sexta-feira, 24 de maio de 2013

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Comunidade cria moeda própria e pratica autogestão

Comunidade cria moeda própria e pratica autogestão
Cerca de 1.200 cidadãos da Catalunha uniram-se para criar uma comunidade "autogerida" que vive (o mais possível) à margem do sistema, que se organiza de forma independente e possui uma moeda, uma rede educativa e cultural, uma agência imobiliária e até um sistema sanitário próprio. Em vez do euro, os seus membros utilizam o eco, uma moeda livre que podem trocar por produtos ou serviços.
A Cooperativa Integral Catalana (CIC) nasceu há cerca de três anos num edifício de três andares em Barcelona, onde se realizam atividades educativas, sessões de aconselhamento médico, ateliês e cursos para todas as idades e onde acaba de nascer também uma horta urbana para fornecer produtos frescos à comunidade.
Em entrevista ao jornal espanhol 20 Minutos, Xavier Borràs, um dos sócios fundadores desta cooperativa, explica que o objetivo "não é ir contra o sistema, mas sim sair do sistema" depois de anos de protesto que não levaram a mudanças. O movimento começou por contar com apenas uma centena de sócios e, hoje, o número inicial já se multiplicou por 12.
Os sócios da cooperativa podem, por exemplo, recorrer aos serviços do CAPS, um Centro de Autogestão Primária de Saúde recém-inaugurado onde é possível encontrar aquilo a que Borràs chama "facilitadores de saúde", voluntários que acompanham os pacientes para encontrar soluções para os problemas médicos através da medicina holística.
Esta é, porém, uma das áreas em que a independência em relação ao sistema estabelecido é mais complicada, já que as pessoas que desempenham este papel não tem formação e não podem efetuar diagnósticos. "Se partirmos uma perna teremos de ir às urgências", admite o co-fundador da comunidade.
No entanto, os membros da CIC esforçam-se por conseguir autonomia em todos os campos em que tal é totalmente possível. Numa das salas do edifício, os pais que fazem parte da cooperativa criaram uma espécie de "jardim de infância" para crianças com idades até 3 anos e organizaram-se por turnos para tomar conta dos filhos uns dos outros.
Além disso, fizeram também nascer uma espécie de "agência imobiliária" que ajuda aqueles que estão em risco de perder as suas casas devido a dificuldades financeiras, incentivando o aluguer social e uma fórmula que entrega às famílias carenciadas edifícios abandonados ou casas vazias pertencentes a terceiros para que estas os reabilitem e ali possam viver mediante o pagamento de uma renda simbólica.

Moeda não é "física" e permite negócios dentro da rede
No seio desta comunidade "autogerida", os pagamentos são feitos em horas de trabalho ou com recurso à moeda própria criada pela cooperativa, o eco. De acordo com o que Xavier Borràs contou ao Minuto 20, trata-se de uma "moeda livre" que não é física e é gerida através de um software online, o Community Exchange System.
Um eco equivale, aproximadamente, a um euro e permite aos cidadãos efetuar negócios dentro da rede (ou até fora, afirmam os mentores da CIC), comprando, por exemplo, produtos alimentares e pagando a renda dos alugueres sociais, bem como a frequência do "jardim de infância" dos filhos. Segundo os sócios da cooperativa, cerca de 150 ecos chegam para que uma família se sustente durante um mês inteiro.
Este tipo de grupos de cidadãos, que tomam decisões coletivas e baseiam a sua organização na cooperação e na confiança, tem vindo a despertar uma curiosidade crescente. Os fundadores da CIC adiantam que o modelo que implementaram está a expandir-se por todo o território catalão e que comunidades de França e Itália já manifestaram interesse em replicá-lo localmente.

