sexta-feira, 22 de maio de 2015

ZAP aeiou

Novo implante neurológico permite controlar prótese com o pensamento

Spencer Kellis / Caltech
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Uma nova prótese neurológica implantada no cérebro permite que um tetraplégico opere um braço artificial com facilidade, pela força do pensamento, revela um ensaio clínico publicado na quinta-feira na revista Science.
A prótese traz uma nova esperança na conquista de mobilidade por parte de pessoas amputadas ou com paralisias motoras.
Até agora, as diferentes abordagens de controlo de prótese testadas envolviam, por exemplo, braços mioelétricos acionados pelo músculo ou ligados a implantes inseridos no cérebro, mas estas técnicas produzem frequentemente movimentos semelhantes a espasmos, o que não acontece com esta técnica.
Um dos casos relatados no ensaio clínico é o de Erik Sorto, 34 anos, tetraplégico desde há uma dezena de anos, depois de um ferimento na coluna vertebral, e que conseguiu usar um braço artificial sem esforço através da força do seu pensamento e da sua imaginação.
Erik Sorto tornou-se, assim, na primeira pessoa no mundo a ter uma prótese neurológica implantada numa região do cérebro onde se formam as intenções, o que lhe dá a capacidade de agarrar num copo e beber ou de jogar ao jogo “pedra-papel-tesoura”.
“O córtex parietal posterior situa-se a montante no processo que conduz a um movimento, o que faz com que os sinais estejam mais em linha com a intenção de agir do que com a execução do movimento”, explicou Richard Andersen, professor de neurologia e que dirigiu a investigação.
No decorrer da experiência clínica, os investigadores dizem ter conseguido descodificar as intenções do sujeito ao simplesmente pedirem-lhe para imaginar o movimento, mas sem as suas múltiplas e diferentes sequências.
Os implantes ligados ao braço artificial foram colocados em 2013 no Hospital Keck de Los Angeles, nos Estados Unidos.
Com a ajuda dos investigadores e do pessoal médico, Erik Sorto conseguiu controlar o cursor do computador e o braço robótico através dos seus pensamentos, exatamente o que os cientistas esperavam.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

pplware

Lente Ocular Biónica promete visão perfeita para sempre

Imagine que lhe dão a capacidade dos seus olhos terem uma visão 3 vezes mais apurada que a capacidade natural com que o ser humano é capacitado, uma visão 20/20? Sem usar óculos ou lentes de contacto, mesmo quando for idoso, com 100 anos, a visão estar perfeita?
Isso é possível através de uma lente biónica implantada no seu olho. Quem o diz é o optometrista Dr. Garth Webb que inventou esta lente. Segundo ele, estamos a um pequeno passo de ver perfeitamente… para todo o sempre!
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O processo, segundo o especialista, é simples e permite às pessoas que se submeterem ao processo cirúrgico de implante desta lente, nunca virem a ter cataratas ou qualquer outro problema relacionado com o envelhecimento natural da lente ocular.
Com esta lente biónica, que segundo Webb, poderia ser implantada depois dos 25 anos, altura em que a estrutura ocular humana está finalmente desenvolvida, traria uma visão perfeita a toda a gente, não importando o estado em que a vista estivesse e de que tipo de lentes correctivas usasse.
Esta é uma descoberta que o mundo nunca viu antes, se se consegue ver as horas num relógio a 3 metros de distância, com esta lente biónica poderá ver a 9 metros.
Estas declarações foram acompanhadas com a imagem de uma lente que não tem mais do tamanho de um botão, pequeno e fino. A lente, feita à medida, é super flexível e seria colocada no olho através de uma seringa cheia de uma solução salina e em 10 segundos estaria colocada no sítio certo.

