sábado, 4 de outubro de 2014


Invalidado casamento de menina sudanesa de cinco anos

03.10.2014
 
A justiça sudanesa anulou a união de uma menina que se casou aos cinco anos com um homem de 43 anos, anunciou esta sexta-feira a associação de defesa dos direitos das mulheres e das crianças do Sudão Sima.
A criança, Ashjan Youssef, que tem atualmente oito anos, estava casada há três anos com um pai de família.
Um tribunal de Omdurman, uma cidade gémea de Cartum, anulou o casamento na quinta-feira, invocando "a lei sobre o estatuto pessoal que proíbe o casamento das raparigas antes dos 10 anos", afirmou Nahed Jabrallah, diretora da associação Sima, que levou o caso à justiça.
No dia do casamento, "Ashjan Youssef tinha apenas cinco anos e o seu esposo, já casado e pai de quatro crianças, tinha 43 anos", sublinhou a militante.
Segundo a mesma responsável, as duas famílias concordaram em celebrar a união quando Ashjan fizesse 15 anos, mas o noivo acabou então por exigir uma antecipação das núpcias.
Um tio da menina contactou então a associação, que apresentou o caso ao tribunal.
O Sudão é regularmente criticado por organizações de defesa dos direitos humanos devido à legislação que permite os casamentos infantis.

terça-feira, 30 de setembro de 2014


ipc.tsc.ru
Lyubov Altunina, directora do Instituto de Química do Petróleo de Tomsk
Lyubov Altunina, directora do Instituto de Química do Petróleo de Tomsk

Polímero especial permite tornar um deserto fértil

Jerrold / Flickr
Deserto de Gobi
Cientistas russos mostraram ser possível criar plantas medicinais em áreas desérticas. Para o efeito, inventaram, um polímero especial, capaz de proteger árvores, arbustos e vegetação em geral contra a perda de humidade.
A nova substância, um criogel, retém a água e ao mesmo tempo protege a vegetação contra o frio.
Desta forma, é criado um ambiente húmido para as plantas em terreno seco e um “invólucro” quente para as culturas em clima frio.
O novo gel, leve e relativamente barato, foi inventado por especialistas do IQP, Instituto de Química de Petróleo de Tomsk, importante centro científico da Sibéria Ocidental.
Os respectivos testes foram realizados no deserto de Gobi, na Mongólia e na China.
Árvores coníferas, plantadas há dois anos em solo arenoso misturado com o novo criogel, cresceram, tendo atingido 1,3 metros de altura. Em comparação com plantas de controle sem o criogel, mantêm a cor verde-vivo.
“Os abetos plantados no mesmo período sem o uso de criogel morreram”, revela à RVR a investigadora Maria Fufaeva, membro da equipa do IQP .
“Depois de usarmos o gel, cresceram várias plantas medicinais, como o trifólio, em pleno deserto de Gobi”, acrescentou.
Em virtude do isolamento térmico proporcionado pelo criogel, as plantas podem resistir ao frio, facto particularmente importante nas regiões em que se verificam geadas nocturnas, em zonas montanhosas e em regiões com clima frio.
A acção do gel na qualidade de “cobertor” quente foi testada em Chita, na Sibéria Ocidental.
“Naquela cidade siberiana, o inverno é muito frio e o solo congela. Mas, usando o criogel, a água, mesmo com a temperatura do ar de 40 graus negativos, continua líquida”, revelou a directora do Instituto de Química de Petróleo, Lyubov Altunina.
“Se nessas condições semearmos uma planta, a semente será coberta por um casaco de pele. As raízes sustentarão o frio e o calor e a planta irá sobreviver”, acrescentou Altunina.
O criogel não tem efeitos colaterais e não suprime a microflora do solo. Regra geral, introduz-se após a sementeira juntamente com a água, fertilizantes ou adubos.
Os investigadores do Instituto planeiam agora alargar o uso do criogel, introduzido aditivos.
A nova substância, mantendo as propriedades de escudo térmico, poderia ser usada simultaneamente como adubo.
ZAP / RVR

