quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

30.10.2014

Jordi Savall renuncia ao Prémio Nacional de Música de Espanha em protesto contra Governo

Bob Edme O musicólogo, maestro e compositor espanhol Jordi Savall.

O musicólogo, maestro e compositor espanhol Jordi Savall renunciou esta quinta-feira ao Prémio Nacional de Música, de Espanha, acusando o Governo espanhol de "irresponsabilidade e incompetência", na defesa da arte.

Jordi Savall, 73 anos, foi distinguido na quarta-feira com o Prémio Nacional de Música, mas anunciou hoje, em comunicado, que renuncia "com profunda tristeza" ao galardão, instituído pelo Ministério da Cultura de Espanha, lamentando o desprezo por quem tenta manter vivo "o património musical hispânico".

O músico, que atuou no dia 19 em Lisboa e se apresenta a 4 de novembro no Porto, agradeceu o reconhecimento pelo prémio, no valor de 30 mil euros, mas justifica esta renúncia como um "ato de repulsa em defesa da dignidade dos artistas", e que possa servir de "reflexão para pensar e construir un futuro mais esperançoso para os jovens".

"A ignorância e a amnésia são o fim de toda a civilização. Sem educação não há arte e sem memória não há justiça", sublinhou o musicólogo catalão, lamentando "a falta de consciência do valor da cultura" por parte "dos responsáveis pelas mais altas instâncias do governo de Espanha".

O Ministério da Cultura de Espanha anunciou na quarta-feira a atribuição do Prémio Nacional de Música 2014 a Jordi Savall, um dos mais reputados especialistas em música antiga, pelo seu "inesgotável trabalho de recuperação e divulgação do patrimóni musical espanhol".

Presença assídua em Portugal ao longo dos últimos anos, Jordi Savall conta com mais de 40 anos de carreira, dedicados à música antiga, na investigação, interpretação - em viola da gamba -, e direção musical.
Lusa

Diário Digital

Suécia é o primeiro país da UE a reconhecer o Estado da Palestina

Suécia  é o primeiro país da UE a reconhecer o Estado da Palestina

O governo sueco reconheceu hoje por decreto o Estado da Palestina, o primeiro país ocidental da União Europeia (UE) a tomar esta decisão.

«Hoje, o governo toma a decisão de reconhecer o Estado da Palestina. É um passo importante que confirma o direito dos palestinianos à autodeterminação», afirma a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Margot Wallstr¶m, num artigo publicado no jornal Dagens Nyheter.
«O governo considera que estão reunidos os critérios do direito internacional para um reconhecimento do Estado da Palestina: um território, mesmo sem fronteiras fixas, uma população e um governo», destaca no texto.
«Esperamos que isto mostre o caminho a outros», acrescenta a ministra.
Pelo menos 112 países reconhecem o Estado da Palestina.
A Autoridade Palestiniana afirma que são 134, incluindo sete membros da União Europeia que terão feito o reconhecimento antes de entrar para o bloco: República Checa, Hungria, Polónia, Bulgária, Roménia, Malta e Chipre.
No início de Outubro, o primeiro-ministro Stefan L¶fven anunciou que a Suécia reconheceria o Estado da Palestina, o que provocou muitas críticas de Israel e dos Estados Unidos.

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

ZAP. aeiou
Ciência & Saúde  , ,

Cientistas lançam células estaminais tóxicas para “assassinar” o cancro do cérebro

 

bwjones / Flickr
Cientistas com células estaminais num laboratório
Cientistas com células estaminais num laboratório
Cientistas da Escola de Medicina de Harvard descobriram uma forma de transformar células estaminais em ‘máquinas’ para lutar contra o cancro do cérebro.
Numa experiência com ratos, as células estaminais foram geneticamente modificadas para produzir toxinas que podem matar tumores no cérebro sem matar as células normais.
Os investigadores dizem agora que o próximo passo será testar o processo em seres humanos.
“Depois de fazer toda a análise molecular e de imagem para controlar a inibição da síntese de proteínas dentro de tumores cerebrais, vimos as toxinas matarem as células cancerígenas“, explicou Khalid Shah, investigador da Escola de Medicina de Harvard e director do Laboratório de Neuroterapia no Hospital do Massachusetts.
“Toxinas para matar o cancro têm sido utilizadas com grande sucesso em uma variedade de tumores sanguíneos, mas eles não funcionam bem em tumores sólidos, porque os tumores não são tão acessíveis e as toxinas têm uma vida curta.”
DR harvard.edu
Khalid Shah, investigador da Escola de Medicina de Harvard
Khalid Shah, investigador da Escola de Medicina de Harvard
Mas geneticamente, a manipulação de células estaminais pode ter mudado tudo isso, conta Khalid Shah à BBC.
“Agora, temos células estaminais resistentes a toxinas que podem fazer e liberar essas drogas que matam o cancro”, explicou Shah.

Estudo

O estudo, publicado no jornal científico Stem Cells, foi resultado de um trabalho de cientistas do Hospital do Massachusetts, e do Instituto de Células Estaminais de Harvard, nos EUA.
Os investigadores passaram anos a estudar uma terapia com células estaminais que pudesse curar o cancro, baseada na ideia de fazer com que as células estaminais produzissem algo capaz de matar células cancerígenas, mas que não tivesse efeitos negativos sobre as células normais.
Ou seja, sem que as células saudáveis tivessem qualquer risco de ser atingidas pela toxina.
Para o conseguir, os cientistas modificaram geneticamente as células estaminais.
Nos testes em animais, as células estaminais foram então colocadas num gel e seguidamente num tumor cerebral retirado do cérebro de um espécimen com cancro.
As células cancerígenas morreram imediatamente, como se não tivessem nenhum tipo de defesa contra a toxina.
DR Khalid Shah
Células estaminais produtoras de toxinas (a azul) ajudam a matar células cerebrais cancerígenas (a verde)
Células estaminais produtoras de toxinas (a azul) ajudam a matar células cerebrais cancerígenas (a verde)

Cautela

Para Nell Barrie, cientista do Instituto de Pesquisa de Cancro do Reino Unido, o estudo teve resultados excelentes, mas é preciso ter cautela porque faz uma “abordagem engenhosa”.
“Precisamos urgentemente de melhores tratamentos para tumores cerebrais e isso pode ajudar num tratamento directo, exactamente onde ele é necessário.”
“Mas até agora a técnica só foi testada em ratos e em células cancerígenas em laboratório. Muito trabalho precisa ainda de ser feito antes de podermos afirmar que o tratamento é eficiente e pode ajudar os pacientes com tumores cerebrais”, completou.
Nell reiterou que este tipo de investigação poderia ajudar a aumentar as taxas de sobrevivência e trazer progressos muito importantes para a cura do cancro cerebral.
Chris Mason, professor de medicina regenerativa na Universidade de Londres, diz que este estudo é “bastante inteligente e indica que está a surgir uma nova onda de tratamentos contra o cancro”.
“Isto mostra que podemos atacar tumores sólidos colocando mini-farmácias dentro do paciente que liberam as toxinas directamente no tumor.”
“Essas células estaminais podem fazer tanta coisa… o futuro será assim”, concluiu Mason.
ZAP / BBC
SAPO Desporto
Angola
28-10-2014 13:45

Sumbe acolhe Taça de Angola em basquetebol e futebol adaptado

A prova decorre no próximo sábado, na província do Cuanza Sul.
Futebol com muletas
Foto: ANGOP Futebol com muletas
Por SAPO Desporto c/ Angop sapodesporto@sapo.pt
A cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, acolhe no próximo sábado a primeira edição da Taça de Angola em basquetebol e futebol com muletas, numa organização do Comité Paralímpico Angolano (CPA).
Em declarações à Angop, o secretário da associação local do desporto adaptado, Abel Bravo, adiantou estarem criadas as condições para a realização dos dois eventos.

Bravo acrescentou que a prova de basquetebol em cadeira de rodas será realizada no campo multiuso do Benfica Sport do Sumbe, e de futebol com muletas no estádio Hoji Ya Henda.

Em basquetebol defrontam-se Kabuscorp de Cabinda e Complexo da Cidadela, respetivamente campeão e vice-campeão nacional, enquanto em futebol com muletas jogam Misto do Huambo e de Luanda (campeão nacional e vencedor da Taça Lwine).

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

DN

Portugueses pioneiros na técnica para reparar lesões na medula

por Ana Bela Ferreira
Portugueses pioneiros na técnica para reparar lesões na medula
Britânicos revelaram ontem recuperação de um paraplégico graças a um autotransplante de células da mucosa olfativa. Estas células são usadas desde 2001 no Hospital de Egas Moniz e também há quem tenha voltado a andar
Darek Fidyka, um búlgaro que ficou paralisado há quatro anos, voltou a andar depois de submetido a um auto transplante de células das mucosas olfativas. A sua recuperação foi divulgada ontem. António Pereira, de Peniche, também ficou paralisado em 2004 e desde 2008 que consegue pôr-se de pé e dar alguns passos, graças a um autotransplante das células das mucosas olfativas, realizado no Hospital de Egas Moniz (HEM), em Lisboa.
O êxito da técnica britânica que ontem foi notícia um pouco por toda a Europa foi publicado na revista Cell Transplatantion e o seu autor considerou, em declarações à BBC, que este avanço é "mais impressionante do que o homem andar na Lua". No estudo, a equipa coordenada por Geoffrey Raisman explicita: "Do nosso conhecimento, esta é o primeira indicação clínica de efeitos benéficos de transplantes autólogos de células bulbares [na mucosa olfativa]."
No entanto, a recuperação de movimentos de pessoas paralisadas usando as células das mucosas olfativas começou a ser feita em Portugal, em 2001, por uma equipa liderada pelo neurologista Carlos Lima (falecido em 2012). A técnica portuguesa foi aplicada a dezenas de doentes nacionais e norte-americanos, alcançando também resultados positivos. Alguns conseguiram voltar a andar, com apoio de andarilho, ou mantêm-se em pé. Este programa passou a contar, em 2003, com a parceria do Wayne State University, em Detroit.
"Conseguimos melhorias muito importantes. Um deles não conseguia mexer-se e agora anda com a ajuda de um andarilho", explica ao DN Jean Peduzzi-Nelson, investigadora daquela universidade e conselheira da técnica desenvolvida em Portugal. Outros recuperaram movimentos e sensibilidade, como é o caso de António Pereira.
O português, hoje com 42 anos, teve um acidente de mota em 2004 que o deixou condenado a uma cadeira de rodas e sem mobilidade. Depois de um ano de fisioterapia ouviu falar da técnica do HEM e decidiu candidatar-se. "Acabei por fazer exames em 2008 e fui escolhido para fazer a cirurgia. Não queria ficar dependente de ninguém." Antes da intervenção fez três meses de fisioterapia intensiva e dois meses depois voltou ao centro de reabilitação. Hoje, António Pereira, que trabalha numa loja de informática, consegue tomar banho sozinho, recuperou a sensibilidade e o controlo abdominal e da bexiga. E consegue andar com órtoses (apoio externo que dá estabilidade às pernas) e um andarilho, mas só em casa. "Ando muito devagar e para conseguir levar e buscar o meu filho à escola ou ir trabalhar vou de cadeira de rodas", conta. Mas garante: "A cirurgia do Dr. Carlos Lima mudou-me a vida."

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

DN

Mulheres juristas contestam vida sexual limitada aos 50 anos

por Filipa Ambrósio de Sousa
Presidente do Supremo Tribunal Administrativo em Belém
Presidente do Supremo Tribunal Administrativo em Belém Fotografia © Álvaro Isidoro
A Associação Portuguesa de Mulheres Juristas (APMJ) considera inconstitucional o acórdão que defende que "aos 50 anos a vida sexual não tem tanta importância"
"A APMJ não pode deixar de apelar a que este acórdão possa ser revisto em sede de apreciação da sua constitucionalidade, o que entende ser processualmente admissível", explica a associação, em comunicado divulgado no site da Ordem dos Advogados.
Em causa uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) em que os juízes conselheiros consideraram que a sexualidade aos 50 anos já não "tem a mesma importância que assume em idades mais novas". Juízo de valor que pesou na decisão final do Supremo Tribunal Administrativo em baixar a indemnização a pagar a uma doente da Maternidade Alfredo da Costa, na sequência de uma intervenção cirúrgica mal sucedida - de 172 mil euros para 111 mil.
A APMJ assume que "não pode deixar de manifestar a sua estranheza pela circunstância de o acórdão entender que a idade da autora do pedido indemnizatório, aliada ao facto de já ter sido mãe de dois filhos, constitui uma circunstância que diminui de forma relevante o seu direito a uma vida sexual activa. Sendo certo que a prática sexual se não esgota ou se reconduz de modo exclusivo à procriação".
O grupo de mulheres juristas considera que o direito a uma vida sexual activa "se insere na esfera dos direitos sexuais e reprodutivos, que são direitos fundamentais pessoais, protegidos e tutelados pela Constituição da República, nomeadamente no seu artigo 26º nº1, e pelo Direito Internacional dos Direitos Humanos".

Adolescente inventa método para salvar os oceanos do lixo plástico

bb
Boyan Slat é um jovem de 20 anos com uma missão ambiciosa – livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes.
Apesar da idade, há alguns anos que Boyan tenta encontrar maneiras de recolher estes resíduos – e a sua técnica já convenceu entusiastas e patrocinadores dispostos a financiar os seus projetos.
“Não percebo porque é que a palavra ‘obsessivo’ tem uma conotação negativa, mas eu sou obsessivo e gosto disso“, diz Slat. “Tenho uma ideia e vou em frente com ela.”
A ideia surgiu quando Boyan tinha 16 anos, em 2011, enquanto fazia mergulho na Grécia. “Vi mais sacos plásticos do que peixes“, diz.
Boyan ficou chocado, e ainda mais chocado ao perceber que não havia nenhuma solução aparente.
“Toda a gente me disse ‘Ah, depois de os plásticos chegarem aos oceanos não há nada que possas fazer com eles ‘, e eu perguntei-me se isso seria verdade”, conta Boyan à BBC.
Nos últimos 30 a 40 anos, milhões de toneladas de plástico chegaram aos oceanos. A produção mundial de plástico é de 288 milhões de toneladas por ano, das quais 10% acabam no oceano.
A maioria, 80%, é proveniente de fontes terrestres.
O lixo é arrastado por ralos e esgotos e acaba nos rios. É então transportado pelas correntes para cinco sistemas rotativos de água nos grandes oceanos, chamados giros, o mais famoso dos quais é a enorme Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia.
A concentração de plástico nestas áreas é alta – chegam a ser chamadas sopa de plástico – e não fica estática no mesmo local, o que faz com que a limpeza seja um grande desafio.
A Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia
A Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia“Se fôssemos lá tentar limpar com navios, levaria milhares de anos”, diz Boyan, “teria um custo enorme em termos de dinheiro e energia, e os peixes seriam acidentalmente capturados nas redes.”

Quebra-cabeças

Boyan sempre gostou de encontrar soluções para quebra-cabeças e, ao reflectir sobre este em particular, ocorreu-lhe uma pergunta: “em vez de irmos atrás do plástico, porque não aproveitamos as correntes e esperamos que ele chegue até nós?
Ainda na escola secundária, Boyan desenvolveu a sua ideia, como parte de um projecto de Ciências: uma série de barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, primeiro capturariam e concentrariam os detritos flutuantes.
No modelo de Boyan, o plástico mover-se-ia ao longo das barreiras no sentido de uma plataforma, onde seria, então, extraído de forma eficiente.
A corrente oceânica passaria por baixo das barreiras, levando toda a vida marinha flutuante com ela. Não haveria emissões nem redes para a vida marinha se enrodilhar. O plástico recolhido no oceano seria reciclado e transformado em produtos ou em óleo.
O projecto de Boyan foi premiado como Melhor Projecto Técnico da Universidade de Tecnologia Delft.
Para a maioria dos adolescentes, as coisas teriam ficado por ai, mas com Boyan a coisa tinha de ser diferente.
Desde muito cedo, Boyan interessou-se por engenharia. “Comecei por construir casas nas árvores… a seguir, coisas maiores”, conta o jovem inventor, “e quando tinha 13 anos, estava muito interessado em foguetes.”
Boyan já tem até um recorde mundial no Guinness, com o maior número de foguetes de água lançados ao mesmo tempo: 213.
“Essa experiência ensinou-me a atrair o interesse das pessoas e como abordar patrocinadores“, conta.
Quando Boyan começou a estudar engenharia aeroespacial, na Universidade de Delft, levava com ela a ideia de limpar os oceanos. Criou uma fundação chamada The Ocean Cleanup, “A Limpeza do Oceano”, e explicou no  TEDx o seu conceito de como os oceanos poderiam ser limpos.
Seis meses depois de entrar na faculdade, Boyan decidiu interromper o curso para tentar tornar o seu projecto uma realidade.
Todo o dinheiro que tinha eram 200 euros. Os meses seguintes foram usados à procura de patrocínios.
“Foi muito desanimador porque ninguém estava interessado”, diz Boyan. “Lembro-me de um dia contactar 300 empresas a pedir patrocínios – apenas uma respondeu, e também não deu em nada.”

Mudança brusca

Foi então que, a 26 de março de 2013, meses depois de ter sido publicado, o vídeo de Boyan no TEDx se tornou viral.
“Foi inacreditável”, diz Boyan, “de repente, tivemos centenas de milhares de pessoas por dia a visitar o nosso site. Recebia cerca de 1.500 e-mails por dia de pessoas a voluntariar-se para ajudar.”
Boyan recorreu a uma plataforma de crowdfunding, onde recolheu 60 mil euros em 15 dias. Ainda não sabe o que fez com que a sua ideia explodisse de repente, mas diz que foi um grande alívio.
“Há um ano atrás, não tinha certeza de que seria bem-sucedido”, diz. “Mas, considerando a importância do problema, era importante pelo menos tentar.”
De acordo com o Programa de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas, há, em média, 13 mil peças de plástico flutuantes por quilómetro quadrado de oceano. Muitas dessas partículas acabam por ser ingeridas acidentalmente pelos animais marinhos, que podem morrer de fome já que o plástico enche seus estômagos.
É uma situação grave – e, por isso, quando Boyan apareceu com uma solução aparentemente simples, começou a fazer manchetes em todo o mundo.
The Ocean Cleanup
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat

Provas científicas

Depois de ter chamado a atenção do mundo, a primeira coisa que Boyan fez foi desaparecer de vista. Precisava de provas científicas para apoiar a sua teoria.
Boyan reuniu uma equipa de 100 pessoas, a maioria voluntários, que foram espalhados por todo o mundo. Durante os estudos, visitou a Mancha de Lixo do Atlântico Norte, onde a plataforma deverá ser construída.
Em junho, um mês antes de fazer 20 anos, Boyan apresentou um relatório de viabilidade, com 530 páginas – e cuja capa foi feita em plástico reciclado.
O relatório, baseado em diversos testes e simulações de computador, foi revisto e validado por 70 cientistas e engenheiros.
Após o estudo, Boyan pôs em marcha uma nova campanha de financiamento, que desta vez rapidamente atingiu a meta de 1.6 milhões de euros.
Pode um adolescente salvar os oceanos do planeta?
Salt posa com parte do lixo que a sua equipa recolheu O jovem diz que a sua idade não o atrapalhou, e que pode até  ser uma vantagem.
“Eu não tinha nada a perder, excepto a minha renda bolsa de estudos, portanto, essa não era uma preocupação”, diz o jovem empreendedor.
“Se queres fazer alguma coisa, faz o mais rapidamente possível.”
The Ocean Cleanup
Salt posa com parte do lixo que a sua equipa recolheu

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Gira Latina

A primeira médica indígena da Bolivia

Nancy Kasei Janko de 23 anos de idade, é a primeira jovem médica indígena na Bolívia. É verdade! Mas então qual a admiração ? 
Na realidade até há pouco mais de meia dúzia de anos os indígenas, tanto na Bolivia como em diversos outros países da américa latina, não tinham sequer acesso à Universidade, quanto mais a licenciaturas, ainda para mais em Medicina !!! numa clara discriminação dos povos indígenas.
integração das comunidades indígenas uma nova realidade
Os tempos, as políticas "estan cambiando" e a história destes países reescreve-se e por isso pode-se agora dar conta de um feito como este, de uma jovem, índigena (assumidamente), poder exercer a profissão que escolheu e para a qual estudou, numa sociedade em que oportunidades e direitos são iguais, para todos e independentemente das suas origens. 
Nancy, ali a vemos de bata branca igual a tantas outras, no Hospital Juan Pablo Escalier. De estetoscópio ao pescoço, com as suas longas tranças tipicas e a "pollera" (saia rodada), tradicional das mulheres quéchuas, ou não tivesse nascido numa pequena comunidade quéchua do município de Yotala, perto de Sucre, capital de Chuquisaca bem no centro da Bolívia.
Simples e humilde, a jovem doutora diz-se "pronta a ajudar os que dela necessitem", não deixando de apontar o caminho profissional a seguir - "a especialização em pediatria". “Gosto muito de crianças e quero ajudar as mães a que cuidem bem deles e os façam crescer sadios”, vinca a doutora Nancy.
O seu tenperamento, estudiosa e dedicada como é, será uma grande médica, tendo já sobressaído em pediatria e medicina interna, assegura, o médico chefe, Porfirio Ecos acrecentando estarem satisfeitos com a jovem doutora.
Estudou medicina na Universidade pública San Francisco Xavier, fundada no já distante ano de 1624, em Sucre, sendo por isso a mais antiga da Bolívia e ate uma das mais velhas Universidades da América do Sul.
 
