Dois jovens lançaram hoje ovos contra o presidente da
Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em protesto contra as
políticas do executivo comunitário durante um debate com cidadãos da
cidade de Lige, leste da Bélgica.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
PÚBLICO
Cultura
Mais espectadores no Maria Matos e no São Luiz na temporada 2012/13
Wim Vanderkeybus, Meg Stuart, Kurt Cobain, Noiserv, Bruno
Nogueira, Marco Martins, Almada Negreiros e Pessoa na programação
2013/14 dos dois teatros municipais, que foi apresentada esta
quarta-feira em Lisboa.
A partir de Setembro,
começam a chegar novamente aos seus palcos o teatro, a dança e a música,
de Wim Vanderkeybus a Meg Stuart, passando por Gonçalo Waddington,
Noiserv, Bruno Nogueira, Marco Martins, Almada Negreiros e Pessoa.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
CORREIO da manhã
Japão
Crianças cegas já podem pesquisar na Internet
Máquina ligada a computador imprime em 3D o resultado das pesquisas na web.
Por: Rafaela Almeida
A
'Yahoo! Japão' tornou a pesquisa na web acessível às crianças com
deficiência visual. Na Escola de Educação em Necessidades Especiais para
Deficientes Visuais, da Universidade de Tsukuba, Japão, a Internet já
não é uma ferramenta exclusivamente visual.
Em
colaboração com a agência criativa japonesa ‘Hakuhodo Kettle Tokyo', a
'Yahoo! Japão' desenvolveu uma máquina metade computador, metade
impressora 3D – e constrói tudo aquilo que lhe pedirem.
‘Hands
on Search' é o nome da máquina e funciona quando as crianças dizem o
que gostariam de pesquisar na Internet. Por exemplo, uma girafa, um
dinossauro, um avisão... Depois, a máquina ativa a impressão 3D e voilá!
O resultado das pesquisas é transformado em objetos sólidos, os quais
as crianças podem tocar e sentir.
A
'Yahoo! Japão' diz que não pretende comercializar o produto e que só o
emprestou à escola até meados de outubro. "Depois disso, planeia doar a
máquina a alguma organização que queira utilizá-la, tal como fez a
Escola de Educação em Necessidades Especiais para Deficientes Visuais",
refere Kazuaki Hashida, diretor criativo da ‘Hakuhodo Kettle Tokyo'.
"Estamos a considerar qual será a melhor organização para fazer o
donativo. Vamos decidir até ao final do mês de outubro", acrescenta.
sábado, 5 de outubro de 2013
Búlgaros confirmam tratamento ao cancro do colo do útero testado em Coimbra
| foto Bruno Simões Castanheira/Global Imagens |
Investigadores
búlgaros demonstraram a eficácia de um tratamento à base de um cogumelo
no combate ao cancro do colo do útero, confirmando os resultados de um
estudo iniciado em Coimbra, disse, este sábado, o médico José Silva
Couto.
O ginecologista, que trabalha atualmente no setor
privado, afirmou à agência Lusa que o tratamento com um extrato natural
do cogumelo 'Coriolus Versicolor' teve também "grande eficácia" em
pacientes de diversas cidades da Bulgária.
Em 2008, então diretor da Unidade de Patologia Cervical do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, José Silva Couto revelou à Lusa que tinha realizado aquele estudo com 43 mulheres acompanhadas naquele hospital, às quais foi feito o tratamento durante um ano.
Em Portugal, o médico realizou a investigação em coautoria com o seu colega Daniel Pereira da Silva, então diretor do Serviço de Ginecologia do IPO de Coimbra.
O estudo prosseguiu depois na Bulgária, sob orientação de Todor Chernev, professor do Hospital Universitário de Obstetrícia e Ginecologia de Sofia.
Nesse país, ao longo de dois anos, a equipa de Todor Chernev efetuou o mesmo tratamento, num projeto de investigação que envolveu cerca de 200 doentes.
"Foi um trabalho de confirmação da linha de investigação iniciada em Coimbra", salientou José Silva Couto, indicando que o estudo deverá prosseguir no futuro noutros países europeus.
