sábado, 9 de abril de 2016

Biomédica brasileira cria chip que detecta 18 tipos de cancro

A equipa de Deborah Zanforlin (ao centro, em cima)
A equipa de Deborah Zanforlin (ao centro, em cima)
A professora universitária e especialista em biomedicina Deborah Zanforlin desenvolveu um dispositivo que promete avanços significativos no diagnóstico precoce e tratamento de 18 tipos de cancro.

Trata-se de um chip que, através de um exame de sangue, identifica a doença logo no seu estágio inicial, fornecendo o resultado em apenas quinze minutos.
O chip ainda tem outra vantagem: não liberta radiação. Todo o sistema necessário para a sua utilização é portátil e pode ser levado a regiões remotas, onde a população tem menos recursos de saúde disponíveis.
A biomédica também não descarta que a tecnologia possa ser usada para outros tipos de diagnóstico.
“O chip pode ser utilizado para outras doenças no futuro, mas eu estou há cerca de dois anos focada no diagnóstico e tratamento do cancro”, diz a cientista ao Radio Jornal de Pernambuco
Deborah Zanforlin explica que o seu biossensor mapeia marcadores sanguíneos libertados pelas células cancerígenas, e isso permite o diagnóstico precoce, aumentando as probabilidades de cura em até 70%.
Segundo a cientista pernambucana, um dos principais objectivos do projecto é fazer com que as pessoas deixem de olhar para o cancro como uma sentença de morte, já que, graças à nova tecnologia, será possível detectá-lo com rapidez, aumentando a probabilidade de sucesso no tratamento.
O projeto, denominado ConquerX, está em fase de desenvolvimento de relatórios, que serão entregues à Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil e à FDA, a Food and Drugs Administration, dos EUA.
As duas agências irão avaliar a possibilidade de autorizar o uso do biossensor em larga escala.
ZAP / CanalTech

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Descoberta científica pode revolucionar tratamento do cancro da mama

Laura Taylor / Flickr
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É uma descoberta que pode revolucionar a forma de tratar o cancro da mama. Uma equipa de cientistas espanhóis concluiu que os tumores deste tipo de cancro dependem de fontes de gordura para poderem crescer.

Na investigação levada a cabo no Instituto de Investigação Biomédica de Barcelona (IRB), em colaboração com hospitais espanhóis, detectou-se que as células mamárias tumorais precisam de recolher gorduras do exterior e transferi-las para o seu interior para poderem continuar a crescer.
Uma conclusão publicada na revista científica Nature Communications, a par dos dados da pesquisa que pode abrir caminho a novas opções terapêuticas no combate ao cancro da mama.
Já se sabia que as células captam glucose do exterior e que se reprogramam para produzir mais lípidos, ou seja, gorduras. Mas, pela primeira vez, descobriu-se que necessitam de lípidos externos para se multiplicarem.
A principal proteína que intervém neste processo é a LIPG, uma enzima localizada na membrana das células, isto é, a sua capa externa. E sem esta proteína, a célula com cancro não consegue crescer.
“Este novo conhecimento relacionado com o metabolismo poderá representar um calcanhar de Aquiles para o cancro da mama”, explica o chefe da investigação, Roger Gomis, citado pelo site do IRB.
Este investigador fala, assim, na possibilidade de se desenvolver uma espécie de “quimioterapia mais eficaz, mas menos tóxica que as actualmente disponíveis”.
Após análises a mais de 500 amostras clínicas de pacientes com diferentes tipos de cancro da mama, os investigadores descobriram em 85% elevados níveis de LIPG.
No decurso da investigação, conseguiram também demonstrar que, bloqueando a actividade da LIPG, o tumor deixa de crescer.
Outro dado “prometedor” é o facto de que a LIPG “não parece ser indispensável para a vida, pelo que a sua inibição geraria menos efeitos adversos que outros tratamentos”, explica outro dos investigadores envolvidos no trabalho, Felipe Slebe, no mesmo site.
E o director do IRB, Joan J. Guinovart, que também participou na pesquisa, acrescenta, na mesma publicação, que “por ser uma proteína de membrana, é potencialmente mais fácil conseguir uma molécula farmacológica para bloquear a sua actividade”.
O próximo passo dos investigadores é encontrar alianças internacionais para desenvolver formas de inibição da LIPG.
ZAP

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Cientistas descobrem mecanismo para acabar de vez com a ansiedade

Dima Bushkov / Flickr

O medo de chumbar um exame, a sensação de estar a olhar para o relógio e não ver o tempo passar ou aquele frio na espinha que se sente numa situação nova são apenas indícios de que a ansiedade está a ocupar um papel importante na nossa vida. 

