quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Kusturica vai realizar documentário sobre Presidente uruguaio 

A produtora argentina KS Films participa no projeto, revelou Andres  Copelmayer, produtor e conselheiro governamental envolvido no projeto, citado  pela agência de notícias AFP. 
Segundo esta fonte, o cineasta acordou fazer o filme no fim de semana  passado, na Bélgica, onde deu um concerto com a sua banda The No Smoking  Orchestra vestida com o equipamento da equipa nacional de futebol do Uruguai.
Copelmayer indicou que Kusturica pretende centrar o seu filme na vida  do Presidente Mujica, ex-guerrilheiro da extrema-esquerda preso durante  a ditadura (1973-1985), para mostrar um "legado humanista que ultrapassa  as fronteiras". 
No poder desde 2010, o Presidente Mujica distingue-se dos seus pares  pelo seu estilo de vida de uma simplicidade extrema. 
Desloca-se frequentemente sem guarda-costas, doa 87 por cento do seu  salário a obras sociais e continua a viver na sua "chacra", uma casa no  bairro popular do Cerro, em Montevideu. 
Encontra-se atualmente sob os holofotes por estar na origem de um projeto  de lei que, se for ratificado pelo Senado, fará do pequeno país sul-americano  o primeiro do mundo em que o Estado controla a produção e a venda de canábis.
Emir Kusturica, que recebeu duas vezes a Palma de Ouro, por "O Pai foi  em Viagem de Negócios" (1985) e "Underground -- Era Uma Vez Um País" (1995),  realizou também, entre outros, "Gato Preto, Gato Branco" (1998), "O Tempo  dos Ciganos" (1988) e um documentário sobre o futebolista argentino Diego  Maradona (2008). 

sábado, 3 de agosto de 2013

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Occupy Vieira do Minho. Jovens feministas de armas e bagagens em Portugal



Terceiro acampamento das jovens feministas europeias decorre em Portugal de 4 a 12 de Agosto. Menino não entra
A partir de amanhã mais de 60 jovens feministas europeias vão instalar-se em Vieira do Minho para uma semana de debates, workshops e iniciativas públicas promovidas pela movimento feminista internacional Marcha Mundial das Mulheres (MMM). A intervenção da troika em Portugal, as dificuldades inerentes ao resgate financeiro e o agravamento das desigualdades de género vividas pelas portuguesas serviram de mote para trazer a terceira edição do Acampamento de Jovens Feministas ao Minho, depois de Toulose, em França (2011), e Targoviste, na Roménia (2012), terem sido os locais escolhidos para os dois primeiros acampamentos.
"A escolha de Portugal deveu-se a dois factores: sermos um país intervencionado pela troika, cujas políticas de austeridade têm tido impactos gravíssimos sobre as vidas da maioria das pessoas, nomeadamente das mulheres, e por entendermos ser essencial partilhar preocupações, reflexões, experiências e estratégias entre jovens feministas a nível europeu para combater o aprofundamento das desigualdades e afirmar as nossas resistências e alternativas", sublinhou fonte da organização ao i. Até agora há 60 jovens inscritas na iniciativa provenientes de Portugal, Espanha, França, Suíça, Itália, Alemanha, Estónia, Finlândia, Áustria, Roménia e Reino Unido - a iniciativa só é aberta a mulheres porque se pretende "afirmar as capacidades das mulheres para a acção e autonomia", e não há limite de idades.
Também a região do país onde vai decorrer o evento não foi escolhida ao acaso, já que este ano a organização do acampamento está a cargo da MMM de Portugal e da Galiza, ficando o Minho equidistante para ambas as organizadoras. "A localização, em Vieira do Minho, permite a concretização desta parceria. Por outro lado, a quinta que nos acolherá situa-se num lindo vale rodeado por montanhas verdejantes muito perto da serra do Gerês e tem todas as condições necessárias para a realização de uma iniciativa desta natureza", justificou o MMM Portugal.
Autogestão Desde o início desta iniciativa que as jovens feministas estabeleceram que os acampamentos se iriam realizar sempre em autogestão. Não só dormem em tendas, procurando alojar-se em quintas ou na proximidade de florestas e rios, como tentam consumir apenas produtos locais e cultivados de forma ecológica. O dia-a- -dia do campo é gerido por todas em conjunto e todas as participantes têm de levar a cabo tarefas como cozinhar ou limpar.
A autogestão não se aplica só à logística do acampamento, também o programa das actividades só é definido quando todas as participantes já se encontram juntas. Numa assembleia-geral decidem e votam os temas a abordar durante aquela semana, sendo por isso impossível saber com antecedência o que vai fazer parte do convívio em Vieira do Minho. A tradição deste evento indica que uma marcha com animação, dança e música pelas ruas de Braga não estará fora de questão, assim como debates públicos com os moradores da zona sobre tolerância e, claro, o papel da mulher na sociedade.
Yes We Camp A grande diferença em relação aos últimos dois acampamentos é que este ano a organização não conseguiu qualquer ajuda comunitária para o projecto - apesar de o acampamento que decorreu em Toulouse, em 2011, ter sido nomeado para prémios de acção juvenil na Europa. "Decidimos, mesmo assim, avançar com a organização, com os recursos e boas vontades que conseguíssemos mobilizar. Daí o lema 'Yes, we camp!' Mais que uma actividade de projecto, esta iniciativa pretende de facto promover a cidadania crítica e uma consciência feminista, capaz de enfrentar os tempos e as políticas adversas que hoje enfrentamos."
Além do debate sobre as desigualdades e o "risco de cristalização de valores conservadores, que relegam as mulheres para a esfera privada e as tarefas de reprodução, ao mesmo tempo que parece acentuar-se a tendência para a mercantilização dos nossos corpos", as jovens feministas querem mudar a perspectiva com que as mulheres encaram o futuro. "[Combatemos as dificuldades] recusando liminarmente o que nos apresentam como inevitabilidades, participando no espaço público - seja em grupos de mulheres, seja noutros grupos, associações, movimentos ou mesmo partidos -, construindo solidariedades e afirmando alternativas", sublinhou o MMM.
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sapo Saúde

