terça-feira, 4 de junho de 2013


Ensinar a renovar o mundo



 

Sapo

Alentejo alberga projeto Escola Terra Nova

Trabalhar para uma nova terra, sem guerra e sem violência, renovar ecossistemas e estabelecer a confiança a um nível mais profundo entre homens, mulheres e crianças com a intenção de mudar globalmente o sistema é o propósito da Escola Terra Nova. Inaugurado no mês passado em pleno Alentejo, este é um projeto da organização Tamera, um centro internacional de pesquisa para a paz. Na prática, um espaço comunitário de investigação e experimentação de novas formas sociais de convivência humana. O SAPO Astral foi falar com Rui Braga, um dos elementos que integra a equipa do Institute for Global Peace (IGP) de Tamera. SAPO ASTRAL - O que é o projecto Escola Terra Nova? E como surgiu?
IGP - Assistimos hoje ao agravamento da situação global e testemunhamos, paralelamente, uma onda de protestos que se têm vindo a intensificar nos últimos anos. Vemos as gerações mais jovens erguerem-se, na medida em que a sociedade actual já não lhes oferece qualquer esperança. É imperativo desenvolver e comunicar novas perspetivas para o futuro, que pela sua significância tenham a capacidade de canalizar as forças que lhe estão subjacentes rumo à criação de um futuro radicalmente diferente, uma sociedade pós-capitalista. Já existe conhecimento suficiente, em todas as áreas, para esta transformação. A Escola Terra Nova é uma plataforma global de educação destinada a reunir conhecimento relevante para a criação de uma nova cultura, visando tornar esse conhecimento disponível a todos os que hoje querem colaborar nesta mudança global de sistema. Este projeto teve a sua origem em Tamera, um centro de investigação internacional situado no concelho de Odemira que reuniu, ao longo da sua existência, cerca de 35 anos de investigação neste sentido. Com este novo projeto, procuramos então distribuir todo o conhecimento acumulado nas diferentes áreas de investigação. Para este primeiro ano, elaborámos um curriculum de estudo e encorajámos todos os participantes a formarem grupos para o estudo destes conteúdos. SAPO ASTRAL - Qual o objetivo do projeto?
IGP - O objetivo é estudar conhecimento relevante para a criação de um futuro sem guerra e sem violência, entre todos os membros desta biosfera. Através desta plataforma, queremos unir e consequentemente fortalecer as forças de paz existentes mundialmente nas diferentes pessoas e iniciativas, para que uma nova terra possa emergir, uma terra nova. Na Escola Terra Nova reunimos informação crucial para uma reformulação profunda e abrangente dos moldes de vida atuais. Ao nível ecológico para a recuperação dos ecossistemas e para a criação de autonomia, ao nível de novas estruturas sociais para a criação de confiança entre seres humanos e para a dissolução do medo no campo do amor e ao nível de uma nova consciência, para que uma perspectiva futura deixe de ser um sonho e se torne realidade, aplicável nos tempos de crise actuais. SAPO ASTRAL - Porquê a escolha de Portugal para implantar o vosso projeto? Porquê Tamera?
IGP - Tamera é um projeto que questiona praticamente todas as áreas da existência humana e essa radicalidade confrontou por vezes o projeto com resistência exterior, na Alemanha, onde foi iniciado. Por esse motivo os fundadores de Tamera, após terem tido contacto com a cultura portuguesa, reconheceram uma capacidade de abertura a novas ideias que os motivaram a estabelecer aqui este projeto. Por outro lado, estes foram também seduzidos pelos vestígios das culturas pré-históricas de raiz matriarcal que ainda é possível encontrar neste país, como por exemplo no cromeleque de Évora. A propósito deste e da informação lá obtida relativamente a estas culturas outrora existentes, a co-fundadora de Tamera, Sabine Lichtenfels, escreveu o livro «Pedras de Sonho». Relativamente à Escola Terra Nova, esta foi criada a partir de Tamera, como consequência do conhecimento que aqui se reuniu, originário de diversos autores, pensadores e revolucionários que deixaram um legado positivo ao longo da história e originário do desenvolvimento que posteriormente se procurou dar aqui a esse legado.
