segunda-feira, 24 de março de 2014

Selecções do Reader's Digest
DAR SEM ESPERAR RETORNO
Uma festa para recordar 
 
O dia 15 de setembro de 2013 era o dia perfeito para um casamento em Atlanta - sol e 25°C. Tamara Fowler tinha planeado casar-se nesse dia. Só que um mês antes do casamento, telefonou aos pais, em Roswell, na Georgia, a dizer-lhes que cancelara o casamento. Os pais, Willie e Carol Fowler, ficaram «devastados», lembra Carol. Por que razão, então, nesse mesmo dia de setembro, estão Willie, Carol e Tamara a comer, a beber e a dançar, entre centenas de foliões no Villa Christina, em Atlanta? 
 
É que quando Willie e Carol enfrentaram a perspetiva de perder 75 do valor da caução depositada na conta daquele restaurante italiano caríssimo que tinham reservado para o copo-d'água da filha, Willie teve uma ideia - e quando Carol ligou para o sítio a desmarcar, o marido impediu-a. «Vamos fazer a minha festa de anos e convidamos os sem-abrigo!», resumiu Willie, que fazia 70 anos a 16 de setembro. 
 
Assim, Carol acabou por telefonar para uma instituição sem fins lucrativos e pediu-lhes para alargar o convite a todas as famílias locais em dificuldades: ao todo, apareceram 237 homens, mulheres e crianças. 
 
Durante o cocktail, as crianças brincaram no enorme relvado do restaurante e beberam limonada cor-de-rosa. No pátio exterior, os adultos debicavam entradas como tapas de camarão com coco, minifolhados com salada de galinha e miniaturas de massa com queijo. Depois do jantar, terminaram a noite a dançar no salão. «Os nossos convidados disseram-nos que tiveram a melhor refeição de sempre!», conta Carol. 
 
A dada altura, Tamara abraçou a mãe e sussurrou-lhe: «Ainda bem que conseguimos ajudar todas estas pessoas em vez de deitarmos tudo isto fora.» Segundo diz Carol: «Esta experiência enriqueceu-nos muito mais do que imaginámos.» 
 
Alyssa Jung

Sapo SAÚDE

Cientistas australianos descobrem como as células cancerígenas enganam organismo

Células cancerígenas emitem molécula que impede sistema imunitário de combater o cancro

24 de março de 2014

Uma equipa de cientistas australianos acredita ter descoberto a forma como as células cancerígenas enganam o sistema imunológico do organismo, levando-o a pensar que são inofensivas, noticiou hoje a cadeia australiana SBS.

A descoberta permite uma maior compreensão da forma como os glóbulos brancos, também conhecidos por "células assassinas", distinguem as células inofensivas das doentes e poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para os cancros mais agressivos e avançados, segundo o investigador principal do projeto, Mark Smyth.

"Diz-nos algo que não sabíamos antes. E tem também implicações nos vírus", disse Smyth, do Instituto Berghofer de Investigação Médica de Queensland (QIMR/Queensland Institute of Medical Research - Berghofer), na Austrália.

"Essencialmente mostra que o cancro 'sequestra' o sistema de reconhecimento e ativação imunológica, o que lhe permite espalhar-se pelo corpo", acrescentou, considerando a descoberta "muito entusiasmante".

"Passei grande parte da minha carreira a tentar convencer as pessoas de que o sistema imunológico reage ao cancro", sublinhou, acrescentando: "O nosso trabalho é importante, mas apenas uma pequena parte do retrato completo".

Os investigadores identificaram uma proteína conhecida como CD96, que se encontra nos glóbulos brancos e que tem como função evitar que as "células assassinas" ataquem os tecidos saudáveis.

Molécula inibe sistema imunitário

Contudo, os cientistas descobriram que as células cancerígenas emitem uma molécula, reconhecida pela CD96, que impede as 'células assassinas' de reagirem.

A equipa conseguiu provar a sua teoria com experiências em laboratório. O próximo passo é fazer testes em células humanas.

"Se resultar, faz sentido desenvolver anticorpos para bloquear a proteína CD96", disse Smyth, cuja descoberta foi publicada no jornal Nature Immunology.

sábado, 22 de março de 2014


Sapo SAÚDE

O chocolate negro faz mesmo bem à saúde

O chocolate negro faz mesmo bem à saúdeFibras do cacau são importantes para o combate de doenças como o cancro do colón

21 de março de 2014

Muitos outros estudos já publicados mostravam os benefícios do chocolate negro, mas as razões continuavam por desvendar. 