domingo, 28 de setembro de 2014

Sapo Desporto
Histórico!!!
28-09-2014

Portugal é campeão europeu de ténis de mesa

No jogo decisivo, Marcos Freitas levou a melhor sobre Timo Boll por 3-1.
Marco Freitas
Foto: Lusa Mesotenista decisivo na vitória de Portugal frente a Alemanha
Portugal é campeão europeu de ténis de mesa em masculinos. A formação lusa, formada por Tiago Apolónia, Marcos Freitas e João Monteiro, derrotou na final a super favorita Alemanha por 3-1.
Num Pavilhão MEO Arena lotado, com o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho entre os presentes, Portugal superou o favoritismo da Alemanha para sagrar-se campeão europeu masculino pela primeira vez. O apoio do público foi essencial para este feito histórico no desporto português.
No primeiro jogo, Marcos Freitas bateu Stefen Mengal por 3-0, com um triplo 11-8. No segundo encontro, João Monteiro foi incapaz de suster o jogo de Timo Boll, perdendo por 3-0, com parciais de 11-7, 11-1 e 11-8.
Tiago Apolónia deu vantagem a Portugal, ao derrotar Dimitrij Ovtcharov por 3-1. O mesatenista português bateu o número cinco do mundo por 11-7, 11-2, 11-13 e 11-9.
No jogo decisivo, Marcos Freitas levou a melhor sobre Timo Boll por 3-1.
Momento histórico no MEO Arena, para delírio dos muitos milhares de espetadores.

sábado, 27 de setembro de 2014

SAPO Desporto
27-09-2014

Portugal na final do europeu de ténis de mesa

A seleção lusa venceu a Suécia por 3-1 nas meias-finais, no jogo que decorreu esta tarde no Pavilhão MEO Arena em lisboa.
Ténis mesa
Foto: João Relvas Portugal faz a festa

Portugal está na final do campeonato da Europa de ténis de mesa em masculinos. A seleção lusa bateu a Suécia por 3-1 na tarde deste sábado, no Pavilhão MEO Arena, em Lisboa.
É a primeira vez que Portugal chega a uma final de uma competição deste género.
João Monteiro começou por dar vantagem a Portugal ao vencer Kristian Karlsson por 3-1. Marco Freitas deu seguimento ao bom arranque e bate Gerell por 3-0. Depois Tiago Apolónia perdeu por 3-2 frente a Tersson.
Coube a Marco Freitas, o melhor meso-tenista luso da atualidade, fechar as contas do encontro com Karlsson por 3-2, depois de estar a perder por 2-0.
Na final, marcada para este domingo às 18h00, Portugal irá defrontar ou a Alemanha ou a Croácia, equipas que jogam ainda este sábado.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014


















Green Savers

Golfinho faz companhia a norte-americano que passou 31 horas perdido no marGolfinho faz companhia a norte-americano que passou 31 horas perdido no mar

Quando Joey Trevino e três amigos se fizeram ao mar, no último fim-de-semana, nunca pensaram estar nas capas de jornais e notícias de outros media nos dias seguintes. Os quatro amigos pescavam na costa do Texas, Estados Unidos, quando o barco se virou, deixando a tripulação na água.
Ainda que todos tivessem os coletes salva-vidas colocados, pouco depois do acidente Trevino separou-se dos outros três. Nas primeiras horas de solidão marítima, o norte-americana esteve bem disposto e até simulou diálogos em voz alta com a mulher e filhos.
No entanto, e à medida que as horas passavam, o desespero apoderou-se do náufrago, que contou depois ter chegado a pensar em tirar o salva-vidas para acelerar o que parecia inevitável.
Foi então que um golfinho se juntou a norte-americano, fazendo-lhe companhia e dando-lhe a inspiração para lutar pela vida. Segundo Trevino, que estava a 80 quilómetros da costa, o golfinho foi contra ele e deixou-se tocar. “Ele mudou a minha atitude e deu-me esperança [de ser salvo]”, contou o texano.
Várias horas depois, estava Trevino há 31 horas no mar, um petroleiro passou suficientemente perto para ouvir o seu pedido de ajuda. Pouco depois, um helicóptero da guarda marítima içou-o para a segurança, numa altura em que os seus amigos tinham já sido salvos há várias horas.
Joey Trevino foi encontrado de boa saúde e, agora, com uma história para contar até ao resto da vida.
Foto: Patrik Jones / Creative Commons

SAPO Saúde

Estudo português sobre neurofibromatose distinguido em congresso mundial

Investigação de Coimbra envolve áreas das medicina, bioquímica, matemática, psicologia e engenharia

26 de setembro de 2014
Um estudo que identificou em humanos o neurotransmissor responsável pelas manifestações cognitivas da neurofibromatose, desenvolvido em Coimbra, foi distinguido no Congresso Mundial de Imagem Molecular, em Seul (Coreia do Sul), anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

A investigação sobre as manifestações cognitivas da neurofibromatose, “doença genética comum associada a dificuldades de aprendizagem”, foi desenvolvida por uma equipa multidisciplinar do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem (IBILI) e da Faculdade de Medicina da UC.

