segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cientistas descobrem no veneno de escorpião antibiótico contra tuberculose
Cientistas descobriram no veneno de escorpião antibióticos contra a tuberculose e a pneumonia, anunciou hoje a universidade mexicana que conduziu a investigação.

Cientistas descobrem no veneno de escorpião antibiótico contra tuberculose

Peritos do Instituto de Biotecnologia da Universidade Nacional Autónoma do México isolaram, produziram e patentearam dois compostos químicos, presentes naturalmente no veneno do escorpião, capazes de combater estirpes resistentes da tuberculose e a bactéria "Staphylococcus aureus", que pode causar infeções graves como pneumonia e septicemia.
Além disso, sustentam os especialistas, as substâncias identificadas no veneno são eficazes para travar o crescimento de células cancerígenas sem provocar lesões nas células normais do tecido pulmonar.
Uma vez que a quantidade de compostos químicos que se pode obter dos escorpiões vivos é muito pequena, da ordem dos microgramas, foi necessário obtê-los de forma sintética, indicou um dos cientistas, Lourival Domingos Possani Postay, citado pela agência noticiosa espanhola Efe.

17 jun 2019 20:36    MadreMedia / Lusa 

"O trabalho em laboratório, com modelos biológicos, já está feito e funciona. Agora, são precisos ensaios clínicos em humanos e uma farmacêutica que tenha interesse em fazer chegar este produto às pessoas", afirmou.
Um dos compostos, de cor vermelha, é eficaz contra a bactéria "Staphylococcus aureus" e o outro, de cor azul, contra a bactéria da tuberculose, a "Mycobacterium tuberculosis", também conhecida como bacilo de Koch.
Para sintetizarem as substâncias químicas, os cientistas da universidade mexicana contaram com o apoio de investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que determinaram a estrutura molecular dos antibióticos mediante espetroscopia de massa e estudos de ressonância magnética nuclear.

terça-feira, 4 de junho de 2019


Gitanjali teve a ideia de projetar a Tethys, um detetor de chumbo, quando viu, nas notícias, o que tinha acontecido em Flint, no Michigan. Esta cidade com cerca de 100 mil habitantes ficou famosa nos Estados Unidos quando se descobriu que, devido a alterações no abastecimento, durante alguns anos os habitantes tinham consumido água contaminada com chumbo.
Expresso © Expresso Expresso "Se tens uma ideia, não desistas. Se falhares, tenta novamente".
Parece uma frase retirada de uma caneca da Mr. Wonderful ou de um Tweet para agradar a um grupo de empreendedores. Mas, se foram pronunciadas por alguém como Gitanjali Rao, convém que prestemos atenção, porque a determinação e o talento desta menina de 12 anos permitiram-lhe ser nomeada melhor jovem cientista dos Estados Unidos, no ano passado, e, mais importante do que isso, levaram-na a projetar um dispositivo que pode ajudar a salvar várias vidas, no futuro.
Gitanjali teve a ideia de projetar a Tethys, um detetor de chumbo que lhe garantiu o reconhecimento, quando viu, nas notícias, o que tinha acontecido em Flint, no Michigan.
Esta cidade com cerca de 100 mil habitantes ficou famosa nos Estados Unidos quando se descobriu que, devido a alterações no abastecimento, durante alguns anos os habitantes tinham consumido água contaminada com chumbo. Mais escandaloso foi o facto de as autoridades saberem o que se passava e não o terem denunciado, pondo em perigo as vidas de milhares de pessoas. Quando Gitanjali soube, através da televisão, pensou em “todos os meninos da minha idade que se expunham diariamente ao veneno, só por utilizarem um recurso como a água. O meu primeiro instinto foi perguntar-me como era possível, se toda a gente deveria ter direito a água potável."
A sua resposta não poderia ter sido mais clara: projetou a Tethys (assim chamada, em homenagem à deusa grega da água doce e dos rios), um aparelho portátil que utiliza nanotubos de carbono para medir o chumbo. O detetor incorpora um sensor ligado através de bluetooth a uma aplicação móvel que faz uma análise precisa e quase imediata da água.
Gitanjali reconhece que a sua paixão pela ciência foi herdada da sua família e sente-se grata por isso.
Os seus planos para o futuro são muito claros: gostaria de continuar a ajudar a resolver os problemas das pessoas através da ciência e da tecnologia e sabe que, para isso, tem de pôr em prática seguindo um dos conselhos que dá sempre a toda a gente: "Faças o que fizeres, diverte-te."
Entrevista e edição: Zuberoa Marcos, Pedro García Campos, Cristina López
Texto: José L. Álvarez Cedena

domingo, 19 de maio de 2019

Pesquisa liderada por cientista brasileiro faz dois paraplégicos caminharem

Um vídeo que mostra os pacientes caminhando foi publicado pelo cientista brasileiro em sua conta no Twitter. Acesse e veja!

