quinta-feira, 16 de abril de 2015

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http://querosaber.sapo.pt/media/galeria_multimedia_v2/offline/15141.0.pos.jpgPortuguês homenageado por ter salvo judeus do Holocausto

   70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos são ainda aqueles reconhecidos pelos seus feitos e atitudes considerados heroicos. O padre Joaquim Carreira, Vice-Reitor do Colégio Pontifício Português, em Roma, foi esta quarta-feira homenageado com o título póstumo de Justo Entre as Nações, o maior reconhecido a não judeus feito pelo Estado de Israel e do povo judeu.
   O seu nome junta-se a Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido, José Brito Mendes e outros 25 mil nomes de não judeus gravados no Yad Vashem, o Memorial ao Holocausto em Israel. Estes nomes servem para recordar todos aqueles que se sacrificaram para salvar judeus durante o regime nazi.
   O reconhecimento foi anunciado no final de 2014, e a entrega da medalhe e certificado à sua família foi feita esta semana, numa cerimónia na Sinagoga de Lisboa com a presença da Embaixadora de Israel.
Joaquim Carreira viajou para Roma já em 1940, onde acabou por auxiliar várias famílias judaicas durante o Holocausto. Nos registos do Yad Vashem, salvou pelo menos três pessoas, incluindo Elio Cittone, encontrado em 2012 pelo jornalista António Marujo e uma das testemunhas que ajudou a que o reconhecimento fosse possível. Num dos relatórios do ano letivo de 1943-1944, pode ler-se, pela mão do padre, "concedi asilo e hospitalidade no colégio a pessoas que eram perseguidas na base de leis injustas."
   Um dos sobrinho do padre, Joaquim Carreira Mónico, conta ao Observador que os registos do tio falam em 40 pessoas salvas, se bem que é difícil saber o número exato.
   Joaquim Carreira faleceu em 1981, em Roma. O seu nome será gravado no Memorial dos Justos no verão.
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