sábado, 29 de abril de 2017

Nova Zelândia: micropartículas de plástico têm os dias contados já a partir de 2018

microparticulas
Depois do Canadá, EUA e Reino Unido, agora é a vez da Nova Zelândia se juntar ao movimento que defende a proibição de utilização de micropartículas de plástico em produtos de higiene pessoal e cosméticos.
A entrada em vigor desta medida está agendada para 1 de Julho de 2018, com a proibição das micropartículas de plástico – minúsculas partículas de polietileno ou de polipropileno usadas em produtos do nosso dia-a-dia, como esfoliantes, gel de duche, pasta de dentes, batons e tantos, tantos outros- a estar mais perto de ser uma realidade.
Para se ter a verdadeira noção do impacto que a utilização continuada destes produtos provoca no meio ambiente, importa saber que perto de 100 mil micropartículas de plástico entram na rede de cada vez que tomamos banho com um destes produtos e beleza.
E se a quantidade de microplásticos a entrar no circuito já seria enorme motivo de preocupação, a situação piora quando está provado que estas partículas poluidoras de tamanho microscópio conseguem passar pelos filtros alojados nas estações de tratamento de águas residuais. Resultado? As micropartículas entram assim nos rios e oceanos, sendo confundidas frequentemente por comida, o que provoca sérios riscos na biodiversidade aquática.
A implementação da medida está agendada para meados do próximo ano, com as autoridades da Nova Zelândia a informarem que, em caso de incumprimento, haverá lugar a multas que podem ascender aos 65 mil euros.
Foto: via Creative Commons

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Vacina desenvolvida no Porto previne meningite, pneumonia e morte por choque séptico

Investigadores do Porto desenvolveram uma vacina que ajuda a prevenir ao mesmo tempo infeções bacterianas que causam doenças como meningite, pneumonia, septicemia (infeção na corrente sanguínea) e, nos casos mais críticos, morte por choque séptico.
As bactérias que originam essas patologias ('Klebsiella pneumoniae', 'Escherichia coli', 'Estreptococus' do Grupo B, 'Streptococcus pneumoniae' e 'Staphylococcus aureus') são estirpes muito resistentes e causam "um enorme problema para a saúde pública", disse à Lusa o investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, Pedro Madureira.
"A partir do momento que essas bactérias infetam o hospedeiro [indivíduo], são capazes de libertar uma molécula (uma proteína designada de GAPDH)", que as torna "invisíveis" ao sistema imunológico, "impedindo assim o início de uma resposta imune", explicou o cientista, um dos fundadores da empresa Immunethep, responsável pela criação da vacina.
Sem uma resposta adequada do nosso sistema imune, continua Pedro Madureira, as bactérias "rapidamente proliferam" na corrente sanguínea e nos órgãos infetados, podendo levar às tais patologias, consideradas "bastante severas".
"Embora esta vacina seja destinada a todas as pessoas", existem indivíduos nos quais a "incidência desse tipo de infeções é maior", como os recém-nascidos, os idosos, os portadores de diabetes do tipo I, os pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas invasivas (operações ao coração ou à espinal medula) ou com doença pulmonar obstrutiva, por exemplo.
O investigador considera que esta vacina é "inovadora", visto que, ao invés de induzir uma resposta imune (produção de anticorpos) contra a bactéria em si, induz sim uma resposta que neutraliza uma única molécula (GAPDH), libertada pelas bactérias, permitindo ao sistema imune controlar as diferentes infeções.
A vacina, que já passou por ensaios laboratoriais com ratos e coelhos, vai passar à fase dos ensaios clínicos no último trimestre de 2017, prevê o investigador.
Este foi um dos projetos apresentados hoje, no i3S, um dos institutos de investigação que participa nas comemorações do Dia Internacional da Imunologia, evento organizado pela Sociedade Portuguesa de Imunologia (SPI).
A iniciativa, que no Porto finaliza por volta das 17:00, conta com palestras e um conjunto de atividades, que pretendem dar a conhecer aos alunos do ensino secundário a investigação desenvolvida na área da Imunologia.
De acordo com Pedro Madureira, para além da vacina, a Immunethep está a desenvolver uma forma de terapia baseada em anticorpos monoclonais, que neutralizam a proteína GAPDH, podendo ser usados em pessoas já infetadas e para as quais não há tempo para vacinação.
"Estes anticorpos têm a vantagem, em relação à vacina, de atuaram muito rápido e a desvantagem de não induzirem "memória imunológica"", que está associada à capacidade do nosso sistema imune de, após um primeiro contacto com um agente estranho, conseguir "desencadear uma resposta muito mais rápida e eficiente", explicou.
Durante a apresentação no i3S, Pedro Madureira falou também sobre a importância e a história das vacinas, de forma a "desmistificar" algumas incertezas sobre a vacinação e, ainda, sobre esta ter sido a "grande conquista da imunologia e da medicina".
Questionado sobre tal, Pedro Madureira acredita que grande parte da polémica atual relacionada com a vacinação deve-se à "má informação" ou ao "pouco esclarecimento" que se tem sobre o tema, daí a necessidade de se transmitir uma informação "clara e precisa" quando se "fala publicamente" acerca deste assunto.
A vacina "é algo que funciona", sendo esta a abordagem clínica que "melhores resultados trouxe para a humanidade".
Apesar de compreender os casos em que os indivíduos não podem ser vacinados (devido à uma resposta alérgica), se "todas as outras pessoas estivessem vacinadas e não houvesse movimentos anti vacinas", estes estariam seguros porque não haveria forma de transmitir a doença, concluiu.
O Instituto de Medicina Molecular (iMM), de Lisboa, o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, o Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro e o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho são as outras cinco entidades envolvidas nas comemorações do Dia Internacional da Imunologia.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Cientistas portugueses desenvolvem gama de materiais “verdes” para a indústria

