segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Cientistas portugueses criam spray nasal contra a Hepatite B

Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) desenvolveram uma vacina para a hepatite B em forma de spray nasal.
créditos: AFP
A vacina genética concebida é vantajosa para países em vias de desenvolvimento onde escasseiam profissionais de saúde, responsáveis pela administração das vacinas injetáveis. A via nasal permite diminuir os elevados custos humanos e financeiros destes países, associados às complicações decorrentes da administração de injetáveis, nomeadamente as infeções provocadas pela reutilização de seringas.
Olga Borges, Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
Olga Borges, investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbracréditos: UC
Olga Borges, coordenadora do projeto publicado na revista científica “Molecular Pharmaceutics”, explica que "foram criados sistemas de transporte (nanopartículas poliméricas) capazes de levar as moléculas terapêuticas desde a mucosa nasal até ao interior das células. Os resultados obtidos em ratinhos demonstraram que a formulação desenvolvida é eficaz pela via intranasal".
O trabalho desenvolveu uma nova composição para a vacina baseada em plasmídeos, teoricamente mais resistentes às variações de temperatura que os “antigénios” (estimuladores do sistema imunitário) das vacinas comercializadas atualmente.

Os plasmídeos são pequenas moléculas circulares que transmitem informação genética (ADN) para o interior das células, ativando mecanismos de defesa do organismo que combatem o vírus da hepatite B. Os “combatentes” chamam-se anticorpos e surgem no sangue, mucosa nasal e vaginal.
"As nanopartículas desenvolvidas também poderão ser usadas na composição de vacinas que previnem doenças sexualmente transmissíveis, porque induzem a produção de anticorpos pelo nosso organismo ao nível da mucosa vaginal de forma mais eficaz que as vacinas injetáveis", esclarece a também docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.
O projeto, que teve a colaboração da Universidade de Genebra, insere-se numa linha de investigação em vacinas iniciada em 2003, tendo as nanopartículas sido desenvolvidas durante quatro anos por Filipa Lebre, doutoranda da Faculdade de Farmácia.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prémio Terre de Femmes: dez mil euros para projectos ambientais feitos por mulheres

Promovido pela Fundação Yves Rocher Rocher, o prémio Terre de Femmes pretende apoiar projectos ambientais com cunho feminino. As inscrições para a 8ª edição desta iniciativa acontecem até 30 de Setembro e todas as mulheres com mais de 18 anos envolvidas em projectos a favor do ambiente estão convidadas a participar.
Mais do que um concurso, o Terre de de Femmes é uma plataforma que procura ideias que ofereçam perspectivas duradouras, com benefícios práticos para a comunidade e com impacto ambiental positivo.
Na edição de 2015, o projecto Tabanca Solar de Inês Rodrigues foi o grande vencedor. Catarina Grilo recebeu também com todo o mérito a menção honrosa pela ideia Cabaz de Peixe para reduzir o desperdício deste alimento.
As candidaturas ao prémio Terre de Femme estão abertas até 30 de Setembro, com a vencedora do primeiro lugar a receber 10 mil euros e 3 mil euros a serem entregues à menção honrosa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Da favela à medalha de ouro no Rio. Esta é a história de Rafaela Silva

Facundo Arrizabalaga / EPA
A judoca brasileira Rafaela Silva, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

A judoca brasileira Rafaela Silva, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Da violência na favela aos ataques racistas depois de uma derrota em Londres, Rafaela Silva subiu finalmente ao pódio dos Jogos Olímpicos.

Nascida na Cidade de Deus, uma das favelas mais problemáticas do Rio de Janeiro e que até deu nome a um filme premiado, Rafaela Silva não teve um percurso fácil.
É certo que, desde ontem, esta atleta pode sentir-se no topo do mundo. Afinal, não é todos os dias que se sobe ao pódio dos Jogos Olímpicos, realizados na sua cidade, com uma medalha de ouro nas mãos.
Mas para lá chegar foi preciso muito esforço e dedicação, a começar pela juventude vivida na favela, onde os tiroteios e o tráfico de droga eram os vizinhos do costume.
Rafaela tinha ordem dos pais para brincar apenas em frente ao portão de casa e fugir lá para dentro sempre que ouvisse um tiro, conta o brasileiro O Globo.
Foi essa violência que acabou por domar a personalidade da jovem, que estava sempre envolvida em lutas e levava recados frequentes para casa.
Os pais decidiram pôr um ponto final na história e, juntamente com a irmã Raquel, levaram-na a uma escola de judo orientada por Geraldo Bernardes.
Daí viria a treinar no Instituto Reação, criado pelo ex-judoca Flávio Canto, que foi medalha de bronze em Atenas 2004, e que tem escolas espalhadas por áreas desfavorecidas do Rio.
“Os pais as trouxeram para treinar porque ela não obedecia ninguém, brigava muito. Nas primeiras aulas, vi que tinham boa coordenação, uma agressividade importante. Na Cidade de Deus, ela peitava todo mundo. Tinha que canalizar isso para o judo. Vi que tinha ali um diamante bruto“, explica Bernardes ao jornal brasileiro.
Para poder evoluir no judo, o treinador exigia boas notas na escola e foi isso que Rafaela lhe deu. Mas não deixou de lado os arrufos com os colegas, tal como recorda a atleta na mesma entrevista.
“Eles me provocavam, sabiam que eu fazia judo, queriam ver se eu era boa de briga mesmo. E apanhavam”, lembra.

