terça-feira, 22 de agosto de 2017

Cientistas chilenos criam “batatas fritas saudáveis” feitas com arroz

Universidade de Santiago do Chile
Uma equipa de cientistas chilenos criou batatas fritas saudáveis que absorvem até três vezes menos óleo durante a fritura, numa tentativa de combater as altas taxas de obesidade.
Os responsáveis ​​por este novo produto são cientistas do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade de Santiago do Chile. O substituto popular para batata foi concebido através de um processo destrutivo, usando uma mistura de produtos de batata e farelo de arroz.
Segundo os autores desta invenção, as novas batatas fritas têm uma forma “um pouco diferente” para serem distinguidas das tradicionais, mas o seu sabor “é muito parecido”, além de ser “saudável”.
“Conseguimos uma fórmula que pode ser distinta em forma, cor, absorção de óleo, e acrilamida de redução, que é o produto formado nas batatas fritas. De acordo com estudos, um consumo elevado deste componente pode ser fatal “, afirmou a cientista Laura Almendares Calderón.
O objetivo final deste projeto é reduzir a taxa de obesidade que afeta a população chilena (63%), e que é a mais alta da América do Sul, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
O novo projeto também pretende fortalecer a indústria nacional visto que, na última década, o Chile tem vindo a fazer importações crescentes em batatas preparadas, atingindo as 85 mil toneladas no valor de 100 milhões de dólares, entre as quais, no ano de 2011, 71% corresponderam a batatas congeladas em palitos.
Segundo os dados divulgados pela equipa, o país gera cerca de 26 mil toneladas de cereais e leguminosas de arroz por ano, a um preço muito baixo e com pouco uso – e também dispõe de terras aptas para a produção de batata.

sábado, 19 de agosto de 2017

Frescura e sabor sem químicos. Investigadores do Porto desenvolvem nova tecnologia para conservar alimentos

Uma tecnologia para conservar os alimentos sem recurso a tratamento térmico nem substâncias químicas foi desenvolvida por investigadores do Porto com o intuito de gerar produtos mais seguros, mantendo a sua frescura e sabor.
 
A finalidade desta tecnologia é “produzir de alimentos mais frescos e saudáveis, que sejam benignos tanto para a saúde como para o ambiente”, disse à Lusa o investigador Norton Komora, da Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica, do Porto, uma das entidades responsáveis pelo projeto.
Para além disso, com este projeto, pretende-se responder “às novas tendências biológicas e ao perfil cada vez mais ‘conscious consumer’ (consumidor consciente) a nível mundial”, indicou.
De acordo com o investigador, muitos dos alimentos processados são submetidos a tratamentos com altas temperaturas (alguns acima dos 70 graus centígrados), como a pasteurização, com o propósito de reduzir ou eliminar a carga microbiana potencialmente nociva à saúde dos consumidores, garantindo a sua segurança alimentar.
No entanto, apesar de a aplicação do calor proporcionar um “alimento seguro”, esta tem “um impacto negativo nas características associadas à sua frescura e sabor”.
A tecnologia, desenvolvida no âmbito do projeto Bio-Cold Pasteurization, promove a inativação microbiana através da utilização sinérgica de agentes antimicrobianos naturais e alta pressão, a uma temperatura máxima de 20 graus centígrados.
Numa primeira fase, explicou o investigador, os agentes antimicrobianos naturais são incorporados nos alimentos, sendo depois embalados e submetidos a condições mínimas de alta pressão e temperatura de refrigeração.
A tecnologia, que demorou cerca de dois anos a ser desenvolvida, pode ser aplicada a uma vasta gama de alimentos, “diferenciando-se pela sua capacidade de gerar uma multiplicidade de ‘cocktails’ de agentes antimicrobianos, formulados à medida, que levam à inativação de diversos agentes patogénicos em diferentes tipos de alimentos”, acrescentou Norton Komora.
A ideia para este projeto surgiu da necessidade de atingir a ausência de bactérias patogénicas em alimentos tradicionais que não podem sofrer processamento térmico, pois perdem as suas principais características, como é o caso dos queijos de leite cru, dos produtos de charcutaria frescos e fermentados e dos mariscos.
Para além de Norton Komora participam no projeto os investigadores Cláudia Maciel, Paula Teixeira e Sónia Marília Castro, da ESB, e Jorge Saraiva, do Departamento de Química da Universidade de Aveiro.
O Bio-Cold Pasteurization foi um dos dois projetos premiados, em julho, na primeira edição do Biotech_agrifood Innovation, um concurso da ESB que visa contribuir para a valorização de resultados de investigação no setor agroalimentar.

