quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PÚBLICO

Teresa Forcades, a freira sem medo

Conhecida como "a freira mais radical da Europa", Teresa Forcades esteve em Portugal para apresentar o livro A Teologia Feminista na História.

 A monja beneditina Teresa Forcades está em divergência com a Igreja em muitos temas fracturantes, é anticapitalista e espera uma "revolução pacífica" na Europa, mas elogia o Papa Francisco por ter vontade de mudar as coisas.
Já recebeu uma carta da Santa Sé e foi alvo da ira de católicos mais conservadores. Não rejeita cegamente o aborto, aceita o casamento gay, a adopção por parte destes casais, defende o acesso das mulheres ao sacerdócio. Catalã, de 47 anos, estudou Medicina e Teologia, e aos 30 abraçou a vida monástica. É anticapitalista e faz parte de um movimento que reivindica a independência da Catalunha. Do vocabulário que usa fazem parte palavras que causam desassossego na Igreja: revolução, ruptura, mudança, política, desobediência civil.
O encontro de Teresa Forcades com a fé dá-se aos 15 anos. Como não cresceu numa família religiosa – os pais eram católicos não-praticantes – sempre achou que Igreja era uma instituição “caduca”. Na adolescência leu os evangelhos: “Quando terminei, tive uma sensação de indignação. Vivi 15 anos sem saber isto? Foi muito forte”, recorda a irmã beneditina que, apesar de este ano estar em Berlim a dar aulas de Teologia, vive no Mosteiro de St. Benet de Montserrat, perto de Barcelona.
Estudou Medicina, que já não exerce, na Universidade Estatal de Nova Iorque e Teologia em Harvard. Doutorada em ambas as áreas, tem uma tese sobre medicinas alternativas. O recurso excessivo a medicamentos é outro dos temas que a preocupam. Escreveu um livro chamado Crimes das Grandes Companhias Farmacêuticas e ficou conhecida por se ter oposto à vacina da gripe A e desmontado vários aspectos ligados a este mediático caso de saúde.
A vocação monástica só surgiu aos 28 anos, aos 30 entra para o mosteiro. Na adolescência, nunca pensou que iria ser monja: “Por causa do celibato; imaginava que não se podia ser feliz sem um par”, conta.

Leia o resto da entrevista aqui: http://publico.pt/sociedade/noticia/teresa-forcades-a-freira-sem-medo-1612959#

Vale a pena!
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