“Lugar de macaco é na jaula”

Em 2008, tornou-se campeã mundial na categoria sub-20 e o sucesso foi sendo lapidado até aos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando tinha apenas 20 anos de idade.
A competição na capital britânica viria a ser o maior soco na barriga de toda a sua existência, quando um golpe ilegal contra a húngara Hedvig Karakas resultou na sua eliminação.
Chorou no tatami, lamentou a eliminação mas foi no quarto da Aldeia Olímpica que recebeu o pior golpe, levado a cabo pelo próprio povo brasileiro.
A judoca recebeu milhares de críticas e mensagens racistas nas redes sociais: “lugar de macaco é na jaula e não nas Olimpíadas” é só um dos exemplos.
Foi nessa fase que a atleta pensou desistir da modalidade, estando quase quatro meses sem vestir um quimono, como recorda o seu treinador ao Globo.
Graças ao apoio da família, do mestre e do trabalho com uma psicóloga, a judoca conseguiu voltar aos treinos para o Mundial de 2013 e para preparar a longa jornada até aos próximos Jogos.
Rafaela conquistou a medalha de ouro esta segunda-feira, depois de um wazari aplicado sobre a mongol Sumiya Dorjsuren, que antes tinha eliminado a portuguesa Telma Monteiro.
A judoca brasileira deixou claro que esta vitória foi uma resposta às críticas que recebeu há quatro anos.
“Depois da minha derrota, muita gente me criticou, disse que eu era uma vergonha para minha família, para meu país. E agora sou campeã olímpica”, afirmou.
“Para uma criança que saiu da comunidade com cinco anos e começou no judo por brincadeira é demais. Eu dedico a vitória a todo mundo”, declarou.
FM, ZAP / Hypeness

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Plástico biodegradável feito a partir da mandioca se decompõe em apenas 10 dias

por Clara Caldeira
O plástico foi uma das invenções mais impactantes do homem, para o bem e para o mal. Maleável, impermeável, adaptável e resistente passou a ser usado e larga escala para fins diversos que vão de embalagens, a veículos, eletroeletrônicos e uma infinidade de outras aplicações.
Mas apesar de hoje ser reciclável, o material ainda traz um impacto bastante negativo para o meio ambiente, já que demora de 500 a 1000 anos para ser decomposto e muitas vezes acaba sendo devolvido para natureza em forma de lixo e poluição.
https://aoquadrado.catracalivre.com.br/wp-content/uploads/sites/4/2014/12/ecoplas-4.png

Para tentar amenizar o problema a empresa indonésia Tinta Marta criou o plástico biodegradável que usa como base a mandioca e é absorvido pela natureza em apenas 10 dias.
https://aoquadrado.catracalivre.com.br/wp-content/uploads/sites/4/2014/12/ecoplas-5.jpgAnteriormente, a empresa trabalhava produzindo sacolas plásticas convencionais que, apesar de serem práticas, eram muito nocivas para a natureza. Sugianto Tandio, diretor da Tinta Marta e ex-funcionário da 3M, decidiu então investir parte dos lucros da companhia em pesquisas para desenvolver o plástico biodegradável.
Agora, dez anos depois, parece que o investimento rendeu frutos e o Ecoplas, como é chamado, já foi adotado por marcas como Zara e a GAP, na Ásia e nos Estados Unidos.
Via Hypeness