Cientistas descobrem tratamento precoce de cancro de alto risco

Anualmente aparecem quatro a cinco novos casos de mieloma sintomático por cada 100.000 pessoas

Investigadores espanhóis descobriram um tratamento precoce do mieloma de alto risco assintomático, que origina um cancro designado mieloma múltiplo ou sintomático, conseguindo retardar a progressão do tumor e aumentar a sobrevivência dos doentes.
O ensaio clínico, liderado pelos médicos Jesus San Miguel e Maria Victoria Mateos, do Serviço de Hematologia do Hospital Universitário de Salamanca, desenvolvido pelo Grupo Espanhol do Mieloma, foi publicado hoje na revista médica The New England Journal of Medicine, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
Anualmente aparecem quatro a cinco novos casos de mieloma sintomático por cada 100.000 pessoas. O cancro deve-se a uma transformação das células plasmáticas, presentes na medula óssea e que são responsáveis pela produção de uma proteína chamada monoclonal.
Anemia, dor óssea, alterações no cálcio ou na função renal são sintomas apresentados pelos doentes com mieloma múltiplo, que atualmente são tratados apenas quando são sintomáticos.
No estado anterior da doença, sem sintomas, esta pode ser identificada pela proliferação de células plasmáticas anormais e do componente monoclonal.
O Grupo Espanhol do Mieloma identificou um grupo de doentes assintomáticos em 2007 e escolheu para o ensaio clínico 40 por cento deles, os que apresentavam um alto risco de progressão da patologia, 50 por cento dos quais iriam passar a sintomáticos nos dois anos a seguir ao diagnóstico.
O ensaio clínico, no qual participaram 21 hospitais espanhóis e três portugueses, envolveu 120 pacientes, metade dos quais não recebeu terapia até ao aparecimento dos sintomas, enquanto os restantes foram tratados com os medicamentos lenalidomida e dexametasona.
Segundo os investigadores, os resultados são satisfatórios porque se demonstrou que o tratamento precoce adia o aparecimento dos sintomas da doença. O risco de progressão do mieloma para sintomático foi 5,6 vezes mais baixo nos que receberam terapia.
Mais importante, consideram os cientistas, cinco anos após o diagnóstico, estão vivos 94 por cento dos doentes que tiveram um tratamento precoce, contra 78 por cento dos que só foram tratados quando desenvolveram sintomas do tumor.
Lusa

quarta-feira, 31 de julho de 2013

liamneeson_unicef_318x239.jpgSapo crescer

Liam Neeson apoia inciativa da UNICEF para acabar com a violência contra as crianças

O ator junta a sua voz à organização internacional para pedir a prevenção da violência contra as crianças.

Publicado a: 2013-07-31 14:24:00
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou hoje uma iniciativa global apelando ao fim de todas as formas de violência contra as crianças, contando com o ator irlandês Liam Neeson como embaixador da causa.

