sábado, 9 de março de 2019

Investigadores portugueses conseguem inativar bactéria resistente a antibióticos


A investigação realizada na Universidade de Aveiro conseguiu combater a bactéria Staphylococcus aureus, responsável, entre outras doenças, por abcessos na pele e infeções do trato urinário. O feito foi conseguido com recurso à terapia fotodinâmica, usada já vulgarmente para tratar a acne.




Chama-se Staphylococcus aureus, é uma bactéria responsável por várias infeções potencialmente fatais em humanos e, até agora, o seu combate estava dificultado pela resistência que ganhou aos antibióticos, mesmo aos utilizados em último recurso. Afinal, através da terapia fotodinâmica é possível inativar a bactéria. Os recentes avanços realizados na Universidade de Aveiro (UA) trazem uma solução a quem sofre, por exemplo, de abcessos na pele e infeções do trato urinário.

Foliculite, furunculose, impetigo, celulite infeciosa, pneumonia necrosante, osteomielite, endocardite infeciosa, síndrome do choque tóxico e até intoxicação alimentar. A lista das infeções que S. aureus pode provocar é interminável.

Tratada facilmente com vulgares antibióticos até há poucas décadas, as infeções hospitalares e na comunidade causadas por S. aureus multiresistentes a antibióticos aumentaram dramaticamente nos últimos 30 anos, sendo acompanhadas por um aumento de estirpes super-resistentes até mesmo aos antibióticos ditos de última geração. O tratamento é, por isso, difícil, moroso e frequentemente ineficaz.

“Estas estirpes são uma ameaça grave para a saúde pública”, alerta Adelaide Almeida, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) e do Departamento de Biologia da UA e coordenadora do estudo que pode colocar um travão a esta bactéria. Este estudo resultado trabalho multidisciplinar de uma equipa de cientistas do CESAM e do Grupo de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares, duas das unidades de investigação da UA.

Terapia fotodinâmica é eficaz
O género Staphylococcus contém pelo menos 49 espécies, várias das quais são altamente importantes clinicamente, para a indústria alimentar, para agricultura e economia. A mais patogénica dessas espécies é S. aureus.

Esta espécie, explica Adelaide Almeida, “está amplamente distribuída no ambiente, pode residir na pele e nas mucosas dos seres humanos e animais”. Nos seres humanos, “as narinas são os principais nichos ecológicos de S. aureus – a transmissão ocorre principalmente através das mãos quando estas tocam superfícies contaminadas embora outros locais, como a pele, a área perineal, a faringe, o trato gastrointestinal, a vagina e as axilas também podem ser colonizadas, podendo também funcionar como focos de transmissão”.

sexta-feira, 1 de março de 2019



Adeus mamografia: vêm aí os testes ao sangue para detetar o cancro da mama

Nos últimos tempos, vários centros de investigação estão na corrida para criar testes ao sangue para detetar marcadores de cancro da mama antes de este ser visível na mamografia. A Universidade de Heidelberg anuncia ter um teste pronto para entrar no mercado ainda em 2019.
"Esta técnica é muito menos penosa para as mulheres. Não dói nem implica exposição à radiação."
Sarah Schott, do Hospital Universitário de Heidelberg, na Alemanha, está convicta de que o teste que a sua equipa desenvolveu estará disponível no mercado ainda este ano e poderá com grande vantagem substituir a mamografia na deteção do cancro da mama, pelo menos nas mulheres com menos de 50 anos.
Descrito pelos investigadores como "uma biopsia líquida" e "não invasiva", o teste, intitulado HeiScreen, já detetou 15 tipos diferentes de células de cancro da mama e tem ainda a vantagem de identificar o cancro antes de este ser visível através das técnicas de raios X ou ecografia. É também mais económico, requerendo apenas alguns mililitros de sangue e podendo ser feito em qualquer laboratório.
Diário de Notícias

