quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cientistas desenvolvem dispositivo que consegue diagnosticar 17 doenças com apenas um sopro


DR

Cancro do pulmão, síndrome do intestino irritável e esclerose múltipla são três das 17 doenças que este novo dispositivo consegue identificar através do sopro

Um grupo de investigadores israelitas está a desenvolver um dispositivo que, através do sopro, é capaz de diagnosticar 17 doenças. Este dispositivo, a que chamam "artificially intelligent nanoarray", foi testado clinicamente e os resultados mostram que é capaz de identificar as doenças com 86 por cento de eficácia.
Os investigadores pediram a 1404 pessoas que soprassem para o dispositivo em questão, de entre as quais cerca de 800 tinha uma das 17 doenças incluídas no estudo, sendo que as outras 600 não tinham nenhuma indicação de terem qualquer das doença – sendo, por isso, o grupo de controlo. Posteriormente, o sopro e a sua composição química de cada um dos participantes, originários de cinco países diferentes – Israel, França, Letónia, EUA e China –, foram analisados pelo dispositivo de diagnóstico.
Os testes revelaram que, para além da eficácia, cada doença tem a sua própria respiração, o seu próprio sopro, comparável a uma impressão digital. O dispositivo foi também capaz de identificar mais do que uma doença.
O sopro contém nitrogénio, dióxido de carbono, oxigénio e pequenas quantidades de outros 100 químicos. A amostra relativa de cada uma das substâncias varia de acordo com o estado de saúde de cada pessoa.
De acordo com o The Telegraph, esta tecnologia tem não apenas a vantagem de conseguir diagnosticar doenças através de um método não invasivo, como é também bastante acessível em termos de preço – segundo o jornal, terá o custo de 24 libras, cerca de 27,5 euros.
O dispositivo ainda não está pronto para entrar no mercado. "Enquanto ainda são necessários outros estudos de translação para validar estas descobertas, este trabalho proporciona (…) um método acessível, fácil de usar e barato para uma triagem personalizada, diagnóstico e acompanhamento de uma série de doenças", referem os investigadores no estudo publico no final de 2016.

Fique a conhecer a lista das 17 doenças que podem ser diagnosticadas através deste dispositivo:

1 - Cancro do pulmão 2 - Cancro colorretal 3 - Cancro da cabeça ou do pescoço 4 - Cancro dos ovários 5 - Cancro da bexiga 6 - Cancro da próstata 7 - Cancro do rim 8 - Cancro do estômago 9 - Doença de Crohn 10 - Colite ulcerosa 11 - Síndrome do intestino irritável 12 - Parkinson idiopática
13 - Parkinson atípica 14 - Esclerose múltipla 15 - Hipertensão arterial pulmonar 16 - Pré-eclampsia
17 - Doença renal crónica

