terça-feira, 2 de junho de 2015

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Cancro agressivo. Sucesso de novo tratamento gera onda de entusiasmohttp://www.ionline.pt/media/2015/6/1/463430.jpg?type=artigo

 Novos medicamentos que melhoram a resposta do sistema imunitário poderão substituir a quimioterapia, em alguns casos, em cinco anos  

António Pedro Santos Marta F. Reis 01/06/2015 23:00:00

Combinação de medicamentos oferece hipótese a quase 60% de casos graves, por agora apenas no melanoma metastizado.
Resultados “espectaculares”. Um “murro poderoso” contra uma das formas mais agressivas de cancro. Uma “mudança no jogo” no tratamento da doença. As conclusões de um ensaio clínico publicado no domingo na edição online da revista médica “New England Journal of Medicine” e a discussão de um novo tipo de medicamentos num congresso internacional de oncologia em Chicago, onde não se poupou no entusiasmo, está a fazer correr tinta em todo o mundo. Pela primeira vez, a combinação de dois medicamentos oferece uma hipótese de cura inédita a casos muito graves de melanoma metastizado. 
Por agora os resultados mais tangíveis são mesmo nesta forma agressiva de cancro da pele, que mata mais de 200 pessoas por ano em Portugal. Mas há outras moléculas do mesmo tipo em estudo para outros tumores.

domingo, 31 de maio de 2015

 
 BLITZ
Banda sueca faz álbum que só pode ser ouvido na floresta -

Banda sueca faz álbum que só pode ser ouvido na floresta






A banda folk John Moose lançou o seu disco de estreia numa aplicação para smartphone que só o reproduz se o GPS determinar que o ouvinte está numa floresta.



A banda folk John Moose lançou o seu álbum de estreia através de uma aplicação móvel que apenas reproduz a música nele contida se o ouvinte estiver numa floresta. A localização é determinada pelo GPS do telefone.

A aplicação foi criada pelo baterista da banda, Tobias Nóren, e funciona em iOS a Android. "A app identifica as zonas verdes no Google Maps, as coordenadas são enviadas para um servidor web que analisa o mapa e usa um algoritmo específico para determinar se o ouvinte está, de facto, na floresta", contou o criador à Rolling Stone.

"Queremos que as pessoas pensem sobre a natureza. O que ela é e como nos devemos relacionar com ela", refere a banda. "A melhor maneira de o conseguir, pensámos nós, foi obrigar as pessoas a meter-se na floresta", concluiu.

Todo o processo é explicado aqui:

A BLITZ está também disponível para tablet. Faça o download da sua aplicação para iPad ou para Android

Ler mais: http://blitz.sapo.pt/banda-sueca-faz-album-que-so-pode-ser-ouvido-na-floresta=f96600#ixzz3biHHs1Rk

sexta-feira, 29 de maio de 2015

ZAP aeiou

Cientistas usam vírus do herpes para curar cancro de pele

Uma versão geneticamente modificada do vírus que causa herpes pode curar cancro de pele, de acordo com investigadores. Os resultados mostram que o tratamento pode aumentar o tempo de vida de pacientes com melanoma.
O vírus do herpes modificado é inofensivo para células normais, mas quando injetado em tumores replica-se e liberta substâncias que ajudam a combater o cancro.
Resultados de testes divulgados na publicação científica Journal of Clinical Oncology mostram que o tratamento, que ainda não foi licenciado, pode aumentar a sobrevivência dos pacientes por alguns anos – mas apenas para os portadores de melanoma, o tipo mais grave de cancro de pele.
“Quando o vírus do herpes infeta uma célula, ele cresce dentro dela e a faz explodir, infetando as células à volta. Por isso a ferida, são as células morrendo na sua pele”, explica Richard Marais, do Cancer Research UK, à BBC.
“Os investigadores modificaram o vírus de três maneiras. Primeiro, fizeram com que parasse de causar herpes. Segundo, fizeram com que crescesse apenas nas células cancerígenas. Por último, tornaram-no atraente para o sistema imunológico. Por isso, quando é injetado num tumor, o vírus mata o tumor e ativa o sistema imunológico, que caça outros tumores para matá-los”, conclui.
Para o investigador, a técnica poderá ser usada, no futuro, para combater outros tipos de cancro.
Tratamentos semelhantes de imunoterapia para melanoma já estão disponíveis nos Estados Unidos e na Europa, mas os investigadores acreditam que o vírus modificado, conhecido como T-Vec, poderia somar-se a isso.
Seria também o primeiro tratamento para melanoma a utilizar um vírus.
Este estudo é o maior teste aleatório de um vírus anticancro e envolveu 436 pacientes de 64 centros nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e África do Sul que tinham melanomas malignos inoperáveis.
“Há um crescente entusiasmo com o uso de tratamentos virais como o T-Vec para o cancro, porque podem lançar um duplo ataque aos tumores – matando as células cancerígenas diretamente e pondo o sistema imunológico contra elas”, diz o coordenador dos testes no Reino Unido, Kevin Harrington, do Instituto de Pesquisa do Cancro, em Londres.
“Uma vez que o tratamento viral pode ter como alvo células cancerígenas especificamente, há uma tendência a ter menos efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional ou algumas das novas imunoterapias.”
“Estudos anteriores mostraram que o T-Vec poderia beneficiar algumas pessoas com cancro de pele avançado, mas este é o primeiro estudo a provar um aumento da sobrevivência“, disse Hayley Frend, gestor de ciência da informação do Cancer Research UK.
“O próximo passo será compreender por que é que apenas alguns pacientes respondem ao tratamento com T-Vec, para ajudar a identificar que pacientes poderiam beneficiar disso”, diz.
ZAP / BBC