Há cinco anos, em declarações à Lusa, o médico divulgou o impacto terapêutico de um comprimido à base do 'Coriolus Versicolor' no combate ao cancro do colo do útero, realçando que o seu "efeito imunomodulador" era conhecido em várias culturas antigas da Ásia.
"A biomassa do 'Coriolus Versicolor' é um imunomodulador não específico e, como tal, usada como coadjuvante nutritivo para equilíbrio do sistema imunitário em pacientes submetidos a quimioterapia e radioterapia", segundo o especialista.
As 43 mulheres estudadas no IPO de Coimbra apresentavam lesões cervicais, provocadas pelo 'Human Papilona Vírus' (HPV) e confirmadas através de citologia, colposcopia e biopsia.
Ficou demonstrado que o extrato do cogumelo teve "grande eficácia, quer na regressão da displasia (lesão de baixo grau), quer no desaparecimento do HPV de alto risco".
As doentes foram divididas ao acaso em dois subgrupos. Um dos subgrupos (22 pacientes) recebeu suplementação com 'Coriolus Versicolor' durante um ano, tomando seis comprimidos por dia, num total de três gramas.
As restantes 21 doentes, o denominado 'grupo controle', não foram abrangidas pelo tratamento.
José Silva Couto e Daniel Pereira da Silva concluíram, em resumo, que aquele suplemento alimentar, além do "impacto positivo" na regressão das lesões de baixo grau, pode ajudar também as doentes sujeitas a tratamento por lesões de alto grau, quando "o HPV de alto risco persiste após a cirurgia".
Em 2008, então diretor da Unidade de Patologia Cervical do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, José Silva Couto revelou à Lusa que tinha realizado aquele estudo com 43 mulheres acompanhadas naquele hospital, às quais foi feito o tratamento durante um ano.
Em Portugal, o médico realizou a investigação em coautoria com o seu colega Daniel Pereira da Silva, então diretor do Serviço de Ginecologia do IPO de Coimbra.
O estudo prosseguiu depois na Bulgária, sob orientação de Todor Chernev, professor do Hospital Universitário de Obstetrícia e Ginecologia de Sofia.
Nesse país, ao longo de dois anos, a equipa de Todor Chernev efetuou o mesmo tratamento, num projeto de investigação que envolveu cerca de 200 doentes.
"Foi um trabalho de confirmação da linha de investigação iniciada em Coimbra", salientou José Silva Couto, indicando que o estudo deverá prosseguir no futuro noutros países europeus.
Há cinco anos, em declarações à Lusa, o médico divulgou o impacto terapêutico de um comprimido à base do 'Coriolus Versicolor' no combate ao cancro do colo do útero, realçando que o seu "efeito imunomodulador" era conhecido em várias culturas antigas da Ásia.
"A biomassa do 'Coriolus Versicolor' é um imunomodulador não específico e, como tal, usada como coadjuvante nutritivo para equilíbrio do sistema imunitário em pacientes submetidos a quimioterapia e radioterapia", segundo o especialista.
As 43 mulheres estudadas no IPO de Coimbra apresentavam lesões cervicais, provocadas pelo 'Human Papilona Vírus' (HPV) e confirmadas através de citologia, colposcopia e biopsia.
Ficou demonstrado que o extrato do cogumelo teve "grande eficácia, quer na regressão da displasia (lesão de baixo grau), quer no desaparecimento do HPV de alto risco".
As doentes foram divididas ao acaso em dois subgrupos. Um dos subgrupos (22 pacientes) recebeu suplementação com 'Coriolus Versicolor' durante um ano, tomando seis comprimidos por dia, num total de três gramas.
As restantes 21 doentes, o denominado 'grupo controle', não foram abrangidas pelo tratamento.
José Silva Couto e Daniel Pereira da Silva concluíram, em resumo, que aquele suplemento alimentar, além do "impacto positivo" na regressão das lesões de baixo grau, pode ajudar também as doentes sujeitas a tratamento por lesões de alto grau, quando "o HPV de alto risco persiste após a cirurgia".