SAPO ASTRAL - Inaugurou no início deste mês no nosso país, qual é a aceitação do projeto? Quantas pessoas já aderiram?
IGP - O projeto foi lançado no dia 1 de Maio de 2013 e, à data de lançamento, já reunia participantes de 34 países diferentes e mais de 50 grupos de estudo. Em Portugal, mais precisamente, começámos com cerca de 50 inscrições, das quais mais de 15 são em nome de grupos de estudo e os restantes são em nome individual.
SAPO ASTRAL - Qual o vosso público preferencial?
IGP - Convidamos todos aqueles que sentem necessidade de uma mudança de sistema e que se revêem na urgência de criar uma perspectiva para o futuro. SAPO ASTRAL - Qual o custo de participação no projeto?
IGP - A participação é gratuita e todo o apoio financeiro é bem-vindo! Este projeto é desenvolvido e sustentado por uma equipa de voluntários. Consequentemente, o desenvolvimento do projeto depende do apoio obtido. Convidamos todos os participantes e todos os que nos quiserem apoiar na divulgação deste projeto a contribuir para que este conhecimento possa continuar a chegar a todos os possíveis interessados. SAPO ASTRAL - Como funciona exactamente a universidade?
IGP - A Escola Terra Nova vai funcionar da seguinte forma: Todos os meses, enviaremos uma unidade de estudo com diferente material (textos, vídeos e discursos, entre outros). Os participantes reunir-se-ão posteriormente com os seus colegas e amigos em grupos de estudo, todas as semanas, nos quais irão aprofundar os conteúdos e desenvolver as suas questões. Para tornar o estudo mais dinâmico e interativo, vamos complementar periodicamente a unidade de estudo com transmissões em direto de outros discursos ou eventos relevantes, realizando também teleconferências e colóquios online para o esclarecimento de questões. Para além disso, teremos também pessoas responsáveis por dar acompanhamento direto aos participantes, de acordo com o seu país. Queremos fazer desta rede uma estação emissora de perspetivas para um futuro digno de ser vivido. Nesse sentido, para além dos grupos de estudo, existem outras formas de participar, nomeadamente ajudando na distribuição da informação, organizando eventos ou espaços de debate para os tópicos em questão, criando espaços nos quais este conhecimento possa ser implementado e a sua pesquisa desenvolvida, etc. SAPO ASTRAL - Como é feita a escolha dos tópicos que constituem o curriculum? Porquê estes tópicos?
IGP - A tarefa que hoje nos é exigida é a de reformular os fundamentos da nossa presente civilização. A crise que enfrentamos não é só uma crise económica, mas é também uma crise ambiental, social e humana. Consequentemente, a solução tem de tocar inevitavelmente em todas estas questões. Para levarmos a cabo a mudança necessária, é necessário um investimento determinado e comprometido para com a criação do novo. É necessário haver movimentos sociais que dêem expressão à crescente indignação e que abrandem o actual roubo de direitos humanos e constitucionais. É necessário haver movimentos de transição que tragam nova informação e novas práticas ao encontro da população em geral. E, ao mesmo tempo, é necessário que se estabeleçam centros de investigação, onde novas formas de viver neste planeta sejam desenvolvidas de raiz. A Escola Terra Nova emergiu de um destes centros de investigação e aborda todos os tópicos que dizem respeito à existência humana: Auto-suficiência material – Soluções ecológicas e tecnológicas para a auto-suficiência, restabelecimento dos ciclos hidrológicos através de novas formas de gestão de água, cooperação não-violenta com animais, soluções descentralizadas para o abastecimento energético, novos modelos económicos, etc. Auto-suficiência social – Conhecimento comunitário, dissolução do medo nos campos do amor e da sexualidade, novos modelos para a educação das crianças, novas perspectivas sobre os processos de cura individuais e globais, etc. Teoria da Revolução Global – A ciência da transformação. Como poucos grupos podem potenciar um processo de transformação global. 
 Para mais informações, consulte o site www.tamera.org 
Texto: Eva Falcão