A iniciativa Fim à Violência Contra as Crianças (End of Violence Against Children, em inglês), pretende mostrar os horrores invisíeveis da violência e dos abusos que prejudicam as vidas de centenas de milhões de crianças, apelando a uma ação coletiva para que as pessoas se informem, façam ouvir a sua voz e se juntem a esforços já existentes que se preocupam com a violência nas suas próprias comunidades.

O influente defensor dos direitos das crianças gravou um anúncio de serviço público destinado a chamar a atenção para a natureza oculta de muita violência contra as crianças e para incentivar as pessoas a denunciarem a violência quando se deparam com ela.

«Como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, sigo há muito tempo a questão da violência contra a criança e o impato devastador que tem sobre as crianças, as famílias e as comunidades», declarou Liam Neeson em comunicado. «Foi um tema que se tornou cada vez mais real para mim como uma criança que cresceu na Irlanda, e durante as filmagens de Taken, que incide sobre um aspeto da violência e abuso contra crianças na forma de tráfico e exploração sexual. A fim de resolver a questão da violência, precisamos de falar para destacar o problema e tomar medidas. Eu queria fazer isto e exorto todos os outros a fazerem o mesmo.»

A iniciativa Fim à Violência Contra as Crianças enfatiza que a violência contra as crianças existe sob muitas formas – desde o trabalho infantil, os conflitos armados e a exploração sexual até à violência no lar, na escola e no trabalho.

Embora os dados sejam difíceis de juntar, dada a natureza oculta do problema, estima-se que cerca de 20 por cento das mulheres e até 10 por cento dos homens relatam terem sido vítimas de abuso sexual em criança. Estudos realizados em 2002 mostram que cerca de um terço das adolescentes relatou que a sua primeira experiência sexual foi forçada.

Calcula-se que a cada ano entre 133 e 275 milhões de crianças testemunham violência entre os pais, de acordo com estimativas de 2006. Estudos do mesmo ano, que abrangem muitos países, sugerem que 80 a 98 por cento das crianças sofrem punições físicas em casa, com um terço ou mais sendo alvo de punição física grave.

«Só porque não se consegue ver a violência contra crianças não significa que não exista», afirmou Liam Neeson. «Torne visível o invisível. Ajude-nos a fazer desaparecer a violência contra as crianças.»


Maria João Pratt

terça-feira, 30 de julho de 2013




SAPO Saúde com Lusa
Cientista português revela ligação entre vírus da hepatite D e cancro do fígado
VHD tem um período de incubação entre 15 e 45 dias e transmite-se através do sangue

Uma investigação liderada por um cientista português revelou uma associação entre a infeção crónica com o vírus da hepatite delta (VHD) e o cancro do fígado, informou hoje o Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT).

Os investigadores identificaram “um mecanismo envolvido na replicação do VHD que potencia o desenvolvimento de células cancerígenas”, adianta o IHMT em comunicado.

Através de uma análise das proteínas e variantes de proteínas, a investigação liderada por Celso Cunha, da Unidade de Ensino e Investigação de Microbiologia Médica do instituto, revelou alterações na expressão de genes celulares que resultam da replicação do referido vírus.

“O estudo mostra, pela primeira vez, que o VHD altera o ciclo normal de regulação das células num ponto preciso (…) provocando erros no ciclo. Os investigadores acreditam que a interferência do vírus com este controlo é a causa do desenvolvimento de processos carcinogénicos nas células”, segundo o instituto.

A investigação, publicada no Journal of Proteomics, mostra ainda que “algumas proteínas celulares que participam no suicídio das células cancerígenas são sintetizadas em menor escala na presença do VHD, o que contribui para reduzir as defesas do organismo e potenciar o desenvolvimento de cancro”.

“A descoberta deste mecanismo de formação do cancro associado ao VHD poderá contribuir, a longo prazo, para o desenvolvimento de terapias específicas”, adianta o IHMT.