quinta-feira, 28 de maio de 2015

SIC Notícias

Cientistas espanhóis desenvolvem nova técnica que permite deteção de enfartes

Daniel Ochoa de Olza / AP (Arquivo)

Cientistas espanhóis desenvolveram uma técnica que analisa, por ressonância magnética nuclear, as partículas de sangue que contêm colesterol, triglicerídeos e outros lípidos, conhecidos como lipoproteínas, num método que possibilita detetar um enfarte.

Esta investigação é um dos temas que concentra o interesse dos 400 cientistas que participam no XXVIII Congresso Nacional da Sociedade Espanhola de Arteriosclerose, a decorrer desde terça-feira em Logronho, Espanha, e que termina na sexta-feira.

Segundo Luis Masana, catedrático de medicina na Universidade Rovira e Virgili, de Tarragona, esta nova técnica apresenta "muitas vantagens" no que diz respeito aos parâmetros utilizados atualmente pelos médicos para caracterizar o risco de enfarte ou cardiovascular dos pacientes, noticia a agência Efe.

Luis Masana afirmou que esta tecnologia, que possibilita mais do que a simples medição do colesterol, estava implantada há muitos anos no Japão e em Nova Iorque, mas que agora foi melhorada do ponto de vista tecnológico.

O colesterol, afirmou Luis Masana, "não depende só das suas concentrações, mas também da forma como se agrega ao plasma", orginando as lipoproteínas, que "podem variar em tamanho, concentração e forma", acrescentando que, "até agora não era possível determinar estas particularidades" e que com esta nova técnica obtem-se uma visão mais ampla e, sobretudo, melhoria da deteção do risco cardiovascular num paciente.

Durante o congresso, Masana, destacou ainda a oportunidade que os médicos têm de utilizar esta técnica, que "não é excessivamente cara", é muito prática e dá uma imagem clara do que ocorre com a gordura do sangue.

Durante o congresso trataram-se diferentes aspetos relacionados com a arteriosclerose, que se origina quando o excesso de colesterol que circula no sangue tende a depositar-se nas paredes das artérias, explicou à Efe o presidente do comité organizador deste encontro científico, Ángel Bre, referindo que, em função da localização das artérias afetadas, esta doença origina variados problemas, como, por exemplo, anginas de peito, enfartes do miocárdio, tromboses cerebrais, doença arterial periférica, aneurisma aórticos, isquemia intestinal, entre outros.

Este conjunto de processos domina-se doenças cardiovasculares ateroscleróticas.

