quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Porto de Futuro blogue

Renováveis: patente portuguesa vendida por cinco milhões de euros

Uma tecnologia fotovoltaica que permite a conversão direta da luz solar em energia elétrica de forma renovável e sustentável valeu à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e à Efacec uma venda milionária que pode revolucionar o mercado das novas energias.

Baixo custo de fabrico, grande eficiência energética e 25 anos de durabilidade. São estas as principais características das novas células solares de perovskita (PSC), que eram já as características das anteriores células sensibilizadas com corante (DSC), embora menos eficientes. As células solares foram desenvolvidas pela FEUP em parceira com a Efacec, num projeto que custou 20 mil euros. A propriedade intelectual foi vendida a uma empresa australiana de energias sustentáveis por cinco milhões de euros.
unnamed.jpg
A tecnologia recorre a um mineral mais mais barato e mais fácil de empregar do que o silício, habitualmente usado na produção das células solares. Pode ser integrada na construção de edifícios que utilizam a tecnologia fotovoltaica (Building Integrated Photovoltaics). As céculas tiram partido da radiação solar incidente não perpendicular, o que facilita a sua aplicação em vários locais, como fachadas ou janelas, com diferentes cores e padrões. É também uma tecnologia ”limpa” já que as matérias-primas usadas no seu fabrico são abundantes.

Adélio Mendes, um dos principais impulsionadores do projeto de investigação na FEUP, reforça a importância deste tipo de parcerias e negociações internacionais: “ao vendermos tecnologia de ponta a empresas internacionais estamos a dar provas da nossa capacidade de investigação, desenvolvimento e inovação para produzirmos valor industrial, e podemos mais facilmente captar novos investimentos para tantos outros projetos de valor que temos em mãos na Faculdade de Engenharia”.

Alberto Barbosa, membro do Conselho de Administração da Efacec, confirma o potencial desta tecnologia e a relevância destas parcerias académico-empresariais: “Trata-se de mais um caso de sucesso de parceria entre a Efacec e o mundo universitário”.

“A FEUP e a Efacec decidiram estabelecer um contrato de transferência de tecnologia com a Dyesol, empresa líder a nível mundial em tecnologia nesta área, e muito mais vocacionada para as tarefas de massificação do produto que se seguem”, explica Alberto Barbosa.

Com esta aquisição, a empresa Dyesol pretende terminar a produção de módulos de demonstração do protótipo até 2016. Em 2018, a empresa quer massificar a sua produção.

Ian Neal, presidente da Dyesol, mostra-se satisfeito com a aquisição da tecnologia e refere que “a durabilidade é o maior desafio técnico neste mercado e esta tecnologia de soldadura tem o potencial de garantir mais de 20 anos de vida aos produtos de PSC e DSC de estado sólido em várias aplicações".

Fonte: Universidade do Porto/FEUP

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Final interrompida por militantes dos direitos dos refugiados

Lusa
A final de singulares masculinos do Open da Austrália em ténis, ganha hoje por Novak Djokovic, foi hoje interrompida quando uma mulher entrou no 'court', em Melbourne, vestindo uma 't-shirt' com uma inscrição em defesa dos refugiados.
null
A mulher, cuja 't-shirt' tinha a inscrição 'Australia Open for refugees' [Austrália aberta para refugiados], foi rapidamente dominada pela segurança e retirada do local, no momento em que o sérvio Djokovic e o britânico Andy Murray mudavam de campo durante o segundo 'set'.
Uma faixa com o mesmo 'slogan' foi exibida nas bancadas por outros indivíduos, enquanto elementos da segurança fizeram um cordão em redor dos jogadores. A segurança retirou essas pessoas do recinto e o encontro recomeçou após cerca de cinco minutos de paragem.
O governo australiano adotou medidas mais duras contra quem tenta chegar ilegalmente por barco para pedir asilo. Desde 2013, essas pessoas estão a ser reencaminhadas para campos de retenção na Papua-Nova Guiné ou para ilhas do Pacífico como Nauru ou Manus.
Novak Djokovic ganhou pela quinta vez o Open da Austrália e conquistou o seu oitavo título de torneios do Grand Slam, ao derrotar Andy Murray por 7-6 (7-5), 6-7 (4-7), 6-3 e 6-0.
PA // PA
Lusa/fim

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

SAPO

Investigadora Filipa Cosme Silva premiada por criar pastilha contra inflamação na boca

