segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Justin Welby, de calças brancas, teve um papel importante nesta decisão histórica (foto AP)
Igreja aprova nomeação de mulheres bispo
in A BOLA  Redação
 
A igreja de Inglaterra (anglicana) ultrapassou esta segunda-feira divisões amargas e votou a favor da nomeação de mulheres bispo pela primeira vez em quase 500 anos de história.

Esta decisão contraria a anterior rejeição de 2012 e surge depois de uma intensiva diplomacia levada a cabo pelo Arcebispo de Canterbury, Justin Welby.

A votação foi feita pelas diferentes “casas” da igreja, tendo na Câmara dos Bispos votado 37 a favor, dois contra e uma abstenção, a Casa do Clero teve 162 votos a favor, 25 contra e quatro abstenções e a Câmara dos Leigos 152 a favor, 45 contra e cinco abstenções.

As primeiras mulheres bispo podem agora ser nomeadas antes do fim do ano.

domingo, 13 de Julho de 2014

Sapo Desporto
Canoagem
13-07-2014 15:25

Emanuel Silva e João Ribeiro sagram-se campeões da Europa de K2 500

Portugal conquista a quinta medalha nos Europeus de canoagem.
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Dupla de ouro na Alemanha

A dupla portuguesa formada por Emanuel Silva e João Ribeiro sagrou-se hoje campeã da Europa de K2 500 metros, nos campeonatos de canoagem que decorrem em Brandenburg an der Havel, na Alemanha.

Cerca de meia hora depois de subirem ao terceiro lugar do pódio de K4 1000, com Fernando Pimenta e David Fernandes, Emanuel Silva e João Ribeiro juntaram o título europeu ao Mundial, conquistado em 2013 na cidade alemã de Duisburgo.

Esta foi a quinta medalha, a primeira de ouro, conquistada para Portugal na última jornada destes Europeus de canoagem.

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

 VISÃO

As autoridades norte-americanas anunciaram que vão acelerar o processo de aprovação para colocar no mercado um novo tratamento experimental que tem obtido resultados promissores na cura da leucemia.
Trata-se de uma imunoterapia personalizada conhecida pelo nome de CTL019, desenvolvida pela Universidade da Pensilvânia e considerada um "grande avanço" pela Agência Federal do Medicamento (FDA) dos Estados Unidos, entidade que avalia todas as substâncias terapêuticas e terapias.
Isto significa que esta terapia vai beneficiar de um processo acelerado de avaliação por parte da FDA, tal como uma atenção particular para a sua colocação no mercado, já que foi a primeira imunoterapia contra o cancro a receber esta designação.
A terapia consiste em extrair células T imunitárias do paciente e depois programá-las geneticamente em laboratório para que anulem as células cancerígenas que produzem a proteína CD19.
Estas células T modificadas são depois injetadas no organismo do paciente, onde se multiplicam e atacam diretamente o cancro, tendo 89 por cento dos pacientes tratados até agora entrado em remissão da doença.
A primeira criança a receber o tratamento, Emily Whitehead, celebrou em maio dois anos de remissão da doença.
"Os primeiros resultados dão imensas esperanças para um grupo desesperado de pacientes e muitos deles conseguiram recuperar uma vida normal na escola ou no trabalho depois de receberem esta nova imunoterapia personalizada", disse o chefe da equipa de pesquisa da Universidade de Pensilvânia, Carl June.
A universidade aliou-se em 2012 à empresa farmacêutica Novartis para desenvolver e autorizar testes com esta terapia para o tratamento de vários tipos de cancro. 

terça-feira, 8 de Julho de 2014

PÚBLICO Ciência

No Porto, está a ser criada uma vacina para proteger o bebé antes de nascer

Será a primeira vacina neonatal do mundo. É para ser aplicada às mulheres e, assim, evitar que os filhos recém-nascidos, ou na sua barriga, desenvolvam infecções que matam mais de um milhão de bebés por ano no mundo.
Ao proteger a mãe, a vacina em desenvolvimento passaria a imunidade criada ao bebé Paulo Pimenta
As infecções transmitidas da mãe para filho durante a gravidez e logo após o nascimento são um grande problema de saúde. Causadas por bactérias, podem desencadear pneumonias, meningites e sépsis (infecção geral), levando nalguns casos à morte. Uma equipa de cientistas da Universidade do Porto desenvolveu a primeira vacina neonatal do mundo para prevenir estas três infecções e, agora, cedeu os seus direitos de comercialização a uma empresa de biotecnologia portuguesa.
Tudo começou há mais de 30 anos. Nessa altura, Mário Arala Chaves, conceituado investigador e imunologista português, fundador do Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS), da Universidade do Porto, identificou que a bactéria Streptococcus intermedius libertava moléculas que interagiam com o sistema imunitário do hospedeiro. O resultado disso é que o “desligava”.
“Foi uma descoberta interessante: parecia que as bactérias libertavam algo que era imunossupressor. Ele ainda não sabia muito bem como nem o quê, apenas sabia que algo era libertado”, conta ao PÚBLICO Pedro Madureira, investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), também da Universidade do Porto, e que esteve envolvido neste estudo nos últimos 12 anos.
Foi seguindo a linha de investigação de Mário Arala Chaves que a equipa do ICBAS, liderada por Paula Ferreira, conseguiu mais tarde identificar a proteína imunossupressora em questão e determinar a sua influência no sistema imunitário dos recém-nascidos.
O que fazem essas bactérias? “Em concreto, libertam uma proteína que ‘desliga’ o sistema imunitário das crianças”, explica Pedro Madureira. “As crianças são muito susceptíveis a um determinado tipo de infecções por bactérias, exactamente porque libertam essa proteína que ‘desliga’ o sistema imunitário. As bactérias replicam-se e as crianças podem morrer se não forem tratadas.”
Tendo desde sempre em vista a criação de uma vacina, a equipa começou a trabalhar no desenvolvimento de uma que contivesse pequenas porções da proteína imunossupressora. O objectivo é evitar infecções perinatais, ou seja, que ocorrem antes, durante ou logo após o parto.
Esta é a primeira vacina no mundo que induz o organismo a produzir anticorpos nas mulheres para as três infecções perinatais (pneumonia, meningite e sépsis), para assim neutralizar a molécula que enfraquece o sistema imunitário. À semelhança do concluído por Mário Arala Chaves para a Streptococcus intermedius, a equipa já liderada por Paula Ferreira identificou essa mesma molécula noutras bactérias (o mesmo mecanismo foi aliás explorado pela equipa desta cientista para criar uma vacina contra as bactérias que provocam a cárie e que está patenteada desde há alguns anos).
“No mundo não há nada, rigorosamente nada”, frisa Pedro Madureira, referindo-se a uma vacina neonatal.
Uma das bactérias que a vacina pretende combater é a Streptococcus agalactiae (ou Streptococcus do grupo do B), um dos principais agentes infecciosos nos recém-nascidos. Em relação às outras bactérias-alvo da vacina, o investigador não as quer revelar por questões comerciais.
“Normalmente, existem quatro bactérias que são as principais causadoras deste tipo de doenças. Duas das bactérias não causam nenhum problema à mãe, mas, quando passam para o bebé, podem causar infecções”, diz Pedro Madureira. “Uma única vacina — são os resultados que temos — consegue evitar infecções causadas por vários tipos de microrganismos.”
Até agora, se não forem detectadas a tempo, estas infecções são tratadas tarde de mais com antibióticos. Por ano, incluindo os nados-mortos, matam mais de um milhão de bebés no mundo. Mas mais de 50% dos bebés que sobrevivem ficam com sequelas graves: perda de visão, de audição e défices cognitivos.
“As sequelas neurológicas podem durar a vida toda. Vários estudos demonstram que grande parte das crianças que tiveram infecções durante o período neonatal tem um défice de aprendizagem na idade escolar. Mesmo não matando, as infecções causam sequelas graves.”
A vacina será administrada às mulheres — e não aos bebés —, porque muitas vezes as infecções ocorrem ainda na barriga da mãe. Desta forma, as mulheres produzirão os anticorpos necessários, passando-os para o bebé. Caso seja infectado, o bebé recebe os anticorpos da mãe que neutralizarão essa proteína imunossupressora. Segundo o investigador, a vacina deverá conseguir combater “90% das bactérias que causam infecções em recém-nascidos”.
A ideia é vacinar as mulheres logo no início da adolescência, independentemente pensarem ou não em engravidar um dia, defende Pedro Madureira. “Por exemplo, receber duas doses da vacina e, caso seja necessário, outra dose na gravidez.”

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Diário Digital

Filhos de gays são tão ou mais saudáveis do que os outros, indica estudo

Filhos de gays são tão ou mais saudáveis do que os outros, indica estudo

No que diz respeito à saúde, as crianças criadas em contexto homossexual "estão a sair-se bem, quando não melhor", do que as que vivem em contexto heterossexual, considera a equipa de investigadores da Universidade de Melbourne, que publicou o estudo na revista médica "BMC Public Health" a 21 de junho.

