Uma equipa de cientistas ingleses encontrou, por acaso, uma
proteína que pode ajudar a curar todos os tipos de cancro. A expectativa
é poder testá-la, nos humanos, dentro de três anos.
Esta proteína, desconhecida até agora e designada por LEM – Lymphocyte Expansiona Molecule, ou seja, Molécula de Expansão de Linfócitos, actua reforçando o sistema imunitário, habilitando-o a enfrentar o cancro.
Quando um cancro surge, a LEM promove a multiplicação das células T ou linfócitos T,
que são decisivas para o bom funcionamento do sistema imunitário.
Quando se verifica uma infecção ou um cancro em estado avançado, estas
células T não conseguem reproduzir-se em quantidades suficientes para
combater o problema, situação que é garantida com a tal proteína LEM.
A descoberta
foi feita por um grupo de investigadores do Imperial College, de
Londres, no Reino Unido, mas também envolveu cientistas da Universidade
Queen Mary de Londres, do ETH Zurich e da Escola de Medicina de Harvard.
Após seis anos de investigação, a proteína foi descoberta quase por acaso, durante a realização de testes em laboratório com ratos com mutações genéticas.
A equipa de investigadores está agora a tentar desenvolver uma terapia genética baseada nesta proteína, para poder actuar no tratamento do cancro.
“Se tudo correr bem, esperamos estar prontos a começar testes em humanos dentro de três anos”, explica o professor Philip Ashton-Rickardt, do departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina do Imperial College, citado no site oficial da Universidade britânica.
ZAP
sábado, 18 de abril de 2015
SIC notícias
Portuguesa é voluntária na maior favela do Mundo, no Quénia
Um voluntariado de 3 meses na Kibera, no Quénia, despertou Marta
Baeta para a dura realidade das crianças da maior favela do mundo. Criou
o projeto From Kibera With Love e apoia agora 60 jovens, graças aos
donativos e apadrinhamento de crianças por parte dos portugueses.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
querosaber.sapo.pt
Português homenageado por ter salvo judeus do Holocausto
70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos são ainda
aqueles reconhecidos pelos seus feitos e atitudes considerados heroicos. O padre Joaquim Carreira, Vice-Reitor do Colégio Pontifício Português,
em Roma, foi esta quarta-feira homenageado com o título póstumo de Justo
Entre as Nações, o maior reconhecido a não judeus feito pelo Estado de
Israel e do povo judeu.
O seu nome junta-se a Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio
Garrido, José Brito Mendes e outros 25 mil nomes de não judeus gravados
no Yad Vashem, o Memorial ao Holocausto em Israel. Estes nomes servem
para recordar todos aqueles que se sacrificaram para salvar judeus
durante o regime nazi.
O reconhecimento foi anunciado no final de 2014, e a entrega da
medalhe e certificado à sua família foi feita esta semana, numa
cerimónia na Sinagoga de Lisboa com a presença da Embaixadora de Israel.
Joaquim Carreira viajou para Roma já em 1940, onde acabou por
auxiliar várias famílias judaicas durante o Holocausto. Nos registos do
Yad Vashem, salvou pelo menos três pessoas, incluindo Elio Cittone,
encontrado em 2012 pelo jornalista António Marujo e uma das testemunhas
que ajudou a que o reconhecimento fosse possível. Num dos relatórios do
ano letivo de 1943-1944, pode ler-se, pela mão do padre, "concedi asilo e
hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis
injustas."
Um dos sobrinho do padre, Joaquim Carreira Mónico, conta ao
Observador que os registos do tio falam em 40 pessoas salvas, se bem que
é difícil saber o número exato.
Joaquim Carreira faleceu em 1981, em Roma. O seu nome será gravado no Memorial dos Justos no verão.
Uma nanopartícula desenvolvida por uma empresa de Coimbra
poderá resultar num medicamento indicado para o cancro da mama triplo
negativo, um tipo de tumor mais agressivo e para o qual não existe,
atualmente, um tratamento específico.
