sexta-feira, 27 de março de 2015

TeK Notícias

CEO da Apple quer doar toda a fortuna

Numa entrevista à revista Fortune Tim Cook fez a revelação: toda a sua fortuna será doada. Em causa está um património de 800 milhões de dólares.

O presidente executivo da Apple não revelou se já tem alguma ideia em relação à forma como vai distribuir os bens, ou às instituições que possam vir a beneficiar dessa distribuição. Sublinhou apenas que pretende concretizar o objetivo antes de morrer e que apenas deixará fora deste plano o suficiente para assegurar o pagamento dos estudos ao sobrinho de 10 anos.

Entre os temas já defendidos em público pelo responsável e aos quais se tem ligado em ações diferentes estão os direitos humanos, a igualdade, as alterações climáticas ou o combate ao HIV, como recorda a imprensa norte-americana, mas não é claro que alguma destas áreas venha a ser a privilegiada por Tim Cook para aplicar a fortuna.

São também conhecidas algumas doações já feitas pelo CEO da Apple: 50 milhões de dólares para o Project Red (que fez nascer uma linha especifica do iPod) e 25 milhões para a construção de um hospital pediátrico em Stanford.

No entanto, na entrevista Cook revelou que quer ir além das simples doações e dedicar-se à filantropia, um caminho que outros nomes da tecnologia também seguiram. Bill Gates é o exemplo mais mediático.

quarta-feira, 25 de março de 2015


VISÃO

Finlândia prepara-se para acabar com disciplinas nas escolas

O sistema de ensino finlandês, considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para inovar

Quarta feira, 25 de Março de 2015

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Reuters
O sistema de ensino finlandês tem sido regularmente considerado um dos melhores do mundo. Ocupou os lugares cimeiros das três primeiras edições do ranking PISA (Programme for International Student Assessment), embora os últimos resultados mostrem a liderança dos países asiáticos, muitos dos quais se inspiraram precisamente no modelo finlandês.
Mas o país do báltico prepara-se para voltar a servir de modelo educativo para o resto do mundo, ao abandonar as 'tradicionais' disciplinas até 2020.
Mas em que moldes funcionará, na prática, o novo modelo? O objetivo é ensinar recorrendo a grandes temas ou fenómenos e não a disciplinas específicas. Por exemplo, sob a temática "União Europeia", pode ensinar-se línguas, história, geografia, entre outros.
Dito de outra forma, pretende-se atingir um modelo de ensino mais fluído, transversal e transdisciplinar. Não se pretende abandonar as teorias científicas, mas sim apresentá-las como mais aplicadas a fenómenos "reais".
Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?" 



quinta-feira, 19 de março de 2015

 
Pesquisa

Cientistas transformam célula do câncer em imunológica

Cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer como um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais


Algumas descobertas importantes foram feitas “sem querer” na história da ciência, como o caso da penicilina. Foi o que parece ter acontecido com um grupo de cientistas britânicos da Universidade de Standford, que podem ter encontrado uma forma de combater células de câncer de um tipo agressivo durante experimentações recentes. As informações são do IFL Science.
 Foto: IFL Science / Reprodução
Cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais
Foto: IFL Science / Reprodução

Depois de várias tentativas de encontrar uma maneira de prevenir as células cancerígenas de morrer durante as experiências, os cientistas descobriram que é possível forçar as células da leucemia a amadurecer em um tipo de célula imunológica, que, ironicamente, pode ajudar o corpo a combater outras células tumorais. O estudo foi publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.
O câncer analisado pelo estudou foi a leucemia linfocítica aguda (LLA) é um tipo de rápida progressão, que atinge as células brancas (leucócitos) do sangue caracterizada pela produção maligna de linfócitos imaturos na medula óssea. Neste estudo, era analisado o tipo “B-ALL” do LLA, do qual se sabe muito pouco. Assim, o estudo de Standford tentou encontrar alguma possibilidade de manter as células isoladas do câncer (pertencentes a um paciente).
Assim, depois de expor as células a um determinado fator de transcrição, os cientistas observaram que elas começaram a mudar de tamanho e forma, adotando a morfologia característica de um tipo de glóbulo branco responsável por devorar as células danificadas ou material estranho, conhecido como um dos macrófagos.
Os pesquisadores também acreditam que essas células convertidas não só poderão ser neutralizadas sobre sua antiga identidade de célula cancerosa, mas também podem ajudar o corpo a dar uma resposta imunológica contra outras células cancerosas remanescentes. A próxima etapa do projeto será, portanto, investigar maneiras de conseguir a conversão das células de uma forma clinicamente viável.

sábado, 7 de março de 2015

EXPRESSO

Nelson Évora é campeão europeu de triplo salto

O português conquistou este sábado a medalha de ouro em triplo salto, nos Europeus de Atletismo de pista coberta que estão a ser disputados em Praga. 

O atleta português Nelson Évora nos Europeus de Atletismo em Praga
O atleta português Nelson Évora nos Europeus de Atletismo em Praga /  EPA
O português Nelson Évora sagrou-se este sábado campeão do triplo salto nos Europeus de atletismo em pista coberta, ao conseguir uma marca de 17,21 metros à sexta tentativa. 
O atleta, de 30 anos, antigo campeão do mundo e olímpico, não conquistava qualquer medalha em grandes competições desde 2009.
Esta é a 20.ª medalha portuguesa no historial dos Europeus de pista coberta e a primeira na edição de 2015, que se está a disputar em Praga. 

sexta-feira, 6 de março de 2015


 Económico

Empresas/Finanças

Mercadona distribuiu 263 milhões pelos funcionários

Nuno Miguel Silva

A cadeia espanhola de distribuição Mercadona divulgou que distribuiu pelos seus funcionários cerca de 263 milhões de euros pelos seus funcionários referentes ao exercício do ano passado.
Através do conceito de prémios por objectivos, a empresa liderada por Juna Roig distribuiu pelos seus trabalhadores cerca de 25% dos lucros obtidos no ano passado.
A Mercadona efectua 85% das suas compras em Espanha, trabalha com cerca de dois mil fornecedores e 20 mil PME - Pequenas e Médias Empresas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

PÚBLICO

Alzheimer

Dois arquitectos criam aldeia para doentes de Alzheimer

O conceito combina a invenção de uma vila (bem diferente de um lar) que possibilita que os residentes com Alzheimer vivam com a mínima medicação possível num ambiente seguro
Texto de Bruna Cunha

A Holanda foi pioneira num projecto que consiste na criação de um bairro para doentes de Alzheimer. O objectivo é fazer com que estas pessoas levem uma vida o mais normal possivel — os habitantes acabam mesmo por achar que moram numa vila como todas as outras. A ideia consiste na criação de um bairro onde os "pacientes" possam viver de forma segura. Isto porque o bairro, criado apenas com o propósito de albergar estes doentes, tem uma equipa de auxiliares que os ajudam em tarefas diárias e está equipada com supermercados e espaços de lazer.

As diferenças do "Dementiaville" para qualquer outro bairro acabam por ser poucas. Há um supermercado, cinema, barbeiro e mais de 30 clubes sociais. Este conceito inovador foi criado por Frank van Dillen e Michael Bol, dois arquitectos que têm desenvolvido vários edifícios na zona.

O objectivo desta contrução é assegurar que as pessoas possam ter as condições necessárias para fazerem o seu dia-a-dia da forma mais normal possível e, assim, afastarem-se da ideia dos lares que acabam por isolar os pacientes que lá vivem.

Os fundadores da ideia deixam que os moradores decidam os seus horários e rotinas – planeiam as compras e refeições em conjunto. Podem pintar, jogar e passear em jardins realistas.

O espaço está equipado de forma a assegurar o conforto e segurança de todos os pacientes. De tal forma que a ideia foi nomeada para o “Hedy d’Ancona Award”. O prémio tem como objectivo premiar edifícios onde a arquitectura ajuda a assegurar cuidados de saúde com um ambiente acolhedor em termos de design urbano, de interiores e envolvência geral de espaços exteriores e interiores.

A “Mahal Cielo Village” vai ser inaugurada em breve nos EUA. A ideia é semelhante à já existente – tratar os doentes com perturbações mentais, como o Alzheimer, com a dignidade que merecem.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Investigadores portugueses vencem um dos grandes problemas da terapia génica


Um dos grandes entraves ao sucesso da aplicação da terapia génica, terapia que consiste em transferir material genético exógeno para células-alvo, por forma a corrigir doenças que envolvam factores genéticos, como por exemplo o cancro, é o transporte e entrega eficiente do material genético às células alvo.
créditos: Arménio Serra, Jorge Coelho, Henrique Faneca e Rosemeyre Cordeiro - UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), através da Faculdade de Ciências e Tecnologia e do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), conseguiu ultrapassar este grande obstáculo, desenvolvendo um “veículo” de transporte à base de dois polímeros completamente catiónicos (um polímero que tem uma distribuição de cargas positivas em toda a sua cadeia).
Os resultados da investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), foram tema de capa da última edição da revista científica Macromolecular Bioscience.
Podemos dizer que o nanossistema concebido pela equipa da UC, nos últimos quatro anos, é uma espécie de «novelo formado pelo emaranhado de polímero e genes que assegura o transporte eficaz do material até às células-alvo, protegendo-o e impedindo a sua destruição ao longo do percurso», ilustram os coordenadores do estudo, Jorge Coelho e Henrique Faneca.
A solução inovadora foi testada em linhas celulares cancerígenas, mas a sua potencial aplicação estende-se a várias patologias que envolvem fatores genéticos, como as doenças neurodegenerativas.
Nas experiências realizadas, após complexos estudos que permitiram encontrar a estrutura certa do novo polímero com propriedades favoráveis à entrega do material genético, demonstrou-se que «os genes chegaram ao destino com sucesso, apresentando o novo nanossistema uma toxicidade reduzida.
Outra característica importante deste “veículo” é o facto de conseguir conduzir uma grande quantidade de genes com uma reduzida porção de polímero», notam os investigadores que pretendem prosseguir com o estudo, agora em modelos animais.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

