quarta-feira, 17 de outubro de 2012

 

Hollande defende que não devem ser sempre os mesmos a pagar a crise

François Hollande deu uma entrevista no Eliseu a seis órgãos de comunicação europeus. O francês reitera que o crescimento é a única saída de crise europeia
François Hollande deu uma entrevista no Eliseu a seis órgãos de comunicação europeus. O francês reitera que o crescimento é a única saída de crise europeia Imagem: AFP PHOTO/FRED DUFOUR
Perante uma Alemanha que protela os planos de união bancária acordados entre os membros da zona euro em junho, Hollande promete inverter a situação e continuar com a bandeira do crescimento hasteada, em detrimento da austeridade que está a afogar os países da europa do sul.
Na batalha que esta quinta e sexta-feira põe frente a frente os sócios europeus, Hollande diz ir acelerar a resolução do problema da crise do euro.
O presidente francês pretende demonstrar que a austeridade não é uma fatalidade e que existem caminhos para travar o proliferação da crise financeira na Europa.
Numa entrevista concedida a seis órgãos de comunicação sociais europeus – Guardian, El País, Süddeutschland Zeitung, Le Monde, La Gazzetta e La Stampa – François Hollande advertiu para a necessidade de reuniões mensais dos líderes nacionais dos 17 países da zona do euro, para assim acabar com os chamados encontros de "última chance" que têm apenas contribuído para "sucessos fugazes".
Crise quase resolvida
Numa união a duas velocidades, a união política, segundo Hollande, já não é a prioridade e um tratado constitucional também está fora de questão, pelo menos neste momento.
Entre as medidas defendidas por Hollande estão a diminuição dos custos dos empréstimos a Portugal, Espanha e Itália. Para o líder socialista, a saída da Grécia da união económica também está fora de questão.
“Sobre a saída da zona euro da crise, estamos perto, muito perto. Tomámos boas decisões na reunião de 28 e 29 de junho, que temos o dever de aplicar rapidamente", admitiu, citado pelo Le Monde.
"Primeiro, solucionando definitivamente a situação da Grécia, que tem feito tantos esforços e que deve permanecer na zona euro. Depois, respondendo aos pedidos dos países que têm aplicado as reformas esperadas e que devem passar a obter financiamento com taxas razoáveis. Finalmente, aplicando a união bancária", explicou o líder francês.
"Quero que todas estas questões estejam solucionadas até ao final do ano. Poderemos então iniciar a mudança e o aprofundamento da nossa união", concluiu.
Quanto às preocupações da Alemanha, Hollande é assertivo e afirma que questões de política doméstica e eleitoral não devem fazer parte do caminho de resolução da questão europeia: Merkel "é muito sensível a questões de política interna e às exigências do seu parlamento. Eu percebo e consigo respeitar. Mas todos nós temos a nossa opinião pública. A nossa responsabilidade comum é pôr os interesses da Europa em primeiro lugar",  considerou Hollande.
"Todos nós participamos nesta solidariedade. Franceses, alemães, tal como todos os outros europeus que fazem parte do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Vamos parar de pensar que um país vai pagar por todos os outros. Isso é falso", garantiu o socialista.

domingo, 14 de outubro de 2012

FOLHA DE S. PAULO

Dilma vai criar cota para negro no serviço público

 

