sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Paris quer proibição de milho transgénico na UE caso se confirme estudo alarmante

 
Reuters

O primeiro-ministro francês anunciou hoje que a França defenderá a proibição de milho transgénico "a nível europeu", caso se confirmem as conclusões de um estudo que associa milho transgénico ao aparecimento de grandes tumores em ratos.

"A publicação de um estudo por investigadores franceses que põe gravemente em causa a inocuidade a longo prazo do milho trangénico NK 603 provocou o alerta imediato da agência de segurança sanitária e da autoridade europeia de segurança dos alimentos", disse Jean-Marc Ayrault num discurso em Dijon.
O chefe do governo francês adiantou ter pedido um processo rápido que permita, "em algumas semanas", verificar a validade científica deste estudo.
"Se os resultados forem conclusivos, (o ministro francês da Agricultura) Stéphane Le Foll defendera a nível europeu a proibição destes OGM) organismos geneticamente modificados)", assegurou. 
O estudo, realizado por investigadores da universidade de Caen ao longo de dois anos, partiu de uma amostra de 200 ratos, alguns dos quais foram alimentados com água e milho NK 603, uma variedade transgénica do grupo norte-americano Monsanto, enquanto o grupo de controlo recebeu milho convencional.
Depois da experiência, os cientistas concluíram que os ratos alimentados  com o milho geneticamente modificado tinham uma maior taxa de mortalidade (duas a três vezes superior, no caso das fêmeas) e desenvolviam grandes  tumores. 
Além disso, concluíram os investigadores, quanto maior é a concentração desse milho na dieta dos animais, maior a taxa de mortalidade.
Os investigadores sublinharam que a duração do estudo, de dois anos, é superior aos três meses que a Monsanto tomou como referência para apresentar as conclusões ao pedir a autorização de comercialização do produto.  
Um dos autores do estudo, Jel Spiroux, sublinhou mesmo que foi a partir do quarto mês que começou a registar-se o aumento das taxas de mortalidade e dos tumores. 
O milho em causa não pode ser produzido na Europa, mas pode ser importado  para consumo humano e animal desde 2004.
Lusa

Naturlink

Estudo demonstra que milho transgénico causa tumores e morte

Plataforma Transgénicos Fora 

Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology um estudo sobre o milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes" até agora desconhecidos. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.
O milho geneticamente modificado utilizado na alimentação dos animais de laboratório foi o NK603 da multinacional Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup produzido pela mesma empresa. Foi considerado seguro e autorizado para a alimentação humana pela Comissão Europeia já em 3 de Março de 2005 e tem circulado na Europa desde então.
Os investigadores, liderados pelo professor Séralini da universidade francesa de Caen, verificaram que os animais alimentados pelo milho transgénico (num regime alimentar oficialmente considerado seguro) sofreram de morte prematura, para além de tumores e danos em múltiplos órgãos vitais.
A Plataforma Transgénicos Fora considera que, à luz destes resultados e ao contrário do que a própria Monsanto afirma, os alimentos transgénicos em circulação não podem mais ser considerados seguros. O governo deve pois tomar imediatamente medidas de emergência e precaução (previstas aliás na diretiva quadro dos transgénicos 2001/18):
- Suspensão imediata de todos os transgénicos em uso na alimentação e nas rações animais; e
- Proibição imediata do cultivo de milho transgénico em Portugal.
Enquanto não forem publicados mais dados científicos com estudos de longo prazo sobre todos os transgénicos já autorizados que demonstrem a sua segurança efetiva, a eliminação da sua produção e consumo é a única forma de garantir a proteção dos consumidores portugueses.
Poderá aceder ao resumo do artigo aqui.
Leituras adicionais:

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

El País

Los ensayos para una vacuna del alzhéimer se aceleran

El laboratorio Grífols quiere empezar las pruebas en España en 2013

Los prototipos buscan reducir las proteínas que se acumulan en el cerebro

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El jefe de operaciones clínicas del laboratorio, Antonio Páez, explicó después a EL PAÍS que se trata de un modelo que ya se ha ensayado en ratones con buenos resultados. "Al abrirlos después de muertos se vio que la cantidad de proteínas beta-amiloides se habían reducido", dijo. Además, "También habían mejorado sus funciones cognitivas". Estas se miden al poner a prueba la capacidad de los animales para salir de un laberinto, y se basan en que existen modelos de roedor con la enfermedad muy similar a la que se da en humanos, explicó. En cualquier caso, "habrá que ver" qué pasa en personas, ya que no sería la primera vez que un preparado que parece que funciona en animales no lo hace en humanos. "Y las capacidades cognitivas de las personas son muy superiores", así que una de las cosas que habrá que medir es cuánto se recuperan, añadió Paéz.







El prototipo de Grífols se basa en estimular el sistema inmunológico para que ataque los acúmulos de estas proteínas. Se ha comprobado que son una clave de la enfermedad, ya que se amontonan en el cerebro e impiden el correcto funcionamiento de las neuronas. "En el fondo, da igual si se tratan de la causa del alzhéimer o de un efecto", porque lo que está claro es que su presencia es determinante en la enfermedad, dice el investigador.

La vacuna tiene un diseño muy sencillo: se trata de estimular el sistema inmunitario utilizando como activador (el antígeno) fragmentos de la beta-amiloide. De hecho, ya se ha visto que las defensas tienden a reaccionar ante la presencia de esta molécula, pero "de una manera insuficiente", afirma el médico. Esta aproximación tiene una doble propiedad: puede ser preventiva, pero también -y esto es lo que se va a probar- terapéutica. Es decir, en teoría puede servir antes de que aparezca el deterioro, o después.

Sáez admite que no son los únicos que están con este tipo de ensayos. En junio, el Instituto Karolinska de Estocolmo anunció los resultados positivos de un intento de inmunización contra la enfermedad. Era, también, un ensayo en fase I (en puridad, lo que mide es la seguridad, no la eficacia). "La diferencia está en que parte de la beta-amiloide se usa como antígeno. Y esto es clave, porque de ello depende la potencia de la respuesta", dice Sáez.

En este primer estadío, que llevará a cabo la Fundación ACE de Barcelona, se involucrarán a muy pocos voluntarios, para reducir los posibles riesgos por si aparecieran efectos secundarios adversos. El desarrollo de este fármaco y otros abordajes lo realiza la multinacional a través de su filial Araclon Biotech, de Zaragoza.

Este no es el único frente contra el alzhéimer que tiene abierto Grífols. Uno de ellos es la creación de un kit de diagnóstico de la enfermedad en fases muy tempranas. La segunda es una terapia para ralentizar el avance de la destrucción de neuronas que provoca el alzhéimer en pacientes en fases muy tempranas. El objetivo final, ha resumido el director científico y fundador de Araclon, Manuel Sarasa, es lograr la homologación del kit de diagnóstico para poder detectar a pacientes en fases muy tempranas y poder ralentizar su avance; además de lograr, en el futuro, hacer profilaxis con la vacuna. “El objetivo, como en cualquier investigación médica, es que los pacientes puedan hacer su vida lo más normal posible”, en este caso pese a tener pérdidas de memoria, ha sintetizado la doctora Mercè Boada, que dirige el proyecto AMBAR, como se llama el estudio sobre las medidas para frenar la progresión de la enfermedad, en el que participan 350 pacientes, 200 de ellos españoles y el resto de Estados Unidos.

Se trata de potenciar la respuesta inmunológica natural

La técnica en la que trabaja Grífols se llama hemoféresis y consiste en extraer sangre de los pacientes. De ella, la parte sólida (glóbulos) se reinyecta, y se trabaja con el plasma. Sería algo parecido a una diálisis, pero en vez de proceder a hacer un recambio de todo la sangre, se separa solo una pequeña cantidad de plasma (800 mililitros) y se sustituye por una solución de albúmina al 5% o inmunoglobulina intravenosa, dos de las principales proteínas del plasma. Estas serían las encargadas de movilizar y destruir las proteínas beta-amiloide. Boada ha subrayado la “seguridad del estudio”, que además de que puede hacerse de forma ambulatoria (sin necesidad de ingresar al paciente durante horas), no ha producido daños en los pacientes que participan. “No ha habido ni trombosis, ni complicaciones, ningún fallecimiento”, ha destacado.

El presidente de la división de Productos Biológicos de Grífols, Javier Jorba, ha destacado el bagaje de la compañía en productos derivados del plasma (la parte líquida de la sangre) y en concreto de la proteína albúmina, considerada fundamental en este campo.


Diário Digital
Maria Teresa Horta recusa receber Prémio D. Dinis
das mãos de Passos Coelho





A escritora Maria Teresa Horta, distinguida com o Prémio D. Dinis pelo romance «As Luzes de Leonor», disse hoje à Lusa que não o aceita receber das mãos do primeiro-ministro, conforme o previsto.A entrega do Prémio D. Dinis esteve agendada para a próxima sexta-feira, numa cerimónia com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
«Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto, cujo júri é formado por poetas, os meus pares mais próximos - pois sou sobretudo uma poetisa, e que me honra imenso -, ir receber esse prémio das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país», explicou Maria Teresa Horta à Lusa.
Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PÚBLICO

“Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia”

Por Andreia Sanches


Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo (José Manuel Ribeiro/Reuters)
A rapariga fotografada a abraçar um polícia em frente aos escritórios do FMI durante a manifestação de sábado não tem partido e acredita que o mundo podia viver sem dinheiro. “Queria ter um gesto de amor.”

Tem 18 anos, é de Lagos e nunca tinha ido a uma manifestação. Não acredita em partidos, nem no dinheiro — “O dinheiro só gera maus sentimentos, só gera ódios.” Adriana Xavier é o nome da jovem que no sábado saiu à rua naquele que foi o seu primeiro protesto. As câmaras dos fotógrafos apanharam-na em frente aos escritórios do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Lisboa, num ambiente de tensão. Havia manifestantes a atirar tomates. Um petardo tinha rebentado havia pouco. Adriana aproximou-se de um polícia e abraçou-o.

Essa imagem está a correr nas redes sociais e alguns até consideram que se tornou um símbolo. Publicada em vários sites internacionais, mostra a jovem, de cabelos longos, abraçada a um agente do corpo de intervenção de capacete e viseira fechada.

José Manuel Ribeiro, fotojornalista da Reuters, estava no local. “Saí da Praça José Fontana [onde começou a manifestação] e tinha decidido que ficaria junto aos escritórios do FMI porque achava que seria ali que podia acontecer alguma coisa mais grave. A certa altura vi um vulto a dirigir-se a um polícia e pensei: ‘É agora!’ Rodeei outro agente e fotografei. Não estava à espera que fosse um abraço”, conta. Enviou a imagem. Continuou a trabalhar. E só mais tarde percebeu que tinha sido destacada pela Reuters. “Quando cheguei a casa de madrugada percebi que tinha sido publicada na Nova Zelândia” e no dia seguinte viu-a nas páginas do jornal brasileiro O Globo.

“Decidi à última juntar-me à manifestação” contra as medidas de austeridade, conta, por seu lado, Adriana Xavier em entrevista telefónica ao PÚBLICO. “Estava a gostar de ver o povo unido, apesar de eu não ser de gritar. Mas é bonito ver o povo unido por uma causa.”

Quando percorria com centenas de milhares de outras pessoas a Avenida da República percebeu “que havia confusão” num certo ponto. “Soube então que estava ao pé do FMI. Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo].”

A certa altura, fixou-se num agente em particular. “Já tinha sido lançada uma bomba de fumo”, diz. “Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas”, conta a aluna de Artes Visuais. “Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente.”

Adriana voltou a afastar-se, os gritos à sua volta continuavam, depois pensou: “Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, recebo amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se.”

A aluna que só não concluiu este ano o 12.º ano por causa da disciplina de Geometria Descritiva acha que não fez nada de especial: “Não fui a primeira pessoa no mundo a abraçar um polícia. Já tinha visto outras imagens assim.” Diz que se limitou a querer passar uma mensagem de amor. “Aquela imagem é o que eu sou. Acredito que em breve vai haver uma mudança. Espiritual.”

José Manuel Ribeiro não estava à espera de receber tantos comentários por causa da fotografia que fez — uma fotografia que tem qualquer coisa de “A bela e o monstro”, com “o polícia com aquela luva grossa a agarrar naquele bracinho”. Mas garante que não é raro que isso aconteça — fixa-se uma imagem de um momento sem saber minimamente o impacto que ela vai ter quando chegar aos jornais, à Internet. Há, no entanto, excepções, e ele próprio lembra-se de uma: “Lembro-me de uma fotografia de Hugo Correia [também da Reuters], de uma jornalista da France Press a ser batida por um polícia no Chiado, na greve geral, em Março. Olhei para aquela fotografia, que mostra exactamente o contrário desta imagem, e pensei na altura: ‘Isto vai dar voltas!” Mesmo assim, deu “ainda mais voltas” do que estava à espera.Notícia corrigida às 16h38."dezenas de milhares" passou a "centenas de milhares".
Notícia actualizada às 18h48.Acrescenta declarações do fotojornalista José Manuel Ribeiro.

domingo, 16 de setembro de 2012

FOLHA DE S. PAULO

Kassab paga aluguel para mais de 100 mil pessoas

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DE SÃO PAULO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Desalojada da favela onde morava, a família de Gerôncio Henrique Neto, 70, recebe R$ 500 por mês de auxílio aluguel da Prefeitura de São Paulo. Quando aceitou o benefício, imaginava que a situação seria temporária e que rapidamente receberia uma moradia prometida pelo município. Ele espera desde 2009.

Gerôncio é exemplo de uma situação cada vez mais comum em São Paulo: famílias desalojadas de favelas, seja por incêndios, seja por ordem da prefeitura, passam a receber auxílio para o aluguel até conseguirem um lar subsidiado pelo governo (direito garantido pela Constituição).

O problema é que o ritmo de construção de moradias não tem sido suficiente para atender ao número de pessoas desalojadas.

Desde 2010, o número de pessoas que recebem o Aluguel Social, por exemplo, quase dobrou na cidade de São Paulo: pulou de 11 mil famílias, em agosto de 2010, para as quase 21 mil atuais. Além disso, a gestão Gilberto Kassab (PSD) paga ainda o aluguel de 6.000 famílias por meio de outro programa, chamado Parceria Social.

Essa quantidade de inscritos nos dois programas equivale à população de uma cidade de 100 mil habitantes, considerando uma média de quatro pessoas por família.

Esse contingente é superior à população de 88% dos 645 municípios de São Paulo, como Assis (96.336), Ubatuba (80.604) e São Sebastião (76.344) -utilizando as estimativas populacionais de 2012 do IBGE. A situação seria ainda pior se a prefeitura não tivesse entregue 20.581 moradias populares nos últimos sete anos.

Atualmente, 398.165 famílias vivem em favelas, uma população aproximada de 1,5 milhão de pessoas, segundo dados do município.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

EXPRESSO

Ex-presidente de banco multado e condenado prisão

Joseph Braas foi condenado a 180 meses de prisão por estar envolvido num esquema fraudulento, que causou prejuízos ao Bank of Lancaster County.

Liliana Coelho

O ex-presidente executivo do Bank of Lancaster County, nos Estados Unidos, Joseph Braas, foi condenado a uma pena de 15 anos de prisão e ao pagamento de uma coima de 53 milhões de dólares (41 milhões de euros), pelo envolvimento num esquema fraudulento.

Segundo o FBI (polícia federal norte-americana), a fraude resultou em centenas de perdas de postos de trabalho, além de prejuízos para o banco, o que constituiu uma situação "grave".

Joseph Braas, 46 anos, e outros membros da direção, alteraram contas, falsificaram documentos e ficheiros, tendo contratatado ainda auditores para elaborarem relatórios favoráveis sobre a situação do banco.

Os documentos mostraram que a instituição tinha lucros superiores aos efetivos, estando menos exposta aos riscos, e a perdas de postos de trabalho, lê-se num comunicado do FBI.

"A fraude financeira que conduziu à atual crise não só ocorreu nos grandes bancos e instituições", disse Zane David Memeger, juíz do Tribunal da Pensilvânia.

Responsabilizar gestores

"Todos os executivos da banca têm responsabilidade para com os seus clientes e empregados, e esta sentença reflete isso mesmo, que é importante o compromisso com a Justiça e a punição de todos os executivos que colocaram os seus interesses financeiros pessoais acima dos seus clientes e subordinados", acrescentou.

O caso foi investigado pelo FBI e, segundo a polícia, responde aos "esforços da administração Obama para combater a fraude financeira".

Só nos últimos três anos, o Departamento da Justiça norte-americano recebeu dez mil processos relacionados com este tipo de crimes.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Diário Digital

Maria Elisa Domingues escreveu «Amar e Cuidar. A minha Viagem pelo mundo do cancro»

«Amar e Cuidar. A minha Viagem pelo mundo do cancro», de Maria Elisa Domingues, editado pela Esfera dos Livros, será apresentado no dia 18 de Setembro, pelas 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa.

«Um livro que nos leva a conhecer esta dura realidade, desde o choque da notícia, à decisão do tratamento, a cirurgia, a comunicação com os médicos, até às dificuldades enquanto cuidadora.

É um trabalho muito emotivo e cuidado. Maria Elisa conversou com médicos, especialistas, enfermeiros e traz-nos relatos de 16 doentes oncológicos, que nos fazem pensar, alguns deles chorar, outros que nos fazem ter esperança…»

Diário Digital

Projeto distribui milhares de kits de saúde oral a crianças

Um milhão de crianças frequentadoras das bibliotecas escolares vai ser abrangido pela oferta de 2.500 kits de saúde oral, iniciativa que, entre outros objetivos, visa aumentar a qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral.

Os kits vão ser distribuídos no ano letivo que está agora a começar e contêm, além de produtos de higiene oral, um livro especialmente escrito para este projeto e material didático.

Este kit foi criado para trabalhar a temática da saúde oral “de uma forma flexível, integrada, dando autonomia criativa às escolas, às bibliotecas e aos seus responsáveis, de modo a que se constitua como ilustração para o ulterior desenvolvimento de iniciativas autónomas, no seu universo de influência”.

“O objetivo final é permitir aos alunos abordar diversas unidades ou projetos baseados em saúde oral que podem fornecer contextos intencionais para aprender e praticar a arte da linguagem, da escrita, capacidades matemáticas e criativas”, segundo a nota explicativa do projeto.

O projeto SOBE – Saúde Oral Bibliotecas Escolares é uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Direção-Geral da Saúde, e será apresentado quarta-feira, Dia Mundial da Saúde Oral, na escola EB2,3 Santa Maria dos Olivais, em Lisboa.

Entre os vários objetivos deste projeto está o aumento da qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral, o incremento de parcerias com as escolas e outras instituições e a consciencialização das famílias para a importância desta área da saúde.

Manuel Fernando Gonçalves, do Plano Nacional de Leitura, disse à Agência Lusa que esta iniciativa tem um antecedente: o Plano Nacional de Saúde Oral.

Agora, a mensagem vai ser divulgada nas bibliotecas escolares que, dadas as suas características e difusão, permitem alcançar um número muito significativo de crianças, adiantou.

No lançamento do projeto estará presente a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário e o secretário de Estado da Saúde.

Diário Digital com Lusa

sábado, 8 de setembro de 2012


EXPRESSO


Cientista português inventa gel para curar feridas dos diabéticos

O gel foi criado por Lino Ferreira, investigador do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, e pode vir a resolver um problema que afeta 150 mil diabéticos em Portugal.
Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)

Um gel criado com o uso de células estaminais do sangue do cordão umbilical, que trata as feridas crónicas dos doentes diabéticos, acaba de ser patenteado por Lino Ferreira, investigador da Universidade de Coimbra, em parceria coma a empresa Crioestaminal.

O problema afeta 150 mil diabéticos em Portugal e o gel "resulta da necessidade de encontrarmos meios mais eficazes para o tratamento deste tipo de feridas, pois estima-se que 15% dos pacientes diabéticos tenham ulcerações do pé que não cicatrizam", explica o investigador.

O novo produto é composto por um co-cultura de células do sangue do cordão umbilical humano com células endoteliais (as células que se encontram no interior dos vasos sanguíneos) e um gel de biomimético, isto é, um gel produzido por componentes encontrados no sangue.
Melhorar o potencial regenerativo

Lino Ferreira esclarece que "em concreto, o que patenteámos foi uma nova metodologia para melhorar a sobrevivência e o potencial regenerativo das células estaminais do cordão umbilical".

O cientista de 41 anos de idade, já tem 14 patentes registadas a nível internacional, tendo sido sete dessas patentes licenciadas a empresas americanas, europeias e nacionais.

É coordenador de uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, localizado em Cantanhede, no Biocant Park (parque de biotecnologia). A equipa é formada por mais de 20 investigadores e trabalha na modulação da actividade de células estaminais para utilização em Medicina Regenerativa e identificação de compostos no tratamento de doenças cardiovasculares.
Primeira aplicação em larga escala

André Gomes, administrador da Crioestaminal responsável pelas operações de investigação e desenvolvimento (I&D) da empresa, salienta que o gel patenteado "é uma nova aplicação para o sangue do cordão umbilical, para além das 81 doenças que já são tratadas com ele, mas é a primeira aplicação no tratamento de uma doença com grande incidência", isto é, que afeta um grande número de pessoas.

"Claro que não estamos a prometer nenhuma cura, mas estamos a dar um passo importante para lá chegar", acrescenta o gestor, que é também bioquímico de formação. André Gomes prevê que o gel esteja disponível no mercado, "em termos de utilização rotineira", dentro de cinco a dez anos.

Será sempre um medicamento fabricado à medida de cada paciente, "porque estamos a falar de terapia celular", uma área da medicina em grande expansão, onde há grandes expectativas quanto à cura de muitas doenças.
Ensaios clínicos ainda em 2012

Depois da patente registada, a próxima etapa será a dos ensaios clínicos em seres humanos, visto que os ensaios pré-clínicos em animais já foram feitos e tiveram sucesso. É uma etapa com duas fases, que deverá demorar dois a três anos.

"Estamos à procura de parceiros e de financiamento para os ensaios clínicos, onde pretendemos testar a eficácia e a segurança do gel, e queremos avançar com este processo ainda em 2012".

As células estaminais são células indiferenciadas existentes em todos os organismos multicelulares, que se podem dividir e diferenciar em diversos tipos de células especializadas, e que podem também autorenovar-se para produzir mais células estaminais.
Três anos de investigação

O projeto de investigação que conduziu à descoberta do gel durou três anos e a Crioestaminal investiu nele 600 mil euros. Os outros projetos de I&D em curso na empresa, em parceria com várias universidades, envolvem um investimento global de dois milhões de euros.

A Crioestaminal foi o primeiro banco de células estaminais do sangue do cordão umbilical a ser criado em Portugal, em 2003, e a primeira empresa autorizada pela Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.

É também a única empresa portuguesa acreditada pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB), uma das duas entidades a nível mundial que estabelece critérios de qualidade específicos para os bancos de sangue do cordão umbilical.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cientista-portugues-inventa-gel-para-curar-feridas-dos-diabeticos=f751783#ixzz25uzbz27h