Após anos de investigação, a neurocientista Michele Souza
criou um exoesqueleto que pode fazer com que o sonho de tantas pessoas
paraplégicas se torne realidade: andar novamente.
Para chegar ao modelo atual da estrutura foram necessários diversos
testes. Felizmente, ao trabalhar com uma equipa interdisciplinar, o protótipo já está praticamente pronto para a comercialização.
Para mostrar o exoesqueleto em funcionamento, a cientista convidou um
jovem que perdeu o movimento nas pernas num acidente de moto para
experimentar a tecnologia. Alisson Maximiano não só conseguiu ficar em
pé como também arriscou dar alguns passos com a ajuda de muletas.
A estrutura é formada por ferros que encaixam no corpo do paciente, está equipada com bateria e motores, e pode ser controlado pela voz.
Ainda não há data para que o protótipo chegue ao mercado, mas a expectativa é de que a procura faça com que o preço se torne cada vez mais acessível.
“À medida que vamos vai fabricando esta tecnologia, a ideia é que
consigamos uma procura tão alta que possamos vender o exoesqueleto ao
mesmo preço de uma cadeira de rodas“, explicou a cientista.
Pela primeira vez é criada em laboratório uma retina artificial com tecidos biológicos sintéticos
4mai2017
Uma
jovem investigadora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criou a
primeira retina com tecidos biológicos sintéticos, revela um estudo hoje
publicado na revista científica Scientific Reports. Até agora, toda a
investigação sobre retinas artificiais, destinadas a devolver a visão a
cegos, incidiu sobre materiais rígidos.
O novo
estudo, liderado por Vanessa Restrepo-Schild, de 24 anos, é o primeiro a
usar com sucesso tecidos biológicos gerados em laboratório, refere a
universidade britânica em comunicado, realçando que, ao contrário dos
implantes de retina artificial existentes, as culturas de células são
criadas a partir de materiais naturais biodegradáveis.
Desta
forma, o implante será menos invasivo do que um dispositivo mecânico e
será menos provável que cause uma reação adversa no corpo.
Segundo a equipa de Vanessa Restrepo-Schild, a nova retina artificial, de dupla camada, imita praticamente uma retina humana.
A retina criada, mas ainda não testada em humanos, é composta por hidrogel (gel que tem água) e proteínas de membrana celular.
"O material sintético pode
gerar sinais elétricos que estimulam os neurónios na parte detrás do
olho, tal como o faz a retina natural", sustentou a investigadora, que
patenteou a tecnologia.
Antes de testar em animais e em pessoas,
Vanessa Restrepo-Schild pretende aperfeiçoar as funcionalidades da
retina, nomeadamente o reconhecimento de cores, formas e símbolos.
sábado, 29 de abril de 2017
Nova Zelândia: micropartículas de plástico têm os dias contados já a partir de 2018
Depois do Canadá, EUA e Reino
Unido, agora é a vez da Nova Zelândia se juntar ao movimento que defende
a proibição de utilização de micropartículas de plástico em produtos de
higiene pessoal e cosméticos.
A entrada em vigor desta medida está agendada para 1 de Julho de
2018, com a proibição das micropartículas de plástico – minúsculas
partículas de polietileno ou de polipropileno usadas em produtos do
nosso dia-a-dia, como esfoliantes, gel de duche, pasta de dentes, batons
e tantos, tantos outros- a estar mais perto de ser uma realidade.
Para se ter a verdadeira noção do impacto que a utilização continuada
destes produtos provoca no meio ambiente, importa saber que perto de
100 mil micropartículas de plástico entram na rede de cada vez que
tomamos banho com um destes produtos e beleza.
E se a quantidade de microplásticos a entrar no circuito já seria
enorme motivo de preocupação, a situação piora quando está provado que
estas partículas poluidoras de tamanho microscópio conseguem passar
pelos filtros alojados nas estações de tratamento de águas residuais.
Resultado? As micropartículas entram assim nos rios e oceanos, sendo
confundidas frequentemente por comida, o que provoca sérios riscos na
biodiversidade aquática.
A implementação da medida está agendada para meados do próximo ano,
com as autoridades da Nova Zelândia a informarem que, em caso de
incumprimento, haverá lugar a multas que podem ascender aos 65 mil
euros.
Foto: via Creative Commons
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Vacina desenvolvida no Porto previne meningite, pneumonia e morte por choque séptico
28abr2017
Investigadores
do Porto desenvolveram uma vacina que ajuda a prevenir ao mesmo tempo
infeções bacterianas que causam doenças como meningite, pneumonia,
septicemia (infeção na corrente sanguínea) e, nos casos mais críticos,
morte por choque séptico.
As
bactérias que originam essas patologias ('Klebsiella pneumoniae',
'Escherichia coli', 'Estreptococus' do Grupo B, 'Streptococcus
pneumoniae' e 'Staphylococcus aureus') são estirpes muito resistentes e
causam "um enorme problema para a saúde pública", disse à Lusa o
investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da
Universidade do Porto, Pedro Madureira.
"A partir do momento que
essas bactérias infetam o hospedeiro [indivíduo], são capazes de
libertar uma molécula (uma proteína designada de GAPDH)", que as torna
"invisíveis" ao sistema imunológico, "impedindo assim o início de uma
resposta imune", explicou o cientista, um dos fundadores da empresa
Immunethep, responsável pela criação da vacina.
Sem uma resposta
adequada do nosso sistema imune, continua Pedro Madureira, as bactérias
"rapidamente proliferam" na corrente sanguínea e nos órgãos infetados,
podendo levar às tais patologias, consideradas "bastante severas".
"Embora
esta vacina seja destinada a todas as pessoas", existem indivíduos nos
quais a "incidência desse tipo de infeções é maior", como os
recém-nascidos, os idosos, os portadores de diabetes do tipo I, os
pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas invasivas (operações ao
coração ou à espinal medula) ou com doença pulmonar obstrutiva, por
exemplo.
O investigador considera que
esta vacina é "inovadora", visto que, ao invés de induzir uma resposta
imune (produção de anticorpos) contra a bactéria em si, induz sim uma
resposta que neutraliza uma única molécula (GAPDH), libertada pelas
bactérias, permitindo ao sistema imune controlar as diferentes infeções.
A
vacina, que já passou por ensaios laboratoriais com ratos e coelhos,
vai passar à fase dos ensaios clínicos no último trimestre de 2017,
prevê o investigador.
Este foi um dos projetos apresentados hoje,
no i3S, um dos institutos de investigação que participa nas comemorações
do Dia Internacional da Imunologia, evento organizado pela Sociedade
Portuguesa de Imunologia (SPI).
A iniciativa, que no Porto
finaliza por volta das 17:00, conta com palestras e um conjunto de
atividades, que pretendem dar a conhecer aos alunos do ensino secundário
a investigação desenvolvida na área da Imunologia.
De acordo com
Pedro Madureira, para além da vacina, a Immunethep está a desenvolver
uma forma de terapia baseada em anticorpos monoclonais, que neutralizam a
proteína GAPDH, podendo ser usados em pessoas já infetadas e para as
quais não há tempo para vacinação.
"Estes anticorpos têm a
vantagem, em relação à vacina, de atuaram muito rápido e a desvantagem
de não induzirem "memória imunológica"", que está associada à capacidade
do nosso sistema imune de, após um primeiro contacto com um agente estranho, conseguir "desencadear uma resposta muito mais rápida e eficiente", explicou.
Durante
a apresentação no i3S, Pedro Madureira falou também sobre a importância
e a história das vacinas, de forma a "desmistificar" algumas incertezas
sobre a vacinação e, ainda, sobre esta ter sido a "grande conquista da
imunologia e da medicina".
Questionado sobre tal, Pedro Madureira
acredita que grande parte da polémica atual relacionada com a vacinação
deve-se à "má informação" ou ao "pouco esclarecimento" que se tem sobre o
tema, daí a necessidade de se transmitir uma informação "clara e
precisa" quando se "fala publicamente" acerca deste assunto.
A vacina "é algo que funciona", sendo esta a abordagem clínica que "melhores resultados trouxe para a humanidade".
Apesar
de compreender os casos em que os indivíduos não podem ser vacinados
(devido à uma resposta alérgica), se "todas as outras pessoas estivessem
vacinadas e não houvesse movimentos anti vacinas", estes estariam
seguros porque não haveria forma de transmitir a doença, concluiu.
O
Instituto de Medicina Molecular (iMM), de Lisboa, o Instituto
Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, o Centro de Neurociências e
Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra, a Universidade de
Aveiro e o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS)
da Universidade do Minho são as outras cinco entidades envolvidas nas
comemorações do Dia Internacional da Imunologia.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Cientistas portugueses desenvolvem gama de materiais “verdes” para a indústria
A procura de uma solução para o
plástico não biodegradável e para os resíduos gerados pela indústria da
madeira juntou investigadores das Universidades de Coimbra (UC) e Aveiro
(UA) e do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) no projeto C-TEC,
promovido pelo grupo empresarial Vangest.
Neste projecto, uma equipa liderada por Filipe Antunes, da Faculdade
de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu
uma gama de materiais compósitos biodegradáveis a partir da combinação
de diversos plásticos com fibras vegetais (serradura de pinho e fibras
de celulose extraídas da madeira) para aplicação em diversos sectores de
actividade.
Materiais compósitos são materiais que resultam da combinação de dois
ou mais produtos com propriedades individuais incompatíveis. É o caso
dos produtos utilizados nesta investigação, desenvolvida no âmbito de um
projecto financiado pelo QREN – Quadro de Referência Estratégica
nacional. Por exemplo, os plásticos têm propriedades hidrofóbicas
enquanto a madeira tem características hidrofílicas.
Então, como compatibilizar estes dois materiais tão diferentes? “Esse
foi um grande problema que tivemos de ultrapassar. O segredo está em
modificar as propriedades de ambos os materiais e obter um produto amigo
do ambiente e a um preço de mercado competitivo”, desvenda Filipe
Antunes.
Assim, “para compatibilizar estes materiais, utilizámos diversas
estratégias como a introdução de aditivos com carácter misto, capazes de
fazer a ponte entre as duas naturezas radicalmente opostas,
nomeadamente polímeros modificados que se entrelaçam com a matriz do
compósito e reagem com as fibras”, descreve.
“Fizemos também modificações na superfície das fibras vegetais,
revestindo-as com moléculas hidrofóbicas, conferindo deste modo uma
maior afinidade das fibras com a matriz”, acrescenta Gabriela Martins,
investigadora da equipa da UC.
Depois de modificadas as propriedades de cada um dos materiais,
seguiram-se vários estudos e experiências “até conseguir as formulações
certas para os fins desejados, garantindo todas as propriedades térmicas
e mecânicas, isto é, a resistência necessária para aplicações
industriais diversas”, clarifica o investigador do Departamento de
Química da FCTUC.
No âmbito do estudo foram produzidos protótipos para aplicação, por
exemplo, na indústria automóvel, embalagem, jardinagem e sistemas de
sombreamento em prédios.
Foto: via Creative Commons
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Investigadores demonstram forma de evoluir de gene que resiste a antibióticos
Investigadores
portugueses demonstraram a forma de evoluir do gene que permite às
bactérias resistirem aos medicamentos, segundo um estudo hoje publicado
na revista científica PLOS Genetics.
O trabalho, do Instituto de
Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova,
mostra como o gene evoluiu, os mecanismos envolvidos e o número de vezes
que a resistência emergiu de forma independente, explica o organismo em
comunicado.
O Instituto lembra a capacidade de as bactérias se
tornarem resistentes aos antibióticos, o que acontece pela aquisição de
um gene, o mecA, que evoluiu de um gene inofensivo e “cuja presença
permite às bactérias continuarem a multiplicar-se mesmo na presença
deste antibiótico”.
O trabalho “demonstra que o uso de
antibióticos no tratamento de infeções e como aditivos na alimentação de
animais de produção para consumo humano” foi o que mais contribuiu
“para a evolução do gene inofensivo para a versão que permite resistir
aos antibióticos”.
“O objetivo deste estudo foi o de identificar
os passos do processo de evolução que permitiram que um gene inofensivo
em bactérias as tornasse resistentes aos antibióticos da família das
penicilinas”, disse Maria Miragaia, a investigadora responsável pelo
projeto e que, citada no comunicado, sublinha a importância do controlo
no uso de antibióticos para limitar e prevenir novos genes de
resistência.
O trabalho foi feito em colaboração entre a Nova e instituições suíças, dinamarquesas, inglesas e norte-americanas.
Existe uma lagarta capaz de decompor sacos de plástico.
Frederica Bertocchini, do Instituto de Biomedicina e Biotecnologia de
Cantábria, em Espanha,descobriu que as larvas que se alimentam da cera
das colmeias também comiam plástio.
A descoberta foi feita numa altura em que estaria a limpar as larvas
que vivem como parasitas da cera de abelha de uma das sua colmeias.
Colocou-as dentro de um saco de plástico e, pouco tempo depois, reparou
que surgiram pequenos buracos no mesmo.
A cientista testou colocar 100 lagartas num saco de supermercado e
verificou que começaram a surgir pequenos buracos ao fim de 40 minutos.
"Se uma única enzima for responsável por este processo químico, a sua
reprodução em grande escala com métodos biotecnológicos deverá ser
possível", afirmou Paolo Bombelli, da Universidade britânica de
Cambridge e o principal autor do estudo divulgado na publicação
especializada Current Biology.
Esta poderá ser assim uma maneira de poder combater a poluição com plástico, um dos materiais mais difíceis de se decompor.
segunda-feira, 27 de março de 2017
Menino com paralisia cerebral recupera totalmente através de terapia com sangue do cordão umbilical
Um transplante autólogo - um
procedimento que se caracteriza pela utilização de células do próprio
paciente - com recurso a sangue do cordão umbilical permitiu a uma
criança dos Estados Unidos recuperar totalmente de uma anemia aplástica.
créditos: Pixabay
Durante o quinto mês de gravidez, a
mãe de Tomas foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, o que a forçou a ficar
em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31.ª semana o
batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção
dupla no cordão umbilical. Nesta altura, os médicos tiveram de
desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a
poderem realizar uma cesariana de emergência.
Após o nascimento,
Tomas teve de ser colocado numa incubadora nos cuidados intensivos
neonatais porque os médicos verificaram que os pulmões não estavam
suficientemente desenvolvidos. Nos dias que se seguiram ao parto, a
incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o
fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou uma paralisia
cerebral espástica à criança.
Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão
criopreservado, armazenado num laboratório familiar, com o objetivo de
garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas,
as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos
Estados Unidos.
Tomas foi inscrito no ensaio clínico para
paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg,
pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão
umbilical.
Tomas participou neste estudo durante um período de 3
anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células
estaminais do sangue de cordão no início do mesmo. O grupo de controlo
recebeu o mesmo transplante um ano depois.
Durante este período
de tempo, todas as evoluções relevantes foram registadas. Hoje, Tomas
tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar
do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola.
Fala
duas línguas e frequenta a escola. A mãe ainda se recorda do tempo em
que os médicos lhe disseram que o seu filho não seria capaz de andar ou
falar. Os médicos disseram-lhe que Tomas não seria capaz de realizar as
atividades que hoje em dia fazem parte da sua realidade.
"Mais
uma vez o recurso às células estaminais e o sucesso da sua utilização,
foi uma realidade. Na Bebé Vida, tudo fazemos para que meninos como o
Tomas tenham uma alternativa terapêutica. Sabemos que a ciência continua
o seu percurso ao nível da investigação e que o recurso às células
estaminais é uma possibilidade ao nível das terapias aplicadas", refere
Sílvia Martins, Administradora da Bebé Vida, Laboratório de
Criopreservação.
A recuperação de Tomas deve-se em parte ao
tratamento com células estaminais do sangue de cordão umbilical. O
menino começou a andar após a administração das células estaminais e
continuou a melhorar com a ajuda adicional de fisioterapia e terapia
ocupacional. O tratamento com células estaminais do sangue de cordão
significou uma mudança radical na vida de Tomas, uma vida completamente
nova.
quarta-feira, 22 de março de 2017
Empresa produziu carne de frango e de pato sem sacrificar animais
A startup norte-americana Memphis Meats anunciou recentemente
que conseguiu produzir carne de frango e de pato em laboratório, sem
qualquer sacrifício animal.
Com a técnica desenvolvida no Vale do Silício, na Califórnia, os
cientistas usam apenas amostras de células de animais com potencial de
crescimento, que são cultivadas e multiplicadas com nutrientes e
oxigénio.
Depois, as células desenvolvem-se em tanques biorreatores e
convertem-se em músculo que pode ser consumido depois de 9 a 21 dias.
Segundo os especialistas, esta invenção permitirá o bem-estar animal –
eliminando a prática do abate – a preservação da natureza e a redução
de riscos para a saúde.
“Esperamos que nossos produtos sejam melhores para o meio ambiente, para os animais e para a saúde pública. E o mais importante é que são deliciosos“, destaca a empresa no site oficial.
“Acreditamos realmente que este é um passo à frente para a humanidade
e também é uma oportunidade de negócios incrível – para transformar uma
indústria global gigante enquanto se contribui para resolver alguns dos
problemas mais urgentes dos tempos atuais”, afirmou Uma Valeti, co-fundador e CEO da Memphis Meats.
Atualmente, produzir 500 gramas de frango sintético custa cerca de três mil euros,
mas a Memphis Meats pretende disponibilizar estas “carnes limpas” a
preços acessíveis aos consumidores até 2021. A empresa pretende ainda
criar salsichas e almôndegas sintéticas nos próximos cinco anos.
ZAP //
terça-feira, 21 de março de 2017
Jornal i
Hospital de Santa Maria da Feira faz operação inovadora à coluna
Unidade de Coluna realizou com sucesso cirurgia para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz inferior a um centímetro
O Hospital de Santa Maria da Feira é a
primeira unidade do Serviço Nacional de Saúde a adotar uma cirurgia
inovadora para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz quase
impercetível. Trata-se um procedimento totalmente endoscópico, ou seja, é
feita apenas uma pequena incisão e o doente pode te alta em 24 horas.
A técnica deixa uma cicatriz inferior a 1 cm, garantindo assim
“ótimos resultados cosméticos e uma taxa de infeção próxima de 0%”,
informa o hospital.
Artur Teixeira, responsável da Unidade de Coluna do Centro
Hospitalar Entre Douro e Vouga, que integra este hospital, assinala que
desde a abertura do serviço tem havido a preocupação de tratar estes
casos da forma menos agressiva possível.
“Em 1999 começámos pela utilização do microscópio como forma de
potenciar a visão e permitir uma pequena incisão. Em 2006 introduzimos
as técnicas minimamente invasivas que permitiram uma grande evolução
no sentido da menor agressão cirúrgica no que diz respeito à
extensão da cicatriz (cerca de 2 cm). O tratamento da hérnia discal
através desta técnica totalmente endoscópica continua esse percurso.
Pretendemos alargá-la em número e tipo de indicações, sendo de
referir que tratamos cerca de 150 doentes por ano que poderão
beneficiar da técnica”.