domingo, 29 de maio de 2016

Homicídios de crianças no Brasil têm cor e endereço e continuam a subir

Um filme apoiado pela UNICEF apela aos líderes mundiais que invistam na primeira infância, "o melhor investimento que pode ser feito na humanidade", e sugere que o segredo está em apoiar os adultos que cuidam delas.
Homicídios de crianças no Brasil têm cor e endereço e continuam a subir
"A janela mais eficiente que temos de criar uma sociedade criativa, igualitária, democrática e livre é na primeira infância", disse à Lusa Estela Renner, a realizadora do filme "O Começo da Vida", que será divulgado na quarta-feira, para assinalar o Dia da Criança.
Filmado na Argentina, Brasil, Canadá, China, França, Itália, Quénia e Estados Unidos, o documentário, de 90 minutos, parte da ideia de que os bebés se desenvolvem, não apenas a partir do seu ADN, mas da combinação entre a carga genética e as interações com aqueles que os rodeiam: a mãe, o pai, os avós, os irmãos, mas também a natureza ou as brincadeiras.
Com base em entrevistas a especialistas e famílias de diferentes estratos sociais em todos os países abrangidos, o filme da brasileira Estela Renner lembra que "um cérebro forte acontece a partir das ligações entre os neurónios e essas ligações só solidificam, só ficam permanentes se tiverem acontecido dentro de uma experiencia de qualidade, afetuosa e significativa".
Como diz no filme o economista Flávio Cunha, da Universidade Rice, em Houston, EUA, "o afeto é a fita isolante das ligações entre os neurónios".
Logo, defende a realizadora, o investimento deve ser feito "na qualidade das interações nos primeiros anos de vida", nomeadamente através de apoios à parentalidade e na qualidade da formação dos cuidadores em creches e instituições.
"Se o pai ou a mãe está quatro horas no transporte público, o que acontece em muitos países em desenvolvimento, ele não tem mais energia para dar para o seu filho", exemplifica.
E acrescenta: "Muitas famílias que eu entrevistei sabiam muito bem o que os seus filhos precisavam, mas eles não tinham o que comer. Eles sabem que brincar é importante, que ouvir os seus filhos é importante, mas como ter uma mente tranquila para poderem interagir com os filhos?".
No filme, o Nobel da Economia James Heckman diz que "cuidar dos bebés é o melhor investimento que pode ser feito na humanidade" e cita um estudo que realizou nos EUA e que concluiu que cada dólar investido nos primeiros anos de vida resulta num retorno de sete a dez dólares para o Estado ao longo da vida, nomeadamente em poupanças em centros de detenção e recuperação.
"O que descobrimos é que há um retorno de sete a 10% por ano, o que é um retorno muito grande, muito mais elevado do que a bolsa nos EUA", diz o economista.
Também entrevistada no documentário, Leah Ambwaya, ativista pelo direito das crianças e presidente da fundação queniana Terry Children, defende que "um Governo que leve a sério o desenvolvimento das crianças ou o futuro das suas crianças é um Governo que investe na parentalidade, criando oportunidades para os pais que lhes permitam ter qualidade de vida com os filhos".
O problema, diz Jack Shonkoff, diretor do Centro para a Criança em Desenvolvimento, da Universidade de Harvard, é que muitas vezes os políticos querem ajudar as crianças, mas não querem apoiar os adultos.
"Mas a ciência diz-nos que não podemos ajudar crianças sem ajudarmos os adultos que cuidam delas", alerta.
Estela Renner vai mais longe: "Quando a gente diz que é preciso uma vila para cuidar de uma criança, precisamos de uma vila para cuidar do adulto que está a cuidar dessa criança".
Para a realizadora, de 42 anos, essa responsabilidade não é só dos políticos e das instituições. É de todos.
"Dizer: eu faço um bom trabalho com os meus filhos, está suficiente. Não está. Tem de fazer um bom trabalho para todos os filhos. Somos todos responsáveis", defende.
FPA // VM
Lusa/Fim

