terça-feira, 8 de janeiro de 2013



Le Quotidien (Lux.)
Culture
L'auteur de BD Jacques Tardi refuse la Légion d'honneur

 
Le célèbre auteur de bandes dessinées Jacques Tardi "refuse avec la plus grande fermeté" la Légion d'honneur qui lui a été attribuée le 1er janvier, voulant "rester un homme libre et ne pas être pris en otage par quelque pouvoir que ce soit", a-t-il déclaré mercredi à l'AFP.
"J'ai appris avec stupéfaction par les médias, au soir du 1er janvier, que l'on venait de m'attribuer d'autorité et sans m'en avoir informé au préalable, la Légion d'honneur!", souligne l'auteur de 66 ans qui vient de publier "Moi René Tardi, prisonnier de guerre, Stalag II B" (Casterman), une oeuvre très personnelle, basée sur le témoignage de son père, prisonnier en Allemagne.
"Etant farouchement attaché à ma liberté de pensée et de création, je ne veux rien recevoir, ni du pouvoir actuel, ni d'aucun autre pouvoir politique quel qu'il soit. C'est donc avec la plus grande fermeté que je refuse cette médaille", déclare dans un communiqué séparé Tardi, fait chevalier aux côtés de Bruno Podalydès ou Jean-Pierre Léaud. "Je n'ai cessé de brocarder les institutions. Le jour où l'on reconnaîtra les prisonniers de guerre, les fusillés pour l'exemple, ce sera peut-être autre chose", ajoute Jacques Tardi, qui s'est aussi beaucoup penché sur la Grande Guerre ("Putain de guerre!", "C'était la guerre des tranchées"...). "Je ne suis pas intéressé, je ne demande rien et je n'ai jamais rien demandé. On n'est pas forcément content d'être reconnu par des gens qu'on n'estime pas", conclut l'auteur d'Adèle Blanc-Sec. Les refus de Légion d'honneur ne sont pas si rares. Avant Tardi, de nombreuses personnalités l'ont refusée pour des raisons diverses, de Louis Aragon à Albert Camus, de Claude Monet à Hector Berlioz, Jean-Paul Sartre et Simone de Beauvoir.
Georges Brassens en a même fait une chanson. Léo Ferré fustigeait "ce ruban malheureux et rouge comme la honte". Plus récemment, en août 2012, la chercheuse Annie Thébaud-Mony, spécialiste des cancers professionnels, avait refusé cette décoration pour dénoncer l'"indifférence" qui touche la santé au travail et l'impunité des "crimes industriels", avait-elle écrit à la ministre du Logement, Cécile Duflot. Contrairement aux idées reçues, la Légion d'honneur ne se réclame pas mais vous est attribuée. Quand son nom apparaît dans le Journal officiel, il faut se faire décorer pour "prendre rang". Ce sont les ministres qui adressent les dossiers à la Grande Chancellerie de la Légion d'honneur. Les dossiers sont ensuite instruits par le Conseil de l'ordre de la Légion d'honneur et ses décisions soumises au président de la République.

sábado, 5 de janeiro de 2013

DN
Estudo

 Anti-depressivos não aumentam gravidez de risco 

por Lusa, publicado por Ana Maia

O uso de anti-depressivos durante a gravidez não está associada a um maior risco de morte fetal e de morte nos recém-nascidos, indica um estudo divulgado na terça-feira. O estudo sueco tem por base mais de 1,6 milhões de nascimentos em cinco países, incluindo cerca de 30.000 mulheres às quais foi prescrita medicação SSRI (ou ISRS - inibidores seletivos da recaptação da serotonina, fármacos usados no tratamento de síndromes depressivas) durante a gravidez. 
Os investigadores descobriram que 1,79 % das mães expostas ao SSRI apresentaram maiores riscos de morte fetal (4,62 contra 3,69 em 1.000) e morte pós-neonatal (1,38 versus 0,96) do que aquelas que não estavam a tomar medicamentos anti-depressivos. 
De acordo com o estudo, o tabagismo e a idade avançada das mães estavam igualmente associados a taxas de mortalidade neonatal mais elevadas. 
O estudo "sugere que o uso de ISRS durante a gravidez não foi associado ao aumento do risco de óbito fetal, óbito neonatal, ou morte pós-neonatal", disseram os autores da investigação liderada por Olof Stephansson, do Karolinska Institutet, em Estocolmo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

