terça-feira, 17 de novembro de 2015

Espanha emite mandado de captura contra Netanyahu


Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
A justiça espanhola emitiu um mandado de captura contra Benjamin Netanyahu – a partir de agora, o primeiro-ministro de Israel será detido se colocar os pés no país vizinho. 
Em causa está a responsabilidade política do primeiro-ministro israelita no massacre da chamada “Flotilha da Liberdade”, que ocorreu em 2010.
O mandato de captura espanhol contra Benjamin Netanyahu, visa ainda outros seis responsáveis do governo de Israel, nomeadamente o antigo ministro da Defesa, Ehud Barak, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, e o ex-ministro dos Assuntos Estratégicos Moshe Ya’alon, actual ministro da Defesa.
Também o ex-ministro do Interior, Eli Yishai, o ex-ministro Benny Begin e o vice-almirante Maron Eliezer, responsável directo pela operação militar, são visados pela justiça espanhola.
O caso é da competência do Tribunal Nacional de Espanha e centra-se no ataque perpetrado por forças israelitas contra o navio “Mavi Marmara”, que carregava ajuda humanitária com destino a Gaza.
Em reacção a este mandato de captura, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita fala numa “provocação” e refere que as diplomacias dos dois países estão a “trabalhar” para que o mesmo seja cancelado.

SAPOTEK

 Investigadores portugueses criam software para diagnosticar cancro da mama e da próstata

O software nasceu no INESC TEC e vai ajudar os profissionais de saúde no diagnóstico destes dois tipos de cancro. A comercialização do produto já está assegurada.
 
Em Portugal todos os anos são identificados 4.500 novos casos de cancro da mama e 4.000 novos casos de cancro da próstata. O ExpertBayes, desenvolvido por investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), vai contribuir para dar mais precisão à avaliação de risco, sempre que é feita uma biopsia. Integra conhecimento médico, com técnicas de Machine Learning em modelos gráficos, para reduzir erros de amostragem da biópsia, explica o instituto numa nota de imprensa.  
Na mesma nota, o INESC TEC detalha que o software está preparado para trabalhar também com outro tipo de dados. Não está limitado às doenças cancerígenas, mas na aplicação a esta área está a tirar partido de informação recolhida pelo Departamento de Estatística da Carnegie Mellon University (CMU), na área do cancro da próstata e de dados cedidos por Elizabeth Burnside, especialista em cancro da mama no hospital da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
Ao longo de dois anos o sistema apoiou o rastreio de 737 pacientes: 496 para cancro da próstata e 348 para cancro da mama. “A aceitação por parte dos profissionais de saúde foi muito positiva, uma vez que, em caso de dúvidas, ao fazer o diagnóstico, o ExpertBayes ajuda-os a tomar a melhor decisão”, assegura Ezilda Almeida, uma das investigadoras responsáveis pela tecnologia, que será agora comercializada pela NLPC.
Esta quarta-feira assinala-se o Dia Mundial da Pesquisa do Cancro.

sábado, 14 de novembro de 2015

GREEN SAVERS

Investigadora portuguesa propõe novo método de valor acrescentado para tratamento de efluentes

