sábado, 31 de maio de 2014

Sudanesa condenada à morte por recusar Islão vai ser libertada

31-05-2014 22:29
Meriam Ibrahim foi presa em Janeiro, quando estava grávida. O bebé nasceu na semana passada. De acordo com a lei sudanesa, a mulher tinha dois anos para amamentar a filha, até ser executada.

A sudanesa Meriam Ibrahim, condenada à morte por alegadamente ter renunciado ao Islão e ter cometido adultério, vai ser libertada. A informação foi confirmada por fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citada pela agência Reuters.
O secretário de Estado daquele Ministério, Abdelah Al-Azrak, não avançou datas para a libertação mas disse esperar que seja em breve. O governante garantiu ainda que o Sudão garante a liberdade religiosa e que está empenhado em proteger a vida da mulher.
A história de Meriam Ibrahim chegou à imprensa mundial em meados de Maio, quando um tribunal considerou que a mulher, na altura grávida, era culpada daqueles dois crimes.
Segundo o tribunal sudanês, Ibrahim é muçulmana, uma vez que essa era a religião do seu pai. No entanto, a condenada argumenta que o pai a abandonou ainda em criança e que foi criada como cristã pela sua mãe, que é etíope, fiel da Igreja Ortodoxa daquele país.
O tribunal recusou a defesa de Meriam e deu-lhe várias oportunidades para renunciar ao Cristianismo, coisa que ela sempre recusou.
Mais, o tribunal concluiu que, por supostamente ser muçulmana, o seu casamento com um homem cristão não era válido, pelo que a considerou culpada também de adultério.
Os apelos da comunidade internacional para que Meriam Ibrahim seja libertada tinham sido, até agora, ignorados pelo Governo do Sudão. A mulher deu, entretanto, à luz. De acordo com as normas em vigor, Meriam tinha dois anos para amamentar a sua filha, até ser executada.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Diário Digital

Cientistas descobrem porque azeite reduz pressão arterial

Cientistas descobrem porque azeite reduz pressão arterial

Ingerir gorduras não saturadas, como as contidas no azeite, juntamente com vegetais de folhas verdes, entre outros, gera um tipo de ácido-gordo que reduz a pressão arterial, revelaram cientistas britânicos.

O estudo com ratos de laboratório ajuda a entender trabalhos anteriores, segundo os quais a dieta mediterrânica combate a hipertensão, e foi publicado nos EUA e financiado pela British Heart Foundation.
Esta dieta inclui lipídios não saturados contidos no azeite tal como em alguns frutos secos, bem como nos espinafres, aipo, abacate e cenouras ricas em nitratos inorgânicos e nitritos, produto da oxidação do nitrogénio.
Estes ácidos-gordos parecem inibir uma enzima conhecida como epóxido hidrolase solúvel, que regula a pressão arterial, segundo um artigo publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.
«Os resultados do nosso estudo ajudam a explicar porque trabalhos anteriores mostraram que uma dieta mediterrânea, combinada com azeite extra-virgem ou nozes, pode diminuir a incidência de problemas cardiovasculares», disse o co-autor do estudo, Philip Eaton, professor de bioquímica cardiovascular do King's College de Londres.
Enquanto a maioria dos especialistas concorda que a dieta mediterrânica - que consiste em comer vegetais, peixe, grãos, ingerir vinho tinto, nozes e azeite - traz benefícios para a saúde, houve até agora pouco consenso sobre como e por quê.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