sábado, 7 de janeiro de 2017

KUDURA: o projeto-piloto português que dá luz e água potável no Quénia

O projeto-piloto no Quénia de uma empresa de Leiria permitiu, de acordo com estudos de impacto, o aumento em 180% do número de raparigas que frequentam a escola, assim como um incremento nas notas dos alunos, na sequência do estudo noturno.
"Fizemos um estudo de impacto social do nosso projeto-piloto em Sidonge, Quénia, que demonstrou o aumento do desenvolvimento e qualidade de vida neste país. Por exemplo, aumentou em 180% o número de raparigas a frequentarem a escola, devido à poupança financeira, 47% na melhoria das notas dos alunos devido à possibilidade de estudar à noite, fruto da iluminação instalada nas casas, contando ainda com zero casos de contágio de doenças nos consumidores de água potável proveniente do 'KUDURA'", adianta Vivian Vendeirinho, sócio-gerente da RVE.SOL.
A empresa foi uma das cinco pequenas e médias empresas (PME) inovadoras portuguesas que vão beneficiar de um investimento do programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia para a realização de estudos de viabilidade dos seus projetos em países europeus.
Nesta 1.ª fase do programa europeu, a RVE.SOL recebeu 50 mil euros para elaborar o estudo de viabilidade do projeto 'KUDURA' no contexto europeu, em países como Portugal, Espanha, Polónia e outros. Este projeto engloba um sistema que permite gerar energia elétrica, através de painéis fotovoltaicos, produzir biogás, a partir dos resíduos orgânicos de origem animal, e purificar água, transformando-a em água potável.
Segundo o empresário, um dos objetivos desta 'startup' é a "criação de condições onde se pode incentivar o desenvolvimento económico e social e dar oportunidade de criação de emprego e negócio nesses locais".
Aquele estudo permitiu ainda a economia de 75% do rendimento mensal por família, com o uso de lâmpadas em vez de lanternas de querosene, redução em 72% do uso de querosene, poupança média de duas horas por dia em deslocações para carregamentos das baterias dos telemóveis, 100% de aumento na produção de mandioca e 66% de aumento em redes mosquiteiras resultando na prevenção da malária.
Moçambique, Quénia e Tanzânia são os públicos-alvo da empresa, que se dedica ao desenvolvimento sustentável rural. Foi em 2010 que surgiu a ideia de utilizar um contentor como uma central que gerava energia para a comunidade, biogás para cozinhar e que permitia ainda a purificação e captação de água para consumo.
"O conceito do 'KUDURA' consiste no aproveitamento máximo dos recursos locais para a geração de energia e captação de água. Estamos focados nos projetos de sistemas fotovoltaicos e nos sistemas de produção de biogás, que se baseia no aproveitamento de resíduos orgânicos de origem animal, em conjunto com a purificação de água. Estas foram as soluções que submetemos ao Horizonte 2020", adiantou Vivian Vendeirinho.
Segundo explicou, a ideia é aproveitar as necessidades do mercado europeu, sendo o mercado alvo a suinicultura e bovinicultura, "pois produzem elevada quantidade de matéria orgânica que geralmente não é aproveitada, sendo mesmo atiradas fora e, em diversos casos, por vias ilegais".
O empresário recorda o caso de Leiria e as descargas na Ribeira dos Milagres por algumas suiniculturas: "Já realizámos testes nessa ribeira e é possível obter água 100% potável, através do processo de filtração de água, instalado no 'KUDURA'. Os estudos de viabilidade vão continuar até junho e vamos elaborar um plano de negócio, para submetermos a candidatura à 2.ª fase, cujo financiamento é de 2,5 milhões de euros".
O aproveitamento dessa matéria orgânica permitiria "reduzir o impacto ambiental e utilizar energia renovável". Além disso, "caso exista produção de energia elétrica em excesso esta pode ser injetada na rede elétrica nacional, de acordo com a legislação".
A REV.SOL conta com uma filial em Maputo onde está a desenvolver projetos de eletrificação rural. A empresa está direcionada para o desenvolvimento e gestão de sistemas, focando-se na venda da energia elétrica e de água, através de um sistema de pré-pagamento por telemóvel.
"Estamos a trabalhar num sistema de leitura, controlo e pré-pagamento de energia. Devido às condições de vida, no contexto africano tem-se uma visão a curto prazo, sendo, por isso, de extrema importância, este conceito de negócio, que se baseia no pré-pagamento, onde não há uma conta para pagar ao final do mês", explicou Vivian Vendeirinho.
O responsável acrescentou que neste modelo "compra-se o serviço com um crédito", idêntico ao utilizado nas companhias de telecomunicações. "Quando o crédito acaba, já não há serviço. Juntámos esse conceito com a leitura e controlo de energia, o que assegura que o consumidor final só utiliza energia quando tiver crédito, evitando que fiquem faturas por pagar a longo prazo".

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

União Africana proíbe a mutilação genital de meninas

Também chamada de circuncisão feminina, o procedimento é considerado cruel e comum em países africanos.

Instrumentos utilizados na mutilação genital de meninas
Instrumentos utilizados na mutilação genital de meninas
Uma das práticas culturais mais antigas e cruéis do mundo, a mutilação genital de meninas, foi proibida pela União Africana. O órgão, que conta com 54 países, também deve iniciar ações para que líderes locais entendam a gravidade do procedimento. Roger Dang, presidente da União Africana fez um apelo aos homens do continente, para que se posicionem contra a circuncisão feminina, um ato que ele classifica como sendo “uma grave violação dos #Direitos Humanos”.
Também chamada de ablação feminina, o procedimento é comum em comunidades que vivem na África, Ásia e Oriente Médio, porém, a incidência maior se dá em aproximadamente 26 países africanos. Dados apontam que entre 70 e 200 milhões de meninas com menos de 15 anos que vivem no continente passaram pela mutilação. Na Somália, 98% das meninas foram vítimas da mutilação genital. O segundo lugar nesse ranking infeliz é ocupado por Gambia, onde a mutilação ocorre em 75% das crianças do sexo feminino.