Cirurgia de 8 minutos

O Dr. Garth Webb refere que o procedimento de colocação da lente é indolor, igual à que se faz actualmente para corrigir as cataratas, leva cerca de 8 minutos no seu processo total e a visão do paciente fica imediatamente corrigida.
Webb, o CEO da empresa Ocumetics Technology Corp., gastou nos últimos 8 anos algo como 3 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento desta lente biónica, conseguindo uma patente internacional da mesma, além de todos os certificados biomédicos de fabrico destes componentes.
Esta tecnologia foi muito bem recebida no seio oftalmológico em vários países e há já um grande interesse em expandir a sua utilização a várias pessoas que determinadas doenças destruíram a qualidade da visão. Vários especialistas da área dizem mesmo que este dispositivo vai levar mais perto do Santo Graal da excelente visão em todas as faixas de idade.
Enquanto se aguarda pelos ensaios clínicos em animais e depois em olhos humanos cegos, o Lens Bionic poderia estar disponível no Canadá e noutros lugares em cerca de dois anos, dependendo dos processos de regulação em vários países, diz Webb.
Esta seria uma solução que deixaria a cirurgia a laser totalmente obsoleta, além de todos os problemas colaterais que não estariam envolvidos na colocação da lente biónica.
Ao lado deste seu empreendimento Bionic Lens, Webb criou uma fundação chamada Celebration of Sight, que iria doar dinheiro para as organizações que oferecem as cirurgias aos olhos para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“Visão perfeita deve ser um direito humano”, remata Webb!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

RR

Empresa dá incentivos à natalidade e devolve sobretaxa para ter "funcionárias satisfeitas"

Foto: Confecções Goucam






A Goucam, em Castelo Branco, tem 64 funcionários (62 mulheres e dois homens), mas quer crescer.
18-05-2015







A empresa de confecções Goucam, em Castelo Branco, está a atribuir incentivos à natalidade desde Janeiro de 2015 e a devolver a sobretaxa de IRS aos seus trabalhadores.

"Desde Janeiro deste ano, decidimos começar a realizar este incentivo e apoiar com a atribuição de um salário mínimo [ao trabalhador], no mês do nascimento da criança", disse uma das administradoras do grupo, Ângela Castanheira, à agência Lusa.

Segundo a responsável, a medida surgiu devido às baixas taxas de natalidade com que se debate o país e a região. "É uma realidade que tem de ser combatida o mais rapidamente possível. Esta medida foi um pouco para contradizer isso e até puxar outras empresas e o próprio Estado. Todos nós temos que fazer alguma coisa por isso", adiantou.

Ângela Castanheira disse ainda que não é com este "valor pequenino" que a empresa está a atribuir que se resolve o problema, mas acrescentou que, pelo menos, as trabalhadoras são ajudadas. "É muito importante ter as funcionárias satisfeitas no seu posto de trabalho", afirmou.

Mas a Goucam está a devolver aos seus trabalhadores a sobretaxa extraordinária do IRS. "Desde que se instituiu a sobretaxa de IRS, tem-se feito a devolução do valor dessa sobretaxa a todos os trabalhadores que sejam abrangidos por ela", explicou a administradora do grupo.

Apesar de esta ser uma prática da empresa até hoje, Ângela castanheira adiantou que a empresa não pode garantir que esta devolução da sobretaxa de IRS se mantenha. "Caso haja essa possibilidade, iremos fazê-lo", explicou.

A partir deste 2015 e no final de cada ano será atribuído a todos os funcionários, que completarem 25 ou mais anos, na empresa um prémio anual. A empresa de Goucam CB está a laborar desde Janeiro de 2014 e conta actualmente com 64 funcionários (62 mulheres e dois homens), sendo que o objectivo da empresa passa por chegar aos 90 trabalhadores, assim que o mercado o permita. Ângela Castanheira explicou ainda que o grupo é constituído por várias empresas, sendo que quatro estão ligadas ao ramo das confecções.

domingo, 17 de maio de 2015

Diário Digital

Homens e mulheres pré-históricos tinham princípios igualitários

Homens e mulheres pré-históricos tinham princípios igualitários

As tribos de caçadores e colectores da pré-história tinham princípios igualitários entre homens e mulheres, segundo um estudo da Universidade College London, em Inglaterra. A conclusão vai contra tudo o que sempre se acreditou, que essas sociedades eram orientadas pela decisão do homem e que seriam eles quem decidiam onde as tribos viveriam. O estudo foi publicado na revista Science.