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA

O Palácio do Planalto prepara o anúncio para este ano de um amplo pacote de ações afirmativas que inclui a adoção de cotas para negros no funcionalismo federal.
A medida, defendida pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, atingiria tanto os cargos comissionados quanto os concursados.
O percentual será definido após avaliação das áreas jurídica e econômica da Casa Civil, já em andamento.
O plano deve ser anunciado no final de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra (dia 20) e estarão resolvidos dois assuntos que dominam o noticiário: as eleições municipais e o julgamento do mensalão.
O delineamento do plano nacional de ações afirmativas ocorre dois meses depois de o governo ter mobilizado sua base no Congresso para aprovar lei que expandiu as cotas em universidades federais.
A Folha teve acesso às propostas. Elas foram compiladas pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e estão distribuídas em três grandes eixos: trabalho, educação e cultura-comunicação.
A cota no funcionalismo público federal está no primeiro capítulo: propõe piso de 30% para negros nas vagas criadas a partir da aprovação da legislação. Hoje, o Executivo tem cerca de 574 mil funcionários civis.
No mesmo eixo está a ideia de criar incentivos fiscais para a iniciativa privada fixar metas de preenchimento de vagas de trabalho por negros.
Ou seja, o empresário não ficaria obrigado a contratar ninguém, mas seria financeiramente recompensado se optasse por seguir a política racial do governo federal.
Outra medida prevê punição para as empresas que comprovadamente discriminem pessoas em razão da sua cor de pele. Essas firmas seriam vetadas em licitações.
EDUCAÇÃO E CULTURA
No campo da cultura, há uma decisão de criar incentivos para produtores culturais negros. Na semana passada, a ministra Marta Suplicy (Cultura) já anunciou que serão lançados editais exclusivos para essa parte da população.
No eixo educação, há ao menos três propostas principais: 1) monitorar a situação de negros cotistas depois de formados; 2) oferecer aos cotistas, durante a graduação, auxílio financeiro; 3) reservar a negros parte das bolsas do Ciências sem Fronteira, programa do governo federal que financia estudos no exterior.
A implantação de ações afirmativas é uma exigência do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado pelo Congresso em 2010, o último ano do segundo mandato de Lula.
Segundo o estatuto, é negro aquele que se diz preto ou pardo --juntas, essas duas autodefinições compõem mais da metade dos 191 milhões de brasileiros, de acordo com o Censo de 2010.
ESSENCIAL
O plano é tido no governo como essencial para diminuir a desigualdade gerada por diferenças de cor e ampliar a queda na concentração de renda na última década.
Nesse sentido, o plano, ao usar unicamente critérios raciais, seria mais cirúrgico do que o sistema de cotas aprovado pelos congressistas em agosto, que reserva metade das vagas nas federais para alunos egressos de escolas públicas e, apenas nessa fatia, institui a ocupação prioritária por negros e índios.
Politicamente, será um forte aceno da gestão Dilma aos movimentos sociais, com os quais mantém uma relação distante e, em alguns momentos, conflituosa --como durante a onda de greves de servidores neste semestre.
DN
Ciência

Células estaminais geram primeira tiróide 'in vitro'

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão
Células estaminais foram usadas, pela primeira vez, para recriar com êxito a tiróide de um ratinho que não tinha a glândula, abrindo novas perspetivas ao uso terapêutico daquelas células, noticiou hoje a agência AFP.
Para gerar a primeira tiroide 'in vitro', uma equipa de cientistas da Universidade Livre de Bruxelas utilizou células estaminais (células que se dividem e diferenciam noutras células).
Depois de várias tentativas, o grupo adotou o "procedimento correto" para transformar as células estaminais em "tecido de tiroide produtor de hormonas", como o faz a tiróide em estado natural, explicou Francesco Antonica, um dos membros da equipa.
O tecido foi, depois, transplantado com êxito num ratinho que não tinha tiroide.
Segundo o investigador Francesco Antonica, o enxerto foi capaz de produzir hormonas da tiróide de "uma maneira prolongada, eficaz e regular".
As hormonas da tiróide são essenciais para o crescimento e a maturação do esqueleto e do sistema nervoso.
Expresso
Grupo de 20 peritos vai 'tratar' da saúde dos portugueses 

Vera Lúcia Arreigoso (www.expresso.pt)

Como é que um país sem dinheiro pode continuar a pagar as inovações em Saúde, como os medicamentos de última geração? A primeira tentativa de resposta é já na terça-feira.
Numa iniciativa inédita, 20 peritos portugueses conhecedores do setor da Saúde nacional vão sentar-se à mesa para tentar encontrar formas para o Estado continuar a dar aos doentes medicamentos inovadores mesmo em tempo de crise. O projeto, Latitude, prolonga-se por três anos e a primeira reunião está marcada para terça-feira. 
O grupo de reflexão junta nomes como o investigador Sobrinho Simões, o administrador hospitalar Adalberto Campos Fernandes, os deputados Teresa Caeiro e João Semedo, o ex-secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar, entre outros, e é coordenado pela deputada socialista e antiga ministra da Saúde Maria de Belém Roseira. 
A sociedade civil também vai poder dar o seu contributo para a discussão, no sítio na Internet www.iniciativalatitude.org 
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/grupo-de-20-peritos-vai-tratar-da-saude-dos-portugueses=f759716#ixzz29GmklERH

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


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Paul Krugman. Era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem

Por Ana Sá Lopes
Os instrumentos económicos existem mas a opinião política dominante proíbe o fim da crise. Paul Krugman, Prémio Nobel da Economia, apela ao fim dessa corrente austeritária, sacrificial e assassina de empregos. Ana Sá Lopes leu e gostava de assinar por baixo