SAPO Notícias

Nova plataforma de comércio solidário lançada na Internet

A eSolidar pretende mudar o mundo através do comércio eletrónico

Nova plataforma de comércio solidário lançada na Internet

Um grupo de jovens empreendedores de Braga lança na quarta-feira a primeira plataforma de comércio solidário, em que o utilizador ao comprar ou vender artigos novos ou usados já está a ajudar “quem mais precisa”.
Foi baseado no princípio de que “bastaria 10% do total do comércio eletrónico do mundo para acabar com a pobreza” que Marco Barbosa e um grupo de jovens decidiram criar o eSolidar, “o primeiro projeto de e-commerce solidário que pretende mudar o mundo através do comércio eletrónico”.
Em http://www.esolidar.com os utilizadores podem colocar à venda as coisas que já não querem e definir uma parte da receita angariada para uma instituição de solidariedade à sua escolha, explicam os autores do projeto em comunicado.
A plataforma também organiza leilões solidários e o primeiro já está em marcha, com o título “Bola Solidária”.
Neste leilão, que tem um valor base licitação de um euro e decorre até 01 de junho, os utilizadores podem adquirir a última bola do jogo Benfica-Olhanense, que valeu o 33.º título de campeão nacional de futebol aos "encarnados", e que foi entregue pelo árbitro da partida, Carlos Xistra, à associação O Mundo da Carolina.
Na prática, para cada produto a transacionar, o vendedor tem a possibilidade de definir uma percentagem do valor da venda – visível por qualquer pessoa – que reverta para uma instituição sem finalidade lucrativa à sua escolha.
“A missão da eSolidar é assim potenciar a comunidade para aumentar a visibilidade e sustentabilidade das organizações sem fins lucrativos através de ferramentas tecnológicas e sociais”, salientam.
A plataforma permite ainda que qualquer organização sem fins lucrativos possa aderir à rede social para poder “vender, criar a sua loja e disponibilizar leilões de experiências/produtos exclusivos de organizações e celebridades”.
Mesmo que o utilizador não queira comprar nem vender, poderá ajudar e ser recompensado por partilhar vendas solidárias, com a vantagem de receber um por cento do valor da venda como recompensa, caso a transação seja efetuada a partir do link da sua partilha, acrescentam os criadores do projeto.
Até ao momento, fazem parte da eSolidar, organizações como a Helpo, Ajuda de Berço, CERCI Braga, Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação, Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, Santa Casa da Misericórdia de Braga, Operação Nariz Vermelho, Associação Salvador, entre outras.
Lusa

sexta-feira, 16 de maio de 2014




Comunidade espanhola finta empresas de energia e cria cooperativa de renováveis

Comunidade espanhola finta empresas de energia e cria cooperativa de renováveis

As comunidades dependem das entidades governamentais ou das grandes companhias do sector energético para mudarem dos combustíveis fósseis para fontes energéticas mais limpas. Contudo, uma comunidade na Espanha não quis estar dependente de entidades terceiras e criou uma cooperativa para construir um parque fotovoltaico de 20 quilowatts na cidade.
A iniciativa chama-se Huerta Solar Amigos de la Tierra e está a ser desenvolvida em Sisante, que pertence a Cuenca, na província de Castilla-La Mancha. Através do projecto, as pessoas vão poder comprar energia limpa às cooperativas, que por sua vez compram energia renovável a um preço acessível a serviços públicos energéticos tradicionais, dando aos cidadãos a capacidade para fazer a diferença.
A ideia de criar a cooperativa pertence aos Friends of Earth Spain e à organização sem fins lucrativos Ecooo, que ajudou os cidadãos de Sisante a avaliar as necessidade energéticas, refere o Inhabitat. Para trocarem os combustíveis fósseis por alternativas limpas, todos os habitantes da cidade podem comprar acções da cooperativa, a cerca de €100 cada, o que os torna co-proprietários e lhes rende dividendos, provenientes dos lucros do projecto. A Ecooo também ajudou na instalação e manutenção dos painéis solares nas habitações.
Actualmente, cerca de 30% a 40% da energia produzida é renovável e estas cooperativas compram energia a entidades que garantam que a energia provém inteiramente de fontes limpas.
Foto: thetimchannel / Creative Commons

quarta-feira, 14 de maio de 2014

 
Jornal i
 
 
António Victorino d’Almeida condecorado Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França