Os cientistas recolheram dados genealógicos de duas populações de tribos caçadoras-colectoras, uma no Congo, outra nas Filipinas. Em ambos os casos, as tribos eram compostas por cerca de 20 pessoas e movimentavam-se a cada dez dias, sobrevivendo da caça, pesca e recolha de frutas, vegetais e mel. Ao analisar os dados, os cientistas perceberam que as tribos eram compostas de parentes como pais, irmãos, crianças e conhecidos.
Na comunidade filipina, as mulheres envolviam-se na caça e na recolha de mel e, apesar de haver uma divisão do trabalho, homens e mulheres colaboravam similarmente na procura por comida. Nos dois grupos, a monogamia era a norma e os homens ajudavam a cuidar das crianças.
A conclusão foi que, se os homens escolhessem quem levar para os próximos acampamentos, ou seja, com quem conviver, teríamos grupos de homens colegas e as suas mulheres a actuar na periferia da sociedade. Porém, quando uma mulher tem o poder de decisão, a família é levada junto, por isso era possível constatar grupos de quatro ou cinco irmãos a viverem juntos.
Segundo informou o antropólogo que liderou o estudo, Mark Dyble, ao jornal inglês The Guardian, a igualdade entre os sexos pode ter surgido como uma vantagem de sobrevivência. «A igualdade entre os sexos foi importante para as mudanças de organização social, incluindo o crescimento do cérebro e o desenvolvimento da linguagem, que distinguem os humanos.
A desigualdade entre os sexos, com o poder de influência maior dado ao homem, teria surgido na época da agricultura, quando as tribos se fixaram e a acumulação de riquezas surgiu. «O homem passou a ter o poder de ter mais de uma mulher e de acumular riquezas, e isso desequilibrou a balança de decisões entre os sexos», afirmou Dyble.
A igualdade entre os sexos foi o que nos distinguiu dos nossos ancestrais, como os primatas. «Chimpanzés vivem em sociedades dominadas pelo macho e agressivas, com uma hierarquia clara», concluiu.

sábado, 16 de maio de 2015

ZAP aeiou

 Dinamarca quer acabar com as notas e moedas

A Dinamarca será o primeiro país do mundo a suprimir o dinheiro a circular em numerário. O governo dinamarquês anunciou a intenção de eliminar já em 2016 o uso de notas e moedas para pagamento de bens em lojas, estações de serviço e restaurantes.
Há 2600 anos, quando algures na Ásia se cunhou a primeira moeda, pôs-se em marcha a primeira revolução económica da humanidade, que ditou o fim da economia de troca directa e marcou o início do comércio mundial. Mas passados dois milénios e meio, faz sentido manter o dinheiro físico em circulação?
Segundo a BBC, o governo da Dinamarca parece pensar que não, depois de ter esta semana anunciado medidas para suprimir a partir do próximo ano o uso de dinheiro em numerário para pagamento no comércio.
As medidas foram apresentadas como parte de um conjunto de propostas para fomentar a economia dinamarquesa. A longo prazo, a Dinamarca será o primeiro país sem dinheiro em circulação.
“O objectivo desta medida é eliminar os consideráveis custos administrativos e financeiros do manuseamento de dinheiro em numerário”, explica um responsável do governo dinamarquês.
A decisão nem é demasiado surpreendente para um país como a Dinamarca, onde 100% da população adulta tem cartão de crédito e onde nos últimos 25 anos os pagamentos em numerário registaram uma quebra de 90%.
Actualmente, apenas 25% dos pagamentos são efectuados em dinheiro, e é raro encontrar um estabelecimento comercial que não aceite pagamento em cartão.
O dinheiro electrónico tem uma série de vantagens evidentes sobre o dinheiro físico, que é, em primeiro lugar, mais caro de produzir, transportar e guardar.
No México, por exemplo, cada uma das 1320 milhões de notas produzidas este ano teve um custo de 1 peso, cerca de 6 cêntimos de euro.
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Tem todos os defeitos do mundo (mas é meu)
O dinheiro físico também rouba tempo aos consumidores. Segundo um estudo de Bhaskkar Chakravorti e Benjamín Mazzota, investigadores da Universidade Tufts de Boston, nos EUA, cada americano passa em média 28 minutos por mês em frente a uma caixa multibanco.
O estudo não apresenta no entanto estimativas do tempo que cada consumidor americano passa por mês à espera quando paga com cartão numa loja – onde tipicamente cada operação requer um tempo de comunicação entre o terminal de multibanco e o banco – ou quando espera pelo carregamento das páginas no seu serviço de banca online.
Há ainda motivações mais simples para acabar com o dinheiro em circulação. Por exemplo, o dinheiro electrónico é mais ecológico e mais higiénico.
Além disso, o dinheiro físico é mais propício a fenómenos de evasão fiscal que a maior parte dos governos do mundo tenta combater.
Mas esta ideia poderá encontrar alguma oposição por parte dos consumidores, e o próprio governo dinamarquês prevê que a população possa ter dificuldade em adaptar-se à medida.
As duas grandes preocupações dos consumidores com esta medida têm a ver com questões de propriedade e privacidade.
Alguns consumidores sentem que o dinheiro que têm na mão (ou debaixo do colchão) é seu, enquanto que o dinheiro que têm no banco será ou não – percepção fortalecida depois de casos recentes como, em Portugal, o do Banco Espírito Santo.
E talvez os consumidores não estejam ainda preparados para aceitar que todos os seus hábitos de consumo, sem excepção, fiquem registados algures num servidor – acessíveis não apenas a inspectores das finanças curiosos mas, muito pior do que isso, a solícitos operadores de empresas de telemarketing.
AJB, ZAP

