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Adeus ar condicionado. Novo “papel de arrefecimento” mantém as casas
frescas
Por Daniel Costa -4 Julho, 2021 Ruby Wallau / Northeastern University
Um novo
material criado em laboratório permite baixar a temperatura da divisão de uma
casa em até dez graus. Não requer eletricidade e é 100% reciclável. O ar
condicionado é — à escala mundial — um dos grandes responsáveis pelo aumento do
efeito de estufa. É por isso importante arranjar alternativas ao ar condicionado
e formas de reduzir o seu uso. Isso não significa que tenham que ser totalmente
substituídos para bem do ambiente.
O ar condicionado pode articular-se com
estratégias de edifícios de baixo consumo energético e com sistemas solares
fotovoltaicos, ou outras fontes de energia renovável. É aqui que entra a nova
invenção de um cientista chinês, que criou um material que reflete os raios do
Sol nos telhados e até absorve o calor de casas e edifícios e irradia-o.
Surpreendentemente, é feito de papel reciclável, conta o Free Think.
Com as
temperaturas a aumentarem a nível mundial, cada vez mais pessoas optam por
instalar ar condicionado.
Na China, por exemplo, há mais aparelhos de ar
condicionado do que casas. Além de ser mau para o ambiente, o ar condicionado é
dispendioso e gasta muita eletricidade.
Foi com isto em mente que Yi Zheng criou
o material que chama de “papel arrefecedor”. O investigador chinês espera que um
dia as pessoas embrulhem as suas casas neste material para evitar que
sobreaqueçam. Não requer eletricidade, é 100% reciclável e pode reduzir a
temperatura de uma divisão em até dez graus centígrados.
O papel tem a
capacidade de repelir calor uma vez que é produzido com o material que compõe o
teflon, um plástico que que não deixa o ovo estrelado colar à frigideira e que
foi usado nas válvulas da bomba atómica lançada em 1945 em Hiroshima.
Zheng até
tentou reciclar o seu papel para refazer uma nova folha e descobriu que não
perdia a potência de arrefecimento no processo. “Fiquei surpreendido quando
obtive o mesmo resultado”, disse Zheng. “Achamos que haveria talvez 10%, 20% de
perda, mas não”. Daniel Costa, ZAP //
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