Clique AQUI para saber mais sobre esta cooperativa no seu site oficial (em catalão).

quinta-feira, 23 de maio de 2013







Australiano com sangue raro já salvou mais de 2 milhões de bebés
Publicado em 21 de Maio de 2013.
Um homem australiano que há 56 anos doa sangue – de um tipo extremamente raro – já salvou a vida de mais de dois milhões de bebés. James Harrison, 74 anos, tem um anticorpo no seu sangue capaz de salvar fetos com a doença de rhesus, uma incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho.
Harrison permitiu a inúmeras mães darem à luz bebés saudáveis, graças ao seu tipo de sangue – incluindo a sua própria filha. Ele é dador regular desde os 18 anos, tendo já atingido um total de 984 doações. Mal se tornou dador, o seu sangue foi considerado tão especial que a sua vida foi assegurada em €758 mil (R$ dois milhões).
Já foi apelidado de “o homem com o braço de ouro” ou “o homem em dois milhões”. O seu sangue milagroso tem até permitido o desenvolvimento de uma vacina chamada Anti-D.
Harrison prometeu tornar-se dador aos 14 anos, quando foi submetido a uma cirurgia ao peito que lhe exigiu uma transfusão de 13 litros de sangue. “O sangue que recebi salvou-me a vida, por isso eu fiz a promessa de doar assim que tivesse 18 anos”, explica ele. Só aí é que foi descoberto o anticorpo raro de que era portador.
Milhares de bebés da Austrália morriam a cada ano vítimas da doença de rhesus. Outros recém-nascidos sofreram danos cerebrais permanentes devido a esta condição. A doença, que cria uma incompatibilidade entre o sangue da mãe e o do bebé, acontece por um ter sangue Rh positivo e o outro Rh negativo.
Quando se ofereceu para se submeter a uma série de testes na ajuda ao desenvolvimento da vacina Anti-D, Harrison – que é Rh negativo – recebeu transfusões de sangue Rh positivo. Percebeu-se então que o seu sangue podia tratar a doença e, desde então, tem sido administrado em centenas de milhares de mulheres. Já foi também dado a bebés recém-nascidos para impedir que desenvolvam mais tarde a doença.

Até hoje, estima-se que este homem já tenha ajudado a salvar 2,2 milhões de vidas. Harrison há-de chegar à milésima doação em Setembro deste ano.

domingo, 19 de maio de 2013


Sapo Desporto
Taça do Mundo canoagem
19 de maio de 2013 

Fernando Pimenta e Emanuel Silva ouro em K2 500m

A dupla é vice-campeã olímpica na categoria.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva ouro em K2 500m
O K2 500 Fernando Pimenta/Emanuel Silva conquistou este domingo a medalha de ouro na segunda Taça do Mundo de canoagem, após integrarem o K4 1.000 que sábado garantiu a prata na República Checa.
Os vice-campeões olímpicos em K2 1.000 passaram a meio da prova em terceiro, a quase três segundos do comando, mas subiram de forma tão determinada e consistente que chegaram em primeiro com 1.33,668 minutos, com 950 milésimos de avanço para os russos e 1,206 segundos para os sérvios.
Pimenta e Emanuel já tinham conquistado o bronze nesta distância a semana passada na Taça do Mundo da Hungria, na qual o K2 200 Teresa Portela/Joana Vasconcelos também assegurou o mesmo metal.
Com este pódio, a seleção soma já quatro medalhas no arranque de uma época que tem como especial interesse os Europeus, que vão decorrer pela primeira vez em Portugal, no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, de 14 a 16 de junho.
A também olímpica Teresa Portela ficou a exatamente uma décima de segundo do bronze em K1 200 e a 1,170 segundos do ouro, conquistado pela neozelandesa Lisa Carrington, campeã olímpica em Londres2012.
Hélder Silva continua a mostrar evolução e consistência como o atestam o quinto lugar em C1 500, a 1,517 segundos do ouro da Rússia, terminando também em quinto pouco depois em C2 500 com José Sousa, a 2,640 dos vencedores da Bielorrússia.
A jovem C2 Bruno Cruz/Nuno Silva foi à final dos 200 metros e concluiu em sexto, a 2,630 segundos da Rússia.
A olímpica Joana Vasconcelos falhou sábado a final de K1 200 por escassas milésimas de segundo e hoje, na prova de consolação, terminou em sexto, o que dá o 15.º lugar da geral.

sábado, 18 de maio de 2013



i// 
Mundo

Amnistia Internacional apela a aprovação de adopção de crianças por casais do mesmo sexo

O apelo é feito na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia, em que a Assembleia da República vai votar vários projectos de lei sobre a adopção de crianças por casais homossexuais

A Amnistia Internacional (AI) Portugal apelou hoje a todos os grupos parlamentares para que aprovem, na sexta-feira, a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, invocando o direito internacional de todas as pessoas poderem formar uma família.