Mafalda_Vaz_SAPO
A cana-de-açúcar pode ser utilizada com eficácia e dupla vantagem em estações de tratamento de águas residuais (ETAR) de plantas, substituindo as tradicionais macrófitas, tais como o caniço. A cana-de-açúcar assim obtida pode ser usada, por exemplo, para a produção de biocombustível. A conclusão resulta de um trabalho de doutoramento em Ciências e Engenharia do Ambiente, da Universidade de Aveiro (UA), e é mais um contributo para encontrar alternativas sustentáveis e de valor acrescentado face aos sistemas convencionais de tratamento de efluentes.
As ETAR de plantas, também conhecidas por leitos de macrófitas – que são plantas adaptadas a solos alagados -, ou zonas húmidas construídas para tratamento de efluentes, constituem uma alternativa ecológica e sustentável aos sistemas convencionais de tratamento, particularmente para o tratamento terciário de efluentes domésticos. Ou seja, para a remoção de fósforo e azoto, embora existam sistemas deste tipo a realizar tratamento de efluentes industriais, nomeadamente para remoção de metais pesados. As ETAR de plantas são constituídas por leitos, normalmente escavados no solo. Estes leitos são impermeabilizados e preenchidos com materiais de enchimento, tais como diversos tipos de argilas expandidas, e plantados com macrófitas.
O caniço (Phragmites australis) é uma das macrófitas mais utilizadas, devido à sua grande capacidade de remoção de poluentes e elevada resistência a condições ambientais extremas.
As argilas expandidas utilizadas no enchimento dos leitos são normalmente produzidas para este fim e com especificações que asseguram uma boa remoção de poluentes, particularmente fósforo. Estas argilas podem ser substituídas por alguns resíduos e desperdícios que também apresentam boas capacidades de adsorção de fósforo e representam uma opção mais sustentável. É o caso dos desperdícios de tijolo e de telha da construção civil e de diversas rochas e minerais industriais e ornamentais.
Assim, “evita-se o consumo de matérias-primas e de energia na produção de materiais específicos para o enchimento e soluciona-se a questão da deposição dos desperdícios”, afirma Mafalda Vaz, estudante de doutoramento em Ciências e Engenharia do Ambiente e autora do estudo que teve como orientadoras Isabel Capela, professora do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA, e Dina Mateus, professora do Instituto Politécnico de Tomar.
Nos sistemas convencionais de tratamento, a remoção de fósforo faz-se, normalmente, por precipitação química, através da adição de sais de ferro e de alumínio, o que aumenta a quantidade de lamas produzidas e dificulta e encarece o seu processamento. Nas ETAR de plantas, o tratamento dos efluentes ocorre à medida que estes atravessam o leito e mediante diversos processos físicos, químicos e biológicos, semelhantes àqueles que ocorrem nas zonas húmidas naturais. A presença de macrófita, normalmente caniço ou tabúa (Typha sp.), aumenta a eficácia destes sistemas de tratamento.
Cana-de-açúcar em substrato de desperdício é eficiente
“A ideia de utilização de cana-de-açúcar, em vez das plantas macrófitas tradicionalmente utilizadas nestes sistemas, surgiu-me por acaso quando fazia uma pesquisa sobre biocombustíveis e a questão da ocupação de grandes áreas de terreno arável para a produção de culturas energéticas era apontada, pela maior parte dos artigos que consultei, como um constrangimento ao uso mais alargado destes combustíveis”, explica Mafalda Vaz.
A necessidade de grandes áreas de terreno também tem sido uma limitação ao desenvolvimento de ETAR de plantas, que precisam de maiores dimensões dos que os sistemas tradicionais de tratamento para atingirem igual eficácia. Então, “porque não juntar as duas funções e construir uma ETAR de plantas energéticas?”, questionou-se a investigadora.
No estudo avaliaram-se as eficiências de ETAR de plantas à escala piloto, com enchimentos de resíduos e desperdícios de tijolo e calcário, plantadas com cana-de-açúcar. “Concluiu-se que estes sistemas, quando correctamente operados e dimensionados são eficazes na remoção de poluentes. A utilização de cana-de-açúcar, que é a grande inovação deste trabalho, constitui uma mais-valia, pois trata-se de uma cultura energética que poderá ser directamente convertida em bioetanol”, afirma a doutoranda. “Penso que este estudo representa um contributo válido para o desenvolvimento e incentivo à utilização desta tecnologia de tratamento de efluentes”, conclui.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

