O poder de um comprimidoA história de... Mário Beja Santos O assessor principal da União Geral de Consumidores tem dedicado a vida à defesa do consumidor. Ontem, quarta-feira, lançou um livro sobre um tema inédito: a relação dos consumidores com os medicamentos. Chega a ser tão forte a relação do comprimido com quem o toma rotineiramente que a sua alteração, saída de mercado ou simples inexistência na farmácia podem ter um efeito pessoal devastador. Por conhecer de perto esta relação "emocional" com os medicamentos, Mário Beja Santos tem dedicado particular atenção ao assunto nos últimos anos. O assessor da União Geral do Consumidor lançou, ontem, em Lisboa, um livro que se apresenta como um "roteiro prático de saúde" ou um "guia dos direitos do consumidor de medicamentos". "Quem Mexeu no Meu Comprimido?" foi lançado no Museu da Farmácia e estará nas livrarias com a chancela do Círculo de Leitores. O autor, que tem um currículo de mais de 30 anos de defesa dos direitos do consumidor, vem agora defender que entre este e o medicamento tem de se interpor necessariamente o farmacêutico. "Este manual de divulgação procura reflectir sobre a forma como devemos ser atendidos pela equipa da farmácia, instando o leitor a ser mais exigente no diálogo que em todas as circunstâncias deve procurar estabelecer ao balcão da sua farmácia", lê-se na nota introdutória. "Em tempos de automedicação tenho dito sempre 'use e abuse do aconselhamento farmacêutico'", afirmou o autor ao JN, sublinhando que "o medicamento é um assunto de segurança e de qualidade de vida". Questões tão prosaicas como saber o que é importante guardar no armário de farmácia lá em casa, saber escolher os medicamentos ou conhecer como se formam os preços e qual o papel do Estado são abordadas no livro de forma clara. "Se houvesse alguma grande mensagem de alcance prático do todo deste livro, ela devia ser a seguinte: devemos sair da farmácia com o conhecimento do medicamento que adquirimos, de modo a que saibamos para que serve, que melhoras devemos esperar e ao fim de quanto tempo, qual a duração do tratamento, quais as eventuais reacções adversas, que alimentos e medicamentos são de evitar e quais os cuidados a ter com a toma", resumiu. |
Índia: restaurante coloca frigorífico na rua para que sem-abrigo possam tirar as sobras Quando a proprietária de um restaurante de Kochi, na Índia, viu uma mulher sem-abrigo a comer de um caixote do lixo, ao lado do estabelecimento, teve uma ideia: colocar um frigorífico na entrada do Pappadavada, para que os sem-abrigo se pudessem servir em segurança e, paralelamente, o restaurante reduzisse o desperdício alimentar. O frigorífico está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, e todos se podem servir dele. Para além dos alimentos que, ainda que confeccionados, não são ingeridos pelos clientes ou colaboradores do restaurante, o frigorífico recebe várias refeições por lá colocadas por anónimos. Segundo Minu Pauline, citada pelo La Repubblica, o Pappadavada é responsável pela colocação de 75 a 80 refeições por dia no frigorífico. “O dinheiro é nosso. Mas os recursos pertencem à sociedade”, expli...
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