reis de Sá, e ainda «workshops» sobre diversos temas ligados ao humor, como a escrita, caracterização, corpo e movimento.
«Salvador no Brasil», um documentário de Salvador Martinha, e um espetáculo de fusão de comédia com desenho - «Como desenhar Mulheres, Motas e Cavalos» - de Nuno Markl e Miguel Araújo Jorge, também serão apresentados no Cinema São Jorge.
Será igualmente mostrada a exposição «Amor com Humor se Paga II», projeto encabeçado pelos atores César Mourão, Jorge Mourato e o fotógrafo João Cupertino.
Neste projeto, personalidades de diversas áreas da sociedade, como o cozinheiro Chakall, a designer de moda Fátima Lopes, o ator e cantor Pedro Laginha e o apresentador de televisão João Manzarra foram fotografados.
Luís Filipe Borges, Luís Franco Barros, Rui Pedro Tendinha, Filipe Homem Fonseca são outros nomes do mundo do humor que participam no festival.
Cursos online podem ajudar consumidor a controlar o orçamento
De acordo com o professor Bento Félix, chefe do Departamento de Economia das Faculdades Integradas União Pioneira de Integração Social (Upis), do Distrito Federal, a população brasileira precisa ter maior acesso à educação financeira, de maneira a equacionar a relação entre renda e gastos por meio de um planejamento. "Para cada tipo de gasto é preciso ter um comparativo entre a renda e o quanto se tem disponível para a despesa. Mas o que tem acontecido é que as pessoas estão gastando acima do limite", critica.
Para quem pretende não ter dor de cabeça no futuro com as contas, o importante é aprender a organizá-las antes mesmo de partir para o consumo. Uma saída é recorrer aos vários cursos de educação financeira gratuitos disponíveis na internet. Muitos são de instituições já conhecidas dos brasileiros. Um deles é oferecido pela BM&FBovespa. O curso aborda temas como a Importância da Educação Financeira, Consumo, Como a Moeda é Usada na Economia e Investimentos e Investidores. Alguns tópicos precisam ser atualizados, mas os fundamentos permanecem os mesmos.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) oferece três cursos de graça online: Como Organizar o Orçamento Familiar, Como Fazer Investimentos e Como Planejar a Aposentadoria. Outra alternativa está disponível no site da Serasa Experian, que oferece um simulador financeiro e várias opções para ajudar o consumidor, além do site do Banco do Brasil, que oferece várias dicas para a elaboração de planejamento financeiro pessoal.
O Banco Central oferece um serviço conhecido como calculadora do cidadão, que permite a simulação de aplicações com depósitos regulares e de financiamentos com prestações fixas, a correção de valores com base em diversos indicadores econômicos e o cálculo de valores futuros de um capital, entre outros.
Para o diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Louis Frankenberg, existem alguns fatores importantes que podem ainda ser observados por quem precisa organizar as finanças e se planejar. Ele lembra que até profissionais de finanças não têm o hábito de fazer o próprio orçamento de receitas e despesas domésticas de um ano para o outro. Frankenberg confessa que ele mesmo, que é contador e atuário, só põe em prática o que aprendeu na faculdade quando passa a perceber "anormalidades financeiras" nas contas.
Ele sugere o levantamento de alguns requisitos, tanto por parte dos casados, quanto dos solteiros, com ou sem filhos, ao planejar as contas. A proposta não é uma "receita de bolo" e para o planejador financeiro pessoal é importante que cada pessoa faça a própria relação, sem esquecer de incluir uma reserva para emergências.
O diretor destaca que é importante fazer o planejamento de receitas e despesas, mas também pensar no longo prazo, como na aposentadoria. Ele lembra que a população brasileira está vivendo mais e é comum as pessoas chegarem aos 85 ou 90 anos de idade. "São 20 ou 30 anos como aposentado. Tem que ter o suficiente para manter a vida confortável. É preciso seguir o exemplo do esquilo que guarda nozes no tronco de árvores para o inverno", diz.
Frankenberg orienta as pessoas a calcular quanto tempo falta para a aposentadoria e qual o patrimônio financeiro acumulado. Para ele, a acumulação de patrimônio e de fontes adicionais de renda deve ser observada em função da idade atual e do tempo que falta para a aposentadoria.
O segundo ponto a ser observado é o comprometimento da renda com moradia e quanto é preciso para complementar, seja com o plano de previdência privada ou de outra forma, o valor recebido pela aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso significa que a pessoa terá que se preparar melhor para ter algum tipo de rendimento por mais alguns anos. Além disso, há as despesas médicas e os valores cobrados pelos planos de saúde, cada vez mais caros, para quem tem mais idade.
Outra sugestão é que a pessoa deve se perguntar se a melhor educação para si e seus filhos irá custar muito dinheiro (poderá absorver de 20% a 30% de suas receitas líquidas) e se esse fator é levado em consideração no seu orçamento mensal. Além disso, mesmo em queda, existe a inflação e a depreciação da moeda ao longo dos anos.
Para o diretor da Anefac, é importante que cada pessoa inicie imediatamente um programa de gradativa acumulação patrimonial para não ter surpresas no futuro. Para isso, segundo ele, os fundos de previdência complementar são importantes, mas é preciso fazer outros investimentos, de forma diversificada, como em caderneta de poupança, CDBs, fundos de ações, entre outros. "O fundo de previdência complementar é uma opção, mas não se sabe se esse grupo vai falir no futuro ou se administra mal o dinheiro. E aí não poderá pagar tudo o que prometeu".
Frankenberg defende ainda que os cidadãos sejam assessorados por "pessoas neutras, de confiança e com bastante conhecimento" na hora de investir dinheiro. "O gerente de banco não vai ter a preocupação de atender ao cliente de acordo com o seu perfil. É preciso procurar por consultores que não estejam diretamente interessados na venda de um produto", acrescenta.