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
BOAS NOTÍCIAS
Um Mundo em Crescimento
Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013
"Cura clínica" do cancro da pele perto da realidade
Uma nova geração de fármacos destinada a estimular a luta do sistema
imunitário contra o cancro tem potencial para oferecer uma "cura
clínica" aos pacientes com cancro da pele, uma espécie de milagre médico
para os cientistas e para os doentes que, até há poucos anos, tinham
muito escassas hipóteses de sobrevivência.
A novidade foi apresentada este fim-de-semana durante a Conferência
Europeia do Cancro (ECC), em Amesterdão, onde os investigadores
explicaram que estes medicamentos imunoterapêuticos (em especial o
Yervoy, produzido pela farmacêutica o Bristol-Myers Squibb's e também
conhecido por ipilimumab) têm transformado e poderão continuar a
transformar esta área da oncologia.
Stephen Hodi, professor assistente de medicina no Dana-Farber Cancer
Institute, nos EUA, disse, na Holanda, ter algumas reservas em usar o
termo "cura", mas descreveu os mais recentes progressos como uma
"mudança de paradigma".
Segundo o especialista, citado pela Reuters, o sucesso da nova geração
de fármacos significa, pelo menos, que os pacientes com melanoma poderão
passar a viver com uma doença crónica em vez de enfrentarem uma morte
iminente.
"Estamos a viver tempos incríveis. Há alguns anos nunca poderíamos
imaginar usar sequer a 'palavra C', cura, para o melanoma. Mas estamos a
caminhar nesse sentido", congratulou-se Hodi, garantindo que o
"ipilimumab abriu ua porta" e os progressos estão a ser feitos "muito
rapidamente".
Aprovado em 2011, o fármaco Yeroy foi, à data, visto como um enorme
avanço nas terapias contra o melanoma, por ter sido o primeiro de sempre
a aumentar o tempo de vida de pacientes com formas avançadas deste que é
o tipo mais mortífero de cancro da pele.
Em média, de acordo com os ensaios clínicos iniciais, o medicamento
acrescentou apenas quatro meses à vida dos doentes, mas cerca de 20% dos
pacientes tiveram uma reação "impressionante" e "duradoura" em
consequência do tratamento.
Mais de 10 anos de vida após o diagnóstico
Mais de 10 anos de vida após o diagnóstico
Hodi apresentou, durante a ECC, novas conclusões obtidas durante o
maior e mais longo estudo acerca da sobrevivência dos pacientes com
cancro da pele tratados com Yervoy, que mostraram que alguns destes
conseguiram viver mais de 10 anos após o diagnóstico.
Para Alexander Eggermont, do Comprehensive Cancer Center do Instituto
Gustave Roussy, em França, especialista no tratamento do melanoma, os
resultados do investigador norte-americano sugerem que certos pacientes
podem, efetivamente, ficar "curados" à luz do conceito de "cura
clínica", já que o medicamento ajuda o sistema imunitário a controlar a
doença.
"Aparentemente, é possível que os pacientes mantenham tumores residuais
sob controlo durante muito tempo quando o sistema imunitário é
'reiniciado' de forma apropriada e, assim, o conceito de 'cura clínica'
torna-se realidade", realçou Eggermont na mesma conferência.
Além disso, um grupo de novos fármacos atualmente a ser testado e desenhado para desativar as proteínas PD1 e PDL1, que impedem o sistema imunitário de detetar e atacar as células cancerígenas, constitui uma "fantástica esperança" no que respeita ao tratamento do melanoma se combinado com o Yervoy, antecipou Stephen Hodi.
Além disso, um grupo de novos fármacos atualmente a ser testado e desenhado para desativar as proteínas PD1 e PDL1, que impedem o sistema imunitário de detetar e atacar as células cancerígenas, constitui uma "fantástica esperança" no que respeita ao tratamento do melanoma se combinado com o Yervoy, antecipou Stephen Hodi.
"Os bons resultados [obtidos com o Yervoy] podem vir a duplicar-se ou a
triplicar-se com o uso de anticorpos monoclonais anti-PD1 e anti-PDL1
e, se assim for, o melanoma com metástases pode tornar-se uma doença
tratável para, possivelmente, mais de 50% dos pacientes nos próximos 5 a
10 anos", concordou Eggermont.