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Investigadores da Gulbenkian descobrem origem da infertilidade feminina

(dr) Roberto Keller / IGC
A investigadora Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência
A investigadora Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciência
Uma equipa de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência, IGC, descobriu o mecanismo numa estrutura das células que está na origem da infertilidade feminina.
A estrutura chama-se centríolo e tem de ser eliminada no óvulo (célula feminina) durante a sua formação, para, quando este for fecundado, gerar um embrião.
Quando o óvulo não perde os seus próprios centríolos, ficando, no momento da fertilização, ao mesmo tempo, com os centríolos transportados pelos espermatozóides (células masculinas), a divisão celular faz-se anormalmente, eo embrião não se desenvolve, tornando a fêmea é infértil.
A perda de centríolos na formação do óvulo deve-se à perda do revestimento destas estruturas, que as protegem, porque falta uma proteína reguladora chamada pólo.
Quando é reposta essa proteína, o revestimento dos centríolos não desaparece e estas estruturas não são eliminadas.
O mecanismo foi identificado na mosca da fruta, mas é visível em todos os animais, incluindo os seres humanos.
As conclusões do estudo, liderado por Mónica Bettencourt-Dias, do IGC, foram publicadas esta quinta-feira na revista Science.
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Os cientistas sabiam, desde a década de 30, que os centríolos são estruturas fundamentais para a multiplicação das células e que, para darem origem a um embrião, só podem ser herdadas dos machos.
“A divisão celular tem de ter um número muito certinho de centríolos“, vincou Mónica Bettencourt-Dias, coordenadora do Laboratório de Regulação do Ciclo Celular, em declarações à Lusa.
“Quando tal não acontece, e existem no óvulo centríolos da fêmea e do macho, e, portanto, um número incorreto de centríolos, o embrião não se desenvolve”, acrescentou a investigadora.
Em situações normais, os centríolos desaparecem na formação do óvulo porque perdem o seu revestimento, devido à falta da proteína pólo.
O grupo de Mónica Bettencourt-Dias descobriu que este revestimento (formado por proteínas) protege os centríolos, impede o desaparecimento destas estruturas.
Ao repor o revestimento dos centríolos no óvulo, no momento errado, durante a sua formação, restituindo a proteína reguladora, os centríolos não desapareciam e as células não se multiplicavam.
Para a investigadora, o revestimento dos centríolos pode ser também importante para o estudo da regeneração celular e do cancro, uma vez que, “quando perdem os centríolos, as células estão bloqueadas, não podem proliferar”.
Um dos mistérios da ciência, finalmente desvendado pela equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência.
ZAP / Lusa

quarta-feira, 25 de maio de 2016

E se uma cirurgia ao estômago curar a diabetes?

Novas descobertas sugerem tratamento alternativo e abrem um caminho para a cura da diabetes. Os investigadores consideram-nas o maior avanço dos últimos 100 anos no combate a uma doença que afeta um milhão de portugueses e um a cada 11 adultos no mundo inteiro

