quarta-feira, 19 de setembro de 2012


Diário Digital
Maria Teresa Horta recusa receber Prémio D. Dinis
das mãos de Passos Coelho





A escritora Maria Teresa Horta, distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance «As Luzes de Leonor», disse hoje à Lusa que não o aceita receber das mãos do primeiro-ministro, conforme o previsto.A entrega do Prémio D. Dinis esteve agendada para a próxima sexta-feira, numa cerimónia com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
«Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos - pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país», explicou Maria Teresa Horta à Lusa.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PÚBLICO

“Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia”

Por Andreia Sanches


Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo (José Manuel Ribeiro/Reuters)
A rapariga fotografada a abraçar um polícia em frente aos escritórios do FMI durante a manifestação de sábado não tem partido e acredita que o mundo podia viver sem dinheiro. “Queria ter um gesto de amor.”

Tem 18 anos, é de Lagos e nunca tinha ido a uma manifestação. Não acredita em partidos, nem no dinheiro — “O dinheiro só gera maus sentimentos, só gera ódios.” Adriana Xavier é o nome da jovem que no sábado saiu à rua naquele que foi o seu primeiro protesto. As câmaras dos fotógrafos apanharam-na em frente aos escritórios do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lisboa, num ambiente de tensão. Havia manifestantes a atirar tomates. Um petardo tinha rebentado havia pouco. Adriana aproximou-se de um polícia e abraçou-o.

Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo. Publicada em vários sites internacionais, mostra a jovem, de cabelos longos, abraçada a um agente do corpo de intervenção de capacete e viseira fechada.

José Manuel Ribeiro, fotojornalista da Reuters, estava no local. “Saí da Praça José Fontana [onde começou a manifestação] e tinha decidido que ficaria junto aos escritórios do FMI porque achava que seria ali que podia acontecer alguma coisa mais grave. A certa altura vi um vulto a dirigir-se a um polícia e pensei: ‘É agora!’ Rodeei outro agente e fotografei. Não estava à espera que fosse um abraço”, conta. Enviou a imagem. Continuou a trabalhar. E só mais tarde percebeu que tinha sido destacada pela Reuters. “Quando cheguei a casa de madrugada percebi que tinha sido publicada na Nova Zelândia” e no dia seguinte viu-a nas páginas do jornal brasileiro O Globo.

“Decidi à última juntar-me à manifestação” contra as medidas de austeridade, conta, por seu lado, Adriana Xavier em entrevista telefónica ao PÚBLICO. “Estava a gostar de ver o povo unido, apesar de eu não ser de gritar. Mas é bonito ver o povo unido por uma causa.”

Quando percorria com centenas de milhares de outras pessoas a Avenida da República percebeu “que havia confusão” num certo ponto. “Soube então que estava ao pé do FMI. Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo].”

A certa altura, fixou-se num agente em particular. “Já tinha sido lançada uma bomba de fumo”, diz. “Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas”, conta a aluna de Artes Visuais. “Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente.”

Adriana voltou a afastar-se, os gritos à sua volta continuavam, depois pensou: “Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, recebo amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se.”

A aluna que só não concluiu este ano o 12.º ano por causa da disciplina de Geometria Descritiva acha que não fez nada de especial: “Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia. Já tinha visto outras imagens assim.” Diz que se limitou a querer passar uma mensagem de amor. “Aquela imagem é o que eu sou. Acredito que em breve vai haver uma mudança. Espiritual.”