sustentabilidade
A procura de uma solução para o plástico não biodegradável e para os resíduos gerados pela indústria da madeira juntou investigadores das Universidades de Coimbra (UC) e Aveiro (UA) e do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) no projeto C-TEC, promovido pelo grupo empresarial Vangest.
Neste projecto, uma equipa liderada por Filipe Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu uma gama de materiais compósitos biodegradáveis a partir da combinação de diversos plásticos com fibras vegetais (serradura de pinho e fibras de celulose extraídas da madeira) para aplicação em diversos sectores de actividade.
Materiais compósitos são materiais que resultam da combinação de dois ou mais produtos com propriedades individuais incompatíveis. É o caso dos produtos utilizados nesta investigação, desenvolvida no âmbito de um projecto financiado pelo QREN – Quadro de Referência Estratégica nacional. Por exemplo, os plásticos têm propriedades hidrofóbicas enquanto a madeira tem características hidrofílicas.
Então, como compatibilizar estes dois materiais tão diferentes? “Esse foi um grande problema que tivemos de ultrapassar. O segredo está em modificar as propriedades de ambos os materiais e obter um produto amigo do ambiente e a um preço de mercado competitivo”, desvenda Filipe Antunes.
Assim, “para compatibilizar estes materiais, utilizámos diversas estratégias como a introdução de aditivos com carácter misto, capazes de fazer a ponte entre as duas naturezas radicalmente opostas, nomeadamente polímeros modificados que se entrelaçam com a matriz do compósito e reagem com as fibras”, descreve.
“Fizemos também modificações na superfície das fibras vegetais, revestindo-as com moléculas hidrofóbicas, conferindo deste modo uma maior afinidade das fibras com a matriz”, acrescenta Gabriela Martins, investigadora da equipa da UC.
Depois de modificadas as propriedades de cada um dos materiais, seguiram-se vários estudos e experiências “até conseguir as formulações certas para os fins desejados, garantindo todas as propriedades térmicas e mecânicas, isto é, a resistência necessária para aplicações industriais diversas”, clarifica o investigador do Departamento de Química da FCTUC.
No âmbito do estudo foram produzidos protótipos para aplicação, por exemplo, na indústria automóvel, embalagem, jardinagem e sistemas de sombreamento em prédios.
Foto: via Creative Commons

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Investigadores demonstram forma de evoluir de gene que resiste a antibióticos

Investigadores portugueses demonstraram a forma de evoluir do gene que permite às bactérias resistirem aos medicamentos, segundo um estudo hoje publicado na revista científica PLOS Genetics.
O trabalho, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova, mostra como o gene evoluiu, os mecanismos envolvidos e o número de vezes que a resistência emergiu de forma independente, explica o organismo em comunicado.
O Instituto lembra a capacidade de as bactérias se tornarem resistentes aos antibióticos, o que acontece pela aquisição de um gene, o mecA, que evoluiu de um gene inofensivo e “cuja presença permite às bactérias continuarem a multiplicar-se mesmo na presença deste antibiótico”.
O trabalho “demonstra que o uso de antibióticos no tratamento de infeções e como aditivos na alimentação de animais de produção para consumo humano” foi o que mais contribuiu “para a evolução do gene inofensivo para a versão que permite resistir aos antibióticos”.
“O objetivo deste estudo foi o de identificar os passos do processo de evolução que permitiram que um gene inofensivo em bactérias as tornasse resistentes aos antibióticos da família das penicilinas”, disse Maria Miragaia, a investigadora responsável pelo projeto e que, citada no comunicado, sublinha a importância do controlo no uso de antibióticos para limitar e prevenir novos genes de resistência.
O trabalho foi feito em colaboração entre a Nova e instituições suíças, dinamarquesas, inglesas e norte-americanas.

Cientista descobre lagarta que decompõe plástico

Shutterstock Jornal i 24/04/2017 17:46

Existe uma lagarta capaz de decompor sacos de plástico.
Frederica Bertocchini, do Instituto de Biomedicina e Biotecnologia de Cantábria, em Espanha,descobriu que as larvas que se alimentam da cera das colmeias também comiam plástio.
A descoberta foi feita numa altura em que estaria a limpar as larvas que vivem como parasitas da cera de abelha de uma das sua colmeias. Colocou-as dentro de um saco de plástico e, pouco tempo depois, reparou que surgiram pequenos buracos no mesmo.
A cientista testou colocar 100 lagartas num saco de supermercado e verificou que começaram a surgir pequenos buracos ao fim de 40 minutos.
"Se uma única enzima for responsável por este processo químico, a sua reprodução em grande escala com métodos biotecnológicos deverá ser possível", afirmou Paolo Bombelli, da Universidade britânica de Cambridge e o principal autor do estudo divulgado na publicação especializada Current Biology.
Esta poderá ser assim uma maneira de poder combater a poluição com plástico, um dos materiais mais difíceis de se decompor. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Menino com paralisia cerebral recupera totalmente através de terapia com sangue do cordão umbilical

Um transplante autólogo - um procedimento que se caracteriza pela utilização de células do próprio paciente - com recurso a sangue do cordão umbilical permitiu a uma criança dos Estados Unidos recuperar totalmente de uma anemia aplástica.
créditos: Pixabay
Durante o quinto mês de gravidez, a mãe de Tomas foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, o que a forçou a ficar em repouso absoluto durante o resto da gravidez. Na 31.ª semana o batimento cardíaco do bebé começou a decrescer devido a uma contorção dupla no cordão umbilical. Nesta altura, os médicos tiveram de desencadear um processo de maturação dos pulmões do bebé de modo a poderem realizar uma cesariana de emergência.
Após o nascimento, Tomas teve de ser colocado numa incubadora nos cuidados intensivos neonatais porque os médicos verificaram que os pulmões não estavam suficientemente desenvolvidos. Nos dias que se seguiram ao parto, a incubadora à qual Tomas estava ligado apresentou uma anomalia, cortando o fornecimento de oxigénio. A falta de oxigénio causou uma paralisia cerebral espástica à criança.
Após a realização dos testes necessários ao sangue de cordão criopreservado, armazenado num laboratório familiar, com o objetivo de garantir que as células reuniam todas as condições para ser utilizadas, as mesmas foram enviadas para o Hospital da Universidade de Duke nos Estados Unidos.
Tomas foi inscrito no ensaio clínico para paralisia cerebral espástica liderado pela Dra. Joanne Kurtzberg, pioneira na transplantação de células estaminais do sangue de cordão umbilical.
Tomas participou neste estudo durante um período de 3 anos. Alguns pacientes do estudo receberam as suas próprias células estaminais do sangue de cordão no início do mesmo. O grupo de controlo recebeu o mesmo transplante um ano depois.
Durante este período de tempo, todas as evoluções relevantes foram registadas. Hoje, Tomas tem uma qualidade de vida semelhante a outras crianças de 5 anos. Apesar do diagnóstico inicial, Tomas pode agora andar e jogar à bola.
Fala duas línguas e frequenta a escola. A mãe ainda se recorda do tempo em que os médicos lhe disseram que o seu filho não seria capaz de andar ou falar. Os médicos disseram-lhe que Tomas não seria capaz de realizar as atividades que hoje em dia fazem parte da sua realidade.
"Mais uma vez o recurso às células estaminais e o sucesso da sua utilização, foi uma realidade. Na Bebé Vida, tudo fazemos para que meninos como o Tomas tenham uma alternativa terapêutica. Sabemos que a ciência continua o seu percurso ao nível da investigação e que o recurso às células estaminais é uma possibilidade ao nível das terapias aplicadas", refere Sílvia Martins, Administradora da Bebé Vida, Laboratório de Criopreservação.
A recuperação de Tomas deve-se em parte ao tratamento com células estaminais do sangue de cordão umbilical. O menino começou a andar após a administração das células estaminais e continuou a melhorar com a ajuda adicional de fisioterapia e terapia ocupacional. O tratamento com células estaminais do sangue de cordão significou uma mudança radical na vida de Tomas, uma vida completamente nova.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Empresa produziu carne de frango e de pato sem sacrificar animais