O apelo é feito na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia, em que a Assembleia da República vai votar vários projetos de lei sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.

Em comunicado, a AI refere que "o direito de todas as pessoas formarem uma família, sem qualquer tipo de discriminação, incluindo com base na orientação sexual ou identidade do género, está expresso na lei internacional", nomeadamente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

No caso da co-adoção, sustenta a Amnistia Internacional, "as crianças já estão inseridas numa família e o conceito de vida familiar já existe, pelo que deverá prevalecer o superior interesse da criança, conforme dispõe a Convenção dos Direitos da Criança".

A nota lembra, a este propósito, que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou, em fevereiro, a Áustria por ter recusado a co-adoção de uma criança por um casal do mesmo sexo, numa violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

O parlamento vota, na sexta-feira, três diplomas do Bloco de Esquerda e de "Os Verdes" sobre adoção por casais homossexuais e um do PS sobre co-adoção.


DN/CASAIS GAY

Aprovada coadoção mas chumbada adoção

por João Pedro Henriques
O Diário de Notícias publicou hoje uma reportagem sobre a coadoção por casais homossexuais. Paula e Marlene consideram que ambas são mães de Simão de seis meses, concebido graças ao esperma doado por um amigo
O Diário de Notícias publicou hoje uma reportagem sobre a coadoção por casais homossexuais. Paula e Marlene consideram que ambas são mães de Simão de seis meses, concebido graças ao esperma doado por um amigoFotografia © Algarvephotopress / Global Imagens
Pela diferença de apenas cinco votos, o Parlamento aprovou hoje o projeto lei oriundo da PS que permitirá a coadoção de crianças por casais do mesmo sexo mas chumbou articulados do PEV e do Bloco de Esquerda quer permitiriam a adoção plena.
O diploma aprovado, que agora será discutido na especialidade em comissão, obteve 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções, estando presentes 203 dos 230 deputados (Assunção Esteves, a presidente da AR, não votou, como é seu hábito).
Votaram a favor as bancadas do BE, PCP, PEV, a maioria dos deputados do PS e 16 deputados do PSD (Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha).
Abstiveram-se três deputados do PS (Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro e José Junqueiro), três do PSD ( Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt) e três do CDS-PP (João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert).
Votaram contra a maioria das bancadas do PSD e do CDS-PP e ainda dois deputados do PS (António Braga e João Portugal).
De acordo com o projeto de lei aprovado, que tem como primeira subscritora a deputada indepedente Isabel Moreira, "quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adoção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adotar o referido menor".
Na mesma sequência de votações foram chumbados (77 votos a favor, 104 votos contra e 21 abstenções) três projetos (do BE e PEV) para alargar a adoção plena de crianças aos casais de homossexuais.
Foram reprovados pela conjugação dos votos contra da maioria das bancadas do PSD e do CDS-PP e de seis deputados socialistas. Votaram a favor as bancadas do BE e do PEV, a maioria da bancada do PS e 12 deputados do PSD. Neste caso o PCP absteve-se (na coadoção prevista no projeto do PS tinha votado a favor).
Os diplomas do BE e do PEV visavam retirar da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do regime legal das uniões de facto as restrições à adoção por casais de homossexuais.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


 
i//Mundo

Galiza. Parlamento regional aprova ensino do Português nas escolas
Por Rosa Ramos

E é só o começo: a Galiza quer entrar para a CPLP e o governo galego definiu ontem como “objectivo estratégico” o relacionamento com os países lusófonos