José Manuel Ribeiro não estava à espera de receber tantos comentários por causa da fotografia que fez — uma fotografia que tem qualquer coisa de “A bela e o monstro”, com “o polícia com aquela luva grossa a agarrar naquele bracinho”. Mas garante que não é raro que isso aconteça — fixa-se uma imagem de um momento sem saber minimamente o impacto que ela vai ter quando chegar aos jornais, à Internet. Há, no entanto, excepções, e ele próprio lembra-se de uma: “Lembro-me de uma fotografia de Hugo Correia [também da Reuters], de uma jornalista da France Press a ser batida por um polícia no Chiado, na greve geral, em Março. Olhei para aquela fotografia, que mostra exactamente o contrário desta imagem, e pensei na altura: ‘Isto vai dar voltas!” Mesmo assim, deu “ainda mais voltas” do que estava à espera.Notícia corrigida às 16h38."dezenas de milhares" passou a "centenas de milhares".
Notícia actualizada às 18h48.Acrescenta declarações do fotojornalista José Manuel Ribeiro.

domingo, 16 de setembro de 2012

FOLHA DE S. PAULO

Kassab paga aluguel para mais de 100 mil pessoas

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DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Desalojada da favela onde morava, a família de Gerôncio Henrique Neto, 70, recebe R$ 500 por mês de auxílio aluguel da Prefeitura de São Paulo. Quando aceitou o benefício, imaginava que a situação seria temporária e que rapidamente receberia uma moradia prometida pelo município. Ele espera desde 2009.

Gerôncio é exemplo de uma situação cada vez mais comum em São Paulo: famílias desalojadas de favelas, seja por incêndios, seja por ordem da prefeitura, passam a receber auxílio para o aluguel até conseguirem um lar subsidiado pelo governo (direito garantido pela Constituição).

O problema é que o ritmo de construção de moradias não tem sido suficiente para atender ao número de pessoas desalojadas.

Desde 2010, o número de pessoas que recebem o Aluguel Social, por exemplo, quase dobrou na cidade de São Paulo: pulou de 11 mil famílias, em agosto de 2010, para as quase 21 mil atuais. Além disso, a gestão Gilberto Kassab (PSD) paga ainda o aluguel de 6.000 famílias por meio de outro programa, chamado Parceria Social.

Essa quantidade de inscritos nos dois programas equivale à população de uma cidade de 100 mil habitantes, considerando uma média de quatro pessoas por família.

Esse contingente é superior à população de 88% dos 645 municípios de São Paulo, como Assis (96.336), Ubatuba (80.604) e São Sebastião (76.344) -utilizando as estimativas populacionais de 2012 do IBGE. A situação seria ainda pior se a prefeitura não tivesse entregue 20.581 moradias populares nos últimos sete anos.

Atualmente, 398.165 famílias vivem em favelas, uma população aproximada de 1,5 milhão de pessoas, segundo dados do município.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

EXPRESSO

Ex-presidente de banco multado e condenado prisão

Joseph Braas foi condenado a 180 meses de prisão por estar envolvido num esquema fraudulento, que causou prejuízos ao Bank of Lancaster County.

Liliana Coelho

O ex-presidente executivo do Bank of Lancaster County, nos Estados Unidos, Joseph Braas, foi condenado a uma pena de 15 anos de prisão e ao pagamento de uma coima de 53 milhões de dólares (41 milhões de euros), pelo envolvimento num esquema fraudulento.

Segundo o FBI (polícia federal norte-americana), a fraude resultou em centenas de perdas de postos de trabalho, além de prejuízos para o banco, o que constituiu uma situação "grave".

Joseph Braas, 46 anos, e outros membros da direção, alteraram contas, falsificaram documentos e ficheiros, tendo contratatado ainda auditores para elaborarem relatórios favoráveis sobre a situação do banco.

Os documentos mostraram que a instituição tinha lucros superiores aos efetivos, estando menos exposta aos riscos, e a perdas de postos de trabalho, lê-se num comunicado do FBI.

"A fraude financeira que conduziu à atual crise não só ocorreu nos grandes bancos e instituições", disse Zane David Memeger, juíz do Tribunal da Pensilvânia.

Responsabilizar gestores

"Todos os executivos da banca têm responsabilidade para com os seus clientes e empregados, e esta sentença reflete isso mesmo, que é importante o compromisso com a Justiça e a punição de todos os executivos que colocaram os seus interesses financeiros pessoais acima dos seus clientes e subordinados", acrescentou.

