domingo, 22 de setembro de 2013

Saúde rss

Cheques-dentista para 250 mil crianças


 
Cerca de 250 mil crianças que frequentam a escola pública devem receber este ano letivo cheques-dentista, que abrangem pela primeira vez jovens de 16 anos, segundo a Ordem dos Médicos Dentistas.
 
foto Leonel de Castro / Global Imagens
Cheques-dentista para 250 mil crianças
Abrangidos alunos com 7, 10, 13 e 16 anos
 
O bastonário Orlando Monteiro da Silva disse à agência Lusa que deverão ser distribuídos 320 mil cheques para um universo estimado de 250 mil crianças com sete, 10, 13 e 16 anos.
"Este ano, a novidade é que as crianças de 16 anos que já estiveram no programa anteriormente serão também abrangidas pela distribuição dos cheques-dentista nas escolas", afirmou.
Alistagemdas crianças e dos cheques a emitir está ainda a ser ultimada pelas autoridades de saúde e pelas escolas, mas a Ordem espera que os cheques-dentista sejam distribuídos durante o 1.º período, sendo que a celeridade da distribuição depende muito da logística de cada escola.
Até porque, recorda Orlando Monteiro da Silva, os cheques têm geralmente a validade do ano letivo e é importante que os pais acedam a eles o mais cedo possível para fazerem as marcações nos médicos ou clínicas que aderem ao programa, sendo muitas vezes necessário fazer tratamentos de seguimento.
Ao todo são cerca de 3000 os médicos dentistas e estomatologistas disponíveis numa rede que é nacional, com total liberdade de escolha pelos pais.
Para as crianças não diretamente abrangidas pelos cheques, as que têm 8, 9, 11 e 12 anos, é também possível usufruir do programa de saúde oral, caso os médicos de família as referenciem para tratamento nos consultórios aderentes.
Este ano, o programa de saúde oral conta com 16,5 milhões de euros, o mesmo orçamento que teve no ano anterior, abrangendo, além das crianças, os idosos inscritos no complemento solidário, as grávidas acompanhadas no Serviço Nacional de Saúde e os portadores de VIH/sida.
Quanto ao cancro oral, o programa de rastreio, diagnóstico precoce e encaminhamento acordado entre a Ordem e o Ministério da Saúde deverá arrancar no início do próximo ano, segundo Orlando Monteiro da Silva.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013


Nicole e Theresa querem mudar a ideia de beleza no Miss America
PÚBLICO -13/09/2013
No próximo domingo, o famoso concurso de beleza vai escolher a mulher mais bonita dos Estados Unidos.

Nicole Kelly nasceu sem o antebraço esquerdo. A deficiência física nunca foi uma limitação para a jovem e no próximo domingo não a impedirá de lutar pelo título da mulher mais bonita nos Estados Unidos pelo estado do Iowa. No Kansas, outra norte-americana quer quebrar as regras tradicionais de beleza do evento. Theresa Vail vai exibir as suas tatuagens no desfile em biquini. Miss América 2014 é o título que querem receber as duas jovens de 23 anos.
Loura, com olhos azuis. Uma jovem típica jovem em Keokuk, no Iowa. A única diferença é ter o braço incompleto mas isso nunca a impediu de fazer o que qualquer amiga fazia: dançar, nadar e jogar basebol.
Numa entrevista, citada pelo Huffington Post, Nicole diz que não quer ficar conhecida pela sua deficiência. “Não estou aqui porque sou diferente mas porque tenho a inteligência, a capacidade e tudo o que uma Miss América deve ter”. “Estou orgulhosa por representar aqueles que são diferentes, mas também pelo que podem fazer e como podem celebrá-lo”, continua a jovem do Iowa.
Nicole é nova nas andanças dos concursos de beleza mas rapidamente foi chegando ao primeiro lugar das competições. A primeira experiência aconteceu em Janeiro e a mais recente deu-lhe o título de Miss Iowa. Antes das eleições de mulher mais bonita, licenciou-se em Direcção e Gestão de Teatro pela Universidade de Nebraska-Lincoln e estagiou em teatros em Chicago ou Nova Iorque. Os estágios resultaram num emprego como responsável pelo acompanhamento das crianças que representaram na peça "The Assembled Parties”, na Broadway, conta o Huffington Post.
Com a vitória no concurso Miss America espera conseguir o trabalho que ambiciona, a gestão de um teatro.
Nicole não é a primeira norte-americana com uma deficiência física a concorrer ao Miss América, nem seria a primeira a receber o título caso ganhasse no domingo. Em 1995, Heather Whitestone, do Alabama, foi eleita a mulher mais bonita dos Estados Unidos e usava um aparelho de som por ter uma deficiência auditiva
Militar, pugilista e tatuada
Na edição de 2013, há ainda a sargento Theresa Vail, do Kansas. É a segunda militar a concorrer ao título na história do Miss América, que este ano decorre no Boardwalk Hall, em Atlantic City, mas será a primeira a fazê-lo com tatuagens: uma com a insígnia do U.S. Army Dental Corps e outra com a Oração da Serenidade.
Hábil utilizadora de M16 enquanto militar, pugilista, mecânica, explica à revista People o porquê de desafiar os estereótipos de beleza até aqui impostos pela maioria dos concursos de beleza. Theresa diz que quer ajudar as mulheres a superarem os estereótipos e quebrar barreiras. “Que hipócrita seria se cobrisse as minhas tatuagens. Como dizer a outras mulheres a serem destemidas e verdadeiras com elas próprias se não consigo fazer o mesmo?”.
À People sublinha que “ninguém espera que uma mulher soldado seja uma rainha de beleza”. “Mas eu só quero quebrar estereótipos”, reforça. “Fui alvo de bullying quando era criança. Foi tão complicado que quase ponderei o suicídio”, lembra a jovem. “Sei que muitas jovens olham para as candidatas a concursos de beleza e pensam ‘Que vida perfeita têm’. Mas quero que saibam que não tive uma vida perfeita. E que a beleza vem de dentro”.