A Organização Mundial de Saúde estima que 4,4 milhões morram no mundo por ter níveis de colesterol total elevados.
Lusa

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ZAP aeiou

Novo implante neurológico permite controlar prótese com o pensamento

Spencer Kellis / Caltech
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Uma nova prótese neurológica implantada no cérebro permite que um tetraplégico opere um braço artificial com facilidade, pela força do pensamento, revela um ensaio clínico publicado na quinta-feira na revista Science.
A prótese traz uma nova esperança na conquista de mobilidade por parte de pessoas amputadas ou com paralisias motoras.
Até agora, as diferentes abordagens de controlo de prótese testadas envolviam, por exemplo, braços mioelétricos acionados pelo músculo ou ligados a implantes inseridos no cérebro, mas estas técnicas produzem frequentemente movimentos semelhantes a espasmos, o que não acontece com esta técnica.
Um dos casos relatados no ensaio clínico é o de Erik Sorto, 34 anos, tetraplégico desde há uma dezena de anos, depois de um ferimento na coluna vertebral, e que conseguiu usar um braço artificial sem esforço através da força do seu pensamento e da sua imaginação.
Erik Sorto tornou-se, assim, na primeira pessoa no mundo a ter uma prótese neurológica implantada numa região do cérebro onde se formam as intenções, o que lhe dá a capacidade de agarrar num copo e beber ou de jogar ao jogo “pedra-papel-tesoura”.
“O córtex parietal posterior situa-se a montante no processo que conduz a um movimento, o que faz com que os sinais estejam mais em linha com a intenção de agir do que com a execução do movimento”, explicou Richard Andersen, professor de neurologia e que dirigiu a investigação.
No decorrer da experiência clínica, os investigadores dizem ter conseguido descodificar as intenções do sujeito ao simplesmente pedirem-lhe para imaginar o movimento, mas sem as suas múltiplas e diferentes sequências.
Os implantes ligados ao braço artificial foram colocados em 2013 no Hospital Keck de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Com a ajuda dos investigadores e do pessoal médico, Erik Sorto conseguiu controlar o cursor do computador e o braço robótico através dos seus pensamentos, exatamente o que os cientistas esperavam.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

pplware

Lente Ocular Biónica promete visão perfeita para sempre

Imagine que lhe dão a capacidade dos seus olhos terem uma visão 3 vezes mais apurada que a capacidade natural com que o ser humano é capacitado, uma visão 20/20? Sem usar óculos ou lentes de contacto, mesmo quando for idoso, com 100 anos, a visão estar perfeita?
Isso é possível através de uma lente biónica implantada no seu olho. Quem o diz é o optometrista Dr. Garth Webb que inventou esta lente. Segundo ele, estamos a um pequeno passo de ver perfeitamente… para todo o sempre!
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O processo, segundo o especialista, é simples e permite às pessoas que se submeterem ao processo cirúrgico de implante desta lente, nunca virem a ter cataratas ou qualquer outro problema relacionado com o envelhecimento natural da lente ocular.
Com esta lente biónica, que segundo Webb, poderia ser implantada depois dos 25 anos, altura em que a estrutura ocular humana está finalmente desenvolvida, traria uma visão perfeita a toda a gente, não importando o estado em que a vista estivesse e de que tipo de lentes correctivas usasse.
Esta é uma descoberta que o mundo nunca viu antes, se se consegue ver as horas num relógio a 3 metros de distância, com esta lente biónica poderá ver a 9 metros.
Estas declarações foram acompanhadas com a imagem de uma lente que não tem mais do tamanho de um botão, pequeno e fino. A lente, feita à medida, é super flexível e seria colocada no olho através de uma seringa cheia de uma solução salina e em 10 segundos estaria colocada no sítio certo.

Cirurgia de 8 minutos

O Dr. Garth Webb refere que o procedimento de colocação da lente é indolor, igual à que se faz actualmente para corrigir as cataratas, leva cerca de 8 minutos no seu processo total e a visão do paciente fica imediatamente corrigida.
Webb, o CEO da empresa Ocumetics Technology Corp., gastou nos últimos 8 anos algo como 3 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento desta lente biónica, conseguindo uma patente internacional da mesma, além de todos os certificados biomédicos de fabrico destes componentes.
Esta tecnologia foi muito bem recebida no seio oftalmológico em vários países e há já um grande interesse em expandir a sua utilização a várias pessoas que determinadas doenças destruíram a qualidade da visão. Vários especialistas da área dizem mesmo que este dispositivo vai levar mais perto do Santo Graal da excelente visão em todas as faixas de idade.
Enquanto se aguarda pelos ensaios clínicos em animais e depois em olhos humanos cegos, o Lens Bionic poderia estar disponível no Canadá e noutros lugares em cerca de dois anos, dependendo dos processos de regulação em vários países, diz Webb.
Esta seria uma solução que deixaria a cirurgia a laser totalmente obsoleta, além de todos os problemas colaterais que não estariam envolvidos na colocação da lente biónica.
Ao lado deste seu empreendimento Bionic Lens, Webb criou uma fundação chamada Celebration of Sight, que iria doar dinheiro para as organizações que oferecem as cirurgias aos olhos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“Visão perfeita deve ser um direito humano”, remata Webb!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

