sábado, 24 de novembro de 2012

DN Ciência
"Efeito Pinóquio"

Nariz muda de temperatura quando se mente

por Aldara Rodrigues
Nariz muda de temperatura quando se mente
Fotografia © DR
A famosa história do Pinóquio, personagem imortalizada pela Disney, poderá ter algum fundo de verdade. Quando os seres humanos mentem o nariz não cresce, mas aquece ou arrefece.
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Granada, em Espanha, mostrou que quando as pessoas mentem o nariz não permanece igual. Dependendo do tipo de mentira que se conta, o nariz pode aquecer ou arrefecer, notícia o site do jornal espanhol 'El Mundo'.
De acordo com Emilio Gómez Milán e Elvira Salazar López, ambos do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Granada, quando um indivíduo realiza um grande esforço mental, a temperatura do nariz desce. Se, por outro lado, uma mentira causar um elevado nível de ansiedade, produz-se uma subida da temperatura facial.
Deste modo, o chamado "efeito Pinóquio" demonstra que a temperatura da ponta do nariz aumenta ou diminui consoante os estados de espírito. Esta investigação faz parte de uma tese de doutoramento, defendida ontem na Faculdade de Psicologia da Universidade de Granada. Alguns dos resultados defendidos foram já publicados em revista científicas, diz o 'El Mundo'.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

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Instituição de solidariedade recusa donativos da “Casa dos Segredos”

Por Beatriz Silva
A Instituição de solidariedade Emergência Social recusou donativos de mais de dois mil euros angariados pelos concorrentes do reality show “Casa dos Segredos”. Motivo? Não se revê no programa da TVI.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

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Estudo desenvolvido em Coimbra pode "revolucionar tratamento do cancro da próstata"

Por Agência Lusa








Uma investigação desenvolvida na Universidade de Coimbra, vencedora de uma bolsa de oito mil euros, "pode revolucionar o tratamento do cancro da próstata", admite o urologista Ricardo Leão.
A bolsa destina-se a apoiar o estudo do "efeito das terapêuticas usadas no carcinoma da próstata na subpopulação de células estaminais cancerígenas da próstata", desenvolvido por uma equipa de especialistas, no âmbito do doutoramento daquele médico.
Embora já existam tratamentos eficazes para as células estaminais cancerígenas da próstata, "persistem casos em que a doença progride, mesmo quando as terapêuticas demonstram eficácia inicial", salientou, hoje, à agência Lusa, Ricardo Leão.
Essa resistência aos tratamentos, que "origina a recorrência e a progressão da doença oncológica", dever-se-á, acredita o especialista, "principalmente, às células estaminais cancerígenas".
A bolsa vai permitir a avaliação do efeito de "determinados tratamentos" sobre aquelas células 'in vitro', analisando a sua resposta celular e molecular, para compreender "os mecanismos de resistência" a terapêuticas específicas que ainda permanecem desconhecidos.
Na prática, vai ser possível "saber se estamos ou não a erradicar todas as células que constituem o tumor e, deste modo, perspetivar o efeito das terapêuticas", explica Ricardo Leão, referindo que só numa segunda fase será desenvolvida a avaliação 'in vivo'.
"Esperamos que os nossos resultados possam sugerir novas oportunidades terapêuticas no tratamento do carcinoma da próstata e mudar o modo como esta doença é tratada, hoje em dia", afirma.
Atribuída pela Sociedade Portuguesa de Urologia e pela Astellas, esta bolsa de investigação "privilegia a ciência translacional" e trabalhos que refletem "o uso da investigação laboratorial e básica na resposta direta às necessidades clínicas e práticas terapêuticas".
O cancro da próstata é a doença oncológica mais frequente nos homens, constituindo, neste grupo, a segunda causa de morte por cancro. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DN