“Dos cerca de mil estudos apresentados no mais importante congresso de imagem molecular” (World Molecular Imaging Congress), a investigação desenvolvida em Coimbra foi “considerada uma das três melhores, a par com as universidades de Stanford (EUA) e Tuebingen (Alemanha)”, sublinha a UC, numa nota hoje divulgada.

O trabalho, cuja primeira autora é a investigadora Inês Violante, faz parte de um estudo mais vasto, intitulado “Das moléculas ao homem: novas ferramentas de diagnóstico por imagem em distúrbios neurológicos e psiquiátricos”, coordenado pelo neurocientista Miguel Castelo-Branco.

O júri destacou, quando anunciou a distinção, a novidade e inovação da pesquisa, que combina “um complexo conjunto de técnicas e métodos existentes no ICNAS, desde o ciclotrão até à imagem PET (tomografia por emissão de positrões) e ressonância magnética, aplicados à investigação clínica numa doença neurológica humana, a neurofibromatose”, referiu Miguel Castelo-Branco.

Essa combinação “representou um enorme desafio”, salientou o neurocientista, citado pela UC.

Depois de compreendido o comportamento do “neurotransmissor responsável por esta doença, atualmente sem cura e muito associada ao atraso escolar, é agora possível desenvolver alvos terapêuticos para combater a patologia”, sustenta Miguel Castelo-Branco.

A investigação, com um orçamento global de cerca de um milhão de euros, financiada em grande parte pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, foi iniciada em 2009, reunindo “vários ramos do conhecimento (medicina, bioquímica, matemática, psicologia e engenharia)”.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ACTIVA

Homens famosos apoiam Emma Watson em campanha pela igualdade de género

Depois do discurso emocionado no lançamento da campanha 'He For She' da ONU e das consequentes ameaças dos utilizadores do fórum 4chan, Emma Watson recebe apoio de vários famosos, através das redes sociais. 

Mafalda Sobral Martins
25 Setembro 2014
Eduardo Munoz Alvarez

Após ter discursado nas Nações Unidas, promovendo a campanha pela igualdade entre sexos 'HeForShe' e de, consequentemente, ter sido ameaçada com a divulgação de fotos em que alegadamente aparece nua, Emma Watson recebe o apoio dos atores Russell Crowe, Chris Colfer e Forest Whitaker e do escritor e argumentista Neil Gaiman, entre outros, na promoção da hashtag  #heforshe.
A iniciativa tem como objectivo principal divulgar a campanha HeforShe e apelar às pessoas para, através das redes sociais, partilharem uma fotografia a mostrar a referida hashtag, tal como fizeram estes homens famosos, nas suas contas pessoais do Twitter. 
He For She é uma campanha das Nações Unidas, para a qual Emma Watson foi nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU  no passado mês de Junho, e que pretende chamar os homens a defender os direitos das mulheres a nível global
“Vocês podem pensar ‘quem é esta rapariga do Harry Potter? O que é que ela está a fazer nas Nações Unidas?’ Eu tenho feito a mesma pergunta a mim própria. Tudo o que eu sei é que me preocupo com este problema e quero fazer alguma coisa”. Foi com estas palavras que a atriz celebrizada no papel de Hermione da saga Harry Potter iniciou o seu discurso, no passado sábado, dia 20 de setembro. No seu discurso, a atriz de 24 anos apelou aos homens para lutarem pela igualdade de géneros, pois "este também é um problema vosso", disse.  
Durante o discurso, Emma Watson revelou que, desde pequena sofre de “actos de sexismo”, quando, aos oito anos, já queria dirigir as peças de teatro e era intitulada de “mandona”. Os preconceitos prolongaram-se durante a adolescência. “Aos 15 anos, as minhas amigas começaram a sair das equipas desportivas porque não queriam parecer musculadas”, confidenciou à audiência.
A embaixadora da Boa Vontade da ONU para os assuntos das Mulheres abordou ainda a problemática da palavra “feminismo”, afirmando que não é sinónimo de ódio aos homens. “Para que conste, a definição de feminismo é: a crença que os homens e as mulheres devem ter direitos e oportunidades iguais. É a teoria da igualdade social, económica e política entre os sexos”, lembrou. 
Um discurso emocionado que valeu a Emma Watson ter sido ameaçada por vários utilizadores do fórum 4chan, dizendo que publicariam fotografias suas onde apareceria nua, tal como aconteceu anteriormente com outras celebridades. A ameaça em forma de contador de horas no site EmmaYouAreNext.com disseminou-se pela blogosfera mas, quando terminou a contagem, em vez de serem publicadas as fotografias íntimas da atriz, apareceu um aviso apelando ao fecho do site. Um factor que faz crescer as suspeitas de que tudo não passou de um golpe de marketing, levado a cabo pelo site Randic e site de notícias FoxWeekly, para fechar o mal afamado fórum de onde terá partido esta ameaça e a divulgação de fotos íntimas de figuras públicas.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Diário Digital