A startup norte-americana Memphis Meats anunciou recentemente que conseguiu produzir carne de frango e de pato em laboratório, sem qualquer sacrifício animal.
Com a técnica desenvolvida no Vale do Silício, na Califórnia, os cientistas usam apenas amostras de células de animais com potencial de crescimento, que são cultivadas e multiplicadas com nutrientes e oxigénio.
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Depois, as células desenvolvem-se em tanques biorreatores e convertem-se em músculo que pode ser consumido depois de 9 a 21 dias.
Segundo os especialistas, esta invenção permitirá o bem-estar animal – eliminando a prática do abate – a preservação da natureza e a redução de riscos para a saúde.
“Esperamos que nossos produtos sejam melhores para o meio ambiente, para os animais e para a saúde pública. E o mais importante é que são deliciosos“, destaca a empresa no site oficial.
“Acreditamos realmente que este é um passo à frente para a humanidade e também é uma oportunidade de negócios incrível – para transformar uma indústria global gigante enquanto se contribui para resolver alguns dos problemas mais urgentes dos tempos atuais”, afirmou Uma Valeti, co-fundador e CEO da Memphis Meats.
Atualmente, produzir 500 gramas de frango sintético custa cerca de três mil euros, mas a Memphis Meats pretende disponibilizar estas “carnes limpas” a preços acessíveis aos consumidores até 2021. A empresa pretende ainda criar salsichas e almôndegas sintéticas nos próximos cinco anos.
ZAP //

terça-feira, 21 de março de 2017


Jornal i

Hospital de Santa Maria da Feira faz operação inovadora à coluna

Marta F. Reis 21/03/2017 15:27
Unidade de Coluna realizou com sucesso cirurgia para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz inferior a um centímetro
 O Hospital de Santa Maria da Feira é a primeira unidade do Serviço Nacional de Saúde a adotar uma cirurgia inovadora para tratar hérnias discais que deixa uma cicatriz quase impercetível. Trata-se um procedimento totalmente endoscópico, ou seja, é feita apenas uma pequena incisão e o doente pode te alta em 24 horas.
A técnica deixa uma cicatriz inferior a 1 cm, garantindo assim “ótimos resultados cosméticos e uma taxa de infeção próxima de 0%”, informa o hospital.
Artur Teixeira, responsável da Unidade de Coluna do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga, que integra este hospital, assinala que desde a abertura do serviço tem havido a preocupação de tratar estes casos da forma menos agressiva possível.
“Em 1999 começámos pela utilização do microscópio como forma de potenciar a visão e permitir uma pequena incisão. Em 2006 introduzimos as técnicas minimamente invasivas que permitiram uma grande evolução no sentido da menor agressão cirúrgica no que diz respeito à extensão da cicatriz (cerca de 2 cm). O tratamento da hérnia discal através desta técnica totalmente endoscópica continua esse percurso. Pretendemos alargá-la em número e tipo de indicações, sendo de referir que tratamos cerca de 150 doentes por ano que poderão beneficiar da técnica”.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Cientistas franceses provaram: há mesmo uma “cura milagrosa” para o alcoolismo

