segunda-feira, 20 de abril de 2015

ZAP aeiou

Cientistas descobrem por acaso proteína que pode curar todos os cancros

Células T com proteína LEM
Células T com proteína LEM
Uma equipa de cientistas ingleses encontrou, por acaso, uma proteína que pode ajudar a curar todos os tipos de cancro. A expectativa é poder testá-la, nos humanos, dentro de três anos.
Esta proteína, desconhecida até agora e designada por LEM – Lymphocyte Expansiona Molecule, ou seja, Molécula de Expansão de Linfócitos, actua reforçando o sistema imunitário, habilitando-o a enfrentar o cancro.
Quando um cancro surge, a LEM promove a multiplicação das células T ou linfócitos T, que são decisivas para o bom funcionamento do sistema imunitário. Quando se verifica uma infecção ou um cancro em estado avançado, estas células T não conseguem reproduzir-se em quantidades suficientes para combater o problema, situação que é garantida com a tal proteína LEM.
descoberta foi feita por um grupo de investigadores do Imperial College, de Londres, no Reino Unido, mas também envolveu cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, do ETH Zurich e da Escola de Medicina de Harvard.
Após seis anos de investigação, a proteína foi descoberta quase por acaso, durante a realização de testes em laboratório com ratos com mutações genéticas.
A equipa de investigadores está agora a tentar desenvolver uma terapia genética baseada nesta proteína, para poder actuar no tratamento do cancro.
“Se tudo correr bem, esperamos estar prontos a começar testes em humanos dentro de três anos”, explica o professor Philip Ashton-Rickardt, do departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina do Imperial College, citado no site oficial da Universidade britânica.
ZAP

sábado, 18 de abril de 2015

SIC notícias

Portuguesa é voluntária na maior favela do Mundo, no Quénia

video

Um voluntariado de 3 meses na Kibera, no Quénia, despertou Marta Baeta para a dura realidade das crianças da maior favela do mundo. Criou o projeto From Kibera With Love e apoia agora 60 jovens, graças aos donativos e apadrinhamento de crianças por parte dos portugueses.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

querosaber.sapo.pt

http://querosaber.sapo.pt/media/galeria_multimedia_v2/offline/15141.0.pos.jpgPortuguês homenageado por ter salvo judeus do Holocausto

   70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos são ainda aqueles reconhecidos pelos seus feitos e atitudes considerados heroicos. O padre Joaquim Carreira, Vice-Reitor do Colégio Pontifício Português, em Roma, foi esta quarta-feira homenageado com o título póstumo de Justo Entre as Nações, o maior reconhecido a não judeus feito pelo Estado de Israel e do povo judeu.
   O seu nome junta-se a Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido, José Brito Mendes e outros 25 mil nomes de não judeus gravados no Yad Vashem, o Memorial ao Holocausto em Israel. Estes nomes servem para recordar todos aqueles que se sacrificaram para salvar judeus durante o regime nazi.
   O reconhecimento foi anunciado no final de 2014, e a entrega da medalhe e certificado à sua família foi feita esta semana, numa cerimónia na Sinagoga de Lisboa com a presença da Embaixadora de Israel.
Joaquim Carreira viajou para Roma já em 1940, onde acabou por auxiliar várias famílias judaicas durante o Holocausto. Nos registos do Yad Vashem, salvou pelo menos três pessoas, incluindo Elio Cittone, encontrado em 2012 pelo jornalista António Marujo e uma das testemunhas que ajudou a que o reconhecimento fosse possível. Num dos relatórios do ano letivo de 1943-1944, pode ler-se, pela mão do padre, "concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas."
   Um dos sobrinho do padre, Joaquim Carreira Mónico, conta ao Observador que os registos do tio falam em 40 pessoas salvas, se bem que é difícil saber o número exato.
   Joaquim Carreira faleceu em 1981, em Roma. O seu nome será gravado no Memorial dos Justos no verão.