As pesquisas científicas no Brasil vêm alcançando interessantes resultados, e mais uma prova disso é que a revista “Scientific Reports” deu destaque na sua edição da última sexta-feira a uma pesquisa liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que levou dois paraplégicos a caminharem.
De acordo com a publicação, a partir de várias abordagens combinadas, em especial o desenvolvimento de um novo dispositivo de estimulação muscular e de uma interface cérebro-máquina, dois pacientes com paraplegia crônica “foram capazes de caminhar com segurança apoiados em 70% do peso do próprio corpo, acumulando ao todo 4.580 passos”, explica o cientista na pesquisa.
“Aqui novamente as imagens de um feito histórico da balbúrdia da ciência brasileira!”, escreveu Miguel Nicolelis, fazendo menção à alegação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de “balbúrdia “, quando do primeiro anúncio de corte às universidades, então direcionado a apenas três instituições e, depois, ampliado para todas as instituições federais do país.
Um vídeo que mostra os pacientes caminhando foi publicado pelo cientista brasileiro em sua conta no Twitter. A pesquisa é parte do Walk Again Project (projeto Andar de Novo, em português), um consórcio internacional sem fins lucrativos que reúne pesquisadores em torno da recuperação de pacientes com lesões medulares. O vídeo publicado por Nicolelis mostra a lenta caminhada dos pacientes. Ele imagina a perna esquerda se movendo, o que aciona a contração de oito músculos naquele membro.
Os resultados são fruto de muitos anos de pesquisas — os passos das caminhadas se dão ao longo de diversas sessões, com grandes intervalos de tempo entre uma e outra. O vídeo mostra a evolução dos dois pacientes com a interface cérebro-máquina que é considerada não-invasiva. Um deles tem 40 anos, e o outro, 32, que sofreram a lesão há 4 anos e meio e dez anos, respectivamente.

Em 2014, o nome de Miguel Nicolelis já tido sido destaque fora do meio acadêmico. Na ocasião, o cientista fez um jovem paraplégico caminhar e dar um chute simbólico numa bola na abertura da Copa no Brasil.
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Cancro poderá ter cura nos próximos 10 anos, revelam cientistas 
Uma equipa de cientistas britânicos acredita que a descoberta de novas drogas revolucionárias poderá significar que o cancro possa ser gerido como qualquer outra doença crónica, tal como a diabetes, hipertensão ou HIV.
© iStock Uma equipa de cientistas britânicos acredita que a descoberta de novas drogas revolucionárias poderá significar que o cancro possa ser gerido como qualquer outra doença crónica, tal como a diabetes, hipertensão ou HIV.
Os cientistas creem que os novos fármacos serão capazes de manter os tumores sob controlo e impedi-los de se tornarem fatais.
O professor Paul Workman, do London’s Institute of Cancer Research (ICR), afirmou em declarações ao jornal The Guardian que este trabalho de pesquisa tornará “o cancro numa doença controlável”.
As novas drogas significam que os tumores poderão ser controlados como qualquer outra doença crónica, tal como a diabetes, a hipertensão ou VIH.
Os pacientes tomariam uma combinação de medicamentos que impediriam que a doença se torna-se fatal, explicam os cientistas.
O motivo por o cancro ser tão letal deve-se ao facto que a dado momento para de responder positivamente a quaisquer fármacos – dessa forma os tumores crescem, propagam-se, tornam-se incuráveis e tantas vezes matam o doente.
“Uma cura efetiva”
Todavia, a equipa de investigadores do ICR conseguiu identificar aquilo que causa algumas dessas alterações e está confiante que nova medicação será capaz de travar o crescimento das células cancerígenas.
O professor Workman afirmou ainda em declarações ao The Guardian que o resultado seria “uma cura efetiva”.
Os pacientes receberiam ainda uma combinação de tratamentos que agregassem radioterapia, quimioterapia e cirurgia.
Mas tomariam também medicação capaz de impedir as restantes células cancerígenas de crescerem e se propagarem.
O objetivo é conseguir manter a doença sob controlo por longos períodos de tempo, décadas, de forma a que eventualmente os doentes venham a morrer por qualquer outro motivo.
O professor Workman espera que os novos fármacos sejam introduzidos brevemente em ensaios clínicos e que possam ser oferecidos aos doentes no espaço de uma década.






















































































































































































































































































































domingo, 12 de maio de 2019

Teste do pezinho salva vidas de crianças há 40 anos e evita graves danos neurológicos
Sapo 12.05.2019
O teste do pezinho foi realizado pela primeira vez há 40 anos e desde então tornou-se uma rotina que salvou a vida de crianças e evitou que milhares tivessem atrasos neurológicos irreversíveis.

Teste do pezinho salva vidas de crianças há 40 anos e evita graves danos neurológicos
Pixabay

A história do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce foi recordada à agência Lusa pelo médico Rui Vaz Osório, um dos impulsionadores do rastreio neonatal em Portugal, em conjunto com o médico Jacinto Magalhães, que em 1980 fundou o Instituto de Genética Médica do Porto, que tem atualmente o seu nome.
Os acontecimentos que possibilitaram o rastreio neonatal de doenças genéticas ocorreram nas últimas décadas do século XX.
A técnica desenvolvida na década de 60 pelo médico e investigador Robert Guthrie de colheita de sangue sobre papel de filtro foi responsável por “uma das mais belas revoluções da medicina preventiva”, possibilitando o rastreio sistemático de doenças genéticas, disse Rui Vaz Osório, em entrevista à Lusa.
Desde então, programas de rastreio neonatal foram desenvolvido em todo o mundo, tornando-se parte fundamental dos programas de saúde pública.
Em Portugal, o programa arrancou em 1979 com o rastreio da fenilcetonúria, uma doença que provoca um atraso mental profundo, irreversível, sem cura, mas que se pode evitar se o bebé fizer uma dieta especial.
A primeira colheita foi feita no dia 14 de maio de 1979 na maternidade Júlio Dinis, no Porto. “Em princípio estávamos com muito receio, não sabíamos como o rastreio iria ser recebido em Portugal”, contou o médico, de 88 anos.
“Há sempre velhos do Restelo” que na altura diziam que “as mulheres em Portugal não tinham cultura” para perceber o porquê de fazer análises num bebé saudável e que programa nunca iria ter uma taxa de cobertura suficiente.
A verdade é que poucos anos depois do arranque do programa a cobertura já era de 80% e atualmente é de quase 100%, salientou.
“Enfim, tivemos de vencer todas essas objeções mostrando claramente que ficava muito mais barato ao Estado prevenir doenças que provocam atraso mental do que suportar depois os custos do doente” ao longo da vida, afirmou.
Segundo o médico, “o dinheiro que se gastava com o rastreio era dez ou vinte vezes mais barato” do que suportar o encargo do doente.
“A partir daí arrancámos. A região centro inicialmente foi muito renitente, porque achava que havia outras prioridades, mas tudo isso se venceu”, contou.
O primeiro caso de fenilcetonúria detetado pelo rastreio aconteceu em 1980 e três anos depois já havia 10 doentes em tratamento que necessitavam de uma dieta especial.
Mas na altura era “tudo muito complicado” porque os bebés não tinham apoios e os únicos alimentos que existiam era dois leites especiais sem fenilalanina, que eram muito caros.
“As primeiras situações foram dramáticas”, disse Vaz Osório, contando o caso de uma mãe que vivia no Alentejo e que teve de ir trabalhar para Lisboa para poder comprar o leite.
Rapidamente se conseguiu que o Governo comparticipasse em 50% os leites e os produtos dietéticos pobres em fenilalanina que foram aparecendo e melhoraram a qualidade de vida dos doentes.
Porém, algumas mães tinham dificuldades em utilizar corretamente estes alimentos e para as ajudar foi montada, em 1992, uma cozinha experimental no Instituto de Genética, e editado o primeiro livro com receitas feito pelas nutricionistas do instituto.


Em 1981, o rastreio neonatal passou a abranger o hipertiroidismo congénito, mas a “grande revolução” aconteceu em 2001 com o aparecimento do equipamento Tandem Mass, que consegue diagnosticar dezenas de doenças apenas com uma gota de sangue colhida através da picadinha no pé.
O problema era o preço, custava cerca de 50 mil euros, um problema que foi ultrapassado com a ajuda do projeto “Saúde XX1”. Em 2004, o Tandem Mass já estava a trabalhar em Portugal e a cobrir mais doenças, 26 atualmente, 25 das quais de origem genética,.
“Fomos dos primeiros países europeus a avançar com esta tecnologia e isso foi uma revolução muito grande”, disse Rui Vaz Osório, adiantando que ao longo das quatro décadas foram rastreadas cerca de 3,8 milhões de crianças e detetados mais de 2.000 casos.
O médico realçou que “se não fosse o rastreio todas estas doenças eram diagnosticadas tardiamente” e “as crianças já teriam tido morte ou atrasos neurológicos irreversíveis”.
“O tratamento das doenças genéticas não cura, unicamente evita que a doença progrida. Portanto, o objetivo é começar a fazer o tratamento antes de a doença ter feito lesões e é por isso que tem de ser feito nos primeiros dez dias de vida”, sublinhou.
Para acompanhar os doentes, foram criados centros específicos de tratamento nos principais hospitais do país que trabalham em colaboração com a Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Instituto Dr. Ricardo Jorge.
Apesar do teste não ser obrigatório, “os pais aderiram por saberem que é um projeto com pés e cabeça, com utilidade grande e com custos mínimos de fazer uma picada no pezinho, que não custa nada”.

