terça-feira, 19 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
JN
Desempregado viaja sem bilhete e convida população a imitá-lo
PAULO LOURENÇO
Desempregado há quase dois anos e meio, Nélson Arraiolos, de 41 anos, viajou sem pagar na carreira 794 da Carris, entre Chelas
e o Terreiro de Paço, em Lisboa. "Sem rendimento, não há pagmento",
anunciava num cartaz feito à mão.
| foto Miguel Silva / Global Imagens |
| Nélson Arraiolos está desempregado há dois anos e meio |
"A
ação valeu pelo simbolismo e como incentivo aos portugueses para que
não se conformem e saiam à rua para ocupar as nossas ruas e praças, como
fazem os espanhóis", explicou, no final.
Para trás, uma viagem de
cerca de 40 minutos por alguns dos bairros mais pobres da capital.
Nélson e os quatro amigos que o acompanhavam entraram no autocarro,
passaram pelo motorista sem dizer nada, e viajaram tranquilamente, sem
que ninguém os questionasse sobre a falta de título de transporte".
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Por Jornal i
publicado em 5 Nov 2013 - 14:32
publicado em 5 Nov 2013 - 14:32
Cidadão belga interrompe Durão Barroso
com críticas em português
Um cidadão belga interrompeu um discurso do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, no final do passado mês de Outubro, com críticas à austeridade proferidas numa mistura de português e espanhol.
Enquanto um outro grupo exibia uma faixa onde se podia ler “Barroso: trabalha para o povo”, um homem interpelava o presidente da Comissão Europeia sobre o impacto das medidas de austeridade no seu próprio país, Portugal, acusando-o de compactuar com os interesses de grandes grupos para destruir o Estado social e de estar longe dos problemas das populações.
“Como pode fazer hoje o que fazia há 70 ou 40 anos? É um escândalo o que se está a passar seu país! O desemprego, as pessoas que não têm um tecto para viver. São pessoas que todos os dias lutam... Há gente que morreu nas minas", disse em alusão ao acidente ocorrido numas minas espanholas, também em Outubro, e que provocou a morte de seis trabalhadores.
"Como pode estar aqui? Estão a fechar todos os sítios da saúde e do social no seu país. É um escândalo!», prosseguiu, antes de rematar, já em francês com uma reivindicação alargada a todos os europeus, exigindo justiça social.
Veja aqui o vídeo:
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
SOL
Vacina permite avanço contra infecção frequente em crianças
31 de Outubro, 2013
Uma
vacina experimental contra o vírus respiratório sincicial, uma das
principais causas de infecção e hospitalização de crianças, atingiu pela
primeira vez um nível elevado de protecção nos testes em animais,
revelou hoje uma investigação nos Estados Unidos.
Os ensaios clínicos
já estão previstos, precisaram os investigadores do Centro de
Investigação de Vacinas do Instituto Americano de Alergias e Doenças
Infeciosas, autores deste avanço publicado na revista Science.
Nos
Estados Unidos, a infecção por este vírus é a causa mais frequente de
bronquiolite, uma inflamação dos pequenos brônquios, assim como de
pneumonia nas crianças com mais de um ano.
O vírus é igualmente responsável pela maior parte das hospitalizações de crianças com mais de cinco anos.
No
mundo, esta patologia está na origem de cerca de sete por cento das
mortes de crianças entre um mês e um ano, logo depois do paludismo,
indicaram os investigadores.
Os adultos com mais de 65 anos com o
sistema imunitário enfraquecido estão também vulneráveis ao vírus, que
pode provocar infecções graves.
"Um grande número de doenças
infecciosas frequentes nas crianças é evitável graças à vacinação, à
excepção das infecções provocadas pelo vírus sincicial, contra o qual
nenhuma vacina havia sido desenvolvida até agora, apesar de dezenas de
esforços", revelou o director do Instituto, Anthony Fauci.
"Os
trabalhos sobre esta vacina experimental marcam um passo importante.
Permitem uma forte protecção nos animais de laboratório", acrescentou em
comunicado, sublinhando igualmente que a técnica utilizada pode ser
aplicada para desenvolver vacinas contra outras doenças virais,
incluindo o VIH, o vírus responsável pela Sida.
Esta técnica, dita
de "biologia estrutural", que examina o pato-gene ao nível atómico,
permite descobrir uma proteína do vírus anexada a um anticorpo humano a
partir do qual é possível fabricar a vacina testada em ratos e macacos.
Lusa/SOL
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