Empresa de Coimbra desenvolve novo tratamento para cancro da mama

Bill Branson / National Cancer Institute
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Uma nanopartícula desenvolvida por uma empresa de Coimbra poderá resultar num medicamento indicado para o cancro da mama triplo negativo, um tipo de tumor mais agressivo e para o qual não existe, atualmente, um tratamento específico.
Em declarações à agência Lusa, a investigadora Vera Dantas Moura, responsável da empresa Treat U, do grupo Bluepharma, afirmou que a Pegasemp – uma nanopartícula inteligente, 80 vezes menor que uma célula, que reconhece os tumores atuando diretamente nos alvos cancerígenos – “está a trazer esperança” aos doentes com cancro da mama triplo negativo.
É um tipo de cancro que não tem nenhum tratamento específico indicado, pelo que é muito mais difícil e muito mais doloroso tratá-lo“, explicou, adiantando que a nanopartícula – que quando administrada na corrente sanguínea do doente reconhece tumores e liberta o tratamento de quimioterapia como se de uma granada se tratasse – “permite um tratamento mais eficaz e menos doloroso”.
A investigação concluiu no início do ano os testes laboratoriais em animais saudáveis, concretamente sobre o perfil toxicológico, um estudo que pretende demonstrar a segurança da utilização do medicamento e que está pronta para iniciar em 2015 ensaios clínicos em humanos.
De acordo com Vera Dantas Moura, os resultados dos testes laboratoriais demonstraram que a Pegasemp promete ser segura: “Para haver níveis toxicamente visíveis, a dose teria de ser aumentada duas a quatro vezes”, indicou.
Os ensaios clínicos decorrem em três fases, as duas primeiras possíveis de realizar em Portugal, através de uma empresa do grupo farmacêutico Bluepharma e à qual estão associados mais de uma dezena de centros de saúde e hospitais.
A primeira fase dos ensaios clínicos, explicou a investigadora, “pretende explorar a dose que o paciente consegue tolerar” e deverá decorrer durante cerca de seis meses. Na segunda fase dos ensaios, que decorrerão ao longo de um ano, a dose identificada na primeira fase é administrada aos doentes para aferir da eficácia do medicamento.
A terceira fase implica o envolvimento de unidades de saúde diferenciadas “em países diferentes” por parte de grandes empresas farmacêuticas, antes do medicamento poder ser aprovado pelas entidades competentes e entrar em comercialização.
Vera Dantas Moura disse ainda que a Pegasemp possui já três patentes registadas nos EUA e está “pronta para ser produzida” à escala industrial.
É um medicamento inteiramente português, pronto para ser utilizado“, referiu, dizendo esperar que, após os ensaios clínicos, o medicamento possa chegar ao mercado dentro de três anos.
/Lusa

