Unidade de Coluna realizou com sucesso cirurgia para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz inferior a um centímetro
O Hospital de Santa Maria da Feira é a
primeira unidade do Serviço Nacional de Saúde a adotar uma cirurgia
inovadora para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz quase
impercetível. Trata-se um procedimento totalmente endoscópico, ou seja, é
feita apenas uma pequena incisão e o doente pode te alta em 24 horas.
A técnica deixa uma cicatriz inferior a 1 cm, garantindo assim
“ótimos resultados cosméticos e uma taxa de infeção próxima de 0%”,
informa o hospital.
Artur Teixeira, responsável da Unidade de Coluna do Centro
Hospitalar Entre Douro e Vouga, que integra este hospital, assinala que
desde a abertura do serviço tem havido a preocupação de tratar estes
casos da forma menos agressiva possível.
“Em 1999 começámos pela utilização do microscópio como forma de
potenciar a visão e permitir uma pequena incisão. Em 2006 introduzimos
as técnicas minimamente invasivas que permitiram uma grande evolução
no sentido da menor agressão cirúrgica no que diz respeito à
extensão da cicatriz (cerca de 2 cm). O tratamento da hérnia discal
através desta técnica totalmente endoscópica continua esse percurso.
Pretendemos alargá-la em número e tipo de indicações, sendo de
referir que tratamos cerca de 150 doentes por ano que poderão
beneficiar da técnica”.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Cientistas franceses provaram: há mesmo uma “cura milagrosa” para o alcoolismo
Um grupo de cientistas franceses comprovou que o medicamento
Baclofeno funciona como uma “cura milagrosa” para o alcoolismo. O
fármaco teve “um efeito positivo” em altas doses na redução do consumo
de álcool ao longo de um ano de tratamento.
O estudo foi realizado entre 320 pessoas com o hábito de beber
bastante, com idade entre 18 a 65 anos, entre maio de 2012 e junho de
2013. O ensaio comparou a segurança e a eficácia do fármaco administrado
a alguns participantes em doses elevadas a um comprimido “placebo”
administrado a outros.
Nem os participantes do ensaio nem os especialistas sabiam quem
estava a receber qual fármaco. Os pacientes não foram obrigados a
abster-se de álcool.
Os resultados são surpreendentes: 57% daqueles que adquiriram o medicamento Baclofeno pararam de beber ou beberam menos comparados com 37% daqueles que adquiriram o placebo.
As autoridades de saúde francesas deram aprovação provisória para o
uso de Baclofeno em 2014 para o tratamento do alcoolismo. O medicamento
foi originalmente projetado e amplamente utilizado para tratar espasmos
musculares.
Acredita-se que, em vários países, muitas pessoas usem o medicamento sem receita médica para combater o alcoolismo.
O interesse mundial no medicamento foi provocado em 2008 pelo livro
“Le Dernier Verre” (O Último Copo), do cardiologista francês-americano Olivier Ameisen, que afirmou ter tratado seu alcoolismo com altas doses de Baclofeno.
Um estudo francês posterior descobriu que altas doses do medicamento
fizeram com que uma percentagem significativa de bebedores desistisse ou
moderasse a sua ingestão de álcool.
Desde então, têm surgido vários estudos com descobertas
contraditórias. No ano passado, por exemplo, cientistas holandeses
descobriram que a droga pode não funcionar melhor do que o simples
aconselhamento.
“Sem provas da sua eficácia, a prescrição de altas doses do medicamento conhecido como Baclofeno pode ser irresponsável”, advertiram na época.
A Ethypharm, o laboratório que desenvolve o medicamento, disse na
última sexta-feira que apresentará um pedido até o final do mês para a
comercialização do Baclofeno para o tratamento do alcoolismo, em França.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,3 milhões de
mortes por ano em todo o mundo são resultado do uso nocivo de álcool –
quase 6% de todas as mortes.
Vai
haver dentistas nos centros de saúde de norte a sul do país. O
alargamento do projecto-piloto que tem estado a ser desenvolvido no
Alentejo e Lisboa vai ser anunciado esta segunda-feira, Dia mundial da
Saúde Oral.
Em declarações ao programa Carla Rocha – Manhã da Renascença, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro, revelou que o concurso vai ser aberto em breve.
“O Ministério vai anunciar hoje a abertura do concurso para estas vagas que vão ser atribuídas em todo o pais”, disse.