Rui Antunes
"O tratamento mais poderoso até hoje", "a abordagem mais radical para o controlo da diabetes desde a introdução da insulina nos anos 20" ou "o mais próximo que alguma vez estivemos de encontrar uma cura".
As palavras de Francesco Rubino sobre as novas descobertas para o tratamento da diabetes tipo 2 são bem elucidativas do potencial que os investigadores lhes atribuem. As conclusões de um estudo a cargo de 45 especialistas de todo o mundo, incluindo este professor universitário de cirurgia metabólica e bariátrica no King's College de Londres, revelam que as operações para tratar a obesidade através da redução do tamanho do estômago - como a de bypass gástrico ou a colocação de uma banda gástrica - tiveram um de dois efeitos em 80% dos pacientes com diabetes do tipo 2: "Ou a diabetes entrou em aparente remissão ou os níveis de açúcar no sangue estabilizaram com medicação reduzida ou ao combinar exercício físico com dieta". Ao fim de cinco anos após a operação bariátrica (de redução do estômago), apenas uma pequena percentagem dos doentes (inferior a 5%) continuou a precisar de insulina ou outros injetáveis para controlar os níveis de açúcar no sangue.
Além de abrir a porta a um tratamento alternativo da diabetes em indivíduos obesos, "estas novas diretrizes aconselham a recorrer aos referidos procedimentos quando as pessoas não conseguirem controlar os níveis de açúcar no sangue de outra forma", avança Francesco Rubino num artigo ontem publicado na revista científica Nature. Segundo este especialista italiano, sabe-se agora "que os efeitos drásticos da cirurgia na diabetes não são uma simples consequência da perda de peso", pois as evidências mostram que "as alterações na anatomia gastrointestinal influenciam diretamente a homeostase da glicose" - que é como quem diz o equilíbrio dos níveis de açúcar no sangue.
Estas conclusões - ontem divulgadas pelo jornal inDiabetes Care, da Associação Americana da Diabetes - resultam de uma investigação à escala global com base em 11 estudos clínicos realizados na última década. Na opinião de Francesco Rubino, são suscetíveis de incentivar novas pesquisas sobre as causas da diabetes "e até de renovar a esperança de encontrar a cura", como a realidade está a demonstrar. "Médicos e investigadores já estão a tentar replicar os efeitos da cirurgia gastrointestinal através de intervenções menos invasivas", adianta.
Dados da Federação Internacional de Diabetes (FID) indicam que existem 415 milhões de diabéticos em todo o mundo - um em cada 11 adultos sofre do problema -, sendo mais de 90% afetados pelo tipo 2 da doença. Portugal acompanha a média global, com quase um milhão de pacientes. É considerado um problema de saúde pública e tem tendência a agravar-se. As previsões da FID apontam para que, em 2040, o número de diabéticos dispare para 642 milhões. A doença é a principal causa de cegueira, falha renal, amputações, ataques cardíacos e avc's. De acordo com a FID, a cada seis segundos morre uma pessoa em consequência da diabetes.

sábado, 14 de maio de 2016

Boas Notícias 

Um mundo em crescimento

 Melhor especialista forense do mundo é português

Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Especialista forense Duarte Nuno Vieira (à direita) durante uma missão no Mali © UCoimbra
Duarte Nuno Vieira, especialista da Universidade de Coimbra, acaba de ser distinguido com o mais prestigiado prémio mundial das Ciências Forenses - o Prémio Douglas Lucas Medal, atribuído pela Academia Americana de Ciências Forenses.
Criado em 1999, o Prémio Douglas Lucas Medal é atribuído apenas de três em três anos a um especialista forense que se tenha destacado particularmente pela contribuição dada para o desenvolvimento das ciências forenses a nível internacional. 
Na atribuição do prémio a Duarte Nuno Vieira, o júri, que deliberou por unanimidade, sublinhou "o valioso trabalho desenvolvido pelo galardoado em diversos domínios das ciências forenses, e muito particularmente no âmbito da Patologia e Clínica Forenses, especialmente na defesa dos Direitos Humanos, bem como na organização de serviços médico-legais e forenses em vários países do mundo, e o forte impacto que o trabalho que concretizou até hoje teve na comunidade forense internacional".
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, o docente da UC revela que foi com "enorme surpresa e profunda emoção" que recebeu a notícia de ter sido distinguido "por um júri constituído pelos mais reputados e reconhecidos cientistas forenses internacionais".

Missão "complexa" e "dolorosa"
"Considero que o mérito não é apenas meu, mas também dos que me acompanharam, e continuam a acompanhar, nesta missão complexa e, em certos contextos, dolorosa. Uma missão que se destina a ajudar aqueles que arrastam consigo os traumas de uma existência marcada pelo infortúnio e pelo sofrimento, por vezes com o cheiro da morte colado ao corpo", acrescenta o especialista.