Novo tipo de lentes

É possível corrigir a miopia sem recurso a cirurgia

por A. C. M. Hoje
Lentes tradicionais
Lentes tradicionais
Um novo tipo de lentes molda a córnea durante o descanso noturno para permitir uma visão de maior acuidade ao longo do dia seguinte.
O diário ABC, de Madrid, revela na sua edição de hoje ter sido descoberta uma técnica inédita que permite a correção da miopia sem necessidade de recorrer a intervenções cirúrgicas.
A intervenção cirúrgica, nomeadamente, por laser tornou-se desnecessária com a nova técnica denominada Terapia Corneal Refrativa (CRT na desiganção em inglês). A CRT consiste na aplicação de um tipo especial de lentes que vão moldando a córnea enquanto o olho descansa no período de sono. Assim, quando um míope se levanta e retira aquelas lentes, a sua visão será nítida durante todo o dia.
A CRT implica o uso deste tipo específico de lentes todas as noites. Caso contrário, os sintomas de miopia voltam a manifestar-se desde que as lentes deixem de ser aplicadas em três noites consecutivas, refere o diário espanhol.
O jornal indica ainda ser necessário aconselhamento médico, sendo as lentes apropriadas para casos de pessoas com casos até seis dioptrias e 1,75 de estigmatismo. Nos primeiros 15 dias, devem estar postas entre seis a oito horas, pelo menos. Passado o período de adaptação, devem ser usadas todas as noites, mas sem indicação de uma duração mínima.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

EXPRESSO

Neurocientistas comunicam com doente em "estado vegetativo"

Especialistas acreditam que a nova técnica poderá ter um profundo impato na medicina. Através de exames de ressonância magnética, conseguiram comunicar com um homem, cujo estado está classificado como vegetativo. 

Alexandre Costa (www.expresso.pt)






Scott Routley, um canadiano que supostamente se encontra em estado vegetativo há 12 anos, disse aos cientistas que não está em sofrimento.
A equipa dirigida pelo neurocientista britânico, Adrian Owen, conseguiu comunicar com o paciente através de exames de ressonância magnética que permitem detetar o fluxo de sangue, rico em oxigénio, em diferentes regiões do cérebro. e desse modo obter respostas, negativas ou positivas, a questões colocadas.
A técnica foi desenvolvida há cerca de três anos na Universidade de Cambridge, com o intuito de tentar comunicar com pessoas que os médicos consideraram encontrarem-se em estado vegetativo, por não terem mostrado reação aos exames tradicionais, efetuados com estímulos visuais, auditivos ou táteis.
O professor Adrian Owen viajou em 2010 para o Canadá para prosseguir a sua investigação no Instituto do Cérebro e da Mente, de Ontário Ocidental.
No Hospital Universitário de Londres, Ontário, deparou-se com o caso de Scott Routley, um canadiano que há 12 anos sofreu um acidente de viação que lhe causou profundos danos no cérebro. Apesar dos familiares acreditarem que mantinha consciência e que tentava comunicar, mexendo o polegar ou fazendo movimentos com os olhos, estes sinais sempre foram menosprezados pelos médicos.

Técnica poderá melhorar qualidade de vida de pacientes

Os doentes em estado vegetativo podem abrir e fechar os olhos e ter ciclos normais de sono e de vigília, mesmo mantendo total falta de consciência.
Esta foi a primeira vez que alguém com esse quadro clínico conseguiu comunicar informação relevante aos médicos.
Os resultados da investigação foram divulgados na publicação cientifica "New England Journal of Medicine"
Falando à BBC, no âmbito de uma reportagem sobre a investigação que será transmitida hoje pela estação britânica, Adrian Owen realçou que a técnica poderá melhorar significativamente a vida de pacientes que se encontrem nestas condições.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Reino Unido

Novo arcebispo de Cantuária apoia ordenação de mulheres

por France Press, publicado por Luís Manuel Cabral


Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra vai debater, de 19 a 21 de novembro, a ordenação de mulheres bispo.
Justin Welby, nomeado esta sexta-feira arcebispo de Cantuária, chefe da Igreja Anglicana e líder espiritual de cerca de 80 milhões de anglicanos em todo o mundo, afirmou apoiar a ordenação de mulheres bispo, uma questão espinhosa que tem dividido a igreja Anglicana nos últimos anos.
"Serei a favor e juntarei a minha voz a muitos outros aqui presentes no Sínodo, de forma a poder ser implementada essa mudança", declarou Justin Welby durante a conferência de imprensa que deu em Londres para falar da sua nomeação.
O Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra deverá reunir-se de 19 a 21 de novembro para debater a questão da ordenação das mulheres bispo. O ainda arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, que só cessará as suas funções em finais de dezembro, também é a favor dessa possibilidade.
A Igreja Anglicana de Inglaterra pronunciou-se, em 1992, a favor da ordenação de mulheres sacerdotes.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Investigadores de Coimbra desenvolvem vacina oral para a hepatite B