Para se multiplicar e infetar o fígado dos seres humanos, o vírus da hepatite D depende da existência do vírus da hepatite B. O VHD tem um período de incubação entre 15 e 45 dias e transmite-se através do sangue e transfusões sanguíneas, durante o parto e através da partilha de seringas infetadas ou objetos de higiene pessoal, como lâminas de barbear e escovas de dentes.




sexta-feira, 26 de julho de 2013


JN

Câmara de Oeiras reduz frota automóvel e poupa 600 mil euros

A Câmara de Oeiras informou, esta sexta-feira, que nos últimos quatro anos reduziu em 16,23 % a sua frota automóvel, o que corresponde a uma poupança de cerca de 600 mil euros.
foto Orlando Almeida / Global Imagens
Câmara de Oeiras reduz frota automóvel e poupa 600 mil euros
Fachada do edifício da Câmara Municipal de Oeiras
Segundo revela a autarquia em comunicado, entre 2009 e 2013 a frota ligeira municipal contou com menos 43 unidades, fruto da criação de um novo modelo de gestão de partilha de viaturas.
Este sistema de gestão partilhada de carros foi responsável pela redução de 12,1%, equivalente a 461 mil euros.
A redistribuição de viaturas pelas Unidades Orgânicas foi outra medida aplicada que significou uma redução de 4,13%, refere a autarquia.
"A redução dos custos diretos é substancial, 600 mil euros, relacionados com rendas de aluguer operacional de viaturas que a autarquia deixa de suportar por via da não renovação de contratos em vigor, bem como por via do abate de viaturas propriedade do município e que não tiveram substituição", esclarece a Câmara de Oeiras.
Contudo, acrescenta a autarquia, o objetivo é massificar a solução de gestão partilhada de viaturas, "reduzindo o número de veículos mas mantendo o mesmo nível de operacionalidade e satisfação dos funcionários".
Por outro lado, a Câmara Municipal anuncia que vai arrancar, em breve, com um estudo de viabilidade económica, financeira e ambiental para a introdução de viaturas com recurso às energias alternativas, nomeadamente veículos elétricos, "o que reforçará, para além da sustentabilidade económica e financeira já patente, a sustentabilidade ambiental".

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Controlar as máquinas através de palavras ou com um simples olhar

Empresa nascida no Politécnico produz tecnologia para ajudar doentes sem mobilidade
ALEXANDRA FIGUEIRA
 
Controlar uma cadeira de rodas apenas através do olhar é um dos projectos recentes da Magic Key, empresa nascida no Instituto Politécnico da Guarda (IPG) para devolver autonomia a pessoas com severas limitações físicas.
 
foto Rui da Cruz / Global Imagens
Controlar as máquinas através de palavras ou com um simples olhar
Luís Figueiredo
 
Com um computador e uma câmara adaptada, o software permite a pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou paralisia cerebral controlar aparelhos como camas articuladas ou televisões. "Qualquer equipamento electrónico pode ser controlado pelo movimento dos olhos ou pela voz", diz Luís Figueiredo, engenheiro electrotécnico professor no IPG, fundador do projeto e líder da Magic Key.
Para quem mantém a capacidade de falar, os equipamentos podem ser acionados pela voz, através de frases predefinidas; para quem a perdeu, é possível transformar o olhar numa voz eletrónica. "Dar voz a uma criança é recompensa suficiente", diz Luís Figueiredo, que não tira salário da empresa, cumprindo assim o acordo com o IPG (sócio minoritário) de reinvestir os lucros.
A cadeira de rodas controlada pelo olhar está em fase de protótipo, mas outros projetos estão na calha.
Um permitirá a quem sofre de paralisia cerebral usar tablets, apesar dos movimentos involuntários causados pela doença. O sistema seleciona sucessivamente parcelas do ecrã e basta tocar em qualquer local para escolher a secção pretendida. Com alguns toques, é possível até escrever e navegar na Net. Como qualquer tecnologia, é um trabalho em progresso. Figueiredo está a trabalhar num sistema económico de localização para, por exemplo, pessoas com Alzheimer.

sábado, 13 de julho de 2013

Cientistas criam pavimento capaz de purificar o ar

Cientistas criam pavimento capaz de purificar o ar
O pavimento das estradas pode contribuir, em larga escala, para redução da poluição. Um grupo de investigadores holandeses desenvolveu um pavimento purificador que pode reduzir a quantidade de óxidos de nitrogénio, os principais poluentes emitidos pelos veículos a motor.

A equipa da Eindhoven University of Technology, liderada pelo investigador e professor Jos Brouwers, começou a testar o pavimento composto por elementos de óxido de titânio (um material fotocatalizador) numa estrada da cidade Hengelo, na Holanda, , que tem capacidade para tornar os elementos poluentes menos nocivos e purificar o ar.
Durante mais de um ano, os investigadores compararam os resultados entre a rua equipada com este pavimento e uma rua paralela, com um pavimento normal, e perceberam que a rua equipada com o pavimento fotovoltaico conseguiu reduzir, em cerca de 45 por cento, o ‘smog’ da atmosfera.