JN

Médico doa 1,5 milhões para ajudar alunos


Uma doação de 1,5 milhões de euros pode mudar o curso da investigação médica na Escola de Ciências da Saúde minhota. Um médico português a viver nos EUA não quer que falte nada aos futuros médicos formados em Braga.
 
Um médico, de 89 anos, natural de Roriz, em Barcelos, doou à Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho imóveis no valor de 1,5 milhões de euros para que, as rendas, revertam a favor da investigação médica e dos alunos mais carenciados. O clínico, a residir nos Estados Unidos, fez a doação depois de Nuno Sousa, o diretor do curso de Medicina da UMinho, lhe ter apresentado o projeto de investigação da escola e após conhecer as dificuldades económicas por que passam alguns dos 1000 estudantes que frequentam o curso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mundo
22:09 24.02.2015

Homem cego há 10 anos consegue ver a mulher através de um olho biónico

video

Aos 68 anos, um norte-americano, cego há uma década voltou a ver através de um olho biónico. As imagens registaram o momento emocionante em que voltou a ver a mulher.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

 JN

  País > Aveiro > Aveiro
 
 
Nem a cegueira impediu Ana Sofia de tirar 20 valores
 | Ontem
Ana Sofia Teixeira, de 26 anos, tem cinco por cento de visão num olho e um por cento no outro. Mas a diferença não a impediu de lutar a vida toda pelos seus sonhos. Terminou o curso de Psicologia com 17.


 Disseram-lhe, certo dia, que é "uma mulher que vai além do impossível". Não podiam ter acertado mais. Ana Sofia Teixeira, 26 anos, da Guarda, desafiou o destino em cada passo que deu. Nasceu com tignite pigmentar - mais conhecida como "cegueira noturna" -, uma doença degenerativa que lhe tirou, ao longo dos anos, quase toda a visão, tendo cinco por cento de visão num olho e um por cento no outro. Fazendo "da diferença uma boa oportunidade", como sublinha, nunca desistiu de lutar pelo que sonhava: ir para a universidade. Hoje, é aluna de excelência, na Universidade de Aveiro, onde estudou Psicologia e tirou recentemente 20 valores na tese de mestrado, o que lhe valeu 17 na nota final do curso.
Ouvir Ana Sofia falar é levar um "murro no estômago". Quem olha para o seu sorriso, que não lhe sai da cara, não imagina as batalhas que tem travado. "Os meus pais são primos direitos. Devido a uma incompatibilidade sanguínea, gerou-se esta anomalia congénita", conta a futura psicóloga, que tem irmãos com a mesma patologia.
Ana Sofia viveu, desde os quatro anos, na congregação das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, na Guarda. Em casa, a estrutura familiar não era coesa e havia problemas financeiros. "Sempre mantive o contacto com os meus pais, mas tudo o que sou devo-o às irmãs. Ainda hoje, quando vou à Guarda, é lá que fico", recorda.
Visão afetada pelo estudo
"Se os outros conseguem, eu também tenho de conseguir". Este foi, desde cedo, o seu pensamento. Grande parte da visão que perdeu, principalmente na adolescência, "foi a esforçar a vista, a estudar". Queria ir para a universidade. Ser independente.
"Fui percebendo o papel que podia ocupar no Mundo e na sociedade e escolhi Psicologia", sublinha. Com a ajuda da "lupa TV" - um instrumento que amplia documentos impressos - e, posteriormente, do computador, aplicou-se nos estudos, apesar das limitações da doença.
Mas como se consegue tirar um 20? "Tive de abdicar de muita coisa e trabalhar muito", revela. Ao mesmo tempo que preparava a tese (ver caixa), Ana fazia um estágio curricular e outro extracurricular. Para Ana, o dia parece que tem 48 horas. Vê mal o que a rodeia, mas conhece bem o sabor da vida.