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019


Novo “cavalo de Tróia” conseguiu tratar seis tipos de tumores cancerígenos



Um anticorpo tóxico é a mais recente arma a ser prometida como um tratamento de amplo espectro para múltiplas formas de cancro avançado.
Apelidado como uma abordagem “cavalo de Tróia” à quimioterapia, a nova droga provou ser digna de subir na cadeia de testes clínicos para ser testada numa variedade maior de pacientes.
Investigadores do Instituto de Pesquisa do Cancro, em Londres, e do Royal Marsden NHS Foundation Trust testaram o novo tratamento num ensaio clínico envolvendo 147 pacientes para avaliar os seus potenciais benefícios e riscos de efeitos colaterais.
Chamado tisotumab vedotin, ou simplesmente TV, a droga é composta de um anticorpo monoclonal e um componente citotóxico que pode danificar fatalmente as células. O anticorpo procura bandeiras de sinalização de células em membranas chamadas fatores teciduais e exige entrada, de acordo com o estudo publicado na The Lancet Oncology.
Embora todos os tipos de células saudáveis ​​tenham esse fator, uma ampla variedade de tumores utiliza-a como uma maneira de crescer sem controlo, tornando-se um alvo atraente para a arma química citotóxica de procura e destruição.
Neste caso, o componente encarregado deste trabalho assassino é a monometil auristatina E, uma molécula que impede que as células se reproduzam.
“O que é tão interessante sobre este tratamento é que o seu mecanismo de ação é completamente novo – ele age como um cavalo de Tróia para infiltrar-se nas células cancerígenas e matá-las por dentro”, disse o oncologista Johann de Bono, do Institute of Cancer Research.
“O nosso estudo preliminar mostra que tem potencial para tratar um grande número de diferentes tipos de cancro e, particularmente, alguns daqueles com baixas taxas de sobrevivência”, referiu. Nestes inclui-se o cancro do colo do útero, bexiga, ovários, endométrio, esófago e pulmão.
Os pacientes com cancro da bexiga tiveram a resposta mais impressionante, com 27% dos voluntários inscritos a ver a sua doença a estabilizar. No outro extremo estava o cancro endometrial, com um modesto aumento de 7% dos indivíduos.

“É emocionante ver o potencial mostrado pela TV em vários tipos de cancros difíceis de tratar”, disse o diretor executivo do Instituto de Pesquisa do Cancro, Paul Workman. “Estou ansioso para ver o progresso na clínica e espero que possa beneficiar os pacientes que atualmente estão sem opções de tratamento.”

Os ensaios clínicos de fase I começaram em 2013 com o teste da segurança da TV em apenas 27 pacientes. Um ano e meio depois, surgiram sérios problemas de saúde, incluindo sinais de diabetes tipo 2 grave, inflamação da mucosa e febre.
Doses mais baixas fizeram com que os efeitos colaterais mais preocupantes diminuíssem, embora o tratamento ainda estivesse longe de estar livre de problemas, com hemorragias nasais, náusea e fadiga entre as queixas comuns.
Os testes de Fase I deram lugar à Fase II, que mostrou que a TV pode fazer uma grande diferença para muitos pacientes com cancro. “A TV tem efeitos colaterais fáceis de gerir, e vimos algumas boas respostas nos pacientes, todos com cancro em estágio avançado que foram tratados com outras drogas e que ficaram sem outras opções”, referiu de Bono
O próximo passo é expandir os testes da fase II para incluir cancro do intestino e do pâncreas. Se tudo correr bem, podemos esperar uma terceira fase de testes em vários anos, onde a eficácia e a segurança da droga são comparadas com tratamentos similares.
Precisamos desesperadamente de tratamentos inovadores como este, que podem atacar o cancro de novas maneiras e permanecem eficazes mesmo contra tumores que se tornaram resistentes às terapias padrão”, diz Workman.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Homossexualidade descriminalizada em todo o espaço da lusofonia
Com a aprovação do novo Código Penal de Angola, as relações homossexuais foram despenalizadas em todo o espaço lusófono. Ainda assim em vários países os direitos dos homossexuais continuam pouco ou nada reconhecidos e persistem perseguições e discriminação.