RR

Empresa dá incentivos à natalidade e devolve sobretaxa para ter "funcionárias satisfeitas"

Foto: Confecções Goucam






A Goucam, em Castelo Branco, tem 64 funcionários (62 mulheres e dois homens), mas quer crescer.
18-05-2015







A empresa de confecções Goucam, em Castelo Branco, está a atribuir incentivos à natalidade desde Janeiro de 2015 e a devolver a sobretaxa de IRS aos seus trabalhadores.

"Desde Janeiro deste ano, decidimos começar a realizar este incentivo e apoiar com a atribuição de um salário mínimo [ao trabalhador], no mês do nascimento da criança", disse uma das administradoras do grupo, Ângela Castanheira, à agência Lusa.

Segundo a responsável, a medida surgiu devido às baixas taxas de natalidade com que se debate o país e a região. "É uma realidade que tem de ser combatida o mais rapidamente possível. Esta medida foi um pouco para contradizer isso e até puxar outras empresas e o próprio Estado. Todos nós temos que fazer alguma coisa por isso", adiantou.

Ângela Castanheira disse ainda que não é com este "valor pequenino" que a empresa está a atribuir que se resolve o problema, mas acrescentou que, pelo menos, as trabalhadoras são ajudadas. "É muito importante ter as funcionárias satisfeitas no seu posto de trabalho", afirmou.

Mas a Goucam está a devolver aos seus trabalhadores a sobretaxa extraordinária do IRS. "Desde que se instituiu a sobretaxa de IRS, tem-se feito a devolução do valor dessa sobretaxa a todos os trabalhadores que sejam abrangidos por ela", explicou a administradora do grupo.

Apesar de esta ser uma prática da empresa até hoje, Ângela castanheira adiantou que a empresa não pode garantir que esta devolução da sobretaxa de IRS se mantenha. "Caso haja essa possibilidade, iremos fazê-lo", explicou.

A partir deste 2015 e no final de cada ano será atribuído a todos os funcionários, que completarem 25 ou mais anos, na empresa um prémio anual. A empresa de Goucam CB está a laborar desde Janeiro de 2014 e conta actualmente com 64 funcionários (62 mulheres e dois homens), sendo que o objectivo da empresa passa por chegar aos 90 trabalhadores, assim que o mercado o permita. Ângela Castanheira explicou ainda que o grupo é constituído por várias empresas, sendo que quatro estão ligadas ao ramo das confecções.

domingo, 17 de maio de 2015

Diário Digital

Homens e mulheres pré-históricos tinham princípios igualitários

Homens e mulheres pré-históricos tinham princípios igualitários

As tribos de caçadores e colectores da pré-história tinham princípios igualitários entre homens e mulheres, segundo um estudo da Universidade College London, em Inglaterra. A conclusão vai contra tudo o que sempre se acreditou, que essas sociedades eram orientadas pela decisão do homem e que seriam eles quem decidiam onde as tribos viveriam. O estudo foi publicado na revista Science.

Os cientistas recolheram dados genealógicos de duas populações de tribos caçadoras-colectoras, uma no Congo, outra nas Filipinas. Em ambos os casos, as tribos eram compostas por cerca de 20 pessoas e movimentavam-se a cada dez dias, sobrevivendo da caça, pesca e recolha de frutas, vegetais e mel. Ao analisar os dados, os cientistas perceberam que as tribos eram compostas de parentes como pais, irmãos, crianças e conhecidos.
Na comunidade filipina, as mulheres envolviam-se na caça e na recolha de mel e, apesar de haver uma divisão do trabalho, homens e mulheres colaboravam similarmente na procura por comida. Nos dois grupos, a monogamia era a norma e os homens ajudavam a cuidar das crianças.
A conclusão foi que, se os homens escolhessem quem levar para os próximos acampamentos, ou seja, com quem conviver, teríamos grupos de homens colegas e as suas mulheres a actuar na periferia da sociedade. Porém, quando uma mulher tem o poder de decisão, a família é levada junto, por isso era possível constatar grupos de quatro ou cinco irmãos a viverem juntos.
Segundo informou o antropólogo que liderou o estudo, Mark Dyble, ao jornal inglês The Guardian, a igualdade entre os sexos pode ter surgido como uma vantagem de sobrevivência. «A igualdade entre os sexos foi importante para as mudanças de organização social, incluindo o crescimento do cérebro e o desenvolvimento da linguagem, que distinguem os humanos.
A desigualdade entre os sexos, com o poder de influência maior dado ao homem, teria surgido na época da agricultura, quando as tribos se fixaram e a acumulação de riquezas surgiu. «O homem passou a ter o poder de ter mais de uma mulher e de acumular riquezas, e isso desequilibrou a balança de decisões entre os sexos», afirmou Dyble.
A igualdade entre os sexos foi o que nos distinguiu dos nossos ancestrais, como os primatas. «Chimpanzés vivem em sociedades dominadas pelo macho e agressivas, com uma hierarquia clara», concluiu.