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Anunciada primeira vacina terapêutica contra cancro do pulmão


 
 
foto Natacha Cardoso/Global Imagens
Anunciada primeira vacina terapêutica contra cancro do pulmão

 

Um grupo de investigadores argentinos e cubanos criou a primeira vacina terapêutica contra o cancro do pulmão, que prolonga a esperança de vida dos doentes, informou, esta sexta-feira, o laboratório argentino Insud, participante no projeto.
A vacina, que resulta de 18 anos de trabalho e da colaboração de um consórcio público-privado de investigação, não previne o aparecimento do tumor, mas promove a sua destruição através da ativação do sistema imunitário do próprio organismo, adiantou o mesmo laboratório em comunicado.
Batizada com o nome de Racotumomab, a vacina foi testada em ensaios clínicos controlados, e triplicou a percentagem de doentes que continuaram vivos dois anos após a sua toma, assinalou a mesma nota.
A vacina está indicada para casos de cancro do pulmão avançados ou com metástases, em doentes que receberam tratamentos de quimioterapia e radioterapia e se encontram estáveis.
Mais de 90 especialistas, incluindo do Instituto de Imunologia Molecular de Havana, trabalharam na identificação de um antígeno (partícula ou molécula capaz de iniciar uma resposta imune) e no desenvolvimento de um anticorpo monoclonal, que, "ao induzir o corpo a reagir a esse antígeno, ataca o tumor e as suas metástases, mas não o tecido normal", indicou o laboratório Insud.
A vacina é administrada através de injeções intradérmicas e produz uma potente resposta do sistema imunológico, realçou o diretor científico do Consórcio de Investigação e Desenvolvimento Inovador, Daniel Alonso.
A Argentina será, em julho, o primeiro país do mundo a ter disponível a vacina, cuja comercialização foi autorizada em Cuba e em mais 25 países da América e da Ásia.
O cancro do pulmão, considerado um dos mais letais, mata anualmente, em todo o mundo, 1,4 milhões de pessoas, de acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde.














Butão quer ser o primeiro país 100% orgânico

 


Butão quer ser o primeiro país 100% orgânico

O Butão, pequeno reino dos Himalaias conhecido pelo ranking de felicidade, quer tornar-se a primeira nação do mundo a ter 100% da sua alimentação através de agricultura orgânica ou biológica.
Segundo a AFP, o Butão – que fica entre China e a Índia – quer acabar com os químicos artificiais na agricultura nos próximos dez anos, tornando as suas colheitas de trigo, batatas e fruta 100% orgânica.
“O Butão decidiu-se pela economia verde devido à tremenda pressão que estamos a tirar do Planeta”, explicou o ministro da agricultura, Pema Gyamtsho. “Se fizermos uma agricultura intensiva teremos de utilizar muitos químicos, o que não vai de encontro à nossa crença no budismo, que nos pede que vivamos em harmonia com a natureza”.
Com 700 mil de pessoas – dois terços depende da agricultura – o Butão é conhecido pelo seu ranking de Felicidade Nacional Bruta – em contraponto ao Produto Nacional Bruto – uma avaliação que está em discussão nas Nações Unidas e que já obteve a aprovação da Inglaterra e França, entre outros.
O Butão centra o seu desenvolvimento económico na protecção do ambiente e investimento em bem-estar, nem que para isso tenha algumas decisões pouco compreensíveis para o estilo de vida global. Assim, o país baniu a televisão até 1999, proíbe o turismo de massas – para proteger a sua cultura – e instituiu recente dia o “Dia do Pedestre” – a terça-feira. Nesse dia, os carros não podem circular nas cidades.
“Apenas os agricultores com estradas com bons acessos ou transportes têm acesso aos químicos”, explicou Gyamstho. A utilização de químicos na agricultura já é “muito baixa”, pelo que não será complicado acabar totalmente com ela.
O mercado global de produtos orgânicos ou biológicos valia, em 2010, 44,5 mil milhões (R$116,6 mil milhões). O Butão, por exemplo, já exporta cogumelos raros para o Japão, vegetais para a Tailândia, maçãs para a Índia e arroz vermelho para os Estados Unidos.

