quinta-feira, 7 de maio de 2015

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Ciência

Cientistas conseguiram reverter células cancerígenas para células normais


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    O cancro do pâncreas é um dos casos mais fatais. Imagem: Oncologia CUF
  • Um dos casos mais frequentes surge na cabeça do pâncreas. Imagem: Manual Merck



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    Conforme se desenvolvem, as células ganham novas funções. Imagem: Nature Education
Num estudo publicado na plataforma Pancreas, um grupo de investigadores das universidades de San Diego, Purdue e Sandord-Burham anunciaram que conseguiram reverter o processo de crescimento das células de adenocarcinomas do pâncreas, e torná-las saudáveis. Os testes foram feitos em laboratório e pretendem ser uma pesquisa para novos tratamentos.
Para testar a teoria, os cientistas criaram células de cancro do pâncreas em laboratório. Estas células foram depois induzidas a produzir a proteína E47 em maior quantidade, uma proteína responsável pelo desenvolvimento de células e a sua diferenciação (a capacidade de conseguir que as células que partilham o mesmo código genético possam executar funções diferentes). Sendo que são estas células as responsáveis pelo crescimento dos adenocarcinomas (os tumores cancerígenos), ao produzir mais esta proteína os cientistas concluíram que as células cancerígenas deixaram de se desenvolver, voltando atrás no tempo.
"As células de cancro pancreático têm uma "memória genética" que pretendemos explorar", diz Pamela Itkin-Ansari, uma das autoras do estudo. A ideia foi reforçada quando, ao inserir em ratos as células reprogramadas, as probabilidades de crescimento de tumores diminuiu.
O cancro do pâncreas, sendo um dos que mais tarde é diagnosticado (pois os seus sintomas começam a surgir numa fase mais tardia), é também um dos que mais dificilmente é tratado - especialmente quando leva à propagação para outros órgãos. Em Portugal, segundo dados da Cuf, todos os anos surgem 500 novos casos, e é um dos cancros com mais taxa de mortalidade.
Os investigadores pretendem agora verificar se a proteína E47 comporta-se da mesma forma em células cancerígenas de doentes já diagnosticados, e procurar uma forma de produzir esta proteína com mais facilidade.
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