O caso foi investigado pelo FBI e, segundo a polícia, responde aos "esforços da administração Obama para combater a fraude financeira".

Só nos últimos três anos, o Departamento da Justiça norte-americano recebeu dez mil processos relacionados com este tipo de crimes.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Diário Digital

Maria Elisa Domingues escreveu «Amar e Cuidar. A minha Viagem pelo mundo do cancro»

«Amar e Cuidar. A minha Viagem pelo mundo do cancro», de Maria Elisa Domingues, editado pela Esfera dos Livros, será apresentado no dia 18 de Setembro, pelas 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa.

«Um livro que nos leva a conhecer esta dura realidade, desde o choque da notícia, à decisão do tratamento, a cirurgia, a comunicação com os médicos, até às dificuldades enquanto cuidadora.

É um trabalho muito emotivo e cuidado. Maria Elisa conversou com médicos, especialistas, enfermeiros e traz-nos relatos de 16 doentes oncológicos, que nos fazem pensar, alguns deles chorar, outros que nos fazem ter esperança…»

Diário Digital

Projeto distribui milhares de kits de saúde oral a crianças

Um milhão de crianças frequentadoras das bibliotecas escolares vai ser abrangido pela oferta de 2.500 kits de saúde oral, iniciativa que, entre outros objetivos, visa aumentar a qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral.

Os kits vão ser distribuídos no ano letivo que está agora a começar e contêm, além de produtos de higiene oral, um livro especialmente escrito para este projeto e material didático.

Este kit foi criado para trabalhar a temática da saúde oral “de uma forma flexível, integrada, dando autonomia criativa às escolas, às bibliotecas e aos seus responsáveis, de modo a que se constitua como ilustração para o ulterior desenvolvimento de iniciativas autónomas, no seu universo de influência”.

“O objetivo final é permitir aos alunos abordar diversas unidades ou projetos baseados em saúde oral que podem fornecer contextos intencionais para aprender e praticar a arte da linguagem, da escrita, capacidades matemáticas e criativas”, segundo a nota explicativa do projeto.

O projeto SOBE – Saúde Oral Bibliotecas Escolares é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Direção-Geral da Saúde, e será apresentado quarta-feira, Dia Mundial da Saúde Oral, na escola EB2,3 Santa Maria dos Olivais, em Lisboa.

Entre os vários objetivos deste projeto está o aumento da qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral, o incremento de parcerias com as escolas e outras instituições e a consciencialização das famílias para a importância desta área da saúde.

Manuel Fernando Gonçalves, do Plano Nacional de Leitura, disse à Agência Lusa que esta iniciativa tem um antecedente: o Plano Nacional de Saúde Oral.

Agora, a mensagem vai ser divulgada nas bibliotecas escolares que, dadas as suas características e difusão, permitem alcançar um número muito significativo de crianças, adiantou.

No lançamento do projeto estará presente a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário e o secretário de Estado da Saúde.

Diário Digital com Lusa

sábado, 8 de setembro de 2012


EXPRESSO


Cientista português inventa gel para curar feridas dos diabéticos

O gel foi criado por Lino Ferreira, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, e pode vir a resolver um problema que afeta 150 mil diabéticos em Portugal.
Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)

Um gel criado com o uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, que trata as feridas crónicas dos doentes diabéticos, acaba de ser patenteado por Lino Ferreira, investigador da Universidade de Coimbra, em parceria coma a empresa Crioestaminal.

O problema afeta 150 mil diabéticos em Portugal e o gel "resulta da necessidade de encontrarmos meios mais eficazes para o tratamento deste tipo de feridas, pois estima-se que 15% dos pacientes diabéticos tenham ulcerações do pé que não cicatrizam", explica o investigador.