Agora, os cientistas querem descobrir como “desligar” essa sensação no nosso corpo – e já estão perto de desenvolver uma solução definitiva para o assunto.
Investigadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, descobriram recentemente que algumas proteínas presentes no cérebro humano, as chamadas proteínas KORs, podem ser a resposta para esse quebra-cabeça.
Segundo o professor de farmacologia Thomas L. Kash, autor principal do estudo, “estas proteínas são responsáveis por diversas doenças mentais – incluindo o transtorno de ansiedade”.
As KORs têm a função de libertar o neurotransmissor glutamato, que está ligado à dor e às alterações de humor, e funcionam como um interruptor, que liberta ou não a saída de glutamato para o o organismo.
“Quando as proteínas KORs são inactivadas”, explica Kash à EurekAlert!, “o glutamato é libertado de forma correcta, diminuindo a sensação de ansiedade”.
Controlar essa libertação é justamente a chave para “desligar” a ansiedade no nosso organismo.
“Essencialmente, as proteínas KORs desligam um mecanismo de redução da ansiedade no cérebro”, pelo que a inactivação das proteínas diminui a sensação de ansiedade, explica o investigador.
A má notícia é que os cientistas ainda não sabem quais os efeitos secundários de interferir nestas proteínas.
Isso acontece porque a ansiedade tem um papel muito mais importante no nosso organismo do que pode parecer: é responsável, por exemplo, por avisar-nos de situações de perigo, preparando o nosso cérebro para tudo o que possa acontecer.
Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com transtornos de ansiedade.
Mas se este estudo vier a comprovar a sua aplicação prática no tratamento da ansiedade, será possível tratar os casos mais graves da doença – proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes.
ZAP

Tesla apresentou o seu Modelo 3 “barato” – e recebeu 180 mil encomendas em 24h

Uma década depois, Elon Musk cumpriu com o prometido e apresentou um carro eléctrico económico “para todos” – que, à semelhança do que acontece com os iPhones da Apple, até criou filas de compradores, dispostos a comprá-lo sem sequer saberem como seria.
O novo Tesla Model 3 é um carro com um preço a começar nos 35 mil dólares, capaz de transportar 5 adultos confortavelmente, tem uma capacidade de carga superior os modelos concorrentes, e tem uma autonomia de 350Km – um valor simpático, mas que a Tesla espera melhorar até ao lançamento do carro, previsto apenas para final de 2017.
A data de entrega está distante, mas isso não impediu mais de 100 mil pessoas de sinalizarem já a sua intenção de compra com um adiantamento de 1000 dólares, o que originou filas que se poderão comparar às dos lançamentos dos novos iPhones, e demonstrando bem o fenómeno que a Tesla está a conseguir gerar.
A quantidade de interessados que pagaram já um sinal de 1000 dólares pela compra de um Tesla Model 3, que só ficará disponível no final de 2017, superou largamente as expectativas da empresa, atingindo 180 mil encomendas nas primeiras 24h.
O preço indicado é para o modelo base, que no entanto já tem coisas bem simpáticas, como um tecto panorâmico em vidro de uma peça única; enquanto que no seu interior o tradicional ecrã touchscreen na vertical passa a adoptar uma orientação horizontal.