Em declarações à agência Lusa, a investigadora Vera Dantas Moura, responsável da empresa Treat U, do grupo Bluepharma, afirmou que a Pegasemp
– uma nanopartícula inteligente, 80 vezes menor que uma célula, que
reconhece os tumores atuando diretamente nos alvos cancerígenos – “está a
trazer esperança” aos doentes com cancro da mama triplo negativo.
“É um tipo de cancro que não tem nenhum tratamento específico
indicado, pelo que é muito mais difícil e muito mais doloroso tratá-lo“,
explicou, adiantando que a nanopartícula – que quando administrada na
corrente sanguínea do doente reconhece tumores e liberta o tratamento de
quimioterapia como se de uma granada se tratasse – “permite um
tratamento mais eficaz e menos doloroso”.
A investigação concluiu no início do ano os testes laboratoriais em
animais saudáveis, concretamente sobre o perfil toxicológico, um estudo
que pretende demonstrar a segurança da utilização do medicamento e que
está pronta para iniciar em 2015 ensaios clínicos em humanos.
De acordo com Vera Dantas Moura, os resultados dos testes
laboratoriais demonstraram que a Pegasemp promete ser segura: “Para
haver níveis toxicamente visíveis, a dose teria de ser aumentada duas a
quatro vezes”, indicou.
Os ensaios clínicos decorrem em três fases, as duas primeiras
possíveis de realizar em Portugal, através de uma empresa do grupo
farmacêutico Bluepharma e à qual estão associados mais de uma dezena de
centros de saúde e hospitais.
A primeira fase dos ensaios clínicos, explicou a investigadora,
“pretende explorar a dose que o paciente consegue tolerar” e deverá
decorrer durante cerca de seis meses. Na segunda fase dos ensaios, que
decorrerão ao longo de um ano, a dose identificada na primeira fase é
administrada aos doentes para aferir da eficácia do medicamento.
A terceira fase implica o envolvimento de unidades de saúde
diferenciadas “em países diferentes” por parte de grandes empresas
farmacêuticas, antes do medicamento poder ser aprovado pelas entidades
competentes e entrar em comercialização.
Vera Dantas Moura disse ainda que a Pegasemp possui já três patentes
registadas nos EUA e está “pronta para ser produzida” à escala
industrial.
“É um medicamento inteiramente português, pronto para ser utilizado“, referiu, dizendo esperar que, após os ensaios clínicos, o medicamento possa chegar ao mercado dentro de três anos.
/Lusa
quarta-feira, 15 de abril de 2015
OBSERVADOR
RTP acaba com políticos comentadores
Os espaços de comentário de políticos, vistos como "tempo de antena",
vão terminar, garante o novo diretor de informação da televisão
pública. Mas isso não significa o fim do debate político na RTP.
ANT
A RTP vai deixar de ter políticos comentadores, assegurou Paulo Dentinho, o novo diretor de informação da televisão pública,
ao Observador. Os “espaços singulares” de comentário, diz Dentinho,
funcionavam como “tempo de antena”, uma realidade que não existe na
maior parte dos países europeus, como França ou Inglaterra. Daí a
decisão tomada. O que não significa, no entanto, o fim do debate
político no canal público, segundo o seu diretor.
A presença de
políticos na RTP vai ser garantida através de entrevistas ou de convites
para participarem em debates — um formato que vai regressar ao canal 1
da televisão pública, já que agora estava concentrado na RTP Informação.
O semanal Prós e Contras,
conduzido atualmente pela jornalista Fátima Campos Ferreira, esse vai
continuar a ser emitido, sem qualquer interrupção à vista.
Nuno Morais Sarmento, que comenta a atualidade na RTP às quintas-feiras,
anunciou em direto, a 9 de abril, o fim do seu espaço de comentário. O
contrato da estação pública com o antigo ministro da presidência tinha a
duração de dois anos e termina, por isso, no final do mês de
abril. Segundo noticiou o Diário de Notícias, A Opinião de Nuno Morais Sarmento
alcançava uma audiência média de 745 mil telespectadores, sendo que no
final de março de 2015 registou o melhor resultado desde a sua estreia,
com mais de 800 mil seguidores.