VICE

Há 40 toneladas de solidariedade portuguesa para entregar aos refugiados sírios

setembro 17, 2015
Enquanto as engomadas e cheirosas altas esferas da União Europeia continuam a alimentar o espectáculo absurdo da falta de entendimento sobre como gerir politicamente, ou geopoliticamente, ou lá o que seja, a enxurrada imparável de gente desesperada em fuga de um martírio sem fim à vista, em menos de uma semana a chamada sociedade civil portuguesa - ou seja uma rapaziada amiga com muitos contactos e iniciativa - mobilizou 150 voluntários em 30 locais do País e recolheu 40 toneladas de donativos para...simplesmente...ajudar.
O primeiro camião a ser carregado. Imagem via.
A ideia inicial parecia simples, romântica quanto baste e, acima de tudo, prática e verdadeiramente útil. Volta-se costas ao ódio, medo e ignorância que por estes dias contaminam meio mundo em cada recanto do espaço digital, lança-se uma campanha relâmpago de recolha de donativos, agarra-se no que se conseguir, mete-se tudo em carrinhas e arranca-se em caravana para a fronteira servo-húngara para entregar directamente as coisas a quem delas precisa. Simples certo?
Tão simples que, poucos dias depois de criar a página Aylan Kurdi Caravan no Facebook esta rapaziada teve de montar um Centro de Operações improvisado em Alfragide, coordenar mais de uma centena de pessoas de Norte a Sul que foram criando pontos de recolha nas suas localidades, gerir todo o processo de criação de uma rota que os levasse a bom porto com todo o estabelecimento de contactos institucionais que isso representa, desde as ONG's no terreno, às embaixadas, consulados e o diabo a quatro, dividir, embalar, catalogar e carregar todo o material oferecido e, claro, ir respondendo com calma e serenidade às 542.687 mil mensagens de ódio que iam recebendo dos generosos, moralistas e inevitáveis defensores dos "nossos", da suprema raça lusitana que sofre vagabundeando pelas ruas e a quem ninguém acode. "Olhem para a voça rua! Olhem no bairro onde vivem ! Na cidade! Há portugueses a passar fome há crianças que nestas férias nem refeições fazem porque as únicas que tem são nas escolas! É só isso que vos pesso!". Coisas deste calibre a torto e a direito.
Pois é, nem a rapaziada esmoreceu, nem a tal Sociedade Civil claudicou e, tal como tudo no terreno - que a cada dia que passa se parece mais com um cenário de guerra - está em constante mudança, também a Caravana foi obrigada a reformular-se. As 15 carrinhas que estavam prontas para arrancar amanhã, sexta-feira, 18, transformaram-se em "dois ou três camiões TIR, devido à dimensão da carga que foi possível juntar e que já não era possível transportar no modelo que estava pensado", revela à VICE Maria Miguel Ferreira, uma das responsáveis pela organização da iniciativa. "Os veículos são cedidos por algumas das mais de 20 empresas que estão a ajudar-nos, serão seguidos por nós via satélite de forma a que consigamos alterar rotas no momento, se for necessário, e partem de Lisboa para Belgrado no sábado, 19", acrescenta.
Certamente, para desespero daqueles que alarvemente foram acusando os membros da Caravana de só quererem protagonismo, esta é uma solução menos "fotogénica", mas bastante mais, espera-se, "eficaz e capaz de atingir o propósito por detrás de tudo". Ou seja, como conclui Maria Miguel, "levar aos refugiados sírios, que neste momento estão num impasse terrível na Hungria, comida, roupa, brinquedos, produtos de higiene pessoal e vários bens de primeira necessidade".
Agora só têm de apanhar um avião para Belgrado, esperar que excepcionalmente a França deixe circular os camiões durante o fim-de-semana para que a viagem dure apenas três dias, confiar que todos os contactos que têm sido feitos no terreno, "principalmente com a Cruz Vermelha Sérvia", facilitem o trajecto e a chegada ao terreno, e que o processo de entrega das 40 toneladas de solidariedade tuga não seja perturbado pela desumanidade europeia.
Simples, não é?