O primeiro passo está dado e partiu de uma iniciativa popular: mais de 17 mil galegos assinaram uma petição a exigir o ensino da língua portuguesa nas escolas e um maior aproveitamento da “riqueza” do português do lado de lá da fronteira. As assinaturas foram recolhidas em 2012 e o parlamento da Galiza aprovou ontem, por unanimidade, a lei que permitirá, nos próximos quatro anos, aumentar o peso do português no território galego.
Na prática, a língua portuguesa será integrada de forma progressiva e em todos os níveis de ensino regrado nas escolas galegas como língua estrangeira opcional. E o conhecimento do português passará a ser considerado uma mais-valia no acesso à função pública. Já o segundo artigo da proposta de lei, a que o i teve acesso, define como “objectivo estratégico” do governo da Galiza o relacionamento com os países de língua oficial portuguesa – aproveitando as semelhanças linguísticas com o galego.
O objectivo será estimular a participação das instituições públicas galegas nos fóruns económicos, culturais, desportivos e ambientais lusófonos.

A Galiza na CPLP Xosé Morell, empresário galego e um dos promotores da iniciativa popular – que recebeu o nome “Valentín Paz-Andrade” em homenagem a um dos responsáveis pela comissão galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no final do século xix –,  está convicto de que a lei ontem aprovada em Santiago de Compostela vai abrir caminho à integração da Galiza na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Essa é, aliás, a grande prioridade a partir de agora”, confirmou o empresário ao i.

A crise, motor de união Portugal e a Galiza, explica Morell, partilham as origens da língua e séculos de cultura e de história. Mas as relações estendem-se hoje à economia. “Portugal é o principal destino das exportações galegas e também é o país a que mais compramos”, explica Xosé Morell.
Assim, a integração na comunidade lusófona envolve vantagens para os galegos, especialmente em tempo de crise económica. “As dificuldades que a Europa atravessa vieram mostrar que os estados não são, nem podem ser, as únicas referências na vida das pessoas”, acredita o empresário, que acrescenta: “Cada vez mais é preciso que as regiões e as pessoas saibam aproveitar as suas potencialidades e assumam responsabilidades e esse trabalho transcende fronteiras físicas ou políticas.”



Depois há as vantagens para Portugal. “A Galiza tem hoje cerca de 2,7 milhões de habitantes e o facto de a língua portuguesa poder existir como referência em mais um estado-membro da União Europeia tem consequências positivas para os portugueses, significa um peso maior”, acredita o promotor da lei que foi ontem aprovada.
Apesar de a proposta ter recebido o voto favorável dos quatro partidos com assento parlamentar, as medidas a implementar no terreno ainda não estão calendarizadas. Só para o caso do ensino do Português nas escolas ficou estabelecido um prazo máximo de quatro anos para que as aulas estejam implementadas nas escolas galegas, o que deverá acontecer de forma gradual, depois da fase de regulamentação da lei.

terça-feira, 14 de maio de 2013


Boas Noticias.sapo


Soja e tomate podem prevenir cancro da próstata

Soja e tomate podem prevenir cancro da próstata
O tomate e os alimentos derivados da soja podem ser uma boa combinação para ajudar a reduzir o risco de cancro da próstata. A descoberta foi feita por cientistas norte-americanos que indicam que estes dois alimentos têm mais benefícios quando consumidos em conjunto do que quando comidos em separado.

As conclusões do estudo desenvolvido na universidade de ACES, no estado de Illinois (EUA), revelam que a combinação dos dois alimentos ajuda a que o risco de contrair a doença seja entre 16% e 21% menor, quando comparada com a ingestão dos produtos em separado.

A investigação desenvolvida com a ajuda de ratos com organismos mais propícios ao desenvolvimento do cancro da próstata mostra que, no grupo daqueles que comeram só tomate, 61% desenvolveram a doença e que, no grupo daqueles que comeram apenas soja, 66% tiveram cancro.

O grupo de animais que ingeriu em conjunto os dois alimentos teve um resultado final de 45% de ratos com a doença. "Comer tomate e soja de forma combinada reduz significativamente a incidência do cancro", garante o investigador John Erdman, na página oficial da ACES.