Morais Sarmento assumiu o papel de
comentador político na RTP em abril de 2013, todas as sextas-feiras.
Era uma espécie de representante do PSD, na mesma altura em que o
socialista José Sócrates ganhava o seu próprio espaço, com emissão aos
domingos, em horário nobre. A RTP viria, no entanto, a suspender o
espaço do ex-primeiro-ministro na sequência da sua detenção, em novembro
do ano passado. Desde então, a estação pública não arranjou
qualquer substituto para Sócrates, isto é, um comentador de esquerda.
A
nova direção da RTP, definida em meados de março deste ano, decidiu
agora que não vai convidar mais ninguém para fazer comentários nos
mesmos moldes, os quais existem noutros canais portugueses. É o caso de
Marques Mendes, aos sábados na SIC, ou de Marcelo Rebelo de Sousa, aos domingos na TVI. A nova
filosofia da estação pública quanto ao comentário político vai ser
vertida no livro de estilo da RTP, que vai sofrer atualizações.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
PÚBLICO Islândia pondera tirar aos bancos o poder de criar dinheiro
Penalizados pela crise de 2008, os islandeses querem acabar com a
criação e rebentamento de bolhas no sistema financeiro. Nem que isso
signifique acabar com o sector bancário tal como ele hoje existe.
Islândia foi um dos países que mais sofreu com a crise financeira internacional Bob Strong/Reuters
A Islândia foi um dos países que mais sofreu
com o facto de ter deixado o seu sector bancário crescer
descontroladamente. Por isso, não surpreende que agora seja nesta ilha
de 300 mil habitantes conhecida por não ter medo de inovar que se esteja
a ponderar a reforma mais radical do sistema financeiro. Uma reforma
que foi apresentada por uma comissão parlamentar a pedido do
primeiro-ministro islandês e que retiraria aos bancos o poder de criar
dinheiro, fazendo-os recuar para um tipo de funcionamento que já não
conhecem desde o século XIX.
A primeira coisa que é preciso perceber para
compreender o alcance daquilo que está a ser ponderado na Islândia é que
os bancos comerciais, e não somente os bancos centrais, têm desde o
final do século XIX o poder de criar mais ou menos dinheiro. É verdade
que são os bancos centrais que emitem as notas e as moedas. Mas, os
bancos comerciais, quando decidem fazer um empréstimo a uma empresa para
esta investir ou quando financiam alguém a comprar uma casa, fazem na
prática com que mais dinheiro entre em circulação na economia.
Os
bancos centrais têm a capacidade, com a definição de taxas de juro ou
com as exigências de rácios que fazem aos bancos, de influenciar a forma
de actuar das instituições financeiras. No entanto, o relatório
encomendado pelo primeiro-ministro islandês Sigmundur Gunnlaugsson e
apresentado no final de Março por Frosti Sigurjonsonn, um deputado da
maioria governamental, diz que isso não chega. E que desta maneira,
quando chega uma crise e muitos empréstimos começam a não ser devolvidos
aos bancos, corre-se o sério risco de não haver nos bancos dinheiro
suficiente para fazer face às poupanças feitas pela população.
Os
islandeses conhecem bem este risco. Desde 1875, o país já passou por 20
crises financeiras de diferentes tipos, diz o relatório. E a última
aconteceu em 2008. Nas década anterior, depois de se ter reduzido
fortemente o nível de regulação, o sistema financeiro islandês ganhou
uma dimensão muito superior à da economia e a massa monetária em
circulação multiplicou-se a um ritmo raramente visto. Assim que a crise
financeira internacional chegou aos bancos islandeses, todo o sistema
colapsou, com fortes custos para a população.