Este material  já está pronto a ser comercializado e o investigador salienta, num comunicado da Universidade, que comparada com a aplicação do asfalto tradicional a utilização deste material  anti-poluição não tem custos muito superiores. Além disso, este revestimento pode também ser usado em paredes  de edifícios.
Esta descoberta, já publicada em vários jornais científicos, pode vir a ser, no futuro, uma alternativa a aplicar nas cidades, como forma de reduzir a poluição causada pelos automóveis.
Record
Remo: Pedro Fraga ganha Taça do Mundo de Lucerna
mais um sucesso do olímpico português


Pedro Fraga venceu, em 6.53,09 minutos, a prova de LM1x da Taça do Mundo de Lucerna, na Suíça, repetindo o triunfo que tinha conseguido na II Taça do Mundo, em Eton Dorney, Inglaterra, na pista dos Jogos Olímpicos Londres'2012.

Pedro Fraga é vice-campeão da Europa de "skiff" (não olímpico), título alcançado em Sevilha, Espanha, numa época em que compete separado de Nuno Mendes, com quem foi oitavo em Pequim'2008 e quinto em Londres'2012 em "double scull", e cuja tripulação será recuperada na próxima época.

Também em Lucerna, Portugal ficou em quarto na final de "quadri scull" (LM4x). João Gabriel, Octávio Barbosa Ribeiro, Nuno Mendes e André Pereira Araújo gastaram 6.08,82 minutos para cumprir a distância, terminando a final no quarto e último lugar. A Alemanha venceu a prova, em 5.52,10 minutos, seguida da Dinamarca (5.54,34) e de Hong Kong (5.55,12).

sexta-feira, 12 de julho de 2013




Santa Maria coloca primeiro pacemaker capaz de acompanhar risco de apneia do sonoSAPO Saúde

Santa Maria coloca primeiro pacemaker capaz de acompanhar risco de apneia do sono

O aparelho consegue monitorizar episódios de apneia do sono e tratar perturbações do ritmo cardíaco

12 de julho de 2013 - 14h23
O Hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizou hoje a primeira cirurgia em Portugal de colocação de um pacemaker capaz de monitorizar o risco de apneia do sono, distúrbio que causa pausas de respiração, anunciaram os médicos.
Trata-se de um novo pacemaker, “o mais pequeno do mundo”, que é capaz de fazer um rastreio automático dos doentes com risco elevado de apneia do sono, através de um “sensor altamente fiável, que monitoriza os ciclos respiratórios”, refere um comunicado enviado à agência Lusa.
Este aparelho consegue, assim, monitorizar os episódios de apneia do sono, além de tratar as perturbações do ritmo cardíaco.
“A possibilidade de verificar se existe um índice de apneia do sono, nos portadores de pacemakers, é um passo importante para evitar o desenvolvimento ou agravamento de outras doenças cardiovasculares”, diz Pedro Marques, cardiologista no Hospital Santa Maria, na nota enviada à Lusa.
João de Sousa, cardiologista responsável da área de eletrofisiologia do mesmo hospital, indicou ainda que os doentes com apneia do sono apresentam um risco duas a quatro vezes maior de desenvolver arritmias.
“A presença de arritmias noturnas em doentes com apneia do sono pode explicar o aumento da prevalência de morte súbita, descrita neste grupo de doentes. Por isso, todas as pessoas com distúrbios do sono deveriam fazer testes cardiovasculares para verificar se existem ou não perturbações do ritmo cardíaco, bem como nas pessoas a quem se identifiquem arritmias também deverá ser pesquisada a presença de apneia do sono”, escreve este médico no comunicado.
Segundo os especialistas, a apneia do sono, apesar de ser uma doença prevalente nos portadores de pacemakers, é ainda muito sub-diagnosticada nesta população. Trata-se de uma doença que aumenta o risco de morte e a incidência de doenças cardiovasculares comuns como a hipertensão arterial, a fibrilhação auricular e a insuficiência cardíaca.
A apneia do sono é um distúrbio caracterizado por pausas da respiração com duração superior a 10 segundos e que se repetem mais de cinco vezes por hora.
Não existem ainda estudos de prevalência desta patologia em Portugal, mas, considerando as estatísticas internacionais, estima-se que afete cerca de 800 mil portugueses, sobretudo homens a partir dos 40 anos.
Lusa