Os animais foram alimentados durante 14 semanas, sendo que aqueles que mantiveram uma dieta combinada com tomate e soja revelaram ter uma "duração de vida mais longa".

Países asiáticos são exemplo destes benefícios

Segundo os investigadores, os benefícios destes alimentos, quer sejam consumidos em conjunto ou separado, são facilmente observados entre a população de homens de países asiáticos onde a alimentação é rica em soja e a incidência da doença é menor.

"Os resultados sugerem que o consumo de tomate três a quatro vezes por dia e a ingestão de alimentos derivados da soja uma a duas vezes diariamente podem proteger-nos contra o cancro", salienta a coautora do estudo Krystle Zuniga.

Para além do consumo destes alimentos, os investigadores aconselham a ingestão diária de uma grande variedade de frutos e vegetais e ainda a substituição de medicamentos e suplementos vitamínicos. 

domingo, 12 de maio de 2013


Realizador milionário de Hollywood muda de casa e abdica de salário de milhões

Realizador milionário de Hollywood muda de casa e abdica de salário de milhões
O realizador Tom Shadyac, que já produziu filmes que renderam milhões de euros, como Ace Ventura: Pet Detective, recusou ganhar um salário avultado no seu último filme. Recebeu, assim, apenas o mínimo exigido pelo acordo com o director do filme, porque a riqueza material já não lhe desperta muito interesse.

Shadyac mudou drasticamente de vida após ter sofrido um acidente de bicicleta, em 2007, que o deixou hipersensível à luz e ao ruído.
Trocou então o estilo de vida luxuoso de Hollywood por um bem mais simples. Isto significa que abandonou a sua mansão de 1.579 m2 em Pesadena, zona exclusiva da Califórnia, por uma casa móvel de 93 m2 num parque em Malibu. Também substituiu o seu jacto privado por uma bicicleta e começou a doar muitos dos seus bens e dinheiro a causas humanitárias.
Os seus filmes – que também incluem The Nutty Professor, Patch Adams e Bruce Almighty – renderam mais de €763 milhões (R$ dois mil milhões) nas bilheteiras e, numa fase da sua carreira, o realizador chegou a receber milhões de euros de ordenado. Mas agora, com o seu primeiro filme em sete anos – um remake do filme francês Intouchables –, Shadyac vai levar para casa apenas €167 (R$ 438).
Parece anedótico, mas é verdade. As prioridades de Shadyac são agora outras e o dinheiro já não lhe sabe a recompensa valiosa.
O realizador abriu uma fundação para sem-abrigo na Virgínia, doa riqueza a instituições que combatem a pobreza, protege o meio ambiente e os animais. “Quanto mais eu dou, mais rico me sinto”, disse ele. “Por tudo o que eu largo, é-me devolvido muito mais.”
Há dois anos, Shadyac fez um documentário a dar conta da transição de vida que protagonizou. Tem também um livro, chamado Life’s Operating Manual, acerca de quem somos, o que é a nossa vida e a sua verdadeira riqueza.
Em Intouchables, ele vai incluir a sua experiência destes últimos sete anos. “Eu cresci, portanto acho que vou contar mais histórias que tenham os elementos que são mais importantes para mim agora. Não apenas o humor, mas a humanidade, a inspiração, o coração, o pathos.”

sexta-feira, 10 de maio de 2013


Por Agência Lusa
publicado em 10 Maio 2013 - 19:12
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ONG. Direitos e justiça social devem fundar nova agenda para desenvolvimento global