  • Paul Krugman

terça-feira, 9 de outubro de 2012


PÚBLICO

FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia

 Por Sérgio Aníbal, com Pedro Crisóstomo e Isabel Arriaga e Cunha
<p>O FMI, liderado por Christine Lagarde, reviu em baixa a previsão de crescimento mundial</p>
O FMI, liderado por Christine Lagarde, reviu em baixa a previsão de crescimento mundial
 (Foto: Jason Reed/AFP)
No relatório em que reviu em baixa as previsões para a economia mundial, o FMI começou a corrigir algumas contas: por cada euro de austeridade, a economia não cai 0,5 euros, mas sim entre 0,9 e 1,7 euros
Ao fim de mais de dois anos de austeridade na Europa, com várias previsões de crescimento revistas em baixa, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou mais um mea culpa, algo que já se começa a tornar hábito na instituição.

No relatório semestral sobre o estado da economia mundial tornado público ontem à noite, o FMI reconhece que as medidas de contenção orçamental aplicadas em vários países em todo o Globo estão a ter, nos últimos anos, um impacto negativo na economia muito maior do que aquilo que os modelos que estão a ser utilizados previam. Entre as vítimas destes erros de cálculo estão os países que, na Europa, têm vindo, ainda sem sucesso, a apostar em políticas de forte austeridade para resolver os seus problemas orçamentais, como a Grécia e Portugal.

Numa caixa intitulada "Estaremos a subestimar os multiplicadores orçamentais de curto prazo?", os responsáveis do Fundo tentam perceber porque é que as suas previsões (e também as de outras instituições) para a evolução das economias têm vindo a falhar durante esta crise.

E a conclusão a que chegam é impressionante. Enquanto que nos modelos de projecção usados, se estimava que, por cada euro de cortes de despesa pública ou de agravamento de impostos se perdia 0,5 euros no PIB, a realidade mostrava que esse impacto (os chamados multiplicadores) é muito maior. Afinal, desde que começou a Grande Recessão, em 2008, o que os dados económicos mostram é que por cada euro de austeridade, o PIB está a perder um valor que se situa no intervalo entre 0,9 e 1,7 euros.

"Esta descoberta é consistente com investigação que sugere que, no actual ambiente de fraca utilização da capacidade produtiva, de política monetária limitada pelas taxas de juro zero e de ajustamento da política orçamental simultâneo em vários países, os multiplicadores podem estar bem acima de um", escreve-se no relatório do FMI. A conclusão: "Mais trabalho sobre como os multiplicadores orçamentais dependem do tempo e das condições económicas é necessário".

Um erro tão significativo no cálculo do impacto económico das medidas de austeridade teve consequências evidentes nas políticas seguidas em vários países, incluindo necessariamente aqueles que têm vindo a receber apoio financeiro e técnico do FMI como Portugal. Aliás, o próprio Governo português já revelou ter sido surpreendido pela forma como evoluiram, durante este ano, variáveis económicas como o desemprego e a procura interna, o que acabou por ter consequência também ao nível do défice orçamental.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


SAPO Notícias   
 NOBEL DA MEDICINA

Células IPS, a grande esperança da medicina

Células estaminais pluripotentes induzidas. Imagem fornecida pela Universidade de QuiotoCélulas estaminais pluripotentes induzidas. Imagem fornecida pela Universidade de QuiotoImagem: AFP
No centro de pesquisa distinguido pelo Prémio Nobel de Medicina 2012, as células estaminais pluripotentes induzidas ou células IPS (na sigla inglesa) têm a sua origem numa célula adulta diferenciada, que reverte ao estado de célula embrionária pluripotente, graças ao trabalho de engenharia genética.
Na natureza, após a fecundação, o óvulo divide-se e rapidamente aparecem as células que dão origem a todos os tecidos do corpo. São as células estaminais embrionárias pluripotentes que têm a capacidade de gerar todos os tipos de células.
Porém, com o desenvolvimento do embrião, as células especializam-se e perdem a capacidade de se transformar em células com diferentes funções (células nervosas, cardíacas, etc).
O britânico John Gurdon, um dos premiados com o Nobel de Medicina em 2012, descobriu, em 1962, que a especialização das células era reversível, ao contrário do que se pensava antes. Shinya Yamanaka, o outro laureado, ainda não era nascido.
A equipa do japonês Yamanaka iniciou o estudo das células IPS em 2006 na Universidade de Quioto, no Japão. Nesta altura anunciaram a reprogramação de células da pele de um ratinho em células muito semelhantes a células estaminiais embrionárias.
Posteriormente, em 2007, cientistas norte-americanos e japoneses obtiveram o mesmo resultado com células da pele humana e já este ano foi conhecido outro avanço, quando cientistas norte-americanos transformaram em IPS células da pele de doentes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa sem cura, tendo depois induzido a sua diferenciação em neurónios motores como os destruídos pela doença.
As IPS podem ser uma fonte de células para fazer tudo, como por exemplo testar novas drogas ou estudar doenças.
As pesquisas de Yamanaka constituíram "uma descoberta revolucionária real", entusiasmou-se Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genómica Funcional (Inserm).
Com estas novas células IPS, "é possível obter praticamente qualquer tipo de célula do corpo", explica o investigador francês que tem usado esta técnica para rejuvenescer células centenárias e mostrar que o processo de envelhecimento é reversível.
Longo caminho a percorrer
As células IPS apresentam vantagens semelhantes às das células estaminais embrionárias, mas não envolvem o problema ético relacionado com a necessidade de manipular embriões.
Para a terapia celular experimental, não levam o risco a priori de rejeição por parte do corpo, porque são retiradas do próprio paciente. Mas ainda há um longo caminho a percorrer antes de assegurar a sua total segurança.
"Não há nenhuma aplicação clínica prevista desta técnica avançada", explicou à AFP Marc Peschanski, diretor científico do I-Sterm (Instituto de Pesquisa com Células Estaminais).
No entanto, em 2013 um teste clínico de "inocuidade" em Kobe, no Japão, deve usar pela primeira vez esta técnica num ensaio sobre a retina em pacientes que sofrem de degeneração macular relacionada com a idade (DMRI).
Além disso, uma outra linha de investigação está a começar: produzir em grande quantidade células IPS a partir de um pequeno grupo de dadores, que poderiam ser utilizadas para um grande número de recetores.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


EXPRESSO
Ex-vice da Moody's apela a revolução na zona euro 

O tempo para uma discussão "educada" terminou. O que está em causa no "Sul" da Europa é a diferença entre um futuro de prosperidade ou depressão. Palavras duras de Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência Moody's. 

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

 "Está na hora de uma revolução na zona euro, o tempo para uma discussão educada terminou. O que está em causa não são um ou dois por cento de crescimento económico no Sul, mas, pelo contrário, a diferença entre um futuro de prosperidade e um de depressão", refere hoje Christopher T. Mahoney, ex-vice presidente da agência de notação Moody's, num artigo intitulado "Southern Europe Must Revolt Against Price Stability ", publicado no "Project Syndicate". 

 Essa "revolução" deve ser "liderada pela França, Itália e Espanha", com a França à cabeça, e os seus alvos principais são a Alemanha e o Bundesbank. "O tempo é agora, antes que a Espanha e Itália sejam forçadas a capitular à estricnina e ao arsénio da troika", sublinha. Mahoney é um veterano de Wall Street que saiu de vice-presidente da Moody's em 2007. 

Considera-se um "libertário do mercado livre". "Se o Sul continuar a permitir que o Norte administre o remédio envenenado da deflação monetária e da austeridade orçamental, sofrerá, desnecessariamente, anos e anos", adverte Mahoney, para, depois, apelar à "revolução" do Sul. "A zona euro é uma república multinacional em que cada país, independentemente da sua notação de crédito, pode atuar como um hegemonista. A Alemanha tem apenas dois votos no conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), não tem controlo e não tem poder de veto. A Alemanha é apenas mais outro membro da união e o Bundesbank apenas mais outra sucursal regional do sistema do euro. O Tratado do BCE não pretendeu ser um pacto de suicídio, e pode ser interpretado de um modo suficientemente aberto para permitir que seja feito o que tem de ser feito. Se o Tribunal Constitucional objetar, então a Alemanha pode sair." E reforça: "O que advogo é uma rutura pública com o Bundesbank e com os seus satélites ideológicos".

 A finalizar, diz: "Talvez seja mais prudente conduzir esta revolta em privado, mas o que acho é que só funciona como ultimato público".

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


LIBÉRATION

Optimisme et gratitude, meilleurs antidotes à la crise, selon les pros du Zen


Des visiteurs sont assis devant un jardin zen traditionnel à Kyoto
Des visiteurs sont assis devant un jardin zen traditionnel à Kyoto (AFP)



    Difficile de se réjouir dans la crise, quand 68% des Français se déclarent pessimistes face à l'avenir ? Au contraire ! Au "pays des râleurs", adoptons l'optimisme et la gratitude, meilleurs antidotes au désespoir, disent les professionnels du Zen réunis à Paris.