"Dedico-o a eles e a todos os peritos médico-legais que, às vezes em condições muito difíceis, dão diariamente o melhor que sabem e podem para ajudarem a sociedade e a justiça, não desistindo deste mundo que nos coube. Dedico-o sobretudo à minha família que tem sido elemento incondicional de apoio e compreensão e que tem constituído porto seguro de abrigo", realça ainda Duarte Nuno Vieira.

O britânico Alec Jeffreys (que descobriu a utilização do ADN para fins forenses), o norte-americano Clyde Snow (pai da antropologia forense e da sua aplicação no âmbito dos direitos humanos), ou o suíço Margot (considerado por muitos como a maior autoridade mundial no domínio da criminologia) estão entre os galardoados em edições anteriores.
Esta distinção, a mais alta que se pode receber no domínio das ciências forenses, vai ser entregue durante o 20th World Meeting of the International Association of Forensic Sciences (IAFS), que decorrerá em Seoul, na Coreia do Sul, no próximo mês de outubro.
Um especialista que corre o mundo

Duarte Nuno Vieira já publicou mais de 200 artigos em revistas científicas, é editor ou coeditor de 8 livros e autor de mais de 40 capítulos em livros diversos e apresentou, como autor ou coautor, mais de 1.000 trabalhos em reuniões científicas.

Proferiu como conferencista convidado mais de 300 conferências fora de Portugal, em países europeus, asiáticos, africanos, do médico-oriente, australásia, e de todo o continente americano. Faz parte do conselho editorial das principais revistas internacionais no âmbito da Medicina Legal e ciências Forenses, bem como de revistas nacionais de múltiplos países (Espanha, Índia, Roménia, Polónia, Peru, Brasil, Egito, Turquia, China, Irão, Itália, Irlanda, entre outros).
Na qualidade de especialista forense tem integrado múltiplas missões internacionais realizadas em países da Europa, América Latina, Médio-Oriente, África, Australásia e Ásia, sobretudo no âmbito dos direitos humanos, sob os auspícios de organizações como a ONU, a Cruz Vermelha Internacional, a Comissão Europeia ou a Amnistia Internacional.

sábado, 9 de abril de 2016

Biomédica brasileira cria chip que detecta 18 tipos de cancro

A equipa de Deborah Zanforlin (ao centro, em cima)
A equipa de Deborah Zanforlin (ao centro, em cima)
A professora universitária e especialista em biomedicina Deborah Zanforlin desenvolveu um dispositivo que promete avanços significativos no diagnóstico precoce e tratamento de 18 tipos de cancro.

Trata-se de um chip que, através de um exame de sangue, identifica a doença logo no seu estágio inicial, fornecendo o resultado em apenas quinze minutos.
O chip ainda tem outra vantagem: não liberta radiação. Todo o sistema necessário para a sua utilização é portátil e pode ser levado a regiões remotas, onde a população tem menos recursos de saúde disponíveis.
A biomédica também não descarta que a tecnologia possa ser usada para outros tipos de diagnóstico.
“O chip pode ser utilizado para outras doenças no futuro, mas eu estou há cerca de dois anos focada no diagnóstico e tratamento do cancro”, diz a cientista ao Radio Jornal de Pernambuco
Deborah Zanforlin explica que o seu biossensor mapeia marcadores sanguíneos libertados pelas células cancerígenas, e isso permite o diagnóstico precoce, aumentando as probabilidades de cura em até 70%.
Segundo a cientista pernambucana, um dos principais objectivos do projecto é fazer com que as pessoas deixem de olhar para o cancro como uma sentença de morte, já que, graças à nova tecnologia, será possível detectá-lo com rapidez, aumentando a probabilidade de sucesso no tratamento.
O projeto, denominado ConquerX, está em fase de desenvolvimento de relatórios, que serão entregues à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e à FDA, a Food and Drugs Administration, dos EUA.
As duas agências irão avaliar a possibilidade de autorizar o uso do biossensor em larga escala.
ZAP / CanalTech

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Descoberta científica pode revolucionar tratamento do cancro da mama

Laura Taylor / Flickr
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É uma descoberta que pode revolucionar a forma de tratar o cancro da mama. Uma equipa de cientistas espanhóis concluiu que os tumores deste tipo de cancro dependem de fontes de gordura para poderem crescer.