Neste momento, a Bristol-Myers Squibb, responsável pelo medicamento,
está a conduzir ensaios clínicos sobre um dos seus fármacos de nova
geração, o nivolumab, em melanomas em estado avançado. Nos EUA, a
concorrente Merck encontra-se a desenvolver um outro medicamento, o
lambrolizumab, que, nos primeiros ensaios, ajudou a encolheu em 38% os
tumores em pacientes com melanoma avançado.
domingo, 29 de setembro de 2013
Rui Costa campeão do Mundo de ciclismo
| foto LUK BENIES/AFP |
O
português Rui Costa sagrou-se este domingo campeonato do Mundo de
ciclismo, em Florença. Em cima da meta, o ciclista da Aguçadoura, Póvoa
de Varzim, superiorizou-se ao espanhol Joaquim Rodríguez, segundo
classificado.
É a primeira vez que um português vence o
mundial da modalidade, nove anos depois de Sérgio Paulinho ter
conquistado a medalha de prata na prova de estrada dos Jogos Olímpicos
de 2004, em Atenas.
O ciclista luso, que na próxima época vai correr na equipa italiana Lampre, depois de nos últimos anos ter representado a Movistar, cumpriu os 272,26 quilómetros, em 7:25,43 horas, terminando à frente dos espanhóis Joaquin Rodriguez e Alejandro Valverde, que completam o pódio. O transalpino Vincenzo Nibali foi o quarto classificado.
"Nunca pensei vencer. Estava em boa condição física, mas não esperava vencer. Ganhar o Mundial era um sonho, significa uma vida e é uma recompensa para tudo o que fiz até aqui", afirmou Rui Costa, depois da prova.
O ciclista luso, que na próxima época vai correr na equipa italiana Lampre, depois de nos últimos anos ter representado a Movistar, cumpriu os 272,26 quilómetros, em 7:25,43 horas, terminando à frente dos espanhóis Joaquin Rodriguez e Alejandro Valverde, que completam o pódio. O transalpino Vincenzo Nibali foi o quarto classificado.
"Nunca pensei vencer. Estava em boa condição física, mas não esperava vencer. Ganhar o Mundial era um sonho, significa uma vida e é uma recompensa para tudo o que fiz até aqui", afirmou Rui Costa, depois da prova.
Saúde
9 plantas que protegem o seu coração
A fitoterapia ajuda a prevenir complicações relacionadas com doenças cardiovasculares
Segundo
dados do Ministério da Saúde, disponíveis no Portal da Saúde, «as
doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 40% dos óbitos em
Portugal».
Quando as artérias ficam obstruídas com placas de gordura, ocorre uma
diminuição ou mesmo ausência do fluxo sanguíneo que pode provocar
diferentes problemas cardiovasculares, uma situação que deve evitar.
As consequências mais conhecidas são a angina de peito e o enfarte do
miocárdio mas, para além do coração, existem outros órgãos que podem
ser atingidos, como o cérebro e os rins. Por todas estas razões, devem
ser tratadas conscientemente. Para além da medicina tradicional, a
fitoterapia, baseada nos benefícios das plantas naturais, pode ser muito
útil na prevenção de algumas doenças. Tome nota:
- Chá verde
Quando os níveis de colesterol no sangue sobem mais do que o que é
considerado saudável, as artérias vão ficando obstruídas, dificultando a
circulação e podendo levar à ocorrência de um enfarte ou angina de
peito. Caracterizada pelo excesso de colesterol em circulação no sangue,
a hipercolesterolemia não apresenta sintomas, pelo que os seus valores
devem ser monitorizados regularmente através de análises, para evitar o
desenvolvimento de doenças coronárias.
Tal como explica Pedro Lôbo do Vale, médico de Clínica Geral, «as
análises realizadas para aferição dos valores de colesterol indicarão a
quantidade de colesterol total, de colesterol LDL (mau) e de colesterol
HDL (bom), que circulam no sangue». Graças ao seu conteúdo elevado de
catequinas, que evitam que as gorduras se agarrem às paredes das
artérias, o chá verde é muito útil para combater o colesterol.