quarta-feira, 3 de agosto de 2016


Ciência & Saúde  ,

Regeneração de células cerebrais pode permitir restaurar visão

Look Into My Eyes / Flickr
Um grupo de investigadores nos Estados Unidos conseguiu restaurar a visão de ratos com deficiência visual através da regeneração de células cerebrais.
Apesar de apenas terem crescido algumas das células da retina (menos de 5%), a técnica aplicada foi suficiente para mostrar o potencial da restauração da visão dos mamíferos.
Ao longo do processo, os investigadores da Universidade de Stanford conseguiram “ligar um interruptor” que geralmente se desliga quando os mamíferos atingem a maturidade, conseguindo restaurar várias células que cobriram toda a distância do olho até ao cérebro e fizeram corretamente as conexões celulares.
“Os nervos podem recordar-se da sua história de desenvolvimento e encontrar o caminho até casa”, explicou o neurobiólogo Andrew Huberman à revista Scientific American.
Num estudo de 2012, tinham sido já encontrados indícios de que estas células pudessem crescer, mas a nova pesquisa confirma a hipótese e prova a extensão do trabalho de reparação que o cérebro pode fazer.
“Os neurónios cresceram enormes distâncias – 500 vezes mais e mais rápido do que normalmente”, explica Andrew Huberman.
Os resultados do estudo foram publicados em julho na Nature Neuroscience.
De acordo com os cientistas, este processo poderá, eventualmente, ser repetido em humanos e combater doenças como Alzheimer, glaucoma e lesões na medula espinal.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Medicamento para a hepatite C já salvou 3 mil portugueses

ABr
Em pouco mais de ano e meio, houve uma revolução no tratamento da hepatite C. Dos 7.840 tratamentos iniciados em Portugal, 3.005 doentes ficaram curados.
No nosso país, segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia (SPG) José Cotter, deverão existir 150 mil pessoas infetadas com o vírus da hepatite C, sendo que a incidência da hepatite B diminuiu desde que a vacina foi integrada no programa nacional de Vacinação.
Em Portugal, o medicamento é comparticipado a 100% desde fevereiro do ano passado, com 40 milhões de euros gastos no ano passado e 85 milhões previstos para 2016, de acordo com o Jornal de Notícias.
De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), a 1 de julho existiam 7.840 tratamentos iniciados em Portugal.
Do total de utentes que já finalizaram o protocolo de tratamento, 3.005 encontram-se curados e há 122 doentes dados como não curados. A taxa de cura é de 96%.
“Há expetativas enormes com este tratamento. Já se fala da erradicação da doença, mas é fundamental uma estratégia”, afirma José Cotter.
Não há números oficiais da poupança, mas o Infarmed fala ao JN em custos significativos que são evitados com o tratamento das morbilidades associadas à evolução da doença.
“Ao tratarmos as pessoas com hepatite C, estamos a evitar que as mesmas venham a desenvolver cirrose hepática, carcinoma hepatocelular, com eventual necessidade de transplante de fígado, o que permite considerar estes medicamentos inovadores como custo-efetivos”, adianta o Infarmed.
No caso da hepatite B o tratamento que existe “raramente é curativo”, ao contrário da hepatite C contra a qual os fármacos de última geração conseguem a cura da doença em cerca de 95% dos casos.

Teste à hepatite C pelo menos uma vez na vida

A propósito do Dia Mundial das hepatites Víricas, que se assinala esta quinta-feira, o presidente da SPG lembrou que esta organização já há alguns anos defende a realização de um rastreio à infeção pelo vírus da hepatite C.
A SPG defende que todas as pessoas realizem “pelo menos uma vez na vida” o teste à hepatite C, doença que mata todos os anos mil doentes em Portugal.
“A Organização Mundial da Saúde (OMS) veio também agora defender a realização de um rastreio, tal como nós temos vindo a fazer”, disse José Cotter.
Ao nível mundial, lembrou o especialista, existem 400 milhões de pessoas infetadas com os vírus da hepatite B e C, das quais entre 130 a 150 milhões com hepatite C.
“São números muito assustadores e têm de ter uma grande preocupação da comunidade médica, porque estas infeções deterioram a qualidade de vida das pessoas, mas estas infeções crónicas também levam a estadios terminais de cirrose e de cancro do fígado”, adiantou.
Em 30 a 40% dos casos com infeção por hepatite C mal tratada, a situação evolui para cirrose e, destes, cerca de 10 a 40% terá cancro do fígado.
Essa estratégia passa pela prevenção, a começar no ambiente escolar, pela realização de pelo menos uma análise por ano à infeção pelo vírus da hepatite C e à prevenção de comportamentos de risco, disse.
José Cotter alertou para áreas onde o tratamento não está a chegar devidamente, como as cadeias e os consumidores de drogas injetáveis, a esmagadora maioria dos quais (85%) têm, ou já tiveram, o vírus da hepatite C.
“É preciso entrar no tratamento destes doentes, nas prisões. Mas é preciso uma estratégia”, acrescentou.
A jusante do tratamento, o presidente da SPG considera que se deve começar a pensar em unidades paliativas e o acompanhamento da resposta do programa de transplantes.
ZAP / Lusa