sábado, 25 de maio de 2013

Estudo prova que passar quatro dias na natureza sem tecnologias aumenta criatividade em 50%


(Reuters) 
Psicólogos de duas universidades norte-americanas concluíram que passar quatro dias imerso na natureza e sem contacto com equipamentos eletrónicos aumenta a capacidade criativa e de resolução de problemas em 50%.
"Isto mostra que a interação com a natureza tem benefícios reais e mensuráveis para a resolução criativa de problemas que ainda não tinham sido demonstrados", disse um dos autores do estudo,
 David Strayer, professor de psicologia na Universidade do Utah. 

Para o investigador, estes resultados provam que "enterrar-se em frente a um computador 24 horas por dia, sete dias por semana, tem custos que podem ser remediados com um passeio na natureza". 
O estudo de Strayer e dos cientistas Ruth Ann Atchley e Paul Atchley da Universidade do Kansas é publicado na revista científica PLOS ONE, da Public Library of Science, e resulta de uma experiência realizada com 56 pessoas, 30 homens e 26 mulheres, com uma média de 28 anos. 
Os participantes estiveram, durante quatro a seis dias, em passeios na natureza nos estados do Alasca, Colorado, Maine e Washington, nos quais não era permitida a utilização de aparelhos eletrónicos. 
Dos 56, 24 fizeram um teste de criatividade com dez perguntas antes de iniciarem o passeio e os outros 32 realizaram o mesmo teste na manhã  do quarto dia de passeio. 
Os resultados foram claros: as pessoas que já estavam há quatro dias na natureza tiveram uma média de 6,08 perguntas certas, enquanto os outros  tiveram apenas 4,14. 
"Demonstrámos que quatro dias de imersão na natureza, e o correspondente desligamento da tecnologia, aumenta o desempenho em tarefas criativas e de resolução de problemas em 50%", concluíram os investigadores, sem esclarecer se o efeito se deve à natureza, à ausência de tecnologia ou à combinação de ambos os fatores. 
Os investigadores recordaram estudos anteriores segundo os quais as crianças passam hoje apenas 15 a 25 minutes por dia em atividades de exterior e desportivas, que as atividades recreativas na natureza têm estado em declínio há 30 anos e que, em média, as crianças dos oito aos 18 anos passam mais de 7,5 horas por dia a usar o computador, a televisão ou o telemóvel. 
"Há séculos que os escritores falam da importância de interagir com a natureza (...), mas não sabíamos bem, cientificamente, quais os benefícios", disse Strayer. 
Lusa
http://sicnoticias.sapo.pt/incoming/2012/10/18/copy-of-logosicnoticias1.png/BINARY/original/Copy+of+Logo%2BSIC%2BNot%C3%ADcias1.png










March Against Monsanto 

Mais de 50 países protestam hoje contra o gigante dos trangénicos, a Monsanto. Em Portugal são várias as cidades que se juntam ao protesto.
Sob o lema ambientalista "Pensar Globalmente, Agir Localmente", ativistas de todo o mundo protestam contra a empresa norte-americana Monsanto que comericaliza transgénicos.
A Monsanto é acusada de manipulação genéticas das sementes que, segundo investigadores, são nocivas para a saúde.
A  marcha é organizada pelo movimento cívico "March Against Monsanto" que prevê juntar milhares de pessoas na luta contra o gigante com sede no Missouri, EUA.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