Lusa
A criação de uma pastilha dissolúvel na boca, contra a dor em doentes com mucosite oral, valeu hoje à investigadora Filipa Cosme Silva o Prémio Grünenthal/ASTOR 2015, no valor de 2.500 euros, anunciou a organização.
null
Segundo a investigadora, a pastilha, que contém um anestésico e um antifúngico, pretende dar "a maior comodidade possível" ao doente, com várias aftas na boca e dor associada durante muito tempo.
Filipa Cosme Silva esclareceu à Lusa que a pastilha propõe-se ser um substituto da solução líquida que atualmente se administra nos hospitais aos pacientes, que se veem em dificuldades para bocejar devido à dor.
A mucosite oral é uma inflamação na boca, caracterizada por várias aftas e dor prolongada, que surge em doentes com cancro, devido a tratamentos de radioterapia e quimioterapia, e em doentes do aparelho digestivo.
A pastilha desenvolvida pela investigadora, no âmbito da sua tese de mestrado, em fase de conclusão, na Faculdade de Farmácia de Lisboa, tem na sua composição o anestésico lidocaína e o antifúngico nistanina, além de água, gelatina, glicerina e goma-arábica.
"Dissolve-se mais lenta ou rapidamente, se o doente assim o entender", assinalou Filipa Cosme Silva, acrescentando que o paciente "pode deslocar a pastilha para onde tem mais dor".
No caso de doentes que perderam a capacidade de produzir saliva, como é os que se submeteram a quimioterapia ou radioterapia para tratar cancros na cabeça ou no pescoço, a pastilha estimula a salivação, assegurou a investigadora, que trabalha nos serviços farmacêuticos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Filipa Cosme Silva adiantou que qualquer doença que provoque disfagia (dificuldade de deglutição) "pode beneficiar da pastilha".
As potencialidades do medicamento, que foi administrado a pessoas "mais ou menos saudáveis", apenas com "uma ou duas aftas", mas que se sentiram melhor, terão de ser ainda testadas em doentes, ressalvou.
A confirmar-se o seu sucesso no tratamento de pacientes, Filipa Cosme Silva pretende desenvolver, posteriormente, outras pastilhas, com outras substâncias ativas, como terapêutica para doenças do aparelho digestivo.
As conclusões do estudo que deram à investigadora o Prémio Grünenthal/ASTOR 2015 vão ser apresentadas, em março, num congresso de farmacêutica hospitalar, em Hamburgo, na Alemanha.
A investigação foi desenvolvida numa parceria entre o Instituto de Investigação do Medicamento, da Faculdade de Farmácia de Lisboa, e o Centro Hospitalar Lisboa Norte, do qual faz parte o Hospital de Santa Maria.
O galardão destina-se a distinguir trabalhos, em língua portuguesa, sobre investigação clínica para o tratamento da dor, e que são apresentados sob a forma de comunicação oral.
O prémio é atribuído pela Fundação Grünenthal, que promove o estudo e tratamento da dor, e pela Associação para o Desenvolvimento da Terapia da Dor/ASTOR.
A distinção foi entregue hoje, em Lisboa, durante o Convénio da ASTOR, que pretendeu debater ideias e propostas para a melhoria do diagnóstico e tratamento da dor crónica e aguda e da dor no doente com cancro.
ER //GC
Lusa/Fim
SIC Notícias
00:22 30.01.2015

UMinho cria tecnologia que permite extrair pedras dos rins em um ou dois minutos

© Keith Bedford / Reuters

Uma equipa liderada pela Universidade do Minho (UMinho) criou uma tecnologia que permite extrair pedras dos rins em apenas um ou dois minutos, dispensando ainda o uso de radiação, foi hoje divulgado. 

Em comunicado, a UMinho explica que a tecnologia utiliza um campo eletromagnético para navegar com segurança uma agulha para punção do rim. 

"Após os testes em animais, espera-se avançar para ensaios nos humanos a partir do próximo ano", acrescenta.

Segundo Estêvão Lima, professor da Escola de Ciências da Saúde da UMinho, extrair pedras nos rins demora atualmente duas horas e "depende muito quer da experiência do cirurgião quer do uso de radioscopia, que pode ter consequências sérias de radiação no doente e no cirurgião". 

Na prática, pica-se com uma agulha de 20 centímetros na zona lombar do paciente, abrindo caminho aos instrumentos cirúrgicos para a remoção. 