terça-feira, 26 de julho de 2016

Universidade de Coimbra: pâncreas bioartifical para tratar diabetes

scientist working at the laboratory
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra está a desenvolver um pâncreas bioartificial, uma microcápsula com células produtoras de insulina, para tratar eficazmente a diabetes tipo 1 e tipo 2.
A equipa liderada por Raquel Seiça focou-se em melhorar as propriedades biológicas destes dispositivos, o que permitiu aumentar a viabilidade e a funcionalidade das células encapsuladas e transplantadas. Os resultados das experiências realizadas, primeiro in vitro e posteriormente em ratos diabéticos, foram bastante promissores.
«Observou-se, in vitro, um aumento da viabilidade celular e da produção de insulina e, nos animais diabéticos, uma melhoria dos níveis da glicose sanguínea e da resistência à acção da insulina», explica a coordenadora deste estudo, que começou há quatro anos com o projecto de tese de Joana Crisóstomo.
«Com o encapsulamento conjunto destas nanopartículas e das células produtoras de insulina nas referidas microcápsulas de hidrogéis de alginato modificados com RGD, observou-se um aumento muito significativo da secreção de insulina, estando em curso a realização de novos ensaios em modelos animais», explica a catedrática da Faculdade de Medicina de Coimbra.
O número de casos de diabetes tem vindo a aumentar, afectando já mais de um milhão de portugueses. Facilitar o dia-a-dia dos doentes é assim o grande objectivo deste projecto. “Libertar os doentes com diabetes tipo 1 das injecções de insulina e alcançar um melhor controlo dos níveis de glicose com a consequente diminuição das complicações agudas e crónicas da doença e, desta forma, melhorar a qualidade de vida dos doentes com diabetes», conclui a investigadora da Universidade de Coimbra.
Foto: Britico / Creative Commons

Avião Solar Impulse II conclui inédita volta ao mundo

sapo24.blogs.sapo.ptSAPO 24
O avião Solar Impulse II pousou às 4h05 (hora local) de terça-feira em Abu Dhabi, concluindo a última etapa da sua inédita volta ao mundo, usando o sol como única fonte de energia.
Avião Solar Impulse II conclui inédita volta ao mundo
Nesta 17ª e última etapa, o avião foi pilotado pelo suíço Bertrand Piccard. "Lancei o projeto @solarimpulse em 2003 para transmitir a mensagem de que as tecnologias limpas podem conseguir o impossível", disse Piccard numa publicação no Twitter. Na mesma rede social anunciou o fim da viagem. "Aterrámos com sucesso em Abu Dhabi, provando que o futuro é limpo", pode ler-se na publicação.
O outro piloto, o também suíço André Borschberg, destacou no Twitter que o Solar Impulse II "é ao mesmo tempo o primeiro avião com resistência ilimitada e a única aeronave experimental autorizada a sobrevoar as cidades".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou sua "profunda admiração" por esta iniciativa.
"É um dia histórico não só para vocês, mas também para a humanidade", acrescentou o responsável numa conversa com Piccard transmitida ao vivo antes da conclusão da viagem.
No domingo, entre aplausos e gritos de apoio da equipa de terra, o avião descolou do aeroporto do Cairo com destino a Abu Dhabi, de onde partiu no dia 9 de março de 2015 para iniciar a volta ao mundo.
"É um projeto para a energia e para um mundo melhor", afirmou Piccard, de 58 anos, antes da descolagem, acrescentando que a viagem seria "difícil".
"É uma região muito, muito quente (...). O voo será esgotante", advertiu.
Com um peso de uma tonelada e meia, tão largo quanto um Boeing 747, o Solar Impulse II voa graças a baterias que armazenam a energia solar captada por 17.000 células fotovoltaicas nas suas asas.
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Em geral, o avião voa a um velocidade de cerca de 50 km/h, que pode ser duplicada quando está plenamente exposto ao sol.
O Solar Impulse 2 devia ter saído do Egito na semana passada, mas a partida foi adiada por causa dos fortes ventos e porque um dos pilotos adoeceu.
O avião solar chegou ao Cairo a 13 de julho, depois de descolar de Sevilha (sul da Espanha), trajeto de 3.745 km, concluído em 48 horas e 50 minutos.
Altas temperaturas
Desde o início da aventura, André Borschberg e Bertrand Piccard revezam-se para pilotar o avião.
"Estávamos um pouco ansiosos com a questão das condições meteorológicas, principalmente por causa das temperaturas nesta região do mundo, próximas aos limites que estabelecemos para o avião", explicou Borschberg a partir do centro de controlo do Solar Impulse II, em Mónaco, mostrando-se, porém, positivo.
"Mas estamos bastante confiantes, as coisas devem sair bem", acrescentou.
Piccard atravessou duas vezes o Atlântico num balão, e seu pai fê-lo num submarino.
O piloto pertence a uma família de cientistas e inventores. O seu avô Auguste Piccard inspirou o ilustrador belga Hergé a criar o personagem do professor Girassol na série de banda desenhada Aventuras de Tintim.
Depois de descolar de Abu Dhabi, o Solar Impulse II fez escalas em Mascate (Omã), Ahmedabad e Varanasi (Índia), Mandalay (Mianmar), Chongqing e Nanjing (China), e depois Nagoya (Japão).
Após cruzar o Pacífico e fazer uma escala técnica imprevista de vários meses no Havaí, a aeronave continuou o seu voo pelos Estados Unidos, passando por São Francisco, Phoenix, Tulsa, Dayton, Lehigh Valley e Nova Iorque.
A travessia do Pacífico, em duas etapas, era a parte mais perigosa da volta ao mundo, devido à grande distância entre os pontos de aterragem em caso de problemas.
Na primeira parte desta grande travessia oceânica, entre Nagoya e Havaí, Borschberg percorreu 8.924 km durante cinco dias e cinco noites.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