Novo medicamento também beneficia pessoas já infetadas por doença

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma vacina oral para a hepatite B, “mais eficaz e potencialmente mais estável” que a vacina injetável, anunciou hoje a instituição.
A vacina oral para a hepatite B, descoberta por uma equipa de cinco investigadores do Centro de Neurociências (CNC) e da Faculdade de Farmácia da UC (FFUC), “já foi testada ‘in vivo’ (em ratinhos) com sucesso”, adianta uma nota da reitoria da Universidade.
A nova vacina, “ao contrário daquela que já está no mercado – que não produz anticorpos específicos ao nível da mucosa” –, induz o desenvolvimento de “uma elevada concentração de anticorpos, que travam a entrada do vírus” no organismo, afirma à agência Lusa Olga Borges, docente da FFUC e coordenadora da investigação.
“Esta é uma grande vantagem”, pois “a hepatite B é uma doença sexualmente transmitida (principal meio de contágio da doença nos países desenvolvidos) ”, recorda a especialista, salientando que o novo medicamento “combate o vírus na porta de entrada do organismo”, impedindo a sua introdução na circulação sanguínea.
Os investigadores acreditam que a nova vacina também poderá ter benefícios para quem já está infetado pela hepatite B, adianta Olga Borges, advertindo, no entanto, que esta hipótese só poderá ser validade com ensaios clínicos.
Além do conforto que representa para o doente, a nova vacina apresenta outras “claras vantagens”, em relação às vacinas injetáveis, designadamente, no “plano social e económico, sobretudo nos países em desenvolvimento”, refere a investigadora da FFUC.
A administração da nova vacina dispensa pessoal técnico e não exige, para a sua conservação, cadeias de frio, meio que aqueles países nem sempre podem disponibilizar para garantir as propriedades da vacina, que, frequentemente, já está deteriorada quando é administrada.
“As vacinas orais são mais estáveis, permitindo, por isso, uma vacinação mais efetiva”, afirma Olga Borges.
Resultado de “quase uma década de trabalho científico, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pela GlaxoSmithKline”, a nova vacina “vai ao encontro dos objetivos da OMS [Organização Mundial de Saúde], que a aposta no desenvolvimento de vacinas mais eficazes, mais baratas, mais estáveis e de mais fácil administração”, sublinha a docente da FFUC.
“Do ponto de vista científico, o trabalho está concluído”, mas a comercialização da vacina oral para a hepatite B “depende do interesse da indústria”, adianta a investigadora, lembrando que “o próximo passo será a transposição para os ensaios clínicos”.
Se a indústria farmacêutica se interessar, desde já, pelo projeto e se o processo se “desenvolver normalmente”, o novo medicamento poderá estar no mercado “dentro de pouco mais de dois anos”, admite Olga Borges.
A hepatite B, “a mais perigosa das hepatites”, é, segundo dados da OMS, responsável pela morte de 600 mil pessoas por ano, em todo o mundo.

5 de novembro de 2012
@Lusa

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Tribunal grego declara austeridade inconstitucional


Os novos cortes orçamentais para 2013 propostos pelo Governo de coligação grego foram considerados quinta-feira inconstitucionais pelo Tribunal de Contas, noticiou a agência de notícias semioficial ANA.

Segundo a ANA, os 30 magistrados do tribunal que estiveram reunidos consideraram unanimemente que a redução das pensões, a quinta que ocorre nos últimos tempos, e a supressão do 13º e 14º mês nos salários de alguns trabalhadores do setor privado e para todos os funcionários públicos são contrários à Constituição.