Na investigação levada a cabo no Instituto de Investigação Biomédica de Barcelona (IRB), em colaboração com hospitais espanhóis, detectou-se que as células mamárias tumorais precisam de recolher gorduras do exterior e transferi-las para o seu interior para poderem continuar a crescer.
Uma conclusão publicada na revista científica Nature Communications, a par dos dados da pesquisa que pode abrir caminho a novas opções terapêuticas no combate ao cancro da mama.
Já se sabia que as células captam glucose do exterior e que se reprogramam para produzir mais lípidos, ou seja, gorduras. Mas, pela primeira vez, descobriu-se que necessitam de lípidos externos para se multiplicarem.
A principal proteína que intervém neste processo é a LIPG, uma enzima localizada na membrana das células, isto é, a sua capa externa. E sem esta proteína, a célula com cancro não consegue crescer.
“Este novo conhecimento relacionado com o metabolismo poderá representar um calcanhar de Aquiles para o cancro da mama”, explica o chefe da investigação, Roger Gomis, citado pelo site do IRB.
Este investigador fala, assim, na possibilidade de se desenvolver uma espécie de “quimioterapia mais eficaz, mas menos tóxica que as actualmente disponíveis”.
Após análises a mais de 500 amostras clínicas de pacientes com diferentes tipos de cancro da mama, os investigadores descobriram em 85% elevados níveis de LIPG.
No decurso da investigação, conseguiram também demonstrar que, bloqueando a actividade da LIPG, o tumor deixa de crescer.
Outro dado “prometedor” é o facto de que a LIPG “não parece ser indispensável para a vida, pelo que a sua inibição geraria menos efeitos adversos que outros tratamentos”, explica outro dos investigadores envolvidos no trabalho, Felipe Slebe, no mesmo site.
E o director do IRB, Joan J. Guinovart, que também participou na pesquisa, acrescenta, na mesma publicação, que “por ser uma proteína de membrana, é potencialmente mais fácil conseguir uma molécula farmacológica para bloquear a sua actividade”.
O próximo passo dos investigadores é encontrar alianças internacionais para desenvolver formas de inibição da LIPG.
ZAP

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cientistas descobrem mecanismo para acabar de vez com a ansiedade

Dima Bushkov / Flickr

O medo de chumbar um exame, a sensação de estar a olhar para o relógio e não ver o tempo passar ou aquele frio na espinha que se sente numa situação nova são apenas indícios de que a ansiedade está a ocupar um papel importante na nossa vida. 

Agora, os cientistas querem descobrir como “desligar” essa sensação no nosso corpo – e já estão perto de desenvolver uma solução definitiva para o assunto.
Investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriram recentemente que algumas proteínas presentes no cérebro humano, as chamadas proteínas KORs, podem ser a resposta para esse quebra-cabeça.
Segundo o professor de farmacologia Thomas L. Kash, autor principal do estudo, “estas proteínas são responsáveis por diversas doenças mentais – incluindo o transtorno de ansiedade”.
As KORs têm a função de libertar o neurotransmissor glutamato, que está ligado à dor e às alterações de humor, e funcionam como um interruptor, que liberta ou não a saída de glutamato para o o organismo.
“Quando as proteínas KORs são inactivadas”, explica Kash à EurekAlert!, “o glutamato é libertado de forma correcta, diminuindo a sensação de ansiedade”.
Controlar essa libertação é justamente a chave para “desligar” a ansiedade no nosso organismo.
“Essencialmente, as proteínas KORs desligam um mecanismo de redução da ansiedade no cérebro”, pelo que a inactivação das proteínas diminui a sensação de ansiedade, explica o investigador.
A má notícia é que os cientistas ainda não sabem quais os efeitos secundários de interferir nestas proteínas.
Isso acontece porque a ansiedade tem um papel muito mais importante no nosso organismo do que pode parecer: é responsável, por exemplo, por avisar-nos de situações de perigo, preparando o nosso cérebro para tudo o que possa acontecer.
Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com transtornos de ansiedade.
Mas se este estudo vier a comprovar a sua aplicação prática no tratamento da ansiedade, será possível tratar os casos mais graves da doença – proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes.
ZAP

