segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rio

Mais de 440 mil famílias podem acessar Tarifa Social de Energia Elétrica no Rio 

O abatimento é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com renda de até meio salário mínimo per capita ou que tenham algum membro beneficiário do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), conforme estabelecido pela Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010.
Atualmente, a Tarifa Social já atende a 10,6 milhões de famílias em todo o país. A cobertura corresponde a 75% do total de famílias de baixa renda com potencial para cobertura do programa. Para inclusão no programa, as famílias devem procurar a companhia de energia elétrica local (AMPLA, CENF e Light).
Famílias com consumo de até 30 KWh podem obter 65% de desconto na conta de luz; entre 31 KWh a 100 KWh, o desconto é de 40%; e a redução é de 10% para aquelas que consomem de 101 KWh a 220 KWh Famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único com o perfil exigido e com consumo limite de 50 KWh por mês têm direito a 100% de desconto.
 O programa também beneficia as famílias inscritas no Cadastro que possuem renda mensal de até três salários mínimos e que possuam em sua residência pessoas em tratamento de saúde que necessitem da utilização de aparelhos com elevado consumo de energia.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VISÃO
Alimentação

Os superpoderes de um vegetal

É uma alface? É um molho de espinafres? Não, são os agriões, que, agora, renascem no panorama nutricional, sob a capa de superalimento 

Por Luísa Oliveira

Os superpoderes de um vegetal
D.R.
Tem folhas pequeninas e verde-escuras que animam qualquer prato (ou qualquer página...). E um sabor apimentado, versátil, que tanto vai bem numa sopa como numa salada ou num sumo. Mas, durante anos, sobretudo em Portugal, os agriões não gozaram de boa reputação e ficaram algo arredados do nosso regime alimentar. Como nasciam, na sua forma selvagem, junto de águas estagnadas, eram associados a contaminações. "Só se comiam depois de fervidos ou lavados com lixívia", lembra a nutricionista Helena Cid, 43 anos.
Hoje, os agriões que são vendidos nos supermercados não representam qualquer perigo para a saúde, pois o seu cultivo é controlado. Tão controlado como o das alfaces, por exemplo. E mais: vários estudos científicos têm provado a importância nutricional desta verdura pertencente à família das crucíferas, como os brócolos e as couves.
O investigador britânico Steve Rothwell, consultor da associação de produtores The Watercress Alliance, chama-lhe "superalimento". Arrisca-se até a apelidá-lo de "alimento de combate ao cancro". Paula Ravasco, 37 anos, investigadora em nutrição e oncologia do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, não é tão ambiciosa. Sem negar as excelentes propriedades dos agriões ou os resultados dos estudos, prefere não se entusiasmar antes do tempo. Ainda não se comprovou nada que tenha a ver com doentes com cancro (apenas em linhas de células, em caixas de petri).
Até Hipócrates os comia Os resultados mais recentes, dignos de serem publicados no British Journal of Nutrition, foram atingidos por cientistas da Universidade de Ulster, na Irlanda. Ficou demonstrado que a ingestão diária de uma pequena porção desta verdura faz subir os níveis de antioxidantes e vitaminas que ajudam a proteger o corpo dos radicais livres, especialmente para quem fuma ou faz exercício intenso.
Os agriões aliviam o stresse natural causado às células quando o esforço físico é grande, acentuando assim os benefícios desse esforço. "Um crescente pedido de energia ao corpo pode criar uma acumulação de radicais livres, que levará à alteração do ADN", explicou Gareth Davison, coordenador do estudo.
Ao ser rico em antioxidantes, como o caroteno, a luteína ou a quercetina, o agrião ajuda a defender as células. "A grande vantagem é estas propriedades estarem disponíveis na sua forma fisiológica - as doses nunca são tóxicas, pois não excedem o limite", nota Paula Ravasco. Quando isso acontece, por exemplo com a toma de suplementos alimentares, os antioxidantes também protegem as células neoplásicas, porque a estas - mais "aceleradas" - só se consegue chegar com doses suplementares.
Os agriões têm poucas calorias e são isentos de gorduras, mas contêm mais de 15 vitaminas e minerais essenciais, sendo ainda fonte de uma série de fitoquímicos com potenciais benefícios para a saúde, como os glucosinolatos. Estes libertam isotiocianatos, em que se incluem o PEITC (phenethyl isothiocyanate) - o composto que contribui para o seu sabor apimentado e o responsável por resultados animadores na prevenção e desenvolvimento do cancro.
Não terá sido por acaso que Hipócrates, o chamado pai da Medicina, no ano 500 a.C., mandou construir o seu primeiro hospital perto de uma nascente. Assegurava, assim, uma fonte de agriões frescos para tratar os seus doentes.
CURIOSIDADE Sabia que?
Os agriões têm...
Mais ferro do que os espinafres
Mais vitamina C do que as laranjas
Mais cálcio do que o leite
Mais vitamina E do que os brócolos
Mais vitamina B do que as groselhas

EUA: Jovem de 12 anos cria negócio ligado à reciclagem. E doa todos os lucros.

Quando ainda estava na creche, Sam Klein era fascinado com os objectos que todos os dias eram deitados fora. Alguns anos depois, o jovem de St.Louis, Estados Unidos, esperava pela equipa de recolha do lixo, observava-a, falava com ela e, por vezes, ajudava-a.
Hoje, aos 12 anos, Sam tem o seu próprio negócio ligado à reciclagem. E é um negócio simples: nos últimos anos, Sam dedicou algum do seu tempo livre a visitar empresários locais. recolhendo de forma gratuita os cartuchos de tinta para impressora, um objecto facilmente reciclável mas que, quase sempre, vai parar às lixeiras.
À medida que ia recolhendo vários cartuchos, Sam devolvia-os aos fabricantes, que lhe chegam a pagar €200 (R$400) pelo material reciclado. O jovem, porém, não fica com o dinheiro, tendo doado mais de €645 (R$2.000) a instituições de solidariedade social.
“Quando atiramos uma coisa para o lixo, ela não desaparece como que por magia”, explicou o empreendedor à NBC News. Na semana passada, Sam Klein foi entrevistado para o Jornal da Noite da NBC, e a sua história foi contada a milhões de outros jovens – quem sabe se futuros empreendedores sustentáveis. No Green Savers estamos a fazer a nossa parte – ao publicarmos a história e o vídeo.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Correio da Manhã
Cirurgia: Técnica custa cerca de 4300 euros

Embolização para salvar próstata

Urinar às pinguinhas, ter urgência em encontrar um sanitário ou não conseguir esvaziar a bexiga são sintomas que atormentam o dia-a-dia de muitos homens. Em Portugal, 70% dos homens com mais de 65 anos são afectados pela próstata aumentada, que cria uma obstrução ao fluxo de urina.
Por:Débora Carvalho

Uma das alternativas para o tratamento da hiperplasia benigna da próstata é a embolização da artéria prostática – técnica inovadora, minimamente invasiva, no alívio dos sintomas. "Trata-se de um tratamento inovador em que Portugal é pioneiro. Na intervenção não há perda de sangue, o doente leva anestesia local e vai para casa no mesmo dia, retomando a sua vida normal", diz ao CM o médico e radiologista de intervenção Martins Pisco, responsável pelo desenvolvimento da técnica, desde Março de 2009, no Hospital Saint Louis, Lisboa.
A cirurgia custa 4300 euros e destina-se a doentes com mais de 50 anos, que tenham próstata aumentada, isto é, com peso superior a 40 gramas. "Já operámos 316 pessoas. Muitos estrangeiros vêm a Portugal para serem tratados. A taxa de sucesso inicial é entre 85 e 90%". O tratamento não coloca em risco a vida sexual dos pacientes, garante o especialista, frisando que "cerca de um terço melhora a parte sexual, pois deixam de tomar os medicamentos". Além disso, refere, "é uma esperança para quem só urina com algália".
Médicos de todo o Mundo têm vindo a Portugal assistir à operação, que pretende travar algumas consequências da hiperplasia benigna: retenção e infecção urinária, cálculos renais ou insuficiência renal. Contudo, apesar de se cumprir o objectivo de atrofiar a próstata e os sintomas desaparecerem, nem sempre se consegue reduzir o volume. "Em 20% dos doentes que melhoram, a próstata não reduz de dimensões. Mais importante que a redução do volume é a melhoria dos sintomas", diz Martins Pisco, ressalvando que "se as artérias prostáticas estiverem muito envolvidas por arterosclerose, há uma alta probabilidade de insucesso".

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cientistas criam mosquito que não transmite o vírus da dengue

Pesquisadores introduziram no Aedes aegypti a bactéria que bloqueia a multiplicação do vírus dentro do inseto; introduzidos na natureza, esses mosquitos se tornam maioria.

Clarissa Thomé, do Rio
Cientistas criaram em laboratório um tipo de mosquito Aedes aegypti que não transmite o vírus da dengue. O resultado da pesquisa, liderada pela Universidade de Monash, na Austrália, e feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, está sendo apresentado no 18.º Congresso Internacional de Medicina Tropical, no Rio de Janeiro.
O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue - Divulgação
Divulgação
O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue

Os pesquisadores introduziram no Aedes aegypti a bactéria Wolbachia, presente em 70% dos insetos do mundo. Essa bactéria atua como uma espécie de vacina para o mosquito e bloqueia a multiplicação do vírus dentro do inseto. Dessa forma, o mosquito não transmite mais a dengue.

A colônia de Aedes aegypti com Wolbachia é criada em laboratório. Depois, os insetos são liberados na natureza. Livres, eles se reproduzem com mosquitos locais e a bactéria é transmitida de mãe para filho pelos ovos.
Além de bloquear a transmissão do vírus da dengue, a bactéria também tem efeito sobre a capacidade de reprodução. As fêmeas com Wolbachi sempre geram filhotes com a bactéria - independente da situação do macho. No entanto, os óvulos fertilizados das fêmeas sem Wolbachia, que se acasalam com machos que tenham a bactéria, morrem.

Por conta disso, mesmo que uma pequena população de insetos com a bactéria seja introduzida na natureza, rapidamente esse tipo de mosquito se torna maioria. Foi o que aconteceu nas localidades de Yorkeys Knob e Gordonvale, em Cairns, na Austrália. Apenas cinco semanas depois da liberação dos mosquitos com a bactéria, em janeiro de 2011, a presença de insetos com Wolbachia alcançou 100% em Yorkeys Knob e 90% em Gordonvale, como mostrado abaixo.
Os especialistas se referem ao estudo como "potencial tecnologia autossustentável", uma vez que a transmissão da bactéria é garantida no processo reprodutivo do mosquito, dispensando os custos de soltura continuada no ambiente.

No Brasil, o projeto está na primeira fase. Os cientistas estão fazendo, em laboratório, a manutenção de colônias dos mosquitos com Wolbachia e o cruzamento com Aedes aegypti de populações brasileiras.

O projeto "Eliminar a Dengue: Desafio Brasil" conta com financiamento da Fiocruz, Ministério da Saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS e Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - DECIT/SCTIE) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (CNPq).

domingo, 23 de setembro de 2012

La Vanguardia

Un tribunal australiano condena a Lehman Brothers a pagar por daños

El juicio podría tener un impacto global, ya que se trata de la primera sentencia en el mundo sobre el comportamiento de un banco de inversión


Australia. (EFE).- Un tribunal federal de Australia dictó hoy sentencia a favor de un grupo de ayuntamientos, organizaciones benéficas e iglesias que demandaron al banco Lehman Brothers por violación de contrato y conducta engañosa y negligente, condenándolo a pagar una compensación por los daños causados. El juicio podría tener un impacto global, ya que se trata de la primera condena en el mundo sobre el comportamiento de un banco de inversión, tanto por razones legales como éticas, ha informado el canal australiano ABC.
En la demanda colectiva han participado 72 demandantes que piden a Lehman Brothers una compensación de 250 millones de dólares (192 millones de euros) por las pérdidas sufridas en las inversiones que realizaron con el asesoramiento de la compañía Grange Securities, comprada por Lehman Brothers Australia en 2007. El juez Steven Rares dictaminó que las partes demandantes tienen derecho a una indemnización, aunque todavía no se ha pronunciado sobre la cantidad.
El brazo australiano de Lehman asesoró a varios colectivos para invertir en la compra de hipotecas y obligaciones de deuda, que por entonces tenía el nivel de calificación crediticia "AAA", el más alto y fiable, antes del colapso del mercado estadounidense en 2007. "Los bancos de inversión facilitaron a las agencias de medición de riesgo una calificación 'AAA', que en sentido real dice que estás casi seguro de obtener tu dinero de vuelta", explicó al canal ABC John Walker, director del fondo de litigio IMF, que lideró la demanda.
Con las pérdidas causadas los demandantes alegaron que no han podido continuar con varios proyectos comunitarios que pusieron en marcha. La caída del banco de inversión Lehman Brothers en 2008 se convirtió en el símbolo de la crisis financiera, originada por la desproporcionada cantidad de instrumentos de deuda vinculados a hipotecas y su infiltración en casi cada rincón financiero del planeta.
Lehman Brothers, al contrario que Bear Stearns o los fondos hipotecarios Fannie Mae y Freddie Mac, no fue rescatado por el Gobierno ni la Reserva Federal de Estados Unidos ni tampoco por ninguna de las grandes entidades financieras a las que se ofreció. El banco no tuvo así otra opción que acudir a la quiebra, protagonizando la mayor bancarrota de la historia de Estados Unidos, y arrastró a otros bancos de inversión de Wall Street como Goldman Sachs y Morgan Stanley, que tuvieron que transformarse en entidades comerciales para sobrevivir.

Leer más: http://www.lavanguardia.com/economia/20120921/54350872846/tribunal-australiano-condena-lehman-brothers.html#ixzz27KeG68ck


Movimento Novos Rurais

http://agricultoresdesofa.blogspot.pt/


Corticeira Amorim entrega terrenos a trabalhadores para criar hortas biológicas


A Corticeira Amorim está a disponibilizar aos seus colaboradores vários terrenos desocupados que, dentro do perímetro das próprias fábricas, estão a ser transformados em hortas biológicas, cujos produtos são depois distribuídos por quem trabalha a terra.

Em causa estão já 1.400 metros quadrados de terreno que, em duas unidades da Amorim em Santa Maria da Feira, vêm sendo lavrados por cerca de 70 funcionários da corticeira, entre os quais quadros dirigentes, operadores de máquinas, técnicos de laboratório e várias classes de operários.
Daniel Bessa é o diretor de Sustentabilidade da Amorim e declarou à Lusa que o projeto de criação destes novos espaços hortícolas se insere na estratégia "ambiental e social que a empresa promove diariamente com os seus colaboradores, que assim fazem o aproveitamento saudável de terras que estavam inutilizadas, atendendo aos princípios da agricultura biológica".
"As pessoas que aderem à iniciativa formam equipas para tratar das hortas, organizam-se para cultivar os seus produtos e obtêm assim alimentos saudáveis, o que também fortalece o espírito de coesão que a empresa sempre pretendeu promover internamente", acrescenta esse responsável.
Daniel Bessa realça que a participação está aberta a todo o pessoal das unidades de Santa Maria da Feira e que os resultados da experiência serão depois partilhados com os 2.500 colaboradores que a Amorim tem em todo o país, para que esses "também possam, de alguma forma, ser envolvidos no projeto".
A horta da Amorim & Irmãos está em fase mais embrionária, mas na da ChampCork as sementeiras já deram fruto e Sandra Silva, que escolhe rolhas nessa fábrica e integra o grupo de agricultores responsável pelo talhão "Os sabores da Natureza", confessa que, apesar de ter aderido ao programa das hortas biológicas "por brincadeira", agora "a equipa faz tudo com muito gosto e tenta ir ao pormenor".
Movimento Novos Rurais
Pessoas mais livres, plenas e felizes!
https://www.facebook.com/novosrurais.farmingculture

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Correio da Manhã
Polémica: Muçulmanos organizam protestos

“A liberdade em França é sagrada”

O governo francês responde à revolta muçulmana contra um filme anti- -islâmico e contra as novas caricaturas de Maomé frisando que, em França, "a liberdade de expressão é sagrada". Mas nas redes sociais, corre já uma mobilização para manifes- tações maciças em Paris e noutras cidades do país.
Por:F. J. Gonçalves com agências

 O ministro dos Assuntos Europeus, Bernard Cazeneuve, sublinhou que "deve ser respeitado o princípio do laicismo", mas lembrou: "Quando se é livre, é preciso medir o alcance das palavras." Os próximos dias poderão ser, no entanto, de contestação, com manifestações convo-cadas sob o lema: "Não toquem no meu profeta."
Recorde-se que o executivo francês proibiu manifestações contra o filme ‘A Inocência dos Muçulmanos’, que motivou novos protestos no Irão, Afeganistão, Líbia, Nigéria e Paquistão.
Uma actriz que participou na película, Cindy Lee Garcia, recebeu ameaças de morte e queria o filme retirado do Youtube, mas um tribunal da Califórnia rejeitou a petição. Ontem a revista satírica alemã ‘Titanic’ anunciou que também vai publicar caricaturas de Maomé.

Paris quer proibição de milho transgénico na UE caso se confirme estudo alarmante

 
Reuters

O primeiro-ministro francês anunciou hoje que a França defenderá a proibição de milho transgénico "a nível europeu", caso se confirmem as conclusões de um estudo que associa milho transgénico ao aparecimento de grandes tumores em ratos.

"A publicação de um estudo por investigadores franceses que põe gravemente em causa a inocuidade a longo prazo do milho trangénico NK 603 provocou o alerta imediato da agência de segurança sanitária e da autoridade europeia de segurança dos alimentos", disse Jean-Marc Ayrault num discurso em Dijon.
O chefe do governo francês adiantou ter pedido um processo rápido que permita, "em algumas semanas", verificar a validade científica deste estudo.
"Se os resultados forem conclusivos, (o ministro francês da Agricultura) Stéphane Le Foll defendera a nível europeu a proibição destes OGM) organismos geneticamente modificados)", assegurou. 
O estudo, realizado por investigadores da universidade de Caen ao longo de dois anos, partiu de uma amostra de 200 ratos, alguns dos quais foram alimentados com água e milho NK 603, uma variedade transgénica do grupo norte-americano Monsanto, enquanto o grupo de controlo recebeu milho convencional.
Depois da experiência, os cientistas concluíram que os ratos alimentados  com o milho geneticamente modificado tinham uma maior taxa de mortalidade (duas a três vezes superior, no caso das fêmeas) e desenvolviam grandes  tumores. 
Além disso, concluíram os investigadores, quanto maior é a concentração desse milho na dieta dos animais, maior a taxa de mortalidade.
Os investigadores sublinharam que a duração do estudo, de dois anos, é superior aos três meses que a Monsanto tomou como referência para apresentar as conclusões ao pedir a autorização de comercialização do produto.  
Um dos autores do estudo, Jel Spiroux, sublinhou mesmo que foi a partir do quarto mês que começou a registar-se o aumento das taxas de mortalidade e dos tumores. 
O milho em causa não pode ser produzido na Europa, mas pode ser importado  para consumo humano e animal desde 2004.
Lusa

Naturlink

Estudo demonstra que milho transgénico causa tumores e morte

Plataforma Transgénicos Fora 

Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology um estudo sobre o milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes" até agora desconhecidos. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.
O milho geneticamente modificado utilizado na alimentação dos animais de laboratório foi o NK603 da multinacional Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup produzido pela mesma empresa. Foi considerado seguro e autorizado para a alimentação humana pela Comissão Europeia já em 3 de Março de 2005 e tem circulado na Europa desde então.
Os investigadores, liderados pelo professor Séralini da universidade francesa de Caen, verificaram que os animais alimentados pelo milho transgénico (num regime alimentar oficialmente considerado seguro) sofreram de morte prematura, para além de tumores e danos em múltiplos órgãos vitais.
A Plataforma Transgénicos Fora considera que, à luz destes resultados e ao contrário do que a própria Monsanto afirma, os alimentos transgénicos em circulação não podem mais ser considerados seguros. O governo deve pois tomar imediatamente medidas de emergência e precaução (previstas aliás na diretiva quadro dos transgénicos 2001/18):
- Suspensão imediata de todos os transgénicos em uso na alimentação e nas rações animais; e
- Proibição imediata do cultivo de milho transgénico em Portugal.
Enquanto não forem publicados mais dados científicos com estudos de longo prazo sobre todos os transgénicos já autorizados que demonstrem a sua segurança efetiva, a eliminação da sua produção e consumo é a única forma de garantir a proteção dos consumidores portugueses.
Poderá aceder ao resumo do artigo aqui.
Leituras adicionais: