segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Medicamento 100% português aprovado nos Estados Unidos

O regulador norte-americano Food & Drug Administration (FDA) aprovou o alargamento da indicação terapêutica do medicamento da farmacêutica portuguesa BIAL para a epilepsia no tratamento de crises epiléticas parciais em crianças a partir dos quatro anos.
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Esta é a terceira aprovação da FDA relativamente ao medicamento da BIAL, que é comercializado nos Estados Unidos com a marca Aptiom e na Europa com o nome comercial Zebinix.
Aprovado pela primeira vez nos Estados Unidos em 2013 como terapêutica adjuvante em adultos com crises epiléticas parciais, com ou sem generalização secundária, em 2015 a FDA alargou a indicação deste medicamento da BIAL como monoterapia em adultos e vem agora aprovar a sua indicação no tratamento de crises epiléticas parciais em crianças.
Nos Estados Unidos existem 3,4 milhões de portadores de epilepsia, sendo que perto de meio milhão são crianças e adolescentes.
António Portela, CEO da BIAL, afirma que "a decisão da FDA surge na sequência de vários estudos que comprovam a segurança e eficácia da utilização do nosso medicamento em pediatria. No ano passado, a Comissão Europeia já tinha dado luz verde para que o nosso medicamento fosse utilizado em todos os países da UE em crianças e adolescentes e agora também a FDA vem alargar a sua indicação".
"Para BIAL é mais uma etapa no cumprimento da nossa missão de dar resposta às necessidades de Saúde das pessoas, desempenhando um papel ativo na economia global. É também o reconhecimento do trabalho da nossa equipa, assente no desenvolvimento científico e na inovação", acrescenta o responsável.
Na Europa, o acetato de eslicarbazepina foi aprovado pela Comissão Europeia em 2009 e está à venda em mais de 20 países – em mercados como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Espanha e a Itália.
O acetato de eslicarbazepina é o primeiro medicamento de patente nacional, tendo representado um marco na história da indústria farmacêutica em Portugal e no projeto de Investigação e Desenvolvimento da BIAL, área em que a empresa investe mais de 20% da sua faturação anual.




EUA. Homem encontrou por acaso jovem raptada... e deu-lhe de volta a recompensa que obteve pela ajuda

Earl Melchert encontrou, por acaso, uma jovem que tinha sido sequestrada. A história acabou com Jasmine Block a receber de volta a recompensa que tinha sido entregue a quem a ajudou.


Não era suposto Earl Melchert estar em casa na tarde de 5 de setembro: devia estar no trabalho, numa cidade no oeste de Minnesota. Contudo, teve de voltar para trás. E ainda bem que o fez.  A cerca de 150 quilómetros a noroeste de Minneapolis - pelo caminho -, olhou pela janela e viu algo a mexer a cerca de uma milha de distância.
"No início pensei que era um veado", disse Melchert, de 65 anos, numa entrevista este sábado ao The New York Times.
Mas o que o homem descobriu era Jasmine Block, de 15 anos, que desapareceu no dia 8 de agosto da sua casa em Alexandria.
"Consegui reconhecer o rosto dela e disse 'Oh, meu Deus, esta é a miúda de Alexandria, que já desapareceu há 29 dias'", disse Melchert. "Estava nas notícias, estava na internet. Foi nacional. Estava em cartazes, nas lojas... Reconheci-a logo". 



Jasmine Block conseguiu fugir de uma casa abandonada ali próxima, onde três homens a tinham mantido sequestrada. Depois de bater à porta de várias casas e não receber respostas, a jovem atravessou o lago perto da propriedade de Melchert para mais uma tentativa de ajuda.
A história, que teve um "final feliz" que incluiu a identificação e prisão dos responsáveis pelo sequestro, ainda teve uma situação insólita: Earl Melchert entregou a recompensa que obteve por encontrar a jovem à própria. A polícia de Alexandria deu conta do sucedido na sua página de Facebook.
O chefe Wyffels agradeceu a bondade e generosidade do homem. " Obrigada, Earl, são pessoas como tu que fazem deste mundo um lugar melhor", escreveu.
A recompensa, num total de 7 mil dólares dados pela família da jovem e por um anónimo, foi na totalidade para Jasmine Block.
"A família precisa do dinheiro", disse Melchert. "Para mim, sim, é muito dinheiro, mas eles precisam mais do que eu".

domingo, 8 de outubro de 2017

Cientistas desenvolvem cola que cicatriza ferimentos em 60 segundos

Cientistas desenvolveram uma cola cirúrgica que pode revolucionar a forma como lidamos com primeiros socorros. Elástica e adesiva, a cola pode cicatrizar ferimentos na pele e em órgãos internos, sem a necessidade de suturas.
Segundo a equipa de investigadores que a desenvolveu, a nova cola cirúrgica pode ser considerada uma revolucionária salvadora de vidas, uma vez que pode sarar ferimentos em apenas 60 segundos, sem interferir na expansão e relaxamento do órgão ou na região da pele em que for aplicada.
videoO gel cirúrgico, apelidado de “MeTro”, usa uma proteína híbrida elástica para curar ferimentos internos ou externos, dispensando suturas ou agrafos. A pesquisa foi apresentada num artigo publicado na revista Science Translational Medicine.
“A beleza da nossa formula é que, à medida que entra em contacto com a superfície dos tecidos, se solidifica numa espécie de gel”, diz a autora principal do artigo, Nasim Annabi, investigadora da Norheastern University, em Boston, nos Estados Unidos.
De acordo com os investigadores, as feridas tratadas com o MeTro podem ser curadas em cerca de metade do tempo dos procedimentos médicos mais populares actualmente em uso, e o produto seca sozinho, sem deixar nenhum tipo de toxina na pele ou tecido do paciente.
Além disso, graças a uma enzima presente na composição da cola, o MeTro pode ser modificado de modo a que a sua acção dure mais ou menos tempo no tecido em que for aplicado, adaptando-se à necessidade clínica específica.
Os cientistas garantem também que o produto é de fácil uso e manutenção, podendo ser armazenado de maneira simples, sem necessitar de espaços próprios.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Menino com paralisia cerebral recupera totalmente através de terapia com sangue do cordão umbilical

Um transplante autólogo - um procedimento que se caracteriza pela utilização de células do próprio paciente - com recurso a sangue do cordão umbilical permitiu a uma criança dos Estados Unidos recuperar totalmente de uma anemia aplástica. Hoje é o Dia Mundial da Paralisia Cerebral.
créditos: Pixabay
Durante o quinto mês de gravidez, a mãe de Tomas foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, o que a forçou a ficar em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31.ª semana o batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção dupla no cordão umbilical. Nesta altura, os médicos tiveram de desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a poderem realizar uma cesariana de emergência.
Após o nascimento, Tomas teve de ser colocado numa incubadora nos cuidados intensivos neonatais porque os médicos verificaram que os pulmões não estavam suficientemente desenvolvidos. Nos dias que se seguiram ao parto, a incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou uma paralisia cerebral espástica à criança.
Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão criopreservado, armazenado num laboratório familiar, com o objetivo de garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas, as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos Estados Unidos.
Tomas foi inscrito no ensaio clínico para paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg, pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão umbilical.
Tomas anda e joga à bola
Tomas participou neste estudo durante um período de 3 anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células estaminais do sangue de cordão no início do mesmo. O grupo de controlo recebeu o mesmo transplante um ano depois. Durante este período de tempo, todas as evoluções relevantes foram registadas. Hoje, Tomas tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola. Fala duas línguas e frequenta a escola,
A mãe ainda se recorda do tempo em que os médicos lhe disseram que o seu filho não seria capaz de andar ou falar. Os médicos disseram-lhe que Tomas não seria capaz de realizar as atividades que hoje em dia fazem parte da sua realidade.
"Mais uma vez o recurso às células estaminais e o sucesso da sua utilização, foi uma realidade. Na Bebé Vida, tudo fazemos para que meninos como o Tomas tenham uma alternativa terapêutica. Sabemos que a ciência continua o seu percurso ao nível da investigação e que o recurso às células estaminais é uma possibilidade ao nível das terapias aplicadas", refere Sílvia Martins, Administradora da Bebé Vida, Laboratório de Criopreservação.
A recuperação de Tomas deve-se em parte ao tratamento com células estaminais do sangue de cordão umbilical. O menino começou a andar após a administração das células estaminais e continuou a melhorar com a ajuda adicional de fisioterapia e terapia ocupacional. O tratamento com células estaminais do sangue de cordão significou uma mudança radical na vida de Tomas, uma vida completamente nova.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Wakati: o frigorífico solar para países em desenvolvimento

wakati
Tecnicamente, o Wakati não é um frigorífico – porque não utiliza a refrigeração -, mas a função é igual: preservar os alimentos. Nos países em desenvolvimento, onde a electricidade é escassa e cara, um meio que consiga preservar os alimentos por mais tempo pode ter um grande impacto nos rendimentos e modo de vida das populações mais desfavorecidas.
O Wakati é uma espécie de caixa esterilizada, alimentada a energia solar, que permite armazenar e ventilar os alimentos. Para que a preservação seja possível, o pequeno painel solar de três watts no topo da caixa permite alimentar um ventilador que gradualmente evapora um pequeno reservatório de água, criando um ambiente húmido e fresco dentro do Wakati.
Além de ventilar, o dispositivo não possui qualquer mecanismo de controlo da temperatura, daí que não seja uma solução de conservação alimentar a longo-prazo. Porém, o facto de permitir aumentar em alguns dias a conservação dos alimentos nestes países é um grande passo. Produtos que tenham um ou dois dias de validade em climas quentes podem ser preservados durante dez dias no Wakati. Assim, as famílias conseguem ter produtos em condições alimentares próprias durante mais dias e também os agricultores têm mais tempo para vender os seus produtos antes que estes fiquem impróprios para consumo.
O Wakati foi desenvolvido por Arne Pauwels, no âmbito de um projecto de mestrado na Universidade de Antuérpia, onde estuda desenvolvimento de produto. A concretização da tecnologia foi possível através de várias parcerias com empresas e organizações não-governamentais.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Mulheres autorizadas a conduzir na Arábia Saudita

RR 
26 set, 2017 - 20:13
Medida histórica entra em vigor em Junho do próximo ano. É uma pequena vitória para os direitos das mulheres no berço do Islão.
 
As mulheres vão passar a poder conduzir na Arábia Saudita. O histórico decreto real foi emitido esta terça-feira, avança a estação de televisão Al Arabiya.

Com a ordem do Rei Salman termina uma proibição de décadas, um dos simbolos da repressão contra as mulheres na ultraconservadora monarquia de Riade.
A Arábia Saudita deixa, a partir de agora, de ser o único país onde as mulheres não podiam conduzir.
Até esta decisão, uma mulher que fosse apanhada pelas autoridades ao volante corria o risco de ser presa.
O decreto determinação a criação de uma entidade ministerial de aconselhamento no prazo de 30 dias.
A ordem deverá ser implementada até Junho do próximo ano, adianta a agência de notícias estatal SPA.
A proibição tem vindo a ser desafiada nos últimos anos, com mulheres sauditas a publicarem imagens nas redes sociais ao volante de automóveis.
Regida pela Sharia, um conjunto de leis islâmicas baseadas no Alcorão, a Arábia Saudita é dos países do mundo que mais limita os direitos das mulheres.
Os argumentos apresentados pelas autoridades e pelos clérigos para impedir as mulheres de guiar eram variados.
Uns alegavam que era inapropriado na cultura saudita, outros que iria levar à promiscuidade e ao colapso da instituição familiar ou porque fazia mal aos ovários.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Invenção revolucionária dá água potável aos hondurenhos