http://boasnoticias.sapo.pt

Comunidade cria moeda própria e pratica autogestão

Comunidade cria moeda própria e pratica autogestão
Cerca de 1.200 cidadãos da Catalunha uniram-se para criar uma comunidade "autogerida" que vive (o mais possível) à margem do sistema, que se organiza de forma independente e possui uma moeda, uma rede educativa e cultural, uma agência imobiliária e até um sistema sanitário próprio. Em vez do euro, os seus membros utilizam o eco, uma moeda livre que podem trocar por produtos ou serviços.
A Cooperativa Integral Catalana (CIC) nasceu há cerca de três anos num edifício de três andares em Barcelona, onde se realizam atividades educativas, sessões de aconselhamento médico, ateliês e cursos para todas as idades e onde acaba de nascer também uma horta urbana para fornecer produtos frescos à comunidade.
Em entrevista ao jornal espanhol 20 Minutos, Xavier Borràs, um dos sócios fundadores desta cooperativa, explica que o objetivo "não é ir contra o sistema, mas sim sair do sistema" depois de anos de protesto que não levaram a mudanças. O movimento começou por contar com apenas uma centena de sócios e, hoje, o número inicial já se multiplicou por 12.
Os sócios da cooperativa podem, por exemplo, recorrer aos serviços do CAPS, um Centro de Autogestão Primária de Saúde recém-inaugurado onde é possível encontrar aquilo a que Borràs chama "facilitadores de saúde", voluntários que acompanham os pacientes para encontrar soluções para os problemas médicos através da medicina holística.
Esta é, porém, uma das áreas em que a independência em relação ao sistema estabelecido é mais complicada, já que as pessoas que desempenham este papel não tem formação e não podem efetuar diagnósticos. "Se partirmos uma perna teremos de ir às urgências", admite o co-fundador da comunidade.
No entanto, os membros da CIC esforçam-se por conseguir autonomia em todos os campos em que tal é totalmente possível. Numa das salas do edifício, os pais que fazem parte da cooperativa criaram uma espécie de "jardim de infância" para crianças com idades até 3 anos e organizaram-se por turnos para tomar conta dos filhos uns dos outros.
Além disso, fizeram também nascer uma espécie de "agência imobiliária" que ajuda aqueles que estão em risco de perder as suas casas devido a dificuldades financeiras, incentivando o aluguer social e uma fórmula que entrega às famílias carenciadas edifícios abandonados ou casas vazias pertencentes a terceiros para que estas os reabilitem e ali possam viver mediante o pagamento de uma renda simbólica.

Moeda não é "física" e permite negócios dentro da rede
No seio desta comunidade "autogerida", os pagamentos são feitos em horas de trabalho ou com recurso à moeda própria criada pela cooperativa, o eco. De acordo com o que Xavier Borràs contou ao Minuto 20, trata-se de uma "moeda livre" que não é física e é gerida através de um software online, o Community Exchange System.
Um eco equivale, aproximadamente, a um euro e permite aos cidadãos efetuar negócios dentro da rede (ou até fora, afirmam os mentores da CIC), comprando, por exemplo, produtos alimentares e pagando a renda dos alugueres sociais, bem como a frequência do "jardim de infância" dos filhos. Segundo os sócios da cooperativa, cerca de 150 ecos chegam para que uma família se sustente durante um mês inteiro.
Este tipo de grupos de cidadãos, que tomam decisões coletivas e baseiam a sua organização na cooperação e na confiança, tem vindo a despertar uma curiosidade crescente. Os fundadores da CIC adiantam que o modelo que implementaram está a expandir-se por todo o território catalão e que comunidades de França e Itália já manifestaram interesse em replicá-lo localmente.