domingo, 13 de agosto de 2017

Drones já entregam sangue e medicamentos nas zonas rurais do Ruanda

drone dos medicamentos
A Zipline é uma startup com base na California, EUA, que usa a tecnologia dos drones, essas máquinas ainda um pouco futuristas, para fazer a fazer a distribuição de medicamentos e sangue nas áreas mais remotas do Ruanda. Agora, um programa semelhante chega aos Estados Unidos, às zonas mais isoladas dos estados de Maryland, Nevada e Washington.
Lançada em 2014, com o apoio financeiro da Sequoia Partners, Google Ventures, bem como com a ajuda de Paul Allen, co-fundador da Microsoft, a Zipline começou a distribuir medicamentos e sangue no Ruanda, no mês passado. E foi um sucesso.
“Quando se olha para zonas rurais ou comunidades isoladas, temos sérias desigualdades no acesso à saúde. A nossa esperança é que esta tecnologia possa ajudar a resolver estes tipos de desigualdades”, diz Keller Rinaudo, fundador da Zipline à The Verge.
Mas há algumas diferenças nos dois projectos. Enquanto o Ruanda já aceitou por completo os drones como uma ferramenta para estimular o crescimento económico do país, nos Estados Unidos há ainda algumas barreiras a ultrapassar, nomeadamente em autorizações de voo.
Os drones eléctricos da Zipline são capazes de transportar cerca de 1,5 kg de sangue ou medicamentos e conseguem voar até 120 kms numa única viagem. Os hospitais podem encomendar sangue via sms e 30 minutos depois, uma embalagem vai estar a aterrar nas traseiras do centro médico.
Foto: Zipline

sábado, 12 de agosto de 2017

Novo nano-chip ao estilo de “Star Trek” pode regenerar órgãos e curar lesões


Cientistas da Universidade do Estado de Ohio, EUA, criaram uma tecnologia que pode criar células de qualquer tipo no corpo do paciente para libertar processos de regeneração de órgãos e tecidos, e tudo através de um único toque, informa o site da instituição de ensino.
A tecnologia, chamada “nanotransfeção de tecido” permite criar “elementos de qualquer órgão” danificado pela aplicação de um pequeno microchip para a área lesionada.
O processo demora menos de um segundo e é não-invasivo: o paciente apenas sente uma pequena carga eléctrica que liberta a transformação de uma célula de um tipo para outro.
O microchip já foi testado com sucesso em cobaias e os cientistas pretendem pretendem iniciar testes em humanos em 2018.
Os investigadores acreditam que a tecnologia, divulgada na Nature Nanotechnology, pode ser usada como uma arma contra doenças neurológicas, como Alzheimer e Parkinson.
“Ao usar a nossa tecnologia inovadora, os órgãos comprometidos podem ser substituídos. Conseguimos mostrar que a pele é uma terra fértil onde podemos cultivar os elementos de qualquer órgão que está em declínio”, destacou Chandan Sen, especialista em medicina regenerativa da Universidade Estadual de Ohio.
video
Segundo o Daily Mirror, “esta descoberta parece ficção científica”, visto que nos filmes Star Trek as personagens usam um dispositivo chamado “regenerador dérmico” para curar instantaneamente queimaduras e cortes.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Investigadores fazem nascer alimento a partir de eletricidade e dióxido de carbono

VISÃO
Lappeenranta University of Technology

Ainda é cedo para falar em resolver os problemas da fome no mundo, mas os resultados de uma experiência com um reator especial são promissores

Água, dióxido de carbono e micróbios. Tudo junto num pequeno bioreator, onde os ingredientes são submetidos a eletrólise (decomposição por meio da corrente elétrica, neste caso com recurso a painéis solares). A receita pode não fazer crescer água na boca, mas o resultado é cientificamente "delicioso": um material sólido com um perfil nutricional semelhante ao de um alimento básico.
Para já, foram precisas duas semanas para uma série de pequenos reatores, do tamanho de chávenas de café, produzirem uma colher cheia destas proteínas unicelulares, mas os investigadores esperam que, a partir desta experiência, um dia seja possível usar este alimento em voos espaciais de longo curso ou até mesmo combater a fome nas regiões mais pobres do mundo. Sobretudo porque os ingredientes são fáceis de encontrar: "Na prática todos os materiais estão disponíveis a partir do ar", afirma Juha-Pekka Pitkänen, o investigador que liderou a experiência e que lidera também o Centro de Investigação Técnica VTT, na Finlândia, parceiro da Universidade de Lappeenranta neste projeto.
O responsável explica que a ideia é que possa chegar-se a uma espécie de reator doméstico para a produção de proteínas. E não é só a alimentação humana que está em vista: usada como substituto para a forragem, pode ajudar a libertar terra para outros fins.
Este processo de criação de alimento a partir da eletricidade pode ser até 10 vezes mais eficiente do que a fotosíntese comum, usada pelas plantas para se alimentarem.
A equipa já está focada no desenvolvimento da tecnologia para permitir, dentro de uma década, estimam, ter uma produção em quantidade suficiente para poder ser testada como alimentação humana e animal.
"A longo prazo, a proteína criada com eletricidade pode ser usada na cozinha", acredita Pitkänen, satisfeito com a riqueza nutricional do produto: mais de 50% de protéina e 25% de hidratos de carbono. O restante corresponde a gordura e ácidos nucleicos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Um pequeno passo para as mulheres, um grande passo para o mundo árabe

O dia 26 de julho de 2017 ficará marcado para sempre na história da Tunísia como o dia em que as mulheres viram os seus direitos reconhecidos. Pode parecer um pequeno passo no século XXI, mas no que concerne o papel da mulher no mundo árabe, é um passo de gigante.
“A lei sobre a violência contra as mulheres, incluindo a violência doméstica, adotada em 26 de julho pelo parlamento tunisino, representa um passo histórico, há décadas reivindicado pelas organizações de direitos humanos das mulheres tunisinas. A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres congratula-se com a adoção desta Lei”, diz a organização em declarações ao SAPO 24.
Fez-se história na Tunísia quando o parlamento aprovou uma lei com o objetivo de colocar fim “a toda a violência contra mulheres”. O decreto, que deverá entrar em vigor já no próximo ano, define a violência contra as mulheres como “agressões quer físicas, morais, sexuais ou económicas”, baseada na discriminação entre os dois sexos. Ou seja, a legislação inclui todos os elementos-chave da definição de violência doméstica recomendada pelo Manual das Nações Unidas de Legislação sobre Violência contra a Mulher.
“Esta lei é um marco histórico para os direitos das mulheres na Tunísia”, disse Amna Guellali, chefe do gabinete tunisino da organização não-governamental Human Rights Watch, em entrevista à FRANCE 24, na passada quinta-feira.
"A Tunísia sempre foi retratada como um dos melhores países pelos direitos das mulheres na região. Com esta lei, o país mantém sua posição pioneira", sublinha a mesma fonte.
“Importa, agora, que a ambição da Lei se materialize na disponibilização dos meios necessários para a sua plena implementação, em parceria com as organizações de direitos humanos das mulheres tunisinas, e que as mesmas disponham dos meios financeiros e materiais para o efeito”, reitera a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres.
De acordo com o que é explicado pelo diário espanhol El País, a nova legislação veio revogar o artigo 227 do Código Penal, que possibilitava ao violador de uma menor não ir preso caso se casasse com a vítima.
Com a promulgação do novo diploma, quem mantiver relações ou violar uma menor de 16 anos pode incorrer numa pena que pode ir dos 20 anos de cadeia até à prisão perpétua, conforme o contexto do crime. Se a jovem tiver entre 16 e 18 anos, a pena poderá ir até aos cinco anos de cadeia. O novo diploma inclui a penalização do assédio sexual, incluindo o verbal, com multas que podem chegar aos mil dinares, cerca de 350 euros.
Apesar de a nova lei ser um grande avanço, há um obstáculo que está a dividir os apoiantes da legislação, que é a alteração da idade a partir da qual é considerado que uma mulher atinge a sua maturidade sexual, que passou dos 13 para os 18 anos, e que abriu caminho a uma nova legislação sobre relações com menores.
Embora a Tunísia seja vista como uma pioneira no mundo muçulmano, no que diz respeito aos direitos das mulheres, vários grupos defensores dos direitos humanos salientam o facto de que as mulheres ainda são discriminadas, com pelo menos 47% das tunisinas a admitirem ter sofrido algum tipo de violência durante as suas vidas, de acordo com um estudo de 2010 publicado pela National Family Office.
“A violência contra as mulheres e raparigas é uma questão política. Quando países como a Tunísia assumem a responsabilidade de garantir a segurança e a integridade de todas as mulheres e meninas, significa que querem deliberadamente construir sociedades onde os direitos das mulheres são respeitados, onde as mulheres e as meninas não são consideradas seres inferiores e sua integridade corporal está protegida”, sublinha a Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres.
Antes da aprovação desta lei, não existia nenhuma legislação específica que se debruçasse sobre a violência doméstica. Agora, estas agressões são reconhecidas, não só no seio da família, como também em locais públicos. Para além disso, polícia especializada e uma unidade especial dedicada à nova legislação, assim como serviços judiciais para as vítimas, passarão a estar ativos e ao serviço da comunidade.
"Tudo isto representa uma revolução no sistema jurídico e também uma revolução na mentalidade, porque geralmente a violência contra as mulheres que ocorre dentro da casa é considerada algo privado e só para a família lidar", explicou Guellali à FRANCE 24.
Financiamento da lei é impreciso
Embora a lei tenha sido bem recebida por grupos de direitos humanos, Guellali relembrou à FRANCE 24 que a Tunísia exigiu assistência financeira internacional para implementar esta lei, abrangente e ambiciosa.
"Embora a lei exija que as autoridades encaminhem as mulheres para abrigos, em caso de necessidade, não fornece mecanismos para financiar quaisquer abrigos governamentais ou não-governamentais", afirmou uma declaração da HRW. "Também não estabelece disposições para que o governo forneça assistência financeira oportuna às mulheres para atender às suas necessidades ou assistência na procura de habitação de longo prazo. A lei, em resumo, não estipula como o estado irá financiar os programas e políticas que ela traz. "
Apesar das questões relativas às medidas de implementação do financiamento, Guellali congratulou-se com a nova lei da Tunísia, observando que poderia criar um precedente na região.
"Esperamos que este precedente que a Tunísia estabeleça seja seguido por outros", disse Guellali. "Marrocos também está a debater uma lei sobre violência doméstica. A Argélia adotou uma lei no ano passado que criminaliza a violência contra mulheres, mas está abaixo dos padrões exigidos. Então esperamos que este precedente da Tunísia e esta nova lei impeçam a agenda de reformas para combater a violência contra as mulheres na região".

terça-feira, 25 de julho de 2017

Farmácias vão fazer entregas urgentes à noite para evitar deslocações de doentes

A Associação Nacional de Farmácias e o Ministério da Saúde estão a preparar um projeto para entregar medicamentos aos doentes no período noturno e em situações de urgência sem que os utentes tenham de fazer deslocações.
“No período noturno, os portugueses em situações de urgência não terão de fazer deslocações, porque os medicamentos irão ter com eles sempre que necessário”, refere a Associação Nacional de Farmácias (ANF) em comunicado enviado à agência Lusa.
Um projeto-piloto deste novo serviço vai ser lançado ainda no verão em Bragança com o objetivo, segundo a nota da ANF, de “melhorar a interação e articulação entre o Serviço Nacional de Saúde e as farmácias”.
A nota foi divulgada no dia em que o Jornal de Notícias noticia uma proposta do Governo, a que o jornal terá tido acesso, e que pretende alterar o diploma que estabelece as farmácias que estão de serviço durante a noite, reduzindo as que estão de serviço permanente.
“A ANF garante que o acesso dos portugueses ao medicamento vai continuar a melhorar e será sempre superior a quaisquer critérios mínimos legais e regulamentares”, refere a ANF, sem, no entanto, nunca se referir à proposta de alteração do Ministério da Saúde.
A associação que representa as farmácias afirma que “nenhum país europeu tem melhores tempos de acesso ao medicamento do que Portugal”.
Atualmente já há várias farmácias que estão abertas 24 horas por dia e outras que têm horários alargados até às 22:00 ou até às 24:00, independentemente das que estão de serviço.

segunda-feira, 10 de julho de 2017


Procura pela língua portuguesa "cada vez maior" na Austrália -- Governo
O número de interessados em aprender português na Austrália tem vido a aumentar, somando atualmente 650 alunos no país, afirmou hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
A colocação de uma coordenadora da língua portuguesa na Austrália "permitiu que ao longo dos últimos três anos" fosse possível "duplicar o número de alunos de língua portuguesa, duplicar o número de professores e ao mesmo tempo duplicar o número de estabelecimentos com oferta de língua portuguesa", disse à Lusa José Luís Carneiro, que termina na terça-feira a primeira visita ao país.
"Estamos a falar de 650 alunos de língua portuguesa, mas o que sentimos é que há uma procura cada vez maior", afirmou, alertando para a importância de coordenar os esforços oficiais, como os do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, com os de entidades não-governamentais, para melhorar a capacidade de oferta. Atualmente, há 25 instituições que oferecem ensino de português, num total de 39 docentes.
Na véspera do final da visita, José Luís Carneiro já sabe quando vai voltar: "Ficou acordada uma próxima visita para o primeiro trimestre de 2018, tendo em vista podermos participar num importante festival que se realiza em Sydney, no qual participam muitos milhares de portugueses e cidadãos de países de expressão oficial portuguesa".
"Por essa altura, preparamos a abertura de uma biblioteca que está previsto ser construída numa das associações de língua portuguesa, a par do lançamento do ensino da língua portuguesa no pré-escolar [nessa comunidade] em resultado do esforço do movimento associativo e das famílias e do próprio museu de etnografia", acrescentou.
Para o próximo ano está também planeada a criação de uma associação de investigadores portugueses que estão nas várias universidades e centros de investigação na Austrália.
"Ficámos com o compromisso de até março do próximo ano termos desenvolvido os esforços com vista à criação desta associação representativa dos investigadores portugueses na Austrália, que são cerca de 70", disse.
Além da comunidade portuguesa, funcionários consulares e autoridades locais, o secretário de Estado encontrou-se com cerca de 40 empresários lusodescendentes e portugueses.
Neste âmbito, Carneiro destacou a importância da colocação, em março, no país, de um delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que está a realizar um "levantamento muito detalhado, não só das empresas portuguesas que se estão a deslocar para investir na Austrália, mas também de empresas australianas -- nomeadamente vocacionadas para a extração mineira -- que têm investimentos em Portugal".
A comunidade portuguesa na Austrália ronda as 50 mil pessoas, a maioria concentradas em Sydney, Melbourne e Perth.
ISG // VM
Lusa/Fim

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Portugueses criam tratamento que cura infeções ósseas e regenera o osso

Investigadores do Porto estão a desenvolver um tratamento para infeções ósseas graves, com compósitos bioativos e um antibiótico, que regenera o osso ao mesmo tempo que cura a infeção e evita intervenções cirúrgicas consecutivas, recorrentes na terapêutica convencional.
Esta solução, orientada para doentes com osteomielite (infeção óssea que ocorre quando bactérias ou fungos invadem um osso), transporta e liberta, de forma controlada, o antibiótico para o local afetado, explicaram à Lusa os investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), Susana Sousa e Fernando Jorge Monteiro, líderes do projeto Hecolcap.
Após a eliminação da infeção, o biomaterial existente na solução promove o recrutamento, a ligação e a proliferação de células ósseas, resultando num aumento de formação óssea e na redução do tempo de recuperação do paciente, explicaram.
O tratamento tradicional da osteomielite, segundo os investigadores, passa, primeiramente, por uma intervenção cirúrgica na qual é feito o desbridamento (remoção do tecido morto) da zona afetada pela infeção.
Risco de infeção na técnica tradicional
A par desta intervenção, os pacientes são submetidos a um tratamento para eliminar as bactérias que tenham originado a infeção, através da administração de antibióticos, o que, na grande maioria dos casos, obriga a um internamento hospitalar durante períodos prolongados. "A taxa de sucesso desta administração mostra que em 40% dos casos ocorre recorrência da infeção, o que obriga a que este ciclo de administração do antibiótico se prolongue, com danos colaterais importantes e custos muito elevados para os serviços hospitalares", referiram.
De seguida, a cavidade criada é preenchida com materiais que ajudam à regeneração do osso, o que cria a necessidade de uma nova intervenção, com novos riscos de infeção associados.  De acordo com os responsáveis, embora o medicamento disponível no dispositivo não dispense a primeira intervenção cirúrgica, substitui a administração intravenosa do antibiótico por uma administração única e localizada, com uma concentração mais elevada mas que, no total, corresponde a uma quantidade global menor de fármaco.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Homens vs. mosquito. Bill Gates acreditou nesta vacina portuguesa

Mosquitos. São uma ameaça importante devido às doenças que podem transmitir: Malária, Zika, Vírus do Nilo Ocidental, Dengue, Febre Amarela, entre outras. No entanto, desempenham um papel importante nos ecossistemas onde existem. Por que razão os devemos temer? Porque a próxima picada pode ser fatal. Na luta pela sobrevivência entre o Homem e o Mosquito, Portugal avançou com uma vacina contra a malária que está desde o final de maio a ser testada em humanos. E tudo começou com financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.
O documentário "Mosquito", com estreia mundial a 6 de julho, pelas 21h00, no Discovery Channel, foi o ponto de partida para uma conversa com o investigador Miguel Prudêncio, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, responsável pela equipa que desde 2010 trabalha na criação de uma vacina contra a Malária.
Filmado em quatro continentes, 'Mosquito' junta entrevistas de especialistas e as histórias de famílias que vivem com medo de que a próxima picada possa ser a última. Narrado pelo nomeado ao Óscar Jeremy Renner, o documentário enfatiza a ameaça que este pequeno animal representa.
E que animal é este? Miguel Prudêncio ajuda a descodificar.
São os mosquitos os nossos maiores inimigos?
É difícil fazer generalizações deste tipo. Os mosquitos podem efetivamente ser uma ameaça importante devido às doenças que podem transmitir, mas a saúde humana tem muitos outros “inimigos” porventura tão ou mais perigosos, como o tabaco ou o açúcar.
Há diferenças entre mosquitos?
Sim, há. Existem numerosas espécies de mosquitos diferentes, com habitats diferentes, preferências diferentes em relação aos hospedeiros mamíferos de que se alimentam, e capacidades também diferentes de transmitir doenças. Existe uma elevada especificidade dos mosquitos capazes de transmitir um determinado patogénio pelo que, desse ponto de vista, os perigos colocados por diferentes espécies de mosquitos variam enormemente.
"Sabe-se que o odor corporal desempenha um papel importante nas 'escolhas' feitas pelos mosquitos"
Todos os mosquitos são maus?
Esta é outra generalização que não se deve fazer. Os mosquitos desempenham um papel importante nos ecossistemas onde existem, servindo de alimento a numerosas espécies de animais que se encontram num patamar mais elevado da cadeia alimentar. Os mosquitos não são “maus” e não picam as pessoas para lhes transmitirem doenças, mas sim porque isso faz parte do seu ciclo de sobrevivência. É claro que os mosquitos podem ser muito perigosos na medida em que podem transmitir doenças graves, como o Dengue ou a Malária, mas não o fazem por “maldade”.
Por que razão os devemos temer? É no mosquito fêmea que se deve focar a nossa atenção?
Os mosquitos devem ser temidos pelo desconforto que causam (todos sabemos quão desconfortável pode ser uma picada de mosquito) e pelo seu potencial de transmitir doenças. São efetivamente as fêmeas que colocam o problema, pois apenas elas se alimentam de sangue, algo de que necessitam para completar o seu processo reprodutivo.
Como é que os mosquitos escolhem as suas ‘vítimas’?
Diferentes espécies de mosquitos têm preferências diferentes em relação aos hospedeiros mamíferos de que se alimentam. Além disso, dentro de cada par de espécies mosquito-hospedeiro, existem preferências ao nível do indivíduo. Mais concretamente em relação aos seres humanos, sabe-se que o odor corporal desempenha um papel importante nas “escolhas” feitas pelos mosquitos. Curiosamente, também outros fatores podem influir nessa “decisão”, estando descrito que, por exemplo, a presença em circulação do parasita da malária numa fase em que este está pronto a ser transmitido aumenta a atratividade desse hospedeiro para os mosquitos.
“Fui picada por um mosquito”. O que se deve fazer após uma picada e que sintomas merecem maior atenção?
Por um lado, há a questão de como atuar sobre o desconforto causado pela picada de um mosquito. Nesse particular, a sabedoria popular está cheia de receitas para “aliviar a comichão”, mas a utilização de um anti-histamínico tópico parece ser a estratégia mais adequada. Por outro lado, se a picada ocorrer numa região em que se saiba que há transmissão de doenças por mosquitos, é prudente ficar atento a quaisquer sintomas de doença que possam aparecer (febres, dores musculares, desconforto, etc.) e, no caso de se consultar um médico a respeito desses sintomas, informá-lo acerca da região que se visitou anteriormente, e quando essa visita ocorreu.
"Um mito corrente é o de que os mosquitos podem transmitir o HIV/SIDA. Isto não é verdade."
Como é que nos devemos proteger de um mosquito?
A melhor maneira de nos protegermos contra mosquitos é evitar as picadas. Existem algumas formas de o fazer, como a utilização de vestuário largo, de cores claras e que deixe o mínimo possível de pele a descoberto, a utilização de repelentes, e, nas regiões em que tal se justifique, a utilização de redes mosquiteiras, nomeadamente durante a noite. Também é importante saber que existem alturas do dia em que os mosquitos estão mais ativos, nomeadamente ao amanhecer e ao entardecer, pelo que as medidas de proteção devem ser reforçadas nesses períodos.
Que mitos existem em torno nos mosquitos e das suas picadas?
Um mito corrente é o de que os mosquitos podem transmitir o HIV/SIDA. Isto não é verdade.
Quantas espécies de mosquitos já foram encontradas em Portugal? Quais são as espécies consideradas importantes ameaças à saúde pública no nosso país?
Existem cerca de quarenta espécies diferentes de mosquitos em Portugal. No passado foram responsáveis pela transmissão de Malária, Febre-amarela, Febre do Nilo Ocidental e dirofilarioses. Atualmente, a vigilância é altamente necessária pois, tal como aconteceu na Madeira recentemente, mosquitos do género Aedes, espécies agressivas e responsáveis pela transmissão de diversos patogénios (por exemplo Zika, Dengue, Vírus do Nilo Ocidental, Chikungunya, etc.) têm vindo a ser encontrados com prevalência crescente no Sul da Europa.
Que regiões do país são mais afetadas?
Dado que uma parte significativa do ciclo de vida do mosquito ocorre em ambiente aquático, as zonas onde há abundância de águas paradas, como estuários, são particularmente afetadas.
E há alturas do ano onde essas regiões são mais afetadas?
Existe uma variabilidade na prevalência de mosquitos ao longo do ano, relacionada com a temperatura e a humidade, já que os mosquitos têm preferências muito estritas em relação a estes dois fatores. Geralmente, as épocas imediatamente após chuvas abundantes são particularmente propícias ao aparecimento de mosquitos.
Qual é a doença transmitida pelos mosquitos com maior crescimento no Mundo (em número de casos)?
A doença transmitida por mosquitos com crescimento mais acelerado nos últimos anos é o Dengue, com um aumento de 30 vezes nos últimos 5 anos.
"A malária é a doença transmitida por mosquitos que tem vindo a sofrer o maior decréscimo no número de casos a nível mundial."
Em Portugal a tendência é a mesma? O que potenciou o seu crescimento?
Em termos de doenças que afetam o ser humano, o Dengue é, também em Portugal, a que causa maiores preocupações. Este crescimento é potenciado pela introdução de mosquitos do género Aedes, vetores altamente competentes para a transmissão do vírus do Dengue. Existem vários fatores a condicionar a introdução de mosquitos e dos respetivos agentes patogénicos. O transporte de contentores poderá estar na origem da chegada deste mosquito à Madeira mas as alterações climáticas, com as estações da primavera e outono mais quentes e favoráveis à reprodução de mosquitos também ajudam na perpetuação de agentes patogénicos transmitidos pelos mesmos.
E ao contrário, qual a doença que tem registado uma diminuição do número de pessoas infetadas a nível mundial? E em Portugal?
A malária é a doença transmitida por mosquitos que tem vindo a sofrer o maior decréscimo no número de casos a nível mundial. A malária foi erradicada de Portugal em 1959 e considerada extinta do país em 1973 pela Organização Mundial de Saúde, apenas ocorrendo atualmente casos de malária “importada”. No entanto, um mosquito capaz de transmitir malária, Anopheles atroparvus, continua a existir em Portugal e em elevadas densidades, pelo que a vigilância quer-se apertada.
Qual o impacto da malária a nível global?
A malária tem um enorme impacto a nível mundial, ocorrendo cerca de 200 milhões de infeções anuais, das quais resultam cerca de 420.000 mortes também anuais, sobretudo em crianças até aos 5 anos de idade.
Quais são as regiões do globo mais afetadas pela doença?
A malária existe em diversas partes do globo, nomeadamente na África Subsaariana, Sudoeste Asiático e algumas regiões da América Latina. A maior mortalidade atribuída à Malária ocorre na África Subsaariana.
E são os seus sintomas, quais são?
Os sintomas iniciais da malária são febres periódicas, mal-estar geral, dores musculares, dores de cabeça e anemia. Nos casos mais graves a malária pode evoluir para síndromas mais sérios como a malária cerebral ou falhas respiratórias graves, podendo conduzir ao coma e à morte.
Entre o momento da picada e a manifestação dos primeiros sintomas quanto tempo pode decorrer?
Depende da espécie de parasita da malária responsável pela infeção, mas esse período varia entre 7 e 14 dias.
E que tipos de malária há?
Só existe uma malária, mas esta pode evoluir para síndromas diversos, como a malária cerebral.

A vacina portuguesa contra a Malária

Ao fim de sete anos de trabalho, e depois de testes em células e em animais, a equipa internacional liderada pelo cientista português Miguel Prudêncio, do Instituto de Medicina Molecular, em colaboração com o Centro Médico da Universidade de Radbound, na Holanda, e com a PATH Malaria Vaccine Iniciative, entidade que coordena mundialmente o desenvolvimento de vacinas contra a malária, está desde o final de maio a testar a vacina portuguesa em ensaios clínicos em humanos.
Qual foi o ponto de partida para este projeto de investigação? Quando é que teve início e como tem sido apoiado?
O projeto teve início em 2010, com uma primeira fase de financiamento por parte da Fundação Bill & Melinda Gates (BMGF), no âmbito do seu programa Grand Challenges Explorations (GCE), no valor de 100.000 dólares. Na altura tratou-se do primeiro financiamento do programa GCE da BMGF a um projeto português.
Em 2012 submetemos o relatório do trabalho realizado com esse financiamento inicial, e em 2013 obtivemos o financiamento da segunda fase do programa GCE, financiamento esse que é atribuído apenas a cerca de 10% dos projetos financiados pela fase 1 do programa. Foi também a primeira vez (e, que eu saiba, a única) que um projeto português obteve financiamento de fase 2 do programa GCE da BMGF. Esse financiamento começou por ser de cerca de 900.000 dólares, a que se seguiram dois suplementos, perfazendo um total de cerca de 1.5 milhões de dólares.
Em 2015 a BMGF considerou que o projeto era suficientemente promissor para transitar para a esfera do Malaria Vaccine Initiative (MVI), uma entidade financiada em grande parte pela própria BMGF, e que coordena e prioritiza o desenvolvimento de vacinas contra a malária a nível mundial.
Ainda em 2015, já sob a esfera do MVI, obtivemos um financiamento de cerca de 250.000 dólares para prosseguir os estudos necessários conducentes à realização de ensaios clínicos com a nossa vacina.
Em 2016, tendo concluído todo o trabalho experimental necessário para a submissão do pedido para a realização de ensaios clínicos, submetemos esses pedidos às autoridades holandesas, já que o ensaio será realizado na Holanda.
O ensaio está orçado em cerca de 1,5 milhões de dólares.
créditos: Miguel Prudêncio na conferência da Bill & Melinda Gates Foundation, em Seattle, em outubro de 2014.
Quais foram os momentos mais importantes?
Existiram diversos momentos marcantes durante a investigação. Para os compreender há que conhecer minimamente a ideia subjacente a esta estratégia de vacinação:
- Existem parasitas Plasmodium que causam malária em diferentes tipos hospedeiros. Um deles é o P. berghei, que causa malária em roedores e não é patogénico para humanos.
- A nossa proposta baseia-se na utilização do P. berghei como plataforma de vacinação contra a malária humana. A ideia de plataforma é essencial porque a nossa proposta vai além da simples utilização do P. berghei como vacina. O que propomos é utilizar as ferramentas genéticas que hoje nos permitem modificar geneticamente os parasitas Plasmodium para "mascarar" o P. berghei de parasita humano, através da introdução de antigénios do parasita humano no genoma do parasita de roedores.
Entre os momentos mais importantes da investigação contam-se a demonstração que o nosso candidato a vacina, o parasita P. berghei geneticamente modificado (PbVac), é capaz de infetar as células do fígado humano, condição necessária para o desenvolvimento de uma resposta imunitária, sendo incapaz de se desenvolver em glóbulos vermelhos humanos, o que poria em causa a segurança da vacina. Outro momento crucial foi a demonstração de que a imunização de modelos animais com esta vacina espoleta uma resposta imunitária capaz de reconhecer e inibir a infeção pelo parasita humano.
Que dificuldades encontraram ao longo da investigação?
A dado momento tivemos a necessidade de identificar um novo modelo animal em que o PbVac se comportasse como se espera que se comporte em seres humanos, isto é, capaz de infetar as células do fígado mas incapaz de se desenvolver nas células do sangue. Tal modelo não era óbvio já que o modelo laboratorial mais comummente utilizado, os ratinhos, não preenchia estes requisitos. Assim, estabelecemos “de raiz” um novo modelo animal capaz de mimetizar o comportamento esperado do PbVac em seres humanos. Esse modelo é o coelho e permitiu-nos realizar os ensaios de imunização que confirmaram a imunogenicidade da vacina.
créditos: Instituto de Medicina Molecular (IMM)
Que evolução permitiu passar dos testes em células e animais para humanos? Nesses testes qual era a taxa de sucesso?
Foram realizados todos os ensaios passíveis de serem levados a cabo em modelos laboratoriais e animais. Do conjunto desses resultados pré-clínicos resultou a demonstração da prova-de-conceito da estratégia de vacinação proposta, tendo-se obtido taxas de proteção superiores a 90% em modelos animais. De seguida foi necessário levar a cabo um conjunto adicional de ensaios de segurança visando assegurar que a administração do candidato a vacina a seres humanos não oferece riscos para a saúde dos mesmos. Deste pacote de dados pré-clínicos resultou o nosso pedido de autorização para a realização de ensaios clínicos em seres humanos.
Como é que se vai processar o ensaio clínico? Quais são as suas fases?
O ensaio clínico envolve 30 voluntários saudáveis e decorrerá em 2 fases. Uma primeira fase é de segurança e tolerabilidade e visa avaliar quaisquer efeitos adversos que possam advir da administração da vacina; a segunda fase é um ensaio de eficácia, em que a proteção conferida pela vacina é avaliada comparando o aparecimento de infeção em voluntários vacinados e não vacinados sujeitos a uma infeção pelo parasita da malária humana (P. falciparum).
Quando são esperados os primeiros resultados?
São esperados os primeiros resultados da fase de segurança e tolerabilidade em setembro de 2017 e os resultados de eficácia no segundo trimestre de 2018.
Qual é o desafio a que esta vacina se propõe em comparação a outras já existentes no mercado farmacêutico?
Não existem vacinas contra a malária no mercado farmacêutico. O que existem são diversos candidatos em diferentes fases de testes. O mais avançado destes candidatos designa-se RTS,S e está em fase de pré-licenciamento. No entanto, oferece um grau de proteção muito modesto, da ordem dos 30%. O que gostaríamos de observar era uma taxa de proteção significativamente superior a esta através da vacinação com o nosso candidato a vacina.
Após o ensaio clínico, quais os próximos passos?
Tudo depende dos resultados obtidos. Se se observar uma taxa de proteção muito modesta, o desenvolvimento adicional desta vacina fica posto em causa. Se se observar uma taxa de proteção significativa, esperamos conseguir uma continuação do apoio do MVI para avançar para as fases seguintes de ensaios clínicos.