Uma vez que a maior parte das pessoas adicionou alguns extras ou optou por versões mais potentes, o valor médio das encomendas é de 42 mil dólares, em vez dos 35 mil do modelo base, o que resulta em vendas garantidas num total superior a 7.5 mil milhões de dólares.
Não será isto em tudo idêntico a uma campanha de crowdfunding, onde temos pessoas dispostas a investir antecipadamente num “projecto” que está a quase dois anos de distância de cumprir com a sua promessa?
A Tesla já revelou os seus planos – ou parte deles, uma vez que diz ter ainda uma “2ª parte” que acredita que atrairá ainda mais clientes.
Irá o Tesla Model 3 finalmente dar o tiro de partido para a verdadeira transição para os carros eléctricos, e de forma mais acelerada do que se poderia imaginar?
Teremos que esperar mais uns anos para saber… mas não seria surpresa se, no final desta década, o panorama dos fabricantes de carros tiver sofrido grandes mudanças à custa deste Model 3.
ZAP

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Elon Musk apresentou a super-bateria doméstica da Tesla que vai mudar o mundo

Elon Musk, o visionário fundador da Tesla Motors, fabricante norte-americana de veículos eléctricos de luxo, apresentou ao mundo uma nova super-bateria doméstica, concebida para armazenar energia solar e fornecer electricidade para a casa toda.
A Tesla Powerwall é uma bateria recarregável de lítio, destinada a empresas e famílias, que armazena electricidade produzida por energia solar — ou fornecida pela rede em momentos em que o preço é mais baixo, por exemplo durante a noite.
“Temos esse gigantesco reactor nuclear no céu, chamado Sol, que nos aparece todos os dias”, ironiza Elon Musk na apresentação da sua Powerwall, “não temos que fazer nada, ele apenas funciona — só temos que o usar”.
Elon Musk, o visionário empreendedor que insiste em mudar o mundo com empreendimentos como o PayPal, a Tesla, a Space X, talvez o Hyperloop e agora a Powerwall, acredita que as novas baterias, que vão custar cerca de 3 mil euros por unidade de 7 KWh, vão “transformar totalmente a infra-estrutura energética mundial”.
De acordo com a Bloomberg, este produto pode revolucionar os mercados europeu e norte-americano de energia, numa altura em que cada vez mais os consumidores procuram alternativas aos elevados preços cobrados pelos fornecedores de serviços.
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa - e ao carro
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa – e ao carro
Segundo as primeiras estimativas do Deutsche Bank, citadas pela Euronews, esta aposta da empresa poderá representar um volume de negócio de 4,5 mil milhões de dólares.
Mas uma tecnologia disruptiva que se propõe mudar o mundo pode na realidade ter um impacto muito superior nos resultados da Tesla, cuja unidade de automóveis eléctricos, depois de um início com dificuldades, tem tido resultados positivos e batido recordes de vendas nos últimos anos.
A nova divisão da empresa, a Tesla Energy, apresenta-se no mercado com um parceiro escolhido a dedo: a SolarCity, companhia especializada em sistemas de recolha de energia solar, na qual Elon Musk detém uma participação qualificada e um lugar na administração.
A SolarCity já aceita encomendas. A bateria chega ao mercado norte-americano este verão e estará disponível no resto do mundo em 2016.
AJB, ZAP

segunda-feira, 28 de março de 2016

El Definido

¡Adiós quimioterapia! Españoles desarrollan generador que destruye tumores

Con este nuevo sistema se podrán destruir tumores sólidos de un modo más rápido y menos invasivo que con el actual tratamiento químico o con la radioterapia.