Sob a pressão dos credores - União Europeia e Fundo Monetário Internacional - o governo grego deve reduzir proporcionalmente entre 5 a 15% as pensões de reforma que ultrapassam os 1.000 euros por mês e aumentar em dois anos a idade de reforma, de 65 anos para 67 anos, a partir de janeiro de 2013.

O objetivo é, segundo a troika, reduzir a despesa e o défice públicos e garantir o apoio financeiro ao Estado.
Nem o governo grego nem as centrais sindicais reagiram ainda a este anúncio.

Apesar do conflito social que as medidas anunciadas estão a provocar e das críticas de alguns deputados dos partidos que compõem a coligação governamental, o ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras insiste na manutenção das novas medidas que vão ser discutidas e votadas na próxima semana no Parlamento, em Atenas.
Diário Digital/Lusa

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Grécia/Jornalista

Tribunal de Atenas absolveu Costas Vaxevanis

A absolvição de Vaxevanism, 46 anos, jornalista de televisão e que publica investigações jornalísticas na revista "Hot Doc" foi conhecida após uma sessão que se prolongou durante as últimas 12 horas e depois do Ministério Público ter pedido uma condenação de três anos de prisão.
A revista "Hot Doc", de Vaxevanos, publicou os nomes dos 2.000 cidadãos gregos, e que alegadamente fazem parte da lista das contas da HSBC que foi conseguida por um empregado do banco e que chegou à Grécia pela mão da então ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, atualmente diretora do Fundo Monetário Internacional.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

SAPO Notícias 

Investigadora quer revolucionar rastreio do cancro

É o que espera Goreti Sales, investigadora do Biomark Sensor Research, unidade de investigação do Instituto Superior de Engenharia do Porto. A sua ideia foi distinguida entre quatro mil projetos de todo o mundo pelo European Research Council com uma bolsa de um milhão de euros para cinco anos de investigação.
O resultado final do projeto 3P´s pretende ser “um dispositivo de diagnóstico muito semelhante a todos os que se veem de diabetes e da gravidez mas mais simples e operável em qualquer lugar”, explica ao SAPO Notícias Goreti Sales.
Mas até lá a equipa liderada pela investigadora tem um percurso de cinco anos de trabalho para chegar a este resultado que pode revolucionar o “diagnóstico precoce” dos três tipos de cancro com mais incidência em Portugal e na Europa: cancro da mama, cancro do colo retal e cancro do útero.
Saber que a doença vem a caminho
Goreti Sales tem um percurso de longos anos na investigação em materiais sensores, ou seja, “materiais que sejam capazes de reconhecer um composto específico”. “É algo muito importante do ponto de vista analítico, ser capaz de ter um material que consegue detetar aquilo que eu quero e esquecer-se de tudo o resto”, explica a investigadora, sublinhando que esta interface pode ser aplicada em várias doenças.
O papel deste dispositivo será reconhecer sinais do cancro do nosso organismo, mas sem que ainda a doença esteja instalada. “Quando temos um problema no organismo, temos sempre alterações que decorrem desta mudança do funcionamento normal”, refere a investigadora.
“Estes compostos que normalmente aparecem antes do tempo são chamados biomarcadores, porque marcam um fenómeno biológico”, diz. O objetivo do projeto é “tentar identificar estes compostos que estão no sangue, na urina ou na saliva antes que eles comecem a representar a instalação da doença per se”, resume Goreti Sales.
A bolsa de investigação de um milhão de euros para cinco anos vai permitir contratar quatro investigadores, que vão trabalhar exclusivamente no projeto. Vai permitir ainda comprar equipamentos e materiais associados ao projeto para que o dispositivo possa ser construído de forma eficaz.
Ao contrário de um teste de gravidez, este dispositivo não será indicado para ser usado em casa, uma vez que os resultados do teste deverão ser analisados por um alguém que seja “capaz de lidar com a informação que ali está, entendê-la, compreendê-la e gerir bem o resultado que encontra no dispositivo”, realça.
O facto de não chegar à casa das pessoas não será um impedimento para que o dispositivo “seja acessível a todos”. “É uma coisa que deverá ser tão barata e tão disponível à população que à partida poder-se-ia entender que seria mesmo análogo a um dispositivo para detetar a gravidez”, conclui a investigadora.