CORREIO da MANHÃ
El Mundo' falou com trabalhadores que auferem pouco mais de 400 euros
Diário espanhol destaca "salários de miséria em Portugal"
O diário espanhol 'El Mundo' deu destaque na sua edição de domingo aos "salários de miséria em Portugal", apresentando vários casos de pessoas que sobrevivem com pouco mais de 400 euros e para as quais "é impossível chegar ao fim do mês".
Por:L.R.
"Aqui os políticos não fazem nada além de humilhar cada vez mais os portugueses", disse Laura Carvalho, nascida há 52 anos em São Tomé e Príncipe, que aufere 430 euros apesar de fazer limpezas em escritórios 11 horas por dia. A partir da segunda ou terceira semana de cada mês, "não há dinheiro nem para iogurtes".
Também ouvido por Virginia López, autora da notícia do 'El Mundo', foi Paulo Lourenço, um vigilante de 47 anos, casado e pai de dois filhos, cujos 700 euros de salário só chegam para o empréstimo da casa e para as contas de electricidade, gás e água.
Por seu lado, Joana Garnecho, uma auxiliar de educação de 24 anos, admitiu que os 445 euros que recebe tornam "impensável" o sonho de sair da casa dos pais.
O 'El Mundo' salienta que o poder de compra dos portugueses é inferior em 23 por cento à média europeia, visto que 605 mil ganham o salário mínimo. E não esquece que 36 por cento dos jovens estão desempregados.
(Que ainda haja quem denuncie ao mundo a real crueza da situação de miséria que tantos vivem em Portugal, é uma boa notícia)
CORREIO da MANHÃ
Criança nasceu saudável
EUA: Médicos extraíram tumor a bebé no útero da mãe
Uma equipa de médicos norte-americanos extraiu um tumor na boca de um bebé quando estava no útero da mãe, naquela que foi a primeira cirurgia do género.
Os cirurgiões da Universidade de Miami e do Jackson Memorial Hospital, Ruben Quintero e Eftichia Kontopoulos, informaram na quinta-feira que a operação que durou pouco mais de uma hora foi realizada em 2010, tendo conseguido extrair, com laser, o tumor que tinha o tamanho de uma bola de ténis.
A criança, Leyna Mykaella González, agora com 20 meses, nasceu saudável e com uma pequena cicatriz na boca.
Os médicos explicaram que o problema que a criança tinha era raro, sendo causado por uma célula que se multiplica de forma incontrolável e só afecta um em cada 100 mil bebés.
O caso foi publicado recentemente no ‘American Journal of Obstetrics & Gynecology’.
Heidemarie Schwermer levava uma vida tradicional. Casada e com dois filhos, trabalhava numa clínica de fisioterapia. Mas o fascínio por uma vida sem dinheiro alterou-lhe os hábitos e aos 50 anos decidiu mudar de vida.
A ideia não era nova para a alemã. Em 1994, criou um grupo de troca de serviços – o ‘Give and Take’. Se alguém precisasse de um serviço de ‘babysitting’, podia dar em troca alimentos ou outro produto qualquer. E foi esta ideia que Schwermer quis transportar para o seu dia-a-dia.
“Notei que cada vez menos precisava de dinheiro. E então pensei que podia tentar esse estilo de vida durante um ano”, confessa numa entrevista ao‘Business Insider’.
De início, vendeu o apartamento e desfez-se de todos os objectos que não cabiam na mala que transporta sempre a seu lado. Mas o que deveria ter durado um ano, prolongou-se: “Decidi que não queria voltar à minha antiga vida”.
Hoje está há 16 anos a manter este estilo de vida. E não se arrepende:
“As pessoas da minha idade gostam de ficar sentadas no jardim das suas casas. Eu prefiro viajar pelo mundo”, diz Schwermer que apesar de ter direito a uma pensão, não utiliza o dinheiro.
Mas como é que sobrevive? Já fez um pouco de tudo: tomou conta de casas, fez jardinagem e lavou janelas. Em troca, pede apenas alimentos ou estadias.
Consigo transporta apenas as roupas apropriadas à estação. Quando o clima muda, oferece as antigas e recebe novas, normalmente dadas por amigos e conhecidos. Está sempre em movimento – nunca fica num local mais de uma semana. E em todos os locais dá palestras sobre o seu modo de vida. Os únicos pagamentos em dinheiro que aceita são utilizados para comprar os bilhetes de comboio.
Relativamente à comida, percorre os mercados em busca de sobras e produtos que os vendedores já não precisem. Mas recusa que lhe chamem sem-abrigo “Não me podem comparar com essas pessoas. Os sem-abrigo não costumam ser convidados a pernoitar em casa de estranhos como eu sou”.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
paraiba
China desiste de importar 300 mil jumentos nordestinos após protestos em defesa dos animais
Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, não deslanchou. "O Estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros", afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama. "Ficou na intenção".
De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo era a criação do animal para comercialização e industrialização da carne e derivados. A mão de obra local seria utilizada e o preço do animal, compatível com o mercado. Agricultores familiares seriam organizados e inseridos como produtores de jegues.
A idéia foi bem recebida pelo Rio Grande do Norte, pois a exportação criaria uma nova cadeia econômica no Estado, ao mesmo tempo em que seria solução para os jumentos abandonados por donos de terra. Especialmente depois da política de distribuição de renda do governo federal e facilidades de crédito para compra de motos, que passaram a substituir os animais no trabalho de cercar o gado, buscar água e transportar materiais e pessoas.
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Jumento Nordestino, Fernando Viana, também chegou a aprovar a proposta, desde que o preço fosse "justo".
O projeto, no entanto, não foi à frente. Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente.