quarta-feira, 2 de abril de 2014


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Portugal

Prémios Nobel apadrinham em Coimbra o primeiro centro de ensaios clínicos fase I

O CHUC, criado na sequência da agregação de várias unidades hospitalares de Coimbra, congrega, além daqueles dois hospitais centrais, o Hospital Pediátrico, três hospitais psiquiátricos e duas maternidades
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) inaugura na sexta-feira, com a presença de vários prémio Nobel, o primeiro Centro Nacional de Ensaios Clínicos do Serviço Nacional de Saúde que vai fazer testes maioritariamente em pessoas saudáveis.
Os ensaios de fase I visam, essencialmente, o estudo da segurança dos medicamentos e têm tradicionalmente como população alvo voluntários saudáveis.
"Este centro é muito importante por três razões. Em primeiro, porque coloca o CHUC e o país na vanguarda da inovação e da investigação sob ensaios clínicos e dispositivos médicos e tecnologias inovadoras", disse à agência Lusa o presidente do CHUC, Martins Nunes.
Permitirá também, de acordo com Martins Nunes, às "empresas portuguesas que habitualmente faziam estes estudos no estrangeiro, que agora os possam fazer em Portugal".
Além disso, as empresas estrangeiras, que recorriam a outros países [para estes ensaios], podem agora fazê-lo em Portugal, apostando assim na riqueza para o país que o centro pode criar, sublinhou.
"Em terceiro lugar, na cadeia do desenvolvimento da inovação, permite-se que os doentes tenham acesso mais precocemente a medicamentos e a equipamentos inovadores", disse o responsável.
O investimento em infraestruturas é inferior a cem mil euros e todo apoiado por mecenas, explicou também.
A fase 1 dos ensaios clínicos assinala a experimentação de fármacos em seres humanos, pela primeira vez.
Estes ensaios focam-se principalmente na segurança e tolerância ao medicamento.
Nesta fase (num conjunto de cinco níveis), são estudadas as implicações em termos de segurança de determinadas moléculas para desenvolvimentos futuros.
A inauguração do centro de ensaios clínicos, que deverá contar também com a presença do ministro da Saúde, ocorre no contexto da realização de um evento científico, que contará com a presença de quatro laureados Nobel da Medicina e da Química e ainda investigadores nacionais, no âmbito do Nobel Day.
Os laureados são Bruce Beutler, Nobel em Medicina que desenvolverá uma conferência sobre o tema "Mutagénese aleatória para descobrir a função dos genes"; Tim Hunt, Nobel em Medicina, que produzirá uma conferência sobre "Como ganhar um Prémio Nobel: o controlo da divisão celular"; Jean-Marie Lehn, Nobel de Química, com o tema "Da matéria à vida: Química? Química!"; e Aaron Ciechanover, Nobel de Química, que falará sobre "A Revolução da Medicina Personalizada: Será que vamos curar todas as doenças? E a que preço?".
O CHUC, criado na sequência da agregação de várias unidades hospitalares de Coimbra, congrega, além daqueles dois hospitais centrais (Covões e HUC), o Hospital Pediátrico, três hospitais psiquiátricos (Sobral Cid, Arnês e de Lorvão) e duas maternidades (Daniel de Matos e Bissaya Barreto).

segunda-feira, 31 de março de 2014

VISÃO

Pode estar a caminho uma vacina contra o cancro da próstata

A descoberta de uma vacina que parece capaz de detetar e destruir as células cancerígenas é uma nova esperança no combate a uma doença que afeta cerca de 4 mil portugueses por ano


A pesquisa realizada pelo médico brasileiro Fernando Kreutz, da Universidade de Porto Alegre, teve como finalidade marcar as células "doentes", tornando-as "visíveis". O objetivo é que uma vez detetadas pelo sistema imunitário este consiga destruí-las. 
A vacina é fabricada a partir de células tumorais do doente que são posteriormente reproduzidas em laboratório. Posteriormente, através de radiação, são reentroduzidas no organismo do doente. A estrutura celular recebe uma substância moduladora que é administrada ao paciente e "o sistema imunológico reconhece isso e prolifera, multiplica essas células que vão destruir o tumor."
Em 2002 começaram a ser realizados testes com um grupo de 48 pacientes com idade média de 63 anos. Todo o grupo foi submetido ao tratamento convencional, com radioterapia e hormonas, mas a 26 deles foi também administrada a vacina. 
"No grupo de controle que recebeu o tratamento convencional, tivemos 19% de mortalidade, exatamente o que era esperado estatisticamente. No grupo vacinado, tivemos uma mortalidade de 9%", conta o médico."
A produção da vacina que pode revolucionar à àrea da saúde neste campo, ainda não tem, no entanto, data prevista.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Selecções do Reader's Digest
DAR SEM ESPERAR RETORNO
Uma festa para recordar 
 
O dia 15 de setembro de 2013 era o dia perfeito para um casamento em Atlanta - sol e 25°C. Tamara Fowler tinha planeado casar-se nesse dia. Só que um mês antes do casamento, telefonou aos pais, em Roswell, na Georgia, a dizer-lhes que cancelara o casamento. Os pais, Willie e Carol Fowler, ficaram «devastados», lembra Carol. Por que razão, então, nesse mesmo dia de setembro, estão Willie, Carol e Tamara a comer, a beber e a dançar, entre centenas de foliões no Villa Christina, em Atlanta? 
 
É que quando Willie e Carol enfrentaram a perspetiva de perder 75 do valor da caução depositada na conta daquele restaurante italiano caríssimo que tinham reservado para o copo-d'água da filha, Willie teve uma ideia - e quando Carol ligou para o sítio a desmarcar, o marido impediu-a. «Vamos fazer a minha festa de anos e convidamos os sem-abrigo!», resumiu Willie, que fazia 70 anos a 16 de setembro. 
 
Assim, Carol acabou por telefonar para uma instituição sem fins lucrativos e pediu-lhes para alargar o convite a todas as famílias locais em dificuldades: ao todo, apareceram 237 homens, mulheres e crianças. 
 
Durante o cocktail, as crianças brincaram no enorme relvado do restaurante e beberam limonada cor-de-rosa. No pátio exterior, os adultos debicavam entradas como tapas de camarão com coco, minifolhados com salada de galinha e miniaturas de massa com queijo. Depois do jantar, terminaram a noite a dançar no salão. «Os nossos convidados disseram-nos que tiveram a melhor refeição de sempre!», conta Carol. 
 
A dada altura, Tamara abraçou a mãe e sussurrou-lhe: «Ainda bem que conseguimos ajudar todas estas pessoas em vez de deitarmos tudo isto fora.» Segundo diz Carol: «Esta experiência enriqueceu-nos muito mais do que imaginámos.» 
 
Alyssa Jung

Sapo SAÚDE

Cientistas australianos descobrem como as células cancerígenas enganam organismo

Células cancerígenas emitem molécula que impede sistema imunitário de combater o cancro

24 de março de 2014

Uma equipa de cientistas australianos acredita ter descoberto a forma como as células cancerígenas enganam o sistema imunológico do organismo, levando-o a pensar que são inofensivas, noticiou hoje a cadeia australiana SBS.

A descoberta permite uma maior compreensão da forma como os glóbulos brancos, também conhecidos por "células assassinas", distinguem as células inofensivas das doentes e poderá levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para os cancros mais agressivos e avançados, segundo o investigador principal do projeto, Mark Smyth.

"Diz-nos algo que não sabíamos antes. E tem também implicações nos vírus", disse Smyth, do Instituto Berghofer de Investigação Médica de Queensland (QIMR/Queensland Institute of Medical Research - Berghofer), na Austrália.

"Essencialmente mostra que o cancro 'sequestra' o sistema de reconhecimento e ativação imunológica, o que lhe permite espalhar-se pelo corpo", acrescentou, considerando a descoberta "muito entusiasmante".

"Passei grande parte da minha carreira a tentar convencer as pessoas de que o sistema imunológico reage ao cancro", sublinhou, acrescentando: "O nosso trabalho é importante, mas apenas uma pequena parte do retrato completo".

Os investigadores identificaram uma proteína conhecida como CD96, que se encontra nos glóbulos brancos e que tem como função evitar que as "células assassinas" ataquem os tecidos saudáveis.

Molécula inibe sistema imunitário

Contudo, os cientistas descobriram que as células cancerígenas emitem uma molécula, reconhecida pela CD96, que impede as 'células assassinas' de reagirem.

A equipa conseguiu provar a sua teoria com experiências em laboratório. O próximo passo é fazer testes em células humanas.

"Se resultar, faz sentido desenvolver anticorpos para bloquear a proteína CD96", disse Smyth, cuja descoberta foi publicada no jornal Nature Immunology.

sábado, 22 de março de 2014


Sapo SAÚDE

O chocolate negro faz mesmo bem à saúde

O chocolate negro faz mesmo bem à saúdeFibras do cacau são importantes para o combate de doenças como o cancro do colón

21 de março de 2014

Muitos outros estudos já publicados mostravam os benefícios do chocolate negro, mas as razões continuavam por desvendar. 

Mas no encontro anual da American Chemical Society, em Dallas, John Finley, professor e investigador da Universidade do Estado do Louisiana, afirmou “que alguns dos componentes do cacau são muito bons para saúde”.

Finley e Maria Moore, aluna e investigadora deste projeto, decidiram perceber de que forma as fibras não digeríveis do cacau, que vão directamente para o cólon, têm impacto no organismo.

Desta forma, os investigadores recorreram a um modelo de sistema digestivo similar ao do humano e concluíram que as fibras do cacau, depois de fermentarem, transformavam-se em ácidos gordos de cadeia curta, “a comida preferida das células do cólon”, explicou Finley.

“Existem dois tipos de bactérias no intestino, as boas e as más. As bactérias boas, tais como Bifidobacterium e a bactéria do ácido láctico, adoram chocolate. Quando comes chocolate preto, elas crescem e fermentam, produzindo componentes anti-inflamatórias”, explicou Moore no encontro.

Finley e Moore concluiram que a combinação do teor de fibra do cacau com os ingredientes não digeridos dos alimentos pode contribuir para a saúde, criando maior resistência ao cancro do cólon e à doença inflamatória do intestino.

SAPO Saúde

quinta-feira, 20 de março de 2014

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 França proibiu cultivo de milho transgénico da Monsanto

Num decreto-lei hoje publicado, o governo justifica a decisão de proibir a variedade de milho Mon 810 dizendo que o seu cultivo, "sem medidas de gestão adequadas, representaria riscos graves para o ambiente O governo francês proibiu o cultivo do milho transgénico da multinacional Monsanto, autorizado pela União Europeia, a algumas semanas da cimeira de líderes e quando é esperada a apresentação de um projeto-lei, em abril.
 Num decreto-lei hoje publicado, o governo justifica a decisão de proibir a variedade de milho Mon 810 dizendo que o seu cultivo, "sem medidas de gestão adequadas, representaria riscos graves para o ambiente, assim como perigo de propagação de organismos danosos". O documento refere várias vezes o "princípio de precaução" e as "incertezas" sobre as consequências da presença deste milho geneticamente modificado. O executivo francês recorda que este tipo de milho foi autorizado pela UE em 1998 com base numa diretiva europeia de 1990 que considera ter um nível de exigência "muito mais débil" na avaliação de riscos do que a lei que a substituiu em 2001. 
De qualquer modo, o governo acrescenta que a Comissão Europeia está a preparar uma alteração àquela diretiva, uma matéria em debate com os Estados membros. 
A decisão governamental surge depois de a Associação Geral dos Produtores de Milho francesa ter anunciado a intenção de alguns agricultores de recorrer este ano ao milho transgénico autorizado pela UE. 
 A França já tem defendido a necessidade de alterar os procedimentos europeus de autorização dos organismos geneticamente modificados (OGM) para torná-los mais exigentes e permitir que, em última instância, seja cada país a decidir. 
 A cimeira de líderes europeus está marcada para 20 e 21 de março. 
 *Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa

segunda-feira, 17 de março de 2014

VISÃO

Dez bons motivos para comer chocolate

Milhares de voluntários vão tomar comprimidos de chocolate durante quatro anos para testar o efeito dos seus nutrientes na prevenção de ataques cardíacos e AVC

 
Dez bons motivos para comer chocolate
Invejoso? Saiba que os comprimidos da investigação que acaba de ser lançada pelo Instituto Norte-Americano do Coração, Pulmões e Sangue, em parceria com a empresa de chocolate Mars, contêm apenas doses muito concentradas dos nutrientes presentes no chocolate. Ou seja, não têm, açúcar, nem gordura, nem sabor.
Conheça dez benefícios do chocolate negro para a saúde, sem abdicar do seu sabor delicioso:
  1. Saúde cardíaca: o novo estudo pretende expandir investigações anteriores que demostraram os benefícios dos flavonoides de cacau, os nutrientes essenciais do chocolate negro, no colesterol, pressão arterial, circulação sanguínea e outros fatores relacionados com a saúde cardíaca.
  2. Anti-envelhecimento: os antioxidantes presentes no chocolate amargo libertam o corpo de substâncias causadoras de alterações nas células, que acabam por acelerar o seu envelhecimento. A oxidação das células pode ainda traduzir-se em doenças graves como alguns tipos de cancro, problemas cardiovasculares e infeções.
  3. Bem estar psicológico: o chocolate contém várias componentes associadas a uma melhoria do humor, incluindo feniletilamina, o mesmo químico produzido pelo cérebro quando nos sentimos apaixonados, que por sua vez contribui para a libertação de endorfinas e a aumento do nível de serotonina, que agem como antidepressivos.
  4. Beleza: utilizado em massagens, máscaras e outros cosméticos, quando aplicado na pele o chocolate é extremamente hidratante.
  5. Melhoria da função cognitiva: o chocolate contribui para uma melhor oxigenação no cérebro e ajuda a melhorar a função cognitiva e fluência verbal nos idosos. Além disso, contém cafeina e teobromina, substâncias estimulantes.
  6. Prevenção da pré-eclâmpsia durante a gravidez: Uma investigação da universidade de Yale sugere que as mulheres que comam chocolate, em pequenas quantidades, pelo menos cinco vezes por semana, estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que o consomem menos de uma vez.
  7. Nutrição: o chocolate negro contém vitaminas e minerais essenciais, tais como potássio, cobre, ferro e magnésio. É também rico em fibras, potássio, fósforo e selénio.
  8. Anti-stress: vários estudos ligam o consumo de chocolate a uma redução significativa nos níveis hormonais de cortisol, associado ao stress.
  9. Emagrecimento: "Coma Chocolate, Perca Peso" é o novo livro do neurocientista Will Clower, que defende o consumo diário de chocolate negro enquanto contributo para a sensação de saciedade e ajuda na perda de peso.
  10. Desgaste físico: por conter carboidratos e proteínas, dois estudos realizados por cientistas da Universidade do Texas concluíram que o leite com chocolate é a melhor bebida recuperar depois da atividade física.
No que toca a saúde, quanto mais puro melhor, pelo que se recomenda o chocolate negro com pelo menos 70% de cacau.

domingo, 16 de março de 2014

EXPRESSO

Doença de Parkinson mais perto da cura

Investigadora da Universidade de Coimbra conquista o Prémio Janssen Neurociências 2014, no valor de 50 mil euros.
Virgílio Azevedo
Um novo alvo terapêutico na doença de Parkinson, relacionado com o tráfego intracelular nos neurónios, foi identificado por Sandra Morais Cardoso depois de uma investigação desenvolvida durante três anos no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
A professora da Faculdade de Medicina da universidade vai receber na próxima semana o Prémio Janssen Neurociências, no valor de 50 mil euros, pelo trabalho de investigação que levou a esta descoberta pioneira a nível mundial, que abre novas perspetivas para o tratamento de uma doença que atinge mais de 20 mil portugueses e regista quase dois mil novos casos por ano.
Não é ainda a descoberta de um novo medicamento, mas antes a identificação de um novo mecanismo celular associado à doença, relacionado com o mau funcionamento dos canais no interior dos neurónios, que poderá levar no futuro a um tratamento mais eficaz.

terça-feira, 11 de março de 2014

Destak
 Dispositivos médicos

O milagre da miniaturização

11 | 03 | 2014 
O pacemaker do futuro, pouco maior que uma cápsula, pode estar disponível no mercado já no próximo ano.
Carla Marina Mendes
Tem como homónimo um carro e as semelhanças não se ficam pelo nome. O Micra, um pacemaker que deve chegar em breve ao mercado, não funciona a gasolina, nem tão pouco tem como propósito o transporte de passageiros, mas orgulha-se, à semelhança do automóvel, de ser pequeno. Ou melhor, o mais pequeno do mundo. E o tamanho é aqui muito importante. Que o digam os doentes.
Foi na Suíça, conhecida pela arte da relojoaria, que o Destak conheceu este novo avanço na área dos dispositivos médicos. E não é por acaso que a terra dos helvéticos foi escolhida para lhe servir de berço. É que, à semelhança dos relógios, fabricar um Micra exige uma minúcia e precisão difíceis de descrever. Da fábrica da Medtronic em Tolochenaz, à beira do Lago Genebra, com o Mont Blanc como pano de fundo, já saíram mil destes aparelhos, do diâmetro de uma moeda de um euro e pouco maiores do que uma cápsula, que se encontram atualmente em ensaios clínicos em humanos.
Estudos que se destinam a avaliar a sua eficácia e segurança e que incluem 780 doentes em cerca de 50 instituições médicas. E apesar de ainda não estarem concluídos, os resultados mais recentes alimentam a quase certeza de que estará disponível antes do fim do próximo ano.
Menor é melhor
O Micra não se vê, ao contrário do tradicional pacemaker, que precisa de uma pequena ‘bolsa’ recortada na pele para lhe servir de suporte. Não obriga a quaisquer cortes, já que é depositado no interior do coração por um cateter, introduzido através da veia femoral (pela virilha), ‘agarrando-se’ com os ganchos de que dispõe. E não tem os tradicionais fios para ligar ao coração, potenciais fontes de complicações. Mas deixa a promessa de manter o músculo que comanda a vida a bater no ritmo, graças a uma bateria com dez anos de duração.
Características que o tornam mais fácil de colocar, reduzindo os recursos necessários, o tempo da intervenção e recuperação e eliminando riscos de eventuais infeções resultantes do corte que é obrigatório fazer.
Ajudar no bater do coração
Bem distante dos primeiros pacemakers, aparelhos enormes em complexidade e tamanho e com ligação à corrente, o que tornava a vida dos doentes dependentes das flutuações elétricas – quando faltava a luz o aparelho deixava de funcionar –, os atuais dispositivos são pequenos, tendo um volume de cerca de 12 centímetros cúbicos. Para além da bateria, os cerca de oito mil pacemakers que são todos os anos implantados em Portugal contêm um gerador de impulsos e um circuito eletrónico semelhante a um pequeno computador, tendo como missão produzir estímulos elétricos capazes de tratar os ritmos cardíacos anormais.
Quando a potência é inversamente proporcional ao tamanho
A miniaturização dos dispositivos deixou de ser um exclusivo dos filmes futuristas. E embora o Micra não esteja ainda disponível, em Portugal já foi implantado um dispositivo de monitorização cardíaca 80% menor que os dispositivos atualmente disponíveis. Pode ser mais pequeno, mas é mais potente, possibilitando uma monitorização contínua ao longo de três anos. E como se isto não bastasse, faz-se acompanhar por um sistema sem fios que permite uma avaliação à distância e o envio de notificações perante a presença de determinadas arritmias cardíacas.