terça-feira, 19 de novembro de 2013

Morrissey ataca PJ Harvey, Bryan Ferry e a família real britânica em texto enfurecido contra quem mata animais


Ex-Smiths, que editou recentemente a sua autobiografia, instiga a uma revolução na Grã-Bretanha, elogiando uma entrevista recente de Russell Brand. 



Morrissey voltou a falar não só do seu desagrado relativamente a quem ataca e mata animais mas também da situação política britânica num texto extenso onde ataca individualidades como PJ Harvey, Bryan Ferry, o cozinheiro Jamie Oliver, o futebolista David Beckham e praticamente toda a família real. O único a sair do texto com um elogio é o comediante Russell Brand.
O ex-Smiths começa por se insurgir contra a crueldade de que os animais são alvo, partindo do exemplo de Melissa Bachman, uma apresentadora de TV norte-americana que foi recentemente fotografada "a rir-se, posando perto de um leão que tinha sido perseguido e morto pela própria".
De seguida, Morrissey fala sobre Pippa e Kate Middleton, Duquesa de Cambridge, ambas caçadoras por desporto e sobre o Primeiro Ministro britânico, David Cameron, "que mata veados sempre que se sente um pouco aborrecido". "Na lista de galardoados pela rainha, estão músicos como Bryan Ferry e PJ Harvey - ambos alegadamente defendem a caça à raposa. Nenhum protetor dos animais foi alguma vez aplaudido ou premiado pela rainha".
Depois de longas palavras contra as atitudes da família real, o músico escreve: "obrigado Russell Brand por te levantares e falares em semanas recentes. Como qualquer pessoa que tome uma posição na Grã-Bretanha moderna, ele foi abatido. Nada deve interferir com a psicose depressiva da Grã-Bretanha moderna, que se tornou um país violento e melancólico sem espaço para debates. Como o Russell, eu acredito que o voto mais poderoso que podemos dar é o Não Voto".

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

JN

Desempregado viaja sem bilhete e convida população a imitá-lo

PAULO LOURENÇO
 
Desempregado há quase dois anos e meio, Nélson Arraiolos, de 41 anos, viajou sem pagar na carreira 794 da Carris, entre Chelas e o Terreiro de Paço, em Lisboa. "Sem rendimento, não há pagmento", anunciava num cartaz feito à mão.
 
foto Miguel Silva / Global Imagens
Desempregado viaja sem bilhete e convida população a imitá-lo
Nélson Arraiolos está desempregado há dois anos e meio
 
"A ação valeu pelo simbolismo e como incentivo aos portugueses para que não se conformem e saiam à rua para ocupar as nossas ruas e praças, como fazem os espanhóis", explicou, no final.
Para trás, uma viagem de cerca de 40 minutos por alguns dos bairros mais pobres da capital. Nélson e os quatro amigos que o acompanhavam entraram no autocarro, passaram pelo motorista sem dizer nada, e viajaram tranquilamente, sem que ninguém os questionasse sobre a falta de título de transporte".

quarta-feira, 6 de novembro de 2013



Por Jornal i
publicado em 5 Nov 2013 - 14:32

Cidadão belga interrompe Durão Barroso 
com críticas em português
Além do cidadão que interpelou directamente o presidente da Comissão Europeia, um outro grupo protestou contra as políticas de austeridade exibindo uma faixa

Um cidadão belga interrompeu um discurso do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no final do passado mês de Outubro, com críticas à austeridade proferidas numa mistura de português e espanhol.
Enquanto um outro grupo exibia uma faixa onde se podia ler “Barroso: trabalha para o povo”, um homem interpelava o presidente da Comissão Europeia sobre o impacto das medidas de austeridade no seu próprio país, Portugal, acusando-o de compactuar com os interesses de grandes grupos para destruir o Estado social e de estar longe dos problemas das populações.
“Como pode fazer hoje o que fazia há 70 ou 40 anos? É um escândalo o que se está a passar seu país! O desemprego, as pessoas que não têm um tecto para viver. São pessoas que todos os dias lutam... Há gente que morreu nas minas", disse em alusão ao acidente ocorrido numas minas espanholas, também em Outubro, e que provocou a morte de seis trabalhadores.
"Como pode estar aqui? Estão a fechar todos os sítios da saúde e do social no seu país. É um escândalo!», prosseguiu, antes de rematar, já em francês com uma reivindicação alargada a todos os europeus, exigindo justiça social.
Veja aqui o vídeo:

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

SOL
Vacina permite avanço contra infecção frequente em crianças

31 de Outubro, 2013
Uma vacina experimental contra o vírus respiratório sincicial, uma das principais causas de infecção e hospitalização de crianças, atingiu pela primeira vez um nível elevado de protecção nos testes em animais, revelou hoje uma investigação nos Estados Unidos.
Os ensaios clínicos já estão previstos, precisaram os investigadores do Centro de Investigação de Vacinas do Instituto Americano de Alergias e Doenças Infeciosas, autores deste avanço publicado na revista Science.
Nos Estados Unidos, a infecção por este vírus é a causa mais frequente de bronquiolite, uma inflamação dos pequenos brônquios, assim como de pneumonia nas crianças com mais de um ano.
O vírus é igualmente responsável pela maior parte das hospitalizações de crianças com mais de cinco anos.
No mundo, esta patologia está na origem de cerca de sete por cento das mortes de crianças entre um mês e um ano, logo depois do paludismo, indicaram os investigadores.
Os adultos com mais de 65 anos com o sistema imunitário enfraquecido estão também vulneráveis ao vírus, que pode provocar infecções graves.
"Um grande número de doenças infecciosas frequentes nas crianças é evitável graças à vacinação, à excepção das infecções provocadas pelo vírus sincicial, contra o qual nenhuma vacina havia sido desenvolvida até agora, apesar de dezenas de esforços", revelou o director do Instituto, Anthony Fauci.
"Os trabalhos sobre esta vacina experimental marcam um passo importante. Permitem uma forte protecção nos animais de laboratório", acrescentou em comunicado, sublinhando igualmente que a técnica utilizada pode ser aplicada para desenvolver vacinas contra outras doenças virais, incluindo o VIH, o vírus responsável pela Sida.
Esta técnica, dita de "biologia estrutural", que examina o pato-gene ao nível atómico, permite descobrir uma proteína do vírus anexada a um anticorpo humano a partir do qual é possível fabricar a vacina testada em ratos e macacos.
Lusa/SOL