quarta-feira, 15 de abril de 2015

OBSERVADOR

RTP acaba com políticos comentadores

Os espaços de comentário de políticos, vistos como "tempo de antena", vão terminar, garante o novo diretor de informação da televisão pública. Mas isso não significa o fim do debate político na RTP.
ANT
A RTP vai deixar de ter políticos comentadores, assegurou Paulo Dentinho, o novo diretor de informação da televisão pública, ao Observador. Os “espaços singulares” de comentário, diz Dentinho, funcionavam como “tempo de antena”, uma realidade que não existe na maior parte dos países europeus, como França ou Inglaterra. Daí a decisão tomada. O que não significa, no entanto, o fim do debate político no canal público, segundo o seu diretor.
A presença de políticos na RTP vai ser garantida através de entrevistas ou de convites para participarem em debates — um formato que vai regressar ao canal 1 da televisão pública, já que agora estava concentrado na RTP Informação. O semanal Prós e Contras, conduzido atualmente pela jornalista Fátima Campos Ferreira, esse vai continuar a ser emitido, sem qualquer interrupção à vista.
Nuno Morais Sarmento, que comenta a atualidade na RTP às quintas-feiras, anunciou em direto, a 9 de abril, o fim do seu espaço de comentário. O contrato da estação pública com o antigo ministro da presidência tinha a duração de dois anos e termina, por isso, no final do mês de abril. Segundo noticiou o Diário de Notícias, A Opinião de Nuno Morais Sarmento alcançava uma audiência média de 745 mil telespectadores, sendo que no final de março de 2015 registou o melhor resultado desde a sua estreia, com mais de 800 mil seguidores.
Morais Sarmento assumiu o papel de comentador político na RTP em abril de 2013, todas as sextas-feiras. Era uma espécie de representante do PSD, na mesma altura em que o socialista José Sócrates ganhava o seu próprio espaço, com emissão aos domingos, em horário nobre. A RTP viria, no entanto, a suspender o espaço do ex-primeiro-ministro na sequência da sua detenção, em novembro do ano passado. Desde então, a estação pública não arranjou qualquer substituto para Sócrates, isto é, um comentador de esquerda.
A nova direção da RTP, definida em meados de março deste ano, decidiu agora que não vai convidar mais ninguém para fazer comentários nos mesmos moldes, os quais existem noutros canais portugueses. É o caso de Marques Mendes, aos sábados na SIC, ou de Marcelo Rebelo de Sousa, aos domingos na TVI. A nova filosofia da estação pública quanto ao comentário político vai ser vertida no livro de estilo da RTP, que vai sofrer atualizações.


segunda-feira, 13 de abril de 2015

PÚBLICO
Islândia pondera tirar aos bancos o poder de criar dinheiro

Penalizados pela crise de 2008, os islandeses querem acabar com a criação e rebentamento de bolhas no sistema financeiro. Nem que isso signifique acabar com o sector bancário tal como ele hoje existe.
Islândia foi um dos países que mais sofreu com a crise financeira internacional Bob Strong/Reuters
A Islândia foi um dos países que mais sofreu com o facto de ter deixado o seu sector bancário crescer descontroladamente. Por isso, não surpreende que agora seja nesta ilha de 300 mil habitantes conhecida por não ter medo de inovar que se esteja a ponderar a reforma mais radical do sistema financeiro. Uma reforma que foi apresentada por uma comissão parlamentar a pedido do primeiro-ministro islandês e que retiraria aos bancos o poder de criar dinheiro, fazendo-os recuar para um tipo de funcionamento que já não conhecem desde o século XIX.
A primeira coisa que é preciso perceber para compreender o alcance daquilo que está a ser ponderado na Islândia é que os bancos comerciais, e não somente os bancos centrais, têm desde o final do século XIX o poder de criar mais ou menos dinheiro. É verdade que são os bancos centrais que emitem as notas e as moedas. Mas, os bancos comerciais, quando decidem fazer um empréstimo a uma empresa para esta investir ou quando financiam alguém a comprar uma casa, fazem na prática com que mais dinheiro entre em circulação na economia.
Os bancos centrais têm a capacidade, com a definição de taxas de juro ou com as exigências de rácios que fazem aos bancos, de influenciar a forma de actuar das instituições financeiras. No entanto, o relatório encomendado pelo primeiro-ministro islandês Sigmundur Gunnlaugsson e apresentado no final de Março por Frosti Sigurjonsonn, um deputado da maioria governamental, diz que isso não chega. E que desta maneira, quando chega uma crise e muitos empréstimos começam a não ser devolvidos aos bancos, corre-se o sério risco de não haver nos bancos dinheiro suficiente para fazer face às poupanças feitas pela população.
Os islandeses conhecem bem este risco. Desde 1875, o país já passou por  20 crises financeiras de diferentes tipos, diz o relatório. E a última aconteceu em 2008. Nas década anterior, depois de se ter reduzido fortemente o nível de regulação, o sistema financeiro islandês ganhou uma dimensão muito superior à da economia e a massa monetária em circulação multiplicou-se a um ritmo raramente visto. Assim que a crise financeira internacional chegou aos bancos islandeses, todo o sistema colapsou, com fortes custos para a população.
Para evitar isto, o que Frosti Sigurjonsonn propõe é aquilo a que chama de sistema financeiro “soberano”, em que o banco central ficaria de facto com a totalidade do poder de definir, a cada momento, quanto dinheiro é que é posto em circulação. Um banco comercial, quando decidisse conceder um empréstimo, teria necessariamente de retirar o dinheiro de uma conta criada para o efeito. Desta forma, em vez de se assistir a uma multiplicação do dinheiro, o que aconteceria é que o montante que o banco central deixaria circular passaria apenas a ser transferido de um lado para o outro. “O poder de criar dinheiro mantém-se separado do poder de decidir como é que o novo dinheiro é usado”, afirma o relatório, que defende que isto conduziria também a que os bancos tivessem muito mais cuidado em escolher os projectos e investimentos em que quereriam participar.
A questão da dimensão do sector bancário – que atingiu níveis astronómicos na Islândia mas que também cresceu muito na generalidade dos outros países – voltou a estar em cima da mesa depois da crise financeira internacional. Mas na realidade poucas medidas foram entretanto tomadas para alterar a situação.
Já nos anos 30 do século passado, depois da Grande Depressão, um grupo de economistas norte-americanos liderado por Irving Fisher tinha feito a mesma proposta de passar para o Estado todo o poder de criar dinheiro.
No ano passado, o colunista do Financial Times, Martin Wolff tinha defendido o mesmo tipo de estratégia, acrescentando que tal daria ainda aos Estados uma enorme fonte de receitas, que lhes daria espaço de manobra para reduzir a carga fiscal.
Entre os mais críticos, contudo, é assinalado que o regresso a um sistema em que o sector público decidisse exactamente e a todo o momento quanto dinheiro é que é preciso criar não reduziria o risco de excessos. Pelo contrário, dizem, os Governos poderiam ter ainda uma maior tentação para continuar a injectar dinheiro para que as economias crescessem mais.
O debate teórico em relação a esta matéria promete ser cada vez mais animado depois do aparecimento desta proposta. Mas como em muitos outros casos, dificilmente conduzirá a uma conclusão definitiva. Será que a Islândia e os seus 300 mil habitantes estão dispostos a passar esta ideia à prática e servir de experiência viva para os outros países?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Descoberto antibiótico contra bactéria responsável por infeções nos hospitais