VISÃO 
Ciência
 Cientistas mais perto de uma fórmula anti-envelhecimento 

 Um grupo de cientistas ligados à Universidade de Hong Kong descobriu propriedades que atenuam o processo de envelhecimento num composto chamado resveratrol, presente, por exemplo, no vinho tinto. 
A pesquisa sobre a progeria, ou Síndrome de Huntchinson-Gilford (que provoca sinais de envelhecimento a crianças mesmo antes do primeiro ano de idade), que esta equipa de cientistas publicou em 2005 - e que, na altura, teve grande impacto no conhecimento dos mecanismos por detrás da degeneração celular - avançou agora para o que promete ser uma fórmula anti-envelhecimento.
 No trabalho, publicado na revista Cell Metabolism de dezembro, os cientistas comunicam ter descoberto propriedades que atenuam este processo inevitável, num composto chamado resveratrol, presente, por exemplo, no vinho tinto.
 A progeria é uma condição genética que causa um aumento de 8 vezes no ritmo de envelhecimento celular normal. A esperança média de vida com esta doença é de 13 anos. Os resultados dos estudos demonstram um aumento de 30% na longevidade de ratos que sofrem de progeria e que receberam um concentrado oral de resveratrol em relação a ratos com a mesma doença que não receberam o mesmo tratamento.
 Questionado sobre se consumo de vinho tinto poderá combater o envelhecimento, Zhou Zhongjun, que liderou o estudo, responde que "a quantidade de resveratrol no vinho tinto é muito baixa, talvez ao ponto de não proporcionar qualquer benefício. Já o álcool irá causar danos ao corpo". 
Os cientistas esperam agora conseguir reproduzir estes resultados em humanos. 
VISÃO
Ciência
Cientistas mais perto de uma fórmula anti-envelhecimento

Um grupo de cientistas ligados à Universidade de Hong Kong descobriu propriedades que atenuam o processo de envelhecimento num composto chamado resveratrol, presente, por exemplo, no vinho tinto. 
.....

 A pesquisa sobre a progeria, ou Síndrome de Huntchinson-Gilford (que provoca sinais de envelhecimento a crianças mesmo antes do primeiro ano de idade), que esta equipa de cientistas publicou em 2005 - e que, na altura, teve grande impacto no conhecimento dos mecanismos por detrás da degeneração celular - avançou agora para o que promete ser uma fórmula anti-envelhecimento.
No trabalho, publicado na revista Cell Metabolism de dezembro, os cientistas comunicam ter descoberto propriedades que atenuam este processo inevitável, num composto chamado resveratrol, presente, por exemplo, no vinho tinto.
A progeria é uma condição genética que causa um aumento de 8 vezes no ritmo de envelhecimento celular normal. A esperança média de vida com esta doença é de 13 anos.
Os resultados dos estudos demonstram um aumento de 30% na longevidade de ratos que sofrem de progeria e que receberam um concentrado oral de resveratrol em relação a ratos com a mesma doença que não receberam o mesmo tratamento.
Questionado sobre se consumo de vinho tinto poderá combater o envelhecimento, Zhou Zhongjun, que liderou o estudo, responde que "a quantidade de resveratrol no vinho tinto é muito baixa, talvez ao ponto de não proporcionar qualquer benefício. Já o álcool irá causar danos ao corpo".
Os cientistas esperam agora conseguir reproduzir estes resultados em humanos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

i

Relação recusa julgar jornalista e director regional processados por autarca da Covilhã

Por Agência Lusa
O Tribunal da Relação de Coimbra decidiu não levar a julgamento o jornalista Miguel Gonçalves e o antigo diretor regional de agricultura Rui Moreira, processados pelo presidente da Câmara da Covilhã por denúncia caluniosa e difamação. Em causa está uma notícia intitulada "Casa de autarca na mira da fiscalização", escrita pelo jornalista Miguel Gonçalves em dezembro de 2008 no Jornal de Notícias, num texto em citava documentos e incluía declarações do diretor regional de Agricultura Rui Moreira, sobre uma denúncia e a respetiva investigação.
O presidente da Cãmara da Covilhã, Carlos Pinto, diz ter sido lesado pela notícia, mas a Relação de Coimbra considera que o jornalista "limitou-se a dar conhecimento de que existia uma denúncia e a subsequente investigação", refere o acórdão, de 05 de dezembro, a que a agência Lusa hoje teve acesso.
"Trata-se de uma notícia que pode ter sido incómoda para o assistente, mas isso não quer dizer que o mesmo tenha sido ofendido na sua honra e consideração", acrescentam os desembargadores.
O acórdão refere também que "os limites da crítica admissível são mais amplos quando se está perante um homem político e, por isso, mais exposto, do que um simples cidadão".
O documento conclui que o jornalista "limitou-se a reproduzir factos que tomou conhecimento no âmbito da sua atividade profissional, reproduziu-os e deu conhecimento ao assistente [Carlos Pinto] e oportunidade para o mesmo se pronunciar".
O acórdão refere também que Rui Moreira "seguiu os trâmites normais" perante a apresentação de uma denúncia, "efetuando as diligências necessárias e normais".
Ao contrário do que foi sugerido pelo autarca, os juízes também não vislumbram que entre Miguel Gonçalves e Rui Moreira tivesse havido qualquer "ação concertada" sobre o assunto.
O Tribunal da Covilhã já tinha decidido em fase de instrução não pronunciar os dois arguidos, mas Carlos Pinto recorreu para o Tribunal da Relação de Coimbra.
Este órgão judicial decidiu igualmente pelo arquivamento do processo.