Tesla apresentou o seu Modelo 3 “barato” – e recebeu 180 mil encomendas em 24h

Uma década depois, Elon Musk cumpriu com o prometido e apresentou um carro eléctrico económico “para todos” – que, à semelhança do que acontece com os iPhones da Apple, até criou filas de compradores, dispostos a comprá-lo sem sequer saberem como seria.
O novo Tesla Model 3 é um carro com um preço a começar nos 35 mil dólares, capaz de transportar 5 adultos confortavelmente, tem uma capacidade de carga superior os modelos concorrentes, e tem uma autonomia de 350Km – um valor simpático, mas que a Tesla espera melhorar até ao lançamento do carro, previsto apenas para final de 2017.
A data de entrega está distante, mas isso não impediu mais de 100 mil pessoas de sinalizarem já a sua intenção de compra com um adiantamento de 1000 dólares, o que originou filas que se poderão comparar às dos lançamentos dos novos iPhones, e demonstrando bem o fenómeno que a Tesla está a conseguir gerar.
A quantidade de interessados que pagaram já um sinal de 1000 dólares pela compra de um Tesla Model 3, que só ficará disponível no final de 2017, superou largamente as expectativas da empresa, atingindo 180 mil encomendas nas primeiras 24h.
O preço indicado é para o modelo base, que no entanto já tem coisas bem simpáticas, como um tecto panorâmico em vidro de uma peça única; enquanto que no seu interior o tradicional ecrã touchscreen na vertical passa a adoptar uma orientação horizontal.

Uma vez que a maior parte das pessoas adicionou alguns extras ou optou por versões mais potentes, o valor médio das encomendas é de 42 mil dólares, em vez dos 35 mil do modelo base, o que resulta em vendas garantidas num total superior a 7.5 mil milhões de dólares.
Não será isto em tudo idêntico a uma campanha de crowdfunding, onde temos pessoas dispostas a investir antecipadamente num “projecto” que está a quase dois anos de distância de cumprir com a sua promessa?
A Tesla já revelou os seus planos – ou parte deles, uma vez que diz ter ainda uma “2ª parte” que acredita que atrairá ainda mais clientes.
Irá o Tesla Model 3 finalmente dar o tiro de partido para a verdadeira transição para os carros eléctricos, e de forma mais acelerada do que se poderia imaginar?
Teremos que esperar mais uns anos para saber… mas não seria surpresa se, no final desta década, o panorama dos fabricantes de carros tiver sofrido grandes mudanças à custa deste Model 3.
ZAP