npmeijer / Flickr
Bactérias Staphylococcus aureus numa placa de Petri

Uma equipa internacional de investigadores descobriu um antibiótico eficaz contra a bactéria responsável por grande parte das infeções que se contraem nos hospitais, a Staphylococcus aureus, um micro-organismo resistente a quase todos os antibióticos.
A divulgação da descoberta foi feita este sábado pela agência de notícias espanhola EFE, que revela que o novo antibiótico contra a Staphylococcus aureus foi desenhado por uma equipa dirigida pela Universidade de Notre Dame, no estado norte-americano de Indiana, na qual participou também o Instituto de Química-Física Rocasolano, de Madrid.
Staphylococcus aureus gera doenças da pele, meningites, pneumonias, sepsias, sendo o organismo que está envolvido na maior parte das infecções adquiridas após uma cirugia ou hospitalização.
A resistência das bactérias aos antibióticos é um problema de saúde mundial muito preocupante: “Há cada vez menos antibióticos novos e mais patogénicos super-resistentes”, explicou Juan A. Hermoso, o investigador do Departamento de Cristalografia do instituto madrileno e um dos autores do estudo.
O ano passado, o primeiro-ministro britânico, Davdi Cameron, alertou mesmo que o mundo poderá ser “lançado de volta à Idade Média da medicina” caso não sejam tomadas medidas para enfrentar a crescente resistência aos antibióticos.
ZAP / Lusa

sexta-feira, 27 de março de 2015

TeK Notícias

CEO da Apple quer doar toda a fortuna

Numa entrevista à revista Fortune Tim Cook fez a revelação: toda a sua fortuna será doada. Em causa está um património de 800 milhões de dólares.