Homossexualidade descriminalizada em todo o espaço da lusofonia

A edição mais recente do estudo "Homofobia de Estado" (2017), da Associação Internacional de Lésbicas, Homossexuais, Bissexuais, Trangénero e Intersexo (ILGA), traça o quadro jurídico mundial da homossexualidade, revelando que a generalidade dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deixou de penalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo, mas que há ainda um longo percurso a fazer em matéria de proteção e reconhecimento.
A aprovação a 23 de janeiro do novo Código Penal de Angola, que o relatório ainda não regista, acabou com os derradeiros vestígios nos ordenamentos jurídicos dos países lusófonos, especialmente dos africanos, do Código Penal português de 1886, que determinava a detenção para quem se entregasse "habitualmente à prática de vícios contra a natureza”.
As novas regras eliminam esta medida e vão mais longe ao criminalizar com penas até dois anos a discriminação, incluindo laboral, em função da orientação sexual.
O novo Código Penal angolano não aborda nem prevê qualquer medida legislativa clara sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, bem como de outras questões relacionadas com a temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais).
Em junho de 2018, Angola tinha já legalizado a Associação Íris Angola, que defende a causa LGBT.
Em Moçambique, o Parlamento aprovou, por consenso, em julho de 2014, uma lei que aboliu as disposições que criminalizavam os atos sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo que constavam do Código Penal português de 1886.
A reforma entrou em vigor em 2015, mas desde 2007, existia já uma lei que oferecia proteção no emprego, obrigando o empregador a respeitar, nesta como em outras matérias, a privacidade do empregado.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Cientista mexicana consegue curar o papilomavírus humano em 100% das mulheres. Vai salvar milhares!

Ela estava trabalhando nisso há 20 anos e conseguiu impedir a doença sexu@lmente transmissível mais comum no mundo.
CONTI outra

Ela estava trabalhando nisso há 20 anos e conseguiu impedir a doença sexu@lmente transmissível mais comum no mundo.
A ignorância sobre as doenças sexu@is é geralmente uma das principais razões pelas quais elas se espalham com muita facilidade. Em todos os países, o desafio é educar sexu@lmente a população para ser mais responsável quando se trata de estar com alguém.
No entanto travar a propagação de doenças não será algo fácil nunca, incluindo dados de grandes organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) especifica que 80% das pessoas que são sexu@lmente ativas são infectadas com o vírus do papiloma humano (HPV) e normalmente estes mesmos 80% não sabem que o possuem.
Mas calma, surgiu a grande descoberta do Dr. Eva Ramón Gallegos, pessoa encarregada de dirigir a equipe científica do Instituto Politécnico Nacional (IPN) do México que conseguiu erradicar 100% o HPV em 29 mulheres da capital mexicana. Ramón Gallegos e sua equipe não estão apenas fazendo uma contribuição fundamental para a ciência, mas também estão dando um passo imenso para impedir a segunda maior causa de morte das mulheres mexicanas.

Seu método é a fototerapia dinâmica, uma técnica não invasiva que pode erradicar lesões pré-malignas do câncer do colo do útero em seu estágio inicial. O tratamento foi dado até três vezes em intervalos de 48 horas.
A médica também apontou pontos importantes como o de que o tratamento é livre de efeitos colaterais, ao contrário de outros métodos, e se concentra apenas nas partes danificadas e não nas saudáveis.Embora haja falta de apoio econômico para sua comercialização, estamos falando de um grande passo para a ciência que salvará muitas vidas.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Investigadores do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde desenvolveram um dispositivo que, ao “libertar localmente e de forma controlada” um antibiótico no tratamento de infeções ósseas, melhora a recuperação do doente.