Nancy Kasai1
Nancy a primeira médica indígena, na Bolivia
A Bolívia é conhecida pela existência de qualquer coisa como 6,2 milhões de indígenas o que significa 62,2 por cento da totalidade dos seus habitantes. Na América Latina é aliás o país com maior indice de população autóctone, de acordo dados recentes da Cepal.
Os indígenas sempre foram pobres, vivendo na sua maioria da agricultura. E como os estudos superiores estavam vedados às novas gerações nada ou quase nada mudou, durante larquissimos anos. Mas é da luta pela inclusão social e por melhores condições de vida, que se conhece Evo Morales, que um dia chegaria ao Governo, contribuindo com as suas origens indigenas e o conhecimento da realidade, da esmagadora maioria da população. E dessa conjugação de factores com novas políticas que "el cambio se ha hecho na Bolivia". O caminho faz-se caminhando e um terceiro mandato do jefe de Estado, trará novas formas de estar e viver aos Bolivianos, independentemente de serem ou não indígenas, brancos ou mestiços na cor da sua pele...
16.10.2014

Tribunal holandês recusa sancionar plantação de canábis


© Alessandro Bianchi / Reuters A posse até cinco gramas de canábis e a venda, em mais de 600 'coffee shops' em todo o país, foi descriminalizada em 1976, mas o cultivo e a venda fora desses estabelecimentos permanecem proibidos e são controladas pelo crime organizado.

Um tribunal holandês decidiu esta quinta-feira não punir dois acusados do cultivo ilegal de canábis e criticou a legislação que sanciona a produção caseira, mas que tolera a venda nas 'coffee shops'.

"O tribunal considera os arguidos culpados, mas nenhuma pena ou medida será aplicada", indicou o tribunal de Groningen, norte da Holanda.
A posse até cinco gramas de canábis e a venda, em mais de 600 'coffee shops' em todo o país, foi descriminalizada em 1976, mas o cultivo e a venda fora desses estabelecimentos permanecem proibidos e são controladas pelo crime organizado.
Ainda segundo o tribunal, "a venda de drogas dentro das 'coffee shops' é tolerada, o que implica que estes cafés são obrigados a comprar e, portanto, uma cultura deve ser feita para atender a essa oferta" e "a legislação não se pronuncia sobre a forma como esse abastecimento é realizado".
Os proprietários das 'coffee shops' e outras pessoas ligadas ao setor criticaram desde o início a legislação, classificando-a como "hipócrita" porque, consideram, obriga esses estabelecimentos a abastecerem-se em condições não previstas na lei.
Entre 2009 e 2014, as autoridades desmontaram várias plantações ilegais criadas pelos dois arguidos, tendo apreendido mais de 2.000 plantas de canábis.
Os juízes aceitaram como atenuantes o facto dos arguidos terem colaborado com a polícia, bem como o não utilizarem produtos químicos nas plantações e pagarem impostos dessa atividade, que visava somente abastecer os 'coffe shops'.
 Lusa



 
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SIC Notícias

Português cria código para ajudar daltónicos a identificar as cores

Um em cada dez homens é daltónico. Para ajudar o dia-a-dia de quem tem este distúrbio visual um português criou uma nova linguagem que permite identificar as cores, correctamente. Os códigos já são utilizados em mais de 80 países.