O novo produto é composto por um co-cultura de células do sangue do cordão umbilical humano com células endoteliais (as células que se encontram no interior dos vasos sanguíneos) e um gel de biomimético, isto é, um gel produzido por componentes encontrados no sangue.
Melhorar o potencial regenerativo

Lino Ferreira esclarece que "em concreto, o que patenteámos foi uma nova metodologia para melhorar a sobrevivência e o potencial regenerativo das células estaminais do cordão umbilical".

O cientista de 41 anos de idade, já tem 14 patentes registadas a nível internacional, tendo sido sete dessas patentes licenciadas a empresas americanas, europeias e nacionais.

É coordenador de uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, localizado em Cantanhede, no Biocant Park (parque de biotecnologia). A equipa é formada por mais de 20 investigadores e trabalha na modulação da actividade de células estaminais para utilização em Medicina Regenerativa e identificação de compostos no tratamento de doenças cardiovasculares.
Primeira aplicação em larga escala

André Gomes, administrador da Crioestaminal responsável pelas operações de investigação e desenvolvimento (I&D) da empresa, salienta que o gel patenteado "é uma nova aplicação para o sangue do cordão umbilical, para além das 81 doenças que já são tratadas com ele, mas é a primeira aplicação no tratamento de uma doença com grande incidência", isto é, que afeta um grande número de pessoas.

"Claro que não estamos a prometer nenhuma cura, mas estamos a dar um passo importante para lá chegar", acrescenta o gestor, que é também bioquímico de formação. André Gomes prevê que o gel esteja disponível no mercado, "em termos de utilização rotineira", dentro de cinco a dez anos.

Será sempre um medicamento fabricado à medida de cada paciente, "porque estamos a falar de terapia celular", uma área da medicina em grande expansão, onde há grandes expectativas quanto à cura de muitas doenças.
Ensaios clínicos ainda em 2012

Depois da patente registada, a próxima etapa será a dos ensaios clínicos em seres humanos, visto que os ensaios pré-clínicos em animais já foram feitos e tiveram sucesso. É uma etapa com duas fases, que deverá demorar dois a três anos.

"Estamos à procura de parceiros e de financiamento para os ensaios clínicos, onde pretendemos testar a eficácia e a segurança do gel, e queremos avançar com este processo ainda em 2012".

As células estaminais são células indiferenciadas existentes em todos os organismos multicelulares, que se podem dividir e diferenciar em diversos tipos de células especializadas, e que podem também autorenovar-se para produzir mais células estaminais.
Três anos de investigação

O projeto de investigação que conduziu à descoberta do gel durou três anos e a Crioestaminal investiu nele 600 mil euros. Os outros projetos de I&D em curso na empresa, em parceria com várias universidades, envolvem um investimento global de dois milhões de euros.

A Crioestaminal foi o primeiro banco de células estaminais do sangue do cordão umbilical a ser criado em Portugal, em 2003, e a primeira empresa autorizada pela Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.

É também a única empresa portuguesa acreditada pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB), uma das duas entidades a nível mundial que estabelece critérios de qualidade específicos para os bancos de sangue do cordão umbilical.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cientista-portugues-inventa-gel-para-curar-feridas-dos-diabeticos=f751783#ixzz25uzbz27h

Courrier international

NEUROLOGIEMaladie de Machado-Joseph : un traitement prometteur

Des scientifiques portugais ont réussi à freiner chez le rat la progression de cette maladie neurodégénérative rare.

 Ana Gerschenfeld | Público

L'équipe de scientifiques de à l'origine des recherches sur maladie de Machado-Joseph - Université de Coimbra

L'équipe de scientifiques de à l'origine des recherches sur maladie de Machado-Joseph - Université de Coimbra

Une équipe de scientifiques de l’université de Coimbra (Portugal) a réussi à identifier et à inhiber, chez le rat, un des mécanismes de base responsables de la dégénérescence cérébrale qui caractérise la terrible maladie de Machado-Joseph. Ses résultats pourraient ouvrir la voie au premier traitement efficace de cette maladie génétique, relativement rare, mais qui affecte une personne sur 4 000 d’ascendance portugaise en Nouvelle-Angleterre [région composée de six Etats, dans le nord-est des Etats-Unis] et qui sévit principalement sur l’île de Flores, aux Açores, touchant une personne sur 140.