Dispositivo médico 100% português vai libertar antibiótico diretamente nas infeções ósseas
EPA/RAMINDER PAL SINGH

“A presente estratégia terapêutica para combater infeções ósseas é frequentemente ineficiente e apresenta algumas desvantagens, tais como, o tratamento ineficaz de infeções ósseas graves ou a longa resistência no hospital para administração sistémica de antibióticos”, contou Susana Sousa, investigadora do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica (INEB), no Porto, e responsável pelo projeto.


Em declarações à Lusa, Susana Sousa explicou que o dispositivo médico, denominado HECOLCAP e desenvolvido, desde 2013, em colaboração com investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, visava a criação de “uma alternativa eficaz” na aplicação do tratamento de infeções graves em doentes com pé diabético ou que desenvolveram infeções na sequência da aplicação de uma prótese ou implante.
“A tecnologia associa num único produto, com composição química e morfologia que mimetiza a estrutura da matriz extracelular do tecido do osso trabecular”, esclareceu.

Atuar de forma controlada

O dispositivo médico permite assim “transportar e libertar localmente de forma controlada” o antibiótico, que uma vez libertado, faz com que as células “sejam capazes de se organizar de forma a gerar osso novo” e a regenerarem o tecido.


“Com estas duas valências pretende-se efetuar o tratamento da infeção e a recuperação funcional do tecido apenas com uma intervenção, ao contrário do tratamento convencional que envolve pelo menos, duas cirurgias”, frisou a investigadora.

 
saudável

Segundo Susana Sousa, a tecnologia desenvolvida evita ainda os “longos períodos no hospital”, reduz os custos do tratamento e melhora “significativamente” a qualidade de vida durante a recuperação dos pacientes.
O dispositivo ‘HECOLCAP’ foi premiado com o segundo lugar do Prémio de Inovação em Saúde i3S-Hovione Capital, no valor de 17.500 euros, e vencedor do prémio BfK- Born from Knowledge e do prémio da Patentree.
A equipa que esteve envolvida na criação do ‘HECOLCAP’ pretende agora “comercializar a tecnologia" através de um licenciamento a uma empresa de dispositivos médicos.

sábado, 26 de janeiro de 2019

CM

Tratamento do cancro da próstata permite cura em poucos minutos

Choques elétricos dizimam cancro com técnica minimamente invasiva, praticada em hospital do Porto. 
Por Manuel Jorge Bento|08.12.18 

Tratamento do cancro da próstata permite cura em poucos minutosRicardo Jr 32052 4 E se fosse possível deixar de ter cancro na próstata em 30 a 90 minutos, numa intervenção minimamente invasiva, e ter alta no dia seguinte? 
É o que permite a técnica de eletroporação irreversível. "Com base na fusão das imagens de ressonância magnética e ecografia, são introduzidas agulhas (elétrodos) através do períneo, entre o ânus e os testículos, e entre cada par de agulhas é gerado um campo elétrico de alta intensidade e curtíssima duração (microssegundos), que destrói apenas a membrana das células cancerígenas, induzindo a sua morte", explica José Sanches de Magalhães, urologista que realizou a 100ª intervenção em Portugal, no Hospital de Santa Maria, no Porto. 
O procedimento médico custa cerca de 15 mil euros, mas há já subsistemas de saúde a comparticipar quase a 100%, ainda que por reembolso da despesa e não adiantamento do valor. 
A intervenção - sob anestesia geral - preserva a glândula e "permite minimizar efeitos secundários associados ao tratamento deste cancro, como a disfunção erétil, a impotência sexual ou o risco de incontinência urinária", indica o médico, especialista em urologia oncológica. Além disso, "como não inclui incisões, o tempo de recuperação é mínimo, com menos dor no pós-operatório", refere. 
No dia da cirurgia, "o doente faz um clister de limpeza e, depois, é aconselhável ficar com uma sonda na uretra dois dias para evitar o risco de inflamação ou edema", conclui.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Análise ao sangue deteta doença de Alzheimer antes dos primeiros sintomas