O que é a mutilação genital feminina

O procedimento tem como objetivo controlar o corpo e a sexualidade das mulheres e para alcançar tal objetivo, uma espécie de “ritual” é realizada. Durante o procedimento, a menina – cuja idade varia entre 4 a 15 anos – é amarrada, ou então segurada com força por familiares, para evitar que ela se debata ou fuja.
A partir de então, se inicia o que podemos chamar de tortura: com uma lâmina ou tesoura é retirado de forma parcial ou total os genitais externos das garotas. Sem nenhum tipo de anestesia, o clitóris é retirado, e muitas vezes também são cortados fora os grandes e pequenos lábios.
Como o procedimento é feito sem assepsia, em locais inadequados e com instrumentos que não passaram por esterilização, os riscos à #Saúde e infecções são muito comuns. Além disso, também são comuns hemorragias, que podem levar as garotas à morte poucos dias após passarem pela mutilação. As que sobrevivem não têm mais sorte por causa disso. Acabam desenvolvendo danos psicológicos profundos, além de sofrerem com dores para o resto da vida.
Quem vive nos países onde a prática é comum, precisa aprender a lidar com as barreiras culturais que impedem que sua extinção. Quem se posiciona contra, é acusado de rejeitar seu povo, sua família e sua identidade cultural. A União Africana espera que, com a força dos líderes do continente, essa mentalidade mude, garantindo que as meninas não tenham mais que passar pela mutilação. #É Manchete!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Primeiro medicamento oncológico português testado 
com sucesso 
Passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço.

 Por Lusa|Foto Pedro Catarino 

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O primeiro medicamento oncológico português mostrou resultados significativos no ensaio clínico de prova de conceito e foi assim dado um passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço, disse esta quarta-feira o responsável pelo ensaio. Lúcio Lara Santos, do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, responsável pelo ensaio clínico do primeiro medicamento oncológico português, explicou à agência Lusa que este passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço abre a possibilidade de tratamento para outros tumores sólidos. A primeira fase do ensaio decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e Hospital da CUF, com um grupo de doentes voluntários e com o objetivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antitumoral (eficácia) da Redaporfin, um fármaco fotossensibilizador produzido em Portugal que tinha demonstrado já uma grande eficácia em ensaios não clínicos em modelos animais. "Verificámos que o tratamento com este medicamento de tumores malignos da cabeça e pescoço (espinocelulares) revelou elevada segurança, uma vez que os efeitos colaterais e adversos foram raros, não foram severos e revelaram-se de fácil controlo", sublinhou o oncologista cirúrgico Lúcio Lara Santos, do IPO. O primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra, a partir de 2010, pela empresa Luzitin, que nasceu a partir da Bluepharma, farmacêutica que produz medicamentos para mais de 100 marcas, exportando 85% da sua produção para 40 territórios, entre os mais exigentes do mercado. Os ensaios clínicos tiveram início há cerca de dois anos e meio em doentes para os quais já "não existiam soluções terapêuticas", explicou Sérgio Simões, presidente da Luzitin, em declarações à agência Lusa. "O ensaio foi realizado num grupo restrito de doentes, nos quais se registaram resultados muitíssimo interessantes e que provam que o medicamento é seguro e não desencadeia efeitos secundários severos", frisou. O presidente da Luzitin salienta ainda que, no ensaio clínico, foi possível mudar a vida de alguns doentes que estavam em cuidados paliativos, impossibilitados de comer e falar, devido às características do tumor, e que após a terapêutica já conseguiam comer e falar. Antes de chegar ao mercado, o medicamento vai passar ainda por uma nova fase de ensaios com um grupo de doentes maior e depois, segundo Sérgio Simões, é necessário encontrar parceiros para financiarem o investimento para a sua produção. O responsável farmacêutico disse ainda que a Redaporfin pode ser usado como tratamento do cancro das vias biliares, tumor muito raro, mas extremamente severo e sem terapêutica. O medicamento vai também ser candidatado à Agência Europeia do Medicamento com o estatuto de "medicamento órfão". "Chama-se medicamento órfão porque vai dar resposta a uma necessidade que não está colmatada. É uma mais-valia e vamos investir nesta área e utilizar as 'vias-verdes' para as doenças raras para dar um salto importante e fazer o medicamento chegar o mais rapidamente ao mercado", sublinhou. Sérgio Simões prevê que, em 2020, o medicamento possa chegar ao mercado como terapêutica para os tumores das vias biliares. Lúcio Lara Santos, por outro lado, adiantou que o "efeito antitumoral observado foi muito rápido, destruiu a totalidade do tumor tratado e que este efeito parece ser sustentado ao longo do tempo", salientando que "a sua associação a outros tipos de tratamentos sistémicos parece ser também promissor". "Adicionalmente, a aplicação deste tratamento em doentes com outro tipo de tumores com prognóstico muito desfavorável, como o colangiocarcinoma, poderá conduzir a ganhos muito significativos para os doentes em termos de qualidade de vida e de sobrevivência", acrescentou. Perante os resultados obtidos, Lúcio Lara Santos considera que há razões científicas para que a comunidade envolvida no estudo e tratamento destes tumores venha a integrar esta opção terapêutica no protocolo de tratamento destes tumores. Segundo o especialista, posteriormente, será conduzido um novo ensaio clínico num número de doentes mais alargado, "o que permitirá definitivamente demonstrar o valor e os benefícios da terapia fotodinâmica com Redaporfin em oncologia".



Primeiro medicamento oncológico português testado com sucesso Passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço. Por Lusa|09:00 partilhe 2240 0 Primeiro medicamento oncológico português testado com sucesso Foto Pedro Catarino 2240 0 O primeiro medicamento oncológico português mostrou resultados significativos no ensaio clínico de prova de conceito e foi assim dado um passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço, disse esta quarta-feira o responsável pelo ensaio. Lúcio Lara Santos, do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, responsável pelo ensaio clínico do primeiro medicamento oncológico português, explicou à agência Lusa que este passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço abre a possibilidade de tratamento para outros tumores sólidos. A primeira fase do ensaio decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e Hospital da CUF, com um grupo de doentes voluntários e com o objetivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antitumoral (eficácia) da Redaporfin, um fármaco fotossensibilizador produzido em Portugal que tinha demonstrado já uma grande eficácia em ensaios não clínicos em modelos animais. "Verificámos que o tratamento com este medicamento de tumores malignos da cabeça e pescoço (espinocelulares) revelou elevada segurança, uma vez que os efeitos colaterais e adversos foram raros, não foram severos e revelaram-se de fácil controlo", sublinhou o oncologista cirúrgico Lúcio Lara Santos, do IPO. O primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra, a partir de 2010, pela empresa Luzitin, que nasceu a partir da Bluepharma, farmacêutica que produz medicamentos para mais de 100 marcas, exportando 85% da sua produção para 40 territórios, entre os mais exigentes do mercado. Os ensaios clínicos tiveram início há cerca de dois anos e meio em doentes para os quais já "não existiam soluções terapêuticas", explicou Sérgio Simões, presidente da Luzitin, em declarações à agência Lusa. "O ensaio foi realizado num grupo restrito de doentes, nos quais se registaram resultados muitíssimo interessantes e que provam que o medicamento é seguro e não desencadeia efeitos secundários severos", frisou. O presidente da Luzitin salienta ainda que, no ensaio clínico, foi possível mudar a vida de alguns doentes que estavam em cuidados paliativos, impossibilitados de comer e falar, devido às características do tumor, e que após a terapêutica já conseguiam comer e falar. Antes de chegar ao mercado, o medicamento vai passar ainda por uma nova fase de ensaios com um grupo de doentes maior e depois, segundo Sérgio Simões, é necessário encontrar parceiros para financiarem o investimento para a sua produção. O responsável farmacêutico disse ainda que a Redaporfin pode ser usado como tratamento do cancro das vias biliares, tumor muito raro, mas extremamente severo e sem terapêutica. O medicamento vai também ser candidatado à Agência Europeia do Medicamento com o estatuto de "medicamento órfão". "Chama-se medicamento órfão porque vai dar resposta a uma necessidade que não está colmatada. É uma mais-valia e vamos investir nesta área e utilizar as 'vias-verdes' para as doenças raras para dar um salto importante e fazer o medicamento chegar o mais rapidamente ao mercado", sublinhou. Sérgio Simões prevê que, em 2020, o medicamento possa chegar ao mercado como terapêutica para os tumores das vias biliares. Lúcio Lara Santos, por outro lado, adiantou que o "efeito antitumoral observado foi muito rápido, destruiu a totalidade do tumor tratado e que este efeito parece ser sustentado ao longo do tempo", salientando que "a sua associação a outros tipos de tratamentos sistémicos parece ser também promissor". "Adicionalmente, a aplicação deste tratamento em doentes com outro tipo de tumores com prognóstico muito desfavorável, como o colangiocarcinoma, poderá conduzir a ganhos muito significativos para os doentes em termos de qualidade de vida e de sobrevivência", acrescentou. Perante os resultados obtidos, Lúcio Lara Santos considera que há razões científicas para que a comunidade envolvida no estudo e tratamento destes tumores venha a integrar esta opção terapêutica no protocolo de tratamento destes tumores. Segundo o especialista, posteriormente, será conduzido um novo ensaio clínico num número de doentes mais alargado, "o que permitirá definitivamente demonstrar o valor e os benefícios da terapia fotodinâmica com Redaporfin em oncologia".