Por Macarena Fernández | 2016-03-10


Uno de los efectos más negativos que tienen los tratamientos tradicionales para combatir el cáncer, como la radio o la quimioterapia, son sus efectos secundarios como la caída del cabello, las náuseas y vómitos, la falta de apetito, el cansancio constante, la resecamiento de la boca, entre otros. Y todo esto se debe a que son tratamientos altamente invasivos.
Tras investigar mucho tiempo sobre algún método alternativo, de igual eficacia que los tradicionales, pero menos invasivo, es que investigadores de la Universidad de Zaragoza y de la Universidad Pompeu Fabra de España han desarrollado y patentado un generador de pulsos de alta tensión para destruir tumores sólidos, mediante el fenómeno conocido como “electroporación irreversible”.
¿En qué consiste este novedoso método y qué lo diferencia de los tradicionales? Que provoca la muerte de las células al ser éstas incapaces de reparar el daño que los campos eléctricos elevados provocan en su pared celular.
Alguno de los beneficios que presenta la electroporación irreversible para sus pacientes, es que su mecanismo de acción no se basa en alteraciones térmicas, lo que aporta mejoras en la recuperación y permite que sea posible tratar tumores que por su localización no serían tratables, y de un modo más rápido, menos tóxico y menos invasivo, al no ser térmico ni utilizar fármacos.
Oscar Lucía, investigador del Grupo de Electrónica de Potencia y Microelectrónica, explicó que, comparado con la quimioterapia, este sistema es "más localizado y menos lesivo, porque no implica calentamiento térmico a diferencia de la radioterapia o de la radiofrecuencia" y, por tanto, la recuperación es más rápida y con menos secuelas.
Por el momento, el generador, que puede aplicar tensiones de hasta 12 kilovoltios pico a pico y corrientes de hasta 400 amperios, ha sido probado con éxito en estudios "in vivo" y ha demostrado su capacidad para destruir grandes volúmenes de tejido. Pero la patente ha despertado el interés de varias empresas, lo que permitirá avanzar en la electroporación irreversible como herramienta eficaz en la lucha contra el cáncer.
Fuente: Emol

sábado, 26 de março de 2016

ZAP aeiou

Diabetes tipo 2 pode ser reversível, mesmo para diabéticos de longa data

Um novo estudo da Universidade de Newcastle mostrou que 
as pessoas podem reverter a diabetes tipo 2 perdendo peso e, 
em seguida, mantendo-o. 

Emagrecer pode reverter a condição porque a gordura é removida do pâncreas, voltando a produção de insulina ao normal, um efeito que funcionou mesmo em pacientes que possuíam a doença há até 10 anos.
Um estudo anterior conduzido por Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, já tinha indicado que a diabetes podia ser revertida por uma dieta de baixas calorias. O estudo, publicado em 2011, mostrou que pessoas que perdem um grama de gordura no pâncreas ficaram curadas da diabetes tipo 2.
No entanto, a pesquisa foi de curta duração – apenas oito semanas.
Neste novo estudo, cujos resultados foram publicados na Diabetes Care, 30 voluntários com diabetes tipo 2 embarcaram na mesma dieta de 600 a 700 calorias por dia e perderam em média 14 quilos, e ao longo dos seis meses seguintes mantiveram o peso.
O grupo incluiu pessoas com diabetes há muito tempo – mais de oito anos, e até 23 anos.
No geral, 12 pacientes que tiveram diabetes há menos de 10 anos reverteram sua condição. Seis meses mais tarde, permaneceram sem diabetes. Outro paciente juntou-se a essa lista após seis meses.
A dieta incluía três batidos por dia e 240 gramas de vegetais sem amido, somando entre 600 e 700 quilocalorias por dia durante oito semanas.
Em seguida, os voluntários voltaram gradualmente a comer alimentos normais durante as duas semanas seguintes, com instruções cuidadosas sobre o quanto comer.
Para manter o peso estável após a perda dos quilos, os participantes receberam um programa de manutenção de peso personalizado para os seis meses seguintes e passaram a comer cerca de um terço menos do que faziam antes do estudo, sendo analisados pelos investigadores uma vez por mês.

Limiar pessoal

Embora os participantes tenham perdido peso, alguns ainda permaneceram com excesso de peso ou mesmo obesos. No entanto, emagreceram o suficiente para remover a gordura do pâncreas e permitir a produção normal de insulina.
“O que constatamos é que é possível inverter a diabetes, mesmo se já tiver a condição há um longo tempo, até cerca de 10 anos. Curiosamente, apesar de todos os nossos voluntários permanecerem obesos ou com excesso de peso, a gordura não voltou a entupir o pâncreas. Isto suporta nossa teoria de um limiar de gordura pessoal. Se uma pessoa ganha mais peso do que pode tolerar, então a diabetes é acionada. Mas se em seguida perde essa quantidade de peso, volta ao normal”, disse Taylor.
Este limiar varia por indivíduo, lembrando que o metabolismo de cada pessoa é diferente e que 70% das pessoas severamente obesas não têm diabetes.
Um estudo maior já está em andamento, envolvendo 280 pacientes, para examinar se as pessoas podem reverter a diabetes através da perda de peso simplesmente sob os cuidados dos seus médicos de família.