sábado, 16 de maio de 2015

ZAP aeiou

 Dinamarca quer acabar com as notas e moedas

A Dinamarca será o primeiro país do mundo a suprimir o dinheiro a circular em numerário. O governo dinamarquês anunciou a intenção de eliminar já em 2016 o uso de notas e moedas para pagamento de bens em lojas, estações de serviço e restaurantes.
Há 2600 anos, quando algures na Ásia se cunhou a primeira moeda, pôs-se em marcha a primeira revolução económica da humanidade, que ditou o fim da economia de troca directa e marcou o início do comércio mundial. Mas passados dois milénios e meio, faz sentido manter o dinheiro físico em circulação?
Segundo a BBC, o governo da Dinamarca parece pensar que não, depois de ter esta semana anunciado medidas para suprimir a partir do próximo ano o uso de dinheiro em numerário para pagamento no comércio.
As medidas foram apresentadas como parte de um conjunto de propostas para fomentar a economia dinamarquesa. A longo prazo, a Dinamarca será o primeiro país sem dinheiro em circulação.
“O objectivo desta medida é eliminar os consideráveis custos administrativos e financeiros do manuseamento de dinheiro em numerário”, explica um responsável do governo dinamarquês.
A decisão nem é demasiado surpreendente para um país como a Dinamarca, onde 100% da população adulta tem cartão de crédito e onde nos últimos 25 anos os pagamentos em numerário registaram uma quebra de 90%.
Actualmente, apenas 25% dos pagamentos são efectuados em dinheiro, e é raro encontrar um estabelecimento comercial que não aceite pagamento em cartão.
O dinheiro electrónico tem uma série de vantagens evidentes sobre o dinheiro físico, que é, em primeiro lugar, mais caro de produzir, transportar e guardar.
No México, por exemplo, cada uma das 1320 milhões de notas produzidas este ano teve um custo de 1 peso, cerca de 6 cêntimos de euro.
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Tem todos os defeitos do mundo (mas é meu)
O dinheiro físico também rouba tempo aos consumidores. Segundo um estudo de Bhaskkar Chakravorti e Benjamín Mazzota, investigadores da Universidade Tufts de Boston, nos EUA, cada americano passa em média 28 minutos por mês em frente a uma caixa multibanco.
O estudo não apresenta no entanto estimativas do tempo que cada consumidor americano passa por mês à espera quando paga com cartão numa loja – onde tipicamente cada operação requer um tempo de comunicação entre o terminal de multibanco e o banco – ou quando espera pelo carregamento das páginas no seu serviço de banca online.
Há ainda motivações mais simples para acabar com o dinheiro em circulação. Por exemplo, o dinheiro electrónico é mais ecológico e mais higiénico.
Além disso, o dinheiro físico é mais propício a fenómenos de evasão fiscal que a maior parte dos governos do mundo tenta combater.
Mas esta ideia poderá encontrar alguma oposição por parte dos consumidores, e o próprio governo dinamarquês prevê que a população possa ter dificuldade em adaptar-se à medida.
As duas grandes preocupações dos consumidores com esta medida têm a ver com questões de propriedade e privacidade.
Alguns consumidores sentem que o dinheiro que têm na mão (ou debaixo do colchão) é seu, enquanto que o dinheiro que têm no banco será ou não – percepção fortalecida depois de casos recentes como, em Portugal, o do Banco Espírito Santo.
E talvez os consumidores não estejam ainda preparados para aceitar que todos os seus hábitos de consumo, sem excepção, fiquem registados algures num servidor – acessíveis não apenas a inspectores das finanças curiosos mas, muito pior do que isso, a solícitos operadores de empresas de telemarketing.
AJB, ZAP

terça-feira, 12 de maio de 2015

NATURLINK

 SOS Natureza: Campanha que junta mais de 90 ONGs ambientais europeias arranca hoje