"Mas a técnica que agora criámos é mais rápida, menos invasiva e permite ver no ecrã do computador a rota que a agulha deve seguir", resume Estêvão Lima, também cientista do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde e diretor do serviço de Urologia do Hospital de Braga.

O novo processo, que demora em média um a dois minutos, facilita ainda a tarefa a médicos menos experientes e aumenta a segurança dos procedimentos. 

O projeto decorre em parceria com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e já foi testado em animais. 

Os investigadores estão a aperfeiçoar o sistema com o fim de obter o certificado para futuros testes em pessoas. 

Caso estes venham a ser bem sucedidos, espera-se que o primeiro produto seja patenteado e chegue às salas de operações a partir de 2016. 

A pesquisa venceu o 1.º Prémio no Simpósio da Associação Portuguesa de Urologia, foi eleita para as melhores comunicações do Congresso Europeu de Urologia 2014 e tem sido publicada em revistas científicas internacionais.

As pedras nos rins afetam uma em cada 200 pessoas, sobretudo os homens.

Lusa

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Uma menina de dois anos de idade, a quem foram dadas apenas 50% de hipóteses de sobrevivência, por causa de um problema cardíaco, está viva graças a um coração impresso em 3D.
Mina, uma criança britânica, nasceu com um buraco entre as cavidades do seu coração e os médicos davam-lhe, apenas, “50% de hipóteses de sobreviver“, conforme conta a mãe Natasha na BBC. A menina precisava de ser alvo de uma delicada operação cirúrgica, para reparar o problema, e esta só foi possível graças a um coração impresso em 3D.
Utilizando fotos do coração de Mina, o médico Tariq Hussain conseguiu criar um coração artificial similar ao da menina, com recurso a “software especial adequado para impressão”, conforme explica o próprio também na BBC.
O coração impresso em 3D permitiu assim avaliar com precisão os problemas do órgão da menina e, logo, proceder à cirurgia com menores possibilidades de erro.
Tariq Hussain sublinha na BBC que o coração artificial levou os cirurgiões a partirem para a operação com mais “confiança”, cientes do que deveriam procurar e do que tinham a fazer.
A menina foi diagnosticada com este problema cardíaco quando ainda estava na barriga da mãe. Depois de nascer, “estava sempre a ir para o hospital, sempre doente, sem ganhar peso, sempre a dormir e cansada”, revela a mãe de Mina na BBC.
Agora, depois da operação milagrosa, Mina está “óptima”, garante a mãe.
A menina, a sua mãe e o médico Tariq Hussain relataram este caso no programa “BBC Breakfast”.







domingo, 25 de janeiro de 2015

Penafiel acolhe primeiro centro no norte para jovens com Síndrome de Asperger

 
O primeiro centro de atividades ocupacionais do norte do país destinado a jovens com o Síndrome de Asperger - uma condição psicológica do espectro autista - vai começar a funcionar na segunda-feira, numa antiga escola primária de Penafiel.
Segundo a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), o novo espaço localiza-se na freguesia de Valpedre e está equipado para proporcionar atividades a jovens autistas de elevada funcionalidade.
"Estamos muito contentes com o espaço e reconhecidos à câmara de Penafiel", disse à Lusa António Sousa Vieira, diretor da delegação Norte daquela associação.
E acrescentou: "Quero agradecer ao Município de Penafiel pela cedência deste espaço e pela contribuição necessária à sua remodelação. Desde o primeiro momento acarinhou este projeto e contribuiu para a sua concretização, reforçando esta mais-valia para a região".
O equipamento vai começar a funcionar com três utentes, mas a expetativa da associação é que até ao final do ano se possa chegar aos 12.
A dificuldade atual, explicou, é que ainda não foi possível fazer protocolos com a Segurança Social, o que onera o custo do serviço. Quando tal acontecer, previu, aumentará rapidamente o número de utentes.
O centro de atividades pode acolher até 20 jovens, mas essa capacidade revelar-se-á insuficiente para as necessidades da região norte.
Por isso, assinalou o dirigente, são necessários mais equipamentos no norte, incluindo na região do Porto.
A Síndrome de Asperger é uma perturbação neuro-comportamental de base genética e pode ser definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento. Calcula-se que em Portugal existam cerca de 40.000 portadores de Síndrome de Asperger, afetando maioritariamente os rapazes.
O centro de atividades ocupacionais de Valpedre tem uma ocupação máxima de 20 utentes, jovens e adultos, com idades superiores a 18 anos. Treino de competências pessoais e profissionais, informática, artes plásticas, natação, agricultura e jardinagem e saídas de grupo são algumas das atividades previstas para aquele equipamento.
Para Antonino de Sousa, presidente da Câmara de Penafiel, o centro constitui "um desafio que marca pela diferença e demonstra a cidadania da nossa região". "Mostramos, mais uma vez, que em Penafiel vemos a inclusão social como uma das grandes prioridades", assinalou o edil, em declarações à Lusa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