Mas no encontro anual da American Chemical Society, em Dallas, John Finley, professor e investigador da Universidade do Estado do Louisiana, afirmou “que alguns dos componentes do cacau são muito bons para saúde”.

Finley e Maria Moore, aluna e investigadora deste projeto, decidiram perceber de que forma as fibras não digeríveis do cacau, que vão directamente para o cólon, têm impacto no organismo.

Desta forma, os investigadores recorreram a um modelo de sistema digestivo similar ao do humano e concluíram que as fibras do cacau, depois de fermentarem, transformavam-se em ácidos gordos de cadeia curta, “a comida preferida das células do cólon”, explicou Finley.

“Existem dois tipos de bactérias no intestino, as boas e as más. As bactérias boas, tais como Bifidobacterium e a bactéria do ácido láctico, adoram chocolate. Quando comes chocolate preto, elas crescem e fermentam, produzindo componentes anti-inflamatórias”, explicou Moore no encontro.

Finley e Moore concluiram que a combinação do teor de fibra do cacau com os ingredientes não digeridos dos alimentos pode contribuir para a saúde, criando maior resistência ao cancro do cólon e à doença inflamatória do intestino.

SAPO Saúde

quinta-feira, 20 de março de 2014

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 França proibiu cultivo de milho transgénico da Monsanto

Num decreto-lei hoje publicado, o governo justifica a decisão de proibir a variedade de milho Mon 810 dizendo que o seu cultivo, "sem medidas de gestão adequadas, representaria riscos graves para o ambiente O governo francês proibiu o cultivo do milho transgénico da multinacional Monsanto, autorizado pela União Europeia, a algumas semanas da cimeira de líderes e quando é esperada a apresentação de um projeto-lei, em abril.
 Num decreto-lei hoje publicado, o governo justifica a decisão de proibir a variedade de milho Mon 810 dizendo que o seu cultivo, "sem medidas de gestão adequadas, representaria riscos graves para o ambiente, assim como perigo de propagação de organismos danosos". O documento refere várias vezes o "princípio de precaução" e as "incertezas" sobre as consequências da presença deste milho geneticamente modificado. O executivo francês recorda que este tipo de milho foi autorizado pela UE em 1998 com base numa diretiva europeia de 1990 que considera ter um nível de exigência "muito mais débil" na avaliação de riscos do que a lei que a substituiu em 2001. 
De qualquer modo, o governo acrescenta que a Comissão Europeia está a preparar uma alteração àquela diretiva, uma matéria em debate com os Estados membros. 
A decisão governamental surge depois de a Associação Geral dos Produtores de Milho francesa ter anunciado a intenção de alguns agricultores de recorrer este ano ao milho transgénico autorizado pela UE. 
 A França já tem defendido a necessidade de alterar os procedimentos europeus de autorização dos organismos geneticamente modificados (OGM) para torná-los mais exigentes e permitir que, em última instância, seja cada país a decidir. 
 A cimeira de líderes europeus está marcada para 20 e 21 de março. 
 *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa

segunda-feira, 17 de março de 2014

VISÃO

Dez bons motivos para comer chocolate

Milhares de voluntários vão tomar comprimidos de chocolate durante quatro anos para testar o efeito dos seus nutrientes na prevenção de ataques cardíacos e AVC