sábado, 31 de outubro de 2015

Novo tratamento para doentes com esclerose múltipla aprovado em Portugal

O Infarmed acaba de autorizar a utilização do peginterferão beta-1a no tratamento para adultos com esclerose múltipla por surto-remissão (EMSR), a forma mais comum de esclerose múltipla (EM). O tratamento é administrado de duas em duas semanas com um novo auto-injetor pronto a usar.
créditos: AFP/ERIC CABANIS
Para João de Sá, neurologista do Hospital de Santa Maria, trata-se de "uma formulação distinta de interferão beta 1-a, que vai seguramente revolucionar a terapêutica de primeira linha da esclerose múltipla por surto-remissão".
O especialista acrescenta ainda que “teremos assim com um perfil de eficácia e segurança bem conhecidos uma formulação que permite ser administrada 2 vezes por mês, o que representa indiscutivelmente uma opção terapêutica extremamente cómoda para os doentes que poderão ver assim melhorada a sua qualidade de vida".
Este é o único interferão peguilado aprovado para a utilização na EMSR e reduz vários parâmetros de atividade da doença, incluindo número de surtos, lesões cerebrais e progressão da incapacidade. Esta aprovação baseia-se nos resultados de um dos maiores e principais estudos conduzidos com interferão beta, o ADVANCE, que envolveu mais de 1500 doentes com EMSR.
No ensaio clínico ADVANCE, o novo tratamento administrado de duas em duas semanas reduziu significativamente a taxa anualizada de surtos (TAS) ao final de um ano em cerca de 36 por cento quando comparado com placebo. Os resultados de dois anos de ADVANCE confirmam que a sua eficácia robusta é mantida além do controlo com placebo no primeiro ano de estudo.
"O peginterferão beta 1a oferece às pessoas que vivem com EM um interferão com uma eficácia reforçada e com um perfil de segurança já bem estabelecido, que requer consideravelmente menos injeções do que outras terapêuticas injetáveis”, afirma Sérgio Teixeira, Country Director da Biogen Idec Portugal.
"Este é o segundo medicamento que a Biogen Idec disponibiliza no mercado neste ano e nesta área terapêutica, depois da aprovação de utilização do fumarato de dimetilo em maio, o que vem sedimentar a liderança e o compromisso que a Biogen tem vindo a demonstrar para com a comunidade de doentes com EM”.
A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, muitas vezes incapacitante, que ataca o sistema nervoso central, que é composto pelo cérebro, medula espinal e nervos ópticos.
Os sintomas podem ser ligeiros ou graves, variando desde formigueiros nos membros inferiores até paralesia ou perda de visão. A progressão, gravidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. A EM afecta cerca de 8.300 pessoas em Portugal. A Esclerose Múltipla Surto-Remissão (EMSR) é a forma mais comum da doença, responsável por cerca de 85% dos casos, e é caracterizada por surtos agudos com recuperação total ou parcial com acumulação de incapacidade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Hamlet recolhe dinheiro para ajudar refugiados. “Que se lixem os políticos”

Anthony Harvey / Getty Images

O ator britânico Benedict Cumberbatch está a usar o seu papel na conhecida peça de Shakesperare para angariar fundos que revertam a favor dos refugiados. No fim de cada atuação, a audiência pode ouvir um discurso sobre a situação dos migrantes, um poema e, de vez em quando, uns insultos ao Governo britânico