AguasClaras
Monroe Weber-Shirk é professor em Cornell, uma das oito universidades norte-americanas que fazem parte da conceituada Ivy League. Este engenheiro ambiental, que nos anos 1980 trabalhou em El Salvador (em plena guerra civil), tem muita experiência no terreno, em campos de refugiados e sabe bem o que significa ter necessidade de água potável.
Talvez por isso tenha tido esta ideia genial. Como conta uma reportagem recente da BBC Mundo, “Weber-Shirk comanda o AguaClara Labs, programa que, todos os semestres, leva às Honduras estudantes de Cornell para trabalhar com o tratamento de água em comunidades locais, usando um sistema cuja simplicidade tem como factor-chave o funcionamento sem electricidade”.
Nestas localidades, a água poluída não pode ser limpa de forma simples, como com o uso de cloro, por causa da presença de sedimentos ou resíduos de fezes. Por isso, para resolver esta questão, os engenheiros da célebre universidade americana desenvolveram um processo que começa com o uso de um coagulante químico para unir partículas na água, formando partículas maiores – e mais pesadas. Posteriormente a água é enviada para um tanque de sedimentação e as partículas ficam sedimentadas no fundo. A restante água segue então para um filtro de areia de camadas múltiplas que capturam as restantes partículas. Por fim, a água é purificada com cloro antes de ir para os tanques de abastecimento das comunidades.
O laboratório trabalha em parceria com engenheiros e técnicos da ONG Água para o Povo (APP), que constrói as estações de tratamento e ensina a comunidade a operá-las e cuidar da qualidade da água.
E porque se trata de uma tecnologia de código aberto e sem patentes, o AguaClara já tem 14 estações em território hondurenho, a maioria em pequenas comunidades como Támara, com menos de 15 mil habitantes, conta a BBC. E projecto já está em expansão para países como a Nicarágua e a Índia.
Foto: AguaClara

terça-feira, 5 de setembro de 2017



Portugueses desenvolvem vacina contra a gripe com proteção mais ampla e duradoura

Investigadores portugueses estão a desenvolver uma vacina contra a gripe com uma proteção mais ampla e duradoura, ao abrigo de um projeto europeu financiado em cinco milhões de euros, informou hoje um dos envolvidos.
A vacina experimental, já testada com sucesso em ratos para determinadas estirpes do vírus, foi produzida por uma equipa de investigadores do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET).
O investigador do iBET António Roldão, um dos coordenadores no instituto do projeto europeu EDUFLUVAC, explicou que a ideia é obter "uma vacina de ampla proteção contra o vírus da gripe", e, portanto, com "uma duração superior", de pelo menos cinco anos, que possa "ser útil para prevenir o impacto de uma pandemia", como a das gripes aviária (H5N1) e suína (H1N1), cita a agência Lusa.
As vacinas contra a gripe sazonal têm uma duração anual porque necessitam de ser atualizadas em função da estirpe do vírus em circulação.
Segundo o iBET, produzir uma vacina que seja capaz de proteger contra diferentes estirpes do vírus da gripe "tornou-se uma prioridade mundial".
No projeto europeu, totalmente financiado por fundos comunitários, participam também instituições ou empresas da Alemanha, Itália, Holanda, Suíça e do Reino Unido, que, entre outras funções, estão envolvidas na caracterização da vacina experimental e nos ensaios em ratos, furões e macacos.
A vacina contém proteínas derivadas do vírus, e não o vírus propriamente dito, como sucede com as vacinas da gripe comercializadas.
Nos ratos, os resultados dos testes revelaram "a proteção da vacina contra determinados vírus da gripe", tendo sido mais promissores para o subtipo H3, assinalou António Roldão.
Uma outra equipa envolvida no EDUFLUVAC mapeou e analisou todas as variantes do vírus da gripe que se conhecem desde 1914.
Com base nessa análise, criou um algoritmo que permitiu determinar cinco componentes proteicos que pensa cobrir todas as variantes e conferir proteção de maior duração contra futuras infeções pelo vírus da gripe.
A vacina experimental não tem na sua composição vírus da gripe "atenuados ou desativados", mas proteínas derivadas do vírus que são "inofensivas para o organismo humano", porque não têm o material genético do vírus, reforçou o investigador do iBET.
Tais proteínas foram reproduzidas em culturas de células do bicho-da-seda, permitindo reduzir os custos de produção da vacina e, ao mesmo tempo, aumentar a resposta imunitária nos animais, uma vez que o organismo-hospedeiro das proteínas do vírus da gripe é diferente, é um inseto.
O projeto EDUFLUVAC começou em 2013 e termina em 2017, esperando a equipa de investigadores ter, até ao final do ano, os resultados dos testes feitos com furões e macacos, para poder avançar eventualmente com uma candidatura para realizar ensaios com pessoas.