Método «inovador» de medicina tradicional chinesa cura a asma infantil

O Centro de Terapias Chinesas (CTC), liderado por Wenqian Chen, especialista com mais de 30 anos de experiência em medicina tradicional chinesa (MTC), desenvolveu um método inovador para curar a asma infantil, e não controlar a doença, como acontece com a medicina convencional.

O tratamento Xiao Er Ding Chuan apresenta resultados imediatos, refere-se em comunicado, na medida em que a crise estabiliza ao fim de uma a três sessões e dentro de algumas semanas a asma recente é curada e ao fim de alguns meses a asma crónica entra em remissão.

O método Xiao Er Ding Chuan consiste numa massagem Tui-Na infantil, aplicada normalmente na mão esquerda da criança. É, por vezes, utilizado outro método chamado Moxabustão, que utiliza um género de charuto de erva medicinais chinesas para aquecer determinados pontos de acupunctura no corpo.
O tratamento é indolor e não inclui agulhas, permitindo que a criança fique relaxada, calma e até adormeça durante as sessões, garante-se.
Os pais podem aprender os passos principais e básicos deste método, e usar em casa, suplementando as sessões feitas na clínica. No dia em que a criança inicia o tratamento deixa de tomar os medicamentos químicos, excepto a cortisona, que será reduzida em quatro fases, até se conseguir eliminar definitivamente.

Segundo Wenqian Chen, «uma respiração adequada e um bom funcionamento pulmonar são fundamentais para o bem-estar e crescimento adequado da criança, e para um sistema imunitário forte. Os medicamentos usados como primeiro recurso no controlo da asma infantil (bem como de outros problemas respiratórios, a que as crianças são muitas vezes propensas) muitas vezes não só não aliviam o doente, como possuem muitos efeitos secundários. Mais do que isso, esses medicamentos apenas controlam e gerem os sintomas da doença; possivelmente aliviam, mas não tratam, ao contrário dos métodos da medicina tradicional chinesa, que esses sim, permitem uma recuperação completa do organismo do paciente. Não são métodos paliativos para camuflar os sintomas».

Com a continuação dos tratamentos, o doente recupera efectivamente a saúde, o seu sistema imunitário é reforçado, os pulmões funcionam melhor e a asma desaparece por completo. «É importante lembrar que prevenir é sempre melhor do que tratar», remata a mentora do CTC.

Nas últimas décadas tem-se assistido a um aumento da prevalência da asma infantil como provável consequência das mudanças ambientais, das condições climatéricas, dos hábitos e dietas alimentares. A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que provoca episódios recorrentes de pieira, dificuldade respiratória (dispneia), opressão torácica e tosse. É uma das doenças crónicas mais frequentes na criança e actualmente esta doença afecta cerca de 15% das crianças portuguesas

