sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Imunoterapia no cancro eleita pela Science como avanço mais importante de 2013

Imunoterapia no cancro eleita pela Science como avanço mais importante de 2013

O uso da imunoterapia para combater o cancro foi o avanço científico mais significativo em 2013, revela o «ranking» anual da revista Science sobre as dez descobertas mais importantes, hoje divulgado.

Diversos ensaios clínicos de imunoterapia - um tratamento que atua sobre o sistema imunitário, incluindo os linfócitos T, para que ataque os tumores - revelaram-se muito promissores, sobretudo contra os cancros agressivos, como o melanoma, segundo os responsáveis da última edição deste ano da revista, que sai hoje para as bancas.
Um grande número dos avanços em imunoterapia do cancro remonta à descoberta, no final dos anos 80, por investigadores franceses, de um recetor nas células T, que as impede de atacar os tumores cancerígenos com toda a sua força.
Diário Digital / Lusa

Diário Digital

Cientistas conseguiram reverter envelhecimento em ratos nos EUA

Cientistas conseguiram reverter envelhecimento em ratos nos EUA

Cientistas australianos e norte-americanos conseguiram reverter o envelhecimento muscular em ratos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e esperam poder realizar testes semelhantes com humanos no final de 2014, informou hoje a imprensa da Austrália.

A equipa liderada por David Sinclair, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), e que realizou esta investigação na Universidade de Harvard, desenvolveu um composto químico que poderá permitir que uma pessoa de 60 anos se sinta como uma de 20 anos.
Esse composto químico deu maior energia aos ratos, tonicidade aos músculos, reduziu as inflamações e melhorou significativamente a sua resistência à insulina.
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ECONÓMICO

 É uma história própria da época natalícia. Um cidadão canadiano ganhou a lotaria e resolveu doar a totalidade do prémio, cerca de 27 milhões de euros, a instituições de solidariedade.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Educação rss

Reitoria do Porto promete pronunciar-se sobre prova dos professores

Helena Teixeira da Silva
 
Um grupo de professores licenciados na Universidade do Porto solicitou esta quarta-feira uma audiência com o reitor da Universidade do Porto (UP), exigindo conhecer a validade da licenciatura cumprida naquela instituição de ensino superior. "Se o diploma não servir para acedermos ao mercado de trabalho, como julgámos, vamos exigir a devolução das propinas", explicou ao JN, antes da reunião, o professor João Martins, licenciado pela Faculdade de Letras na UP.
O grupo de cerca de vinte docentes acabou por ser recebido às 16 horas pela vice-reitora da UP, Maria de Lurdes Fernandes, que lhes assegurou que a instituição irá "pronunciar-se publicamente sobre o assunto".
"Estivemos duas horas a discutir os pressupostos e as implicações da prova de avaliação de capacidades e conhecimentos (PACC) no diploma da licenciatura", revelou João Martins, confessando ter ficado "satisfeito" com o desfecho. "Temos a promessa de que a reitoria irá reunir com todas as faculdade da UP e avaliar a PACC. E que, depois disso, irá manifestar publicamente a sua posição".

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


i
Alemanha. Cortes retroactivos nas pensões proibidos 
 
Por Margarida Bon de Sousa 
 
Tribunal constitucional alemão considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Tribunal Europeu dos Direitos do Homem segue a mesma linha
O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelo que os governos não podem alterá-las retroactivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

domingo, 15 de dezembro de 2013

SOL
Poesia está de novo nas ruas sob a face de angústia colectiva, diz Maria Velho da Costa