terça-feira, 12 de maio de 2015

NATURLINK

 SOS Natureza: Campanha que junta mais de 90 ONGs ambientais europeias arranca hoje


É lançada hoje a campanha SOS Natureza que junta mais de 90 ONGs ambientais de toda a Europa para salvar a Natureza apelando aos cidadãos europeus para se manifestarem contra o enfraquecimento das leis que a protegem e que a Comissão Europeia, liderada pelo Presidente Juncker, pretende implementar.
Em Portugal, a Coligação de ONGs ambientais C6 que inclui a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), a QUERCUS, a WWF - Portugal, o GEOTA e o FAPAS são os motores deste movimento, que pretende incentivar os cidadãos a expressar uma opinião clara em favor da conservação da natureza e contra a alteração das diretivas Aves e Habitats.

A campanha pretende que os cidadãos portugueses juntem a sua voz aos dos restantes 27 países da União Europeia e participem na consulta pública da Comissão Europeia, tendo consciência que poderão ser eles a salvar as leis que protegem a natureza na Europa, as diretivas europeias Aves e Habitats.

A campanha, que será sobretudo divulgada através das redes sociais, pretende colocar o maior número de cidadãos possível a manifestar-se contra eventuais alterações às leis que protegem a natureza e o ambiente. Em https://www.naturealert.eu/pt, ou nos websites das ONGAs que formam a C6 o cidadão poderá informar-se sobre a avaliação das diretivas em curso, e participar na consulta pública, posicionando-se contra a alterações das leis ambientais europeias. A campanha terá igualmente um vídeo que pretende chamar a atenção para a proteção do nosso capital natural.

Esta campanha está a ser lançada por toda a Europa, pois a Comissão Europeia decidiu proceder a uma avaliação aprofundada de ambas as diretivas para determinar se elas são eficazes na proteção da natureza. Este processo está a acontecer num contexto claramente hostil à conservação da Natureza. O Presidente Juncker é conhecido por ser 'business-friendly' e anti-preocupações ambientalistas, portanto não se preveem melhorias, mas sim uma flexibilização negativa.

As leis que protegem a Natureza da Europa são antigas, com provas dadas, e reconhecidas como sendo das mais eficazes em todo o mundo para proteger animais, plantas e habitats ameaçados. Com este processo de avaliação, que tem como agenda o enfraquecimento da legislação ambiental europeia, em prol de um desenvolvimento económico a qualquer custo, a conservação da Natureza como a conhecemos encontra-se em risco.