“As suas filhas e netos, alguns nascidos em França, frequentaram os liceus franceses de Viena e de Lisboa”, lê-se na mesma nota diplomática
O maestro e compositor António Victorino d’Almeida foi condecorado na passada terça-feira pela França, com as insígnias de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, divulgou hoje a embaixada francesa em Lisboa.
“Com esta condecoração a França homenageou, em vésperas de festejar os seus 74 anos, o mais prolífico dos compositores portugueses vivos, cuja carreira internacional de 59 anos é a imagem da sua obra”, afirma em comunicado a embaixada.
No mesmo texto, Victorino d’Almeida é apontado como “grande mestre na orquestração, figura incontornável da música em Portugal”, referindo que “também se aventura nos domínios da televisão, do cinema e do teatro, sendo também escritor, cenarista e realizador, com o mesmo sucesso”.
A cerimónia, presidida pelo embaixador de França em Portugal, Jean-François Blarel, decorreu na legação diplomática no palácio de Santos, em Lisboa.
A embaixada salienta ainda que, “francófono e francófilo, António Victorino d’Almeida tem mantido desde sempre uma relação afetiva especial com a França, sendo muito forte a sua ligação com a cultura e os valores franceses”.
“As suas filhas e netos, alguns nascidos em França, frequentaram os liceus franceses de Viena e de Lisboa”, lê-se na mesma nota diplomática.
No seu discurso, Jean-François Blarel, dirigindo-se a Victorino d’Almeida, afirmou: “Vós sois um mestre da orquestração, na imaginação, na maneira de gerir a sua música e arte de se adaptar a diversos géneros que compõe”.
“Tenho a honra de condecorar um dos grandes compositores do nosso tempo e um homem que ama a música, ama a sua profissão, que é por isso que ele defende muito bem”, rematou o diplomata.
Instituída em 1957, a Ordem das Artes e Letras é uma das mais importantes condecorações honoríficas da República Francesa, que consagra personalidades que tenham contribuído para a difusão da cultura no mundo.
As fadistas Amália Rodrigues e Mísia, os escritores Lídia Jorge e António Lobo Antunes, o editor Manuel Alberto Valente, o encenador Joaquim Benite, o jornalista Carlos Pinto Coelho são algumas das personalidades portuguesas que foram distinguidas com diferentes graus desta ordem honorífica.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sapo TEK

Crowdfunding: Startup portuguesa inventa solução que evita erros de medicação

Chama-se PharmAssistant e criou uma solução que pretende combater o desperdício de medicamentos. Combina um frasco para comprimidos com sensores e uma aplicação móvel para garantir que os alertas de tomas são recebidos na altura certa.

A empresa portuguesa pretende comercializar a oferta em dezembro deste ano, mas quem quiser encomendar o produto já pode fazê-lo, participando na campanha de crowdfunding lançada na semana passada. 
Com a campanha no Indiegogo, o objetivo dos promotores é recolherem verbas para produzir a embalagem e desenvolver as aplicações móveis para iOS e Android, que ficarão disponíveis de forma gratuita para "interagir" com as SmartBottles. 
No smartphone, os utilizadores da solução são avisados quando chega a hora de tomar medicamentos, recebendo instruções. Além de um alerta sonoro é dada indicação sobre quantidades e outra informação que tenha sido registada, como pode ser visto no vídeo explicativo. No frasco também é gerado um alerta, sonoro e luminoso. 
Na campanha lançada no Indiegogo a startup, que participa na edição em curso do Lisbon Challenge (programa de aceleração), pretende reunir 20 mil dólares. Até à data conseguiu cumprir 2% do objetivo. Quem participa pode escolher diferentes packs, garantindo o produto em primeira mão e ajudando a financiar o seu desenvolvimento. Os packs têm preços entre os 60 e os 135 dólares. 
Sofia Simões de Almeida, CMO da PharmaAssistant, explica ao TeK que a opção mais procurada é o pacote de 80 dólares, que inclui quatro frascos e quatro meses gratuitos de serviço de monitorização. As encomendas recebidas vêm de diversos pontos do globo, adianta a mesma responsável, afirmando que o posicionamento da empresa também é global, tal com a estrutura de vendas que pretende montar até dezembro. 
O serviço de monitorização incluído gratuitamente nestas ofertas é um extra que quem utiliza a solução pode ou não subscrever. O preço final deste serviço ainda não está definido, mas pode rondar qualquer coisa como 5 dólares mensais. Vai permitir que um familiar ou alguém responsável pela prestação de cuidados de saúde possa monitorizar de forma remota a toma dos medicamentos guardados em SmartBottles, sabendo a cada momento se as prescrições estão ou não a ser cumpridas. 
Estudos de 2009 indicam que só nos Estados Unidos morrem todos os anos cerca de sete mil pessoas devido a erros na toma da medicação. Entre 1983 e 2004 o número de mortes relacionadas com episódios deste tipo aumentou 700%.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Helena Costa assina pelo Clermont Foot