 
Dez bons motivos para comer chocolate
Invejoso? Saiba que os comprimidos da investigação que acaba de ser lançada pelo Instituto Norte-Americano do Coração, Pulmões e Sangue, em parceria com a empresa de chocolate Mars, contêm apenas doses muito concentradas dos nutrientes presentes no chocolate. Ou seja, não têm, açúcar, nem gordura, nem sabor.
Conheça dez benefícios do chocolate negro para a saúde, sem abdicar do seu sabor delicioso:
  1. Saúde cardíaca: o novo estudo pretende expandir investigações anteriores que demostraram os benefícios dos flavonoides de cacau, os nutrientes essenciais do chocolate negro, no colesterol, pressão arterial, circulação sanguínea e outros fatores relacionados com a saúde cardíaca.
  2. Anti-envelhecimento: os antioxidantes presentes no chocolate amargo libertam o corpo de substâncias causadoras de alterações nas células, que acabam por acelerar o seu envelhecimento. A oxidação das células pode ainda traduzir-se em doenças graves como alguns tipos de cancro, problemas cardiovasculares e infeções.
  3. Bem estar psicológico: o chocolate contém várias componentes associadas a uma melhoria do humor, incluindo feniletilamina, o mesmo químico produzido pelo cérebro quando nos sentimos apaixonados, que por sua vez contribui para a libertação de endorfinas e a aumento do nível de serotonina, que agem como antidepressivos.
  4. Beleza: utilizado em massagens, máscaras e outros cosméticos, quando aplicado na pele o chocolate é extremamente hidratante.
  5. Melhoria da função cognitiva: o chocolate contribui para uma melhor oxigenação no cérebro e ajuda a melhorar a função cognitiva e fluência verbal nos idosos. Além disso, contém cafeina e teobromina, substâncias estimulantes.
  6. Prevenção da pré-eclâmpsia durante a gravidez: Uma investigação da universidade de Yale sugere que as mulheres que comam chocolate, em pequenas quantidades, pelo menos cinco vezes por semana, estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que o consomem menos de uma vez.
  7. Nutrição: o chocolate negro contém vitaminas e minerais essenciais, tais como potássio, cobre, ferro e magnésio. É também rico em fibras, potássio, fósforo e selénio.
  8. Anti-stress: vários estudos ligam o consumo de chocolate a uma redução significativa nos níveis hormonais de cortisol, associado ao stress.
  9. Emagrecimento: "Coma Chocolate, Perca Peso" é o novo livro do neurocientista Will Clower, que defende o consumo diário de chocolate negro enquanto contributo para a sensação de saciedade e ajuda na perda de peso.
  10. Desgaste físico: por conter carboidratos e proteínas, dois estudos realizados por cientistas da Universidade do Texas concluíram que o leite com chocolate é a melhor bebida recuperar depois da atividade física.
No que toca a saúde, quanto mais puro melhor, pelo que se recomenda o chocolate negro com pelo menos 70% de cacau.

domingo, 16 de março de 2014

EXPRESSO

Doença de Parkinson mais perto da cura

Investigadora da Universidade de Coimbra conquista o Prémio Janssen Neurociências 2014, no valor de 50 mil euros.
Virgílio Azevedo
Um novo alvo terapêutico na doença de Parkinson, relacionado com o tráfego intracelular nos neurónios, foi identificado por Sandra Morais Cardoso depois de uma investigação desenvolvida durante três anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
A professora da Faculdade de Medicina da universidade vai receber na próxima semana o Prémio Janssen Neurociências, no valor de 50 mil euros, pelo trabalho de investigação que levou a esta descoberta pioneira a nível mundial, que abre novas perspetivas para o tratamento de uma doença que atinge mais de 20 mil portugueses e regista quase dois mil novos casos por ano.
Não é ainda a descoberta de um novo medicamento, mas antes a identificação de um novo mecanismo celular associado à doença, relacionado com o mau funcionamento dos canais no interior dos neurónios, que poderá levar no futuro a um tratamento mais eficaz.

terça-feira, 11 de março de 2014

Destak
 Dispositivos médicos

O milagre da miniaturização

11 | 03 | 2014 
O pacemaker do futuro, pouco maior que uma cápsula, pode estar disponível no mercado já no próximo ano.
Carla Marina Mendes
Tem como homónimo um carro e as semelhanças não se ficam pelo nome. O Micra, um pacemaker que deve chegar em breve ao mercado, não funciona a gasolina, nem tão pouco tem como propósito o transporte de passageiros, mas orgulha-se, à semelhança do automóvel, de ser pequeno. Ou melhor, o mais pequeno do mundo. E o tamanho é aqui muito importante. Que o digam os doentes.
Foi na Suíça, conhecida pela arte da relojoaria, que o Destak conheceu este novo avanço na área dos dispositivos médicos. E não é por acaso que a terra dos helvéticos foi escolhida para lhe servir de berço. É que, à semelhança dos relógios, fabricar um Micra exige uma minúcia e precisão difíceis de descrever. Da fábrica da Medtronic em Tolochenaz, à beira do Lago Genebra, com o Mont Blanc como pano de fundo, já saíram mil destes aparelhos, do diâmetro de uma moeda de um euro e pouco maiores do que uma cápsula, que se encontram atualmente em ensaios clínicos em humanos.
Estudos que se destinam a avaliar a sua eficácia e segurança e que incluem 780 doentes em cerca de 50 instituições médicas. E apesar de ainda não estarem concluídos, os resultados mais recentes alimentam a quase certeza de que estará disponível antes do fim do próximo ano.
Menor é melhor
O Micra não se vê, ao contrário do tradicional pacemaker, que precisa de uma pequena ‘bolsa’ recortada na pele para lhe servir de suporte. Não obriga a quaisquer cortes, já que é depositado no interior do coração por um cateter, introduzido através da veia femoral (pela virilha), ‘agarrando-se’ com os ganchos de que dispõe. E não tem os tradicionais fios para ligar ao coração, potenciais fontes de complicações. Mas deixa a promessa de manter o músculo que comanda a vida a bater no ritmo, graças a uma bateria com dez anos de duração.
Características que o tornam mais fácil de colocar, reduzindo os recursos necessários, o tempo da intervenção e recuperação e eliminando riscos de eventuais infeções resultantes do corte que é obrigatório fazer.
Ajudar no bater do coração
Bem distante dos primeiros pacemakers, aparelhos enormes em complexidade e tamanho e com ligação à corrente, o que tornava a vida dos doentes dependentes das flutuações elétricas – quando faltava a luz o aparelho deixava de funcionar –, os atuais dispositivos são pequenos, tendo um volume de cerca de 12 centímetros cúbicos. Para além da bateria, os cerca de oito mil pacemakers que são todos os anos implantados em Portugal contêm um gerador de impulsos e um circuito eletrónico semelhante a um pequeno computador, tendo como missão produzir estímulos elétricos capazes de tratar os ritmos cardíacos anormais.
Quando a potência é inversamente proporcional ao tamanho
A miniaturização dos dispositivos deixou de ser um exclusivo dos filmes futuristas. E embora o Micra não esteja ainda disponível, em Portugal já foi implantado um dispositivo de monitorização cardíaca 80% menor que os dispositivos atualmente disponíveis. Pode ser mais pequeno, mas é mais potente, possibilitando uma monitorização contínua ao longo de três anos. E como se isto não bastasse, faz-se acompanhar por um sistema sem fios que permite uma avaliação à distância e o envio de notificações perante a presença de determinadas arritmias cardíacas.

segunda-feira, 10 de março de 2014

EXPRESSO

Identificado fármaco que previne doença incurável

Investigação feita na Universidade do Minho incidiu sobre a doença de Machado-Joseph, uma patologia neurodegenerativa hereditária e incurável que afeta milhares de pessoas.
Bárbara Matias

Patrícia Maciel, coordenadora da investigação, em declarações ao Expresso explica que "os resultados servem para comprovar que o 'alvo' a que se dirige o fármaco é um bom alvo a atingir, mas é necessário melhorar as 'armas' a utilizar, desenvolvendo compostos com a mesma ação e com menos efeitos secundários".  
"Felizmente, há já algumas empresas farmacêuticas a trabalhar neste sentido e nós estamos a trabalhar ativamente com uma delas para testar esses novos fármacos", acrescenta.
A investigadora de 42 anos começou a estudar a doença de Machado-Joseph há 20 anos. "Comecei a estudar a patologia antes de ser identificado o gene causador, precisamente com o objetivo de o identificar e daí avançar para compreender melhor a doença e eventualmente conseguir tratá-la", conta.  
O estudo, agora publicado na prestigiada revista "Neurotherapeutics", foi desenvolvido com ratos de laboratório. "Os ratinhos apresentam uma progressiva descoordenação motora, perda de força e neurónios, bem como uma agregação da proteína ataxina-3 mutada em várias regiões do cérebro", explica Patrícia Maciel. 
Este modelo, que reproduz fielmente a doença, constitui uma importante ferramenta para testar novas estratégias terapêuticas.

Doença incurável e hereditária

A doença de Machado-Joseph é uma patologia neurodegenerativa hereditária incurável causada por uma mutação no gene ATXN3. Caracteriza-se sobretudo pela descoordenação dos movimentos corporais.
Este desequilíbrio pode ter interferências na coordenação dos dedos, mãos, braços e pernas, nos movimentos oculares e no mecanismo de deglutição. 