Um grupo de cientistas franceses comprovou que o medicamento Baclofeno funciona como uma “cura milagrosa” para o alcoolismo. O fármaco teve “um efeito positivo” em altas doses na redução do consumo de álcool ao longo de um ano de tratamento.
O estudo foi realizado entre 320 pessoas com o hábito de beber bastante, com idade entre 18 a 65 anos, entre maio de 2012 e junho de 2013. O ensaio comparou a segurança e a eficácia do fármaco administrado a alguns participantes em doses elevadas a um comprimido “placebo” administrado a outros.
Nem os participantes do ensaio nem os especialistas sabiam quem estava a receber qual fármaco. Os pacientes não foram obrigados a abster-se de álcool.
Os resultados são surpreendentes: 57% daqueles que adquiriram o medicamento Baclofeno pararam de beber ou beberam menos comparados com 37% daqueles que adquiriram o placebo.
As autoridades de saúde francesas deram aprovação provisória para o uso de Baclofeno em 2014 para o tratamento do alcoolismo. O medicamento foi originalmente projetado e amplamente utilizado para tratar espasmos musculares.
Acredita-se que, em vários países, muitas pessoas usem o medicamento sem receita médica para combater o alcoolismo.
O interesse mundial no medicamento foi provocado em 2008 pelo livro “Le Dernier Verre” (O Último Copo), do cardiologista francês-americano Olivier Ameisen, que afirmou ter tratado seu alcoolismo com altas doses de Baclofeno.
Um estudo francês posterior descobriu que altas doses do medicamento fizeram com que uma percentagem significativa de bebedores desistisse ou moderasse a sua ingestão de álcool.
Desde então, têm surgido vários estudos com descobertas contraditórias. No ano passado, por exemplo, cientistas holandeses descobriram que a droga pode não funcionar melhor do que o simples aconselhamento.
“Sem provas da sua eficácia, a prescrição de altas doses do medicamento conhecido como Baclofeno pode ser irresponsável”, advertiram na época.
A Ethypharm, o laboratório que desenvolve o medicamento, disse na última sexta-feira que apresentará um pedido até o final do mês para a comercialização do Baclofeno para o tratamento do alcoolismo, em França.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo são resultado do uso nocivo de álcool – quase 6% de todas as mortes.
ZAP // HypeScience

RR

Mais dentistas nos centros de saúde de todo o país

20 mar, 2017 - 10:40
Ministério da Saúde quer que, até 2018, 80% dos centros de saúde tenham médicos dentistas ao serviço.
Vai haver dentistas nos centros de saúde de norte a sul do país. O alargamento do projecto-piloto que tem estado a ser desenvolvido no Alentejo e Lisboa vai ser anunciado esta segunda-feira, Dia mundial da Saúde Oral.

Em declarações ao programa Carla Rocha – Manhã da Renascença, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro, revelou que o concurso vai ser aberto em breve.
“O Ministério vai anunciar hoje a abertura do concurso para estas vagas que vão ser atribuídas em todo o pais”, disse.
Questionado sobre se já se sabe quando é que vai ser aberto este concurso, Orlando Monteiro afirmou que apenas sabe que será “em breve” e que a integração dos dentistas será depois feita “em algumas semanas”.
De acordo com fonte do gabinete do ministro da Saúde, e apesar de grande parte dos 13 médicos dentistas não terem trabalhado a totalidade dos seis meses, devido a questões concursais, foram realizadas 8.844 consultas e tratados 6.420 doentes.
Nesta primeira fase, tinham acesso a consultas de saúde oral doentes portadores de diabetes, neoplasias, patologia cardíaca ou respiratória crónica, insuficiência renal em hemodiálise ou diálise peritoneal e os transplantados inscritos nos agrupamentos de centros de saúde onde decorreram as experiências piloto.
Que centros de saúde vão ter dentistas?
Segundo o Ministério da Saúde, vão passar a ter consultas de saúde oral mais Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES), sendo objectivo da tutela atingir 80% desta rede - agendado para 2017 e 2018 - ainda este ano.
Na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte terão consultas de saúde oral o ACES Porto Oriental (dois centros de saúde), a Unidade Local de Saúde (ULS) Matosinhos (um centro de saúde), a ULS Nordeste (13 centros de saúde), o ACES Feira/Arouca (três centros de saúde), o ACES Douro Sul (três centros de saúde) e o ACES Baixo Tâmega (três centros de saúde).
Na ARS de Lisboa e Vale do Tejo estas consultas passarão a existir no ACES Estuário do Tejo (três centros de saúde), no ACES Lezíria (três centros de saúde), ACES Médio Tejo (um centro de saúde), ACES Almada/Seixal (um centro de saúde), ACES Oeste Sul (dois centros de saúde), ACES Arco Ribeirinho (um centro de saúde), ACES Amadora (um centro de saúde), ACES Lisboa Central (um centro de saúde), ACES Lisboa Ocidental e Oeiras (um centro de saúde), ACES Sintra (dois centros de saúde), ACES Lisboa Norte (um centro de saúde) e ACES Loures/Odivelas (cinco centros de saúde).
Na ARS Centro, serão contemplados os ACES Dão Lafões (quatro centros de saúde), a ULS Castelo Branco (um centro de saúde), ACES Baixo Vouga (um centro de saúde).
Na ARS Alentejo será o ACES Alentejo Central (três centros de saúde) e na ARS Algarve o ACES Algarve II Barlavento (um centro de saúde), o ACES Algarve I Central (um centro de saúde) e o ACES Algarve III Sotavento (um centro de saúde).