O que é que Shakespeare tem a ver com a crise de refugiados? Não tinha nada até Benedict Cumberbatch ter decidido usar o seu papel de protagonista em “Hamlet”, atualmente em cena no londrino National Theatre, para marcar uma posição política. Cumberbatch tem discursado sobre a crise dos migrantes no final de cada espetáculo, mas esta terça-feira decidiu ir mais longe nas reivindicações: “que se lixem os políticos”, disse, referindo-se à atuação dos líderes europeus nesta situação.
A ideia base é simples: no final de cada espetáculo, Cumberbatch faz um discurso sobre a crise dos refugiados, com o objetivo de pedir doações para quem chega à Europa. Até ao momento, o projeto vai de vento em popa: Cumberbatch já reuniu 150 mil libras - 209 mil euros-, para entregar à Save the Children, uma organização humanitária que se dedica à defesa dos direitos das crianças.
Durante os discursos, Cumberbatch tem lido o poema “Home” - “Casa”, em português -, do poeta somálio Warsan Shire, que inclui um verso que tem circulado nas redes sociais duranteos últimos meses: “Ninguém põe uma criança num barco se a água não for mais segura do que a terra”.
Servindo-se da experiência de um amigo que está a fazer voluntariado na Grécia, um dos destinos preferidos pelos migrantes, Cumberbatch tem tentado sensibilizar a audiência para os problemas que afetam quem tenta chegar à Europa para fugir a situações de guerra e miséria. O maior alvo do ator tem sido o Executivo britânico, que acusa de não estar a dar resposta à crise.
Benedict Cumberbatch já se tinha mostrado crítico sobre o assunto este mês, em entrevista à Sky News. Na altura, o ator defendeu que “o que está a ser feito não é suficiente”: “temos todos de acordar para este assunto”, esclareceu. Para Cumberbatch, o ritmo de acolhimento aos refugiados que chegam todos os dias ao Velho Continente tem de ser acelerado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015


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Farmacêutica lança alternativa de 90 cêntimos ao medicamento que subiu de 12 para 670 euros

Uma empresa farmacêutica norte-americana anunciou uma alternativa de baixo custo ao medicamento Daraprim, cujo preço disparou em 5.000%, passando dos 12 para os 670 euros.
A Imprimis Pharmaceuticals anunciou que está a desenvolver uma opção low cost, a menos de 1 euro por comprimido, para responder ao aumento de preço do Daraprim, da Turing Pharmaceuticals.
A Turing Pharmaceuticals comprou o laboratório que fabricava originalmente o medicamento, usado por doentes de cancro e de SIDA e, de um dia para o outro, aumentou de 12 para 670 euros o preço de de cada comprimido.
O Daraprim é usado para o tratamento da toxoplasmose, uma doença infecciosa geralmente provocada pelas fezes e urina dos gatos e que é particularmente nefasta para quem tem sistemas imunitários débeis, como é o caso dos doentes com SIDA e dos fetos no útero materno.
O brutal aumento de preços foi justificado pelo CEO da Turing Pharmaceuticals, Martin Shkreli, com a necessidade de tornar o Daraprim rentável.
Martin Shkreli, CEO da Turing Pharmaceuticals - durante uns dias, O Homam Mais Odiado do Mundo
Martin Shkreli, CEO da Turing Pharmaceuticals – durante uns dias, O Homam Mais Odiado do Mundo

O jovem CEO, de 32 anos, já por muitos considerado o enfant terrible da indústria farmaceutica – ou simplesmente uma criança arrogante, na opinião de alguns – tornou-se instantaneamente o Homem Mais Odiado da Internet.
Após as inúmeras críticas que surgiram após o aumento, de cerca de 5.000%, Martin Shkreli viria a anunciar que seria feita uma revisão em baixa do preço – mas sem adiantar para que valor.
“Faz sentido baixar o preço em resposta à fúria que foi sentida pelas pessoas”, disse Shkreli à CBS.
O aumento no preço do Daraprim chegou mesmo a suscitar a intervenção da candidata presidencial Hillary Clinton, que escreveu à FDA, a autoridade do medicamento norte-americana, solicitando uma avaliação do caso, conta a CNN.
“Os pacientes que dependem deste tratamento não devem ter as suas saúdes e vidas em risco por causa de um desnecessário mercado anti-competitivo e a FDA deve actuar, através de todas as suas autoridades disponíveis, para remediar esta situação, o mais depressa que for exequível”, escreve Hillary Clinton ao organismo.
A candidata presidencial solicita concretamente à FDA que autorize a importação de medicamentos low cost do Canadá e do Reino Unido.
Entretanto, a Imprimis avança agora com o seu medicamento alternativo, que vai custar 99 dólares, cerca de 90 euros, por uma caixa de de 100 comprimidos.
Aparentemente, para a Imprimis o fabrico do medicamento é rentável.
ZAP