vai orientar equipa da 2.ª liga francesa


Autor: alexandre moita e rui malheiro

Fotos: Vítor Chi
 
Helena Costa vai treinar os franceses do Clermont Foot, equipa que se encontra no 14.º lugar na 2.ª Liga daquele país e que ontem empatou (1-1) com o CA Bastia. A portuguesa vai substituir Régis Brouard e será, por isso, a primeira vez que uma mulher assume o comando técnico principal de uma formação sénior masculina de um clube profissional.

O acordo entre o clube e Helena Costa está concluído – mas ainda se desconhece a extensão do vínculo contratual –, embora as duas partes não tenham ainda assumido o compromisso. Por isso, Record tentou contactar a treinadora, mas esta manteve-se indisponível.

Não é a primeira vez que Helena Costa, de 36 anos, orienta uma equipa masculina, pois, em 2005/06, a portuguesa assumiu o cargo na Sociedade Recreativa Cheleirense, clube amador onde conquistou a 1.ª posição no campeonato regional da zona de Lisboa. Em 2010, a treinadora rumou a Doha, no Qatar, para criar toda a estrutura de futebol feminino daquele país. Nessa altura, Helena Costa deixou as camadas jovens do Benfica, clube onde exerceu as funções de treinadora principal das formações masculinas de sub-9 e sub-10, mas também de adjunta no escalão de sub-17.

O percurso no futebol começou, imagine-se, aos 21 anos, quando Helena Costa frequentou o primeiro curso de treinadores da AF Lisboa e no qual obteve a melhor classificação entre 120 candidatos.

Leixões e Celtic entram no currículo

Encontrar senhoras no futebol masculino é como procurar um grão específico de areia numa praia.Mas a verdade é que Helena Costa só é uma ilustre desconhecida para quem anda distraído. Embora nunca tenha treinado uma equipa masculina profissional até agora, Helena há muito anda pelo meio.Em 2004/2005 foi a responsável pela observação de adversários doLeixões. Depois disso chegou o convite de um grande europeu: o Celtic, da Escócia.Lá desempenhou funções semelhantes entre 2008 e 2010. Portanto, experiência não falta.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SOL

Uma estrela de atletismo aos 95 anos

por Filipa Moroso
Já conta com 750 medalhas de ouro e 30 recordes mundiais. Os números só por si impressionam, mas ao dizer-se que os feitos pertencem a uma atleta canadiana de 95 anos, impressionam muito mais.
Olga Kotelko, a sétima de 11 filhos de um casal de agricultores imigrantes ucranianos, estabeleceu-se no Canadá quando o seu casamento acabou. E foi lá que teve o seu primeiro contacto com o atletismo profissional, já com uns respeitosos 77 anos. “A idade é apenas um número. Não interessa quantos anos se tem, só interessa como se envelhece”, disse em entrevista à BBC.
Antes disso, foi professora e jogou basebol na juventude. Quando se reformou do ensino, experimentou o softbol e percebeu aí que ainda tinha boas pernas para correr. Já à beira dos 80, com um treinador húngaro, começou a amealhar vitórias em campeonatos mundiais de atletismo, na categoria master, primeiro acima dos 80 e agora acima dos 90. Lançamento de dardo, de peso e disco; saltos em distância, em altura e triplo; e corridas de 100, 200 e 400 metros são as modalidades em que compete.
É presença assídua nos campeonatos mundiais de atletismo master, onde quebra sempre vários recordes e traz medalhas de ouro ao peito. O segredo? “Também se deve à boa genética, mas deve-se mais aos treinos e trabalho diários”, concluiu do alto dos seus 95 anos.

quarta-feira, 7 de maio de 2014


JN

Saúde

Dois portugueses em "clube de elite" da Biologia Molecular

Dois portugueses passam a fazer parte da Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO, na sigla em inglês) segundo a lista dos associados de 2014 divulgada esta quarta-feira.