Clique AQUI para saber mais sobre esta cooperativa no seu site oficial (em catalão).

quinta-feira, 23 de maio de 2013







Australiano com sangue raro já salvou mais de 2 milhões de bebés
Publicado em 21 de Maio de 2013.
Um homem australiano que há 56 anos doa sangue – de um tipo extremamente raro – já salvou a vida de mais de dois milhões de bebés. James Harrison, 74 anos, tem um anticorpo no seu sangue capaz de salvar fetos com a doença de rhesus, uma incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho.
Harrison permitiu a inúmeras mães darem à luz bebés saudáveis, graças ao seu tipo de sangue – incluindo a sua própria filha. Ele é dador regular desde os 18 anos, tendo já atingido um total de 984 doações. Mal se tornou dador, o seu sangue foi considerado tão especial que a sua vida foi assegurada em €758 mil (R$ dois milhões).
Já foi apelidado de “o homem com o braço de ouro” ou “o homem em dois milhões”. O seu sangue milagroso tem até permitido o desenvolvimento de uma vacina chamada Anti-D.
Harrison prometeu tornar-se dador aos 14 anos, quando foi submetido a uma cirurgia ao peito que lhe exigiu uma transfusão de 13 litros de sangue. “O sangue que recebi salvou-me a vida, por isso eu fiz a promessa de doar assim que tivesse 18 anos”, explica ele. Só aí é que foi descoberto o anticorpo raro de que era portador.
Milhares de bebés da Austrália morriam a cada ano vítimas da doença de rhesus. Outros recém-nascidos sofreram danos cerebrais permanentes devido a esta condição. A doença, que cria uma incompatibilidade entre o sangue da mãe e o do bebé, acontece por um ter sangue Rh positivo e o outro Rh negativo.
Quando se ofereceu para se submeter a uma série de testes na ajuda ao desenvolvimento da vacina Anti-D, Harrison – que é Rh negativo – recebeu transfusões de sangue Rh positivo. Percebeu-se então que o seu sangue podia tratar a doença e, desde então, tem sido administrado em centenas de milhares de mulheres. Já foi também dado a bebés recém-nascidos para impedir que desenvolvam mais tarde a doença.

Até hoje, estima-se que este homem já tenha ajudado a salvar 2,2 milhões de vidas. Harrison há-de chegar à milésima doação em Setembro deste ano.

domingo, 19 de maio de 2013


Sapo Desporto
Taça do Mundo canoagem
19 de maio de 2013 

Fernando Pimenta e Emanuel Silva ouro em K2 500m

A dupla é vice-campeã olímpica na categoria.

Fernando Pimenta e Emanuel Silva ouro em K2 500m
O K2 500 Fernando Pimenta/Emanuel Silva conquistou este domingo a medalha de ouro na segunda Taça do Mundo de canoagem, após integrarem o K4 1.000 que sábado garantiu a prata na República Checa.
Os vice-campeões olímpicos em K2 1.000 passaram a meio da prova em terceiro, a quase três segundos do comando, mas subiram de forma tão determinada e consistente que chegaram em primeiro com 1.33,668 minutos, com 950 milésimos de avanço para os russos e 1,206 segundos para os sérvios.
Pimenta e Emanuel já tinham conquistado o bronze nesta distância a semana passada na Taça do Mundo da Hungria, na qual o K2 200 Teresa Portela/Joana Vasconcelos também assegurou o mesmo metal.
Com este pódio, a seleção soma já quatro medalhas no arranque de uma época que tem como especial interesse os Europeus, que vão decorrer pela primeira vez em Portugal, no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, de 14 a 16 de junho.
A também olímpica Teresa Portela ficou a exatamente uma décima de segundo do bronze em K1 200 e a 1,170 segundos do ouro, conquistado pela neozelandesa Lisa Carrington, campeã olímpica em Londres2012.
Hélder Silva continua a mostrar evolução e consistência como o atestam o quinto lugar em C1 500, a 1,517 segundos do ouro da Rússia, terminando também em quinto pouco depois em C2 500 com José Sousa, a 2,640 dos vencedores da Bielorrússia.
A jovem C2 Bruno Cruz/Nuno Silva foi à final dos 200 metros e concluiu em sexto, a 2,630 segundos da Rússia.
A olímpica Joana Vasconcelos falhou sábado a final de K1 200 por escassas milésimas de segundo e hoje, na prova de consolação, terminou em sexto, o que dá o 15.º lugar da geral.