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Doentes com Parkinson voltam a falar e andar com medicamento para a leucemia

Um medicamento utilizado no tratamento da leucemia, já aprovado pela agência norte-americana de medicamentos (FDA), mostrou-se eficaz no combate da Doença de Parkinson, uma condição neurológica degenerativa considerada também uma forma de demência.
A molécula Nilotinib dos laboratórios suíços Novartis, comercializada sob o nome de Tasigna, permitiu uma "melhora significativa e animadora" na redução das proteínas tóxicas no cérebro comuns nos doentes com Parkinson.
Estas proteínas estão associadas ao desenvolvimento das doenças neurodegenerativas, dizem os investigadores do centro médico da Universidade Georgetown de Washington, que fizeram o estudo com apenas 12 doentes.
Os resultados foram apresentados durante a conferência anual da Associação Norte-americana de Neurociência, realizada em Chicago.
Segundo o estudo, conduzido por Charbel Moussa, o Tasigna melhorou as capacidades cognitivas, motoras e não-motoras dos doentes com Parkinson ou Demência de Corpos de Lewy, um problema cognitivo caracterizado por depósitos anormais de uma proteína que se forma no interior das células do cérebro.
"Até onde sei, é a primeira vez que uma terapia parece reverter a progressão da doença, o declínio cognitivo e das capacidades motoras dos doentes que sofrem de doenças neurodegenerativas", ressalta o professor Fernando Pagan, professor adjunto de neurologia no hospital universitário Georgetown.
Mas Pagan explicou que "é essencial realizar um estudo clínico mais extenso antes de determinar o verdadeiro impacto deste medicamento".
Na página online da universidade, os investigadores socorrem-se de casos para exemplificar os benefícios do fármaco: um doente em cadeira de rodas conseguiu levantar-se e voltar a caminhar; três doentes que já não conseguiam falar voltaram a manter conversas normais.

domingo, 18 de outubro de 2015

Pplware

Estudantes fabricam cadeira de rodas que sabe subir escadas

VÍTOR M. · 17 OUT 2015 

A inovação tecnológica chega ao mais precioso bem do ser humano: a locomoção.

Não é propriamente uma novidade, mas um grupo de estudantes Suíços desenvolveu agora uma cadeira de rodas especial capaz de ajudar no dia a dia muitos seres humanos com dificuldades de locomoção.
Chama-se Scalevo, sobe e desce escadas a 1 segundo por degrau e destrói qualquer barreira arquitectónica que impeçam a entrada de pessoas com deficiência física.



10 alunos da Swiss Federal Institute of Technology (ETH Zurich) e também da Zurich University of the Artsjuntaram esforços e conceberam um equipamento muito especial, uma cadeira de rodas eléctrica que traz inovação na conquista dos obstáculos arquitectónicos.
A cadeira de rodas Scalevo foi concebida para trazer mais mobilidade a quem tem uma deficiência física e necessite de um equipamento destes. A cadeira é especial pela tecnologia que incorpora pois dá uma “liberdade” de movimentos substancialmente superior a tudo o que existe no mercado.
Usada de forma “normal” em planos horizontais, a cadeira está assente em duas rodas, tal como se fosse um Segway e permite aos utilizadores movimentos rápidos de mudança direcção e com a facilidade de o fazer em rotação. Duas lagartas de borracha colocadas por baixo da cadeira podem ser activadas, quando o utilizador pressiona um botão para a cadeira de rodas subir as escadas.
Temos duas rodas principais para circular em pavimentos planos o que permite uma mobilidade tal como se fosse um Segway. Além disso temos duas lagartas de borracha que podemos estender ao ângulo das escadas e deixar a cadeira subir direita em qualquer inclinação.
Referiu Carlos Gomes, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH Zurich).
Outro estudante, Miro Voellmy, referiu que o sistema de lagartas de borracha foi desenvolvido para dar total segurança à cadeira de rodas, mesmo se as escadas estiverem em mau estado e até mesmo partidas.
As lagartas são excelentes pois são suaves e a aderência é total, o rastro é largo e seguro, permitindo um conforto quando se sobre, nem dão a percepção que a cadeira está a subir escadas, parece que está a subir uma rampa. Assim, não importa se está a subir escadas de madeira, metal ou vidro, as lagartas aderem e não há o perigo de escorregar. Referiu Voellmy.
Scalevo sobe as escadas de costas
Quando a cadeira chega junto de uma escada, o utilizador pressiona um botão para baixar as lagartas até ao solo. Depois, a base traseira da lagarta de borracha coloca-se nas escadas e a restante base das lagartas arrasta-se até aos primeiros degraus para erguer a cadeira de rodas eléctrica.