sábado, 4 de maio de 2019

Adeus mamografia: Novo exame de sangue permite detectar o cancro da mama

Conhecido como uma biópsia líquida, o teste pode ser realizado ao mesmo tempo que um exame de sangue de rotina.
CONTI outra

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e do Instituto Walter e Eliza Hall, na Austrália, desenvolveram um exame de sangue que pode detectar a presença de oito tipos diferentes de cancro (câncer), incluindo cancro (câncer) da mama.
“É UM PROCEDIMENTO MUITO MENOS INVASIVO DO QUE UMA BIÓPSIA (…)”
O exame de sangue CancerSEEK pode detectar pequenas quantidades de ADN alterado e proteínas libertadas de células cancerígenas no sangue. Conhecido como uma biópsia líquida, o teste pode ser realizado ao mesmo tempo que um exame de sangue de rotina. É um procedimento muito menos invasivo do que uma biópsia, em que uma agulha é inserida num tumor sólido para confirmar um diagnóstico de cancro (câncer).
Segundo os pesquisadores, o teste é adequado para mulheres de qualquer idade, mas é mais indicado para aquelas com idades inferiores a 50 anos e para mulheres com risco familiar de cancro (câncer) de mama.
“O exame de sangue desenvolvido pela nossa equipa de pesquisadores oferece uma nova e revolucionária oportunidade para detectar o cancro (câncer) no seio de forma rápida e não invasiva usando biomarcadores no sangue”, afirma o director médico, Christof Sohn do Hospital Universitário Feminino.
O procedimento baseado no sangue reduz a carga sobre os pacientes, já que não é doloroso e não requer exposição à radiação, segundo a professora Sarah Schott, chefe da secção de Ginecologia Translacional e chefe da secção de Cancro Familiar do Hospital Universitário Feminino.

“(…) O TESTE PODE SER USADO PARA MELHORAR A RESPOSTA AO TRATAMENTO.”
A equipa observou que o teste pode ser usado para identificar o desenvolvimento de cancros metastáticos e em estágios iniciais, bem como para o monitorização a longo prazo. Esse tipo de informação reunida usando o teste pode ser usado para melhorar a resposta ao tratamento.
Heidelberg University Hospital criou uma empresa spin-off chamada HeiScreen para trabalhar na comercialização do teste, que está atualmente sob revisão para a certificação CE.

quinta-feira, 25 de abril de 2019


Investigadores canadianos testam estimulação elétrica da medula espinal com bons resultados.
SIC Notícias© Andreas Gebert / Reuters SIC Notícias
Um tratamento com estimulação elétrica à medula espinal devolveu os movimentos a pacientes com Parkinson, numa experiência realizada na Universidade de Western em Ontário, Canadá, revela a BBC.
Cerca de 25% dos doentes com Parkinson têm dificuldade em andar à medida que a doença vai avançando, muitas vezes acabando mesmo por ficarem paralisados e caírem ao tentarem. Isto porque andar implica o cérebro enviar sinais para a perna fazer o movimento e receber um sinal de volta quando esse movimento está completo. Ora, na doença de Parkinson, esse sinal de retorno ao cérebro é cada vez mais ténue, o que provoca a paralisia e o doente não consegue andar.
Com a estimulação elétrica, esse sinal foi amplificado, permitindo ao paciente andar normalmente.
Um tratamento que, para o professor Mandar Jog da Universidade de Western, trará grandes benefícios.
"A maioria dos nossos pacientes tem a doença há cerca de 15 anos e não consegue andar com confiança há já vários anos", contou à BBC. "Para eles, que estavam confinados em casa, com receio de cair ao andar, poderem agora ir até ao supermercado e até de férias é extraordinário".
A equipa ficou ainda supreendida porque o tratamento com o estímulo elétrico parece ter efeitos duradouros. Mesmo depois do fim das estimulações elétricas, os pacientes continuam a conseguir andar.