Questionado sobre se já se sabe quando é que vai ser aberto este
concurso, Orlando Monteiro afirmou que apenas sabe que será “em breve” e
que a integração dos dentistas será depois feita “em algumas semanas”.
De acordo com fonte do gabinete do ministro da Saúde, e apesar de
grande parte dos 13 médicos dentistas não terem trabalhado a totalidade
dos seis meses, devido a questões concursais, foram realizadas 8.844
consultas e tratados 6.420 doentes.
Nesta primeira fase, tinham acesso a consultas de saúde oral doentes
portadores de diabetes, neoplasias, patologia cardíaca ou respiratória
crónica, insuficiência renal em hemodiálise ou diálise peritoneal e os
transplantados inscritos nos agrupamentos de centros de saúde onde
decorreram as experiências piloto.
Que centros de saúde vão ter dentistas?
Segundo o Ministério da Saúde, vão passar a ter consultas de saúde
oral mais Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), sendo objectivo da
tutela atingir 80% desta rede - agendado para 2017 e 2018 - ainda este
ano.
Na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte terão consultas de
saúde oral o ACES Porto Oriental (dois centros de saúde), a Unidade
Local de Saúde (ULS) Matosinhos (um centro de saúde), a ULS Nordeste (13
centros de saúde), o ACES Feira/Arouca (três centros de saúde), o ACES
Douro Sul (três centros de saúde) e o ACES Baixo Tâmega (três centros de
saúde).
Na ARS de Lisboa e Vale do Tejo estas consultas passarão a existir no
ACES Estuário do Tejo (três centros de saúde), no ACES Lezíria (três
centros de saúde), ACES Médio Tejo (um centro de saúde), ACES
Almada/Seixal (um centro de saúde), ACES Oeste Sul (dois centros de
saúde), ACES Arco Ribeirinho (um centro de saúde), ACES Amadora (um
centro de saúde), ACES Lisboa Central (um centro de saúde), ACES Lisboa
Ocidental e Oeiras (um centro de saúde), ACES Sintra (dois centros de
saúde), ACES Lisboa Norte (um centro de saúde) e ACES Loures/Odivelas
(cinco centros de saúde).
Na ARS Centro, serão contemplados os ACES Dão Lafões (quatro centros
de saúde), a ULS Castelo Branco (um centro de saúde), ACES Baixo Vouga
(um centro de saúde).
Na ARS Alentejo será o ACES Alentejo Central (três centros de saúde) e
na ARS Algarve o ACES Algarve II Barlavento (um centro de saúde), o
ACES Algarve I Central (um centro de saúde) e o ACES Algarve III
Sotavento (um centro de saúde).
sexta-feira, 17 de março de 2017
Cientistas criaram retina artificial que poderá devolver a visão a milhões de pessoas
Uma equipa de investigadores do Instituto Italiano de
Tecnologia desenvolveu um implante de retina que pode devolver a visão
para ratos de laboratório. e estão planejando testar o procedimento em
humanos até o final do ano.
O implante converte a luz em sinais elétricos, que estimulam os
neurónios da retina, e devolve a esperança para milhares de pessoas que
sofrem de degeneração da retina, com doenças como a
retinite pigmentosa, em que as células fotorrecetoras morrem, tendo
impacto na visão periférica, central e na distinção das cores.
O implante é feito de uma camada fina de polímero condutor, colocado
numa base e coberto por um polímero semicondutor. Este polímero
semicondutor age como um material fotovoltaico, absorvendo fotões quando
a luz penetra na lente dos olhos. Quando isso acontece, a eletricidade estimula os neurónios retinais, preenchendo a falha que existe na retina do paciente.
Para testar este implante, os investigadores colocaram-no nos olhos
de cobaias geneticamente selecionados para desenvolver esta degeneração
da retina. 30 dias depois da cirurgia, os cientistas testaram a
sensibilidade relativamente à luz, comparando o reflexo pupilar deste
grupo com os de cobaias saudáveis e cobaias com a degeneração mas que
não passaram pelo tratamento.
Os cientistas observaram que, com a baixa intensidade de 1 lux (o
equivalente à luz da lua cheia), os cobaias tratados não mostravam
resultados muito melhores do que os ratos sem tratamento. No entanto,
quando essa luminosidade aumentava para 4-5 lux (a luminosidade do crepúsculo), mostravam resultados semelhantes aos animais saudáveis.
Dez meses depois da cirurgia, o implante ainda se mostrou eficaz nos
cobaias, mas todos os grupos (saudáveis, tratados e não tratados)
apresentaram uma perda visual provocada pelo avanço da idade.
Ao usarem um aparelho de tomografia para controlar as atividades
cerebrais durante os testes de sensibilidade à luz, os cientistas viram
uma melhoria na atividade do córtex visual primário, responsável por
processar a informação visual.
Com base nestes resultados, agora publicados
na revista científica Nature, a equipa concluiu que o implante ativa
diretamente os circuitos neuronais residuais da retina degenerada.
Porém, ainda são necessárias novas investigações para perceber
exatamente como é que esta estimulação funciona a nível biológico.
Por enquanto, não há garantias de que estes resultados se vão repetir
em humanos, mas a equipa está otimista. “Esperamos replicar estes
resultados excelentes em humanos”, afirmou a investigadora Grazia Pertile.
“Estamos a planear realizar o primeiro teste em humanos na segunda
metade do ano e recolher resultados preliminares em 2018”, acrescentou.
O
primeiro coração artificial em Portugal foi segunda-feira implantado
com sucesso a um doente de 64 anos que sofria de insuficiência cardíaca e
não podia receber um coração transplantado devido aos danos que a
medicação causaria nos rins.
Este doente, que está consciente e
hoje recebeu a visita da administradora do Centro Hospitalar de Lisboa
Central (CHLC), foi operado no Hospital de Santa Marta pela equipa do
cirurgião José Fragata, pioneiro em várias intervenções na área
cardiotorácica em Portugal.
Numa conferência de imprensa, José
Fragata explicou que esta intervenção foi a resposta clínica possível
para este doente que sofria de insuficiência cardíaca, mas que não
respondia à medicação.
Para este tipo de doentes, a solução passa
por um coração transplantado, mas o facto de o doente sofrer de doença
renal e por causa dos efeitos nos rins dos fármacos para a
imunodepressão, esta hipótese foi posta de lado.
Este paciente
juntou-se, assim, aos 1.200 que em todo o mundo receberam um coração
artificial desta geração e que chegam a viver 11 a 12 anos.
Trata-se
de “uma bomba muito diferenciada, que funciona por levitação magnética,
aspira o sangue da ponta esquerda do coração e injeta na aorta e que
está ligada por uma ‘drive line’ que sai pela parede abdominal do doente
e que se liga a um conjunto de baterias”, explicou José Fragata.
Segundo o cirurgião, “é como um telemóvel que tem carga de 17 horas e que à noite é preciso ligar a um carregador”.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
ZAP. aeiou
Cientistas descobrem por engano que antibiótico antigo pode tratar Parkinson
A doxiciclina é um antibiótico usado no tratamento de infeções causadas por certos tipos de bactérias e protozoários
Um antibiótico usado há mais de meio século contra infecções bacterianas pode ajudar no tratamento da doença de Parkinson.
Segundo um estudo publicado este mês na revista Scientific Reports, o antibiótico doxiciclina pode ser indicado em doses mais baixas para tratar a doença degenerativa, porque reduz a toxicidade de uma proteína chamada α-sinucleína, que danifica as células do sistema nervoso central.
A morte dos neurónios dopaminérgicos, produtores do neurotransmissor dopamina, está relacionada com sintomas de Parkinson,
como tremores, lentidão de movimentos voluntários e rigidez. Não há
actualmente medicamentos capazes de impedir que esse processo
degenerativo progrida.
A pesquisa contou com apoio da Fundação FAPESP, de São Paulo, no Brasil, e com a participação de três cientistas brasileiros vinculados à Universidade de São Paulo (USP): Elaine Del-Bel, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP), Leandro R. S. Barbosa e Rosangela Itri, ambos do Instituto de Física (IF), na capital.
“Temos dados animadores de experiências em cobaias, e uma grande esperança de que o efeito neuroprotetor também possa ser observado em pacientes humanos.
Tal tratamento poderia impedir a evolução da doença de Parkinson e,
portanto, pretendemos iniciar em breve um ensaio clínico”, disse Elaine
Del-Bel em entrevista à Agência FAPESP.
A descoberta aconteceu há cinco anos, quando Marcio Lazzarini,ex-aluno de Del-Bel, realizava um pós-doutoramento no Max Planck Institute of Experimental Medicine, na Alemanha.
Para estudar possíveis alternativas terapêuticas contra o Parkinson
em cobaias, a equipa recorreu na altura a um modelo consagrado para
induzir nos animais uma condição semelhante à doença humana.
O método consiste em administrar uma neurotoxina – a 6-idroxidopamina (6-OHDA) – que causa a morte dos neuónios dopaminérgicos.
“Para nossa surpresa, dos 40 animais que receberam a 6-OHDA, apenas 2 desenvolveram sintomas de parkinsonismo, enquanto os restantes permaneceram saudáveis“, explica o cientista.
“Uma técnica do laboratório percebeu que eles tinham sido alimentados por engano com uma ração que contém doxiciclina. Começámos então a investigar a hipótese de que a substância poderia ter protegido os neurónios”, contou Del-Bel.
A equipa repetiu a experiência e acrescentou um segundo grupo de
animais, que, em vez de receber a doxiciclina através da ração, foi
tratado com injecções do antibiótico.
“Foi um sucesso nos dois casos. Publicámos os resultados na revista Glia, em 2013, sugerindo que, em doses sub-antibióticas, a doxiciclina poderia ter um efeito anti-inflamatório, protegendo os neurónios dopaminérgicos”, contou Del-Bel.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Neurocientistas criam música que reduz a ansiedade e combate a insónia (escute)
Só quem sofre com ansiedade sabe o quanto é ruim a sensação frequente de medo, preocupação e pânico.
Embora tenha aumentado nos últimos anos, a ansiedade não é um problema novo.
Hipócrates, médico que viveu 4 séculos antes de Cristo e é
considerado o pai da medicina, já havia escrito sobre os sintomas desse
mal.
Muitos anos depois, Freud também abordou o assunto, em 1926.
Hoje esse mal infelizmente está amplamente disseminado e as maiores
vítimas são os jovens, que geralmente procuram a saída em drogas
farmacêuticas.
Mas as soluções naturais não devem ser desprezadas, muito pelo contrário: devem ser incentivadas.
Veja esta informação: uma pesquisa de 2014 mostrou que 57% das
estudantes universitários norte-americanos sofrem com uma terrível
ansiedade.
Por outro lado, no Reino Unido, a associação YoungNet revelou que 1/3 de mulheres jovens sofre do mesmo mal.
Estamos falando de pessoas da geração Y (nascidas entre 1980 e 1990), que hoje vivem uma vida muito estressante.
Isso acontece pelo excesso de tecnologia, trabalho e estudo, além da escassez de escolhas.
Pieter Kruger, um psicólogo de Londres, diz que as pesquisas indicam
que as pessoas que sentem que não têm escolha são realmente mais
infelizes.
Mas ele também deixou claro que aqueles que têm várias opções também podem sofrer de ansiedade por temer tomar a decisão errada.
Quanto à tecnologia, se por um lado ajuda a conectar as pessoas, por
outro, as deixam mais dependentes e causam o sentimento de competição em
redes sociais.
Muita gente entra nesse sistema, precisando aparecer e parecer melhor do que o outro.
Tudo isso causa ansiedade, com certeza.
Para aliviar os sintomas, neurologistas descobriram que uma música em
especial pode influenciar profundamente nosso cérebro para diminuir os
níveis de ansiedade.
A MÚSICA QUE REDUZ A ANSIEDADE E COMBATE A INSÔNIA (CLIQUE E ESCUTE)
Isso não é maravilhoso?
Pesquisadores da Mindlab International no Reino Unido queriam saber
que tipo de música induz o nosso cérebro a um maior estado de
relaxamento.
Os voluntários do estudo ouviram uma série de canções, enquanto os
especialistas mediam a atividade cerebral, frequência cardíaca, pressão
arterial e taxa de respiração.
O que eles descobriram é que uma canção pouco conhecida resultou em
uma notável redução de 65% na ansiedade global dos participantes e uma
redução de 35% em suas taxas fisiológicas normais de repouso.
Ou seja, ela alcançou o que realmente pretendia, pois essa música foi projetada para relaxar as pessoas.
Os músicos se juntaram com terapeutas de som para compor uma canção
capaz de reduzir o ritmo cardíaco e a pressão arterial, além de diminuir
os hormônios do estresse, como o cortisol.
E conseguiram!
A música é tão eficaz, que muitas das ouvintes do sexo feminino, durante a experiência, ficaram bem sonolentas.
Não por acaso, o pesquisador David Lewis-Hodgson aconselha não ouvir durante o trabalho.
Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
ZAP.aeiou
Cientistas estão muito perto de acabar com as constipações
Cientistas das universidades de York, Leeds e Helsínquia
dizem estar mais perto de descodificar o vírus da constipação comum,
responsável também pela poliomelite e febre aftosa.
Os resultados da investigação, publicados esta quinta-feira na Nature Communications,
revelam o funcionamento de um “código oculto” no genoma do
‘parechovirus’ humano, da família dos ‘picornavírus’ (pequenos vírus ARN
– propensos a mutações genéticas).
O trabalho baseia-se numa descoberta feita em 2015, quando cientistas das universidades de Leeds e York, no Reino Unido, identificaram um conjunto de sinais “encriptados” no vírus de uma planta similar à estrutura do vírus que nos humanos causa doenças como a meningite nas crianças.
Os cientistas descobriram que os detalhes do mecanismo de descodificação eram idênticos em todas as estirpes de vírus, o que potencialmente permitia que um único fármaco os tratasse a todos – algo que já não era possível com uma vacina.
O que equipa está a fazer agora é procurar potenciais medicamentos antivirais que ataquem o mecanismo de encriptação.
Segundo Reidun Twarock, biólogo e matemático de
York, até agora os cientistas assumiam que os sinais que regulam a
montagem de um vírus estavam localizados numa única área do genoma, e
que o que o estudo sugere é que na realidade o mecanismo depende de locais dispersos.
“A constipação comum afecta mais de dois mil milhões de pessoas por ano, tornando-a um dos agentes patogénicos com mais sucesso”, disse o responsável.
Descobrindo esse “código escondido” que é responsável pela formação do vírus é possível lutar contra ele, diz Peter Stockley, investigador da universidade de Leeds, citado pela Medical Xpress.
“A codificação funciona como as rodas dentadas de um relógio suíço.
Precisamos de um medicamento que tenha o mesmo efeito que o de mandar areia para dentro do relógio. Todo o mecanismo viral podia ser desativado”, explica o cientista.
sábado, 18 de fevereiro de 2017
GREEN SAVERS
Nova vacina experimental garante protecção total contra a malária
A informação ainda carece de
confirmação em laboratório, mas os dados recolhidos até agora dão nova
esperança à luta contra a malária. Os resultados foram publicados ontem
na revista Nature Communications e indicam que após dez semanas de
testes em humanos, esta nova vacina garantiu protecção total aos
voluntários que participaram no estudo.
Esta nova vacina que está a animar a comunidade cientifica foi
testada em 35 pessoas e usa células de parasita que provoca a doença,
sendo injectadas directamente nos sujeitos em teste. Esta é considerada
uma forma mais prática para testar a vacina, em substituição de usarem
os mosquitos que transportam o parasita.
Para perceber o impacto desta descoberta, aos participantes saudáveis
foram administradas doses diferentes da vacina e do medicamente
anti-malária, sendo posteriormente injectados com a variante do parasita
usada na vacina. Os resultados foram surpreendentes e dão novo alento à
investigação cientifica desta doença: 90% dos voluntários demonstraram
protecção total à doença durante as 10 semanas seguintes à última dose.
“Quando conseguirmos optimizar o regime de imunização (dose,
intervalo entre doses e medicamento), esta vacina poderá ser usada em
massa para eliminar a malária de áreas geográficas definidas”, explicam
os autores desta investigação.
Foto: David Blumenkrantz / Creative Commons
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
SIC Notícias
Descoberto vírus que combate o cancro
Reuters
16.02.2017 15h00
Cientistas catalães criaram um vírus que consegue levar o sistema
imunitário de doentes com cancro a combater as células tumorais. No
documento publicado hoje na revista Cancer Research, o grupo do
Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge afirma ter conseguido
contaminar células cancerosas com o vírus, levando-as a produzir um
anticorpo que combate uma proteína presente em muitos tipos de cancro.
."Trabalhamos
com adenovírus oncolíticos, vírus modificados para atacarem
exclusivamente células cancerosas sem atacar o tecido normal, como forma
de terapia dirigida", afirmou o primeiro autor do estudo, Carlos Fajardo.
Os
adenovírus provocam constipações, conjuntivite ou gastroenterite, mas
quando são alterados, conseguem ser uma arma específica contra o cancro.
Os
investigadores querem agora atrair o investimento de empresas que
trabalham a desenvolver anticorpos para colaborar na criação em
laboratório de vírus para combater o cancro.