Rui Costa, investigador da Fundação Champalimaud, e Margarida Amaral, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fazem parte de uma lista de mais de uma centena de nomes, considerados entre os melhores.
A EMBO é uma organização criada há 50 anos, que promove o desenvolvimento na área da biologia molecular e a cooperação e investigação científica. Tem mais de 1600 membros, dos quais 66 prémios Nobel.
No final do ano passado, contemplou dois cientistas portugueses com uma bolsa de 50 mil euros anuais, por um período até seis anos, mas, em anos anteriores, também já tinha distinguido cientistas nacionais.
Os novos investigadores (dos quais 21 são mulheres) que se destacam na área das ciências da vida são maioritariamente da Europa, mas também há membros associados da China, do Japão e dos Estados Unidos.
De acordo com um comunicado da EMBO, o número elevado de novos membros (106) acontece no âmbito dos 50 anos da organização e também para homenagear os progressos que têm sido feitos no campo da neurociência.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

 
Portugal

Investigador no Porto desenvolve sistema portátil de deteção do cancro da mama
O sistema assenta num biossensor eletroquímico portátil que irá analisar uma pequena amostra de sangue do paciente e detetar a presença de substâncias (biomarcadores) associadas ao cancro da mama
O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) está a desenvolver um sistema simples e portátil de deteção do cancro da mama que poderá vir a ser utilizado em centros de saúde ou consultórios médicos, sem recurso a biopsia.
"Só é preciso analisar o sangue, não é preciso biopsia, é um procedimento muito simples", explicou hoje à Lusa Hendrikus Nouws, professor adjunto do ISEP e investigador responsável pelo projeto cujos resultados preliminares são apresentados terça-feira num seminário no Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).
O sistema assenta num biossensor eletroquímico portátil que irá analisar uma pequena amostra de sangue do paciente e detetar a presença de substâncias (biomarcadores) associadas ao cancro da mama.
A ideia do investigador é que o sistema não seja "nem muito caro, nem muito grande", à semelhança dos mecanismos utilizados para medir a glicose em diabéticos, para que seja possível descentralizar a deteção do cancro da mama dos hospitais.
Nesta primeira fase, os ensaios com os biossensores foram feitos com amostras sintéticas, sendo a próxima fase a aplicação a amostras de doentes reais, para validação do sistema até ser possível a sua comercialização.
Hendrikus Nouws alertou, porém, que o sistema do biossensor para deteção do cancro da mama se encontra ainda numa "fase muito inicial" e que, sendo uma "área muito sensível", faltam vários anos de testes e ensaios com amostras reais -- para os quais será necessária a colaboração com o IPO -- até ser validado pela própria comunidade médica.
Sensibilizar a comunidade para o projeto é também o objetivo do investigador na intervenção que fará na conferência de terça-feira, a decorrer pelas 15:00, no auditório principal do IPO-Porto e dedicada às "Perspetivas atuais e futuras da investigação do Cancro da Mama".
Esta investigação, que está a ser desenvolvida desde 2009 pelo ISEP através do Grupo de Reação e Análises Químicas e em parceria com o IPO-Porto, beneficiou de um financiamento 112 mil euros da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Ainda durante a conferência serão também abordados temas como "Estado atual do tratamento do cancro da mama", por Joaquim Abreu de Sousa, coordenador da clínica de mama do IPO-Porto, e "Terapêutica personalizada e o papel dos biomarcadores no cancro da mama", por Noémia Afonso, oncologista médica na clínica de mama.