CanalTech

Jovem cria lâmpada capaz de durar a vida inteira

Por Redação | em 12.07.2016 às 21h43
Lâmpada Dyson
Uma fonte de luz com durabilidade praticamente infinita. Foi com essa ideia que Jake Dyson, filho do inventor James Dyson, superou o seu feito do ano passado e conseguiu criar uma lâmpada capaz de durar por mais de 40 anos. A novidade pode ser a luz mais inteligente, mais barata e mais amiga do ambiente já desenvolvida.
Dyson é o fundador da Jake Dyson Lighting, nascida em 2004 e incorporada aos negócios do pai recentemente. Até o momento, a empresa vende apenas dois modelos de lâmpadas: a CSYS, uma lâmpada de chão e mesa, e a Cu-Beam, de teto. Ambos os modelos contam com LEDs que Dyson projetou para durar uma vida inteira.
De acordo com o criador, as luzes tradicionais não são desenvolvidas com a proteção de calor necessária aos seus LEDs, e então ele resolveu investir em uma tecnologia capaz de aumentar a longevidade das lâmpadas. A diferença está em apenas uma peculiaridade em sua fabricação: a otimização da dissipação de calor. Dessa forma, fazer com que a temperatura dos LEDs não se mantenha muito alta está na base da grande duração do produto.
Sem os danos causados pelo calor, os LEDs de Dyson podem durar, pelo menos, 40 anos em pleno brilho. O mais interessante é que, mesmo depois disso, a lâmpada não deixará de funcionar. Segundo o inventor, os LEDs continuarão em atividade, mas apenas com cerca de 70% de sua intensidade original.
LED DysonO que separa a companhia de Dyson de seus concorrentes é que a maioria das empresas simplesmente deixa que as lâmpadas aqueçam. Mesmo podendo poupar os clientes da tarefa de substituí-las, por meio da tecnologia de dissipação de calor, os fabricantes ainda optam por trabalhar com baixos investimentos, e Dyson explica o motivo: "O mercado de lâmpadas descartáveis ​​vale bilhões de dólares por ano em todo o mundo, de modo que alguns fabricantes não estão interessados ​​na criação de produtos de iluminação que duram uma vida", diz ele.
Sobre o assunto, Dyson revela que seu objetivo mais ambicioso não é apenas reinventar a lâmpada, e sim mudar a forma como as pessoas pensam em iluminação em geral, principalmente porque a redução do desperdício também auxiliaria na construção de um planeta mais verde e sustentável.
Fonte: TechInsider

 

Novo biomaterial promete curar dentes de dentro para fora

Publicado em 12.07.2016
curar dente de dentro pra fora
Cientistas no Reino Unido desenvolveram um novo material que pode ser inserido nos dentes para reparar e regenerar a dentina – o tecido duro, semelhante ao osso que forma todos os dentes.
Assim como as massas regulares, que são inseridas nos dentes para bloquear os espaços onde as bactérias podem colonizar, o novo material é injetado no dente e endurecido com luz UV. Mas, uma vez dentro da polpa do dente, ele, na verdade, estimula células tronco a proliferarem e crescerem na forma de dentina.