Para além disso, reduz a concentração de glicose no sangue,
beneficiando em caso de diabetes, outro dos grandes fatores de risco das
doenças cardiovasculares. Deve tomá-lo sob a forma de infusão (uma
colher de sobremesa de folhas secas por chávena, várias vezes ao dia) e
«o seu uso deve ser moderado em caso de ansiedade, hipertensão arterial e
úlcera gastroduodenal», explica o especialista.
- Ginkgo biloba
Se não gosta de chá verde, pode experimentar ginkgo biloba, cujas
folhas «ajudam a inibir a agregação plaquetária e melhoram a
microcirculação, contribuindo para uma melhor oxigenação das células»
refere o médico. «Tome-o em infusão (uma colher de sobremesa de folhas
por chávena, duas chávenas por dia, após as refeições) e não o utilize
se estiver a tomar fármacos anticoagulantes», acrescenta.
- Folhas de oliveira
A hipertensão, condição clínica que contribui para o desenvolvimento
de doenças cardiovasculares graves, funciona como uma bomba-relógio no
organismo. Conforme a idade vai avançando, os valores de tensão arterial
vão mudando e é necessário fazer ajustes, sendo recomendável fazer
check-ups periódicos a partir dos 45 anos.
Pedro Lôbo do Vale diz que a hipertensão se caracteriza por uma
«pressão sanguínea (força com que o sangue é bombeado, a partir do
coração, contra as paredes das artérias) que se eleva e permanece
aumentada ao longo do tempo». A oliveira é uma árvore da região
mediterrânica e as suas folhas, utilizadas em casos de hipertensão,
«baixam os valores máximos da pressão sanguínea e regulam os valores
mínimos para níveis fisiológicos», explica Pedro Lôbo do Vale.
Pode fazer uma infusão de folhas de oliveira para tirar maior partido
dos seus benefícios. Utilize 3 g de folhas de oliveira para 150 ml (ou
12 g para 600 ml) de água a ferver. Beba duas chávenas por dia, às
refeições. Pelo seu teor em taninos, as folhas são ligeiramente
irritantes para a mucosa gástrica. Se não gosta de folhas de oliveira,
pode optar por alho.
- Alho
Outra planta útil na regulação da tensão arterial é o alho, que,
segundo Pedro Lôbo do Vale, «diminui a agregação plaquetária, aumenta a
atividade fibrinolítica, produz efeitos hipoglicemiantes e ajuda na
redução dos níveis de colesterol». Tome-o sob a forma de alho cru (2 a 5
dentes/dia) ou em pó (1 a 3 g/dia, em cápsulas de 300 a 500 mg), e não o
utilize, aconselha o médico, «se tiver hemorragias ativas e
trombocitopenias, no pré e pós-operatório e se estiver a tomar
anticoagulantes».
- Centáurea menor
«A diabetes é uma doença em que os níveis de glicose no sangue se
encontram acima dos valores normais e surge quando o pâncreas perde a
capacidade de segregar insulina ou quando as células deixam de ser
capazes de a utilizar, ou mesmo por ambos os motivos», adverte Pedro
Lôbo do Vale.
Os diabéticos têm maior risco de sofrer de problemas cardiovasculares
se não controlarem os seus níveis de glicemia e de hemoglobina glicada
que deve ser avaliada a cada 3 a 6 meses. As alterações cardiovasculares
são responsáveis por grande parte das complicações que os diabéticos
podem sofrer.
Por outro lado, existe uma percentagem elevada de diabéticos tipo 2
que são obesos, o que representa mais um fator de risco para o coração. A
investigação recente sobre a centáurea menor (conhecida como fel da
terra) tem-se dedicado à avaliação dos seus efeitos sobre as células
responsáveis pela secreção de insulina.
Em caso de diabetes, o efeito protetor desta planta, rica em
flavonoides, tem sido atribuído ao seu potencial antioxidante, que
contribui para a diminuição do dano dessas células. Utilize 2 a 3 g de
sumidades floridas para 150 ml de água a ferver e beba duas ou três
chávenas por dia. Esta planta «não deve ser usada por mulheres a
amamentar, devido aos seus constituintes amargos. Deve também ser
evitada em caso de úlceras gastroduodenais», comenta o médico de clínica
geral.