domingo, 14 de setembro de 2014

DN
Daisy e Aimee Macedo

Irmãs luso-canadianas querem construir escola na Tanzânia

por Lusa, publicado por Ana Meireles
Aimee e Daisy Macedo
Aimee e Daisy Macedo Fotografia © Facebook Fundação Hakuna Matata
Duas irmãs luso-canadianas criaram a Fundação Hakuna Matata (Não Há Preocupações) e pretendem "construir uma escola na Tanzânia", disseram as próprias à agência Lusa.
Daisy e Aimee Macedo, de 31 e 29 anos, respetivamente, irmãs, e empresárias do ramo vinícola, estiveram em Arusha, capital da Tanzânia, em janeiro de 2012, onde durante três semanas, num trabalho de voluntariado, ajudaram crianças dos quatro aos 12 anos de idade a desenvolver o seu inglês.
"Desde criança que tinha o sonho de ajudar as crianças em África. Quando lá estive apaixonei-me pela causa e prometi continuar a fazê-lo", afirmou Daisy Macedo, em declarações à Lusa.  
Aquela passagem pela escola/orfanato NELITO - New Life Together (Uma Nova Vida Juntos) ficou-lhes "no coração", o que as levou a organizar todos os anos um evento de angariação de fundos para apoiar aqueles meninos necessitados. 
Na mais recente campanha conseguiram cerca de dez mil dólares (sete mil euros), verba que está a ser disponibilizada para a aquisição de material escolar, mobílias, roupas, brinquedos e outros artigos indispensáveis. Foi também adquirido o terreno para avançarem com a construção de uma nova escola de dois hectares avaliada em 20 mil dólares (14 mil euros). 
No início, pretendiam "ajudar mais com material escolar e nos salários dos professores do orfanato", mas quando lá estiveram constataram que os meninos "tinham outras necessidades maiores", explicou Aimee Macedo.  
Para o próximo dia 01 de novembro têm já prevista uma nova campanha de angariação de verbas, com realização de um baile com máscaras, onde todos estão convidados.  
Daisy recordou que todo este trabalho é feito nos tempos livres, mas fazem-no "com muita dedicação", e também reconheceu o papel importante da sua família e das comunidades lusófonas no Canadá.  
"Temos muita sorte de viver aqui, lá elas (crianças) não têm muitos dos bens que temos, como é o caso de água potável, ou até mesmo os cuidados de saúde", reconheceu Aimee.  
Já se encontra online uma página da Fundação Hakuna Matata para todos aqueles que queiram ajudar na construção da escola, que deve estar pronta em dois anos.  
A Tanzânia está localizada na África Austral e faz fronteira com Moçambique. Segundo dados do Banco Mundial, em 2012 tinha cerca de 48 milhões de habitantes. 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


Sapo Saúde

Cientistas descobrem como inibir doenças autoimunes como a esclerose múltipla

Cientistas descobriram como converter as células que agem como agressoras em protetoras

3 de setembro de 2014 - 16h31

Investigadores da Universidade britânica Bristol anunciaram hoje uma importante descoberta na luta contra as doenças autoimunes debilitantes, nomeadamente a esclerose múltipla, ao revelar como parar as células que atacam o tecido de um corpo saudável.

Hoje, a revista ScienceDaily refere que a equipa de pesquisadores descobriu como converter as células que agem como agressoras em protetoras contra a doença.

De acordo com a publicação científica, esta é uma descoberta que pode levar à utilização generalizada de imunoterapia específica de antigénio - substância que estimula a produção de anticorpos contra agressões - para o tratamento de muitas doenças autoimunes, incluindo a esclerose múltipla (MS), diabetes do tipo 1, doença de Graves, e lúpus eritematoso sistémico (LES).

Para o investigador David Wraith, que liderou a pesquisa, "a compreensão das bases moleculares da imunoterapia específica de antigénio abre novas e excitantes oportunidades para aumentar a seletividade da abordagem ao fornecer marcadores preciosos para medir tratamento eficaz. Estas conclusões têm implicações importantes para os muitos pacientes que sofrem de doenças autoimunes difíceis de tratar".

Correção da resposta autoimune

Em comunicado, a equipa de investigadores da Universidade de Bristol revelou como a administração de fragmentos de proteínas que normalmente são o alvo para o ataque leva à correção da resposta autoimune, em que as células reagem contra o próprio corpo.

Este tipo de conversão tem sido aplicada às alergias, conhecidos como "dessensibilização alérgica", mas a sua aplicação à doenças autoimunes terá sido feita apenas recentemente.

A esclerose múltipla afeta mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.

Por SAPO Saúde/Lusa