domingo, 8 de dezembro de 2019

Está a desenvolver-se um projeto de retina artificial que poderá "devolver visão a cegos"?
Está a desenvolver-se um projeto de retina artificial que poderá
POLÍGRAFO / 8 dez 2019
Por vezes, entre a ficção científica e os desenvolvimentos tecnológicos existem apenas anos e muito trabalho e alguns projetos parecem ser tão avançados que chegam a confundir-se com mitos. Neste caso, falamos da criação de “uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMRI)”. Ou seja, trata-se de uma tecnologia que permite recuperar a visão que foi danificada pelas lesões progressivas da mácula.
A publicação em causa - denunciada como fake news por vários utilizadores do Facebook - baseia-se num artigo da página "Noticias de Israel", no qual se informa que o projeto está a ser desenvolvido por Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina na Universidade de Tel Aviv, e que “o objetivo da visão computacional é na realidade substituir estes fotorreceptores destruídos por um dispositivo que imita o sistema natural que percebe a informação visual, capaz de transferir sinais elétricos ao cérebro”. Mas será verdade?
Sim. O Polígrafo contactou a investigadora que lidera o projeto para perceber em que consiste esta nova tecnologia e em que fase se encontra. “Estamos a trabalhar nesta tecnologia há mais de 10 anos e agora estamos à procura, através de colaborações, dos melhores materiais para estimular a retina de forma mais eficaz”, respondeu Yael Hanein por e-mail, referindo-se a uma parceria recentemente estabelecida com a Universidade de Linking, na Suécia.
“A tecnologia é baseada em semicondutores orgânicos que são construídos para responder à luz gerando um pequeno campo elétrico local. Este campo elétrico é forte o suficiente para provocar a ativação neuronal que é percebida pelo cérebro com uma fonte de luz”, esclarece a investigadora. “Ao implementar vários elementos semicondutores é possível gerar uma imagem inteira. Ao contrário de outras tecnologias, este eletrónico orgânico pode ser implementado em materiais de substrato delicado e introduzido no olho com um processo cirúrgico suave”.
Neste momento da investigação, a tecnologia destina-se apenas a pacientes com retinite pigmentosa - uma “degeneração rara e progressiva da retina que pode levar à perda da visão moderada a grave”, segundo a descrição do Manual MSD -, mas o objetivo é que venha a ser aplicada também a pessoas com DMRI, sendo “imperativo alcançar uma resolução muito superior”, acrescenta a professora.
Presentemente, Hanein está a desenvolver dois projetos com o mesmo objetivo: criar uma retina artificial para restabelecer a visão a pacientes cegos. “O primeiro é numa companhia israelita chamada Nano Retina, onde esperamos poder começar os ensaios e testes do implante em humanos. O segundo é a nossa pesquisa em que esperamos trabalhar na nova tecnologia baseada em materiais novos. Com este esforço temos conseguido testar o sistema em laboratório e começámos a trabalhar com animais, mas estamos ainda longe da fase dos ensaios humanos”, ressalva.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019


Cientistas descobriram como enfraquecer bactérias que causam infeções
N.N./Lusa
Uma equipa de cientistas, incluindo o português Pedro Oliveira, descobriu como enfraquecer geneticamente bactérias patogénicas, nomeadamente as que causam infeções nos hospitais, potenciando o uso de medicamentos mais eficazes que os antibióticos, aos quais ganham resistência, foi hoje divulgado.

Cientistas descobriram como enfraquecer bactérias que causam infeções

O trabalho, publicado na revista científica Nature Microbiology, incidiu na bactéria 'Clostridioides difficile', na origem de muitas infeções que ocorrem nos hospitais e que, nos casos mais graves, levam à morte dos doentes.
O estudo teve como primeiro autor Pedro Oliveira, que trabalha no Instituto de Genómica de Mount Sinai, nos Estados Unidos.


 O investigador explicou à Lusa que foram inativadas na bactéria proteínas que estão envolvidas na modificação do ADN (material genético), procedimento que a tornou "num estado quase morta", sem reação.


As proteínas chamam-se 'metiltransferases' de ADN (MTases). Sem elas, a 'Clostridioides difficile' perde "muita da sua capacidade em formar esporos", células que a tornam resistente "à maioria dos desinfetantes hospitalares e rotinas de limpeza", levando-a a adquirir "características virulentas" nem sempre combatidas com sucesso com antibióticos.
O que a equipa científica fez foi modificar os genes que expressam as proteínas MTases. Ao deixar de produzir MTases, a bactéria ficou mais fraca, menos resistente e menos capaz de se propagar.
Para Pedro Oliveira, "o mais interessante" é que as proteínas MTases "são quase universais em bactérias", isto é, podem ser detetadas não só na 'Clostridioides difficile', mas também noutras bactérias causadoras de infeções, como a 'E.coli' e a 'salmonella', o que significa, a seu ver, que um tratamento alternativo aos antibióticos para a 'Clostridioides difficile' pode ser replicado noutras bactérias para "diminuir a virulência e a patogenicidade".
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"No atual cenário global de crescente resistência aos antibióticos, esta estratégia assume-se definitivamente como um plano B promissor para combater infeções de origem bacteriana", sustentou o investigador à Lusa.
Numa próxima etapa, os cientistas propõem-se desenvolver e testar medicamentos que consigam inibir as proteínas MTases.
No estudo, o grupo de investigação sequenciou o ADN de várias estirpes da bactéria 'Clostridioides difficile', isolada de 36 doentes, usando uma técnica de sequenciação que permite visualizar como os genes funcionam.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

EQUIPA DE INVESTIGADORES PORTUGUESA CRIA VACINA 
                          QUE PODE REVOLUCIONAR O TRATAMENTO DO CANCRO


Investigadores da Universidade de Lisboa e da Universidade de Tel Aviv desenvolveram uma vacina que “educa” o sistema imunitário, tornando-o capaz de destruir células cancerígenas e controlar o desenvolvimento da doença. Esta vacina experimental desbloqueou também a ação de outros tratamentos já utilizados. Os resultados obtidos através desta abordagem mostram que este tratamento poderá ainda otimizar a ação de outras terapias em cancros de difícil tratamento.

A vacina desenvolvida tem a capacidade de “re-educar” células do sistema imunitário, que, desta forma, conseguem reconhecer proteínas apresentadas apenas por células tumorais, em particular células de melanoma, o que conduz a uma notável inibição do crescimento do tumor e poderá aumentar do tempo de vida dos doentes.


Um estudo publicado na revista britânica Nature Nanotechnology, liderado pela investigadora Helena Florindo, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, e pela investigadora Ronit Satchi-Fainaro da Universidade de Tel Aviv, apresenta os resultados da combinação de uma vacina anti-tumoral com outros tratamentos já utilizados em células que bloqueiam a resposta imunológica do nosso corpo contra células cancerígenas. A vacina desenvolvida tem a capacidade de “reeducar” o sistema imunitário conferindo-lhe a capacidade de reconhecer proteínas produzidas apenas por tumores, em particular melanomas, o que conduz a uma notável inibição do crescimento do tumor, bem como a um aumento do tempo de vida dos doentes.  “Quando a nossa nanovacina interage com células apresentadoras de antigénios, principalmente células dendríticas do sistema imunitário, estas tornam-se funcionalmente ativas e desencadeiam uma resposta imunológica específica, ao apresentarem esses péptidos tumorais a células T do sistema imunitário (linfócitos T). Assim, asseguramos não só a ativação destas células T contra as células tumorais,
mas também a criação de memória imunológica desta resposta a longo prazo, como forma de prevenir a recorrência precoce desta doença” explica Helena Florindo.    “Além disso, neste estudo demonstramos que a presença do açúcar simples manose à superfície de nossa nanovacina é essencial para conseguir uma extensa infiltração de células imunitárias na massa do tumor, de forma a reconhecerem e destruírem especificamente as células malignas” acrescenta a investigadora.  Helena Florindo esclarece ainda que “esta nanovacina não tem como alvo direto as células tumorais, mas utiliza o sistema imunológico do nosso corpo para alcançar a destruição seletiva das células cancerígenas. Isso é de extrema relevância para os doentes oncológicos, os quais sofrem recorrerentemente de efeitos adversos graves causados pela ação inespecífica de agentes anticancerígenos em tecidos e órgãos saudáveis. Esta realidade compromete a qualidade de vida dos doentes, mas também obriga à interrupção dos tratamentos”. Embora já existam no mercado vacinas terapêuticas contra o cancro, estas requerem processos extremamente complexos, desde a colheita das células até ao seu cultivo, muitas vezes induzindo efeitos adversos nos doentes. Este procedimento pode levar a um rendimento e a uma qualidade de tratamento variáveis, dependendo do estadio de evolução da doença. Segundo João Conniot, um dos membros da equipa da U. de Lisboa, “As nossas nanovacinas constituem uma alternativa a essas imunoterapias celulares. Estamos a falar de um potencial produto que pode ser administrado aos doentes e, desta forma, modelar diretamente o seu sistema imunológico”.  Este estudo evidencia também, especialmente no caso de melanomas, o aumento de células supressoras na massa do tumor que dificultam gravemente a resposta do sistema imunitário. Através da ação combinada de fármacos que bloqueiam essas células com a vacina desenvolvida, é possível tornar o tratamento consideravelmente mais eficaz. “Quando estas células supressoras, derivadas de células mieloides, foram inibidas, todo o potencial da nossa vacina foi revelado. Estes resultados abrem assim novas perspetivas no desenvolvimento de estratégias combinadas contra o cancro, nas quais o papel destas células imunosupressoras deve ser considerado”. explica Helena Florindo. "Atualmente, estamos a avaliar a eficácia das nossas vacinas em vários modelos pré-clínicos de cancro, como carcinoma da mama, cancro colorretal e cancro pancreático", adianta a investigadora. “O cancro é uma doença complexa e multifatorial. As formas mais agressivas requerem a combinação de diferentes estratégias terapêuticas, tendo em vista o aumento da esperança de vida dos doentes. Acreditamos que a vacinação desempenhará um papel importante nas terapias contra
o cancro, particularmente na modelação do sistema imunológico do próprio doente. Isto também irá melhorar os resultados e a segurança dos tratamentos já utilizados, o que será muito importante tendo em conta a agressividade das doenças oncológicas”, conclui.

Este estudo foi financiado pela Fundação para a Ciência e TecnologiaMinistério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (FCT-MCTES) e pelo Ministério da Saúde em Israel no âmbito do programa EuroNanoMed-II (ENMed/0051/2016). FCTMCTES apoiou este estudo através de diferentes bolsas de doutoramento (SFRH/BD/87150/2012, SFRH/BD/87591/2012, SFRH/BD/78480/2011 and SFRH/BPD/94111/2013) e Pós Doutoramento (PD/BD/113959/2015). Este projeto recebeu apoio dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento através do programa COMPETE e fundos nacionais através da FCT (SAICTPAC/0019/2015). Recebeu também apoio da Fundação para a Ciência de Israel (Bolsas n.º 918/14 e 1969/18), da Associação de Investigação em Cancro de Israel (ICA) e do Fundo de Investigação em Cancro de Israel (ICRF).  O European Research Council (ERC), Conselho Europeu de Investigação (ERC Consolidator Grant Agreement n.º [617445]PolyDorm e ERC Advanced Grant Agreement n.º [835227] - 3DBrainStrom) e a Melanoma Research Alliance (Prémio Fundação Família Saban–MRA) também financiaram este estudo.

domingo, 13 de outubro de 2019

No Brasil, um inovador tratamento ao câncer

Pesquisadores desenvolvem terapia inédita na América Latina, em fase de testes, para combater doença. Nos EUA, custa US$ 475 mil — aqui, poderá ser oferecida pelo SUS. Leia também: governo do PA proíbe advogados da OAB em presídios
Por Maíra Mathias e Raquel Torres
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Esta é a edição do dia 11 de outubro da nossa newsletter diária: um resumo interpretado das principais notícias sobre saúde do dia. Para recebê-la toda manhã em seu e-mail, é só clicar aqui. Não custa nada.
PRIMEIRO SUCESSO 
Um paciente de 62 anos que tinha linfoma, já havia passado por quimio, radioterapia e imunoterapia e estava em fase terminal deve receber alta amanhã, depois de ser submetido a um tratamento inédito na América Latina. Como pacientes de câncer só são considerados curados após cinco anos de acompanhamento, o termo ainda não pode ser usado. Porém, o homem está “virtualmente curado”.
Não foi milagre, mas o resultado de uma terapia inovadora totalmente desenvolvida no Brasil, por pesquisadores da USP de Ribeirão Preto. Trata-se da técnica conhecida como CAR T-cells, que consiste na manipulação de células do sistema imunológico do paciente para que ele próprio combata a doença. Esse é um método recente, que por aqui ainda está em fase de pesquisas, mas nos países onde já foi aprovado para uso, custa muito, muito caro. Nos EUA, o preço chega a mais de US$ 475 mil, informa o G1. No Brasil, essa foi a primeira vez que o método foi testado. O médico Renato Cunha, um dos responsáveis pelo estudo, espera que um dia o tratamento seja acessível pelo SUS. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Nobel da Medicina: Três cientistas distinguidos por investigação sobre a forma como as células se adaptam à disponibilidade de oxigénio
Foi anunciado esta segunda-feira, 7 de outubro, o Prémio Nobel da Medicina, atribuído conjuntamente a William G. Kaelin Jr, Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg L. Semenza "pela sua investigação sobre como as células se adaptam à disponibilidade de oxigénio".
O galardão foi atribuído aos cientistas norte-americanos William Kaelin e Gregg Semenza e ao britânico Peter Ratcliffe, que dividirão igualmente o prémio de nove milhões de coroas suecas (832.523 euros).
O Comité do Nobel explicou ainda que os três cientistas conseguiram com os seus trabalhos "identificar a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes na resposta às variações de oxigénio".
"A importância fundamental do oxigénio é conhecida há séculos, mas o processo de adaptação das células às variações dos níveis de oxigénio era um mistério", acrescentou.
O trabalho destes investigadores, estabeleceu a base para entender como os níveis de oxigénio afetam o metabolismo celular e a função fisiológica, o que "abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças", prossegue a explicação da do Instituto Karolinska.
William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. O seu compatriota Gregg Semenza, igualmente nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe nasceu em Lacashirem, em 1954, e é perito em nefrologia.
Este é o primeiro dos Nobel a ser anunciado este ano, ao qual se segue, na terça-feira, o da Física e, na quarta-feira, o da Química.
Na quinta-feira, dia 10, serão atribuídos os Nobel da Literatura de 2018 e 2019 e na sexta-feira será conhecido o nome do novo Nobel da Paz.
O último anúncio será feito no dia 14 de outubro e determinará o vencedor do Nobel da Economia.
Este ano, serão atribuídos dois Nobel da Literatura (relativos a 2018 e 2019), depois de, no ano passado, ter sido suspenso devido a um escândalo de abusos sexuais e crimes financeiros que afetou a Academia de Estocolmo.
Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte de sua fortuna a pessoas que trabalhem por “um mundo melhor”.
O prestígio internacional dos prémios Nobel deve-se, em grande parte, às quantias atribuídas, que atualmente chegam aos nove milhões de coroas suecas (mais de 830.000 euros).