 

domingo, 3 de setembro de 2017

Aprovada primeira terapia genética para combater cancro

A Food and Drug Administration (FDA), agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou, esta quarta-feira, o primeiro tratamento que altera geneticamente as células do paciente.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Kymriah, também conhecido como tisagenlecleucel, um tratamento da farmacêutica Novartis contra a leucemia linfóide aguda, um tipo de leucemia que ocorre na medula óssea e principalmente em crianças e jovens.
A nova terapia transforma as células de um paciente numa “droga viva” e treina-as para reconhecer e atacar a doença. “Acho que esta é a coisa mais emocionante que já vi na minha vida”, disse Tim Cripe, médico oncologista que fazia parte do painel do comité consultivo da FDA que votou, em julho, a favor da sua aprovação.
Esta droga é fabricada sob medida para cada paciente, ao contrário das terapias convencionais contra o cancro como, por exemplo, a cirurgia e a quimioterapia. Chama-se CAR-T e é feita a partir da extração de leucócitos (glóbulos brancos) do sangue do próprio doente. Basicamente, o tratamento extrai as células do paciente, reprograma-as e, de seguida, volta a colocá-las no seu corpo, onde poderão atacar as células cancerígenas.
“Estamos a entrar numa nova fronteira em inovação médica com a capacidade de reprogramar células do próprio paciente para atacar um cancro mortal”, disse o comissário da FDA, Scott Gottlieb, em comunicado.
“Novas tecnologias como as terapias de genes e células sustentam o potencial de transformar a Medicina e criar um ponto de inflexão na nossa capacidade de tratar e até mesmo curar muitas doenças intratáveis. Na FDA, estamos comprometidos em ajudar a acelerar o desenvolvimento e revisão de inovações de tratamentos que têm potencial para salvar vidas”, acrescentou ainda.
Kymriah, da farmacêutica Novartis, é a primeira terapia genética aprovada nos EUA
Stephan Grupp, médico que tratou a primeira criança com o CAR-T no Hospital Pediátrico de Filadélfia, diz que a nova terapia respondeu de forma “extremamente emocionante”.
“Nunca tínhamos visto algo assim antes”, acrescentou. Dos 63 pacientes tratados com a terapia, 83% entraram em remissão num prazo de três meses mas as informações a longo prazo ainda estão a ser recolhidas.
No entanto, a terapia tem riscos: pode causar a síndrome da libertação de citocinas, isto é, uma queda perigosa na pressão arterial que pode ser mortal. Como pode ser controlada com o uso de outros medicamentos, as instituições que queiram utilizar a terapia terão de estar preparadas para responder a este efeito secundário.
Além disso, os custos são significativos. O preço base deste tratamento situa-se nos 475 mil dólares, cerca de 395 mil euros. Contudo, se um paciente não responder no primeiro mês ao tratamento, a Novartis assegura que não haverá nenhum custo associado.
ZAP // HypeScience / BBC

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Encontrado tratamento que aniquila células cancerígenas

Foi em Glasgow que nasceu mais uma boa notícia na luta contra o cancro.

Notícias ao Minuto
Há 6 Horas por Daniela Costa Teixeira
Lifestyle Saúde
Encontrado tratamento que aniquila células cancerígenasUma equipa de cientistas da Universidade de Glasgow encontraram aquela que é, até à data, a técnica mais eficaz na luta contra o cancro. Conta a Fox News que os cientistas desta instituição conseguiram 'matar' as células cancerígenas através de uma técnica chamada Caspase Independent Cell Death (CICD, sigla em inglês).
Conta a publicação que este método atua de forma completamente diferente das atuais terapias usadas, como a quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. Enquanto estas técnicas levam a um processo de apoteose acelerado (que mata as células, mas não todas), o novo mecanismo ativa as células caspases, que provocam a uma morte celular mais completa.
CICD - além de prevenir todos os efeitos colaterais associados, por exemplo, à quimioterapia -, consegue provocar uma regressão tumoral completa, devendo ser usada nos estudos e nas terapias futuras, defendem os investigadores.
Apesar de esta técnica ter sido usada no combate a um cancro colo-retal, o estudo destaca a eficácia na luta contra outro tipos de tumores, podendo, então, esta terapia ser usada de uma forma generalizada no tratamento da doença.