- Arandos
Se tiver dificuldade em encontrar centáurea menor, substitua-a por
arandos. Para além de combaterem as infeções urinárias, estes diminuem a
glicose no sangue e dão maior resistência ao músculo cardíaco.
- Garcinia cambogia
O excesso de peso e a obesidade promovem uma sobrecarga significativa
para o coração que se vê obrigado a trabalhar mais e sob esforço. Para
além disso, estimulam um aumento considerável de outras gorduras, que se
tornam prejudiciais para a saúde cardiovascular.
Por isso, é importante fazer exercício moderado regularmente e seguir
uma alimentação saudável e equilibrada. Um dos compostos desta planta, o
ácido hidroxicítrico, contribui para o bloqueio parcial da síntese de
ácidos gordos, reduzindo também a conversão de açúcares em ácidos
gordos. Contribui ainda para a redução do apetite.
Devido a estas propriedades, a garcinia cambogia é utilizada em caso
de obesidade e hiperlipidemia, bem como para controlar o apetite. Pedro
Lôbo do Vale recomenda «utilizar esta planta sob a forma de extrato seco
(2 a 3 cápsulas de 500 mg por dia, meia hora antes das principais
refeições)».
- Freixo
Em substituição da garcinia, pode utilizar folhas de freixo. Estas
possuem ação diurética e ligeiramente laxativa, pelo que também podem
ser utilizadas em caso de obesidade, sobretudo se for acompanhada de
retenção de líquidos.
Para isso, faça uma infusão com 2,5 a 3 g de folhas para 150 ml de
água a ferver e beba três chávenas por dia. Mas tenha atenção. «Se tomar
hipotensores ou cardiotónicos, a sua utilização deve ser controlada»,
recomenda o médico.
- Espinheiro branco
Esta planta medicinal, também conhecida por pirliteiro, reúne uma
série de propriedades que favorecem diretamente a saúde cardiovascular,
quer seja por atuar especificamente no coração e nos seus vasos
sanguíneos principais, quer por atacar os problemas associados à doença
cardíaca. Isso sucede porque o espinheiro branco regula a tensão
arterial, trata a ansiedade e a depressão, controla as arritmias, atua
como tónico cardíaco, protege o coração depois de episódios de enfarte.
Pode tomá-la em infusão (1 g de flores para 150 ml ou 4 g para 600 ml
de água a ferver), sendo recomendadas duas a três chávenas por dia,
fora das refeições. «Não abuse. Doses muito elevadas podem provocar
depressão respiratória e cardíaca», adverte o médico de clínica geral.
Texto: Sofia Cardoso com Pedro Lôbo do Vale (médico de clínica geral e docente do mestrado em nutrição na Faculdade de Medicina de Lisboa) in Sapo MULHER
domingo, 22 de setembro de 2013
Cheques-dentista para 250 mil crianças
Cerca de 250 mil crianças que frequentam a escola pública devem receber
este ano letivo cheques-dentista, que abrangem pela primeira vez jovens
de 16 anos, segundo a Ordem dos Médicos Dentistas.
| foto Leonel de Castro / Global Imagens |
| Abrangidos alunos com 7, 10, 13 e 16 anos |
"Este ano, a novidade é que as crianças de 16 anos que já estiveram no programa anteriormente serão também abrangidas pela distribuição dos cheques-dentista nas escolas", afirmou.
Alistagemdas crianças e dos cheques a emitir está ainda a ser ultimada pelas autoridades de saúde e pelas escolas, mas a Ordem espera que os cheques-dentista sejam distribuídos durante o 1.º período, sendo que a celeridade da distribuição depende muito da logística de cada escola.
Até porque, recorda Orlando Monteiro da Silva, os cheques têm geralmente a validade do ano letivo e é importante que os pais acedam a eles o mais cedo possível para fazerem as marcações nos médicos ou clínicas que aderem ao programa, sendo muitas vezes necessário fazer tratamentos de seguimento.
Ao todo são cerca de 3000 os médicos dentistas e estomatologistas disponíveis numa rede que é nacional, com total liberdade de escolha pelos pais.
Para as crianças não diretamente abrangidas pelos cheques, as que têm 8, 9, 11 e 12 anos, é também possível usufruir do programa de saúde oral, caso os médicos de família as referenciem para tratamento nos consultórios aderentes.