Depuis 1972, les noms de famille de deux Açoriens sont liés pour toujours à cette maladie qui atteint le cervelet – structure de la partie postérieure de l’encéphale essentielle pour la coordination motrice, le tonus musculaire et le contrôle de l’équilibre.

La maladie de Machado-Joseph, également connue sous le nom d’ataxie spinocérébelleuse de type 3, est progressive et incurable. Elle est due à la mutation d’un seul gène et il suffit que l’un des parents en soit porteur pour que les enfants aient une probabilité de 50 % d’être atteints de cette maladie. Elle peut surgir à n’importe quel moment de l’existence et présente des symptômes plus ou moins graves.

“Cela pourrait être suffisant pour empêcher la maladie d’apparaître”


En général, elle entraîne la perte de contrôle des membres et une rigidité musculaire. D’autres manifestations sont possibles – spasmes musculaires, problèmes de déglutition, troubles de la vision, du sommeil ou encore problèmes cognitifs. En outre, la gravité de la maladie augmente de génération en génération.Le gène muté à l’origine de la maladie présente une répétition anormalement élevée d’une petite séquence d’ADN, ce qui donne naissance à une protéine anormale – l’ataxine-3. Celle-ci forme des dépôts dans les neurones, entraînant leur dégénérescence. Les spécialistes suspectaient déjà que la protéine mutée, en se fragmentant, provoquait la formation des dépôts. Désormais, l’équipe de Coimbra a réussi à confirmer que ce processus et la dégénérescence cérébrale sont liés. Plus précisément, les scientifiques ont montré que l’ataxine-3 mutante est découpée en morceaux par une molécule appelée calpaïne. Lorsqu’elle est inactivée, les fragments neurotoxiques disparaissent et la destruction cérébrale est stoppée – ce qui peut signifier la découverte potentielle d’un moyen de freiner ce processus. “Même si nous ne parvenons pas à prévenir totalement la fragmentation de l’ataxine-3, le fait qu’elle soit ralentie pourrait être suffisant pour empêcher que la maladie surgisse au cours de l’existence d’un malade, ce qui représenterait une incroyable victoire”, affirme Luís Pereira de Almeida, responsable de l’équipe du Centre de neurosciences de l’université, qui vient de publier son travail dans la revue Brain.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Sapo Notícias

Açores/Eleições

Plataforma de Cidadania apresenta lista por S. Miguel com 70 por cento de mulheres

"Apresentamos uma lista muito qualificada, onde, pela primeira vez, se consegue 70 por cento de participação feminina", afirmou Rui Simas, cabeça de lista da Plataforma de Cidadania por S. Miguel, acrescentando que esta candidatura também apresenta "uma forte aposta na juventude".

Rui Simas, que falava aos jornalistas junto ao Tribunal de Ponta Delgada, salientou que a Plataforma de Cidadania "abre a porta a um novo paradigma de participação direta do cidadão", revelando que a lista candidata por S. Miguel é constituída por 60 por cento de jovens e apresenta uma média etária de 34 anos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A BOLA.pt
Governo e FARC vão negociar paz
Por Redação
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Governo concordaram iniciar conversas de paz em outubro próximo.
O diálogo deverá ter início em Oslo, Noruega, anunciou a televisão venezuelana Telesur.
Desconhecem-se os termos do acordo que antevê o início das conversações, que decerreram em Havana, Cuba.
As FARC iniciaram a luta armada em 1964 e terão atualmente cerca de 9200 combatentes. Em 2011 o grupo já tinha mostrado disponibilidade para dar início às conversações de paz.