sexta-feira, 25 de março de 2016

SleepBus, o autocarro que leva cama e algum conforto aos sem abrigo


A sociedade actual não admite falhanços. A queda no infortúnio, seja por despedimento ou doença, torna difícil evitar a derrocada social. Do apartamento e do aconchego à falta de dinheiro para continuar a pagar as contas que possibilitam uma existência denominada normal, é um passo cada vez mais curto. E o desespero da rua, de viver a rua, de sobreviver-lhe, é a infeliz e crescente realidade.
O australiano Simon Rowe passou por este inferno: em 1993 perdeu o emprego, foi despejado e sobreviveu como sem-abrigo durante quatro meses no seu carro. Sim, teve um tecto que o abrigou do frio e chuva, malfeitores e outros azares. Rowe conseguiu dar a volta, recomeçou a trabalhar e, felizmente, assinou um novo arrendamento. Mas nunca esqueceu a rua e as pessoas que lhe são abandonadas.
sleepbusA situação social piorou, mesmo na cidade maravilhosa que é Melbourne, e Rowe não conseguiu ficar parado ao ver o crescente número de infortunados. Pensou em soluções e criou a página GoFundMe para chamar a atenção e captar fundos. A ideia surgiu em forma de autocarro que pudesse deslocar-se de acordo com as necessidades, o mesmo é dizer, para os locais com maior número de sem-abrigo.
O SleepBus surgiu naturalmente, desenhado pelo próprio Rowe: tem 22 camas individuais, dois WCs, 22 cacifos, oito boxes para animais de estimação e espaço para bagagem. Foi montado um sistema de segurança com iluminação interior e exterior, e existem cobertores, colchões, almofadas e lençóis limpos (diariamente). As camas podem acomodar famílias, existindo a possibilidade de se abrirem espaços de comunicação próprios: assim os pais podem, por exemplo, tomar conta dos filhos.
Como estamos a falar do Séc. XXI, o SleepBus tem portas USB para carregar telefones, ar condicionado e televisão. É nela que é transmitido um canal próprio que exibe anúncios sobre locais próximos que podem continuar a ajuda real e tentar a inclusão.
Simon Rowe não quer ficar por aqui. Não incluiu duche no SleepBus por uma questão de espaço e dos problemas que 22 pessoas poderiam implicar. Então, a continuação do plano é simples: um Shower Bus! Outro autocarro preparado exclusivamente para poder dar, literalmente, banho a 40 ou 60 almas necessitadas de forma rápida e segura.
A ideia e o plano estão em crowdfunding e Rowe espera obter o financiamento para o primeiro SleepBus orçamentado em cerca de 50.000 dólares (20.000 para o autocarro, o restante para a transformação e equipamentos). O objectivo é tê-lo pronto em Junho. O sonho é conseguir construir 300 para circular por todo o continente australiano.
Boa sorte, Simon! Que sejas imitado em Portugal.

Cientistas descobriram uma forma de podermos comer carne sem matar animais

Dave Wild / Flickr
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Investigadores desenvolveram um sistema de produção de carne a partir de um conjunto de determinadas células estaminais dos animais.

Uma equipa de investigadores desenvolveu em laboratório um sistema de produção de carne a partir de células estaminais dos animais que podem ser colhidas entre nove e 21 dias.
Segundo o The Huffington Post, esta nova técnica poderá vir a ser uma grande ajuda para revolucionar o setor e impedir o abate em larga escala de animais.
Para desenvolver este sistema único, os cientistas utilizaram células estaminais dos respetivos animais que são capazes de se renovar sozinhas.
De seguida, a este conjunto de células foi então adicionado algum oxigénio e determinados nutrientes, tais como açúcares e minerais.
“É um processo sustentável e também não é cruel para os animais”, afirma Uma S. Valeti, cardiologista e co-fundador da empresa Memphis Meats.
Esta carne feita em laboratório não carrega os habituais perigos para a saúde como, por exemplo, contaminação de bactérias ou uma elevada quantidade de gordura saturada.
“Estamos a desenvolver um tipo de carne que é mais segura, saudável e sustentável“, reafirma.
O projeto, que recentemente conseguiu investimento através de um fundo de capital de risco, quer começar por produzir carne de vaca, porco e frango, as três de maior consumo a nível mundial e que geram maior impacto a nível ambiental e de saúde.
A equipa já começou os testes com a carne de vaca e, neste momento, os investigadores estão bastante otimistas.
“O nosso objetivo é que esta carne esteja nos restaurantes daqui a três anos e no mercado daqui a cinco ou até mais cedo”, explica Valeti.
ZAP