Economia, Tecnologia  , , , ,

Elon Musk apresentou a super-bateria doméstica da Tesla que vai mudar o mundo

Elon Musk, o visionário fundador da Tesla Motors, fabricante norte-americana de veículos eléctricos de luxo, apresentou ao mundo uma nova super-bateria doméstica, concebida para armazenar energia solar e fornecer electricidade para a casa toda.
A Tesla Powerwall é uma bateria recarregável de lítio, destinada a empresas e famílias, que armazena electricidade produzida por energia solar — ou fornecida pela rede em momentos em que o preço é mais baixo, por exemplo durante a noite.
“Temos esse gigantesco reactor nuclear no céu, chamado Sol, que nos aparece todos os dias”, ironiza Elon Musk na apresentação da sua Powerwall, “não temos que fazer nada, ele apenas funciona — só temos que o usar”.
Elon Musk, o visionário empreendedor que insiste em mudar o mundo com empreendimentos como o PayPal, a Tesla, a Space X, talvez o Hyperloop e agora a Powerwall, acredita que as novas baterias, que vão custar cerca de 3 mil euros por unidade de 7 KWh, vão “transformar totalmente a infra-estrutura energética mundial”.
De acordo com a Bloomberg, este produto pode revolucionar os mercados europeu e norte-americano de energia, numa altura em que cada vez mais os consumidores procuram alternativas aos elevados preços cobrados pelos fornecedores de serviços.
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa - e ao carro
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa – e ao carro
Segundo as primeiras estimativas do Deutsche Bank, citadas pela Euronews, esta aposta da empresa poderá representar um volume de negócio de 4,5 mil milhões de dólares.
Mas uma tecnologia disruptiva que se propõe mudar o mundo pode na realidade ter um impacto muito superior nos resultados da Tesla, cuja unidade de automóveis eléctricos, depois de um início com dificuldades, tem tido resultados positivos e batido recordes de vendas nos últimos anos.
A nova divisão da empresa, a Tesla Energy, apresenta-se no mercado com um parceiro escolhido a dedo: a SolarCity, companhia especializada em sistemas de recolha de energia solar, na qual Elon Musk detém uma participação qualificada e um lugar na administração.
A SolarCity já aceita encomendas. A bateria chega ao mercado norte-americano este verão e estará disponível no resto do mundo em 2016.
AJB, ZAP

segunda-feira, 28 de março de 2016

El Definido

¡Adiós quimioterapia! Españoles desarrollan generador que destruye tumores

Con este nuevo sistema se podrán destruir tumores sólidos de un modo más rápido y menos invasivo que con el actual tratamiento químico o con la radioterapia.

Por Macarena Fernández | 2016-03-10


Uno de los efectos más negativos que tienen los tratamientos tradicionales para combatir el cáncer, como la radio o la quimioterapia, son sus efectos secundarios como la caída del cabello, las náuseas y vómitos, la falta de apetito, el cansancio constante, la resecamiento de la boca, entre otros. Y todo esto se debe a que son tratamientos altamente invasivos.
Tras investigar mucho tiempo sobre algún método alternativo, de igual eficacia que los tradicionales, pero menos invasivo, es que investigadores de la Universidad de Zaragoza y de la Universidad Pompeu Fabra de España han desarrollado y patentado un generador de pulsos de alta tensión para destruir tumores sólidos, mediante el fenómeno conocido como “electroporación irreversible”.
¿En qué consiste este novedoso método y qué lo diferencia de los tradicionales? Que provoca la muerte de las células al ser éstas incapaces de reparar el daño que los campos eléctricos elevados provocan en su pared celular.
Alguno de los beneficios que presenta la electroporación irreversible para sus pacientes, es que su mecanismo de acción no se basa en alteraciones térmicas, lo que aporta mejoras en la recuperación y permite que sea posible tratar tumores que por su localización no serían tratables, y de un modo más rápido, menos tóxico y menos invasivo, al no ser térmico ni utilizar fármacos.
Oscar Lucía, investigador del Grupo de Electrónica de Potencia y Microelectrónica, explicó que, comparado con la quimioterapia, este sistema es "más localizado y menos lesivo, porque no implica calentamiento térmico a diferencia de la radioterapia o de la radiofrecuencia" y, por tanto, la recuperación es más rápida y con menos secuelas.
Por el momento, el generador, que puede aplicar tensiones de hasta 12 kilovoltios pico a pico y corrientes de hasta 400 amperios, ha sido probado con éxito en estudios "in vivo" y ha demostrado su capacidad para destruir grandes volúmenes de tejido. Pero la patente ha despertado el interés de varias empresas, lo que permitirá avanzar en la electroporación irreversible como herramienta eficaz en la lucha contra el cáncer.
Fuente: Emol