RR

"E se a pobreza fosse ilegal?"

Crise fez disparar o número de pessoas que precisam de ajuda. Foto: DR
Esta é a proposta da organização "Impossible", que pretende ilegalizar a pobreza, enquanto violadora de direitos e deveres, e considerá-la um crime.
12-01-2015 7:27 por Ana Lisboa












A “Impossible” é uma organização criada recentemente por Henrique Pinto, ex-director da Cais, instituição que apoia os sem-abrigo na cidade de Lisboa. O mentor deste projecto reuniu um grupo de pessoas, todas elas determinadas em alcançar o impossível, “ ousar ir além dos limites”.
Nesse sentido, surgiu o Movimento Pobreza Ilegal. O objectivo é precisamente tornar a pobreza ilegal. Alega que tal como a escravatura foi abolida, também a pobreza deverá seguir o mesmo caminho.
O mentor deste projecto, Henrique Pinto, diz à Renascença que pretende “levar o Parlamento português a declarar solenemente que a pobreza é ilegal, é crime, é violadora de direitos e deveres”.
“Queremos também inscrever dentro da Constituição que Portugal é um dos países que tornou, num devido tempo, ilegal e que tudo fará para que onde a pobreza prolifere, as pessoas sejam punidas por isso”, sublinha.
Não basta a boa vontade e a generosidade de cada um e das instituições, admite este responsável. É preciso apostar em políticas sociais que devem ser “ousadas e corajosas, que coloquem no centro a importância e o valor da pessoa humana, não é o dinheiro”, porque, sublinha, “um paradigma que nos governa e do qual somos vítimas é o paradigma da idolatria do dinheiro”.
A organização “Impossible” está na fase de “pôr de pé uma estratégia que visa, sobretudo, fazer chegar a toda a gente a ideia: “E se a pobreza fosse ilegal? E se a pobreza fosse crime? Nós queremos provocar o pensamento de cada um, estimulá-lo”, diz Henrique Pinto.
O assunto vai ser motivo de vários debates organizados por núcleos locais, movimentos da sociedade e da Igreja. Fica a promessa de haver novidades durante o primeiro trimestre deste ano.
Os últimos números da pobreza são de 2012 e indicam que em Portugal 18,7 por cento das pessoas estavam em risco de pobreza.