"L'optimisme est en chacun d'entre nous et son impact sur notre longévité et notre goût de vivre est démontré", dit Philippe Gabilliet, professeur de psychologie, auteur de nombreux ouvrages sur le management et les stratégies d'anticipation, qui participe au salon Zen de jeudi à lundi à l'espace Champerret.
"Cet ingrédient psychologique très puissant est appelé à devenir l'art ultime du 21e siècle: celui du mieux vivre avec soi-même et les autres", assure ce spécialiste, président de l'association "Talents optimistes", qui donne une conférence sur le sujet vendredi au salon.
Mais comment être optimiste quand le quotidien est exténuant et déprimant ? Dans le métro bondé, dans les embouteillages, le bruit, face au flot d'informations dramatiques, au manque de temps, d'argent, lorsqu'on est licencié ou qu'on tombe malade ?
"Commençons par arrêter de râler", dit à l'AFP Christine Lewicki, coach en développement personnel en entreprise, auteur du livre "J'arrête de râler" (Ed. Eyrolles). Cette "râleuse repentie" française, qui vit en Californie, a mis au point une méthode qui, dit-elle, a fait ses preuves : "21 jours pour se sevrer d'une habitude qui pollue la vie grâce à un bracelet que l'on change de poignet chaque fois que l'on se surprend à râler, remettant ainsi les compteurs à zéro".
"Râler ne change rien. Cela nous coûte en énergie, en santé, nous nous punissons", explique-t-elle. "Arrêter de râler c'est arrêter de se positionner en victime : on décide que râler n'est plus une option et on commence à envisager les autres qui s'offrent à nous. On cultive la gratitude, tout ce qui va bien, les trésors ordinaires quotidiens", ajoute-t-elle.
Elle insiste: "Ce n'est pas se forcer à ignorer les problèmes, c'est identifier ceux qui sont importants et les prendre en main".
Trois kifs par jour
"Des études ont montré qu'en ressentant de la gratitude on gagne sept ans d'espérance de vie. Un changement physiologique intervient du seul fait qu'on est capable de dire merci", acquiesce Florence Servan-Schreiber, auteure de "trois kifs par jour et autres rituels recommandés par la science pour cultiver le bonheur" (Ed. Marabout), né de ses recherches à l'école de la psychologie positive américaine.
Trois kifs, "c'est repérer trois choses ou faits quotidiens pour lesquels on a envie de dire merci. Au bout d'une semaine on commence à s'émerveiller des choses ordinaires de la vie. Trois kifs deviennent 30 kifs et on savoure l'instant présent", ajoute-t-elle.
Résultat ? "On prend plus de risques, il nous arrive plus de choses, on repart lorsqu'on tombe, on accepte le changement...". "Ce n'est pas réservé aux gens riches et en bonne santé. Au contraire, c'est particulièrement puissant dans les situations très difficiles", assure-t-elle, citant des recherches américaines sur les victimes collatérales du 11-Septembre: "celles qui s'en sont le mieux sorties, sont celles qui étaient capables de s'émerveiller des petites choses au quotidien".
"Notre capacité à être optimiste dépend d'un gène à 50%, les conditions extérieures à notre bonheur (emploi, logement, argent...) n'y contribuent que pour environ 10%. Les 40% restants dépendent de notre façon de voir la vie, du filtre que nous posons sur ce qui nous arrive".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Rio

Mais de 440 mil famílias podem acessar Tarifa Social de Energia Elétrica no Rio 

O abatimento é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com renda de até meio salário mínimo per capita ou que tenham algum membro beneficiário do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), conforme estabelecido pela Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010.
Atualmente, a Tarifa Social já atende a 10,6 milhões de famílias em todo o país. A cobertura corresponde a 75% do total de famílias de baixa renda com potencial para cobertura do programa. Para inclusão no programa, as famílias devem procurar a companhia de energia elétrica local (AMPLA, CENF e Light).
Famílias com consumo de até 30 KWh podem obter 65% de desconto na conta de luz; entre 31 KWh a 100 KWh, o desconto é de 40%; e a redução é de 10% para aquelas que consomem de 101 KWh a 220 KWh Famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único com o perfil exigido e com consumo limite de 50 KWh por mês têm direito a 100% de desconto.
 O programa também beneficia as famílias inscritas no Cadastro que possuem renda mensal de até três salários mínimos e que possuam em sua residência pessoas em tratamento de saúde que necessitem da utilização de aparelhos com elevado consumo de energia.