segunda-feira, 14 de março de 2016

Novo filtro revolucionário de grafeno pode resolver a crise mundial da água

(dr) Monash University

Um investigador analisa a reacção à água de diferentes derivados de grafeno
Um novo tipo de filtro de grafeno desenvolvido por investigadores da Universidade Monash, na Austrália, e da Universidade de Kentucky, nos EUA, pode garantir acesso a água limpa e segura, e tornar-se a chave para gerir a crise mundial da água.
O novo filtro de grafeno permite que a água e outros líquidos sejam filtrados até nove vezes mais rapidamente do que com os actuais filtros comerciais.
A falta de acesso a água limpa e segura é um dos maiores riscos para a sociedade na próxima década.
No entanto, este premente risco ambiental poderia ser mitigado com desenvolvimento deste filtro de grafeno, cuja resistência e estabilidade permite o seu uso por períodos prolongados, em ambientes corrosivos, e com menos manutenção do que os outros filtros disponíveis no mercado.
De acordo com o professor Mainak Majumder, investigador da Universidade de Monash, a chave para o novo filtro foi desenvolver uma forma viscosa de óxido de grafeno.
“Esta técnica cria um arranjo uniforme no grafeno, e a uniformidade dá aos nossos filtros propriedades especiais”, explica o cientista, citado pela Phys.org.
(dr) Monash University
Textura do filtro de fibra de grafeno
Textura do filtro de fibra de grafeno
O produto pode filtrar qualquer partícula que seja maior do que um nanómetro, ou seja, cerca de 100.000 vezes menor do que a largura de um cabelo humano.
Os filtros de grafeno podem ser produzidos muito mais rapidamente e em tamanhos maiores, o que é crítico para aplicações comerciais.
A técnica poderia ser usada para filtrar produtos químicos, vírus, bactérias e toda uma variedade de líquidos, podendo ser usada para purificar água, produtos lácteos ou vinho, ou na fabrico de produtos farmacêuticos.
O revolucionário grafeno é uma estrutura de átomos de carbono tão fina que é considerada bidimensional. É considerado um “material maravilha”, por causa das suas características incríveis e da variedade das suas potenciais aplicações.
Esta é a primeira vez que um filtro de grafeno é produzido em escala industrial, um problema que preocupava a comunidade científica internacional.
Os resultados do estudo foram publicados a semana passada na revista Nature.
“Tem sido uma corrida para ver quem consegue desenvolver primeiro esta tecnologia, porque até agora os filtros de grafeno só podiam ser usados em pequena escala em laboratório”, diz Abozar Akbari, um dos investigadores envolvidos no estudo.
O próximo passo é agora patentear o produto e testá-lo contra contaminantes particulares.
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