Para evitar isto, o
que Frosti Sigurjonsonn propõe é aquilo a que chama de sistema
financeiro “soberano”, em que o banco central ficaria de facto com a
totalidade do poder de definir, a cada momento, quanto dinheiro é que é
posto em circulação. Um banco comercial, quando decidisse conceder um
empréstimo, teria necessariamente de retirar o dinheiro de uma conta
criada para o efeito. Desta forma, em vez de se assistir a uma
multiplicação do dinheiro, o que aconteceria é que o montante que o
banco central deixaria circular passaria apenas a ser transferido de um
lado para o outro. “O poder de criar dinheiro mantém-se separado do
poder de decidir como é que o novo dinheiro é usado”, afirma o
relatório, que defende que isto conduziria também a que os bancos
tivessem muito mais cuidado em escolher os projectos e investimentos em
que quereriam participar.
A questão da dimensão do sector bancário
– que atingiu níveis astronómicos na Islândia mas que também cresceu
muito na generalidade dos outros países – voltou a estar em cima da mesa
depois da crise financeira internacional. Mas na realidade poucas
medidas foram entretanto tomadas para alterar a situação.
Já nos
anos 30 do século passado, depois da Grande Depressão, um grupo de
economistas norte-americanos liderado por Irving Fisher tinha feito a
mesma proposta de passar para o Estado todo o poder de criar dinheiro.
No
ano passado, o colunista do Financial Times, Martin Wolff tinha
defendido o mesmo tipo de estratégia, acrescentando que tal daria ainda
aos Estados uma enorme fonte de receitas, que lhes daria espaço de
manobra para reduzir a carga fiscal.
Entre os mais críticos,
contudo, é assinalado que o regresso a um sistema em que o sector
público decidisse exactamente e a todo o momento quanto dinheiro é que é
preciso criar não reduziria o risco de excessos. Pelo contrário, dizem,
os Governos poderiam ter ainda uma maior tentação para continuar a
injectar dinheiro para que as economias crescessem mais.
O debate
teórico em relação a esta matéria promete ser cada vez mais animado
depois do aparecimento desta proposta. Mas como em muitos outros casos,
dificilmente conduzirá a uma conclusão definitiva. Será que a Islândia e
os seus 300 mil habitantes estão dispostos a passar esta ideia à
prática e servir de experiência viva para os outros países?
Bactérias Staphylococcus aureus numa placa de Petri
Uma equipa internacional de investigadores descobriu um
antibiótico eficaz contra a bactéria responsável por grande parte das
infeções que se contraem nos hospitais, a Staphylococcus aureus, um micro-organismo resistente a quase todos os antibióticos.
A divulgação da descoberta foi feita este sábado pela agência de notícias espanhola EFE, que revela que o novo antibiótico contra a Staphylococcus aureus
foi desenhado por uma equipa dirigida pela Universidade de Notre Dame,
no estado norte-americano de Indiana, na qual participou também o
Instituto de Química-Física Rocasolano, de Madrid.
O Staphylococcus aureus gera doenças da pele, meningites, pneumonias, sepsias, sendo o organismo que está envolvido na maior parte das infecções adquiridas após uma cirugia ou hospitalização.
A resistência das bactérias aos antibióticos é um
problema de saúde mundial muito preocupante: “Há cada vez menos
antibióticos novos e mais patogénicos super-resistentes”, explicou Juan
A. Hermoso, o investigador do Departamento de Cristalografia do
instituto madrileno e um dos autores do estudo.
O ano passado, o primeiro-ministro britânico, Davdi Cameron, alertou mesmo que o mundo poderá ser “lançado de volta à Idade Média da medicina” caso não sejam tomadas medidas para enfrentar a crescente resistência aos antibióticos.
ZAP / Lusa
sexta-feira, 27 de março de 2015
TeK Notícias
CEO da Apple quer doar toda a fortuna
Numa entrevista à revista Fortune Tim Cook fez a
revelação: toda a sua fortuna será doada. Em causa está um património
de 800 milhões de dólares.
O presidente executivo da Apple não revelou se já tem alguma ideia em
relação à forma como vai distribuir os bens, ou às instituições que
possam vir a beneficiar dessa distribuição. Sublinhou apenas que
pretende concretizar o objetivo antes de morrer e que apenas deixará
fora deste plano o suficiente para assegurar o pagamento dos estudos ao
sobrinho de 10 anos.