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Primeiro medicamento oncológico português testado com sucesso Passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço. Por Lusa|09:00 partilhe 2240 0 Primeiro medicamento oncológico português testado com sucesso Foto Pedro Catarino 2240 0 O primeiro medicamento oncológico português mostrou resultados significativos no ensaio clínico de prova de conceito e foi assim dado um passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço, disse esta quarta-feira o responsável pelo ensaio. Lúcio Lara Santos, do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, responsável pelo ensaio clínico do primeiro medicamento oncológico português, explicou à agência Lusa que este passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço abre a possibilidade de tratamento para outros tumores sólidos. A primeira fase do ensaio decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e Hospital da CUF, com um grupo de doentes voluntários e com o objetivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antitumoral (eficácia) da Redaporfin, um fármaco fotossensibilizador produzido em Portugal que tinha demonstrado já uma grande eficácia em ensaios não clínicos em modelos animais. "Verificámos que o tratamento com este medicamento de tumores malignos da cabeça e pescoço (espinocelulares) revelou elevada segurança, uma vez que os efeitos colaterais e adversos foram raros, não foram severos e revelaram-se de fácil controlo", sublinhou o oncologista cirúrgico Lúcio Lara Santos, do IPO. O primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra, a partir de 2010, pela empresa Luzitin, que nasceu a partir da Bluepharma, farmacêutica que produz medicamentos para mais de 100 marcas, exportando 85% da sua produção para 40 territórios, entre os mais exigentes do mercado. Os ensaios clínicos tiveram início há cerca de dois anos e meio em doentes para os quais já "não existiam soluções terapêuticas", explicou Sérgio Simões, presidente da Luzitin, em declarações à agência Lusa. "O ensaio foi realizado num grupo restrito de doentes, nos quais se registaram resultados muitíssimo interessantes e que provam que o medicamento é seguro e não desencadeia efeitos secundários severos", frisou. O presidente da Luzitin salienta ainda que, no ensaio clínico, foi possível mudar a vida de alguns doentes que estavam em cuidados paliativos, impossibilitados de comer e falar, devido às características do tumor, e que após a terapêutica já conseguiam comer e falar. Antes de chegar ao mercado, o medicamento vai passar ainda por uma nova fase de ensaios com um grupo de doentes maior e depois, segundo Sérgio Simões, é necessário encontrar parceiros para financiarem o investimento para a sua produção. O responsável farmacêutico disse ainda que a Redaporfin pode ser usado como tratamento do cancro das vias biliares, tumor muito raro, mas extremamente severo e sem terapêutica. O medicamento vai também ser candidatado à Agência Europeia do Medicamento com o estatuto de "medicamento órfão". "Chama-se medicamento órfão porque vai dar resposta a uma necessidade que não está colmatada. É uma mais-valia e vamos investir nesta área e utilizar as 'vias-verdes' para as doenças raras para dar um salto importante e fazer o medicamento chegar o mais rapidamente ao mercado", sublinhou. Sérgio Simões prevê que, em 2020, o medicamento possa chegar ao mercado como terapêutica para os tumores das vias biliares. Lúcio Lara Santos, por outro lado, adiantou que o "efeito antitumoral observado foi muito rápido, destruiu a totalidade do tumor tratado e que este efeito parece ser sustentado ao longo do tempo", salientando que "a sua associação a outros tipos de tratamentos sistémicos parece ser também promissor". "Adicionalmente, a aplicação deste tratamento em doentes com outro tipo de tumores com prognóstico muito desfavorável, como o colangiocarcinoma, poderá conduzir a ganhos muito significativos para os doentes em termos de qualidade de vida e de sobrevivência", acrescentou. Perante os resultados obtidos, Lúcio Lara Santos considera que há razões científicas para que a comunidade envolvida no estudo e tratamento destes tumores venha a integrar esta opção terapêutica no protocolo de tratamento destes tumores. Segundo o especialista, posteriormente, será conduzido um novo ensaio clínico num número de doentes mais alargado, "o que permitirá definitivamente demonstrar o valor e os benefícios da terapia fotodinâmica com Redaporfin em oncologia".