Há muito que conservacionistas e investigadores defendem a lógica do desenvolvimento sustentável, em que o progresso e a conservação da natureza não são mutuamente exclusivos. Com o processo de avaliação em curso, sob a falsa bandeira da modernização burocrática, o que realmente é pretendido pela Comissão Europeia é que a Natureza não “atrapalhe” o desenvolvimento económico, e que a sua conservação e estudo sejam relegados para um plano ainda mais secundário, num claro retrocesso de mentalidades que espelha uma linha de pensamento muito limitada.

As atuais diretivas Aves e Habitats conferem à EU identidade no contexto global e são a razão por que a Europa, numa expressão de política orientada para enfrentar problemas futuros, tem agora a maior rede mundial de áreas protegidas, a Rede Natura 2000, que abrange cerca de um quinto da área terrestre e 4% das áreas marinhas europeias.

A participação no processo de consulta pública permite aos cidadãos participar e manifestar a sua opinião até 24 de julho de 2015, e é a única oportunidade para o público a expressar a sua vontade durante esta avaliação técnica.

De acordo com a C6, "existem inúmeras provas científicas de que estas leis funcionam, quando implementadas, e numerosos exemplos de que não são obstáculo ao desenvolvimento económico. Em Portugal foi a existência das diretivas que permitiu salvar da extinção alguns dos animais mais emblemáticos como a águia-imperial ou o lince ibérico. Sem elas teríamos uma natureza mais pobre, mais poluição e não teríamos as magníficas paisagens que ainda temos, e que são promovidas como estandartes turísticos de um país protegido e saudável”.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

QUERO SABER
Ciência

Cientistas conseguiram reverter células cancerígenas para células normais


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    O cancro do pâncreas é um dos casos mais fatais. Imagem: Oncologia CUF
  • Um dos casos mais frequentes surge na cabeça do pâncreas. Imagem: Manual Merck



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    Conforme se desenvolvem, as células ganham novas funções. Imagem: Nature Education
Num estudo publicado na plataforma Pancreas, um grupo de investigadores das universidades de San Diego, Purdue e Sandord-Burham anunciaram que conseguiram reverter o processo de crescimento das células de adenocarcinomas do pâncreas, e torná-las saudáveis. Os testes foram feitos em laboratório e pretendem ser uma pesquisa para novos tratamentos.
Para testar a teoria, os cientistas criaram células de cancro do pâncreas em laboratório. Estas células foram depois induzidas a produzir a proteína E47 em maior quantidade, uma proteína responsável pelo desenvolvimento de células e a sua diferenciação (a capacidade de conseguir que as células que partilham o mesmo código genético possam executar funções diferentes). Sendo que são estas células as responsáveis pelo crescimento dos adenocarcinomas (os tumores cancerígenos), ao produzir mais esta proteína os cientistas concluíram que as células cancerígenas deixaram de se desenvolver, voltando atrás no tempo.
"As células de cancro pancreático têm uma "memória genética" que pretendemos explorar", diz Pamela Itkin-Ansari, uma das autoras do estudo. A ideia foi reforçada quando, ao inserir em ratos as células reprogramadas, as probabilidades de crescimento de tumores diminuiu.
O cancro do pâncreas, sendo um dos que mais tarde é diagnosticado (pois os seus sintomas começam a surgir numa fase mais tardia), é também um dos que mais dificilmente é tratado - especialmente quando leva à propagação para outros órgãos. Em Portugal, segundo dados da Cuf, todos os anos surgem 500 novos casos, e é um dos cancros com mais taxa de mortalidade.
Os investigadores pretendem agora verificar se a proteína E47 comporta-se da mesma forma em células cancerígenas de doentes já diagnosticados, e procurar uma forma de produzir esta proteína com mais facilidade.