Entre os temas já defendidos em público pelo responsável e aos quais se
tem ligado em ações diferentes estão os direitos humanos, a igualdade,
as alterações climáticas ou o combate ao HIV, como recorda a imprensa
norte-americana, mas não é claro que alguma destas áreas venha a ser a
privilegiada por Tim Cook para aplicar a fortuna.
São também conhecidas algumas doações já feitas pelo CEO da Apple: 50
milhões de dólares para o Project Red (que fez nascer uma linha
especifica do iPod) e 25 milhões para a construção de um hospital
pediátrico em Stanford.
No entanto, na entrevista Cook revelou que quer ir além das simples
doações e dedicar-se à filantropia, um caminho que outros nomes da
tecnologia também seguiram. Bill Gates é o exemplo mais mediático.
quarta-feira, 25 de março de 2015
VISÃO
Finlândia prepara-se para acabar com disciplinas nas escolas
O sistema de ensino finlandês, considerado um dos melhores do mundo,
prepara-se para inovar
Quarta feira, 25 de Março de 2015
Reuters
O sistema de ensino finlandês tem sido regularmente considerado um dos
melhores do mundo. Ocupou os lugares cimeiros das três primeiras edições do
ranking PISA (Programme for International Student Assessment), embora os
últimos resultados mostrem a liderança dos países asiáticos, muitos dos
quais se inspiraram precisamente no modelo finlandês.
Mas o país do báltico prepara-se para voltar a servir de modelo educativo
para o resto do mundo, ao abandonar as 'tradicionais' disciplinas até 2020.
Mas em que moldes funcionará, na prática, o novo modelo? O objetivo é
ensinar recorrendo a grandes temas ou fenómenos e não a disciplinas
específicas. Por exemplo, sob a temática "União Europeia", pode
ensinar-se línguas, história, geografia, entre outros.
Dito de outra forma, pretende-se atingir um modelo de ensino mais fluído,
transversal e transdisciplinar. Não se pretende abandonar as teorias
científicas, mas sim apresentá-las como mais aplicadas a fenómenos
"reais".
Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a
realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para
que é que isto serve?"
Cientistas transformam célula do câncer em imunológica
Cientistas descobriram que é possível forçar
as células da leucemia a amadurecer como um tipo de célula imunológica,
que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células
tumorais
18 mar 2015
Algumas descobertas importantes foram feitas “sem querer” na história
da ciência, como o caso da penicilina. Foi o que parece ter acontecido
com um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Standford, que
podem ter encontrado uma forma de combater células de câncer de um tipo
agressivo durante experimentações recentes. As informações são do IFL
Science.
Cientistas descobriram que é possível forçar as células da
leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que,
ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais
Foto: IFL Science / Reprodução
Depois de várias tentativas de encontrar uma maneira de prevenir as
células cancerígenas de morrer durante as experiências, os cientistas
descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer em
um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a
combater outras células tumorais. O estudo foi publicado na Proceedings
of the National Academy of Sciences.
O câncer analisado pelo estudou foi a leucemia linfocítica aguda (LLA) é
um tipo de rápida progressão, que atinge as células brancas
(leucócitos) do sangue caracterizada pela produção maligna de linfócitos
imaturos na medula óssea. Neste estudo, era analisado o tipo “B-ALL” do
LLA, do qual se sabe muito pouco. Assim, o estudo de Standford
tentou encontrar alguma possibilidade de manter as células isoladas do
câncer (pertencentes a um paciente).
Assim, depois de expor as células a um determinado fator de
transcrição, os cientistas observaram que elas começaram a mudar de
tamanho e forma, adotando a morfologia característica de um tipo de
glóbulo branco responsável por devorar as células danificadas ou
material estranho, conhecido como um dos macrófagos.
Os pesquisadores também acreditam que essas células convertidas não só
poderão ser neutralizadas sobre sua antiga identidade de célula
cancerosa, mas também podem ajudar o corpo a dar uma resposta
imunológica contra outras células cancerosas remanescentes. A próxima
etapa do projeto será, portanto, investigar maneiras de conseguir a
conversão das células de uma forma clinicamente viável.