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Primeiro medicamento oncológico português testado com sucesso Foto Pedro Catarino 2240 0 O primeiro medicamento oncológico português mostrou resultados significativos no ensaio clínico de prova de conceito e foi assim dado um passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço, disse esta quarta-feira o responsável pelo ensaio. Lúcio Lara Santos, do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, responsável pelo ensaio clínico do primeiro medicamento oncológico português, explicou à agência Lusa que este passo assinalável no tratamento dos cancros da cabeça e pescoço abre a possibilidade de tratamento para outros tumores sólidos. A primeira fase do ensaio decorreu no Porto, no Instituto Português de Oncologia (IPO) e Hospital da CUF, com um grupo de doentes voluntários e com o objetivo de avaliar a segurança (tolerância) e o efeito antitumoral (eficácia) da Redaporfin, um fármaco fotossensibilizador produzido em Portugal que tinha demonstrado já uma grande eficácia em ensaios não clínicos em modelos animais. "Verificámos que o tratamento com este medicamento de tumores malignos da cabeça e pescoço (espinocelulares) revelou elevada segurança, uma vez que os efeitos colaterais e adversos foram raros, não foram severos e revelaram-se de fácil controlo", sublinhou o oncologista cirúrgico Lúcio Lara Santos, do IPO. O primeiro medicamento oncológico português começou a ser desenvolvido em Coimbra, a partir de 2010, pela empresa Luzitin, que nasceu a partir da Bluepharma, farmacêutica que produz medicamentos para mais de 100 marcas, exportando 85% da sua produção para 40 territórios, entre os mais exigentes do mercado. Os ensaios clínicos tiveram início há cerca de dois anos e meio em doentes para os quais já "não existiam soluções terapêuticas", explicou Sérgio Simões, presidente da Luzitin, em declarações à agência Lusa. "O ensaio foi realizado num grupo restrito de doentes, nos quais se registaram resultados muitíssimo interessantes e que provam que o medicamento é seguro e não desencadeia efeitos secundários severos", frisou. O presidente da Luzitin salienta ainda que, no ensaio clínico, foi possível mudar a vida de alguns doentes que estavam em cuidados paliativos, impossibilitados de comer e falar, devido às características do tumor, e que após a terapêutica já conseguiam comer e falar. Antes de chegar ao mercado, o medicamento vai passar ainda por uma nova fase de ensaios com um grupo de doentes maior e depois, segundo Sérgio Simões, é necessário encontrar parceiros para financiarem o investimento para a sua produção. O responsável farmacêutico disse ainda que a Redaporfin pode ser usado como tratamento do cancro das vias biliares, tumor muito raro, mas extremamente severo e sem terapêutica. O medicamento vai também ser candidatado à Agência Europeia do Medicamento com o estatuto de "medicamento órfão". "Chama-se medicamento órfão porque vai dar resposta a uma necessidade que não está colmatada. É uma mais-valia e vamos investir nesta área e utilizar as 'vias-verdes' para as doenças raras para dar um salto importante e fazer o medicamento chegar o mais rapidamente ao mercado", sublinhou. Sérgio Simões prevê que, em 2020, o medicamento possa chegar ao mercado como terapêutica para os tumores das vias biliares. Lúcio Lara Santos, por outro lado, adiantou que o "efeito antitumoral observado foi muito rápido, destruiu a totalidade do tumor tratado e que este efeito parece ser sustentado ao longo do tempo", salientando que "a sua associação a outros tipos de tratamentos sistémicos parece ser também promissor". "Adicionalmente, a aplicação deste tratamento em doentes com outro tipo de tumores com prognóstico muito desfavorável, como o colangiocarcinoma, poderá conduzir a ganhos muito significativos para os doentes em termos de qualidade de vida e de sobrevivência", acrescentou. Perante os resultados obtidos, Lúcio Lara Santos considera que há razões científicas para que a comunidade envolvida no estudo e tratamento destes tumores venha a integrar esta opção terapêutica no protocolo de tratamento destes tumores. Segundo o especialista, posteriormente, será conduzido um novo ensaio clínico num número de doentes mais alargado, "o que permitirá definitivamente demonstrar o valor e os benefícios da terapia fotodinâmica com Redaporfin em oncologia".

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Screenshot of kidney project video
 
A national research project is under way to create a small, surgically implanted, and free-standing bioartificial kidney to treat end stage renal disease (ESRD).
The bioartificial kidney will give ESRD patients new hope beyond the short-term solution of renal dialysis and the longer-term, but impermanent, solution of a living kidney transplant for which donor organs are limited.
As well, the bioartificial kidney is expected to save national health care dollars.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

CE4Blind: Conheça a aplicação que está a ser desenvolvida no Porto e que ajuda pessoas cegas


Uma plataforma digital móvel para auxiliar pessoas cegas, dando-lhes informações sobre o ambiente que as rodeia, pontos de interesse específicos e zonas consideradas perigosas, como passadeiras e escadas, está a ser desenvolvida por um instituto do Porto.
Este conjunto de tecnologias, criadas no âmbito do projeto CE4Blind, resultou de uma parceria entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e a Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos.
O sistema integrado, composto por uma bengala eletrónica, uma aplicação móvel e um módulo de visão por computador, utilizadas em simultâneo ou individualmente, “explora formas de usar tecnologia para potenciar o aumento da autonomia de pessoas cegas” de uma maneira “não invasiva”, disse à Lusa o investigador do INESC TEC João Barroso.
“Esta aplicação permite a configuração de uma rede de sensores, a georreferenciação dos vários elementos e a inserção de informação relacionada com cada ponto de interesse (POI)”, explicou.
A bengala eletrónica permite a leitura de etiquetas RFID (identificação por radiofrequência) previamente instaladas em locais de interesse, como por exemplo junto a passadeiras, escadas ou outro tipo de locais de importância.
“As pessoas cegas podem utilizar estas bengalas da mesma forma como utilizam as tradicionais bengalas brancas, proporcionando-lhes uma utilização confortável e que, ao mesmo tempo, lhes dá informação e alertas sobre o ambiente que os rodeia”, comunicando por Bluetooth com o ‘software’ instalado no dispositivo móvel.
Como explica o investigador, a interação da aplicação com o utilizador é feita através de vibração e de voz, podendo este pedir e obter mais informação através de um ‘joystick’ incorporado na bengala.
O módulo de visão por computador permite a leitura de texto, reconhecimento de alguns objetos do dia-a-dia e ainda a validação visual da localização do utilizador, sempre num determinado local tenha sido feito um reconhecimento prévio do ambiente.
Funciona sem necessidade de ligação à Internet. No entanto, quando ‘online’, é possível aceder a outros recursos, nomeadamente capacidade de cálculo externa e o acesso a atualizações do sistema.
De acordo com João Barroso, este sistema “é extremamente útil em situações onde o utilizador pode ser colocado em perigo, como numa estação de caminhos-de-ferro, onde as pessoas cegas estão expostas a diferentes situações” (queda na via férrea, por exemplo) ou em ocasiões “mais simples, como a aproximação a escadas rolantes”.
Funciona em ambientes onde, previamente, foi instalada uma rede de sensores, nomeadamente etiquetas RFID identificando os POI e a respetiva informação inserida na base de dados.
“Não conhecemos, até ao momento, nenhum sistema que disponibilize às pessoas cegas, de forma integrada, um conjunto de tecnologias de interação fácil e com um nível elevado de informação, como é o caso do CE4BLIND”, indicou.
De acordo com o investigador, existem no mercado várias tecnologias que abordam este tema de forma fragmentada, como aplicações móveis para o reconhecimento de texto e até bengalas com outro tipo de sensores.
“Neste último caso, e pelo conhecimento que temos, não são utilizadas pela maioria das pessoas cegas por questões relacionadas com o seu peso, por não fornecerem informação de contexto e apenas indicarem a presença de obstáculos. Outro fator limitador da adoção destas bengalas é seu preço, geralmente elevado face ao benefício apresentado”, acrescentou.
Esta linha de investigação, que tem vindo a ser desenvolvida desde 2008, com início no projeto SmartVision, ao qual se seguiu o Blavigator e, finalmente, o CE4BLIND, foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
A este último projeto foi atribuído, recentemente, o prémio de Inclusão e Literacia Digital, da Rede TIC e Sociedade do Departamento para a Sociedade de Informação da FCT.
A equipa, constituída por seis investigadores e professores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do INESC TEC e um bolseiro, pretende agora instalar um demonstrador desta tecnologia num espaço público, que permita a avaliação por um conjunto alargado de utilizadores cegos, durante “um grande” período de tempo.