Como uma das prioridades, no texto aponta-se a eliminação de "todas as formas de discriminação e a redução de todas as desigualdades, incluindo as socioeconómicas"
A Amnistia Internacional e outras 18 organizações não-governamentais exigiram hoje aos líderes mundiais a adoção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado nos direitos humanos e justiça social, e não na caridade.
A declaração conjunta surge numa altura em que um painel de peritos de alto nível prepara um relatório para lançar as bases para ação pós-2015, ano em que termina o prazo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Esse relatório será apresentado em finais de maio ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que se baseará no documento para fazer diversas recomendações à Assembleia Geral da organização, que em setembro tem agendada uma reunião especial sobre os ODM.
Dessa reunião deverão sair os parâmetros básicos para um plano de ação pós-2015.
As 19 organizações não-governamentais que assinam o apelo defendem que um quadro pós-2015 fundado no respeito dos direitos humanos deve "caminhar de um modelo de caridade para um modelo de justiça, baseado na dignidade inerente das pessoas como titulares de direitos humanos".
Um modelo em que os "governos nacionais, enquanto principais responsáveis, e todos os agentes de desenvolvimento partilhem responsabilidades comuns, mas diferenciadas", segundo o texto disponível em http://www.worldwewant2015.org/es/node/346687 .
As organizações defendem que o novo quadro pós-2015 "deve, no mínimo, respeitar e refletir" as normas legais de direitos humanos e os compromissos políticos já assumidos de forma voluntária pelos governos, bem como a Declaração do Milénio e todas as outras convenções internacionais assinadas sobre matéria e "cuja base normativa não é negociável".
O novo quadro deve ser concebido como uma "ferramenta para capacitar e habilitar as pessoas, individual e coletivamente", monitorizar e responsabilizar os governos nacionais e estrangeiros, empresas, instituições internacionais e outros atores do desenvolvimento que com a sua atuação possam afetar as vidas dos seus cidadãos e daqueles que vivem fora das suas fronteiras.
Como uma das prioridades, no texto aponta-se a eliminação de "todas as formas de discriminação e a redução de todas as desigualdades, incluindo as socioeconómicas".
O novo quadro deve ainda apoiar de uma "forma específica e abrangente" os direitos das mulheres, combater a violência baseada no género, garantir os seus direitos sexuais e reprodutivos, bem como a sua independência económica.
Já no que diz respeito ao setor privado, as organizaçõe defendem que os novos parâmetros devem garantir que este "pelo menos não faça mal".
Nesse sentido, lembram que os governos nacionais têm o dever de garantir, através da supervisão e regulação do setor privado, que todas as empresas respeitem, na prática, os direitos humanos e o ambiente, também nas suas atividades transfronteiriças.
"Numa altura de grande incerteza, crises múltiplas e aumento da insegurança e do conflito, não devemos fundar o quadro de desenvolvimento sustentável do século 21 sobre direitos limitados e promessas não cumpridas, mas em vez disso uma reafirmação ousada de direitos humanos para todos", conclui o texto.

DN
NOS MOSQUITOS

Cientistas descobrem como bloquear a malária

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato
Cientistas descobrem como bloquear a malária
Cientistas norte-americanos descobriram uma forma de infetar os mosquitos a fim de quebrar a cadeia de transmissão de malária, de acordo com a investigação publicada hoje na revista Science.
Uma abordagem semelhante ajudou a combater o dengue em algumas regiões e os investigadores acreditam que a técnica pode apontar uma solução para a redução da malária nos mosquitos mais comuns no Médio Oriente e no sul da Ásia.
A infeção bacteriana é hereditária, sustentam, e, por isso, pode ser transmitida até 34 gerações de mosquitos, tornando-os assim imunes ao parasita da malária.
Os especialistas do Instituto Nacional de Saúde injetaram Wolbachia, uma bactéria comum em insetos, em embriões de mosquitos Anopheles (mosquitos transmissores de malária), que depois cruzaram com machos não infetados.
A infeção prolongou-se durante 34 gerações de mosquitos, altura em que o estudo foi concluído e, por isso, permanece desconhecido por quanto tempo a infeção bacteriana se transmite.
Os investigadores também tentaram introduzir a infeção bacteriológica num pequeno número de mosquitos adultos e, durante oito gerações, todos os mosquitos estavam infetados com o bloqueador de malária.
Esta situação demonstra "o potencial da infeção com a bactéria Wolbachia, é uma estratégia para o controlo da malária", que todos os anos mata cerca de 660.000 pessoas em todo o mundo.