quinta-feira, 24 de março de 2016


Criados em laboratório corações humanos a partir de células estaminais

Equipa de investigadores norte-americanos conseguiram desenvolver em laboratório corações humanos a partir de células estaminais dos pacientes.
Corações humanos desenvolvidos em laboratório e que possam ser usados para transplante são um sonho de longa data dentro da comunidade científica. Agora, de acordo com um estudo publicado recentemente na revista Circulation Research, este objetivo pode estar um passo mais à frente de se tornar realidade.
Investigações anteriores já tinham mostrado que as impressoras 3D podem ser utilizadas para fabricar outros órgãos, inclusive segmentos de um coração 3D através de material biológico. Embora sem quaisquer células cardíacas reais, essas estruturas formam a base na qual o tecido do coração poderia ser desenvolvido.
A nova pesquisa, feita por uma equipa do Hospital Geral de Massachusetts e da Harvard Medical School, ambos nos Estados Unidos, aproveitou este conceito mas combinou-o com células estaminais.
O principal problema com transplantes de coração, além da falta de doadores, é que há algumas hipóteses do corpo rejeitar o novo órgão. Na realidade, o sistema imunológico muitas vezes vê o tecido estranho como uma ameaça, agindo então para atacar e destruir o “invasor”.
A única forma de impedir que isso aconteça é a utilização de algumas substâncias que suprimem o sistema imunológico, algo que só é bem sucedido em alguns casos.
Para este novo estudo, 73 corações humanos considerados inadequados para transplante foram cuidadosamente imersos em soluções de detergente, para retirar-lhes quaisquer células que pudessem provocar esta resposta auto-destrutiva.
O que restou foi uma matriz de um coração, com as suas estruturas intrincadas e vasos, proporcionando uma nova fundação na qual as novas células cardíacas pudessem ser cultivadas.

Células do próprio paciente

Foi a partir desta fase que as poderosas células estaminais entraram em ação. Estas células “primitivas” têm a capacidade de se tornar em quase qualquer tipo de célula no corpo, incluindo ossos, nervos e até mesmo músculos.
Para esta investigação, células da pele humana foram reprogramadas para se tornarem células estaminais pluripotentes. Foram então induzidas para se tornarem dois tipos de células cardíacas, um processo muito rápido logo depois de terem sido banhadas numa solução nutritiva.
Duas semanas depois, as redes destas células desenvolvidas em laboratório apresentaram grandes melhorias, tanto que, quando os investigadores lhes deram uma explosão de eletricidade, os corações, embora muito imaturos, começaram a bater.
Estas células cardíacas podem ser reconhecidas pelo sistema imunológico dos pacientes como “amigáveis”, desde que as células da pele originais sejam conseguidas a partir do corpo do próprio doente.
Desta forma, isto significa que estes corações desenvolvidos em laboratório podem não ser rejeitados e, claro, o mais vantajoso é que as equipas médicas não precisam de esperar por um doador.
“Agora os próximos passos passam por conseguir melhorar os métodos para gerar ainda mais células cardíacas”, explica Jacques Guyette, investigador biomédico e principal autor do estudo.
Apesar da investigação ter fabricado um número colossal de células cardíacas a partir de células estaminais – cerca de 500 milhões – para um coração normal seriam precisam “dezenas de biliões”, acrescenta.
Assim, embora a pesquisa ainda esteja aquém do processo para conseguir o crescimento de um coração normal, isto é o mais próximo que alguém alguma vez chegou para alcançar o objetivo.