ZAP aeiou

Investigadores identificam possível causa das falhas de memória

-
Uma equipa de duas dezenas de investigadores de Portugal, Holanda, Estados Unidos e China acaba de identificar o “possível responsável pelo surgimento de problemas de memória”.
A equipa de investigadores dos quatro países descobriu que “os recetores A2A para a adenosina” têm “um papel crucial no surgimento de problemas de memória”, divulga a Universidade de Coimbra (UC) numa nota divulgada esta terça-feira.
A adenosina é a “molécula que funciona como sinal de stress no funcionamento de vários sistemas do organismo, especialmente no cérebro”.
Esta é uma “investigação sem precedentes”, sublinha a UC, adiantando que o estudo, envolvendo especialistas da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, vai ser publicado no Molecular Psychiatry, “o mais importante jornal internacional da área da psiquiatria”.
A investigação, desenvolvida com “modelos animais (ratinhos) saudáveis”, permitiu verificar, pela primeira vez, que o funcionamento em excesso dos recetores A2A (“localizados na membrana dos neurónios”) é “suficiente para causar distúrbios na memória”, salienta a UC.
Para conseguir a máxima precisão na informação sobre o comportamento dos ratinhos durante as experiências, os especialistas de Coimbra envolvidos no estudo criaram “um dispositivo inovador para, através da utilização de uma técnica de optogenética (técnica que não existe na natureza e que utiliza a luz para atuar e controlar ocorrências específicas em sistemas biológicos), ativar este recetor de adenosina e controlar de forma única o comportamento dos circuitos neuronais”.
DR Rodrigo Cunha / UC
Rodrigo Cunha, investigador da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC
Rodrigo Cunha, investigador da Faculdade de Medicina e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC
Assim, “no exato momento em que os modelos animais desempenhavam as tarefas de memória, foi possível verificar, inequivocamente, que uma simples ativação intensa do recetor A2A era suficiente para provocar danos no circuito e gerar problemas de memória”, explica Rodrigo Cunha, coordenador da equipa portuguesa.
Esta descoberta é determinante para a Alzheimer, doença incurável caracterizada pela perda de memória, nomeadamente “para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da demência mais comum”, sustenta Rodrigo Cunha.
“Se a simples ativação do recetor A2A é suficiente para causar distúrbios na memória, é possível desenvolver bloqueadores seletivos deste recetor“, acrescenta aquele professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.
“Os investigadores já sabem o caminho a seguir”, conclui Rodrigo Cunha, recordando que “seis anteriores estudos epidemiológicos (alguns europeus) distintos” já tinham confirmado que “o consumo de cafeína diminui a probabilidade de desenvolver Alzheimer e que age sobre os recetores A2A (a cafeína liga-se aos recetores e impede o perigo)”.
Os investigadores pretendem agora “desenhar moléculas químicas semelhantes à cafeína capazes de atuar exclusivamente sobre este recetor, impedindo-o de provocar danos na memória”, conclui Rodrigo Cunha.
/Lusa

Implante flexível pode permitir que pessoas paralisadas voltem a andar

Paulo Matos
12/01/2015 11:14

Uma equipa de cientistas está prestes a testar em humanos um implante flexível de silicone que dá a possibilidade de pessoas paralisadas voltarem a controlar os seus membros.

Investigadores da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne, na Suíça, tinham apresentado no ano passado um sistema elétrico e químico de estimulação que permitia a ratos paralisados (devido a problemas na medula espinal) voltarem a controlar os membros. Agora, a CNet adianta que a tecnologia está perto de ser testada em humanos graças a um implante flexível que foi concebido para ser integrado na espinha do paciente, o que minimiza o risco de rejeição.
Este implante de silicone chama-se e-Dura e pode ser implantado diretamente no cérebro ou na medula espinal, debaixo da dura-máter. Os investigadores testaram o implante em ratos e descobriram que, passados dois meses, não havia tecido danificado ou rejeitado, o que permitiu aos animais voltar a andar.
O início dos testes em humanos está previsto para junho deste ano em Lausanne. Mais detalhes sobre esta investigação podem ser consultados neste artigo da Science e no vídeo em baixo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ciência & Saúde  , ,

Identificado antibiótico eficaz contra bactérias resistentes

IRRI Images / Flickr
-
 Investigadores identificaram um novo antibiótico, que, numa experiência com ratos, se revelou eficaz no combate a estirpes bacterianas resistentes, divulgou a revista Nature.

O antibiótico, chamado de teixobactin, é uma molécula natural que uma equipa de cientistas da Universidade Northeastern, em Boston, nos Estados Unidos, descobriu, passando em revista dez mil compostos extraídos de bactérias provenientes do solo e cultivadas sobre microrganismos, através de uma “câmara de difusão” introduzida na terra durante uma a duas semanas.

Testado em ratos, o teixobactin revelou-se eficaz sobre estirpes resistentes de bactérias como a “Clostridium difficile”, responsável por diarreias, a “Staphylococcus aureus”, na origem de intoxicações alimentares, e a “Mycobacterium tuberculosis”, que causa a tuberculose, de acordo com o artigo publicado na Nature.

Estirpes destas bactérias desenvolveram resistências aos antibióticos clássicos.
Segundo a investigação, liderada pelo bioquímico Kim Lewis, o teixobactin mata a bactéria, provocando a rutura na parede celular, um método semelhante ao de um outro antibiótico, a vancomicina, usada, desde a década de 1950, no tratamento de infeções bacterianas, mas como último recurso, e que ganhou resistências ao fim de 30 anos.

A equipa de investigadores salienta, como vantagens do novo antibiótico, a ausência de efeitos secundários, esperando iniciar ensaios clínicos com humanos dentro de dois anos, depois de aperfeiçoadas as propriedades farmacêuticas do teixobactin.
/Lusa