U.S. Navy / Wikimedia

Uma simples análise ao sangue permite detetar sinais de lesões no cérebro em pessoas com risco de doença de Alzheimer, mesmo antes de sintomas como a confusão e a perda de memória surgirem, defendem cientistas num estudo esta segunda-feira publicado.
O teste, afiançam os investigadores, consegue identificar no sangue uma proteína do ‘esqueleto’ dos neurónios (células cerebrais) que tem o nome de neurofilamento de cadeia leve, podendo ser também usado para detetar sinais de lesões cerebrais associadas a outras doenças neurodegenerativas, como a esclerose múltipla.
Quando há lesão ou morte de neurónios, o que acontece na doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência que não tem cura, esta proteína ‘flui’ para o líquido cefalorraquidiano – que ‘banha’ o cérebro e a medula espinal – e a partir dele entra na corrente sanguínea.
A deteção de elevados níveis da proteína no líquido cefalorraquidiano tem sido apontada como um sinal de que alguns neurónios sofreram lesões. Só que a obtenção de uma amostra de líquido cefalorraquidiano exige a sua recolha da medula espinal com uma agulha, um método ao qual as pessoas são relutantes.
Para realizar o trabalho publicado esta segunda-feira na revista científica Nature Medicine, uma equipa de cientistas da universidade norte-americana de Washington e do Centro Alemão para as Doenças Neurodegenerativas partiu de um estudo de população que incluiu famílias com mutações genéticas raras que causam a doença de Alzheimer em idade precoce (aos 30, 40 e 50 anos).
Segundo um comunicado da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, que está a investigar as ‘raízes’ da doença, existe 50 por cento de probabilidade de um pai ou uma mãe com uma dessas mutações transmitir o erro genético a um filho e este, depois, ter sintomas de demência perto da idade em que o pai ou a mãe os teve.
O procedimento científico
Os cientistas avaliaram 409 pessoas, das quais 247 eram portadoras de uma mutação genética herdada dos pais e as restantes sem alterações nos genes. De todas as pessoas que acompanharam, metade das quais mais do que uma vez, obtiveram amostras de sangue, imagens do cérebro e testes cognitivos.
As pessoas que tinham um erro genético revelaram no sangue concentrações mais elevadas da proteína de origem cerebral – neurofilamento de cadeia leve – e essas concentrações aumentavam ao longo do tempo.
Ao contrário, as pessoas com um gene ‘normal’ tinham níveis baixos e estáveis da mesma proteína. Esta diferença foi identificada 16 anos antes do aparecimento expectável dos sintomas cognitivos associados à doença de Alzheimer, de acordo com o comunicado da Universidade de Washington.
Adicionalmente, os investigadores observaram imagens do cérebro das pessoas e verificaram que as concentrações da proteína aumentavam ao mesmo ritmo que uma parte do cérebro envolvida na memória encolhia e torna-se mais fina.
Para perceberem se os níveis de neurofilamento de cadeia leve no sangue poderiam ser usados ou não como marcadores da degradação cognitiva, os cientistas recolheram dados de 39 pessoas com mutações genéticas que causam a doença de Alzheimer.
Através de testes cognitivos e de imagens do cérebro, descobriram que as pessoas cujas amostras de sangue tinham revelado anteriormente um aumento rápido das concentrações da proteína eram mais suscetíveis de apresentar sinais de atrofia cerebral e diminuição das capacidades cognitivas (memória, raciocínio…).
Para um dos coordenadores do trabalho, Mathias Jucker, do Centro Alemão para as Doenças Neurodegenerativas, será importante, daqui em diante, confirmar se os resultados obtidos serão idênticos quando a doença de Alzheimer se manifesta mais tarde (a que surge nos idosos e a forma mais frequente) e determinar o período de tempo a partir do qual alterações na proteína devem ser avaliadas para se ter um bom diagnóstico clínico.// Lusa