domingo, 9 de março de 2014

Esther: a porca maravilha que motivou os donos a criarem um refúgio para suínos

Os mini porcos estão na moda. Como tal, Derek Walter e Steve Jenkins, um casal de Toronto resolveu adoptar um destes animais. Porém, tal como muita gente já foi enganada na compra destes animais de estimação, também este casal foi enganado e, em vez de adoptar um mini porco, acolheu um porco doméstico normal.
Esther, assim lhe chamaram. Esta porca doméstica foi rejeitada pela quinta onde nasceu, no Verão de 2012. Derek e Steve souberam do caso e resolveram acolher o animal, pensando que se tratava de um mini porco. Contudo, com o passar do tempo, o animal continuou a crescer, até adquirir as proporções de um porco doméstico normal.
Quando descobriram que afinal o animal não era um mini porco, este casal não se conseguiu desfazer do animal, que já pertencia à família, assim como os cães e gatos que já tinham.
Com mais de um ano e meio e 180 quilos, Esther – que já é um fenómeno na internet – motivou os donos a mudarem de estilo de vida: Derek e Steve tornaram-se vegetarianos. Agora, depois de descobrirem o quão magnífico pode ser um porco, estes dois canadianos pretendem abrir um refúgio para animais esta primavera.
“A ideia é construir um ambiente que seja acessível e interessante o suficiente para atrair visitantes”, afirma Steve Jenkins, citado pelo Dodo. “Queremos albergar principalmente porcos mas esperamos ter capacidade para acolher todo o tipo de animais de quinta. Esperamos ser capazes de manter um celeiro com todos ou quase todos os porcos ou uma espécie de casa com chão limpo, cobertores e não feno. Qualquer coisa que estimule a inteligência dos animais e leve as pessoas a considerarem-nos de forma diferente”.
A ideia para a criação do refúgio surgiu da sensação de que este poderia proporcionar mais espaço a Esther para brincar. Porém, Derek e Steve indicam que educar os visitantes é a primeira motivação do projecto. “Ver a Esther a brincar tal como os nossos cães foi a chave para desencadear o projecto. Rapidamente percebemos que os porcos não são animais idiotas, como se pensa, e queremos introduzir os visitantes a esta realidade de uma forma suave. Não queremos encher os visitantes com propaganda vegetariana nem a favor dos direitos dos animais, queremos estimular esses aspectos através do contacto directo com os animais”.
A longo prazo, estes dois canadianos esperam que o seu refúgio se torne num local único, que as pessoas queiram visitar não só para ver os animais mas também para brincar e aprender com eles. “É uma tarefa enorme e os nossos objectivos são muito agressivos, sabemos disso. Mas isto tornou-se mais numa missão do que num sonho e vamos cumprir essa missão”, afirma Jenkins.
Esther: a porca maravilha que motivou os donos a criarem um refúgio para suínos (com FOTOS)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As cinco coisas de que as pessoas mais se arrependem antes de morrer

3 de Fevereiro, 2012

Bronnie Ware é uma enfermeira australiana que durante vários anos trabalhou numa unidade de cuidados paliativos para doentes terminais. No seu blog – Inspiration and Chai – compilou as cinco coisas que as pessoas à beira do fim mais se arrependem de não ter feito.
Ware afirma que as pessoas «crescem imenso quando confrontadas com a sua mortalidade» e que cada indivíduo passa por uma «grande variedade de emoções», «negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, eventualmente, aceitação».
Quando questionados sobre o que gostariam de ter feito de forma diferente em vida, os pacientes repetiam frequentemente os temas. Essas respostas foram compiladas e deram origem ao livro 'The Top Five Regrets of The Dying'.
Aqui fica um resumo dos principais arrependimentos das pessoas no leito de morte, tais como foram testemunhados por Bronnie Ware.

Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros. «Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas se apercebem de que a sua vida esta a chegar ao fim e olham para trás, percebem quantos sonhos ficaram por realizar. (…) A saúde traz consigo uma liberdade de que poucos se apercebem que têm, até a perderem».

Quem me dera não ter trabalhado tanto. «Este era um arrependimento comum em todos meus pacientes masculinos. Arrependiam-se de terem perdido a infância dos filhos e de não terem desfrutado da companhia das pessoas queridas. (…) Todas as pessoas que tratei se arrependiam de terem passado muita da sua existência nos ‘meandros’ do trabalho».

Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos. «Muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos, para se manterem em paz com as outras pessoas. Como resultado disso, acostumaram-se a uma existência medíocre e nunca se transformaram nas pessoas que podiam ter sido. Muitos desenvolveram doenças cujas causas foram a amargura e ressentimento que carregavam como resultado dessa forma de viver».

Quem me dera ter mantido contacto com os meus amigos. «Muitas vezes as pessoas só se apercebem dos benefícios de ter velhos amigos quando estão perto da morte e já é impossível voltar a encontrá-los. (…) Muitos ficam profundamente amargurados por não terem dedicado às amizades o tempo e esforço que mereciam. Todos sentiam a falta dos amigos quando estavam às portas da morte».

Quem me dera ter-me permitido ser feliz. «Muitos só perceberam no fim que a felicidade era uma escolha. Mantiveram-se presos a velhos padrões e hábitos antigos. (…) O medo da mudança fê-los passarem a vida a fingirem aos outros e a si mesmos serem felizes, quando, bem lá no fundo, tinham dificuldade em rir como deve ser».
SOL