sábado, 18 de maio de 2013



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Mundo

Amnistia Internacional apela a aprovação de adopção de crianças por casais do mesmo sexo

O apelo é feito na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia, em que a Assembleia da República vai votar vários projectos de lei sobre a adopção de crianças por casais homossexuais

A Amnistia Internacional (AI) Portugal apelou hoje a todos os grupos parlamentares para que aprovem, na sexta-feira, a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, invocando o direito internacional de todas as pessoas poderem formar uma família.

O apelo é feito na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia, em que a Assembleia da República vai votar vários projetos de lei sobre a adoção de crianças por casais homossexuais.

Em comunicado, a AI refere que "o direito de todas as pessoas formarem uma família, sem qualquer tipo de discriminação, incluindo com base na orientação sexual ou identidade do género, está expresso na lei internacional", nomeadamente na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

No caso da co-adoção, sustenta a Amnistia Internacional, "as crianças já estão inseridas numa família e o conceito de vida familiar já existe, pelo que deverá prevalecer o superior interesse da criança, conforme dispõe a Convenção dos Direitos da Criança".

A nota lembra, a este propósito, que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou, em fevereiro, a Áustria por ter recusado a co-adoção de uma criança por um casal do mesmo sexo, numa violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

O parlamento vota, na sexta-feira, três diplomas do Bloco de Esquerda e de "Os Verdes" sobre adoção por casais homossexuais e um do PS sobre co-adoção.


DN/CASAIS GAY

Aprovada coadoção mas chumbada adoção

por João Pedro Henriques
O Diário de Notícias publicou hoje uma reportagem sobre a coadoção por casais homossexuais. Paula e Marlene consideram que ambas são mães de Simão de seis meses, concebido graças ao esperma doado por um amigo
O Diário de Notícias publicou hoje uma reportagem sobre a coadoção por casais homossexuais. Paula e Marlene consideram que ambas são mães de Simão de seis meses, concebido graças ao esperma doado por um amigoFotografia © Algarvephotopress / Global Imagens
Pela diferença de apenas cinco votos, o Parlamento aprovou hoje o projeto lei oriundo da PS que permitirá a coadoção de crianças por casais do mesmo sexo mas chumbou articulados do PEV e do Bloco de Esquerda quer permitiriam a adoção plena.
O diploma aprovado, que agora será discutido na especialidade em comissão, obteve 99 votos a favor, 94 contra e nove abstenções, estando presentes 203 dos 230 deputados (Assunção Esteves, a presidente da AR, não votou, como é seu hábito).
Votaram a favor as bancadas do BE, PCP, PEV, a maioria dos deputados do PS e 16 deputados do PSD (Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha).
Abstiveram-se três deputados do PS (Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro e José Junqueiro), três do PSD ( Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt) e três do CDS-PP (João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert).
Votaram contra a maioria das bancadas do PSD e do CDS-PP e ainda dois deputados do PS (António Braga e João Portugal).
De acordo com o projeto de lei aprovado, que tem como primeira subscritora a deputada indepedente Isabel Moreira, "quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adoção, pode o cônjuge ou o unido de facto co-adotar o referido menor".
Na mesma sequência de votações foram chumbados (77 votos a favor, 104 votos contra e 21 abstenções) três projetos (do BE e PEV) para alargar a adoção plena de crianças aos casais de homossexuais.
Foram reprovados pela conjugação dos votos contra da maioria das bancadas do PSD e do CDS-PP e de seis deputados socialistas. Votaram a favor as bancadas do BE e do PEV, a maioria da bancada do PS e 12 deputados do PSD. Neste caso o PCP absteve-se (na coadoção prevista no projeto do PS tinha votado a favor).
Os diplomas do BE e do PEV visavam retirar da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e do regime legal das uniões de facto as restrições à adoção por casais de homossexuais.