É lançada hoje a campanha SOS Natureza que junta mais de 90 ONGs ambientais de toda a Europa para salvar a Natureza apelando aos cidadãos europeus para se manifestarem contra o enfraquecimento das leis que a protegem e que a Comissão Europeia, liderada pelo Presidente Juncker, pretende implementar.
Em Portugal, a Coligação de ONGs ambientais C6 que inclui a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a QUERCUS, a WWF - Portugal, o GEOTA e o FAPAS são os motores deste movimento, que pretende incentivar os cidadãos a expressar uma opinião clara em favor da conservação da natureza e contra a alteração das diretivas Aves e Habitats.

A campanha pretende que os cidadãos portugueses juntem a sua voz aos dos restantes 27 países da União Europeia e participem na consulta pública da Comissão Europeia, tendo consciência que poderão ser eles a salvar as leis que protegem a natureza na Europa, as diretivas europeias Aves e Habitats.

A campanha, que será sobretudo divulgada através das redes sociais, pretende colocar o maior número de cidadãos possível a manifestar-se contra eventuais alterações às leis que protegem a natureza e o ambiente. Em https://www.naturealert.eu/pt, ou nos websites das ONGAs que formam a C6 o cidadão poderá informar-se sobre a avaliação das diretivas em curso, e participar na consulta pública, posicionando-se contra a alterações das leis ambientais europeias. A campanha terá igualmente um vídeo que pretende chamar a atenção para a proteção do nosso capital natural.

Esta campanha está a ser lançada por toda a Europa, pois a Comissão Europeia decidiu proceder a uma avaliação aprofundada de ambas as diretivas para determinar se elas são eficazes na proteção da natureza. Este processo está a acontecer num contexto claramente hostil à conservação da Natureza. O Presidente Juncker é conhecido por ser 'business-friendly' e anti-preocupações ambientalistas, portanto não se preveem melhorias, mas sim uma flexibilização negativa.

As leis que protegem a Natureza da Europa são antigas, com provas dadas, e reconhecidas como sendo das mais eficazes em todo o mundo para proteger animais, plantas e habitats ameaçados. Com este processo de avaliação, que tem como agenda o enfraquecimento da legislação ambiental europeia, em prol de um desenvolvimento económico a qualquer custo, a conservação da Natureza como a conhecemos encontra-se em risco.

Há muito que conservacionistas e investigadores defendem a lógica do desenvolvimento sustentável, em que o progresso e a conservação da natureza não são mutuamente exclusivos. Com o processo de avaliação em curso, sob a falsa bandeira da modernização burocrática, o que realmente é pretendido pela Comissão Europeia é que a Natureza não “atrapalhe” o desenvolvimento económico, e que a sua conservação e estudo sejam relegados para um plano ainda mais secundário, num claro retrocesso de mentalidades que espelha uma linha de pensamento muito limitada.

As atuais diretivas Aves e Habitats conferem à EU identidade no contexto global e são a razão por que a Europa, numa expressão de política orientada para enfrentar problemas futuros, tem agora a maior rede mundial de áreas protegidas, a Rede Natura 2000, que abrange cerca de um quinto da área terrestre e 4% das áreas marinhas europeias.

A participação no processo de consulta pública permite aos cidadãos participar e manifestar a sua opinião até 24 de julho de 2015, e é a única oportunidade para o público a expressar a sua vontade durante esta avaliação técnica.

De acordo com a C6, "existem inúmeras provas científicas de que estas leis funcionam, quando implementadas, e numerosos exemplos de que não são obstáculo ao desenvolvimento económico. Em Portugal foi a existência das diretivas que permitiu salvar da extinção alguns dos animais mais emblemáticos como a águia-imperial ou o lince ibérico. Sem elas teríamos uma natureza mais pobre, mais poluição e não teríamos as magníficas paisagens que ainda temos, e que são promovidas como estandartes turísticos de um país protegido e saudável”.