sábado, 2 de maio de 2015

ZAP aeiou

Elon Musk apresentou a super-bateria doméstica da Tesla que vai mudar o mundo

 Elon Musk, o visionário fundador da Tesla Motors, fabricante norte-americana de veículos eléctricos de luxo, apresentou ao mundo uma nova super-bateria doméstica, concebida para armazenar energia solar e fornecer electricidade para a casa toda.
A Tesla Powerwall é uma bateria recarregável de lítio, destinada a empresas e famílias, que armazena electricidade produzida por energia solar — ou fornecida pela rede em momentos em que o preço é mais baixo, por exemplo durante a noite.
“Temos esse gigantesco reactor nuclear no céu, chamado Sol, que nos aparece todos os dias”, ironiza Elon Musk na apresentação da sua Powerwall, “não temos que fazer nada, ele apenas funciona — só temos que o usar”.
Elon Musk, o visionário empreendedor que insiste em mudar o mundo com empreendimentos como o PayPal, a Tesla, a Space X, talvez o Hyperloop e agora a Powerwall, acredita que as novas baterias, que vão custar cerca de 3 mil euros por unidade de 7 KWh, vão “transformar totalmente a infra-estrutura energética mundial”.
De acordo com a Bloomberg, este produto pode revolucionar os mercados europeu e norte-americano de energia, numa altura em que cada vez mais os consumidores procuram alternativas às elevadas taxas cobradas pelos fornecedores de serviços.
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa - e ao carro
Uma Tesla Powerwall na garagem para dar electricidade à casa – e ao carro
Segundo as primeiras estimativas do Deutsche Bank, citadas pela Euronews, esta aposta da empresa poderá representar um volume de negócio de 4,5 mil milhões de dólares.
Mas uma tecnologia disruptiva que se propõe mudar o mundo pode na realidade ter um impacto muito superior nos resultados da Tesla, cuja unidade de automóveis eléctricos, depois de um início com dificuldades, tem tido resultados positivos e batido recordes de vendas nos últimos anos.
A nova divisão da empresa, a Tesla Energy, apresenta-se no mercado com um parceiro escolhido a dedo: a SolarCity, companhia especializada em sistemas de recolha de energia solar, na qual Elon Musk detém uma participação qualificada e um lugar na administração.
A SolarCity já aceita encomendas. A bateria chega ao mercado norte-americano este verão e estará disponível no resto do mundo em 2016.
AJB, ZAP

segunda-feira, 20 de abril de 2015

ZAP aeiou

Cientistas descobrem por acaso proteína que pode curar todos os cancros

Células T com proteína LEM
Células T com proteína LEM
Uma equipa de cientistas ingleses encontrou, por acaso, uma proteína que pode ajudar a curar todos os tipos de cancro. A expectativa é poder testá-la, nos humanos, dentro de três anos.
Esta proteína, desconhecida até agora e designada por LEM – Lymphocyte Expansiona Molecule, ou seja, Molécula de Expansão de Linfócitos, actua reforçando o sistema imunitário, habilitando-o a enfrentar o cancro.
Quando um cancro surge, a LEM promove a multiplicação das células T ou linfócitos T, que são decisivas para o bom funcionamento do sistema imunitário. Quando se verifica uma infecção ou um cancro em estado avançado, estas células T não conseguem reproduzir-se em quantidades suficientes para combater o problema, situação que é garantida com a tal proteína LEM.
descoberta foi feita por um grupo de investigadores do Imperial College, de Londres, no Reino Unido, mas também envolveu cientistas da Universidade Queen Mary de Londres, do ETH Zurich e da Escola de Medicina de Harvard.
Após seis anos de investigação, a proteína foi descoberta quase por acaso, durante a realização de testes em laboratório com ratos com mutações genéticas.
A equipa de investigadores está agora a tentar desenvolver uma terapia genética baseada nesta proteína, para poder actuar no tratamento do cancro.
“Se tudo correr bem, esperamos estar prontos a começar testes em humanos dentro de três anos”, explica o professor Philip Ashton-Rickardt, do departamento de Imunologia da Faculdade de Medicina do Imperial College, citado no site oficial da Universidade britânica.
ZAP

sábado, 18 de abril de 2015

SIC notícias

Portuguesa é voluntária na maior favela do Mundo, no Quénia

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Um voluntariado de 3 meses na Kibera, no Quénia, despertou Marta Baeta para a dura realidade das crianças da maior favela do mundo. Criou o projeto From Kibera With Love e apoia agora 60 jovens, graças aos donativos e apadrinhamento de crianças por parte dos portugueses.