O presidente executivo da Apple não revelou se já tem alguma ideia em relação à forma como vai distribuir os bens, ou às instituições que possam vir a beneficiar dessa distribuição. Sublinhou apenas que pretende concretizar o objetivo antes de morrer e que apenas deixará fora deste plano o suficiente para assegurar o pagamento dos estudos ao sobrinho de 10 anos.

Entre os temas já defendidos em público pelo responsável e aos quais se tem ligado em ações diferentes estão os direitos humanos, a igualdade, as alterações climáticas ou o combate ao HIV, como recorda a imprensa norte-americana, mas não é claro que alguma destas áreas venha a ser a privilegiada por Tim Cook para aplicar a fortuna.

São também conhecidas algumas doações já feitas pelo CEO da Apple: 50 milhões de dólares para o Project Red (que fez nascer uma linha especifica do iPod) e 25 milhões para a construção de um hospital pediátrico em Stanford.

No entanto, na entrevista Cook revelou que quer ir além das simples doações e dedicar-se à filantropia, um caminho que outros nomes da tecnologia também seguiram. Bill Gates é o exemplo mais mediático.

quarta-feira, 25 de março de 2015


VISÃO

Finlândia prepara-se para acabar com disciplinas nas escolas

O sistema de ensino finlandês, considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para inovar

Quarta feira, 25 de Março de 2015

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Reuters
O sistema de ensino finlandês tem sido regularmente considerado um dos melhores do mundo. Ocupou os lugares cimeiros das três primeiras edições do ranking PISA (Programme for International Student Assessment), embora os últimos resultados mostrem a liderança dos países asiáticos, muitos dos quais se inspiraram precisamente no modelo finlandês.
Mas o país do báltico prepara-se para voltar a servir de modelo educativo para o resto do mundo, ao abandonar as 'tradicionais' disciplinas até 2020.
Mas em que moldes funcionará, na prática, o novo modelo? O objetivo é ensinar recorrendo a grandes temas ou fenómenos e não a disciplinas específicas. Por exemplo, sob a temática "União Europeia", pode ensinar-se línguas, história, geografia, entre outros.
Dito de outra forma, pretende-se atingir um modelo de ensino mais fluído, transversal e transdisciplinar. Não se pretende abandonar as teorias científicas, mas sim apresentá-las como mais aplicadas a fenómenos "reais".
Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?" 



quinta-feira, 19 de março de 2015

 
Pesquisa

Cientistas transformam célula do câncer em imunológica

Cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer como um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais


Algumas descobertas importantes foram feitas “sem querer” na história da ciência, como o caso da penicilina. Foi o que parece ter acontecido com um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Standford, que podem ter encontrado uma forma de combater células de câncer de um tipo agressivo durante experimentações recentes. As informações são do IFL Science.
 Foto: IFL Science / Reprodução
Cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais
Foto: IFL Science / Reprodução

Depois de várias tentativas de encontrar uma maneira de prevenir as células cancerígenas de morrer durante as experiências, os cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais. O estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
O câncer analisado pelo estudou foi a leucemia linfocítica aguda (LLA) é um tipo de rápida progressão, que atinge as células brancas (leucócitos) do sangue caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos na medula óssea. Neste estudo, era analisado o tipo “B-ALL” do LLA, do qual se sabe muito pouco. Assim, o estudo de Standford tentou encontrar alguma possibilidade de manter as células isoladas do câncer (pertencentes a um paciente).
Assim, depois de expor as células a um determinado fator de transcrição, os cientistas observaram que elas começaram a mudar de tamanho e forma, adotando a morfologia característica de um tipo de glóbulo branco responsável por devorar as células danificadas ou material estranho, conhecido como um dos macrófagos.
Os pesquisadores também acreditam que essas células convertidas não só poderão ser neutralizadas sobre sua antiga identidade de célula cancerosa, mas também podem ajudar o corpo a dar uma resposta imunológica contra outras células cancerosas remanescentes. A próxima etapa do projeto será, portanto, investigar maneiras de conseguir a conversão das células de uma forma clinicamente viável.