Portugueses em projeto internacional para desenvolver novo tratamento contra cancro do fígado



Maria Filomena Botelho e José Guilherme Tralhão, docentes e investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), integram a equipa responsável pelo projeto “Radioterapia metabólica no colangiocarcinoma: da investigação básica à prática clínica”, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Brasil. 
 
créditos: AFP
 
O colangiocarcinoma é o segundo tumor primário do fígado e possui um mau prognóstico, sendo as opções terapêuticas conhecidas ineficazes na maioria dos casos. Torna-se necessário o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas que visem a redução das taxas de mortalidade associadas a este cancro.
Neste contexto, e tendo em conta que a bomba de sódio e iodo possui uma sobre-expressão no colangiocarcinoma e é mediadora da captação de iodo em órgãos como a tiroide, os investigadores que integram o projeto financiado pretendem avaliar o potencial terapêutico do iodo 131 no colangiocarcinoma através de diversos modelos in vitro e in vivo, esperando vir a desenvolver uma nova estratégia para tratar o colangiocarcinoma com recurso à radioterapia metabólica.
O projeto de investigação, liderado por Ilka Boin da UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, surge de uma parceria entre diversos grupos de investigação de Portugal e do Brasil que integram a Universidade de Coimbra (UC), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas (Brasil) e a FAMERP - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Brasil).

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

PÚBLICO
Investigadores do Minho desenvolvem um GPS para detectar pedras nos rins

O procedimento usa dois sensores para descobrir onde está o cálculo renal em metade do tempo dos métodos habituais. Prevê-se que comece a ser aplicado em doentes a partir de 2017.
No Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), na Universidade do Minho, em Braga, foi desenvolvido um método para encontrar pedras nos rins com a ajuda de sensores. Estima-se que o novo método, que está a ser desenvolvido nos últimos anos, chegue ao Hospital de Braga em 2017.                                                                                          A pedra nos rins afecta cerca de 55 milhões de adultos na Europa, segundo dados de 2012 da Associação Europeia de Urologia (EAU, na sigla em inglês). E desde 1982 o número de pessoas afectadas duplicou. O que está a causar isso? As alterações no estilo de vida, que levaram ao aumento da obesidade e das síndromes metabólicas. A maioria dos afectados são homens, mas a mudança dos hábitos de vida também está a provocar mais cálculos renais nas mulheres, de acordo com a Associação Portuguesa de Urologia.                                                         “Na Europa, estima-se que cerca de 5% da população tenha litíase renal [presença de pedras nos rins]. Embora não existam estatísticas reais sobre a prevalência desta doença em Portugal, calcula-se que seja semelhante a outros países europeus, nomeadamente Espanha, onde a prevalência é de cerca de 5%”, indica-nos Emanuel Carvalho Dias, um dos urologistas do ICVS responsáveis pelo novo método de remoção de pedras nos rins.  Mas o que são estas pedras? São estruturas sólidas provocadas pela cristalização nos rins de minerais ou sais de ácidos. Depois, de formadas, podem manter-se no rim ou descer pelo tubo que faz uma ligação à bexiga, o uréter. Se em muitos casos a pedra desaparece sem qualquer intervenção, em cerca de 20% dos casos causa uma dor forte e tem de ser realizada uma cirurgia.                                                                                                      No método convencional, para se remover a pedra dos rins, é necessário usar uma agulha que atravessa a pele, assim como fazer radiografias. “Torna-se difícil conseguir picar o rim e tirar as pedras maiores”, diz ao PÚBLICO Emanuel Dias sobre as dificuldades encontradas numa cirurgia.                                                                                           Testes em porcos                                                                                                                   Como vai ser então utilizado o novo método? Depois de aplicar uma anestesia, usam-se dois sensores: um electromagnético, que funciona com ondas pulsadas de baixa frequência e que penetra no rim, e outro externo. O primeiro sensor é colocado dentro do rim através de um ureterorrenoscópio flexível, um instrumento que penetra na uretra, na bexiga e segue até ao rim. Por fim, este sensor interno emite um sinal vermelho, que e visível num ecrã assinalando assim o local onde deve ser feita a picada. Por fora, os médicos utilizam o segundo sensor, o externo, que está sempre a emitir um sinal verde. Quando os pontos dos dois sensores se interceptam, é então o momento de fazer a picada com a agulha.                                                                                                                     Para ajudá-los, os urologistas têm um sistema de navegação e o ecrã onde surgem os pontos a três dimensões obtidos pelos sensores. “É como se fosse o GPS da pedra nos rins”, afirma Emanuel Dias. Encontrada a pedra, é necessário destruí-la. Aqui o método passa a ser o tradicional e já conhecido: o processo ultra-sónico.                                         Neste novo método, além de se simplificar o processo de remoção da pedra, pois o cálculo é detectado de forma precisa, o paciente não fica exposto aos raios X e também se evitam muitas hemorragias associadas à cirurgia. “Este é um método completamente novo”, afirma Emanuel Dias, que desenvolveu o trabalho em conjunto com os investigadores Estevão Lima e João Vilaça, também do ICVS.