Os resultados do estudo australiano, que pretendia "descrever o bem estar físico, mental e social das crianças australianas que vivem com casais do mesmo sexo, e o impacto que o estigma tem nelas", foram hoje noticiados pelo jornal "The Washington Post".
A conclusão "não é propriamente uma novidade" e "confirma" o que já se sabia, que "são mais as semelhanças do que as diferenças entre as crianças que são educadas em contexto hetero e em contexto homoparental", destaca o psicólogo Jorge Gato, que ajudou a Lusa a ler os resultados.
Todos os estudos já feitos mostram que, "independentemente do método, do tamanho da amostra, daquilo que se estuda, há sempre uma convergência numa maior semelhança do que diferença entre estas duas famílias", resume Jorge Gato.
A "BMC Public Health" é uma revista "idónea", onde "é difícil publicar", pois "só" se aceitam "artigos de qualidade", frisa Jorge Gato, destacando a dimensão do estudo australiano, que recorreu a uma amostra "bastante significativa".
A equipa da Universidade de Melbourne seguiu 315 casais homossexuais e 500 crianças em toda a Austrália, comparando os seus resultados com os indicadores de saúde e bem-estar da população em geral.
Outra das novidades é que o estudo inclui quase 20 por cento de crianças que vivem com casais gay, amostra geralmente "menos estudada, porque menos disponível", realça Jorge Gato. "É mais fácil estudar as lésbicas, também porque provavelmente serão a maioria, porque é mais fácil para uma lésbica recorrer a uma inseminação artificial do que a um gay recorrer a uma barriga de aluguer", explica.
Em indicadores como "comportamento emocional" e "funcionamento físico", os investigadores australianos não encontraram diferenças entre as crianças em contexto homo e heteroparental, sublinhando que as qualidades da educação e o bem estar económico das famílias são mais importantes do que a orientação sexual dos pais.
Por outro lado, "as crianças que vivem com famílias homossexuais tiveram resultados, em média, seis por cento melhores em dois indicadores: saúde geral e coesão familiar", concluiu a equipa liderada pelo investigador Simon Crouch.
A conclusão de que os casais do mesmo sexo podem ser bons pais dá eco aos resultados de investigações já realizadas no passado. Porém, este estudo sugere que os filhos desses casais podem estar em vantagem por não terem um educação tão estereotipada no que respeita às relações e papéis de género.
Em declarações à ABC News, Simon Crouch deu como exemplo que os casais do mesmo sexo têm mais probabilidade de partilhar responsabilidades em casa do que os casais heterossexuais. Sair do esquema tradicional dos papéis de género resulta numa "unidade familiar mais harmoniosa", refere o estudo.
"Quando emergem diferenças [entre filhos de homo e heterossexuais], são geralmente a favor das crianças educadas em contexto homoparental, é o caso aqui também", nota Gato.
"Uma educação não tão estereotipada, mais livre, mais virada para a diversidade" promove o bem estar, corrobora o investigador, acrescentando que, geralmente, os casais homossexuais investem muito nas crianças, porque "foram uma escolha" e "raramente" um "acidente".
De acordo com o estudo, cerca de dois terços das crianças com pais homossexuais experimentaram alguma forma de discriminação por causa da orientação sexual dos seus pais, mas, "mesmo assim, conseguem ter melhores resultados do que os outros em algumas áreas", refere Gato.
O estudo sublinha que "nenhum tipo de família é necessariamente melhor do que outro" e que as crianças "podem crescer em contextos familiares muito diferentes".
Resumindo, "não é verdade" que, "como frequentemente se sugere, as crianças de pais do mesmo sexo tenham piores resultados por lhes faltar uma figura parental", sustenta a equipa, garantindo que "os dados são suficientes para saber o que é bom para as crianças".
Diário Digital com Lusa

sexta-feira, 4 de Julho de 2014

RR

Na Câmara de Torre de Moncorvo, acabaram-se os doutores e engenheiros

Orgãos autárquicos de Torre de Moncorvo aproximam-se do povo

Na Câmara e na Assembleia Municipal já não se usam os títulos académicos porque "são todos iguais". Reuniões da AM vão acontecer em várias freguesias, num sistema de rotatividade.
04-07-2014 16:50 por Olímpia Mairos
A última Assembleia Municipal de Torre de Moncorvo aprovou por unanimidade o fim dos títulos académicos na Câmara e na Assembleia.