14 de Dezembro, 2013
A escritora Maria Velho da Costa afirmou hoje que a poesia está actualmente nas ruas portuguesas sob "a terrível face de angústia colectiva" e vincou que todos os regimes totalitários consideram "perigosa" a literatura.
Estas ideias foram transmitidas por Maria Velho da Costa, após receber o Prémio Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores, na Cultugest - cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, e do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, ao qual a escritora não se referiu quando apresentava os agradecimentos.
"Aguentei os desconcertos do 'verão quente' de 1975 e suas sequelas. A poesia já não estava na rua, nem voltou a estar, excepto hoje sob a sua terrível face de angústia colectiva", disse Maria Velho da Costa no final do seu discurso.
No final da cerimónia, a escritora aprofundou essa referência e explicou aos jornalistas como encara a situação social actual do país.
"As manifestações são uma forma de poesia de rua - uma poesia negra, tristíssima. É a voz do povo como foi no 25 de Abril", defendeu.
Na sua intervenção, Maria Velho da Costa surpreendeu boa parte dos presentes na cerimónia ao dizer que pretendia abandonar o labor da escrita, mas nunca a sua ligação profunda à literatura.
No entanto, instantes depois, já em declarações aos jornalistas, a escritora relativizou o alcance da sua ideia de parar de escrever, usando então o humor para frisar que essa sua posição vale tanto como "o irrevogável" do actual vice-primeiro-ministro Paulo Portas.
Num discurso curto, que antecedeu o do Presidente da República, Maria Velho da Costa salientou que a literatura não é só a escrita, mas, igualmente, "o poder da palavra e o seu gosto, descrita ou dita por aqueles que a falaram, escreveram e inscreveram em nós um modo de ser para a escrita".
"A literatura é por certo uma arte, um ofício, com o seu tempo de aprendizagem, treino, de escuta incansável, mas também a palavra no tempo, na história, no apelo do entusiasmo do que pode ser lido ou ouvido, a busca da beleza ou da exactidão ou da graça do sentir", disse, antes de aludir ao carácter repressivo dos regimes totalitários.
"Os regimes totalitários sabem que a palavra e o seu cume de fulgor, a literatura e a poesia, são um perigo. Por isso queimam, ignoram e analfabetizam, o que vem dar à mesma atrofia do espírito, mais pobreza na pobreza", acrescentou.
Lusa/SOL

sábado, 14 de dezembro de 2013

Ivo Margarido 14 de Dezembro de 2013 20:25
Os países onde há confiabilidade são mais prósperos …

Os países com maior proporção de pessoas confiáveis são mais prósperos. Por isso, nesses países ocorrem mais transações económicas criando mais riqueza, diminuindo assim a pobreza … compreendendo a química da confiabilidade é possível aliviar a pobreza.

O que motiva o nosso desejo de nos comportarmos moralmente? O neuro economista Paul Zak mostra porque acredita que a oxitocina é responsável pela confiança, pela empatia e por outras emoções que ajudam a construir uma sociedade estável.

É a empatia que nos liga às outras pessoas. É a empatia que nos faz ajudar as outras pessoas. É a empatia que nos torna pessoas morais.

 https://www.facebook.com/groups/maisiniciativa/permalink/672272296127780/

Governo grego fornece luz grátis para lutar contra os "Robin dos Bosques"

 

O Governo grego pretende fornecer energia grátis  às famílias incapazes de a pagar, numa medida de combate aos movimentos  sociais que estabelecem ligações ilegais e que agora desconfiam da nova  iniciativa do executivo.    

Com o frio do inverno a aproximar-se e ao fim de seis anos de crise,  os problemas de milhares de famílias gregas para fazer face à fatura de  eletricidade tornaram-se mais prementes. 
Em 2013, segundo dados da operadora grega de distribuição de eletricidade  HEDNO citados pela agência EFE, concretizaram-se 350.000 interrupções de  abastecimento por falta de pagamento pelos clientes. 
O facto levou vários movimentos sociais, imitando o lendário Robin dos  Bosques, a tomar a iniciativa de ligar de novo à rede os lares que haviam  ficado sem corrente. 
"Ao princípio não sabíamos como o fazer, mas os próprios eletricistas  que vão cortar a luz ensinaram-nos ", explicou Yorgos Bakayannis, da associação  "Den plirono" (Não pago), um dos grupos que, desde o início da crise, devolve  a corrente às casas e que protagonizou outras ações, como saltar as portagens  nas autoestradas. 
De acordo com informação do laboratório de ideias VaasaETT, a Grécia  está no topo dos países europeus cuja população é incapaz de pagar as suas  contas de eletricidade, com cerca de 32% de habitações. 
Para fazer frente a este problema social, o executivo grego comprometeu-se  a restabelecer o abastecimento elétrico a pessoas que não podem suportar  as faturas e que não foram, apesar disso, incluídas no programa social que  subsidia até 70% o custo da luz em 470.000 lares. 
Com a medida, as autoridades pretendem também travar o crescente roubo  de eletricidade e o aumento da contaminação atmosférica provocada pela queima  de objetos como meio de combater o frio. 
Perante a falta de eletricidade, muitas pessoas usam portas e todo o  tipo de móveis para fazer fogo, motivo pelo qual nas ruas das principais  cidades se sente o cheiro a madeira queimada. 
Segundo o ministro grego da Energia e Meio Ambiente, Yannis Maniatis,  na semana passada foi restabelecida a corrente em 4.000 casas, de forma  gratuita. 
Em declarações à agência espanhola EFE, o porta-voz do Ministério, Panayotis  Dimu, assegurou que os beneficiários do plano governamental serão "cerca  de 15.000 pessoas apoiadas regularmente nas cantinas sociais". 
Proporcionar-lhes eletricidade a custo zero representará para o Estado,  de acordo com Dimu, um gasto anual entre quatro a cinco milhões de euros,  que serão obtidos com a cobrança de 50 cêntimos euros extra por ano na fatura  da luz a oito milhões casas e empresas. 
O coletivo "Den plirono" desconfia que a medida não vai resolver esta  grave situação. 
"Não é verdade que pagando 50 cêntimos se vá resolver o problema, porque  desde 2010 que já temos um imposto na fatura da luz destinado a este fim  e não serviu para nada", assegura Bakayannis. 
Tão pouco parece convencido da medida o autarca de Salónica, o independente  Yannis Butaris, que a classifica de "estupidez", já que, em sua opinião,  não servirá para ajudar as famílias. 
 Só em Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, há 15.000 lares sem  eletricidade. 
Lusa
Ps: É claroque a boa notícia são os "Robin dos boasque"...