Este ano, o programa de saúde oral conta com 16,5 milhões de euros, o mesmo orçamento que teve no ano anterior, abrangendo, além das crianças, os idosos inscritos no complemento solidário, as grávidas acompanhadas no Serviço Nacional de Saúde e os portadores de VIH/sida.
Quanto ao cancro oral, o programa de rastreio, diagnóstico precoce e encaminhamento acordado entre a Ordem e o Ministério da Saúde deverá arrancar no início do próximo ano, segundo Orlando Monteiro da Silva.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Nicole e Theresa
querem mudar a ideia de beleza no Miss America
PÚBLICO -13/09/2013
No próximo
domingo, o famoso concurso de beleza vai escolher a mulher mais bonita dos
Estados Unidos.
Nicole Kelly
nasceu sem o antebraço esquerdo. A deficiência física nunca foi uma limitação
para a jovem e no próximo domingo não a impedirá de lutar pelo título da mulher
mais bonita nos Estados Unidos pelo estado do Iowa. No Kansas, outra
norte-americana quer quebrar as regras tradicionais de beleza do evento.
Theresa Vail vai exibir as suas tatuagens no desfile em biquini. Miss América
2014 é o título que querem receber as duas jovens de 23 anos.
Numa entrevista, citada pelo Huffington Post,
Nicole diz que não quer ficar conhecida pela sua deficiência. “Não estou aqui
porque sou diferente mas porque tenho a inteligência, a capacidade e tudo o que
uma Miss América deve ter”. “Estou orgulhosa por representar aqueles que são
diferentes, mas também pelo que podem fazer e como podem celebrá-lo”, continua
a jovem do Iowa.
Nicole é nova nas andanças dos concursos de beleza mas
rapidamente foi chegando ao primeiro lugar das competições. A primeira
experiência aconteceu em Janeiro e a mais recente deu-lhe o título de Miss
Iowa. Antes das eleições de mulher mais bonita, licenciou-se em Direcção e
Gestão de Teatro pela Universidade de Nebraska-Lincoln e estagiou em teatros em
Chicago ou Nova Iorque. Os estágios resultaram num emprego como responsável
pelo acompanhamento das crianças que representaram na peça "The Assembled
Parties”, na Broadway, conta o Huffington Post.
Com a vitória no concurso Miss America espera
conseguir o trabalho que ambiciona, a gestão de um teatro.
Nicole não é a primeira norte-americana com uma
deficiência física a concorrer ao Miss América, nem seria a primeira a receber
o título caso ganhasse no domingo. Em 1995, Heather Whitestone, do Alabama, foi
eleita a mulher mais bonita dos Estados Unidos e usava um aparelho de som por
ter uma deficiência auditiva
Militar, pugilista e tatuada
Na edição de 2013, há ainda a sargento Theresa Vail,
do Kansas. É a segunda militar a concorrer ao título na história do Miss
América, que este ano decorre no Boardwalk Hall, em Atlantic City, mas será a
primeira a fazê-lo com tatuagens: uma com a insígnia do U.S. Army Dental Corps
e outra com a Oração da Serenidade.
Hábil utilizadora de M16 enquanto militar, pugilista,
mecânica, explica à revista People o porquê de desafiar os estereótipos
de beleza até aqui impostos pela maioria dos concursos de beleza. Theresa diz
que quer ajudar as mulheres a superarem os estereótipos e quebrar barreiras.
“Que hipócrita seria se cobrisse as minhas tatuagens. Como dizer a outras
mulheres a serem destemidas e verdadeiras com elas próprias se não consigo
fazer o mesmo?”.
À People
sublinha que “ninguém espera que uma mulher soldado seja uma rainha de beleza”.
“Mas eu só quero quebrar estereótipos”, reforça. “Fui alvo de bullying
quando era criança. Foi tão complicado que quase ponderei o suicídio”, lembra a
jovem. “Sei que muitas jovens olham para as candidatas a concursos de beleza e
pensam ‘Que vida perfeita têm’. Mas quero que saibam que não tive uma vida
perfeita. E que a beleza vem de dentro”.
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