"Dentro da assembleia são todos iguais", refere José Mário Leite, presidente da Assembleia Municipal , realçando que o "mais importante é ser deputado na Assembleia Municipal e títulos como doutor ou engenheiro ali não fazem sentido e podem trazer alguma característica de diferenciação que não é pretendida".

A decisão foi "tomada na óptica da democracia republicana e da Revolução Francesa", de onde saíram os princípios da liberdade, fraternidade e igualdade.

A partir de agora, nas actas dos órgãos municipais passará a figurar a designação de deputado municipal ou vereador.

No "site" da autarquia, na descrição dos elencos municipais, a medida já está em vigor.

domingo, 29 de Junho de 2014

Mundial 2014

Jogadores gregos abdicam dos prémios de qualificação

Preferem a construção de um campo de treinos para as futuras gerações do futebol grego.
Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt
Os jogadores da seleção grega de futebol deram um exemplo de consciência e decidiram abdicar dos prémios correspondentes ao apuramento para os oitavos de final do Mundial 2014 para que o dinheiro seja redirecionado para a construção de um centro de treinos para as gerações futuras.
Numa carta assinada por todos os jogadores enviada ao ministro Antonis Samaras, os internacionais gregos solicitam que o dinheiro correspondente ao prémio pela qualificação para os oitavos de final seja usado para a construção de um centro de treinos.
"Não queremos prémio extra, ou qualquer dinheiro. Só jogamos pela Grécia e pelo seu povo. Tudo o que queremos é o vosso apoio para criar um centro de treinos que servirá como casa para a nossa seleção nacional", pode ler-se na carta enviada a Antonis Samaras.

domingo, 15 de Junho de 2014

DN Globo
Presidente da Bolívia

Morales defende fim do Conselho de Segurança

por O.L.O, com AFP
Presidente da Bolívia, Evo Morales
Presidente da Bolívia, Evo Morales 
 Fotografia © Reuters
O Presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs ontem, no arraque da cimeira do G77+China, o desaparecimento do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por entender que o organismo não promove a paz.
"São precisos organismos internacionais que fomentem a paz, que eliminem as hierarquias mundiais e que promovam a igualdade entre os Estados. O Conselho de Segurança tem de desaparecer porque tem promovido a guerra", justificou Morales, em Santa Cruz, na Bolívia.

sábado, 14 de Junho de 2014

SÁBADO

Sociedade

Universidade de Aveiro trata doenças respiratórias de forma gratuita

No âmbito de um programa de reabilitação respiratória

Por CM

A Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) está a tratar gratuitamente pessoas que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), no âmbito de um programa de reabilitação respiratória, anunciou hoje a Universidade.

Desenvolvido por uma equipa de investigadores daquela Escola, o programa de reabilitação respiratória da doença, vulgarmente conhecida como bronquite crónica ou enfisema, permite melhorar em 20% a tolerância ao esforço, entre 50 a 60% a força muscular e em 30% quer a sintomatologia (como falta de ar, tosse, pieira ou fadiga), quer a qualidade de vida relacionada com a saúde.

"O principal objectivo é reabilitar as pessoas com DPOC e ajudá-las a ajustarem-se melhor aos impactos da doença", explica Alda Marques, a investigadora responsável.

segunda-feira, 9 de Junho de 2014

Diário Digital

Código português para daltónicos nos 15 finalistas a prémio europeu entre 338 projetos

Código português para daltónicos nos 15 finalistas a prémio europeu entre 338 projetos

O sistema de identificação de cores para daltónicos ColorADD, desenvolvido por Miguel Neiva e aplicado nos lápis Viarco, é o único português entre os 15 finalistas do prémio europeu «Cocriação Social e Empresarial», disputado por 338 projetos de 34 países.

A seleção das melhores candidaturas coube a um júri que integra várias entidades relevantes no universo do Empreendedorismo Social europeu - entre as quais as fundações Ashoka, Guilé e a que organiza as conferências de Zermatt - e o prémio a atribuir no dia 27 de junho pretende reconhecer as parcerias mais inovadoras entre organizações sociais, empresas tradicionais e instituições públicas.
Para o designer Miguel Neiva, que dedicou oito anos de investigação ao referido código de cores e depois desenvolveu com a marca Viarco a sua aplicação prática na identificação de artigos de escrita, este é «um momento de grande orgulho».
Diário Digital / Lusa