domingo, 6 de outubro de 2019

Criança de quatro anos, diagnosticada com a chamada “Alzheimer da infância”, consegue fintar o destino graças a um ensaio clínico 


A doença causa danos irreversíveis aos órgãos e ainda rigidez muscular, convulsões e demência. Mas graças a um medicamento conhecido como VTS 270, a menina está a conseguir brincar como qualquer criança da sua idade, contra todas as probabilidades.


Segundo os pais, foi exatamente graças ao VTS-270, a tal droga experimental, que Marian conseguiu tamanha reviravolta. Os resultados do ensaio clínico ainda estão a ser analisados pela Food and Drug Administration (FDA), mas o que alegam os seus responsáveis é que o medicamento, depois de injetado na coluna dos doentes com NPC, ajuda o corpo a destruir o colesterol que lhes obstruiu os neurónios, a razão para todos aqueles sintomas semelhantes à doença de Alzheimer nos idosos.
Perante estes resultados, mesmo que preliminares, Sara, a mãe da menina, está eufórica: “ela aprendeu logo a andar e agora adora as aulas de ballet.”
Mas não só. Mesmo em termos de capacidade cognitiva, Marian também já está no nível de desenvolvimento normal dos quatro anos e os sinais de demência infantil que já apresentava desapareceram por completo. “Durante três anos, vivemos com o coração na boca, depois do diagnóstico que lhe fizeram, e agora queremos crer que isso está ultrapassado”, confessou ainda Sara McGlockin, revelando ainda que conhecem outras famílias em que crianças com aquela doença infelizmente não chegaram a celebrar os quatro anos.
Agora, apesar da condição e de ainda não estar a 100%, quando está de pé, Marian frequenta o jardim de infância como qualquer criança da sua idade e adora brincar com as amigas. “Ela fala até em se tornar médica ou veterinária um dia... até em ser mãe”, acrescenta ainda a mãe, citada pelo Daily Mail, classificando a filha como uma lutadora. “E é a luta e a motivação dela que me fazem continuar.” Inicialmente, Marian e a sua família tiveram de viajar para a cidade de Chicago a cada duas semanas, para que o medicamento fosse administrado. Agora, já nem isso, que a droga já está disponível num hospital da Califórnia, onde vivem.
Niemann-Pick: que doença é esta?
A NPC afecta cerca de um em cem mil nascimentos e desenvolve-se pela acumulação de colesterol nos neurónios, afetando depois outros órgãos além do cérebro, como o fígado e o baço. Os sintomas neurológicos começam por ser o primeiro sinal de alerta, além de atrasos na aprendizagem durante a primeira infância, mas a idade em que os sintomas aparecem varia muito entre os pacientes. Segue-se uma perda progressiva da função cerebral, incluindo perda de controlo motor, audição, fala e cognição. A maioria dos pacientes morre 10 a 15 anos após o início dos sintomas. Mas graças à ciclodextrina - um produto químico encontrado no VTS-270 - o colesterol inicialmente preso nas células do sistema nervoso acaba por libertar-se e pode então ser metabolizado.