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Saúde rss

Equipa da MAC realizou primeira cirurgia fetal em Portugal

 
Uma equipa da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, realizou, na quarta-feira, a primeira cirurgia fetal em Portugal, ao laquear, no útero, os vasos sanguíneos que estavam a comprometer a vida de um feto com 25 semanas de gestação.
 
foto Jorge Amaral / Global Imagens
Equipa da MAC realizou primeira cirurgia fetal em Portugal
Equipa da MAC realizou cirurgia
 
O ginecologista e obstetra Álvaro Cohen, que realizou a intervenção, explicou à Agência Lusa que esta foi necessária porque um dos gémeos desenvolveu-se sem coração.
Por esta razão, o feto saudável estava a bombear sangue para os dois, correndo o risco de entrar em insuficiência cardíaca e morrer ou nascer com 25 semanas de gestação, com todos os riscos inerentes.
A equipa da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que pertence ao Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), conseguiu, através de uma agulha com um fibrolazer, laquear os vasos sanguíneos que estavam a levar o sangue para o feto sem órgãos.
Com esta intervenção no útero, o feto sem coração ficou sem vascularização e agora vai ser reabsorvido pelo organismo.
Segundo Álvaro Cohen, esta é "uma cirurgia com riscos", mas foi a única alternativa, pois a manter-se a situação o coração do feto saudável não iria aguentar e poderia entrar em insuficiência cardíaca, morrer, ou obrigar a um parto com 25 semanas.
O médico, especialista em Diagnóstico Pré Natal, disse que já falou com a mãe - que foi para casa umas horas após a intervenção - e que esta se encontra bem.
A grávida só teve conhecimento de que um dos fetos não tinha órgãos às 23 semanas de gestação, pois até então julgava que este estava morto.
A intervenção foi realizada no Hospital da Força Aérea por este ter o equipamento necessário (fibrolazer).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013


PÚBLICO

Assistente social homenageado deixou medalha no Parlamento

Prémio Direitos Humanos entregues no Parlamento.
José António Pinto pediu políticas que não façam mal às pessoas Paulo Pimenta
O assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto, que foi nesta terça-feira homenageado na Assembleia da República propôs trocar a medalha de ouro por políticas que não causem mais estrago na vida dos que deixaram de dar lucro.
José António Pinto foi um dos homenageados no âmbito do Prémio Direitos Humanos, anualmente entregue pela Assembleia da República, tendo aproveitado para dedicar a medalha de ouro dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos seus utentes e aos seus pobres.
Perante uma plateia de várias dezenas de pessoas, entre a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o júri do prémio e vários deputados, o assistente social disse estar disposto a trocar aquela medalha de ouro por outro desenvolvimento económico.
“Deixo ficar esta medalha no Parlamento se os senhores deputados me prometerem que, futuramente, as leis aprovadas nesta casa não vão causar mais estragos na vida daqueles que, por terem deixado de dar lucro, são hoje considerados descartáveis”, disse José António Pinto, tendo recebido um forte aplauso.
Aproveitou para lembrar que enquanto fala, mais de 120 mil pessoas deixaram já Portugal, cerca de meio milhão de crianças perdeu o abono de família, 140 mil jovens estão desempregados e a maior parte dos idosos recebem uma reforma “miserável”.
“Quero emprego com direitos para criar riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada do que os mercados, quero que o interesse colectivo e o bem comum tenham mais força do que os interesses de meia dúzia de privilegiados”, defendeu, tendo sido novamente muito aplaudido.

Nota do blogue: Os aplausos demonstram o cinismo e falta de vergonha que enxameia aquela casa.