Estas erguem a cadeira por forma a manter o equilíbrio suportado pelas duas lagartas. Depois a um segundo por degrau, a cadeira viaja até ao topo das escadas. Nessa altura sai um par de pequenas rodas que impede que a cadeira tombe para a frente.



Ao viajar de costas para a subida, o utilizador pode ver o que está abaixo dele, enquanto um pequeno dispositivo de vídeo semelhante que que se usam nos carros para estacionar, equipa o braço da cadeira para o utilizador ver quando chega ao cima.
Depois de 10 meses de construção deste protótipo, com intenção de o colocar no mercado, o grupo de estudantes acredita que a mais valia desta inovação é mesmo a tecnologia estar totalmente posicionada a ajudar de forma prática e segura quem está agarrado a uma cadeira de rodas, tonando o utilizador muito mais autónomo em qualquer rua, edifício ou zona de uma qualquer cidade.



A cadeira foi testada em vários tipos de escadas, até mesmo nas escadas em espiral ou caracol e todas elas foram subidas com sucesso.
Há alguns projectos no passado que tiveram esta visão e nunca saíram da gaveta porque o material e a tecnologia empregue tornavam a cadeira muito cara. Agora, a equipa responsável pela Scalevo acredita que quando esta finalmente chegar ao mercado, em breve, o preço não será muito mais caro que uma cadeira de rodas tradicional.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ESQUERDA.Net

Grécia: Médicos voluntários recusam prémio do Parlamento Europeu

Médicos da Clínica Comunitária Metropolitana de Helleniko, que prestam serviços de saúde gratuitos à população pobre, foram galardoados pelo Parlamento Europeu (PE) com o Prémio de Cidadania. Hoje, em Bruxelas, explicaram que recusam este prémio por causa da austeridade imposta ao seu país com a conivência da maioria do PE.
Os membros desta clínica social que dá apoio a quem não tem seguro de saúde e está afastado do acesso à rede pública consideram um paradoxo que uma instituição europeia lhes dê um prémio, uma vez que o trabalho que desenvolvem tem como causa principal a austeridade imposta pelas instituições europeias. Nesse sentido, após várias discussões durante o verão, chegaram à conclusão que não o podiam receber.
Ao saberem da sua decisão, os serviços do Parlamento Europeu chegaram a dizer-lhes que, nesse caso, não iriam cobrir as despesas da sua viagem a Bruxelas. Em resposta, os elementos da clínica disseram que faziam questão em estar presentes e que podiam cobrir eles próprios os custos da deslocação. Mais tarde, os serviços do Parlamento Europeu responderam que pagariam as viagens, embora não pudessem ter direito à palavra na cerimónia.
Esta quinta-feira, os membros da clínica social de Helliniko foram mesmo a Bruxelas e deram uma conferência de imprensa ao lado de um eurodeputado do Syriza, denunciando que a posição oficial do Parlamento Europeu é “inaceitável e humilhante e só vem confirmar que fizemos bem em não aceitar o prémio”.